The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Green twirl superfood smoothie bowl + a daily affirmation ~ Batido na tigela com remoinhos verdes de superalimentos + uma afirmação diária

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“Eu sou um íman para o bom da vida. Eu atraio experiências, qualidades e situações lindas – Amor, paz, abundância e alegria vêm ter comigo. Todas as coisas boas fluem até mim e eu recebo livremente sem qualquer hesitação. Eu sou livre. Eu sou completa. Eu sou una com tudo o que existe.”

Ontem, enquanto me sentava para almoçar, obriguei-me a fechar o meu bloco de notas e parar de pensar no trabalho durante alguns minutos para poder desfrutar totalmente da minha refeição. Comer enquanto faço outras coisas é um hábito terrível que estou constantemente a tentar contrariar.

Mas imediatamente antes de pôr o meu bloquinho caótico dentro da mala, vi esta afirmação e respirei fundo e lentamente, permitindo-me sentir estas palavras a ecoar na minha mente e coração durante um momento.

Algo tão simples e tão pequeno como isto tem o poder de mudar tudo em mim e no meu dia.

Sempre que encontro alguma afirmação que ressoa em mim e que muda a minha vibração, escrevo-a em todo e qualquer lado – bloco de notas, diário, telemóvel, agenda, etc.
E a melhor parte é que normalmente acabo por me esquecer disso, até ao momento em que “acidentalmente” a vejo no meio de um turbilhão de tarefas diárias.

Costuma ser no momento exacto em que preciso mesmo de a ler.

E, por estes pedacinhos de magia, sinto-me eternamente grata!

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Hoje partilho a receita desta refeição. A minha primeira refeição do dia é que costuma ser assim, um batido ou um batido na tigela, mas quando posso almoçar em casa acabo por fazer algo muito parecido outra vez. A base costuma ser bananas congeladas e depois misturo outras frutas ou vegetais.
É a maneira mais fácil que eu conheço para consumir muita fruta e superalimentos diariamente.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
~ 2 maçãs grandes
~ cerca de 4 bananas grandes congeladas (vejam aqui como congelar)
~ gel de aloe vera (vejam aqui como eu faço)
~ 1 cup/chávena/xícara de água
~ 1 colher de sopa de xarope de ácer (ou 2 ou 3 tâmaras)
~ 1/2 colher de chá de chlorella (usei iswari)
~ 1/2 colher de chá de spirulina (usei iswari)
~ 1 mão cheia de lascas de côco seco

Instruções:
~ juntar tudo numa liquidificadora ou processador de comida, excepto o côco e a spirulina.
~ se usarem as tâmaras, retirem os caroços
~ triturar tudo muito bem e colocar numa taça ou tigela grande
~ deitar a spirulina por cima do batido (e fazer uns remoinhos com a colher para ficar mais bonito. Os olhos também comem!). Pôr as lascas de côco.
~ desfrutem e tenham um dia muito feliz!

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ENGLISH:

“I am a magnet for the goodness of life. I attract beautiful experiences, qualities and situations – Love, peace, abundance and joy is coming my way. All good things flow to me, and I receive freely without hesitation. I am free. I am whole. I am one with all that is”.

Yesterday, as I sat down for lunch I made myself close my notebook and stop thinking about work for a few minutes to fully enjoy my meal. Eating while doing something else is a terrible habit that I fight constantly.

But right before I put my little chaotic notebook back in my bag, I saw this affirmation and I took a long deep breath and allow myself to feel these words as they echoed in my mind and heart for a moment.

Something so small and simple like this has the power to shift everything about me and my day.

Whenever I find one affirmation that resonates with me and changes my vibration, I write it anywhere and everywhere ~ notebooks, diary, phone, calendar, and so on. The best part is that I usually end up forgetting all about it, until the moment I “accidentally” see it again, while in the middle of some turmoil, doing everyday stuff.

It’s usually the moment I need to see it the most.

And for that little bit of magic, I am always so grateful!

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Today I’m sharing the recipe for this meal. Usually it’s my breakfast that looks like this, a smoothie or a smoothie bowl, but if I’m having lunch at home I end up doing something pretty similar again. The base is usually frozen bananas and then I mix it with some other fruit or veggies. It’s the essiest way I know to enjoy lots of fruit and superfoods on a daily basis.

Ingredients:
(Organic, if possible)
~ 2 large apples
~ about 4 large frozen bananas
(See here how to freeze them)
~ aloe vera gel (see here how I get it)
~ 1 cup of water
~ 1 tablespoon of maple syrup (or a couple of dates)
~ 1/2 teaspoon of chlorella (I used iswari)
~ 1/2 teaspoon of spirulina (I used iswari)
~ 1 handful of coconut dried flakes

Directions:
~ put everything in a blender or food processor, except for the coconut flakes and spirulina.
~ de-seed dates if using
~ blend really well and put it in a large bowl.
~ top with the spirulina (use the spoon to twirl it a bit on the surface so it looks prettier. We eat with our eyes, too!) and coconut flakes
~ enjoy and have a beautiful day!

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Aloe vera, balm for the skin and digestive system ~ Aloé vera, bálsamo para a pele e para o sistema digestivo

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Agora que a Primavera começou e o sol voltou a brilhar, começo lentamente a sentir vontade de sair desta minha hibernação e ando um bocadinho mais activa (ênfase na palavra bocadinho).

Até voltei a sentir o chamamento para escrever, coisa que não tenho feito desde o início do ano, nem aqui no blog, nem nos meus diários ou blocos de notas, nada.

A falta de sol afecta-me sempre de tal maneira que este ano até resolvi começar a tomar um suplemento de vitamina D no inverno, apesar de não ser grande apologista de andar a tomar comprimidos. Mas sinceramente, acho que me ajudou a não me sentir tão cinzenta como nos outros anos e a ver uns raiozinhos de sol, mesmo que só através da neblina.

E como andei a ler que a lua nova da passada quinta-feira marcou o início do ano novo lá nos céus, pareceu-me uma boa altura para ressuscitar o blog que, verdade seja dita, já quase me tinha esquecido de que existia.

Comecei este novo ano astrológico a dançar, algo que sempre me saíu muito naturalmente e que me traz as melhores das sensações. O ritmo é como que uma linguagem que me permite desligar o cérebro e deixar o corpo falar com fluidez e desprendimento, dizendo o que bem entender.
Mas desta vez pus-me no desafiante mas também prazeroso papel de principiante e comecei a aprender uma arte nova: dança do ventre!

Há muito tempo que não fazia algo pela primeira vez e senti que estava na altura de sair da minha zona de conforto e expandir a minha realidade. Coisa que aconselho a tod@s, o mais possível e com bastante frequência.

Mas voltando ao blog, hoje lembrei-me de vos escrever sobre uma das minhas plantas preferidas para usar tanto directamente na pele, como na comida. Prometi a mim mesma que o texto seria curto e simples, por isso, cá vai…

Acho que já toda a gente ouvi falar de aloé vera, já que ouve uma fase nos anos 90 em que não se falava de outra coisa! Em Macau nessa altura havia várias marcas australianas de sumos de aloé vera e eu era viciada!
Mas mesmo assim ainda continuo a descobrir coisas sobre este cacto, até hoje.

É um dos meus remédios preferidos para a pele e para os intestinos. Sim, intestinos!

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~ Como fazer?
Depois de lavar, corto um bocado da folha do cacto (cerca de 5cm) e abro esse pedaço ao meio.
Raspo com a faca no interior de cada uma das metades e deixo cair o gel para um pequeno copo. Faço sempre isto imediatamente antes de usar.

~ Para usar na pele:
Basta pôr esse gel directamente na cara ou no corpo, antes de ir dormir. Acreditem que faz milagres… Acalma, hidrata, suaviza.
A seguir ao óleo de côco e à manteiga de karité, é o melhor amigo da minha pele, principalmente no Inverno. É óptimo para proteger e nutrir a pele que anda a sofrer com este vento gelado que ainda anda por cá. Deixa uma camadinha muito suave que não é gordurosa nem pegajosa e também não tem nenhum cheiro esquisito.

~ Para comer:
Deito o gel para a liquidificadora, adiciono os outros ingredientes do batido, trituro e já está.
Não tem um sabor propriamente dito e também não muda a consistência habitual do batido.

~ E porque é que como aloé vera?
Porque é anti-inflamatório e ajuda a alcalinizar e a acalmar o organismo.
Ajuda a melhorar todo o tipo de problemas digestivos e intestinais, melhora a assimilação dos nutrientes dos alimentos e ajuda a eliminar o que não precisamos.
Também protege o corpo do stress e ajuda a recuperar de fadiga e desgaste muscular. Podem ler sobre esta planta e muitas noutras neste site maravilho do Medical Medium (só em inglês).

Não faço isto todos os dias, até porque não tenho a planta em casa e às vezes esqueço-me de ir lá fora apanhar. Mas pelo menos uma vez por semana tento fazê-lo.

Há muita gente que tem um vaso pequeno em casa com o aloé vera e vai tirando pedaços. Eu vivo numa zona com muitas destas plantas na rua e vou tirando uma folha grande de vez em quando.

Dá para guardar o resto em cima da bancada ou no frigorífico e aguenta muito bem cerca de uma semana.

Se preferirem comprar o gel numa loja, aconselho-vos a lerem com muita atenção os ingredientes porque costumam ter surpresas pouco ou nada saudáveis.

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ENGLISH:

Now that Spring is here and the sun is shining once again, I’ve started to slowly feel the need to escape my hibernation and be a little bit more active (emphasis on little bit).

I’ve even been feeling the calling to get back to writing, something I haven’t done at all since the beginning of the year, not here on the blog, not on my journals or my note books, nothing.

The lack of sunshine afects me so much every year that I decided to take a Vitamin D supplement this winter, even though I’m not a big fan of taking pills.
But to be honest, I think it actually helped me not to feel so gray like I usually feel during this time of year, and it helped me find a few rays of sunshine, even if only through the fog.

And I decided to revive the blog when I was reading how last week’s new moon marked the start of the new year up in the heavens. I must confess that I almost forgot I had a blog but the timing felt right.

