The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães

Finding a tribe + Raw Brownie Truffles (low fat) ~ Encontrar uma tribo + Trufas cruas de Brownie (baixo em gordura)

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Pensei nesta receita porque no outro dia tive um convívio com umas meninas e não sabia bem o que levar para o lanche. Acabei por fazer uma tarte crua de mirtilos que resultou muito bem, mas docinhos individuais como estas trufas ou patés como o guacamole ou hummus também são sempre boas escolhas para estas ocasiões.

No dia desse convívio fiquei a pensar em como tantos momentos sociais são organizados à volta da comida, desde encontros informais a ocasiões marcantes e importantes como aniversários, casamentos, o natal e tantas outras datas celebradas.

Para mim o importante é mesmo a companhia e a ligação que estabeleço com os outros. É óbvio que não gosto de passar fome e que fico insuportável se estiver com a barriga a dar horas, mas para mim a comida tem um lugar secundário, no que toca a socializar.
Já tive muitos momentos em que me ofereceram comida divinal mas onde me vi rodeada de pessoas com quem não me conseguia ligar, pessoas com energias, interesses e perspectivas tão desalinhados dos meus que me vi incapaz de desfrutar do momento.

São essas as alturas em que ouço perguntas interiores como: é mesmo isto que queres fazer com o teu tempo aqui? É com este tipo de influências que vais construir o teu caminho? Porque é que aceitas participar em algo que não é construtivo para ti?

A única coisa que me impede de sair porta fora nessas alturas é ouvir um sussurro que me diz: shine your light. (Faz brilhar a tua luz. – Sim, estes meus “sussurros” costumam vir em inglês, saberá Deus porquê.)
E esforço-me para me focar no que posso contribuir para que essa troca se torne positiva, enriquecedora e construtiva. Nem sempre sinto que consigo, devo confessar. De qualquer forma, costumo sair de lá com a vontade de não voltar a repetir o episódio.

E a verdade é que já me vi nesta situação amiúde e, por vezes, ao meu lado estavam pessoas que já faziam parte da minha vida há muito tempo. De repente apercebo-me que crescemos em direcções diferentes, que aquela que eu sou hoje já não tem nada a ver com quem eles se tornaram. Que não faz sentido tentar caminhar lado a lado porque no meio de nós cresceu um rio tão grande que já nem se avista a outra margem. E para quê insistir no que naturalmente se esgotou?

Por vezes estar com pessoas assim tem como único propósito evitar a solidão.
Eu vejo a companhia e a comunidade como algo que enriquece uma vivência, que traz verdadeiro significado ao termo “qualidade de vida”. Conecções verdadeiras, partilhas e ligações profundas são a diferença entre um dia vazio e um dia enriquecedor.

Encontrar uma tribo de almas com quem nos identificamos, com quem podemos partilhar sonhos e pesadelos, a nossa luz e a nossa sombra, é a derradeiro benção para qualquer um. Tenho aprendido que todas as relações têm um propósito e um prazo e que todas servem para aprendermos algo fundamental sobre a nossa existência. Cabe-nos a nós não repetir as lições.

Quanto mais tenho coragem para ser fiel a mim própria e a ser honesta sobre aquilo que sinto, penso ou acredito, mais facilmente as relações mudam. Os amigos que não o são verdadeiramente desaparecem como areia nas mãos e começam a aparecer outros cujos olhos brilham quando se reconhecem em algo que eu partilho, que vêm timidamente com um desejo de me dizerem ao ouvido: “eu também sou assim”.

O problema é que muitas vezes vemos a nossa essência, a nossa autenticidade, como algo mau, que nos prejudica e nos separa. Olhamos para o que nos torna únicos como algo que nos torna diferentes, anormais, bizarros, loucos. E quem é que quer ser assim? Não. Queremos ser aceites, sentir que somos amados e que fazemos parte de algo.

E quase sem nos apercebermos, passamos um tempo infinito a esconder quem somos, a tentar ser quem achamos que devíamos ser, ou aquela pessoa que nos fizeram acreditar que tínhamos que ser. Não é de surpreender que nos vejamos rodeados por pessoas iguais, máscara atrás de máscara, com medo de se encararem ao espelho e verem que só restam os fantasmas.

Mas o que nos escapa é que ser vulneravelmente verdadeiro é exactamente o que faz de nós interessantes, únicos, autênticos e é a isso que a essência das outras pessoas responde. É essa parte de nós que toca o âmago das outras pessoas, que faz com que se revejam em nós.

E é isso que funciona como um íman, uma bússola que nos guia para encontrarmos uma tribo de espíritos alinhados na mesma frequência. E essa sim, é uma comunidade que merece o nosso investimento, que nos inspira, que nos ajuda a crescer, que nos ajuda a evoluir na direção do bem pessoal e universal.

