The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Living with the 5 Reiki principles ~ Vivendo com os 5 princípios do Reiki

catarina-essencia-adraga-9-10-2016-4(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Só por hoje…

Sou calma
Confio
Sou grata
Trabalho honestamente
Sou bondosa

São os 5 princípios do Reiki.

Tantas vezes que estas palavras ressoam na minha mente, levemente, como um lenço colorido a dançar com a brisa de um fim de tarde de verão.

Só por hoje… como que uma âncora que me agarra ao aqui e agora, que no fundo é tudo o que tenho, tudo o que importa. Aqui e agora. Só por hoje…

Quase sempre são momentos em que estava prestes a voltar a comportamentos antigos que nasceram no medo e seus muitos descendentes, como a raiva, a insegurança, a tristeza e a ansiedade. Comportamentos tão enraizados que se poderia dizer que fazem parte de mim. Mas que não passam de hábitos disfarçados de personalidade, não fazem parte de mim e não pertencem à minha essência. Comportamentos de reacção e não de criação que me querem convencer que sou um mero peão na minha vida, uma vítima das circunstâncias sem qualquer poder.

Mas onde ganho consciência dessa reacção, onde digo “obrigada, mas já não preciso de ti”, é onde ganho o espaço para nascer a criação. Esse espaço precisa de respirar, respirar profundamente, precisa de sentir cada momento, precisa de silêncio, para suster, pairar, puxar a minha perspectiva para as alturas de uma águia em pleno vôo, de onde se vê tudo o que existe para lá do problema.

E estes princípios têm servido como fertilizante potente e orgânico para este meu espaço. Para que cada dia fique mais rico, mais fértil, propício a raízes mais profundas, mais flexíveis, mais fortes. Raízes que irão dar vida a uma criação em sintonia com quem verdadeiramente sou.
Uma criação onde eu posso ser eu em tudo o que faço e tudo o que permito nascer através de mim.
Não é fácil, mas parece-me que é a única coisa que vale a pena.
Por isso, só por hoje… catarina-essencia-adraga-9-10-2016-9(ENGLISH)

Just for today…

I will not be angry
I will not worry
i will be grateful
I will work honestly
I will be kind

This are the 5 Reiki principles.

There are so many times when these words echo in my mind, lightly, like a flag dancing with the warm breeze at the end of a summer day.

Just for today… like an anchor that keeps me right here and right now, which is actually the only thing I have, all that matters. Here and now. Just for today…

It happens almost always at moments when I was about to go back to old behaviours born from fear and its many descendants like rage, insecurity, sadness or anxiety. Behaviours rooted so deeply that one could think they are part of me. But they’re nothing more than habits disguised as personality, they are not part of me and don’t belong to my essence. Behaviours of reaction instead of creation that try to convince me that I’m nothing but a pawn in my life, a victim of the circumstances, void of any power.

But where the awareness of this reaction grows, where I say “thank you but I don’t need you anymore”, that is where I can make space for the creation to be born. This space needs to breath, breath deeply, it needs to feel every moment, it needs silence, to sustain, to hover above, to pull my perspective to the heights of an eagle in full flight, where I can see all that exists beyond the problem.

And these principles have been working as a powerful and organic fertiliser for said space. Every day making it richer, more fertile, suitable for growing deeper, stronger and more flexible roots. Roots that will give life to a creation in sync with who I really am. A creation where I can be myself in everything I do and all I allow to grow through me.

It’s not easy but it strikes me as the only thing worth doing. So, just for today…

(photos ~ Lieve Tobback)

 


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Qual é a tua essência? ~ What is your essence?

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Há tantos momentos na vida em que nos perguntamos: quem sou eu? Qual é a minha essência? Essa parte imutável em mim que sobrevive a todas as mudanças e movimentos do mundo e da própria vida. A parte que nasceu e se mantém selvagem, independentemente de tudo o que faço para a amansar, ignorar ou até mesmo esquecer. O que é? Como posso ligar-me a esse lado para permitir que seja a bússola que me orienta com as minhas decisões, escolhas, sonhos? Uma coisa sei sem sombra de dúvida ~ não chego lá através do pensamento, tenho que senti-lo. Profundamente e completamente, com cada célula do meu corpo, cada cabelo na minha cabeça, cada respiração. A melhor maneira que conheço para fazê-lo é ligar-me à natureza e permitir que os elementos despertem a Catarina que, por vezes, eu esqueço ou ponho de lado devido a racionalizar em demasia. Mas como traduzir isso em imagem?

Foi por isso que adorei esta sessão fotográfica com a Lieve Tobback, porque foi exatamente esse o desafio que ela me propôs ~ qual é a tua essência? Sente e explora os caminhos que te levarão a essa resposta. E eu estarei aqui para capturá-lo. E foi isso que fiz, submergindo numa dança entre mar e espírito, vento e memória, sol e luz, areia e sombra. Nunca tinha vivenciado a praia como fiz neste dia e senti uma libertação enorme, uma conexão muito profunda comigo própria e com a natureza. Este é o resultado ~ não são retratos ou poses planeadas, mas uma dança crua de imagens que ressoam na minha alma.