I started this astrological new year dancing, something that comes to me very naturally and always showers me with the most joyous sensations. But this time around I chose the role of the beginner, which is challenging and very pleasurable at the same time. So I decided to start learning a new art: belly dance!

It’s been quite some time since I tried something for the first time and ventured outside my comfort zone but I needed to expand my reality once more. And I really advise everyone to do it as often as possible.

But back to the blog. Today I wanted to write about one of my favorite plants and how I use it in my food and on my skin. I promised myself I would keep it short and simple, so here it goes…

I’m guessing that everybody has already heard about aloe vera, specially since there was a time in the 90s when it was all over the place. During those years in Macau there were a lot of australiana companies that sold aloe vera juice and I was completely addicted!

But even today, I’m still learning new amazing things about this cactus.
It’s one of my favorite remedies for the skin and gut. Yes, gut!

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~ How?
I wash the leaf, cut a small piece (about 5cm) and open it in half. I use a knife to scrape the inside of both halves and I let the gel drip into a small glass. I do this right before using it.

~ Skin:
Just apply the gel directly to face and body right before going to sleep.
Trust me, it works miracles… It’s calming, moisturizing and softening.
After coconut oil and shea butter, this is my friends best friend, specially during the winter. It’s great to protect the skin from the ice cold wind that is still around here. It leaves a small layer on the skin but it’s not greasy and it doesn’t have any weird smell.

~ Eat it:
Put the gel in your blender and add all the other ingredients for your smoothie ingredients, blend and that’s it. It doesn’t have any specific flavor and it doesn’t change the texture of your smoothie.

~ But why do I eat aloe vera?
Because it’s anti inflammatory and it’s alcaline.
It improves all types of digestive and intestinal problems, it enhances how we assimilate nutrients and it helps flushing out what we don’t need.
It also protects the body from stress and it makes it easier to recover from fatigue and muscular strain. You can read a lot more about this plant and many others on Medical Medium’s awesome site.

I don’t use it every single day because I tend to forget to go outside and pick an aloe leaf. But I try to do it once a week or so.

A lot of people have aloe in a plant pot indoors and take pieces of it as needed but I live in an area with lots of it outside so I just pick one long leaf every now and then.
You can keep it in the kitchen and even in the fridge for about a week.

If you’re thinking about purchasing the bottled gel please check all the ingredients of the product because there are usually some not so healthy surprises.

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A year of beginnings and Reiki ~ Um ano de inícios e de Reiki

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Algo me diz que 2016 será um ano de muitas primeiras vezes.
É essa a intenção que reconheci a crescer interiormente desde os últimos dias do ano passado e que começou já a ganhar forma, de dentro para fora.

No ano passado escrevi sobre como não gosto de me apegar a objectivos e resoluções porque muitas vezes não passam de resultados vazios de significado e porque tantas outras vezes aquilo que queremos não é de todo aquilo que realmente precisamos.

Este ano que passou parece ter sedimentado a minha viagem interior de auto aprendizagem e exploração. Para quem assistiu do lado de lá até pode parecer que pouco ou nada aconteceu por aqui, mas eu fico assombrada sempre que olho para o espelho retrovisor e conto os quilómetros que percorri nesta estrada cheia de curvas e contra curvas. Seja qual for a continuação do caminho ou mesmo o destino final, tenho a certeza que será muito melhor do que qualquer plano que eu tivesse tentado desenhar sozinha no meu mapa.

Houve alturas em que tive como intenção trabalhar, curar e mudar algo muito específico em mim, como ser mais calma, mais positiva, mais compreensiva e tantas outras coisas.

Mas ultimamente, sempre que fecho os olhos e peço ajuda, o meu desejo poderia ser resumido muito simplesmente assim: “Quero crescer e evoluir de um modo harmonioso, positivo e pacífico, de modo a mudar o que tenho que mudar para me tornar na versão mais verdadeira de mim própria”.

Porque se há algo que sei sem qualquer dúvida é que não vale a pena escolher crescer através da dor ou sofrimento.

E como essa versão de mim mesma implica um peito bem aberto, ando para aqui a praticar para expandir o coração o mais possível, como quem treina a respiração para mergulhar em apneia e conseguir suportar ondas gigantes em cima.

E praticar para ganhar coragem, para conseguir dizer “Sim” sempre que algo faz brotar aquela música cá dentro e conseguir dizer “Não” a tudo e todos que me sobrecarregam negativamente sem sentir a necessidade de me justificar.

E praticar para manter aquela chama intocável, sempre constante, a minha velinha a salvo de sopros e de apagões, a alumiar pacificamente o meu caminho mesmo de olhos fechados, independentemente das circunstâncias exteriores. Sabendo que não preciso de os abrir para saber para onde vou.

Praticar tornou-se palavra chave, ferramenta essencial para navegar este mundo caótico e tortuoso.
Porque não há teoria que nos ajude sem a pormos em prática.

Praticar o silêncio, trabalhar a energia. Praticar diariamente. Para mim, é sinónimo de sanidade, paz e alegria.

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Essa prática tem-me levado de regresso a mim própria e guia-me a novas ferramentas que me ajudam a melhorar a minha condução.

Há mais de um ano levou-me até ao estudo dos chakras (portais de energia em cada um de nós) e mais recentemente dirigiu-me até ao Reiki. Explicando de um modo muito simples, o Reiki é uma técnica japonesa de cura através da energia vital, usando várias colocações das mãos.

Esta semana preparo-me para mergulhar no curso de nível 1, tendo toda a fé que será uma aprendizagem muitíssimo positiva e recompensadora, que dará frutos para o resto da minha vida.
Desde que, lá está, eu pratique.

Mas poucas técnicas de trabalhar a energia me pareceram tão estranhamente familiares quanto o Reiki e o facto de sentir este empurrãozinho cósmico faz-me sentir que estou em sintonia com este método ancestral.

“O processo do Reiki é o de retirar suavemente, purificar e curar as nossas camadas erróneas de percepção, confusão e falsa identidade, e permitir que a verdadeira natureza desperte do nosso interior, de modo gradual e natural. Firmemente, tornar-nos-emos mais lúcidos, fortes e saudáveis, a todos os níveis.”
(David F. Vennels ~ Reiki para principiantes)

Para quem tiver interesse ou curiosidade, podem espreitar o site da escola de Reiki aqui.
E deixo-vos uma lista de livros que conheço sobre o assunto:
O Manual do Reiki ~ Walter Lubech
Reiki para principiantes ~ David F. Vennels
O grande livro do reiki ~ João Magalhães
Manual de Reiki do Dr Mikao Usui ~ Mikao Usui
Mãos de luz ~ Barbara Ann Breennan

Esta será a minha terceira primeira vez deste ano. Estou certa de que virão muitas mais e de que terei a oportunidade de partilhar bastantes com todos vós!
Desejo-vos um ano repleto de desafios positivos e de magia! Sim, magia! Porque ser sério é sobrevalorizado e uns unicórnios e fadas nunca fizeram mal a ninguém!

(Fotos tiradas na Costa da Caparica, Lisboa, Portugal)

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ENGLISH:

Something tells me 2016 is going to be a year of many first times.
That’s the intention I recognise growing within since the last few days of the year. And it’s already taking form, from the inside out.

Last year I wrote about how I don’t like resolutions or goals as they usually represent just some empty results with no real significance behind them. And also because more often than not what we want is not what we actually need.

This past year seems to have strengthen the foundations of my journey of self knowkedge and exploration. For those witnessing from the other side it might even look like nothing much was happening around here, but I feel astonished every time I take a look at the rearview mirror and count the miles I’ve crossed on this road full of twists and turns.

Whatever the rest of this path looks like or whatever the final destination is, I’m sure it will be a lot better then any plan I could have drawn on my map by myself.

There were times when I had the intention to work, heal and change very specific things about me, like being more calm, more positive, more understanding and many other stuff .

But lately, when I close my eyes and ask for help, this is how I translate my wish: “I want to grow and evolve in a harmonious, positive and peaceful way, changing what I need to change in order to become the truest version of myself”

Because if there’s something I’ve already learned is that there’s no real need to grow from pain or suffering.

And this version of myself asks for a heart open wide, so I’ve been here practicing like crazy to expand it as far as possible, just like someone who practices breathing for freediving while taking gigantic waves on the head.

And practicing to summon the courage to say “Yes” to every little thing that stirs that music within and to say “No” to everything and everyone that drags me down with negativity without feeling the need to justify myself.

And practicing to keep the flame untouched, always constant, my tiny candle protected from blows or blackouts, illuminating my path even when I have my eyes closed, regardless of the outside circumstances. Trusting that I don’t need to open them in order to know where I’m headed.

To practice has become a key element, the essential tool to navigate this chaotic and tortuous world. Because no theory can help us unless we put it into practice.

To practice the silence, work the energy. To practice daily. To me it has become the synonym of sanity, peace and joy.

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This practice is bringing me back to my own self and has been guiding me to other tools that allow me to improve my driving skills.

A little over a year ago it guided me to studying the chakras (portals of energy in each of us) and recently it has taken me to learn about Reiki.
To explain it very in a very simple fashion, Reiki is a japanese technique of healing through vital energy, by placing the hands in several positions.

This week I’ll be getting ready to dive into the level 1 course, feeling confident it will be a very positive and rewarding experience, one that I will benefit for the rest of my life.

That is, of course, provided that I practice.

But not many energy techniques have sounded so strangely familiar to me as this one has and the fact that I’ve been feeling that cosmic push makes me feel quite in sync with it.

“The process of Reiki is to softly remove, purify and heal our erroneous layers of perception, confusion and false identity, and allow our true nature to awaken from within, in a gradual and natural way. Firmly, we will become more lucid, strong and healthy, on every level.”
(David F. Vennels ~ Beginner’s Guide to Reiki: Mastering the Healing Touch)

If you feel curious about this issue you can visit the site of the school right here (portuguese only) and I’m sharing below a list of books I know about this subject:
Beginner’s Guide to Reiki: Mastering the Healing Touch) ~ David F. Vennels
The Complete Reiki Handbook ~ Walter Lubech
The original Reiki handbook of Dr. Mikao Usui
O grande livro do reiki ~ João Magalhães (portuguese only)
Hands of Light: A Guide to Healing Through the Human Energy Field ~ Barbara Ann Brennan

This will be my third first time this year and I’m sure many more will come to fruition later on. I’ll be more than pleased to share some of them right here with you.