Muitas vezes me censurei quando comunico ou até quando escrevo para o blog com receio de ser mal interpretada, de parecer meio louquinha ou lunática, mas a verdade é que quanto mais honesta sou, melhor é a resposta que recebo. É mais forte, mais profunda, mais arrebatadora. Porque é uma resposta que vem da fonte e não da superfície de quem me lê.

Quantas vezes eu própria fico surpreendida com aquilo que sou hoje e penso na reacção que o meu eu de há uns 5 ou mais anos atrás teria ao conhecer o meu eu de hoje. Mas não tenho dúvidas que se iriam reconhecer uma na outra e que iriam ser amigas. De loucos? Sim!

Há uma frase que me surge constantemente nos últimos tempos que me faz tremer e rir ao mesmo tempo, porque é algo que evitamos uma vida inteira mas que faz tanto sentido como respirar: let your crazy out! (Deixa sair a tua loucura!).

Ando a praticar deixar-me levar por este novo GPS pessoal, sem julgamento ou medo. E é esse o conselho que dou a qualquer pessoa que queira encontrar um grupo, uma nova família, uma comunidade. Só a conseguimos encontrar depois de já nos termos encontrado a nós próprios. Quando ficamos prontos para nos abraçarmos completamente, também o mundo fica pronto para nos responder na mesma moeda. Na dúvida, let your crazy out!

Quando mais me deixo guiar por esta orientação, mais os outros se revelam, tanto positiva como negativamente, mas ao menos recebo a verdade que há neles. E assim torna-se fácil ver quem nos quer dar a mão para fazer a jornada de volta a casa.
E todos os outros, ficam livres para seguir o seu próprio caminho com as escolhas que conseguem fazer agora. E quem sabe, um dia, nos voltaremos a cruzar por esses trilhos?

“A felicidade só é verdadeira quando partilhada.” Christopher McCandless
(aconselho vivamente o livro onde é contada a história verídica deste rapaz que abandonou a vida em sociedade à procura de uma existência que transcendesse o materialismo ~ “O lado selvagem” de Jon Krakauer)

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E agora sim, voltamos à receita que é tão boa para partilhar com os nossos entes queridos.

Quando comecei a escrever este post, a minha ideia era partilhar a receita da tarte crua de mirtilos, mas algo me disse que não era a altura certa para isso e vários acontecimentos acabaram por me guiar a estas trufas.

Esta é uma adaptação da minha receita dos Brownies crus, baixos em gordura e sem frutos secos que são uma verdadeira delícia. E as trufas ficam tão docinhas que nem dá para acreditar que não levam açúcar processado!

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 cup/chávena de tâmaras (sem xaropes adicionados)
1 cup/chávena de amoras brancas secas (usei Iswari)
4 colheres de sopa com alfarroba em pó
1/2 colher de sopa com canela em pó
1/2 colher de chá de baunilha em pó

Instruções:
~ Demolhar as tâmaras durante alguns minutos até ficarem moles e depois retirem os caroços.

~ Juntar tudo num processador de comida e triturar até ficar uma pasta uniforme e pegajosa.

~ Depois basta fazer bolinhas do tamanho que desejarem, usando apenas as mãos.

~ Podem comer logo ou podem deixar no congelador durante 1 horita para ficarem mais duras e crocantes.

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ENGLISH:

I thought about this recipe the other day, as I was planning a little get together with some girls and didn’t quite know what snacks to bring. I ended up making a raw blueberry pie that turned out amazing but other good choices for this type of situation are little individual sweets like these truffles or spreads like guacamole or hummus.

That day I came to think about how most social events revolve around food, from casual get togethers to important days like birthdays, weddings, the holidays and so many other celebrations.
But to me, the important thing has to be the company I’m with and the connection I’m able to set with others. I obviously don’t enjoy being hungry and I get a horrible temper when I, but food is quite secondary to me on those moments.

I’ve been in many places where divine food was being served but where I found myself surrounded by people whose energy, interests and perspectives where so out of tune with mine that I just couldn’t truly enjoy the moment.

Those are the times where I hear little inside questions like: is this really how you wish to spend your time here? Is this the kind of influence that will help you build your path? Why do you take part of something that just isn’t constructive to you?

And the only thing preventing me from running out the door is a whisper that tells me: shine your light. And I do try hard to focus on whatever positive, enriching or constructive input I may have to offer right there. I must confess I don’t always feel accomplished and either way, I go home wishing not to go through that again.

But, truth be told, I’ve found myself in that situation often and sometimes the people surrounding me had been a part of my life for many years.
And suddenly, I realise that we’ve grown in completely different directions, that the person I am today has nothing to do with whom they have become. And it just feels awkward that we keep on trying to walk side by side because between us has grown a river so wide we can’t even see the other bank. Why insist on something that naturally drained away?