Estas imagens traduzem uma prática constante de amor próprio, descoberta e nutrição pessoal que vão contra toda e qualquer comparação. É algo que eu desejo que toda a gente possa experimentar, nem que seja uma vez na vida. A parte difícil foi escolher apenas algumas fotos que representassem bem as muitas horas que passámos na praia da Adraga, em Sintra. Mas aqui estão. Esta sou eu. A minha essência interpretada pelos olhos e sensibilidade de uma artista maravilhosa. Obrigada Lieve!

(A Lieve trabalha em vários pontos de Portugal e poderão contactá-la através do facebook)

(ENGLISH)

There are so many times in life where we ask: who am I? What is my essence? That unchangeable part of myself that survives all shifts and motions from the world and life itself. The part that was born and stays wild, regardless of how much we try to tame it, ignore it or simply forget about it. What is that? How can I tap into it in order to let it guide my decisions, my choices, my dreams? One thing I know for sure ~ I can’t reach it through thinking, I have to feel it. Deeply and thoroughly with every little cell of my body, every hair in my head and every breath I take. The best way I know how to this is to connect with nature and let the elements awaken the Catarina I sometimes forget or put aside due to too much thinking. But how could that be translated into image?
This is why I loved this photo shoot with Lieve Tobback. That was exactly the challenge she proposed ~ what is your essence? Feel it and explore the roads that will lead you to the answer. I’ll be here to capture it. And that is what I did, submerging myself in a dance between ocean and spirit, wind and memories, sun and light, sand and shadow.
I had never experienced the beach and the ocean like I did this day and I felt such a great release, such a deep connection with myself and nature. This is the result ~ not portraits nor planned poses but a dance of raw imagery that just makes my soul sing.

This images translate a constant practice of self love practice, self exploration and nurturing against all and any comparison. It’s something I wish everyone would have a chance to do at least once in a lifetime. The difficult part was to choose just a few photos to represent the many hours we spent at Adraga beach in Sintra, Portugal. But here they are.
This is me. My essence through the eyes and sensibility of a wonderful artist.
Thank you Lieve!

(Lieve works in several locations in Portugal and can be contacted through her facebook page)

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Bolinhas cruas de caju e superalimentos deliciosos ~ Raw balls with cashews and delicious super foods

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A cura não é mais uma tarefa numa lista de afazeres.

É um modo de vida.

Permitir que o corpo e a mente regressem ao seu estado natural de saúde perfeita e harmoniosa, apesar das vidas caóticas e anti-natura em que muitos de nós já nasceram, neste mundo moderno.

O stress e a ansiedade são as maiores ameaças para a minha saúde e sempre que a vida se torna demasiado difícil ou quando não consigo libertar tudo isso, o meu corpo começa a queixar-se a alto e bom som. Alto, muito alto. E se eu não o ouvir, é a loucura.

Após todos estes anos, creio que me tornei uma boa ouvinte, ou pelo menos gosto de acreditar nisso. Mas ainda tenho muitas dificuldades em permitir que tudo o que é negativo flua através de mim, em vez de mantê-lo cá dentro.

O Reiki tem sido uma óptima ferramenta, assim como a meditação. É provavelmente o único hábito positivo que nunca me provocou qualquer resistência quando penso em praticá-lo. Não requer qualquer esforço da minha parte e sinto-o como algo muito natural. Por isso aproveito cada oportunidade para mergulhar o mais que posso. Nadar a fundo nessas águas do subconsciente para me conseguir tornar cada vez mais a pessoa que realmente sou ao invés da pessoa que fui condicionada para ser. É uma prática diária que não comprometo por nada nem por ninguém. Vejo bem a diferença e escolho praticar porque sinto que me beneficia imenso.

img_6583O meu corpo tem conseguido ir voltando á sua harmonia e vitalidade, devagar mas firmemente. E agora já ando a conseguir comer alguns frutos secos de vez em quando. Gosto da energia bruta que me trazem e aprecio o facto de serem tão práticos para fazer snacks para levar comigo quando saio de casa.

Fazer trufas crudívoras é uma das maneiras mais simples e uma das minhas preferidas.

Portanto, aqui vos deixo a minha receita mais recente:

Ingredientes:

(biológicos, se possível)

~ 1/4 cup/chávena de cajus (previamente demolhados)

~ 1 cup/chávena de tâmaras (sem caroço)

~ 1 colher de chá com Macarroba da Iswari (mix de maca, alfarroba, lucuma e canela)*

*(Já escrevi sobre estes maravilhosos ingredientes noutros posts. Se quiserem saber mais, basta clickar em cada uma das palavras)

Instruções:

~ Cortar os cajus e tâmaras e juntar todos os ingredientes num processador de comida. Triturar até ficar uma pasta pegajosa

~ Com as mãos, fazer bolinhas enrolando a pasta

~Podem comer imediatamente a seguir ou podem deixar no frigorífico durante 1 horta para ficarem mais duras

Esta receita deu aproximadamente 7 trufas grandes ou 10 pequeninas.

