The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães

We are all doing the best we can ~ Estamos todos a fazer o melhor que podemos

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

E ali estava eu outra vez a lutar para conseguir lidar com uma daquelas pessoas que já não tem lugar na minha vida.

Levo muito a sério as relações e trato-as como oportunidades para crescer, evoluir. Acredito que ninguém entra na nossa vida por acaso e não fujo desses espelhos porque sei que eles irão continuar a aparecer enquanto não lidarmos com a sombra dentro de nós.

Mas eu fiz o trabalho difícil, aprendi as lições que esta relação me ofereceu, trabalhei em perdoar, tanto ela como eu, enviei-lhe luz e amor, desejo-lhe paz e felicidade.

Deixámos de ter energias compatíveis há muito tempo e após muitos meses, demasiados meses, rendi-me finalmente, larguei as expectativas e fixações, desisti de tentar mudar a vida de outra pessoa. Isso não me cabe a mim, já percebi.

Mas ficar passivamente a assistir aos erros de outro faz-me sentir como um cúmplice que nunca escolhi ser. Escolho ser senhora do meu poder e usá-lo para criar a única coisa que posso criar – eu própria.

Mas por algum motivo a vida ainda não me quer deixar dar por terminado este ciclo e continua a escrever novos capítulos.
Enquanto tentava preparar-me para a nossa próxima interacção, pedi ajuda para abrir ao máximo o meu coração na presença de alguém que fechou o seu coração para todos, incluindo ela própria.

E sentei-me aqui a perguntar o porquê de esta alma continuar a aparecer no meu caminho.

O que é que eu ainda não aprendi que necessito aprender com isto? O que é que eu não estou a conseguir ver nesta situação, nesta relação, nesta pessoa? Como é que posso ver isto de modo diferente? Como?

Tentei alterar a minha perspectiva do maneira mais bizarra que me lembrei, desejosa de deixar cair pelo caminho a bagagem e a história.

Como é que uma gaivota vê esta pessoa?
Como é que um grão de areia vê esta pessoa?
Como é que um raio de uma árvore vê esta pessoa?
Por favor, ajudem-me a vê-la de um modo diferente!

E no meio disto tudo quase que ia passando despercebido, mas ali estava, pendurado numa árvore de Natal, um lindo anjinho a olhar para mim.
Sim, é isso mesmo! Como é que um Anjo da Guarda vê esta pessoa?
Se os anjos são amor, não conhecem o julgamento e é exactamente isso que eu quero!
Como é que um Anjo da Guarda vê esta pessoa?

E vi este lindo querubim louro a sorrir para mim, com a cara iluminada de compaixão e paciência e disse:
“Ela está a fazer o melhor que pode fazer agora. E tu também.”

E assim é.
Porque viemos do mesmo sítio, somos feitos da mesma coisa e estamos todos a fazer o melhor que podemos fazer agora.

E na próxima vez que estivermos juntas, essa parte de mim vai fazer tudo para reconhecer essa parte de ti.

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ENGLISH:

And here I was yet again struggling with dealing with one of those people that I feel no longer have a place in my life.

I don’t take relationships lightly and I see them as opportunities to grow, evolve. I believe no one comes in our life accidentally and I don’t run away from those mirrors because I know they will keep showing up until we deal with the shadow inside of us.

But I’ve done the hard work, I’ve learned the lessons offered by this relationship, I’ve worked on forgiving her and myself, I’ve sent her light and love, I wish her peace and happiness.

We stopped being an energetic match a long time ago and after many months, too many months, I finally let it go, gave up on expectations and attachments, gave up on trying to change someone else’s life. That’s not up to me to do, I get it.

But standing passively watching someone make mistake after mistake makes me feel like an accomplice I never chose to be. I choose to take my power back and work on the one thing I can – myself.

And somehow life doesn’t want me to end this cycle just yet and keeps on writing new chapters.
As I tried to prepare for our next interaction, I asked for help to keep my heart wide open in the presence of someone who has shut her own heart to everyone, including herself.

And I sat here asking why is this soul still showing up in my path?

What haven’t I learned that I need to learn from this? What am I not seeing about this situation, this relationship, this person? How can I see this differently? How?

I tried to shift my perspective in the most bizarre fashion I could come up with, just hoping to drop the story and the baggage along the way.
How does a seagull see this person? How does a grain of sand see this person?
How does a freaking tree see this person?
Please help me see her differently!

And in the middle of all of this I almost missed it, but there it was, hanging from a Christmas tree, a beautiful little angel looking at me.
Yes, that’s it!
How does a Guardian Angel see this person? If an angel is Love then he knows no judgement and that’s exactly what I want.
How does a Guardian Angel see this person?

And I saw this beautiful little blonde cherub smiling at me, his face beaming with patience and compassion and said:
“She’s just doing the best she can right now. And so are you.”

And so it is.
We come from the same place, we are made from the same stuff and we are all doing the best we can right now.

And the next time we’re together, that part of me will be doing everything to recognise that part of you.

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