The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães

It’s not what I do, it’s how I do it. ~ Não é o que faço, é como o faço.

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(Please scroll down for english version)

Um dos meus inúmeros projectos profissionais chegou ao fim no domingo passado e dei por mim a pensar nos variadíssimos trabalhos que tive ao longo dos últimos dez anos.

Em certas alturas chegaram a ser tão fortes as crenças cristalizadas na minha mente sobre o que eu deveria ou não fazer enquanto profissional, mas o mundo tem vontade própria e tem-me atirado umas quantas surpresas.

Independentemente daquilo em que eu acreditava e que me fazia escolher determinado projecto, decidindo no que deveria gastar o meu tempo e o meu talento, a verdade é que fiz parte de trabalhos que adorei, outros que tive alguma dificuldade em abraçar e ainda outros tantos que odiei profundamente.
E por vezes fiquei destroçada e confusa quando me apercebia que alguns daqueles trabalhos que eu tinha desejado tão ardentemente eram os que acabavam por me deixar a sentir-me miserável.

Nos últimos anos aprendi que a minha felicidade não vem necessariamente daquilo que faço mas sim do modo como o faço.

Eu é que tenho que ser a paz, a alegria e o amor em vez de esperar que isso venha de algo exterior a mim própria.

O que me ajuda a construir a felicidade no dia-a-dia é acordar de manhã e decidir que vou ter um bom dia, que me vou divertir, levando a cabo toda e qualquer tarefa que me seja incumbida nesse dia, ou mesmo se não tiver absolutamente nada para fazer. É ir dormir sabendo com todas as células do meu corpo que no dia seguinte vou ser uma influência positiva e amorosa para todos os que me rodeiem, independentemente do que aconteça no decorrer do dia.

Estar focada em acarinhar e nutrir essa energia, hora após hora, proporciona-me uma maior possibilidade de experienciar paz e alegria durante o dia, seja o que for que esteja a fazer ou com quem esteja a trabalhar ou a comunicar.

Quando este sentimento está profundamente enraizado e é alimentado, permanece comigo e começa a expandir-se, tomando conta de todo o meu corpo e mente, facilmente aumentando o seu poder e até influenciando outros. Cresce e expande-se e tem o poder de afectar tantas pessoas com quem falo, ouço, vejo ou até em quem penso.

A quantidade de amor e alegria que ponho nas pequeninas coisas como tarefas ou simples obrigações é exactamente o mesmo tipo de sentimento que ponho nas grandes coisas da vida. Acaba por fazer sentido, mesmo quando na altura não estou consciente disso.

Uma das melhores decisões que eu posso tomar para melhorar o meu bem estar é alterar conscientemente as minhas intenções e mudar como faço o que faço. Mas mesmo tudo.

Escolho aceitar que o trabalho que a vida encaminhou até mim agora é o resultado de uma inteligência muito maior do que a minha. Abraçar totalmente isso e acreditar que tudo acontece na altura em que deve acontecer, deixa-me a fluir livremente.

Mas nem sempre é fácil libertar-me dos meus planos cristalizados na minha mente e tenho que praticar diariamente para manter o espírito aberto e livre de expectativas.

Sempre que me apanho enterrada em medos e julgamentos ou quando permito que factores exteriores manipulem a minha energia, foco-me na minha respiração e uso a minha atenção para imaginar no meu peito uma vela a arder com uma chama tão brilhante e constante.

É a minha paz de espírito. Aconteça o que acontecer, esta chama vai permanecer quieta, constante, sem tremer e sempre linda.
E respiro e continuo a ver a chama, alimentando-a com a minha energia a vibrar bem alto e cheia de paz. Perfeitamente quieta. A vela torna-se a minha prioridade mesmo se alguém estiver a gritar comigo, a tentar irritar-me ou a tentar que eu me sinta mal. Eu escolho a minha vela.

Enquanto eu conseguir continuar a nutrir aquela chama, vou conseguir ser a minha própria fonte de felicidade e consigo senti-la a aumentar e a atrair tudo o que também vibra a esse nível de amor.

Sentir-me bem é minha responsabilidade e não a vou deixar nas mãos de mais ninguém. Por isso continuo a praticar.

Bem lá no fundo sei que tudo o que acontece na minha vida é muito maior e melhor do que qualquer sonho ou plano que eu poderia ter sonhado ou planeado.

Um trabalho interminável é arranjar espaço para esta crença nos meus ossos, pele, coração e pensamentos.

A minha intenção é a de libertar-me de toda a resistência e conseguir receber tudo o que a vida tem para me oferecer, seja lá o que isso for.

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English:

One of my many professional projects came to an end last weekend and I took some time to look back and think about all the different things I’ve worked on for the past ten years.

There have been times where I had such strong beliefs about what it was that I was supposed to do in my career but the world has a mind of its own and has brought me quite a bit of surprises.

Regardless of what I once thought I should look for in a job, what was worthy of my time and talent, the truth is I have been a part of projects I loved, others I had a hard time embracing and even some that I hated deeply.

And sometimes I felt so shaken when I realised that some of the jobs I wanted so much could be the ones that made me feel really miserable.

The last few years I’ve come to learn that my happiness comes a lot more from how I do things than from what I actually do. I have to be the peace, joy and Love instead of waiting for it to come from outside of me.

What helps me built everyday happiness is getting up in the morning and deciding that I’m going to have a good day with tons of fun, executing whatever tasks lay ahead of me or even not doing anything at all. It’s going to bed knowing with every cell of my body that the next day I’m going to be a positive and loving influence to everyone and anyone surrounding me, no matter what the day may bring.

Being focused on nurturing that energy, hour after hour, gives me a greater chance of experiencing peace and joy throughout the day. Regardless of what I do or who I work and communicate with.

When this feeling is deeply rooted and nurtured it stays there, inhabiting my body and my mind, easily increasing its power and touching others. It grows and expands and has the power to affect so many people I talk to, listen to, see or even think of.

The amount of love and joy I put in the little things like chores or easy tasks, is the exact same feeling I put in the bigger things of life. It all adds up, even if I’m not aware of it at the time.

One of the best decisions I can make to improve my wellbeing is to conscientiously shift my intentions and change how I do what I do. And I mean everything.

I choose to accept that whatever life gives me as a job right now is the result of an intelligence much higher than mine.

Embracing this and believing that everything happens at the exact time it’s supposed to keeps me free and flowing. It’s not always easy releasing myself from my own crystallized plans and I practice daily to keep and open mind and detaching myself from expectations.

Whenever I get caught up in fear or judgement or I let external factors manipulate my energy, I bring my focus to my breath and I use my attention to imagine a candle in my chest with the light ever so bright and still. It’s my peace of mind.

No matter what happens, that light is staying still, won’t flicker and it’s eternally beautiful. And I breath and keep seeing the light, fueling it with my peacefull and high-vibration energy. Perfectly still. That candle becomes my number one priority even if someone is yelling at me, pushing me around or trying to make me feel bad. I’m choosing my candle.

As long as I can keep nurturing that light I’ll be my own source of happiness and I can feel it expand and attracting everything that vibrates at that same level of love.

It’s my responsability to feel good and I’m not giving it away to anyone.
And I keep practising.

Deep down I know that sometimes what happens in my life is so much bigger and better than any plan or dream I could have planned or dreamt. Making space for it in my bones, skin, heart and thoughts is my neverending homework.

My aim and intention is to let go of resistance and receive life’s gifts, whatever that may be.

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