Deixo-vos aqui uma listinha de mais receitas crudívoras deste género que já partilhei por aqui:
Trufas doces de limão (sem frutos secos)
Trufas de brownie (sem frutos secos)
Trufas e biscoitos de gengibre e baobab (sem frutos secos)
Trufas de côco e chocolate (com trigo sarraceno)
Trufas de chocolate e cânhamo (sem frutos secos)
Trufas de morangos e cânhamo (sem frutos secos)
Trufas de cenoura e laranja (com flocos de aveia)
Brownies (sem frutos secos)

fullsizerenderENGLISH:

Healing is not another task on a to do list.

It’s a way of life.

Allowing the body and the mind to return to their natural state of perfect and harmonious health, despite the chaotic and very unnatural lives most of us are born into in this modern world

Stress and anxiety are the biggest threats to my health and whenever it gets a bit too much for me to handle or when I can’t find ways to release all that, my body starts voicing its complaints. It gets loud. And if I don’t listen, It gets a bit crazy.

After all these years I’ve become a good listener, or so I think. But I still struggle at allowing all that is negative to just go through me instead of keeping it all in.

Reiki has been a great tool and so has meditation. It’s quite possibly the only positive habit I’ve never felt any resistance against. It just feels so effortless and so natural. So I take the opportunity to dive in as much as I can. Swimming in those subconscious waters in order to become more and more the person I really am and not the person I’ve been conditioned to become.
It’s a daily practice that I don’t compromise for anything or anyone. I’ve seen the difference and I choose to practice because I benefit so much from it.

trufas-caju-macarrobaMy body has been coming back to harmony and vitality, slowly but steadily. And now I can actually eat a few nuts every once in a while. I like the raw energy it brings me and I enjoy how practical it is when making snacks to it outdoors.

Raw truffles are one of the easiest ways of doing this and one of my favorites.

So here is my most recent recipe:

Ingredients:

(Organic, if possible)

~ 1/4 cup cashews (previously soaked)

~ 1 cup dates (pitted)

~ 1 teaspoon of Iswari’s Macarroba powder (carob, maca, lucuma and cinnamon)*

*(I’ve written about some of these amazing foods before. If you want to learn more, just click on the words).

Directions:
~ Chop dates and place everything in a food processor. Process until it looks like a crumbly paste.

~ Roll small pieces with your hands and make the truffles.

~ You can eat them exactly like this or place them in the fridge for a couple of hours if you prefer hard truffles.
This recipe gave me 7 large truffles or about 10 small ones.

I’ll leave you here a list of recipes for raw snacks that i’ve previously shared on the blog:
Sweet lemon truffles (nut-free)
Brownie truffles (nut-free)
Ginger and baobab cookies and truffles (nut-free)
Coconut and chocolate truffles (with buckwheat)
Chocolate and hemp truffles (nut-free)
Strawberry and hemp truffles (nut-free)
Carrot and orange truffles (with oats)
Brownies (nut-free)

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My new morning routine, celery juice ~ Sumo de aipo, a minha nova rotina matinal

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Tenho andado numa longa jornada, a dar o meu melhor para conseguir viver em paz com o meu intestino extremamente sensível, após décadas de ansiedade e de bloquear a minha intuição. Aparentemente, ser uma esponja emotiva e mesmo assim tentar relaxar, desapegar e ter fé não é assim tão fácil como parece. Mais vale tarde que nunca, certo?

Meditação, Reiki e uma alimentação vegana sem processados têm sido as melhores ferramentas para aprender a criar uma nova e melhor maneira de viver.

Mas sinto que uma da coisas que me tem ajudado bastante recentemente é isto: sumo fresco de aipo todas as manhãs.

É altamente anti-inflamatório, alcalino e diurético e faz maravilhas a muitos problemas de saúde como, por exemplo, doenças auto-imunes.

Eu não tenho máquina de sumos, por isso uso a liquidificadora e trituro 5 ou 6 pés grandes de aipo com um bocadinho de água alcalina e depois retiro a polpa usando uma daquelas coisinhas com rede que normalmente se usa para lavar o arroz. (Juro que não sei o nome, mas acho que toda a gente conhece.) Bebo logo de seguida, em jejum, de manhãzinha. Sinto que tem melhorado bastante o meu sistema digestivo, sistema imunitário e também tenho sentido diferenças nas alergias e fadiga.

A primeira vez que ouvi falar de sumo de aipo foi no site do Medical Medium que tem muitíssima informação interessante sobre saúde. Se estiverem à vontade com o inglês, espreitem.

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(ENGLISH)

I’ve been on a long journey, trying my best to make peace with my very sensitive gut after decades of anxiety and blocking my intuition. Apparently being an emotional sponge and still trying to relax, let go and have faith isn’t as easy as one could think, at least not after a lifetime of doing the opposite. Better late than never, right?

