The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães

Chocolate and mint raw cake (nut-free) + Growing older without aging ~ Bolo cru de chocolate e menta (sem frutos secos) + Ficar mais velho sem envelhecer

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Hoje partilho convosco a receita para o bolo que fiz para o meu aniversário na semana passada. Não sou uma grande fã de celebrar aniversários, talvez porque sempre tive uma relação estranha com a minha idade.

Aliás, sempre tive uma relação estranha com os números e com tudo o que tenha a ver com números. Matemática foi mesmo a única disciplina em que alguma vez chumbei na escola e isso diz muito sobre como é difícil relacionar-me com números.
Não me perguntem porquê! Ainda não consegui descobrir. Ainda!

Mas de volta à questão da idade, não é por eu não gostar de ficar mais velha ou por ter medo de ficar mais velha. Eu até considero que ficar mais velho é um privilégio que nem toda a gente tem a sorte de ter. Ainda esta semana o mundo me relembrou isso, com a partida súbita e muito triste de uma amiga. Eu dou valor ao meu tempo aqui e não tenho medo algum de ficar mais velha, de todo.

O problema, para mim, é que não me consigo identificar com a minha idade, nem agora nem nos últimos 13 ou 15 anos, mais coisa menos coisa. Sempre aparentei ser mais jovem do que a minha idade cronológica e isso parece criar reacções muito confusas nas outras pessoas devido ao hábito de terem ideias muito fixas sobre o que uma determinada idade significa ou deveria significar. Muitas vezes não sabem em que “caixinha” preconcebida me podem enfiar.

A verdade é que não me costumo identificar com pessoas da minha idade, havendo algumas excepções, como é óbvio. Quando me vejo ao espelho ou quando digo a minha idade em voz alta, parece-me sempre que alguém fez asneira e se enganou no número. Estou constantemente a esquecer-me de quantos anos tenho e o raio do número não me diz coisíssima nenhuma.

A boa notícia é que eu costumava sentir-me um tanto ou quanto culpada por ser assim mas agora descobri que até é uma atitude muito boa e saudável de se ter!

Segundo a Dra. Christiane Northup, o que nos faz envelhecer são as nossas crenças sobre a idade e sobre o nosso corpo e não a biologia ou a genética.

Tal como ela diz, ficar mais velho é inevitável mas envelhecer é uma opção.
Por isso, a nossa idade biológica não tem que corresponder à nossa idade cronológica. Ora aqui está algo que faz todo o sentido para mim!

Aquilo em que acreditamos é que determina a nossa saúde e juventude! Por isso podemos parar de culpar a nossa idade por isto ou por aquilo e começar a mudar os nossos pensamentos e ideias para criar mais saúde e beleza nas nossas vidas. Que crenças pessoais e culturais nos estão a impedir de viver uma vida melhor?

Será que acreditam que aos 35 já estão velhos demais para aprender uma nova profissão? Que aos 40 anos já não se pode ter filhos? Que aos 45 já não se podem apaixonar? Que as pessoas perdem valor e poder quando se reformam? Quantas crenças negativas e tão limitadoras teremos sobre a idade? Aposto que muitas, certo?

E, para além disso, é a nossa própria história, a nossa biografia que acaba por criar a nossa biologia. Ao praticar o estar conscientemente ligados à nossa energia, emoções e pensamentos, conseguimos mantê-los positivos e constructivos para co-criarmos a nossa saúde diariamente:

“Desta forma é a nossa biografia – ou seja, as experiências que constituem a nossa vida – que se torna a nossa biologia. (…) As emoções dessas experiências ficam codificadas nos nossos sistemas biológicos e contribuem para a formação de tecido celular, que irá por sua vez gerar uma qualidade de energia que reflecte essas emoções.”
Caroline Myss, Anatomia do Espírito

Por isso, decidi seguir os conselhos da Dra. Northup e continuar a sentir-me jovem e vibrante, independentemente das opiniões de terceiros sobre a minha idade e como devo ou não devo ser.

Para além disso, vou continuar a seguir a minha intuição e manter-me longe de gente que só gosta de se queixar da idade, saúde e vida em geral. Eu prefiro focar o meu tempo e energia naquilo que adoro e não naquilo que detesto.
Ainda no outro dia uma amiga minha comentava que eu estava a começar a ficar velha demais para ter filhos mas eu sosseguei-a logo. Se cientistas de todo o mundo me garantem que o nosso corpo se renova totalmente a cada 7 anos, então estes meus ovários ainda só têm 5 anos e não precisam de ter pressa nenhuma!