Sometimes being in such company is a sole excuse to avoid loneliness.
I see companionship and community as something that truly enriches the experience of living, that brings true meaning to the term “quality of life”.
Honest connections, profound shares and links can summ up the difference between an empty day or a valuable one.
The ultimate blessing to anyone is to find a tribe of like-minded souls, someone we can relate to, someone who embraces our dreams and nightmares, our light and our shadow.
I have learned that all relationships have a purpose, an expiration date and all of them happen to teach us something fundamental about our own existence. It’s up to us not to repeat the lessons.

The more courage I have to be true to myself and to honor what I feel, think and believe, the faster relationships change. Friends that aren’t really so disappear like sand running down my hands but others start showing up with a sparkle in their eyes that comes from identifying themselves with some piece of me I have shared. They come in shyly with a desire to whisper in my ear: I’m just like you.

The problem is we often see our essence, our authenticity as bad, as something that brings us harm and separates us from the rest.
We look at what makes us unique as something that makes us different, weird, bizzare, crazy. And who wants to be that person? No. We crave acceptance, love, integration.
And so, without quite being aware of it, we spend years on end hiding who we are, trying to be who we think we should be or who someone told us we had to be.

It’s no surprise we find ourselves surrounded by the exact same people, masks behind masks, too afraid to look in the mirror and confront the ghosts. But what we don’t realise is that what makes us interesting, unique, authentic is being vulnerably real. And that is exactly what other people’s essence respond to. That’s the piece of us with the power to touch the core of someone else, that allows them to see themselves in us.

And it works as a beautiful magnet, a compass that guides us to a tribe of spirits aligned with our frequency. And that is a community worth of our investment, that inspires, helps us grow and evolve in the direction of personal and greater good.

So many times in the past I have censured myself while communicating or even just writing for this blog, fearing to be ill interpreted or judged as half crazy or a lunatic, but the more honest I get, the better the response. It’s stronger, deeper, more breathtaking. Because it comes from the source and not the surface of those who read my words.

I often think about how the person I used to be 5 or more years ago would react to the person I have become today and I’m sure they would still be able to recognise themselves in one another and try to be friends. Crazy? Oh yeah!

There’s a sentence that keeps showing up everywhere lately and makes we laugh and shiver at the same time, as it calls for something as natural as breathing but we avoid it with all our strenghts: let your crazy out!

I’ve been practising to let this new sort of personal GPS guide me, without any fear or judgement. And that is the advice I give anyone looking for a new group, family, community. We will only find it after finding ourselves. When we are ready to wellcome all of who we are, the world becomes ready to do the exact same thing. When in doubt, let your crazy out!

The more I let this guidance rule my journey, the more others reveal themselves to me, either positively or negatively, but at least I’m being offered the truth.
And so it becomes easy to learn who wants to take my hand and find the way back home with me, while the rest become free to roll down their own road with the choices they are ready to make right now.
And who knows, maybe our paths will cross again someday…

“Happiness is only real when shared” Christopher McCandless
(I strongly advise the book about the real life story of this guy’s journey from leaving behind a life in society in search for an existente beyond materialism ~ “Into the wild” by Jon Krakauer)

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And now back to the recipe, because it’s such a good one to share with your loved ones.

Actually, when I first started writing this post, my idea was to share the recipe for the raw blueberry pie but something made me feel it wasn’t the right timing and several coincidences ended up guiding me to these Truffles.

This is an adaptation of my raw, low fat, nut free and delicious Brownie recipe. The Truffles turned out so good you won’t believe there’s no processed sugar in them!

Ingredients:
(Organic if possible)
1 cup of dates (without added syrups)
1 cup of dried mulberries (I used Iswari)
4 tablespoons of carob powder
1/2 tablespoon of cinnamon powder
1/2 teaspoon of vanilla powder

Directions:
~ Soak the dates for some minutes until they get really smooth and de-seed them.

~ Put everything in a food processor and blend until you get a sticky dough that looks even.

~ Use your hands to roll the dough and make balls, as big as you wish.

~ You may eat it right away or place it in the freezer for 1 hour to make them crunchy and hard.

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16 thoughts on “Finding a tribe + Raw Brownie Truffles (low fat) ~ Encontrar uma tribo + Trufas cruas de Brownie (baixo em gordura)

  1. Partilho inteiramente da “loucura” da Catarina , devemos ser e não parecer…
    Quanto às trufas são deliciosas. Obrigada

  2. Catarina o teu blog é o único que sigo. A grande maioria das coisas que escreves ressoam comigo, bem como as receitas, livros e imagens. É uma partilha fantástica que com certeza contribui para gente mais consciente e satisfeita e isso traduz se num mundo melhor. No que me toca, é uma força extra para continuar no caminho que eu quero e uma energia que me faz sentir não sozinha!Grata pela partilha !