Meditation, Reiki and an unprocessed vegan diet have been some of the best tools to learn how to create a new and better way of living.
This is one of the things I feel has been helping me a lot lately: fresh celery juice every morning.

It’s highly anti-inflammatory, alkaline and diuretic and it does wonders for lots of health issues like autoimmune conditions.

I don’t have a juicer so I blend 5 or 6 large stems of celery with a little bit of alkaline water in my blender and then I remove the pulp with one of those thingys with a net people use to wash rice. (I don’t really know the name but I think most people know what it is). I drink it right away, first thing in the morning and it has been helping me a lot with my digestive system, immune system, healing allergies and fatigue.

I first read about celery juice on Medical Medium’s site, along with lots of other very interesting information about healing.


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Less is more… decluttering and saying no to consumerism ~ Menos é mais… libertar-me de tralha e ser menos consumista

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“Terá sucedido na vida quando tudo o que realmente quiser for apenas o que realmente precisa.” ~ Vernon Howard

Menos é realmente mais…

Viver com menos coisas faz-me sentir mais inteira.
Libertar-me de tralha e esvaziar, nem que seja só um pouco, o espaço em que vivo ajuda-me a sentir-me ligada ao que não se consegue ver…

É essa essência que está connosco em todo o lado, mas que se perde no meio dos objectos. Eu sinto-a a ganhar corpo no espaço vazio.

Acredito piamente que o espaço que habitamos é um reflexo do que se passa dentro de nós e que podemos melhorar activamente o nosso estado de espírito e a nossa saúde quando nos livramos de tralha que se vai acumulando na nossa casa e na nossa vida.

Eu pura e simplesmente não consigo pensar quando estou numa sala caótica, atafulhada de coisas! O meu cérebro fica em curto circuito e o meu corpo começa a implorar a fuga. Espaços com demasiados objectos ou muito desarrumados sufocam-me e roubam-me energia, clareza e paz.

Eu detesto tralha e detesto gastar tempo a arrumar e limpar, logo, prefiro ter o mínimo de coisas à minha volta. Desprender-me de bagagem é das actividades de que mais gosto e dá-me uma sensação de abertura, liberdade e felicidade quase catártica.
Não pensem que vivo como um monge numa caverna, não. Eu tenho muita coisa, apesar de escolher ter muito menos do que todas as outras pessoas que conheço pessoalmente, principalmente no que toca a roupa, acessórios e artigos de decoração.

Mesmo assim é muito mais do que aquilo que realmente preciso para a minha vida. A verdade é que precisamos de tão pouco que até nos custa a imaginar!

Sempre que começo a sentir muita energia estagnada e bloqueada dentro de casa, aquele tipo de energia incómoda e teimosa que não sai nem com todas as janelas abertas ou com maratonas a queimar salva ou óleos essenciais, já sei que tenho que despachar qualquer coisa que anda para aqui encafuada e que já não me serve para nada.

Tenho o hábito de olhar de uma maneira simbólica para a forma como nos relacionamos com as nossas coisas.
Descobri que ter demasiadas escolhas (como no vestuário, por exemplo) não me traz liberdade como seria se esperar, mas ansiedade e indecisão. Quando vivo com apenas o essencial, como quando viajo com pouca bagagem, tenho muito mais tempo para fazer o que realmente me faz feliz e muito mais tempo para cuidar de mim e meditar, ouvir música, ler, passear, escrever, estar com amigos. E sou muito mais produtiva, calma e bem disposta em ambientes arrumados e minimalistas.

Criamos relações fortíssimas com tudo, incluindo objectos inúteis, estragados ou ultrapassados devido a dois grandes motivos: medo do futuro ou incapacidade de largar o passado.

Há já algum tempo que trabalho conscientemente e propositadamente a minha ligação emocional com os objectos e hoje consigo ver com bastante clareza o que me prende a quase todos eles. E escolho libertar-me.

No início foi um pouco difícil mas hoje sai-me com muita naturalidade. Alivia-me, faz-me sentir bem… acredito que é uma benção doar ou vender aquilo que já não me é útil mas que de certo o será para alguém. Gosto de imaginar a vida que um objecto poderá ter, sendo usado diariamente por alguém que o estima e lhe dá valor, em vez de ficar mais uns anos a ser ignorado nas minhas prateleiras ou gavetas.

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Nos últimos 3 anos vendi, doei e reciclei cerca de metade de toda a minha roupa, acessórios, artigos de decoração e livros. E sabe tão bem! E continuo a fazê-lo… É um projecto em andamento.

São estas as peças das quais me escolho desapegar : tudo o que for velho, estragado, tudo o que já não representa quem eu sou, que não me serve, que não me fique bem, que não tem utilidade, tudo o que não uso há mais de 1 ano ou que, pura e simplesmente, não ADORO.