O melhor de tudo é o conselho da Dra Northup para deixar de dizer a nossa idade e para começarmos a responder: eu não tenho idade!
Que tal? Muito bom, não é? Se este assunto vos interessa, espreitem este vídeo com informação de qualidade e bem divertido (infelizmente, só está disponível em inglês).

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E agora vamos ao bolo! Bolo cru, saudável, delicioso e baixo em gordura de chocolate, matcha e menta!
Vamos a isso!

Eu adoro chocolate e fiquei inspirada para fazer a massa do bolo desta maneira depois de ler uma receita de queques crus da Emily do This Rawsome Vegan Life. Tive que fazer algumas adaptações mas resultou lindamente, numa massa muito fofa e bem cremosa!

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
Primeira camada
1/4 cup/chávena/xícara de água
2 colheres de sopa de chia
1/2 cup/chávena/xícara de amoras brancas secas (usei Iswari)
1/2 cup/chávena/xícara de côco ralado
1/2 cup/chávena/xícara de tâmaras (sem xaropes)
1/2 cup/chávena/xícara de água
1 colher de sopa de matcha em pó (usei Iswari)
1 ou 2 gotas de óleo essencial de menta (100% puro e biológico)
Segunda camada
1/4 cup/chávena/xícara de água
2 colheres de sopa de chia
1/2 cup/chávena/xícara de amoras brancas secas (usei Iswari)
1/2 cup/chávena/xícara de côco ralado
1/2 cup/chávena/xícara de tâmaras (sem xaropes)
1/2 cup/chávena/xícara de água
4 colheres de sopa de alfarroba em pó
Para decorar
2 kiwis maduros

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Instruções:
Primeira camada

~ numa taça ou copo juntar a chia com 1/4 cup/chávena/xícara de água para a chia inchar

~ entretanto, triturar o côco e as amoras num processador de comida ou liquidificadora potente. Deitar numa taça e deixar de lado.

~ triturar as tâmaras (sem caroços) e o resto da água. Deitar esta mistura na taça com o côco e as amoras e misturar muito bem. Juntar a chia já bem inchada e voltar a misturar.

~ por fim, adicionar a menta e a matcha e misturar até ficar uma massa com cor homogénea.

~ deitar a massa numa forma de bolo redonda e pequena (a minha tinha 15 cm) forrada com papel vegetal. Nunca usar formas de plástico ou silicone quando se usa óleos essências. Pressionar bem a massa e nivelar.

~ cortar rodelas fininhas de kiwi (sem casca) e colocar por cima da primeira camada, tapando-a totalmente. Deixar no congelador enquanto preparam a segunda camada.

Segunda camada
~ Repetir os passos 1, 2 e 3 da primeira camada.

~ por fim, adicionar a alfarroba e misturar até ficar uma massa com cor homogénea.

~ tirar o bolo do congelador e deitar a segunda camada por cima dos kiwis. Pressionar bastante e nivelar o mais possível.

~ cortar mais rodelas de kiwi e decorar a parte de cima do bolo.

~ tapar o bolo com mais papel vegetal e deixar no congelador durante 3 ou 4 horas. Retirar do congelador, retirar da forma e por o bolo no prato. Deixar no frigorífico cerca de 10/15 minutos antes de servir.

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ENGLISH:

Today I’m sharing the recipe for the raw cake I made for my birthday last week. I’m not a big fan of birthday celebrations, maybe because I’ve always had a weird relationship with my age.

Actually, I’ve always had a weird relationship with all numbers and anything that revolves around numbers. Math was the only class I ever failed in school and I think it says a lot about how hard it is for me to relate to numbers. Don’t ask me why, because I haven’t figured it out. Yet!

But, back to the age issue, it’s not that I don’t like getting older or that I’m afraid of it. I actually feel that growing older is a privilege that a lot of people don’t get to experience. Just this week I was reminded of that with the sad news of a friend’s sudden passing this week. I do value my time here and I’m not afraid of getting older, no.

The problem for me is that I don’t identify myself with my age, not right now and probably not for the past 13, 15 years, maybe. I’ve always looked younger than my chronological age and that creates a lot of confusing reactions from people due to their habit of having such strong ideas of what a specific age means or should mean. Sometimes they just don’t know what little preconceived “box” they can put me in.

The truth is I don’t usually identify myself with people my age, with a few exceptions, of course.
When I look in the mirror or say my age out loud, I can’t help but think someone made a huge mistake. I keep forgetting how old I really am and the whole number doesn’t make any sense to me.

