The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


Leave a comment

Conhece a tua energia ~ Get to know your energy

chakras

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

No outro dia, a meio de uma conversa facebookiana sobre energia, alguém me perguntou se testes online eram uma boa opção para aprender sobre o estado dos seus chakras. Para quem não sabe, os chakras são portais de energia que existem no nosso corpo (e não só), cada um com uma vibração específica, correspondendo a certas questões físicas, mentais, emocionais e espirituais.
Deixo aqui a minha resposta, porque penso que poderá ser útil para mais alguém:

Melhor do que qualquer teste é aprenderes a sentir e conhecer os teus chakras para ganhares consciência da tua energia e a conseguires trabalhar intencionalmente. Por muito que se leia/fale sobre chakras, eles só melhoram quando os trabalhamos com consistência.
Podes praticar uma meditação como esta:
Fecha os olhos e respira profunda e lentamente, para a barriga.
Vai-te focando num chakra de cada vez (podes pôr as mãos no local se te ajudar) – começa na coroa e desce até à raiz, devagarinho. Podes ir ainda até ao centro da terra e depois puxar essa energia para ti. Volta à raiz e torna a subir até à coroa. Podes começar por fazer 3 minutinhos em cada chakra, por ex. Podes tentar visualizar as cores respectivas de cada chakra, se te ajudar. Visualiza a cor do chakra no local do chakra a rodopiar em espiral no sentido do relógio.
Coroa (topo da cabeça) – lilás, terceira visão (meio da testa, acima do nariz) – azul indigo, garganta – azul claro, cardíaco – verde ou rosa, plexo solar (estômago) – amarelo, esplénico (abaixo do umbigo) – laranja, raiz (ancas) – vermelho.
Quando te concentras em sentir cada um, pergunta à tua energia como está esse chakra – cria uma relação com a tua intuição para perceberes como ela funciona melhor para ti – pode ser por imagens, sensações, pensamentos, sons, etc.

Vai notando as diferenças ao longo dos dias – sente/vê onde há bloqueios; onde está alargado demais; onde nem consegues sentir nada. Trabalha-os com uma intenção bem definida.
E vai trazendo a tua atenção para a tua energia durante cada dia em vez de andares em piloto automático.
Quando tens problemas/desafios no teu dia a dia, leva a tua atenção para dentro de ti – onde no teu corpo sentes as reacções às emoções? Onde te sentes a expandir e onde te sentes a contrair? Começa a reparar se há padrões, questões que se repetem, sintomas diferentes para o mesmo problema, vai até à raiz das questões.

Quando mudamos a nossa energia, tudo começa a mudar. O que está no subconsciente e precisa de ser trabalhado a um nível consciente, virá ao de cima.
O Reiki também é uma terapia óptima para o auto conhecimento a nível energético. Se quiseres aprender aconselho vivamente os cursos do João Magalhães.

É um trabalho para a vida toda, mas vale muito a pena.

Para quem quiser aprender mais sobre este tema, aconselho os seguintes livros:
Anatomia do Espírito ~ Caroline Myss (chakras)
Frequência – Penney Pierce (energia)
E ainda o mini curso online grátis da Belinda Davidson (em inglês)

chakras

(ENGLISH)

The other day I was having a conversation on facebook about energy and somebody asked me if doing an online test would be a good way to get to know the condition of her chakras. In case you don’t know, chakras are energy portals in the body, each with a specific vibration and connected to certain physical, mental, emotional and spiritual issues.
I decided to leave my answer here because I thought it could be useful to somebody else:

Better than doing any online test is to learn how to feel and know your chakras in order to gain awareness about your energy. That way you’ll be able to work your energy intentionally. It doesn’t matter how much time we spend talking or reading about chakras. Our energy only improves when we work on it consistently.
You may practice a meditation like this one:

Close your eyes, breathe deeply and slowly to your belly.
Focus on one chakra at a time and you may even place your hands in the area of the chakra, if it helps you. Start at the crown chakra and slowly bring your attention all the way down to the root. You may even imagine going down to the center of the earth and then bringing its energy back to you. And then go up, one chakra at a time, until you reach the crown again. Start by spending about 3 minutes in each chakra, for example. Try to visualize the colour of the chakra moving in spirals, clockwise. Crown (top of the head) – purple, third eye (middle of the forehead, between the eyes) – indigo blue, throat – light blue, heart – green or pink, solar plexus (stomach) – yellow, sacral (bellow the belly button) – orange, root (hips) – red.

When you focus on each one, ask your energy about the state of that chakra. Start creating a relationship with your intuition and learn how it communicates with you – it could be through images, thoughts, sensations, sounds, and so on.

Start noticing the differences that occur throughout the days – feel/see where there are blocks; where the energy is to spread out; where you can hardly feel anything. Work on it with a well defined intention. And bring your awareness to your energy every day instead of going about things in a auto-pilot mode. When you have a problem/challenge in your everyday life, where in your body do you feel the reaction to your emotions? Where do you feel expanding or contracting? Start paying attention to patterns, recurrent issues, different symptoms to the same problem, get to the root of it.

When we change our energy, everything starts to shift. Whatever is in our subconscious mind and needs to be dealt with at a conscious level, will rise to the surface.
Reiki is a great therapy for self knowledge at a energetic level. It’s the type of work that lasts a lifetime, but it sure is worth it.

If you want to learn more about this theme, check out these books:
Anatomy of the spirit – Carolina Myss (chakras)
Frequency – Penney Peirce (energy)
and this free online mini course by Belinda Davidson

Advertisements


2 Comments

Meditação para enraizamento ~ Meditation for grounding

grounding

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Quem me conhece já me deve ter ouvido falar de enraizamento. É algo que nos beneficia imenso e que é super natural e normal. Pode parecer algo meio esotérico mas está longe disso.
Quando andamos stressados, assoberbados com emoções ou pensamentos, deprimidos por pensar demasiado no passado ou ansiosos por tentar controlar o futuro – quando estamos num estado deste género – temos tendência para perdermos a ligação com o nosso corpo e com o aqui e agora. É como se perdêssemos a nossa âncora e começássemos a andar á deriva.

De repente entramos em piloto automático e chegamos ao fim do dia com a sensação que foi uma correria mas nem nos lembramos bem do que se passou.

Parece que andámos o dia todo a flutuar algures sem saber muito bem como. Guiamos sem nos lembrarmos do caminho que percorremos, reagimos sem ter consciência do que nos provoca, comemos 1 quilo de pipocas sem sequer dar por nada, tropeçamos, deixamos cair coisas das mãos, etc. São muitas as maneiras em que este estado energético se manifesta no nosso dia a dia. Quanto mais sensível a pessoa, maior a tendência para isto acontecer.
Enraizar ajuda-nos a fortalecer a ligação que temos com o nosso corpo, o nosso veículo físico, e ajuda-nos a estar completamente presente no momento. Aqui e agora. Ajuda-nos a trazer a nossa atenção plena para o que se passa no nosso corpo, o que estamos a pensar e a sentir. E a partir daí tudo se cria e se desenvolve de uma maneira muito mais calma, atenta, intencional e até mais produtiva.

Uma das melhores maneiras de enraizar é passar tempo na natureza, se possível de pés descalços. Andar ou deitar na relva e na areia, tocar em flores, árvores, mexer na terra, apanhar sol, etc.