Quando as dúvidas me assolam, seguro no objecto em questão e pergunto-me: como é que isto torna a minha vida melhor?
E depois imagino a minha vida com o objecto e a minha vida sem ele.
Na grande maioria das vezes, não encontro qualquer diferença!

Com o dinheiro que fiz a vender tudo isto, consegui pagar os meus cursos de reiki (nível 1 e 2), aulas de surf, dois workshops em energia quântica e meditação, algumas massagens, prendas para amigos e cerca de 4 ou 5 livros.

Vender esta tralha enriqueceu a minha vida também devido ao modo como optei por gastar esse dinheiro. Investi em experiências e coisas que dão frutos muito depois de as comprar.
Isso tem um impacto muito maior na minha felicidade e qualidade de vida do que praticamente qualquer objecto que poderia ter comprado.

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(Alguns dos livros que comprei nos últimos anos e que vou guardar)

Nos últimos anos dou por mim a perguntar “mas eu preciso mesmo disto?” sempre que me sinto tentada a comprar qualquer coisa e a verdade é que a resposta costuma ser um grande “não!”. Sem pena, tensão ou culpa – um decidido “não”. E quando me sinto a nadar num mar de dúvidas, tento identificar as emoções por trás do impulso ou desejo repentino. E quando isso fica claro e me sinto calma, vem-me à cabeça algo como: prefiro comprar estas coisinhas ou passar o mês inteiro a comer biológico? Ou ainda… prefiro comprar isto ou guardar este dinheiro para a minha próxima viagem?
Conseguem adivinhar a resposta que costuma sair? Pois…

E a vida muda, passinho a passinho, dia após dia. Comecei a ficar imune a muitas tentações.

Nunca me considerei uma pessoa muito consumista, apesar de no passado ter comprado muito mais do que aquilo que realmente necessitava. Mas sempre menos do que as minhas amigas ou conhecidas. Muito menos! Desde criança que dou muito valor ao dinheiro e tenho o hábito de preferir qualidade à quantidade. Sempre vi o potencial escondido atrás de meia dúzia de trocos e faz-me confusão quando alguém me diz que quer comprar isto ou aquilo por ser tão barato. “Mas, se não precisas, porque compras? Porque é giro e barato! Mas se não precisas, seja barato ou não, estás a deitar dinheiro fora.”

A questão é que meia dúzia de trocos gastos todas as semanas aqui e ali pode parecer pouco mas, quando fazemos a conta final, dá muito, mas mesmo muito dinheiro. Lembro-me de ter uma colega no liceu que se queixava porque nunca tinha dinheiro para ir connosco viajar no verão mas que tinha o hábito de gastar imenso dinheiro com trivialidades no dia a dia. Um dia disse-lhe que se ela comprasse menos 1 bolo e 1 café por dia durante o ano todo e pusesse esse dinheiro num mealheiro, ia chegar a junho com o valor suficiente para ir curtir umas férias fabulosas com a malta. Mas ela não acreditou e nunca fez a conta. Como é que algo tão barato como um bolinho podia fazer essa diferença? Mas a verdade é que faz. Porque facilmente se transforma em 365 bolinhos e cafés num ano. Desde que me lembro de ser gente que penso no dinheiro assim.

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Mas nunca fui tão poupada como agora…

Nos últimos 20 meses (desde o início de 2015) comprei menos de 20 peças de roupa e acessórios, incluindo calçado, malas, biquinis, roupa interior, óculos e bijuteria. Recebi mais algumas peças de presente e outras poucas que me deram em 2a mão. Comprei uns poucos livros que queria mesmo ler e que não encontrei nas bibliotecas municipais. Não comprei absolutamente nada para a minha casa, com a excepção de umas plantas e 2 electrodomésticos para substituir os que se tinham estragado e que não foi possível arranjar. Esses foram para reciclar. E acabo de comprar (finalmente!) um novo computador portátil, também para substituir o meu antigo que já tinha morrido há muito tempo.

Isto não significa que tenha perdido a capacidade de apreciar a beleza de uma peça ou de ver o engenho e talento de quem a concebeu e a fez. Apenas não sinto necessidade de a ter só porque me atrai e não me sinto com falta de um objecto só porque gosto dele.

Ganhei uma nova perspectiva sobre todo o desperdício, poluição e desgaste individual e colectivo que todo este consumismo barato e rápido anda a criar no mundo. E tento, tanto quanto possível, ter isso na consciência quando tomo as minhas decisões enquanto consumidora e habitante deste planeta.

E para mim, a vida mostra ter uma fluidez muito melhor assim…

“Inventamos uma montanha de consumo supérfluo, compra-se e descarta-se. Mas o que se gasta é tempo de vida. Porque quando eu compro algo, ou você, não compramos com dinheiro, compramos com o tempo de vida que tivemos de gastar para ter esse dinheiro. Mas com esta diferença: a única coisa que não se pode comprar é a vida. A vida se gasta. E é miserável gastar a vida para perder liberdade.” ~ José Mujica

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ENGLISH:

“You have succeeded in life when all you really want is only what you really need.” ~ Vernon Howard

Less really is more…

Living with less stuff makes me feel more whole. Decluttering and emptying, even if just a little bit, the space I live in makes me feel connected to what I can’t see… That essence that is with us everywhere we go, but gets lost in between the clutter. I can feel it taking shape in an empty space.