I wish you a year full of positive challenges and lots of magic! Yes, magic! Being serious is overrated and a few unicorns and fairies never hurt anyone!

(Photos taken at Costa da Caparica, Lisboa, Portugal)


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Creamy apple and ginger smoothie and A Course in Miracles ~ Batido cremoso de maçã e gengibre e Um Curso em Milagres

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Nestas últimas semanas, tem sido este o meu cenário logo após acordar, onde vou buscar o combustível e a inspiração para mais um dia – um batido cremoso de maçã e gengibre e as lições de Um Curso em Milagres.

Se tivesse que escolher um único livro para ler durante o resto da minha vida, seria este.

São incontáveis as ocasiões em que os meus olhos encontraram as primeiras linhas da introdução deste livro, nos últimos 3 ou 4 anos. Lê-las provocou sempre um eco tremendamente vibrante cá por dentro.

“Este é um curso em Milagres. É um curso obrigatório. Só é voluntário o momento em que decides fazê-lo. Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa apenas que podes escolher o que queres aprender em determinado momento. O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele objectiva, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é tua herança natural. O oposto do amor é o medo, mas o que tudo abrange não pode ter opostos.

Mas de algum modo, arranjei sempre maneira de me convencer de que ainda não estava bem preparada, ainda não, para mergulhar profundamente e me comprometer com o estudo de tais palavras. Que não era esperta ou dedicada o suficiente e demasiado preguiçosa e superficial para compreender o que quer que fosse que lá estivesse. Portanto, nem valia a pena tentar, não é Catarina?

Ui, o meu ego consegue ser feroz mas, tal como se costuma dizer, a luz só precisa da fresta mais mínima para começar a entrar.

E finalmente, devido a algo que me andava a aparecer constantemente durante as meditações, desisti da resistência e arranjei o livro. E, surpreendentemente, não foi preciso qualquer esforço.
Senti que algo por aqui se rendeu e abriu um espaço enorme, muito quieto, tão receptivo e tranquilo, mas ao mesmo tempo tão forte que sinto que chega para conter um rio inteiro.

Tenho levado isto com muita calma mas posso dizer que, logo desde a primeira frase, ler este livro oferece-me aquele sentimento que só pode ser descrito com aquele clichê piroso de “sensação de voltar a casa”. Tal e qual, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

Tenho feito as lições diárias e ando a ler o texto e hoje escolhi partilhar aqui algumas palavras logo do início que ressoaram bastante comigo:

“A evolução é um processo no qual aparentemente passas de um estágio ao seguinte. Corriges os teus passos equivocados anteriores, caminhando para a frente. Esse processo é, de facto, incompreensível em termos temporais, porque retornas na medida em que avanças. A Expiação é o instrumento através do qual podes te libertar do passado na medida em que avanças. Ela desfaz os teus erros passados, assim fazendo com que seja desnecessário que tenhas que ficar revendo os teus passos sem avançar para o teu retorno.”

E enquanto deixamos isto a marinar durante um bocado, vamos passar para este batido muito cremoso, delicioso e saudável.

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Esta receita dá cerca de 1 litro, que é a quantidade que eu costumo ingerir após acordar. Por favor adapta as quantidades consoante as tuas necessidades pessoais.

(Para saber mais sobre estes ingredientes, basta clicar no nome.)

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
3 ou 4 bananas (frescas ou congeladas)
3 maçãs médios e saborosas
1 naco pequeno de gengibre fresco (mais ou menos do tamanho da ponta do polegar)
1 colher de chá de Ashwaganda em pó ou Maca em pó
1 cup/chávena/xícara de água

Instruções:
Tirar os caroços às maçãs e a casca às bananas e gengibre (eu gosto de comer a casca das maçãs).
Pôr tudo num liquidificador ou processador de comida e triturar até ficar muito cremoso.
Servir logo de seguida.

E para quem estiver a ler isto, quero que saibas que te estou muito grata e que desejo que tenhas umas Festas felizes e em paz, onde quer que estejas.
E sim, mais uma vez, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

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ENGLISH:

For the past few weeks, this is what has kept me company right after waking up, as I fuel and inspire myself for another day – a creamy apple and ginger breakfast smoothie and the lessons from A Course in Miracles.

If I had to pick only one book to read for the rest of my life, this would be it.

There were countless times during the past 3 or 4 years when my eyes came across the opening lines from the introduction of this book and reading it has always produced a tremendously vibrant echo within me:

“This is a course in miracles. It is a required course. Only the time you take it is voluntary. Free will does not mean that you can establish the curriculum. It means only that you can elect what you want to take at a given time. The course does not aim at teaching the meaning of love, for that is beyond what can be taught. It does aim, however, at removing the blocks to the awareness of love’s presence, which is your natural inheritance. The opposite of love is fear, but what is all-encompassing can have no opposite.”

But somehow I kept finding a way to convince myself that I wasn’t quite ready, not just yet, to dive in completely and commit fully to the study of such words. That I wasn’t that smart or dedicated and way too lazy and superficial to even get any of it. So way even try, Catarina?

Oh, my ego can be fierce but it’s like they say, it only takes the tiniest crack for the light to make its way in.

So finally, because of something that showed up to me during meditation, time and time again, I gave up resistance and got the book. And surprisingly, it was quite effortless.
I felt something right here surrendering and clearing a huge quiet space that seems so receptive and so very calm, while also feeling strong enough to hold an entire river.

I’m taking it slow but I can tell you that from the very first sentence, reading it gives me that feeling that can only be described with that cheesy cliché of “coming home”. Yap, cheesy and cliché, but so true.

I’ve been doing the daily lessons and reading the text and today I chose to share with you a few words from one of the first pages that really resonated with me:

“Evolution is a process in which you seem to proceed from one degree to the next. You correct your previous missteps by stepping forward. This process is actually incomprehensible in temporal terms, because you return as you go forward. The Atonement is the device by which you can free yourself from the past as you go ahead. It undoes your past errors, thus making it unnecessary for you to keep retracing your steps without advancing to your return.”

And while we let that marinate for a while, let’s go straight to this creamy, delicious and healthy smoothie.

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This gives about 1 liter, which is what I usually have for breakfast but please adapt the quantities according to your personal needs.

(To learn more about these ingredients, just click on the names.)

Ingredients:
(Organic, if possible)
3 or 4 bananas (frozen or fresh)
3 tasty medium size apples
1 small slice of fresh ginger
1 teaspoon of ashwaganda powder or maca powder
1 cup of water

Instructions:
De-seed the apples, remove skin from ginger and peel the bananas (I like to eat the skin from the apples). Place everything in a blender or food processor and blend until it’s creamy. Serve right away.

And to whoever is reading this, I want you to know that I’m very grateful for you and I wish you happy and peaceful Hollidays, wherever you may be.
And yet again, cheesy and cliché, but so true.


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We are all doing the best we can ~ Estamos todos a fazer o melhor que podemos

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E ali estava eu outra vez a lutar para conseguir lidar com uma daquelas pessoas que já não tem lugar na minha vida.

Levo muito a sério as relações e trato-as como oportunidades para crescer, evoluir. Acredito que ninguém entra na nossa vida por acaso e não fujo desses espelhos porque sei que eles irão continuar a aparecer enquanto não lidarmos com a sombra dentro de nós.

Mas eu fiz o trabalho difícil, aprendi as lições que esta relação me ofereceu, trabalhei em perdoar, tanto ela como eu, enviei-lhe luz e amor, desejo-lhe paz e felicidade.

Deixámos de ter energias compatíveis há muito tempo e após muitos meses, demasiados meses, rendi-me finalmente, larguei as expectativas e fixações, desisti de tentar mudar a vida de outra pessoa. Isso não me cabe a mim, já percebi.

Mas ficar passivamente a assistir aos erros de outro faz-me sentir como um cúmplice que nunca escolhi ser. Escolho ser senhora do meu poder e usá-lo para criar a única coisa que posso criar – eu própria.

Mas por algum motivo a vida ainda não me quer deixar dar por terminado este ciclo e continua a escrever novos capítulos.
Enquanto tentava preparar-me para a nossa próxima interacção, pedi ajuda para abrir ao máximo o meu coração na presença de alguém que fechou o seu coração para todos, incluindo ela própria.

E sentei-me aqui a perguntar o porquê de esta alma continuar a aparecer no meu caminho.

O que é que eu ainda não aprendi que necessito aprender com isto? O que é que eu não estou a conseguir ver nesta situação, nesta relação, nesta pessoa? Como é que posso ver isto de modo diferente? Como?

Tentei alterar a minha perspectiva do maneira mais bizarra que me lembrei, desejosa de deixar cair pelo caminho a bagagem e a história.

Como é que uma gaivota vê esta pessoa?
Como é que um grão de areia vê esta pessoa?
Como é que um raio de uma árvore vê esta pessoa?
Por favor, ajudem-me a vê-la de um modo diferente!

E no meio disto tudo quase que ia passando despercebido, mas ali estava, pendurado numa árvore de Natal, um lindo anjinho a olhar para mim.
Sim, é isso mesmo! Como é que um Anjo da Guarda vê esta pessoa?
Se os anjos são amor, não conhecem o julgamento e é exactamente isso que eu quero!
Como é que um Anjo da Guarda vê esta pessoa?

E vi este lindo querubim louro a sorrir para mim, com a cara iluminada de compaixão e paciência e disse:
“Ela está a fazer o melhor que pode fazer agora. E tu também.”

E assim é.
Porque viemos do mesmo sítio, somos feitos da mesma coisa e estamos todos a fazer o melhor que podemos fazer agora.

E na próxima vez que estivermos juntas, essa parte de mim vai fazer tudo para reconhecer essa parte de ti.

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ENGLISH:

And here I was yet again struggling with dealing with one of those people that I feel no longer have a place in my life.

I don’t take relationships lightly and I see them as opportunities to grow, evolve. I believe no one comes in our life accidentally and I don’t run away from those mirrors because I know they will keep showing up until we deal with the shadow inside of us.