Quando não é possível sair de casa, uma das técnicas para enraizar é praticar este tipo de meditação:

Sentada, de olhos fechados, de costas direitas e pés bem colados ao chão.
Respiração lenta e profunda, sempre feita pelo nariz. Podes colocar as mão junto ao umbigo para te ajudar a respirar para a barriga.
Inspira, a barriga aumenta como um balão, expira e a barriga encolhe. (Quando meditamos devemos sempre praticar uma meditação abdominal e não uma respiração superficial que fica só no peito. Esse tipo de respiração aumenta as tensões.)

Após algumas respirações, começa por sentir bem as palmas dos pés no chão. Sente como é o chão debaixo dos pés e se tens os palmas completamente coladas ao chão. Sente a textura, a temperatura, etc.
Depois imagina que estás dentro de uma árvore – o teu corpo é o tronco da árvore, que vem desde os pés até lá ao alto, por cima da tua cabeça. Quanto mais usares a imaginação, melhor. Imagina como é o tronco – a cor, a textura, se é largo, fino, comprido ou curto. Imagina os ramos por cima da tua cabeça com as folhas, as flores ou frutos.
Percorre todo o tronco e chegas novamente aos pés, onde começam as raízes da árvore. Imagina as tuas raízes que nascem nos teus pés e vão descendo pela terra, camada por camada, onde bebem água e recebem a nutrição de que precisam. As raízes continuam a ir por aí abaixo, furando a terra e percorrendo metros e quilómetros até chegarem ao centro da terra, onde há uma bola de fogo como se fosse um sol. As tuas raízes ligam-se a essa bola. Sente essa energia a emanar do centro da terra, vê a cor dessa bola. Deixa que essa energia e essa cor comecem a subir pelas tuas raízes a pouco e pouco até chegar aos teus pés. E sente nos teus pés essa energia.
Agora deixa que ela continue a subir pelas pernas, joelhos, ancas, barriga, pulmões, costas, coração, braços e cabeça. Vê e sente todo o teu corpo coberto por essa cor e essa energia. Podes ficar aqui o tempo que desejares.
Respira fundo mais umas vezes e, quando quiseres, abre os olhos.

Esta meditação pode ser feita num instantinho ou pode ser longa, como quiseres ou precisares. Podes fazer em 2 minutinhos, na casa de banho do escritório, antes de uma reunião, por ex. Espero que gostes e que te seja útil. Beijinhos e boa semana!

grounding

ENGLISH:

If you know me It’s quite possible you’ve heard me talk about grounding. It’s something that really benefits everyone and it’s very normal and natural. It may sound a bit esoteric but I assure you it’s not.

When we’re stressed out, overwhelmed with emotions or thoughts, depressed for thinking too much about the past or anxious for trying to control the future – when we are in such a state – we have the tendency to lose the connection with our body and with being right here right now. It’s like loosing your anchor and starting to float adrift. All of a sudden, we are operating from an auto pilot mode and we get to the end of the day with the feeling that we’ve been running around all day but and can’t quite recall exactly what we did. It’s like we’ve been floating around somewhere without even realising it.

We drive without remembering the roads we passed by, we react without being aware of what is triggering us, we stumble and trip, stuff keeps falling from our hands, we eat 1 pound of popcorn without even noticing it and so on. There are many ways in which this energetic state manifests itself in our body and our daily life. The more sensitive a person is, the more it will happen.

Grounding helps us to strengthen the connection we have with our body, our physical vessel, helping us to be completely present in the moment. Here and now. It helps us bring our full awareness and attention to what’s going on with our body, what we are thinking and feeling. And from that point on everything unfolds in a much peaceful, focused, intentional and even productive fashion.

One of the best ways to ground yourself is to spend time in nature, barefoot if possible. Walking or lying on the grass, touching and smelling flowers, trees, getting your hands dirty with soil, sunbathing and so on.

When it’s not possible to go outside, one of the best techniques to use is this type of meditation: 

Sitting down, eyes closed, with your back straight and feet firmly planted on the ground. Breathe slowly and deeply, always through your nose. You may place your hands on your navel, to help you breathe to your belly. Inhale, the belly expands like a ballon, exhale and the belly shrinks. (when we meditate we should practice abdominal breathing instead of shallow breathing only in the chest. That type of breathing creates even more tension)

After breathing for a few times, bring your attention to your feet. How it feels to touch the ground, how your feet are planted, what is the texture of the floor, the temperature and so on.
Then imagine you are inside a tree – your body is the trunk, from your feet all the way up, above your head. The more you use your imagination, the better. Imagine how the trunk looks like – the colour, the texture, if it’s thin or wide, short or tall. Imagine the branches above your head with the leaves, flowers or even fruit.

And now go all the way to your feet again, where your roots start growing on your feet and go all the way into the earth, bit by bit, layer after layer, mile after mile. The roots drink water and receive nutrition through the soil. Keep following your roots deeper and deeper to the center of the earth, where there is a big ball of fire just like the sun. Your roots touch that ball and connect with it. Feel that energy coming from the center of the earth, see the colour of that ball.

Let that energy come up slowly through your roots, until it reaches your feet. feel that energy in your feet. And now allow the energy to come up through your legas, knees, hips, belly, back, lungs, heart, arms and head. Feel that energy and see that colour all over your body. You may stay here as long as you want.
And after a few more times breathing slowly, when you want, open your eyes.

This meditation can be done in just a few of minutes or you can take a lot longer, depending on what you need or want. You can do it in a couple of minutes before a meeting, in the bathroom of your office, for example.
I hope you enjoy it and I hope it’s useful! Have a great week!


Leave a comment

Poder pessoal… Quem se senta no meu trono? ~ Personal Power… who sits on my throne?

plexo solar.PNG(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Quem se senta no meu trono?

É o que pergunto a mim mesma quando sinto que estou prestes a zangar-me com alguém. Naquele momento em que estou quase a aceitar a provocação para a discussão, para a zanga, para me irritar com alguém.
Esta imagem ficou-me gravada na mente ~ um trono de poder pessoal. É sólido, dourado, simples e humilde. Foi o que vi numa das primeiras vezes que fiz reiki a outra pessoa. Uma pessoa perfeccionista e com tendência para se zangar por tudo e por nada.

E ali no seu plexo solar, o chakra do poder pessoal, eu via o seu trono. Este chakra é um portal de energia que todos temos na zona do estômago, fígado e pâncreas, mesmo por baixo dos pulmões. É o nosso guarda costas energético porque quando está forte protege-nos de sermos “contagiados” com a energia menos positiva dos outros. É de onde vem a força para impôr limites e exigir respeito. Onde reside a capacidade de nos pormos em primeiro lugar e de termos auto estima e confiança em nós mesmos. E a cor que representa esta energia é o amarelo como um sol, mas há que nutri-lo para que não se eclipse completamente.
E ali, bem lá no centro, vi um trono. Um trono que ficava vazio, sem rainha, sempre que esta se zangava com alguém ou com alguma coisa. Um trono que ficava abandonado, à mercê de quem o quisesse ocupar, sempre que ela se punha a discutir com o outro ou se irritava com algo. Nesse momento, ela entregava de bandeja o seu poder pessoal a quem a enervava, quem a provocava, quem a deixava zangada. Ela discutia por achar que era senhora da razão, mas quanto mais se consumia com a raiva, a cólera, a ansiedade, mais convidava o outro para tomar posse do seu trono abandonado.
Entregamos o nosso poder a muita gente e acreditamos que a fonte deste poder está no exterior, quando o nosso poder vem de dentro e não de fora.
Ficou-me gravada a imagem de tal forma que agora a vejo em todos e em mim. Por isso, quando me sinto puxada para fora do meu centro, para fora da minha paz, para longe das raízes que me sustentam interiormente… pergunto: quem se senta no meu trono?
E sei que é altura de recuperar o meu poder.