I firmly believe the space we inhabit is a reflection of what is going on within and that we can actively improve our state of mind and our health when we get rid of clutter that keeps piling on in our house and our life.

I just can’t, absolutely can not, think when I’m inside a chaotic room, stuffed with things! My brain starts short-circuiting and my body starts begging me to flee. Spaces with way too many objects or overly messy suffocate me and steal my energy, clarity and peace.

I hate clutter and I hate wasting my time cleaning it so I choose to have the least amount of stuff possible around me. Letting go of baggage is one of my favorite activities and it gives me a feeling of openness, freedom and happiness. It’s quite cathartic, to be honest.

Don’t get me wrong, I don’t live like a monk in a cave, no. I have lots of stuff, even though I choose to have a lot less things than all the other people I know, specially when it comes to clothing, accessories and household items.

It’s still a lot more stuff than I need for my life. The truth is, we need so little it’s actually hard to believe!

Whenever I feel a lot of stuck and stalled energy at home, that type of stubborn and uncomfortable energy that just won’t go away even if I keep every window wide open and burn lots of sage or essential oils, I feel like I need to get rid of something that has been stacked around here and has absolutely no purpose or use.

I have this habit of looking at the relationships we have with our things in a very symbolic way.
I’ve found out that having too many options and choices (like with clothing, for instance) doesn’t bring me the expected freedom but lots of anxiety and indecisiveness. When I live with just the bear essentials, like when I’m traveling light, I have a lot more time to dedicate myself to what really brings me joy and I have a lot more time to take care of myself, such as meditating, listening to music, reading, writing or hanging out with friends. And I’m so much more productive, calm and jolly when I stay in minimalistic and tidy spaces.

We create such strong relationships with everything, including objects that are useless, broken or outdated due to two big reasons: fear of the future or inability to let go of the past.

It’s been a while since I started consciously and purposely working on my emotional attachment to things and today I can see quite clearly what binds me to almost all of them. And I choose to let them go.

At the beginning it was a bit difficult but now I do it very naturally. I feel relieved, it makes me feel good… I believe it’s a blessing to donate or sell something that no longer is useful to me but will certainly be of use to somebody else. I enjoy picturing the new life a certain object will get, being used by someone that appreciates it and values it, instead of just being ignored for a few more years on one of my shelfs or in my drawers.

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For the past 3 years I’ve donated, sold and recycled about half of all my clothes, accessories, household items and books. And it feels so good! I’m still doing it… It’s a work in progress.

This is what I choose to let go of: anything that is outdated, broken, that no longer represents who I am, doesn’t fit me well, doesn’t make me look good, has no purpose, hasn’t been used in over 1 year or anything that I just simply don’t LOVE.

Whenever I feel too overwhelmed to make a decision about keeping a certain object, I hold that item in my hands and ask myself: how does this make my life better? And then I picture my life with the item and after I picture my life without it. For the large majority of things, there’s absolutely no difference!

With the money I made selling all that I managed to pay for my reiki courses (level 1 and 2), surf lessons, two workshops on meditation and quantum energy, a few massages, some gifts for friends and about 4 or 5 books.

Selling that clutter made my life richer, also because of the way I chose to spend the money I got. I invested in experiences and things that keep on giving long after the moment of purchase. That has a much bigger impact on my happiness and quality of life than probably any other object I could have bought.

For the past few years I catch myself asking “but do I really need this?” every time I feel tempted to buy something and, to be honest, most of the time the answer is a big “no!”. Free from pity, tension or guilt – a very assertive “no”. And when I feel I’m drowning in a sea of doubt I try to identify the emotions behind that impulse or sudden desire to buy. When I get clear on that and I feel calm, I just think about something like: would I rather buy this or eat organic all month long? Or even better… would I rather get this or save this money for my next trip?
You can guess the answer to that, right? Right…

And life changes, little by little, day after day.
I began to feel immune to lots of temptations.

I’ve never considered myself to be a big consumerist, even though I had the habit of buying more than I really needed. But still a lot less than my friends or acquaintances. A lot less! Every since I was a child I remember giving a lot of value to money and having the habit of choosing quality over quantity. I guess I’ve always seen a lot of potential even in a few dollars or just cents and it I feels weird to me when people buy this or that just because it’s cheap. “But, if you don’t actually need it, why are you buying it? Because it’s so cute and so cheap! But if you don’t need it, you’re throwing your money away, regardless of being cheap or not.”