But I’ve done the hard work, I’ve learned the lessons offered by this relationship, I’ve worked on forgiving her and myself, I’ve sent her light and love, I wish her peace and happiness.

We stopped being an energetic match a long time ago and after many months, too many months, I finally let it go, gave up on expectations and attachments, gave up on trying to change someone else’s life. That’s not up to me to do, I get it.

But standing passively watching someone make mistake after mistake makes me feel like an accomplice I never chose to be. I choose to take my power back and work on the one thing I can – myself.

And somehow life doesn’t want me to end this cycle just yet and keeps on writing new chapters.
As I tried to prepare for our next interaction, I asked for help to keep my heart wide open in the presence of someone who has shut her own heart to everyone, including herself.

And I sat here asking why is this soul still showing up in my path?

What haven’t I learned that I need to learn from this? What am I not seeing about this situation, this relationship, this person? How can I see this differently? How?

I tried to shift my perspective in the most bizarre fashion I could come up with, just hoping to drop the story and the baggage along the way.
How does a seagull see this person? How does a grain of sand see this person?
How does a freaking tree see this person?
Please help me see her differently!

And in the middle of all of this I almost missed it, but there it was, hanging from a Christmas tree, a beautiful little angel looking at me.
Yes, that’s it!
How does a Guardian Angel see this person? If an angel is Love then he knows no judgement and that’s exactly what I want.
How does a Guardian Angel see this person?

And I saw this beautiful little blonde cherub smiling at me, his face beaming with patience and compassion and said:
“She’s just doing the best she can right now. And so are you.”

And so it is.
We come from the same place, we are made from the same stuff and we are all doing the best we can right now.

And the next time we’re together, that part of me will be doing everything to recognise that part of you.


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Equinox Raw blueberry and strawberry Pie ~ Tarte crua de mirtilos e morangos para o Equinócio

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Esta tarte crudívora (raw) e vegana foi criada para um convívio feminino quando começou o tempo quente e foi um verdadeiro sucesso. Foi devorada num instante, por entre uma bela conversa cheia de línguas roxas tingidas pelos mirtilos!

Entretanto ficou aqui na gaveta, meio esquecida, até que me pareceu ser uma bela ideia partilhá-la em jeito de celebração do Equinócio.

Festejar o fim do Verão é algo que, muito provavelmente, nunca irei fazer. Nunca. Jamais. Nem pensar. Nunca!

A não ser, claro, que esse fim de estação incluísse fazer as malas e partir para mais perto do equador, ou até mesmo para o hemisfério sul.
Preciso de sol e calor como de ar! O frio e os dias cinzentos roubam-me energia vital a uma velocidade que me é difícil contrariar.

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Mas sei que para viver em pleno tenho que me render sem bloqueios ao fluxo natural da Terra e da Vida.
Os ciclos, os altos e baixos, inícios e fins, a dualidade de tudo e de todos nós.
Algo que já aprendi é que não é possível celebrar a luz ignorando a sombra, seja minha ou de outro.

Ser feliz não é estar sempre contente e animada. Ser feliz obriga-me, mais do que nunca, a mergulhar bem fundo em todas os sentimentos, lutando contra qualquer inclinação para a superficialidade.

Mergulhos em apneia, sem parceiros e sem mapa, tendo sempre presente que a intenção não é ficar pela escuridão escavando e explorando, mas sim percorrê-la de uma ponta à outra, até voltar a subir pelo outro lado, sempre de tocha bem ardente na mão. O único GPS é mesmo essa luz.

Que não se encontra lá fora ou por aí, mas que se incendeia mais e mais, à medida que nos vamos recordando que quem somos verdadeiramente.

“A escuridão não pode expulsar a escuridão. Apenas a luz pode fazer isso.”
Martin Luther King

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E neste espírito de partilha e de evolução, desejo-vos um Outono feliz e saboroso, cheio de tartes, mergulhos, paciência e compaixão.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
Para a base:
3 cups/chávenas/xícaras de amoras brancas secas OU flocos de aveia sem glúten OU amêndoas.
2 cups/chávenas/xícaras de tâmaras (sem xaropes)
Para o recheio:
3 cups/chávenas/xícaras de mirtilos
1 cup/chávena/xícara de morangos
1,5 cups/chávenas/xícaras de tâmaras (sem xaropes)

Instruções:
~ se optarem por usar as amêndoas, ponham-nas de molho primeiro para ficarem mais saudáveis. Mais info aqui.

~ usar um processador de comida para fazer farinha com as amêndoas, as amoras ou os flocos, consoante tiverem escolhido.

~ tirar os caroços às tâmaras e juntar à farinha, triturando tudo junto. Fica pronto quanto tiverem uma massa pegajosa tipo crumble, com pedacinhos bem pequeninos.

~ polvilhar uma forma de tarte (com cerca de 23 cm) com um bocado de côco ralado ou forrá-la com papel vegetal. Isto evita que a massa se cole ao fundo.
Depois é só deitar a massa na forma, pressionando e espalhando com as mãos, criando uma massa fina na base da forma e um bocadinho também nos lados da forma.

~ se optarem por mirtilos e morangos congelados, convém deixá-los descongelar primeiro e depois retirar a água em excesso. Caso contrário o recheio fica muito líquido.
Se usarem morangos frescos, retirem as folhinhas.

~ pôr todos os ingredientes do recheio num processador de comida e triturar muito bem.

~ deitar o recheio no meio da forma de tarte e espalhar uniformemente usando uma espátula ou colher grande.

~ podem enfeitar como preferirem, usando sementes, fruta, etc. Eu optei por deixá-la minimalista, sem decoração.

~ deixei no congelador durante a noite (cerca de 6 horas) e depois deixei a tarte à temperatura ambiente cerca de 1 hora antes de servir.

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ENGLISH:

This raw vegan pie was created for a get together with some girls, back when the warm weather was just starting and it proved to be a huge success.
It disapeared in a couple of minutes, during a delicious conversation with lots of blueberry purple tongues!
I almost forgot about it in the meantime until I was wondering about which recipe to share for the Equinox.

Celebrating the end of Summer is something I’ll most likely never do. Never. Ever. No way. Never!

Unless, of course, that ending means packing up my bags and moving closer to the equador or even the southern hemisphere.
I need the sun and the heat like I need air! Cold and grey days rob me of my vital energy at such a fast pace I can’t really fight back.

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But I do know that in order to live life to the fullest I must surrender to the natural flow the Earth and Life.
The cycles, the ups and downs, beginnings and endings, the duality of everything and every single one of us.

Something that I have learned is that it isn’t possible to celebrate the light while ignoring the shadow, whether it’s mine or someone else’s.

Being happy isn’t about being joyful and upbeat all the time. Being happy pushes me, more now than ever, to dive deeply in all of my feelings, fighting any inclination for superficiality.

Skin diving, with no partners or maps, always keeping in mind that the intention is not to stay in the darkness exploring or digging, but to cross it from one corner to the other and come up on the other side, while holding firmly a fiery torch on my hand. The only GPS is that light.
We can’t find it out there somewhere, because what makes this light grow is remembering who we really are.

“Darkness cannot drive out darkness. Only light can do that.”
Martin Luther King

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So, in the spirit of sharing and evolving, I wish you a happy and delicious Fall with lots of pie, diving, patience and compassion.

Ingredients:
(Organic, if possible)
For the crust:
3 cups of dried mulberries OR gluten free oats OR almonds
2 cups of dates (without syrup)
For the filling:
3 cups of blueberries
1 cup of strawberries
1,5 cups of dates (without syrup)

Directions:
~ if using almonds don’t forget to soak them first so they’re healthier. More info on soaking here.

~ use a food processor to make flour with the almonds, oats or mulberries, according to your choice.

~ de-seed dates and add them to the flour in the food processor and process again. It’s ready when you get a sticky dough, resembling a crumble.

~ use a 9 inch (23 cm) pie pan and sprinkle it with some desiccated coconut or cover it with parchment paper. This prevents getting your crust glued to the pan.

~ place the crust in the pan and use your hands to press it down and spread it evenly, making a thin crust on the bottom of the pan as well as on the sides.

~ if you choose to use frozen fruit, you must let it defrost and remove the excess water. Otherwise the filling will be too liquid. If using fresh strawberries don’t forget to remove the leaves.

~ place all ingredients for filling in a good processor and blend very well.

~ pour the filling into the middle of the pie and use a big spoon or spatula to spread it evenly.

~ you may decorate your pie as you wish, using fruit, seeds and so on. I kept mine super minimalistic and didn’t decorate at all.

~ I left the pie in the freezer overnight (about 6 hours) and took it out about 1 hour before serving.


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Meditation using crystals (Hyaline Quartz, Rose Quartz and Amethyst) ~ Meditação com cristais (Quartzo Hialino, Quartzo Rosa e Ametista)

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

No outro dia levei alguns dos meus cristais mais pequeninos para a praia, pensando que eles também mereciam um bom banho de mar e de sol, os meus bálsamos preferidos para o corpo e a alma.

Na altura ocorreu-me escrever um post sobre estas pedrinhas maravilhosas que me costumam acompanhar quase diariamente e mais tarde lembrei-me que seria uma boa oportunidade para partilhar uma meditação muito simples que costumo fazer com estes cristais.

Apesar de o meu lado artístico se inclinar mais para cristais incrustados em lindas peças artesanais de joalharia, recentemente comecei a usar estas pedrinhas soltas em algumas meditações que me trazem imensa paz e prazer.

Não vou tentar passar por especialista desta matéria, bem pelo contrário. Mas gosto muito de partilhar o que tenho vindo a aprender, principalmente aquilo que sinto que tem trazido grandes benefícios para a minha vida. Porque, de facto, se há algum assunto em que eu sou especialista, esse assunto é mesmo a minha vida! Apesar de, provavelmente, os meus Anjos da Guarda não concordarem lá muito com esta afirmação! Hehehehe! Baby steps, meus amores, baby steps!

Mas voltemos aos cristais…

Os cristais, tal como os minerais e as rochas, contêm a energia natural da terra em vários níveis de vibração.