E isto não significa ignorar, entrar em negação ou fingir que o problema não existe. Significa trazer para o consciente o que me domina inconscientemente. Identificar o gatilho, o que provoca a reacção emocional, sem deixar que ela me consuma. Analisar as cassetes que se accionam e repetem naquele instante, trazer atenção plena para o que se passa comigo fisicamente, emocionalmente e psicologicamente. Tirar-lhe a carga energética que sempre teve, libertar-me da tensão, medo ou culpa para conseguir interpretar este problema como uma nova hipótese para desconstruir o padrão negativo e evitar que este se propague por toda a vida. Afinal, é mais um convite para crescer, mais um teste para pôr em prática o que tenho aprendido.

E como faço isso? Mãos no estômago, olhos fechados, respiração profunda e lenta, enviando o ar para o meu sol, acalmando até sentir que estou a salvo e estou protegida. A energia fala connosco, mas precisamos de paz e silêncio para a ouvir. Se não sabemos como, basta começar um diálogo e ela responderá…. Quem se senta no meu trono?

Foto de / photo by Sean Scott

plexo solar

ENGLISH:

Who sits on my throne?

That’s what I ask myself whenever I feel like I’m about to get angry at someone. In that moment, when I’m about to buy into the provocation to get into a fight, an argument, to get upset with someone.

That image is engraved in my head ~ a throne of personal power. It’s solid, gold, simple and humble. That’s what I saw during one of the first reiki treatments I did to someone else. It was a perfectionist with a tendency to get angry at the slightest problem. And right there on her solar plexus chakra, the chakra of personal power, I saw her throne. This chakra is a portal of energy we all have right on the area of our stomach, liver and pancreas, underneath the rib cage. It’s our energy bodyguard because when it’s strong it protects us from “contaminated” by other people’s not so positive energy. It’s the source of the power to put up boundaries and demand respect. Where our ability to put ourself first resides and the power to fuel self esteem and self trust. And the color that represents this energy is yellow, like a sun, but one must nurture it against total eclipses.

And right there, right in the center, I saw a throne. A throne that became empty, without the queen, every time she got mad at someone or something. A throne left abandoned, at the mercy of anyone willing to take it, every single time she started arguing with someone or got upset with something. In that moment, she surrendered her personal power to whomever was aggravating her, to whomever was pushing her buttons. She argued because she thought she was right, but the more she was fuelled by angrier, rage, anxiety, the more she was inviting the other person to sit on her abandoned throne.

We give away our personal power to lots of people and we believe the source go this power is outside of us. But our power comes from within an not around us.

This image was so strong that now I see it in everyone, including myself. So, whenever I feel pulled away from my center, away from my peace or away from the roots that support me from within… I ask myself: who is sitting on my throne?

And that’s when I know I have to win it back.

And by this it doesn’t mean to ignore or deny there is a problem. It means to bring to the surface, the conscious level, what is dominating me at an unconscious level. To identify the trigger, what is provoking such an emotional response, without letting myself burn in its flames. To analyse the mind tapes that start playing at that moment, to bring full awareness and be mindful of what is happening at a physical, emotional and psychological level. It means to remove the energy charge it has always had, release the tension, guilt or fear so I can read this problem with new eyes and get another chance at stopping it to repeat itself forever and ever. After all, it’s just one more invitation to grow, another test to see how much I’ve learned so far.

And how do I do this? Hands on top of my stomach, eyes closed, deep and slow breathing, sending the air right to my sun, relaxing until I feel I’m safe and protected. Energy speaks with us, but we need peace and quite to listen to it. If you don’t know how, just start a dialogue and it will answer… Who sits on my throne?

Foto de / photo by Sean Scott


Leave a comment

O meu testemunho sobre voluntariado de Reiki com doentes de Esclerose Múltipla ~ My work as a Reiki volunteer

shutterstock_115447075.jpg

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Partilho aqui um texto que escrevi para a Associação Portuguesa de Reiki:

Nos últimos meses tive a oportunidade de participar no programa de voluntariado de Reiki que existe em parceria com a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla.

Entre Dezembro 2016 e Abril 2017 fiz 17 sessões de tratamento a 5 pacientes. São pessoas de origens distintas, com idades e problemas muito diferentes mas todas com esclerose múltipla, ainda que em vários estágios da doença. Os tratamentos de Reiki focaram-se em questões físicas mas também em questões emocionais e psicológicas.

Esta experiência foi bastante desafiante porque as sessões foram feitas em grupo e alguns dos pacientes encontravam-se em cadeiras de rodas, o que implicou uma adaptação de posturas de mãos e de técnicas. Tive a oportunidade de praticar a minha capacidade de concentração, paciência, generosidade e compaixão. É muito enriquecedor cruzar-me com pessoas com experiências de vida tão distintas da minha e conseguir encontrar pontos em comum que contribuem para o crescimento de todos. Sinto que também aprendi bastante sobre mim e sobre a condição humana. Foi muito gratificante ver as mudanças que foram ocorrendo em cada um dos pacientes, principalmente a nível emocional e de bem-estar. Lidar com um diagnóstico de uma doença degenerativa e considerada incurável traz grandes desafios a nível pessoal e sinto que o Reiki ajudou a trazer alguma paz e harmonia a cada uma destas pessoas. Recebi um feedback muito positivo, tanto dos pacientes como da terapeuta responsável pelo centro de dia da SPEM.

Todos eles transmitiram que ficavam mais relaxados e felizes durante e após as sessões. Houve ainda situações em que me indicaram especificamente ter ficado com mais clareza mental, mais vitalidade, menos dores de cabeça, menos preocupados ou menos angustiados. Devido ao interesse e curiosidade dos pacientes, realizámos ainda uma sessão de esclarecimento sobre o Reiki e a história do Reiki. Sinto que todos os voluntários foram sempre muito bem recebidos e que as nossas sessões semanais são um momento muito desejado por todos os pacientes. É uma experiência que aconselho a todos os praticantes de Reiki que queiram desenvolver a sua prática, onde poderão trabalhar bastante a sua sensibilidade, intuição e generosidade.

shutterstock_115447075

ENGLISH:

Today I’m sharing a text I wrote for the Portuguese Association of Reiki about my experience as a volunteer:

For the past few months I had the opportunity to participate in the Reiki volunteer program, more specifically the program at SPEM (Portuguese Society for multiple sclerosis). Between December 2016 and April 2017 I offered 17 Reiki sessions to 5 different patients. These are people from different backgrounds, different age and different problems, but all of them have multiple sclerosis, even though in several stages of this disease. The Reiki treatments focused upon physical issues but also emotional and psychological issues.