The thing is, when you add all of those “just a couple of dollars here and there”, you will realize you’re spending a lot of money weekly or monthly. I remember I had this classmate in high school and she kept complaining because she never had a lot of money to go on vacation with our group of friends during the summer. But she was always spending a lot of money on everyday things and trivialities. One day I told her if she bought one less muffin and coffee everyday and put that money aside in a piggy bank for the whole year of school, she would have enough money for the trip by the time summer arrived. But she wouldn’t believe me and never did the math. How could something so small like a muffin or a cup of coffee make any difference? But it does. Because it quickly turns into 365 muffins and cups of coffee in a year.
Every since I remember being a person I’ve thought about money that way.

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(Some of the books I’ve bought these last few years. I won’t be selling these for now.)

But I’ve never been this frugal…

For the past 20 months (since the beginning of 2015) I’ve purchased less than 20 pieces of clothing and accessories, including shoes, bags, underwear, bikinis, glasses and jewelry. I got a few more pieces as gifts and a couple more second hand itens from friends. I also got a few books that I really wanted to read but couldn’t find at the local library. I didn’t buy anything for my home, with the exception of a few plants and two appliances to replace the ones that broke down and couldn’t be fixed. Those went to the recycling bin. And I finally bought a new laptop, also to replace my old one that died a long time ago.

This doesn’t mean that I lost the ability to appreciate the beauty of a piece or to acknowledge the talent and genius of those who imagined and created it. I simply don’t feel the need to have it just because I find it appealing and I don’t feel like I’m lacking something just because I liked it.

I’ve gained a new perspective on all this waste, pollution and collective and individual exhaustion that this fast and cheap consumerism has been bringing to the world. And I’ve been trying, was much as possible, to keep that in mind whenever I make my decisions as a consumer and as a resident of this planet.

And to me life seems to flow much better this way…

“We have made up this mountain of pointless consumerism, we buy and we discard. But what we’re wasting is time of life. Because when I buy something, or you, we are not buying it with money, we are buying it with the time of life we had to spend to get that money. But there’s a difference: the only thing you cannot buy is life. Life is spent. And it’s miserable to spend a life to lose freedom.” ~ José Mujica

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Sweet and raw lemon truffles + It’s not your job to save anyone ~ Trufas doces e crudívoras de limão + Não te cabe a ti salvar ninguém

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

“Não te cabe a ti salvar ninguém. Como curandeiras, a nossa tendência natural é dar em demasia, mas não podemos crescer pelos outros, eles têm que querer eles próprios a mudança. O nosso trabalho ao serviço da luz é de fazer brilhar a nossa luz e espalhar sementes. Se essa luz e essas sementes aterrarem em terra fértil, irão florescer. Se não, avancem e continuem a fazer brilhar a vossa luz e a espalhar essas sementes.” ~ (Rebecca Campbell)

Tenho esta pequena citação no meu telefone e leio-a muita vezes. Preciso. Há alturas em que parece que consigo mesmo ouvir os meus anjos da guarda a dizer: Pára de tentar ajudar toda a gente, Catarina! Eles não são responsabilidade tua. Toma conta de ti primeiro, Catarina! Define bem os teus limites e mantêm-nos fortes e afiados, Catarina! Vá lá, tu consegues. E isso não faz de ti uma menina má. Não, querida, tu és boa menina e nada pode mudar isso. Vá, agora vamos, respira bem fundo e diz: NÃO.

Estas últimas semanas têm andado a falar cada vez mais alto. Ou talvez seja eu que me tornei melhor a ouvir. Em qualquer dos casos, gosto da mudança.

Vamos lá ver se consigo continuar assim!

A propósito (ou talvez nem por isso), no outro dia fiz umas trufas crudívoras tão simples como deliciosas e achei que seria uma boa receita para partilhar com alguns amigos. Como vocês aqui respeitam sempre muito bem os meus limites, cá vai! ;)

Basta juntar os seguintes ingredientes (biológicos, se possível) num processador de comida:
1 cup/chávena de tâmaras (sem caroço), 1 cup/chávena de amoras brancas secas, 1 colher de chá com raspa de casca de limão
(Eu não me dou bem com frutos secos, mas se não for o vosso caso, podem juntar 1/4 cup/chávena de nozes ou cajus demolhados, por exemplo).
Triturar tudo muito bem até ficar uma pasta mole e pegajosa. Fazer bolinhas com as mãos e deixar no frigorífico durante a noite.
Esta receita deu cerca de 14 trufas deliciosamente docinhas e saciantes. Desfrutem <3

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ENGLISH:

“It’s not your job to save anyone.
As healers, our natural tendency is to over give, but we cannot do the growing for another, they have to want the change themselves. Our only job as Lightworkers is to shine our light and scatter seeds. If that light and those seeds land on fertile ground they will bloom. If not, just move on and keep shining your light and scattering those seeds.”
~ (Rebecca Campbell)

I have this little quote on my phone and I look at it a lot. I need to. Sometimes I can literally hear my Guardian Angels on repeat everyday: Stop trying to help everyone, Catarina! They are not your responsability. Take care of yourself first, Catarina! Keep your boundaries sharp and strong, Catarina! Come on, you can do it! Don’t worry, it doesn’t make you a bad girl. You’re a good girl, sweetie, and nothing can change that. Now, go on, take a deep breath and say: NO.