Desde a antiguidade que são usados em várias terapias de cura porque têm o poder de conduzir e ampliar a energia circundante, tendo a capacidade de fortalecer o nosso sistema de chakras (campo energético de cada pessoa) e promovendo a sua limpeza, equilíbrio e saúde.

Os cristais funcionam de acordo com as intenções de quem os utiliza, por isso convém haver clareza e certeza naquilo que pretendemos receber.

Estes são alguns dos meus cristais preferidos, escolhidos exclusivamente pela minha intuição e não por alguma razão exterior. Mas, como já tinha mencionado aqui, estas escolhas intuitivas mostram-se sempre muito acertadas. Aconselho-te a escolheres usar o cristal que “falar contigo” de um modo orgânico e difícil de explicar racionalmente.

~ Quartzo Hialino (cristal de rocha)
É um cristal com muitas aplicações diferentes porque ajuda a activar e equilibrar todos os nossos chakras, ajudando a gerir novas energias mais elevadas que resultam da mudança de perspectiva sobre a vida. Aumenta a clareza emocional, estimula o sistema imunitário e traz tranquilidade que nos permite lidar com grandes mudanças.

~ Quartzo Rosa
É a pedra do coração e do Amor incondicional. Ajuda a abraçar todo o tipo de Amor, começando com o amor próprio, facilitando a aceitação da parte de nós mesmos que negamos, bloqueamos ou evitamos. É usado para trazer harmonia, perdão e paz para qualquer situação e ajuda-nos a ver através do ponto de vista do amor, transformando a inveja, a raiva ou outros sentimentos tóxicos. É uma boa opção para usar em estados meditativos porque contribui para um estado de prazer e paz, promovendo a cura interior.

~ Ametista
É uma pedra que nos ajuda a criar uma ponte para o nosso lado espiritual, aumentando a intuição e as nossas capacidades psíquicas. Estimula a nossa consciência e ajuda-nos a incorporar na nossa vida diária as lições espirituais que vamos aprendendo pelo caminho. O seu uso é muito popular em meditações onde a pessoa está deitada, colocando a ametista em cima do terceiro olho, mas também pode ser usada de outras maneiras, consoante mandar a intuição de cada um.

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Eu gosto de pôr um ou dois cristais na minha mala, nos bolsos ou na mesa de cabeceira durante a noite.
Por vezes apetece-me segurar um cristal na minha mão direita ou colocar um ou vários em cima das partes do meu corpo que parecem precisar de mais atenção, enquanto medito.

Os cristais são muito sensíveis à energia que os rodeia, por isso devem ser limpos e carregados com bastante regularidade. Há algumas excepções, mas a grande maioria precisa mesmo desta manutenção para libertar as baixas vibrações energéticas que são prejudiciais para nós.

O ideal seria fazê-lo sempre antes de os utilizarmos, especialmente se costumamos andar em espaços com muita gente.

~ Como limpar os cristais:
Estes três cristais podem ser limpos com água corrente, massajando-os durante alguns minutinhos.

Também se pode esfumaçar com salva seca ou incenso.

Ajuda sempre se conseguirmos imaginar a água ou o fumo a entrarem nos cristais e a libertarem tudo o que é tóxico, deixando apenas luz no interior dos mesmos. Assim temos a certeza que estamos bem focados na nossa intenção.

~ Como carregar os cristais:
A seguir convém carregar os cristais, tal e qual como carregamos o telemóvel ou o computador.
Mas a energia que se usa neste caso costuma ser a luz do sol e/ou a luz da lua cheia.

Colocar os cristais perto da janela ou mesmo lá fora (se for possível) para apanharem uns belos banhos de sol ou lua é uma opção muito comum.

Estas duas energias têm qualidades diferentes e devem ser escolhidas consoante as necessidades de cada um:
O Sol costuma ser usado para aumentar a vitalidade, a ligação à terra, alegria e clareza mental.
A Lua contribui para nos ligarmos aos ciclos naturais do nosso corpo e harmonizar e alimentar o nosso lado espiritual e psíquico.

Os praticantes de Reiki ou quem está habituado a fazer exercícios de “enviar energia” também pode carregar os cristais com a energia vital.

Há outras opções mas estas são as mais simples e as que uso mais habitualmente.

~ Meditação com cristais:
Há muitos tipos de meditações com cristais, com vários objectivos e várias técnicas.
Esta é uma meditação que eu adoro devido à sua simplicidade e eficácia. Mesmo quando a pratico durante uns minutinhos apenas, fico sempre recarregada com uma bela sensação harmoniosa de plenitude e paz.

Primeiro escolho o cristal que vou usar e certifico-me que está limpo e carregado.
Depois sento-me confortavelmente no chão ou no sofá com pernas dobradas e abertas para os lados, juntando as duas solas dos pés.
Esfrego as palmas das mãos uma contra a outra com vigor e rapidamente. Coloco o cristal na palma de uma das mãos e tapo com a outra. As mãos ficam nesta posição de oração com o cristal no meio delas e levanto-as até ao nível do meu peito, mesmo ao centro.
Os braços ficam dobrados e relaxados, sem nunca criarem tensão.
E respiro fundo nesta posição, focando-me apenas em sentir a vibração que vem do cristal no centro das minhas mãos.
Quando essa sensação fica forte, começo a senti-la expandir pelo resto do meu corpo, pouco a pouco, sempre respirando fundo e libertando qualquer tensão que possa surgir no corpo. Por vezes ajuda visualizar a cor do cristal.

Quando quero levar a meditação um pouco mais longe e tenho mais tempo, deixo que a vibração se expanda para lá de mim, para todo o espaço que me rodeia, aumentando cada vez mais, até que inclua o mundo inteiro.

Isto pode ser praticado durante 1 minuto, 5, 15, 30, 50 ou mais minutos, consoante quiserem.
É completamente adaptável ao nível de experiência e disponibilidade de cada um.

(Se quiseres experimentar e não tiveres nenhum cristal, também podes praticar esta meditação, mas cola as palmas das mãos uma com a outra e foca-te na vibração que esse contacto produz.)

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ENGLISH:

A few days ago I took some of my tiny crystals to the beach, thinking they too deserved a good moment with the sun and sea, my two favorite balms for the body and soul.

The idea of writing a post about this marvelous little stones that keep me company almost every day came to me right then. A few days later I thought that it was also a perfect time to share a very simple meditation that I’ve been practicing with these crystals.

My artistic side usually gravitates towards crystals incrusted in beautiful handmade jewellery pieces, but recently I’ve also been using a few of these little stones during some meditations that bring me so much peace and pleasure.

I’m not trying to come across as some expert in this field, not even close. But I do enjoy sharing a lot of what I’ve been learning, specially something that I feel has brought so much benefit to my life. Because, let’s be honest, the only field I can call myself an expert is my life! Even though, quite possibly, my Guardian Angels won’t agree with me on that! Hahaha! Baby steps, my loves, baby steps!

But back to the crystals….

Crystals, just like minerals and rocks harness the energy of the earth, with different levels of vibration.

They have been used since ancient times in several types of healing therapies, because they have the power to lead and amplify the energy outside of them.
Crystals have the power to strengthen our chakra system (a person’s energy field), promoting its cleansing, balance and health.

They work according to one’s intentions so it helps if you are clear and precise about what you want.

These are some of my favorite crystals, chosen solely by my intuition and disregarding any external reasoning. Like I’ve mentioned before, this intuitive choices are usually spot on. My advice for you would be to choose the crystal that “speaks to you” in a very organic way that is hard to explain rationally.

~ Hyaline Quartz (Crystal Quartz)
It’s a crystal with lots of different uses because it can active and balance all of our chakras, helping us to manage new higher energies that come from changing one’s perspective about life. It increases emotional clarity, stimulates the immune system and brings tranquility for better dealing with major changes.

~ Rose Quartz
It’s the stone of the heart and unconditional Love. It helps us embrace all kinds of Love, beginning with self-love, encouraging us to accept those parts of ourselves that we deny, block or avoid. It’s used to bring harmony, peace and forgiveness to all situations, helping us to see everything from a loving perspective, transforming toxic feelings such as jealousy or anger. It’s a good choice for meditations because it promotes a peaceful warm state that allows for inner healing.

~ Amethyst
It’s a stone that helps us build a bridge to our spiritual side, increasing our intuition and psychic abilities. It promotes our consciousness and helps us incorporate in our daily lives the spiritual lessons we learn along our path. It’s very popular to use Amethyst on the third eye while meditating lying down, but it can be used in many other ways, following whatever your intuition says.

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I enjoy putting one or two crystals in my bag, pockets or on my bedside table while I sleep.
Sometimes I feel like holding one crystal with my right hand or placing one or more on top of whatever parts of my body feel more needed, while I meditate.

Crystals are quite sensitive to the energy around them so they must be cleansed and charged on a regular basis. There are a few exceptions, but the large majority of crystals really needs this maintenance in order to release lower vibrations that are harmful to us.
The ideal would be to do it every single time before using the crystal, specially if you spend time around lots of people.

~ How to cleanse crystals:
These three crystals can be cleansed with running water, while being massaged for a few minutes.

Smudging crystals with sage or incense is also a good option.

It always helps if we can visualize the water or smoke getting inside the crystals, releasing anything that is toxic, leaving only a bright light inside of them.

~ How to charge crystals:
After being cleansed, crystals need to be charged, just like when we charge our phone or laptop.
But in this case the energy we use is usually the light of the sun and/or the full moon.
Simply place the crystals by the window or even outside (if it’s possible) and let them bathe in the sun or moonlight.

This two energies have quite different qualities and should be used according to each person’s needs:
The sun is used for increasing vitality, joy and mental clarity.
The moon helps us get in sync with the natural cycles of our body and to harmonize and nourish our spiritual and psychic side.

People who practice Reiki or are used to practicing energy exercises to “send light” can also charge crystal with vital energy.

There are other options but these are quite simple and the ones I usually choose.

~ Meditation using crystals:
There are many types of meditations using crystals, with several techniques and purposes.
This is a meditation I just adore due to its simplicity and efficiency.
Even when I practice it for only a couple of minutes, I get flooded with this beautiful and harmonious feeling of peace and plenitude.