This experience was quite challenging because the sessions were done in a group setting and some of the patients were in weelchairs, which implied using different hand placements and different techniques. I had the opportunity to practice my ability to focus, my patience, generosity and compassion. It’s very enriching to cross paths with people whose lives are so different from mine, and be able to find common ground that helps us both to evolve. I feel like I learnt quite a bit about myself and about the human condition. It was very gratifying to notice all the positive changes in each of the patients, specially their well being and emotional health. Dealing with a diagnosis of multiple sclerosis, a degenerative disease considered incurable, brings heavy challenges at a very personal level. And I feel that Reiki helped bring some peace and harmony to these people. The feedback was very positive, from both the patients and the therapist responsible for the day center at SPEM.

All of them reported feeling more relaxed and happy during and after the sessions. There were situations where some of them told me that there was improvement in mental clarity, increased vitality, less headaches, worry or even stress. Due to the patients’ curiosity and interest, we also did a presentation about Reiki and its history. All of us volunteers were always greeted with a warm welcome and I feel like the Reiki sessions were a much desired and appreciated moment every week. I advise all Reiki practitioners to try a volunteer program if they wish to work on their technique, but also their sensibility, intuition and generosity.

 


Leave a comment

Living with the 5 Reiki principles ~ Vivendo com os 5 princípios do Reiki

catarina-essencia-adraga-9-10-2016-4(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Só por hoje…

Sou calma
Confio
Sou grata
Trabalho honestamente
Sou bondosa

São os 5 princípios do Reiki.

Tantas vezes que estas palavras ressoam na minha mente, levemente, como um lenço colorido a dançar com a brisa de um fim de tarde de verão.

Só por hoje… como que uma âncora que me agarra ao aqui e agora, que no fundo é tudo o que tenho, tudo o que importa. Aqui e agora. Só por hoje…

Quase sempre são momentos em que estava prestes a voltar a comportamentos antigos que nasceram no medo e seus muitos descendentes, como a raiva, a insegurança, a tristeza e a ansiedade. Comportamentos tão enraizados que se poderia dizer que fazem parte de mim. Mas que não passam de hábitos disfarçados de personalidade, não fazem parte de mim e não pertencem à minha essência. Comportamentos de reacção e não de criação que me querem convencer que sou um mero peão na minha vida, uma vítima das circunstâncias sem qualquer poder.

Mas onde ganho consciência dessa reacção, onde digo “obrigada, mas já não preciso de ti”, é onde ganho o espaço para nascer a criação. Esse espaço precisa de respirar, respirar profundamente, precisa de sentir cada momento, precisa de silêncio, para suster, pairar, puxar a minha perspectiva para as alturas de uma águia em pleno vôo, de onde se vê tudo o que existe para lá do problema.

E estes princípios têm servido como fertilizante potente e orgânico para este meu espaço. Para que cada dia fique mais rico, mais fértil, propício a raízes mais profundas, mais flexíveis, mais fortes. Raízes que irão dar vida a uma criação em sintonia com quem verdadeiramente sou.
Uma criação onde eu posso ser eu em tudo o que faço e tudo o que permito nascer através de mim.
Não é fácil, mas parece-me que é a única coisa que vale a pena.
Por isso, só por hoje… catarina-essencia-adraga-9-10-2016-9(ENGLISH)

Just for today…

I will not be angry
I will not worry
i will be grateful
I will work honestly
I will be kind

This are the 5 Reiki principles.

There are so many times when these words echo in my mind, lightly, like a flag dancing with the warm breeze at the end of a summer day.

Just for today… like an anchor that keeps me right here and right now, which is actually the only thing I have, all that matters. Here and now. Just for today…

It happens almost always at moments when I was about to go back to old behaviours born from fear and its many descendants like rage, insecurity, sadness or anxiety. Behaviours rooted so deeply that one could think they are part of me. But they’re nothing more than habits disguised as personality, they are not part of me and don’t belong to my essence. Behaviours of reaction instead of creation that try to convince me that I’m nothing but a pawn in my life, a victim of the circumstances, void of any power.

But where the awareness of this reaction grows, where I say “thank you but I don’t need you anymore”, that is where I can make space for the creation to be born. This space needs to breath, breath deeply, it needs to feel every moment, it needs silence, to sustain, to hover above, to pull my perspective to the heights of an eagle in full flight, where I can see all that exists beyond the problem.

And these principles have been working as a powerful and organic fertiliser for said space. Every day making it richer, more fertile, suitable for growing deeper, stronger and more flexible roots. Roots that will give life to a creation in sync with who I really am. A creation where I can be myself in everything I do and all I allow to grow through me.

It’s not easy but it strikes me as the only thing worth doing. So, just for today…

(photos ~ Lieve Tobback)

 


2 Comments

Qual é a tua essência? ~ What is your essence?

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Há tantos momentos na vida em que nos perguntamos: quem sou eu? Qual é a minha essência? Essa parte imutável em mim que sobrevive a todas as mudanças e movimentos do mundo e da própria vida. A parte que nasceu e se mantém selvagem, independentemente de tudo o que faço para a amansar, ignorar ou até mesmo esquecer. O que é? Como posso ligar-me a esse lado para permitir que seja a bússola que me orienta com as minhas decisões, escolhas, sonhos? Uma coisa sei sem sombra de dúvida ~ não chego lá através do pensamento, tenho que senti-lo. Profundamente e completamente, com cada célula do meu corpo, cada cabelo na minha cabeça, cada respiração. A melhor maneira que conheço para fazê-lo é ligar-me à natureza e permitir que os elementos despertem a Catarina que, por vezes, eu esqueço ou ponho de lado devido a racionalizar em demasia. Mas como traduzir isso em imagem?

Foi por isso que adorei esta sessão fotográfica com a Lieve Tobback, porque foi exatamente esse o desafio que ela me propôs ~ qual é a tua essência? Sente e explora os caminhos que te levarão a essa resposta. E eu estarei aqui para capturá-lo. E foi isso que fiz, submergindo numa dança entre mar e espírito, vento e memória, sol e luz, areia e sombra. Nunca tinha vivenciado a praia como fiz neste dia e senti uma libertação enorme, uma conexão muito profunda comigo própria e com a natureza. Este é o resultado ~ não são retratos ou poses planeadas, mas uma dança crua de imagens que ressoam na minha alma.

Estas imagens traduzem uma prática constante de amor próprio, descoberta e nutrição pessoal que vão contra toda e qualquer comparação. É algo que eu desejo que toda a gente possa experimentar, nem que seja uma vez na vida. A parte difícil foi escolher apenas algumas fotos que representassem bem as muitas horas que passámos na praia da Adraga, em Sintra. Mas aqui estão. Esta sou eu. A minha essência interpretada pelos olhos e sensibilidade de uma artista maravilhosa. Obrigada Lieve!

(A Lieve trabalha em vários pontos de Portugal e poderão contactá-la através do facebook)

(ENGLISH)

There are so many times in life where we ask: who am I? What is my essence? That unchangeable part of myself that survives all shifts and motions from the world and life itself. The part that was born and stays wild, regardless of how much we try to tame it, ignore it or simply forget about it. What is that? How can I tap into it in order to let it guide my decisions, my choices, my dreams? One thing I know for sure ~ I can’t reach it through thinking, I have to feel it. Deeply and thoroughly with every little cell of my body, every hair in my head and every breath I take. The best way I know how to this is to connect with nature and let the elements awaken the Catarina I sometimes forget or put aside due to too much thinking. But how could that be translated into image?
This is why I loved this photo shoot with Lieve Tobback. That was exactly the challenge she proposed ~ what is your essence? Feel it and explore the roads that will lead you to the answer. I’ll be here to capture it. And that is what I did, submerging myself in a dance between ocean and spirit, wind and memories, sun and light, sand and shadow.
I had never experienced the beach and the ocean like I did this day and I felt such a great release, such a deep connection with myself and nature. This is the result ~ not portraits nor planned poses but a dance of raw imagery that just makes my soul sing.