  3. <3! adorei a tarte de mirtilos e estas trufas são tão apetitosas!*

  4. Catarina desde há um tempo que sigo o teu blog que muito aprecio e partilho, mas hoje, sobretudo, as tuas palavras e desabafos transparentes , transportaram-me fazendo-me sentir parte da “Tribo”, para além das tuas receitas , deliciosas, plenas de nutrição, sabedoria e muito AMOR.
    Gratidão

  5. Olá, Catarina!
    Gostaria de saber uma substituição para as amoras brancas. Nunca vi dessas aqui no Brasil.
    Aguardo retorno,
    Milena

  6. Olá Catarina!
    Só li esta publicação agora e deve ter sido de propósito, porque recentemente também tenho sido assolada pelos mesmos pensamentos. Aliás, ando a debater-me com essas mesmas questões no que diz respeito a uma pessoa que em tempos foi muito importante para mim e que tenho vindo a sentir que se afasta mais, por mais que a tente puxar de volta. Isto acontece não por maldade, como inicialmente pensei, nem por desinteresse estratégico, porque se relaciona com outras pessoas que agora lhe podem dar mais do que eu me vários sentidos. Mas depois de muito “soul searching” (também tenho destas coisas em inglês!!) percebi que estava a forçar uma relação a ser o que já não era ou o que nunca foi ou o que em tempos fez sentido e agora já não. E desde que aceitei isso, que tínhamos crescido em direcções diferentes e que não há necessariamente um sentido melhor do que o outro, sinto-me muito mais calma porque estou a ser honesta comigo mesma e com a relação, deixando-a ser o que é, respirar, aprendendo a respeitar as diferenças sem julgar e a deixar ir sabendo que talvez um dia voltemos a cruzar-nos, mas que agora não é o tempo nem o lugar. Não vale tentar ser algo que não sou para manter uma relação que agora ou já não traz nada de construtivo para mim, como dizias acima. E se é essa a lição a retirar, então espero tê-la aprendido desta vez e não sentir necessidade de a repetir. Curiosamente, também notei que deixando fechar esta porta (de mansinho, sem estrondo como em tempos teria feito…), cultivando o que tenho de melhor e aprendendo a reconhecer as minhas prioridades em vez de tentar reorganizá-las de acordo com o que já não faz sentido, deixei entrar outras pessoas na minha vida com quem partilho a mesma “loucura”. Sim, elas andam aí! Nem é preciso procurar muito, basta ser como sou, deixar brilhar a minha luz e elas acabam por vir ter comigo.
    Desculpa o testamento, mas sinto que encontrei aqui muito do que procurava. Em relação às trufas, vou experimentá-las quando comprar as amoras brancas.
    Beijinho

  7. Olá Catarina. Também te queria dizer que o que escreveste também me faz todo o sentido. Principalmente porque hoje a minha melhor amiga me disse para ir lá a casa jantar (vou cozinhar para mim) e disse-me “Regra n1: não faças comentários à comida”. Fiquei triste porque faço as mesmas questões… Porque é que ainda me chateio… não quero que a comida nos separe mas é muito mais que comida hoje em dia… mas pronto, como dizes vou para espalhar a Luz! :D
    Em relação à tribo. Sou uma sortuda porque vivo na Tanzânia, numa sociedade não consumista, super “grata” pelo mínimo que têm e com o sol a brilhar todos os dias :) Quando digo que vivo lá e que amo aquela simplicidade, ninguém acredita eheh
    Obrigado por pores em palavras o que muitos de nós sentimos *
    Ana

    • Olá Ana, que bênção ter aqui uma visita de tão longe!! Obrigada pela tua mensagem e pela tua partilha. É sempre bom quando podemos ver o mundo pelos olhos dos outros, nem que seja por um bocadinho. Fiquei com vontade de te ir fazer uma visita! Muitos beijinhos e felicidades

  8. Tão isto… Para mim nas amizades tem sido fácil ser “a louca”… Mas dentro da própria família tem-me sido desafiante, até pelas responsabilidades familiares e tentativas de curas ancestrais, uma família que ainda acredita que o sol gira à volta da terra, que Eva comeu a maçã, que devemos ser gordinhos e comer muito e de tudo (carne peixe açúcar e afins) para ser saudáveis, e que o meu estilo de vida quase crudivegano é de uma pessoa doente e anorética… acho que ainda não tinha partilhado assim publicamente, portanto aqui vai a minha loucura a ser libertada <3 grata Catarina por permitires que a Luz da tua Loucura nos ilumine * bem hajas e parabéns *

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