The good thing is that I used to feel somewhat guilty about this but now I’ve found out it’s actually a really good and healthy atitude to have! According to Dr Christiane Northup, our beliefs about our body and age are what makes us old and not our biology or genes.

Like she says, growing older is inevitable but aging is optional! So our biological age doesn’t have to be the same as our cronological age. Now, that’s something I can relate to!

It’s what we believe that determines how young and healthy we are! So we can just stop blaming our age for this or that and change our thoughts and ideas to create more health and beauty in our lives.

What personal and cultural beliefs are stopping us from living a better life? Do you think a 35 year old is to old to learn a new profession? Do you think a 40 year old is to old to have a baby? Do you think a 45 year old is to old to fall in love? Do you think you’ll lose your power and value after retirement? How many negative and limitative beliefs do we have about age? I’m guessing we have a lot, right?

Not only that, but our own story, our very own biography is ultimately what creates our biology. And by being mindful and connected to our energy, emotions and thoughts and making sure they are positive and constructive we can actively co-create our health every single day:

“In this way your biography – that is, the experiences that make up your life – becomes your biology. (…) The emotions from these experiences become encoded in our biological systems and contribute to the formation of our cell tissue, which then generates a quality of energy that reflects those emotions.”
Caroline Myss, Anatomy of the Spirit

So I’ve decided to take Dr Northup’s advice and stick with feeling young and vibrant regardless of people’s opinion about my age and how I should or shouldn’t act. And I’m also going to keep following my intuition and stay away from people that love complaining about their age, health and overal life.
I’d rather focus my energy and time on what I Love instead of what I hate.

Just the other day one of my friends was saying that she believes I’m getting too old to have children but I reassured her that scientists have proven that our body totally renews itself every 7 years. So that means my ovaries are only 5 years old now and I see no reason whatsoever to rush.

But the best thing is this: Dr. Northup actually says we should stop saying our age and just answer any age related questions with “I’m ageless!” How about that? Isn’t that amazing?
If you’re interested in this topic, I highly suggest you watch this video with lots of quality information.

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And now it’s time for cake! Raw, healthy, delicious and low fat chocolate matcha mint cake! Let’s do it!

I love chocolate and I felt inspired to make the cake dough like this after reading a recipe for chocolate muffins by Emily from This Rawsome Vegan Life. I made some adaptations and it turned out really good, very moist but light!

Ingredients:
(Organic, if possible)
First layer
1/4 cup of water
2 tablespoons of chia seeds
1/2 cup of dried mulberries (I used Iswari)
1/2 cup of desiccated coconut
1/2 cup of dates (without added syrups)
1/2 cup of water
1 tablespoon of matcha powder (I used Iswari)
1 or 2 drops of 100% pure and organic peppermint essential oil
Second layer
1/4 cup of water
2 tablespoons of chia seeds
1/2 cup of dried mulberries (I used Iswari)
1/2 cup of desiccated coconut
1/2 cup of dates (without added syrups)
1/2 cup of water
4 tablespoons of carob powder
For the topping
2 ripe kiwis

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Directions:
First layer
~ in a cup or glass stir in the chia with 1/4 cup of water and let it get swollen

~ use a food processor or high speed blender to grind the mulberries with the coconut to make a flour. Set aside in a bowl.

~ process the dates (remove seeds first) with the remaining water and pour this paste into the bowl with the coconut and mulberries. Add the swollen chia and mix everything well

~ add the matcha and the mint essential oil and mix everything really well until you get a dough with an even colour and consistency

~ place this dough in a small round cake mold or tin (mine was about 15cm / 5.9 inches) covered in parchment paper. Never use plastic or silicone molds when using essential oils. Press it down very well and keep it levelled as much as possible

~ cut very thin slices of kiwis (without the peel) and cover the first layer with it

~ place the cake in the freezer while you prepare the second layer

Second layer
~ repeat steps 1, 2 and 3 from first layer

~ finaly, add the carob powder and mix everything really well until you get a dough with an even colour and consistency

~ take the cake out of the freezer and pour the second layer on top of it. Press it down really well and keep it levelled as much as possible

~ cut more thin slices of kiwis (without the peel) and cover the second layer with it.

~ cover the cake with some more parchment paper and place it in the freezer for about 3 to 4 hours. Then take it out of the tin, place it in a plate and leave it in the fridge for about 15 minutes before serving.

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2 thoughts on “Chocolate and mint raw cake (nut-free) + Growing older without aging ~ Bolo cru de chocolate e menta (sem frutos secos) + Ficar mais velho sem envelhecer

  1. Looks good! I like the kiwi topping. And happy (belated) birthday!

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