This images translate a constant practice of self love practice, self exploration and nurturing against all and any comparison. It’s something I wish everyone would have a chance to do at least once in a lifetime. The difficult part was to choose just a few photos to represent the many hours we spent at Adraga beach in Sintra, Portugal. But here they are.
This is me. My essence through the eyes and sensibility of a wonderful artist.
Thank you Lieve!

(Lieve works in several locations in Portugal and can be contacted through her facebook page)

catarina-essencia-adraga-9-10-2016-124

 

catarina-essencia-adraga-9-10-2016-162

catarina-essencia-adraga-9-10-2016-209

 


6 Comments

Bolinhas cruas de caju e superalimentos deliciosos ~ Raw balls with cashews and delicious super foods

fullsizerender-2(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

A cura não é mais uma tarefa numa lista de afazeres.

É um modo de vida.

Permitir que o corpo e a mente regressem ao seu estado natural de saúde perfeita e harmoniosa, apesar das vidas caóticas e anti-natura em que muitos de nós já nasceram, neste mundo moderno.

O stress e a ansiedade são as maiores ameaças para a minha saúde e sempre que a vida se torna demasiado difícil ou quando não consigo libertar tudo isso, o meu corpo começa a queixar-se a alto e bom som. Alto, muito alto. E se eu não o ouvir, é a loucura.

Após todos estes anos, creio que me tornei uma boa ouvinte, ou pelo menos gosto de acreditar nisso. Mas ainda tenho muitas dificuldades em permitir que tudo o que é negativo flua através de mim, em vez de mantê-lo cá dentro.

O Reiki tem sido uma óptima ferramenta, assim como a meditação. É provavelmente o único hábito positivo que nunca me provocou qualquer resistência quando penso em praticá-lo. Não requer qualquer esforço da minha parte e sinto-o como algo muito natural. Por isso aproveito cada oportunidade para mergulhar o mais que posso. Nadar a fundo nessas águas do subconsciente para me conseguir tornar cada vez mais a pessoa que realmente sou ao invés da pessoa que fui condicionada para ser. É uma prática diária que não comprometo por nada nem por ninguém. Vejo bem a diferença e escolho praticar porque sinto que me beneficia imenso.

img_6583O meu corpo tem conseguido ir voltando á sua harmonia e vitalidade, devagar mas firmemente. E agora já ando a conseguir comer alguns frutos secos de vez em quando. Gosto da energia bruta que me trazem e aprecio o facto de serem tão práticos para fazer snacks para levar comigo quando saio de casa.

Fazer trufas crudívoras é uma das maneiras mais simples e uma das minhas preferidas.

Portanto, aqui vos deixo a minha receita mais recente:

Ingredientes:

(biológicos, se possível)

~ 1/4 cup/chávena de cajus (previamente demolhados)

~ 1 cup/chávena de tâmaras (sem caroço)

~ 1 colher de chá com Macarroba da Iswari (mix de maca, alfarroba, lucuma e canela)*

*(Já escrevi sobre estes maravilhosos ingredientes noutros posts. Se quiserem saber mais, basta clickar em cada uma das palavras)

Instruções:

~ Cortar os cajus e tâmaras e juntar todos os ingredientes num processador de comida. Triturar até ficar uma pasta pegajosa

~ Com as mãos, fazer bolinhas enrolando a pasta

~Podem comer imediatamente a seguir ou podem deixar no frigorífico durante 1 horta para ficarem mais duras

Esta receita deu aproximadamente 7 trufas grandes ou 10 pequeninas.

Deixo-vos aqui uma listinha de mais receitas crudívoras deste género que já partilhei por aqui:
Trufas doces de limão (sem frutos secos)
Trufas de brownie (sem frutos secos)
Trufas e biscoitos de gengibre e baobab (sem frutos secos)
Trufas de côco e chocolate (com trigo sarraceno)
Trufas de chocolate e cânhamo (sem frutos secos)
Trufas de morangos e cânhamo (sem frutos secos)
Trufas de cenoura e laranja (com flocos de aveia)
Brownies (sem frutos secos)

fullsizerenderENGLISH:

Healing is not another task on a to do list.

It’s a way of life.

Allowing the body and the mind to return to their natural state of perfect and harmonious health, despite the chaotic and very unnatural lives most of us are born into in this modern world

Stress and anxiety are the biggest threats to my health and whenever it gets a bit too much for me to handle or when I can’t find ways to release all that, my body starts voicing its complaints. It gets loud. And if I don’t listen, It gets a bit crazy.

After all these years I’ve become a good listener, or so I think. But I still struggle at allowing all that is negative to just go through me instead of keeping it all in.

Reiki has been a great tool and so has meditation. It’s quite possibly the only positive habit I’ve never felt any resistance against. It just feels so effortless and so natural. So I take the opportunity to dive in as much as I can. Swimming in those subconscious waters in order to become more and more the person I really am and not the person I’ve been conditioned to become.
It’s a daily practice that I don’t compromise for anything or anyone. I’ve seen the difference and I choose to practice because I benefit so much from it.

trufas-caju-macarrobaMy body has been coming back to harmony and vitality, slowly but steadily. And now I can actually eat a few nuts every once in a while. I like the raw energy it brings me and I enjoy how practical it is when making snacks to it outdoors.

Raw truffles are one of the easiest ways of doing this and one of my favorites.

So here is my most recent recipe:

Ingredients:

(Organic, if possible)

~ 1/4 cup cashews (previously soaked)

~ 1 cup dates (pitted)

~ 1 teaspoon of Iswari’s Macarroba powder (carob, maca, lucuma and cinnamon)*

*(I’ve written about some of these amazing foods before. If you want to learn more, just click on the words).

Directions:
~ Chop dates and place everything in a food processor. Process until it looks like a crumbly paste.

~ Roll small pieces with your hands and make the truffles.

~ You can eat them exactly like this or place them in the fridge for a couple of hours if you prefer hard truffles.
This recipe gave me 7 large truffles or about 10 small ones.

I’ll leave you here a list of recipes for raw snacks that i’ve previously shared on the blog:
Sweet lemon truffles (nut-free)
Brownie truffles (nut-free)
Ginger and baobab cookies and truffles (nut-free)
Coconut and chocolate truffles (with buckwheat)
Chocolate and hemp truffles (nut-free)
Strawberry and hemp truffles (nut-free)
Carrot and orange truffles (with oats)
Brownies (nut-free)

fullsizerender1

 


Leave a comment

My new morning routine, celery juice ~ Sumo de aipo, a minha nova rotina matinal

20160814-144952.jpg
(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Tenho andado numa longa jornada, a dar o meu melhor para conseguir viver em paz com o meu intestino extremamente sensível, após décadas de ansiedade e de bloquear a minha intuição. Aparentemente, ser uma esponja emotiva e mesmo assim tentar relaxar, desapegar e ter fé não é assim tão fácil como parece. Mais vale tarde que nunca, certo?

Meditação, Reiki e uma alimentação vegana sem processados têm sido as melhores ferramentas para aprender a criar uma nova e melhor maneira de viver.