First I choose the crystal I want to use and make sure it has been cleansed and charged.
Then I sit comfortably on the floor or the couch, with bended legs, opening them to the sides. I place the bottom of my feet against each other.
I rub my hands together, vigorously and fast. Right after that I place the crystal on the palm of one of my hands, covering it with the other hand. The hands will stay in this prayer position and I raise them all the way to the level of my chest, right in the middle of it.
The arms stay relaxed and bended, never creating any tension.
I breath deeply and focus on feeling the vibration of the crystal in between my hands. When the feeling is strong, I let it expand until it floods all of my body, little by little, as I keep breathing very deeply, letting go of any tension that may show up in my body.
Sometimes it helps me to visualize the color of the crystal.

When I want to take this meditation a step further and I have the time, I just let the feeling grow more and more, covering the space around me and eventually expanding so much it covers the whole of earth.

This can be practiced for 1 minute, 5, 15, 30, 50 or even more minutes, according to your wish. It’s totally adjustable to any level of experience.

(If you want to try this meditation but you don’t have any crystals, you may also do it but instead just focus on feeling the vibration that comes from pressing one hand against the other).


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Self-care and body love + Sugar and lemon scrub for scars and stretch marks ~ Cuidados pessoais e amor pelo nosso corpo + Esfoliante de açúcar e limão para cicatrizes e estrias

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Os cuidados pessoais conseguem ter uma má conotação, podendo ser vistos como algo que só interessa a quem é egoísta ou superficial.
Mas, para mim, é um acto de amor próprio porque sempre acreditei que uma certa dose de vaidade e prazer são cruciais para uma auto-estima saudável.

Usar alguns minutos de cada dia para mimar o meu corpo é uma parte fundamental e básica de viver uma boa vida. Não posso esperar conseguir tratar de outros quando nem consigo arranjar tempo ou energia para tratar de mim primeiro.

Acabamos por voltar sempre a esta grande verdade ~ não conseguimos dar aquilo que não temos. Não conseguimos amar os outros se não temos amor por nós próprios. Não podemos curar outros se não nos curarmos a nós próprios. Não conseguimos ensinar a outros as lições que ainda não aprendemos nem praticamos.

Lembras-te das instruções de emergência dos aviões? Se a pressão do ar descer dentro da cabine, por favor põe a tua máscara de oxigénio primeiro e só depois poderás ajudar outros passageiros a pôr a sua máscara, mesmo que se trate de crianças ou pessoas desamparadas. Põe sempre a tua máscara primeiro.

Isto funciona como a minha imagem de referência no que toca a cuidados pessoais. Torná-lo algo não negociável é um dos presentes mais valiosos que podemos dar a nós próprios.

Pode ser uma coisa muito diferente para cada um, mas para mim tem que ser algo que me ajude a construir e fortalecer a relação que tenho comigo própria, com o meu corpo e, em última análise, com o próprio mundo. É assim que consigo tirar a cabeça das nuvens e trazer a minha atenção cá para baixo, para viver no aqui e agora, sentindo cada batida do meu coração. Totalmente acordada, totalmente viva. Porque é para isso que cá andamos, não é?

Pode ser algo tão diferente como observar o pôr do sol, meditar, fazer exercício, dar um passeio na natureza, brincar no mar ou simplesmente demorar uns minutos a mais no chuveiro para esfoliar a minha pele.

A minha maravilhosa pele que tanto faz por mim sem se queixar. E, se por acaso se lembra de se queixar, é porque me quer ensinar alguma grande lição para o meu próprio bem.

A pele faz muito mais do que tapar o nosso corpo. É o nosso maior órgão e consegue regular a temperatura, libertar toxinas, crescer e esticar de modo a acomodar as nossas decisões de vida e ainda nos permite sentir aquele quente abraço divino do sol todos os dias. Por tudo isto e muito mais, sim, a pele merece uns mimos extra de vez em quando e a esfoliação é uma maneira muito fácil, barata e relaxante de o fazer.

Eu costumo fazer um esfoliante de café mas ultimamente tenho usado este, desde que uma das minhas amigas me inspirou ao dizer que gostava tanto de usar esfoliantes de açúcar porque ficava com um cheirinho tão delicioso que lhe apetecia comer.
Esta imagem ficou a marinar na minha cabeça durante alguns dias e parecia-me algo que eu iria deveras apreciar ~ ficar com pele tão deliciosamente doce que até apetece comer!

Então pus-me a pesquisar receitas deste tipo de esfoliantes e acabei por fazer esta muito simples, já que a máxima “menos é mais” ressoa sempre bastante comigo. Baptizei-o de esfoliante Kjersti, em honra da amiga por trás da inspiração. ;)

Tenho usado duas ou até mais vezes por semana e realmente deixa-me a pele deliciosamente doce e suave, mas também reparei que me tem ajudado bastante a remover algumas cicatrizes de borbulhas e até notei uma melhoria em estrias que tenho há mais de 20 anos!

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Tudo isto se deve às propriedades fabulosas destes ingredientes:

AÇÚCAR ~ É perfeito para esfoliar a pele e remover as células mortas devido ao seu tamanho e textura. Tem ainda um tipo de ácido que estimula a pele, fazendo com que pareça mais jovem e fresca.

SUMO DE LIMÃO ~ É um descolorante natural e tem ácido que ajuda a reduzir estrias, cicatrizes e lesões na pele. O limão é ainda uma boa fonte de vitamina C que é muito importante para a produção de colagénio, que por sua vez é fundamental para ter uma pele jovem e flexível.

AZEITE ~ Para além de ser um hidratante natural, o azeite é rico em antioxidantes que neutralizam o efeito dos radicais livres que prejudicam o colagénio. Ajuda a aliviar a secura da pele, diminui a aparência de rugas e estimula a regeneração da pele.

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Portanto, e sem mais demoras, aqui fica a receita para o esfoliante corporal de açúcar e limão:

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
Açúcar (qualquer tipo) ~ 1/2 cup/chávena
Sumo de limão acabado de espremer ~ 2 colheres de sopa
Azeite* 100% puro e de pressão a frio ~ 2 colheres de sopa

* (quando uso este esfoliante na cara omito o azeite ou substituo por um óleo mais adequado à pele sensível como o óleo de calêndula, argão ou onagra.)

Instruções:
~ Misturo todos os ingredientes num recipiente imediatamente antes de ir tomar banho.
~ Molho muito bem a pele e fecho a torneira para não gastar água a mais.
~ Tiro porções pequenas de esfoliante com as duas mãos e esfrego por todo o corpo, fazendo movimentos circulares e suaves. Insisto nas zonas mais necessitadas e tento fazer os movimentos em direcção ao coração, respeitando a direcção do fluxo do sistema linfático.
~ Deixo ficar o esfoliante na pele durante pelo menos uns 5 minutos, enquanto lavo o cabelo, etc.
~ Depois lavo muito bem e desfruto da minha pele rejuvenescida e sedosa!

(Cuidado porque algumas banheiras ficam escorregadias com o azeite!)

Gosto de demorar algum tempinho nisto porque aproveito para trazer toda a minha atenção para o meu corpo enquanto faço a esfoliação. É mais um modo de me ligar à terra, apesar de a terra, neste caso, ser uma banheira num piso bem alto.

Eu gosto de falar com o meu corpo, dizendo a cada parte dele como aprecio tudo o que me proporciona. Em vez de cuidar do meu corpo focando-me nas suas falhas ou só porque quero que pareça e se sinta melhor, escolho cuidar do meu corpo porque o amo tal e qual como ele é agora. Escolho amar a nossa história e tudo aquilo que já percorremos juntos.

E, a princípio, pode até parecer que não há nada de positivo para dizer a cada uma das muitas partes do nosso corpo, mas desafio-te a puxar pela criatividade e a tentar! Pode parecer coisa de gente louca, mas traz-me tanta felicidade sempre que o faço! E eu prefiro ser louca e feliz do que muito normal mas miserável.

Por isso, sim, eu penso em como amo e aprecio as minhas pernas pela sua perfeita combinação de força e graça que me permite andar em cima de uma prancha de surf, ou como as minhas ancas me guiam por cada dança com um sentido lindíssimo de ritmo e fluidez, ou como sou grata aos meus braços por serem tão generosos e fortes, sempre prontos para um bom abraço.

O meu corpo está permanentemente a proteger-me, curar-me, guiar-me e ensinar-me o que preciso se saber. E uma das grandes maravilhas desta vida é poder experienciar o mundo através dos nossos sentidos.

Eu escolho ver o meu corpo como sendo perfeito tal e qual como é agora porque acredito que esta é a melhor maneira de convidar a saúde, a beleza, a alegria e o Amor a entrarem na minha vida.

Portanto, mesmo naqueles dias em que não me sinto particularmente inspirada, ou quando aquela ligação com o meu ser físico não está lá muito forte, ou até naquelas alturas em que tudo é feito numa correria, mesmo nesses dias, acabo por esfoliar o meu corpo dizendo qualquer coisa deste género:

Obrigada Universo/Deus/Anjos/Natureza/etc (o que fizer sentido para ti), por me ajudarem a manifestar este corpo lindo, perfeitamente saudável, jovem, em forma, descontraído, sexy, harmonioso, energizado, forte e confortável com pele imaculada e incandescente! Obrigada!

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ENGLISH:

Self care can get a bad reputation for being something only selfish or superficial people spend time doing. But to me it’s an act of self love, as I’ve always thought that a balanced dose of vanity and pleasure is crucial for a healthy self esteem.

Spending a few minutes everyday pampering myself seems to be a very basic and fundamental part of having a good life. I can’t expect to be able to take care of others if I don’t take the time or energy to take care of myself first.

It always comes down to this ~ you can’t give what you don’t have. I can’t love others if I don’t love myself, I can’t heal others if I don’t heal myself, I can’t teach others the lessons I have yet to learn or practice.

Remember the emergency instructions on airplanes? If the air pressure drops inside the cabin, please put your oxygen mask on first and only them procede to help other passengers put their masks on, even if it’s children or helpless people. Always put your mask on first.

That’s my image of reference when it comes to self care.
Making it non negotiable is one of the richest gifts we can give ourselves.
It can be something different for everyone, but to me it’s anything that allows me to build and strengthen the relationship I have with my body, myself and ultimately, the earth itself. That’s how I remove my head from way up in the middle of the clouds and bring my awareness to live in the here and now, feeling every single beat of my heart. Fully awake, fully alive. Because that’s what we were born to do, right?

It can take lots of different forms, from gazing at the sunset, exercising, meditating, going for a walk amongst nature, playing in the ocean or even just taking a few extra minutes in the shower to scrub my skin.

My wonderful skin that works so much without complaining. And when it does complain, it is usually trying to teach me a big lesson for my own good.

The skin does so much more than just cover our body.
It’s our biggest organ and it regulates our temperature, releases toxins, it grows and stretches, changing everyday to accomodate our life choices and it allows us to feel the warm divine hug of the sun every single day, among so many other things. So yes, the skin deserves a little pampering every once in a while and scrubbing is an easy, affordable and very relaxing way of doing so.

I usually make coffee scrubs but recently I’ve been using this one because one of my friends inspired me when she told me she loved her sugar scrub so much as it was so delicious it made her want to eat it! That image stuck with me for some days and it felt like something I would most definitely enjoy ~ skin so deliciously sweet I want to eat it!

So I researched a bunch of recipes and decided to make with this very simple one, as “less is more” usually resonates with me. I call it my Kjersti scrub, in honor of my friend behind the inspiration. ;)

I have been using it twice or more every week and it does make my skin deliciously sweet and soft, but it has also helped me release some scars from acne breakouts and I’ve even seen some improvement in my strectchmarks I’ve had for over 20 years!

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This is due to the amazing properties of these ingredients:

SUGAR ~ It’s perfect to exfoliate skin and remove dead skin cells due to its size and texture. And it has a type of acid that stimulates the skin, making it look younger and fresher.

LEMON JUICE ~ It’s a natural bleacher and has acid that helps reduce stretch marks, scars or skin injuries. Lemon is also a good source of vitamin C which is essential for the production of collagen which in turn is key for having young and flexible skin.

OLIVE OIL ~ Besides being a natural moisturizer, it’s rich in antioxidants that neutralize the effect of free radicals that damage collagen and can also relieve wrinkles, dryness and stimulate skin regeneration and healing.

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So without further ado, here is the recipe for the sugar and lemon body scrub:

Ingredients:
(Organic, if possible)
Sugar (any type) ~ 1/2 cup
Freshly squeezed lemon juice ~ 2 tablespoons
100% pure, cold pressed olive oil* ~ 2 tablespoons

* (when using this scrub on my face I omit the olive oil or I substitute it for a different oil more suitable for my very sensitive skin like calendula, primrose or argan oil.)

Instructions:
~ I mix all ingredients in a container right before I get in the shower.
~ After damping the skin, I turn off the shower so I’m not wasting water.
~ I take a small portion of scrub in both my hands and rub it gently in a circular motion all over my body. I insist on the parts of my body that need it the most and I try to respect the flow of the lymph system, directing the movements towards the chest area.
~ I leave the scrub on my skin for at least 5 minutes, while I shampoo my hair and so on.
~ I rinse it very well and enjoy my refreshed silky skin!

(Be careful because some bathtubs become slippery due to the olive oil!)

I like taking my time and really bring my whole attention to my body while I’m scrubbing. I guess it’s a way of grounding myself, even if the ground happens to be a bathtub on a very high floor.

I enjoy talking to my body, telling every part of it how much I love what it does for me. So, instead of taking care of my body thinking about its flaws or because I want it to improve, feel and look better, I take good care of my body because I choose to love it exactly like it is right now, I choose to love our history and how far we have come together.

And, at first, you might feel like there’s nothing positive to say to every little part of your body, but I want to challenge you to get creative and give it a try! It may seem crazy, but it brings me happiness every time I do it. And I would rather be crazy and happy than normal and miserable!

So, yes, I think about how much I love and appreciate my legs for having a perfect combination of power and grace and allow me to stand up on a surfboard, or how my hips guide me through every dance with a beautiful sense of flow and rythm, or how much I love my arms for being so generous and strong, always ready for a good hug…

My body is always ready to protect me, heal me, guide me and teach me what I need to know. And one of life’s big wonders is experiencing the world through our senses.

I choose to see my body as perfect exactly as it is right now because I believe that is the best way of inviting health, beauty, joy and Love into my life.

So even on those days when I’m not feeling particularly inspired, when I’m lacking that deep strong feeling of bonding with my physical self or even if my just in a hurry, I still scrub while saying something like this:

Thank you Universe/God/Angels/Mother Nature/etc (whatever feels right for you),
for helping me manifest a beautiful, perfectly healthy, harmonious, young, fit, energized, strong, sexy, comfortable, and relaxed body with flawless and glowing skin! Thank you!

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Choosing tracks for a life is the ultimate creative work ~ Escolher os trilhos de uma vida é o derradeiro trabalho criativo

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Adoro um viver em que as coisas não se sobrepõem às memórias ou às experiências.

Há alturas na minha vida em que sinto a necessidade de libertar alguma bagagem física e tenho andado a direccionar essa energia para a minha interminável colecção de livros.

Durante este processo encontrei um livro que me ofereceu uma experiência bastante forte, quando o li em 2001. Chama-se Trilhos e é o relato da aventura verídica da autora, Robyn Davidson, uma jovem citadina australiana obcecada com o projecto de atravessar 2500kms praticamente desertos usando apenas camelos como transporte. (Acreditem que não é uma viagem propícia a veganos.)

A viagem prova ser extenuante ainda antes de começar e a autora vê-se perante tantos desafios internos como externos e acaba por se transformar totalmente, assim como a maneira com que se relaciona com o mundo, com a sua vida e até consigo própria.
O livro é um retrato interessante da Austrália dessa época, com os problemas e tensões sociais, raciais e culturais e, claro, a paisagem belíssima mas bastante inóspita.

Primeiro peguei no livro e juntei-o ao monte para “guardar” e não pensei mais no assunto, mas nos dias seguintes fui surpreendida por inúmeras referências ao mesmo, para onde quer que olhasse. Acabei por ficar com a sensação que tinha que o ler outra vez, por alguma razão, e assim fiz. Enquanto lia as mesmas páginas que me fizeram companhia há quase 14 anos, não consegui evitar pensar nessa altura da minha vida.

Tinha acabado de concluir o liceu e o meu plano era estar em Nova Iorque no fim desse verão, pronta para começar o novo ano lectivo nos Estados Unidos. Mas houve quem tivesse outros planos para mim e eu acabei por ficar, sentindo-me emprisionada em Portugal. Por algum motivo, escolhi entrar em setembro bem lá no norte do país, numa praia fria e muito ventosa, sozinha. Com alguns livros.
(Jesus, como eu costumava ser tão independente!)

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Ainda me lembro como se fosse ontem, estava sentada numa esplanada em frente à praia a ler este mesmo livro, quando a minha mãe me telefona a perguntar se eu estava perto de alguma televisão e a dar-me a notícia que as Torres Gémeas estavam a ser atacadas por aviões. Sim, foi esse Setembro.

Desde então muito tem acontecido no mundo e na minha vida. Reler este livro provocou muitos sentimentos mas principalmente pensamentos sobre quem eu era nessa altura, onde estava na minha jornada e, ainda mais importante, quem eu acreditava ser e as possibilidades que via para a minha vida. Reflecti em como tudo se transformou ao longo dos anos e em como eu permiti que as circunstâncias, algo exterior a mim, dessem forma a quem eu sou, como recriei vezes sem conta a minha identidade, as minhas relações, as minhas opiniões e crenças, as minhas histórias sobre o passado e sobre o futuro e até a minha perspectiva perante situações no momento em que estas ocorriam. Apenas as paixões terão permanecido iguais, embora algumas tenham andado enterradas durante longos anos.

Mas antigamente eu não tinha consciência de nada disso e não sabia que era uma parte activa no processo criativo de desenhar uma vida ou em tornar-me eu própria.

Isto deixou-me a pensar que praticamente nada do que nos acontece é simplesmente bom ou mau, que aquilo que fazemos das circunstâncias e aquilo que nos permitimos aprender com elas é que conta realmente.

É escusado dizer que, para a maioria de nós, crescer e entregarmo-nos a essas lições acarreta grandes dores. E normalmente, quando finalmente compreendemos que a dor e a depressão são apenas algumas das opções, já somos mestres em ambas.

Comparar quem eu sou hoje com quem era nesse dia, dá-me a sensação de terem passado um milhão de vidas entretanto.

Quem era essa pessoa?
Mas, mais importante ainda, quem é que eu quero ser hoje? Quais são as sementes que quero plantar e regar agora?
Porque como se vive hoje é como se cria um futuro, e não propriamente por andar a fazer planos.

Ao terminar a leitura de Trilhos pela segunda vez, ainda estava meio confusa sobre porque me tinha parecido ser tão importante ler o livro outra vez. E foi então que vi, mesmo no fim do livro, na última página, algo que escrevi a lápis durante esse verão:

“Nuvens numa tela azul suspensa por cima dos nossos sonhos.
Tapetes verdes em forma de seta indicam-nos o caminho para a utopia.
O horizonte permanece ileso ao tempo, e deixa-nos passar.
Vê-se tufos de harmonia que despertam o desejo de passear, saboreando os carinhos do vento no nosso corpo diminuto.
Num momento assim, não há nada que seja impossível.”