Mas sinto que uma da coisas que me tem ajudado bastante recentemente é isto: sumo fresco de aipo todas as manhãs.

É altamente anti-inflamatório, alcalino e diurético e faz maravilhas a muitos problemas de saúde como, por exemplo, doenças auto-imunes.

Eu não tenho máquina de sumos, por isso uso a liquidificadora e trituro 5 ou 6 pés grandes de aipo com um bocadinho de água alcalina e depois retiro a polpa usando uma daquelas coisinhas com rede que normalmente se usa para lavar o arroz. (Juro que não sei o nome, mas acho que toda a gente conhece.) Bebo logo de seguida, em jejum, de manhãzinha. Sinto que tem melhorado bastante o meu sistema digestivo, sistema imunitário e também tenho sentido diferenças nas alergias e fadiga.

A primeira vez que ouvi falar de sumo de aipo foi no site do Medical Medium que tem muitíssima informação interessante sobre saúde. Se estiverem à vontade com o inglês, espreitem.

20160814-145024.jpg
(ENGLISH)

I’ve been on a long journey, trying my best to make peace with my very sensitive gut after decades of anxiety and blocking my intuition. Apparently being an emotional sponge and still trying to relax, let go and have faith isn’t as easy as one could think, at least not after a lifetime of doing the opposite. Better late than never, right?

Meditation, Reiki and an unprocessed vegan diet have been some of the best tools to learn how to create a new and better way of living.
This is one of the things I feel has been helping me a lot lately: fresh celery juice every morning.

It’s highly anti-inflammatory, alkaline and diuretic and it does wonders for lots of health issues like autoimmune conditions.

I don’t have a juicer so I blend 5 or 6 large stems of celery with a little bit of alkaline water in my blender and then I remove the pulp with one of those thingys with a net people use to wash rice. (I don’t really know the name but I think most people know what it is). I drink it right away, first thing in the morning and it has been helping me a lot with my digestive system, immune system, healing allergies and fatigue.

I first read about celery juice on Medical Medium’s site, along with lots of other very interesting information about healing.


Leave a comment

Less is more… decluttering and saying no to consumerism ~ Menos é mais… libertar-me de tralha e ser menos consumista

20160709-205131.jpg
(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

“Terá sucedido na vida quando tudo o que realmente quiser for apenas o que realmente precisa.” ~ Vernon Howard

Menos é realmente mais…

Viver com menos coisas faz-me sentir mais inteira.
Libertar-me de tralha e esvaziar, nem que seja só um pouco, o espaço em que vivo ajuda-me a sentir-me ligada ao que não se consegue ver…

É essa essência que está connosco em todo o lado, mas que se perde no meio dos objectos. Eu sinto-a a ganhar corpo no espaço vazio.

Acredito piamente que o espaço que habitamos é um reflexo do que se passa dentro de nós e que podemos melhorar activamente o nosso estado de espírito e a nossa saúde quando nos livramos de tralha que se vai acumulando na nossa casa e na nossa vida.

Eu pura e simplesmente não consigo pensar quando estou numa sala caótica, atafulhada de coisas! O meu cérebro fica em curto circuito e o meu corpo começa a implorar a fuga. Espaços com demasiados objectos ou muito desarrumados sufocam-me e roubam-me energia, clareza e paz.

Eu detesto tralha e detesto gastar tempo a arrumar e limpar, logo, prefiro ter o mínimo de coisas à minha volta. Desprender-me de bagagem é das actividades de que mais gosto e dá-me uma sensação de abertura, liberdade e felicidade quase catártica.
Não pensem que vivo como um monge numa caverna, não. Eu tenho muita coisa, apesar de escolher ter muito menos do que todas as outras pessoas que conheço pessoalmente, principalmente no que toca a roupa, acessórios e artigos de decoração.

Mesmo assim é muito mais do que aquilo que realmente preciso para a minha vida. A verdade é que precisamos de tão pouco que até nos custa a imaginar!

Sempre que começo a sentir muita energia estagnada e bloqueada dentro de casa, aquele tipo de energia incómoda e teimosa que não sai nem com todas as janelas abertas ou com maratonas a queimar salva ou óleos essenciais, já sei que tenho que despachar qualquer coisa que anda para aqui encafuada e que já não me serve para nada.

Tenho o hábito de olhar de uma maneira simbólica para a forma como nos relacionamos com as nossas coisas.
Descobri que ter demasiadas escolhas (como no vestuário, por exemplo) não me traz liberdade como seria se esperar, mas ansiedade e indecisão. Quando vivo com apenas o essencial, como quando viajo com pouca bagagem, tenho muito mais tempo para fazer o que realmente me faz feliz e muito mais tempo para cuidar de mim e meditar, ouvir música, ler, passear, escrever, estar com amigos. E sou muito mais produtiva, calma e bem disposta em ambientes arrumados e minimalistas.

Criamos relações fortíssimas com tudo, incluindo objectos inúteis, estragados ou ultrapassados devido a dois grandes motivos: medo do futuro ou incapacidade de largar o passado.

Há já algum tempo que trabalho conscientemente e propositadamente a minha ligação emocional com os objectos e hoje consigo ver com bastante clareza o que me prende a quase todos eles. E escolho libertar-me.

No início foi um pouco difícil mas hoje sai-me com muita naturalidade. Alivia-me, faz-me sentir bem… acredito que é uma benção doar ou vender aquilo que já não me é útil mas que de certo o será para alguém. Gosto de imaginar a vida que um objecto poderá ter, sendo usado diariamente por alguém que o estima e lhe dá valor, em vez de ficar mais uns anos a ser ignorado nas minhas prateleiras ou gavetas.

20160709-204728.jpg

Nos últimos 3 anos vendi, doei e reciclei cerca de metade de toda a minha roupa, acessórios, artigos de decoração e livros. E sabe tão bem! E continuo a fazê-lo… É um projecto em andamento.

São estas as peças das quais me escolho desapegar : tudo o que for velho, estragado, tudo o que já não representa quem eu sou, que não me serve, que não me fique bem, que não tem utilidade, tudo o que não uso há mais de 1 ano ou que, pura e simplesmente, não ADORO.

Quando as dúvidas me assolam, seguro no objecto em questão e pergunto-me: como é que isto torna a minha vida melhor?
E depois imagino a minha vida com o objecto e a minha vida sem ele.
Na grande maioria das vezes, não encontro qualquer diferença!

Com o dinheiro que fiz a vender tudo isto, consegui pagar os meus cursos de reiki (nível 1 e 2), aulas de surf, dois workshops em energia quântica e meditação, algumas massagens, prendas para amigos e cerca de 4 ou 5 livros.

Vender esta tralha enriqueceu a minha vida também devido ao modo como optei por gastar esse dinheiro. Investi em experiências e coisas que dão frutos muito depois de as comprar.
Isso tem um impacto muito maior na minha felicidade e qualidade de vida do que praticamente qualquer objecto que poderia ter comprado.

20160802-012743.jpg
(Alguns dos livros que comprei nos últimos anos e que vou guardar)

Nos últimos anos dou por mim a perguntar “mas eu preciso mesmo disto?” sempre que me sinto tentada a comprar qualquer coisa e a verdade é que a resposta costuma ser um grande “não!”. Sem pena, tensão ou culpa – um decidido “não”. E quando me sinto a nadar num mar de dúvidas, tento identificar as emoções por trás do impulso ou desejo repentino. E quando isso fica claro e me sinto calma, vem-me à cabeça algo como: prefiro comprar estas coisinhas ou passar o mês inteiro a comer biológico? Ou ainda… prefiro comprar isto ou guardar este dinheiro para a minha próxima viagem?
Conseguem adivinhar a resposta que costuma sair? Pois…

E a vida muda, passinho a passinho, dia após dia. Comecei a ficar imune a muitas tentações.

Nunca me considerei uma pessoa muito consumista, apesar de no passado ter comprado muito mais do que aquilo que realmente necessitava. Mas sempre menos do que as minhas amigas ou conhecidas. Muito menos! Desde criança que dou muito valor ao dinheiro e tenho o hábito de preferir qualidade à quantidade. Sempre vi o potencial escondido atrás de meia dúzia de trocos e faz-me confusão quando alguém me diz que quer comprar isto ou aquilo por ser tão barato. “Mas, se não precisas, porque compras? Porque é giro e barato! Mas se não precisas, seja barato ou não, estás a deitar dinheiro fora.”

A questão é que meia dúzia de trocos gastos todas as semanas aqui e ali pode parecer pouco mas, quando fazemos a conta final, dá muito, mas mesmo muito dinheiro. Lembro-me de ter uma colega no liceu que se queixava porque nunca tinha dinheiro para ir connosco viajar no verão mas que tinha o hábito de gastar imenso dinheiro com trivialidades no dia a dia. Um dia disse-lhe que se ela comprasse menos 1 bolo e 1 café por dia durante o ano todo e pusesse esse dinheiro num mealheiro, ia chegar a junho com o valor suficiente para ir curtir umas férias fabulosas com a malta. Mas ela não acreditou e nunca fez a conta. Como é que algo tão barato como um bolinho podia fazer essa diferença? Mas a verdade é que faz. Porque facilmente se transforma em 365 bolinhos e cafés num ano. Desde que me lembro de ser gente que penso no dinheiro assim.

20160709-205215.jpg
Mas nunca fui tão poupada como agora…

Nos últimos 20 meses (desde o início de 2015) comprei menos de 20 peças de roupa e acessórios, incluindo calçado, malas, biquinis, roupa interior, óculos e bijuteria. Recebi mais algumas peças de presente e outras poucas que me deram em 2a mão. Comprei uns poucos livros que queria mesmo ler e que não encontrei nas bibliotecas municipais. Não comprei absolutamente nada para a minha casa, com a excepção de umas plantas e 2 electrodomésticos para substituir os que se tinham estragado e que não foi possível arranjar. Esses foram para reciclar. E acabo de comprar (finalmente!) um novo computador portátil, também para substituir o meu antigo que já tinha morrido há muito tempo.

Isto não significa que tenha perdido a capacidade de apreciar a beleza de uma peça ou de ver o engenho e talento de quem a concebeu e a fez. Apenas não sinto necessidade de a ter só porque me atrai e não me sinto com falta de um objecto só porque gosto dele.

Ganhei uma nova perspectiva sobre todo o desperdício, poluição e desgaste individual e colectivo que todo este consumismo barato e rápido anda a criar no mundo. E tento, tanto quanto possível, ter isso na consciência quando tomo as minhas decisões enquanto consumidora e habitante deste planeta.

E para mim, a vida mostra ter uma fluidez muito melhor assim…

“Inventamos uma montanha de consumo supérfluo, compra-se e descarta-se. Mas o que se gasta é tempo de vida. Porque quando eu compro algo, ou você, não compramos com dinheiro, compramos com o tempo de vida que tivemos de gastar para ter esse dinheiro. Mas com esta diferença: a única coisa que não se pode comprar é a vida. A vida se gasta. E é miserável gastar a vida para perder liberdade.” ~ José Mujica

20160709-204813.jpg
ENGLISH:

“You have succeeded in life when all you really want is only what you really need.” ~ Vernon Howard

Less really is more…

Living with less stuff makes me feel more whole. Decluttering and emptying, even if just a little bit, the space I live in makes me feel connected to what I can’t see… That essence that is with us everywhere we go, but gets lost in between the clutter. I can feel it taking shape in an empty space.

I firmly believe the space we inhabit is a reflection of what is going on within and that we can actively improve our state of mind and our health when we get rid of clutter that keeps piling on in our house and our life.

I just can’t, absolutely can not, think when I’m inside a chaotic room, stuffed with things! My brain starts short-circuiting and my body starts begging me to flee. Spaces with way too many objects or overly messy suffocate me and steal my energy, clarity and peace.

I hate clutter and I hate wasting my time cleaning it so I choose to have the least amount of stuff possible around me. Letting go of baggage is one of my favorite activities and it gives me a feeling of openness, freedom and happiness. It’s quite cathartic, to be honest.

Don’t get me wrong, I don’t live like a monk in a cave, no. I have lots of stuff, even though I choose to have a lot less things than all the other people I know, specially when it comes to clothing, accessories and household items.

It’s still a lot more stuff than I need for my life. The truth is, we need so little it’s actually hard to believe!

Whenever I feel a lot of stuck and stalled energy at home, that type of stubborn and uncomfortable energy that just won’t go away even if I keep every window wide open and burn lots of sage or essential oils, I feel like I need to get rid of something that has been stacked around here and has absolutely no purpose or use.

I have this habit of looking at the relationships we have with our things in a very symbolic way.
I’ve found out that having too many options and choices (like with clothing, for instance) doesn’t bring me the expected freedom but lots of anxiety and indecisiveness. When I live with just the bear essentials, like when I’m traveling light, I have a lot more time to dedicate myself to what really brings me joy and I have a lot more time to take care of myself, such as meditating, listening to music, reading, writing or hanging out with friends. And I’m so much more productive, calm and jolly when I stay in minimalistic and tidy spaces.

We create such strong relationships with everything, including objects that are useless, broken or outdated due to two big reasons: fear of the future or inability to let go of the past.

It’s been a while since I started consciously and purposely working on my emotional attachment to things and today I can see quite clearly what binds me to almost all of them. And I choose to let them go.

At the beginning it was a bit difficult but now I do it very naturally. I feel relieved, it makes me feel good… I believe it’s a blessing to donate or sell something that no longer is useful to me but will certainly be of use to somebody else. I enjoy picturing the new life a certain object will get, being used by someone that appreciates it and values it, instead of just being ignored for a few more years on one of my shelfs or in my drawers.

20160709-204728.jpg

For the past 3 years I’ve donated, sold and recycled about half of all my clothes, accessories, household items and books. And it feels so good! I’m still doing it… It’s a work in progress.

This is what I choose to let go of: anything that is outdated, broken, that no longer represents who I am, doesn’t fit me well, doesn’t make me look good, has no purpose, hasn’t been used in over 1 year or anything that I just simply don’t LOVE.

Whenever I feel too overwhelmed to make a decision about keeping a certain object, I hold that item in my hands and ask myself: how does this make my life better? And then I picture my life with the item and after I picture my life without it. For the large majority of things, there’s absolutely no difference!

With the money I made selling all that I managed to pay for my reiki courses (level 1 and 2), surf lessons, two workshops on meditation and quantum energy, a few massages, some gifts for friends and about 4 or 5 books.

Selling that clutter made my life richer, also because of the way I chose to spend the money I got. I invested in experiences and things that keep on giving long after the moment of purchase. That has a much bigger impact on my happiness and quality of life than probably any other object I could have bought.