E nesse momento, foi quando ouvi:
Lembras-te, Catarina? Como te sentias quando acreditavas na liberdade total?

~~~~~~~~~~~

* (podem encontrar a receita para a taça de Açaí aqui.)

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ENGLISH:

I love a living where things don’t overpower feelings, memories or experiences.

There are times in my life when I feel the need to release some actual physical baggage and I’ve been directing that energy towards my endless collection of books.

During this process I found a book that offered me a really strong experience when I read it back in 2001. It’s called Tracks and it’s the real life adventure of Robyn Davidson, the author, a young city girl from Australia that felt an obsessive urge to cross 2500km of mostly deserted land all by herself, using only camels for transportation. (Trust me, it’s not a vegan friendly journey at all).

The trip proves to be strenuous even before it starts and the author stumbles upon so many internal and external challenges that she goes through a major transformation, changing the way she relates to the world and even to herself and her own life.
The book is a really interesting and colorful picture of what Australia was back then, the social, racial and gender tensions and problems, and of course, the beautiful but very harsh landscape.

At first I just put the book on the “keep” pile and didn’t really think about it anymore. But the following days I was surprised to see references and images of the book almost everywhere I looked. So I got this feeling that I was supposed to read it again, for some reason, and I did. While reading those pages that kept me company almost 14 years ago, I couldn’t help but reminisce about that time in my life.

I had just finished high school and my plan was to be in New York by the end of the summer, getting ready to begin my new school year in America. But someone else had other plans for me and I stayed, feeling imprisoned in Portugal. Somehow I chose to spend that September all the way up in the northern part of the country, at a cold windy beach, all by myself. And a few books. (Jesus, I used to be so independent!)

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I still remember like it was yesterday, sitting outside at a beachfront coffeeshop, reading this very book and getting a call from my mother, asking me if I was near a television and letting me know that the Twin Towers in New York were under attack by some planes.
Yes, it was that September.

A lot has happened in the world and in my life since then and rereading this book brought up so many feelings but mostly thoughts about who I was back then and where I was in my journey, but more importantly, who I believed to be and the possibilities I saw for my future.

I reflected on how all that changed over the years, how I allowed circumstances, something external from myself, to actually shape me, how I recreated over and over my identity, my relationships, my opinions, my beliefs, my stories about the past and the future and even how I perceived events as they were happening. Only my passions stay the same, although some were buried deep for really long years.

But back then I wasn’t aware of any of it. I didn’t realise I was part of the creative process of designing a life or even becoming myself.

It really got me thinking that almost nothing that happens to us is just good or bad really, it’s what we make of it and how much we allow ourself to learn from it that truly matters. It goes without saying that for many of us, growing and surrendering to the teachings come with great pain. And usually by the time we understand that suffering and depression are just another option, we already have a masters degree in both.

Comparing who I was back then and who I am know, feels like a million other lives have gone by in between.

Who was that person?
But more importantly, who do I want to be right now? What are the seeds I want to plant and water right now? Because how I live today is how I create a future, and not so much by planning it.

And by the time I had finished Tracks for the second time I was still a bit confused about why it felt so important to read it again. And then I saw it, right at the end of the book, on the very last page, something I wrote in pencil during that summer. It’s in portuguese but I translated it for you:

“Clouds in a blue canvas suspended over our dreams.
Green carpets shaped like arrows show us the way to utopia.
The horizon remains unharmed by time, and it lets us walk by.
You can see tufts of harmony that awaken the desire to wander, savouring the caresses of the wind on our diminished bodies.
At such a moment, nothing is impossible.”

And that’s when I heard it:
Remember, Catarina? How it felt to believe in total freedom?

~~~~~~~~~~

* (you can find the recipe for the Acai bowl here.)


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Carrot and cinnamon raw nana ice cream ~ Gelado cru de banana, cenoura e canela

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Aproveitei esta tarde tão cinzenta para vir aqui escrever algumas linhas, coisa que já não faço há algum tempo. Espero que este post vos encontre bem e que andem a aproveitar ao máximo o vosso verão (ou inverno, dependendo do vosso hemisfério actual).

Eu tenho andado a ser puxada para todo o tipo de actividades ao ar livre porque o desejo de me fundir com o sol, o mar e a natureza em geral tem sido muito forte. Tenho aproveitado todas as oportunidades para o fazer e também para desfrutar da companhia de outras pessoas.

Os meses mais quentes fazem-me sentir tão mais viva e ligada à vida que tento mergulhar profundamente neles sem hesitação. Para dizer a verdade, a última coisa que me tem apetecido ultimamente é ficar dentro de casa, de rabo sentado a olhar para este ecrã e escrever.

Nos momentos em que não me é possível estar lá fora a tirar partido deste clima fantástico e da beleza natural da costa portuguesa, tenho investido em leitura, exercício físico e meditação. Ou simplesmente ponho-me a praticar o silêncio para ver se consigo ouvir melhor o que este mundo tem para me ensinar. A descoberta parece nunca terminar…

Resumindo e concluindo, tenho andado a seguir aquilo que me ilumina e me faz sentir mais feliz. Dizem que essa é a maneira certa de fazer esta coisa chamada de vida, não é?

Queria partilhar convosco um pouco de um dos meus livros preferidos que gosto de revisitar de vez em quando. Há livros que quando os volto a ler parece que já sei de cor cada frase, cada palavra, sinto o eco de cada uma delas bem cá no fundo, mas mesmo assim sabe-me sempre tão bem voltar lá. Tal é o caso de “O regresso ao amor” de Marianne Williamson:

“O amor é aquilo com que nós nascemos. O medo é aquilo que nós aprendemos aqui. A jornada espiritual é o abandonar – ou o desaprender – do medo e a aceitação do amor de volta aos nossos corações. O amor é o facto existencial essencial. É a nossa realidade final e o nosso propósito na Terra. Estar conscientemente ciente dele, experimentar o amor em nós mesmos e nos outros é o significado da vida. O significado não reside nas coisas. O significado reside em nós mesmos.”

“Qualquer situação que nos provoque é uma situação em que ainda não temos a capacidade de amar incondicionalmente.”

“É através do nosso próprio despertar pessoal que o mundo pode ser desperto. Nós não podemos dar aquilo que não possuímos.

Não sei se este é o tipo de literatura que ressoa convosco, mas eu leio e releio este livro desde 2012 porque nunca se torna cansativo ou ultrapassado e parece fornecer-me sempre respostas que por vezes nem sabia andar à procura.

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E hoje também trago uma receita muito simples, como já é meu hábito.

Tenho feito gelado cru de banana quase todos os dias para a minha primeira refeição e uma das minhas versões preferidas é esta.

Eu sei que algumas pessoas não têm muito apetite logo quando acordam, mas eu saio da cama esfomeada e gosto de desfrutar de uma boa e grande refeição logo de manhã, a seguir a beber 1l de água morna com limão.

O ideal é respeitar sempre os ritmos naturais do organismo de cada um e não tentar contrariá-lo. Podem e devem alterar sempre as quantidades das receitas de acordo com o vosso apetite e necessidades físicas.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
5 ou 6 bananas congeladas
1 cenoura bem grande ou 2 médias
3 ou 4 tâmaras demolhadas e sem caroço
1/3 de colher de sopa com canela em pó
Opcional: 1 colher de chá de maca ou ashwaganda em pó

Instruções:
Cortar as cenouras e juntar tudo num liquidificador ou processador de comida. Alguns liquidificadores necessitam de um pouquinho de líquido para funcionarem bem. Se for o caso do vosso, acrescentem a quantidade de água necessária. Triturar tudo até ficar uma pasta homogénea com a consistência de gelado. Por vezes é necessário parar a meio de triturar e dar uma ajuda com uma colher ou garfo para misturar tudo bem. Servir e comer de seguida. Podem ainda juntar os vossos toppings preferidos, como pepitas de cacau, côco ralado, amoras brancas secas, etc.

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ENGLISH:

I’m taking advantage of a very grey afternoon to come here and write, something I haven’t done in quite some time. I hope this post finds you well, hopefully making the most of your summer (or winter, depending on which hemisphere you are at the moment).

Lately I’ve been pulled to all sorts of outdoors activities because the desire of merging with the sun, sea and nature in general has been so strong. I’ve been seizing all the oportunities to do so and also to enjoy the company of others.

The warmer months make me feel so much alive and in tune with life, I try to dive fully into them without hesitation. Honestly, the last thing I’ve been wanting is to stay at home, sit on my butt, stare at this screen and write.

During the moments I can’t be outside enjoying this amazing weather and the beauty of the portuguese coast, I’ve been investing my time in reading, physical exercise and meditation. Or simply practicing silence to better listen to what this universe has to teach me. It seems to be a never ending discovery…

Long story short, I’ve been following what lights me up and makes me feel most happy. They say that’s the way to do this thing called life, right?

I wanted to share a little bit of one of my favorite books, one I like to revisit every once in a while. There are books that I seem to one every sentence, every word by hard and every time I reread it I can feel the eco of each word in the bottom of myself. But it still feels good to go back to them every single time. One of those books is “The return to Love” by Marianne Williamson:

“Love is what we are born with. Fear is what we learn. The spiritual journey is the unlearning of fear and prejudices and the acceptance of love back in our hearts. Love is the essential reality and our purpose on earth. To be consciously aware of it, to experience love in ourselves and others, is the meaning of life. Meaning does not lie in things. Meaning lies in us.”

“Any situation that pushes our buttons is a situation where we don’t yet have the ability to love unconditionally.”

“It is only through our own personal awakening that the world can be awakened. We cannot give what we do not have.

Maybe this type of literature isn’t what resonates with you but I’ve been reading and rereading this book since 2012 and it never feels boring or old. And it seems to give me answer I didn’t even know I was looking for.

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And today I’m bringing you a very simple recipe, as usual.

I’ve been eating nana ice cream pretty much every morning and this is one of my favorite versions.

I’m aware that some people don’t have much of an apetite when waking up but I get out of bed feeling really hungry, needing a good and large meal right away, after drinking 1liter of warm water with lemon.

The best thing to do is to respect the natural rhythm of your body and don’t try to force anything. So, please feel free to adjust the quantities of the recipe, according to your appetite and physical needs.

Ingredients:
(Organic, if possible)
5 or 6 frozen bananas
1 very large carrot or 2 medium carrots
3 or 4 soaked de-pitted dates
1/3 of tablespoon of cinnamon powder
Optional: 1 teaspoon of maca or ashwaganda powder

Directions:
Chop the carrots and put everything in a blender or food processor. Some blenders require a bit of liquid to work properly, so if it’s the case with yours, just add a little bit of water. Blend everything very well untill it’s the consistency of ice cream. You may need to stop the blending a few times and give it a twist with a spoon or fork. Serve and eat right away. You may add your favorite toppings such as cacao nibs, coconut, dried mulberries and so on.