For the past few years I catch myself asking “but do I really need this?” every time I feel tempted to buy something and, to be honest, most of the time the answer is a big “no!”. Free from pity, tension or guilt – a very assertive “no”. And when I feel I’m drowning in a sea of doubt I try to identify the emotions behind that impulse or sudden desire to buy. When I get clear on that and I feel calm, I just think about something like: would I rather buy this or eat organic all month long? Or even better… would I rather get this or save this money for my next trip?
You can guess the answer to that, right? Right…

And life changes, little by little, day after day.
I began to feel immune to lots of temptations.

I’ve never considered myself to be a big consumerist, even though I had the habit of buying more than I really needed. But still a lot less than my friends or acquaintances. A lot less! Every since I was a child I remember giving a lot of value to money and having the habit of choosing quality over quantity. I guess I’ve always seen a lot of potential even in a few dollars or just cents and it I feels weird to me when people buy this or that just because it’s cheap. “But, if you don’t actually need it, why are you buying it? Because it’s so cute and so cheap! But if you don’t need it, you’re throwing your money away, regardless of being cheap or not.”

The thing is, when you add all of those “just a couple of dollars here and there”, you will realize you’re spending a lot of money weekly or monthly. I remember I had this classmate in high school and she kept complaining because she never had a lot of money to go on vacation with our group of friends during the summer. But she was always spending a lot of money on everyday things and trivialities. One day I told her if she bought one less muffin and coffee everyday and put that money aside in a piggy bank for the whole year of school, she would have enough money for the trip by the time summer arrived. But she wouldn’t believe me and never did the math. How could something so small like a muffin or a cup of coffee make any difference? But it does. Because it quickly turns into 365 muffins and cups of coffee in a year.
Every since I remember being a person I’ve thought about money that way.

20160802-012743.jpg
(Some of the books I’ve bought these last few years. I won’t be selling these for now.)

But I’ve never been this frugal…

For the past 20 months (since the beginning of 2015) I’ve purchased less than 20 pieces of clothing and accessories, including shoes, bags, underwear, bikinis, glasses and jewelry. I got a few more pieces as gifts and a couple more second hand itens from friends. I also got a few books that I really wanted to read but couldn’t find at the local library. I didn’t buy anything for my home, with the exception of a few plants and two appliances to replace the ones that broke down and couldn’t be fixed. Those went to the recycling bin. And I finally bought a new laptop, also to replace my old one that died a long time ago.

This doesn’t mean that I lost the ability to appreciate the beauty of a piece or to acknowledge the talent and genius of those who imagined and created it. I simply don’t feel the need to have it just because I find it appealing and I don’t feel like I’m lacking something just because I liked it.

I’ve gained a new perspective on all this waste, pollution and collective and individual exhaustion that this fast and cheap consumerism has been bringing to the world. And I’ve been trying, was much as possible, to keep that in mind whenever I make my decisions as a consumer and as a resident of this planet.

And to me life seems to flow much better this way…

“We have made up this mountain of pointless consumerism, we buy and we discard. But what we’re wasting is time of life. Because when I buy something, or you, we are not buying it with money, we are buying it with the time of life we had to spend to get that money. But there’s a difference: the only thing you cannot buy is life. Life is spent. And it’s miserable to spend a life to lose freedom.” ~ José Mujica

20160709-205215.jpg


2 Comments

Sweet and raw lemon truffles + It’s not your job to save anyone ~ Trufas doces e crudívoras de limão + Não te cabe a ti salvar ninguém

20160609-172821.jpg
(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

“Não te cabe a ti salvar ninguém. Como curandeiras, a nossa tendência natural é dar em demasia, mas não podemos crescer pelos outros, eles têm que querer eles próprios a mudança. O nosso trabalho ao serviço da luz é de fazer brilhar a nossa luz e espalhar sementes. Se essa luz e essas sementes aterrarem em terra fértil, irão florescer. Se não, avancem e continuem a fazer brilhar a vossa luz e a espalhar essas sementes.” ~ (Rebecca Campbell)

Tenho esta pequena citação no meu telefone e leio-a muita vezes. Preciso. Há alturas em que parece que consigo mesmo ouvir os meus anjos da guarda a dizer: Pára de tentar ajudar toda a gente, Catarina! Eles não são responsabilidade tua. Toma conta de ti primeiro, Catarina! Define bem os teus limites e mantêm-nos fortes e afiados, Catarina! Vá lá, tu consegues. E isso não faz de ti uma menina má. Não, querida, tu és boa menina e nada pode mudar isso. Vá, agora vamos, respira bem fundo e diz: NÃO.

Estas últimas semanas têm andado a falar cada vez mais alto. Ou talvez seja eu que me tornei melhor a ouvir. Em qualquer dos casos, gosto da mudança.

Vamos lá ver se consigo continuar assim!

A propósito (ou talvez nem por isso), no outro dia fiz umas trufas crudívoras tão simples como deliciosas e achei que seria uma boa receita para partilhar com alguns amigos. Como vocês aqui respeitam sempre muito bem os meus limites, cá vai! ;)

Basta juntar os seguintes ingredientes (biológicos, se possível) num processador de comida:
1 cup/chávena de tâmaras (sem caroço), 1 cup/chávena de amoras brancas secas, 1 colher de chá com raspa de casca de limão
(Eu não me dou bem com frutos secos, mas se não for o vosso caso, podem juntar 1/4 cup/chávena de nozes ou cajus demolhados, por exemplo).
Triturar tudo muito bem até ficar uma pasta mole e pegajosa. Fazer bolinhas com as mãos e deixar no frigorífico durante a noite.
Esta receita deu cerca de 14 trufas deliciosamente docinhas e saciantes. Desfrutem <3

20160609-172843.jpg
ENGLISH:

“It’s not your job to save anyone.
As healers, our natural tendency is to over give, but we cannot do the growing for another, they have to want the change themselves. Our only job as Lightworkers is to shine our light and scatter seeds. If that light and those seeds land on fertile ground they will bloom. If not, just move on and keep shining your light and scattering those seeds.”
~ (Rebecca Campbell)

I have this little quote on my phone and I look at it a lot. I need to. Sometimes I can literally hear my Guardian Angels on repeat everyday: Stop trying to help everyone, Catarina! They are not your responsability. Take care of yourself first, Catarina! Keep your boundaries sharp and strong, Catarina! Come on, you can do it! Don’t worry, it doesn’t make you a bad girl. You’re a good girl, sweetie, and nothing can change that. Now, go on, take a deep breath and say: NO.

This past few weeks they have been louder than ever. Or maybe it’s just me getting better at listening. Either way, I like the change.

Let’s see if I can keep it up!

Anyhow, I made these deliciously simple raw truffles the other day and I thought it would be a really nice recipe to share with some friends. You guys respect my boundaries, so here you go! ;)

Just put the following ingredients (organic, if possible) in a food processor: 1 cup dates (pitted), 1 cup dried mulberries, 1 teaspoon of lemon peel
(I don’t do well with nuts, but if you do, you can add 1/4 cup of previously soaked walnuts or cashews, for example.)
And just blend until it’s a really smooth and sticky dough. Make balls with your hands and leave it in the fridge overnight.
This gave me about 14 deliciously sweet and nourishing truffles. Enjoy <3

20160609-172929.jpg