This past few weeks they have been louder than ever. Or maybe it’s just me getting better at listening. Either way, I like the change.

Let’s see if I can keep it up!

Anyhow, I made these deliciously simple raw truffles the other day and I thought it would be a really nice recipe to share with some friends. You guys respect my boundaries, so here you go! ;)

Just put the following ingredients (organic, if possible) in a food processor: 1 cup dates (pitted), 1 cup dried mulberries, 1 teaspoon of lemon peel
(I don’t do well with nuts, but if you do, you can add 1/4 cup of previously soaked walnuts or cashews, for example.)
And just blend until it’s a really smooth and sticky dough. Make balls with your hands and leave it in the fridge overnight.
This gave me about 14 deliciously sweet and nourishing truffles. Enjoy <3

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Green twirl superfood smoothie bowl + a daily affirmation ~ Batido na tigela com remoinhos verdes de superalimentos + uma afirmação diária

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

“Eu sou um íman para o bom da vida. Eu atraio experiências, qualidades e situações lindas – Amor, paz, abundância e alegria vêm ter comigo. Todas as coisas boas fluem até mim e eu recebo livremente sem qualquer hesitação. Eu sou livre. Eu sou completa. Eu sou una com tudo o que existe.”

Ontem, enquanto me sentava para almoçar, obriguei-me a fechar o meu bloco de notas e parar de pensar no trabalho durante alguns minutos para poder desfrutar totalmente da minha refeição. Comer enquanto faço outras coisas é um hábito terrível que estou constantemente a tentar contrariar.

Mas imediatamente antes de pôr o meu bloquinho caótico dentro da mala, vi esta afirmação e respirei fundo e lentamente, permitindo-me sentir estas palavras a ecoar na minha mente e coração durante um momento.

Algo tão simples e tão pequeno como isto tem o poder de mudar tudo em mim e no meu dia.

Sempre que encontro alguma afirmação que ressoa em mim e que muda a minha vibração, escrevo-a em todo e qualquer lado – bloco de notas, diário, telemóvel, agenda, etc.
E a melhor parte é que normalmente acabo por me esquecer disso, até ao momento em que “acidentalmente” a vejo no meio de um turbilhão de tarefas diárias.

Costuma ser no momento exacto em que preciso mesmo de a ler.

E, por estes pedacinhos de magia, sinto-me eternamente grata!

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Hoje partilho a receita desta refeição. A minha primeira refeição do dia é que costuma ser assim, um batido ou um batido na tigela, mas quando posso almoçar em casa acabo por fazer algo muito parecido outra vez. A base costuma ser bananas congeladas e depois misturo outras frutas ou vegetais.
É a maneira mais fácil que eu conheço para consumir muita fruta e superalimentos diariamente.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
~ 2 maçãs grandes
~ cerca de 4 bananas grandes congeladas (vejam aqui como congelar)
~ gel de aloe vera (vejam aqui como eu faço)
~ 1 cup/chávena/xícara de água
~ 1 colher de sopa de xarope de ácer (ou 2 ou 3 tâmaras)
~ 1/2 colher de chá de chlorella (usei iswari)
~ 1/2 colher de chá de spirulina (usei iswari)
~ 1 mão cheia de lascas de côco seco

Instruções:
~ juntar tudo numa liquidificadora ou processador de comida, excepto o côco e a spirulina.
~ se usarem as tâmaras, retirem os caroços
~ triturar tudo muito bem e colocar numa taça ou tigela grande
~ deitar a spirulina por cima do batido (e fazer uns remoinhos com a colher para ficar mais bonito. Os olhos também comem!). Pôr as lascas de côco.
~ desfrutem e tenham um dia muito feliz!

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ENGLISH:

“I am a magnet for the goodness of life. I attract beautiful experiences, qualities and situations – Love, peace, abundance and joy is coming my way. All good things flow to me, and I receive freely without hesitation. I am free. I am whole. I am one with all that is”.

Yesterday, as I sat down for lunch I made myself close my notebook and stop thinking about work for a few minutes to fully enjoy my meal. Eating while doing something else is a terrible habit that I fight constantly.

But right before I put my little chaotic notebook back in my bag, I saw this affirmation and I took a long deep breath and allow myself to feel these words as they echoed in my mind and heart for a moment.

Something so small and simple like this has the power to shift everything about me and my day.

Whenever I find one affirmation that resonates with me and changes my vibration, I write it anywhere and everywhere ~ notebooks, diary, phone, calendar, and so on. The best part is that I usually end up forgetting all about it, until the moment I “accidentally” see it again, while in the middle of some turmoil, doing everyday stuff.

It’s usually the moment I need to see it the most.

And for that little bit of magic, I am always so grateful!

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Today I’m sharing the recipe for this meal. Usually it’s my breakfast that looks like this, a smoothie or a smoothie bowl, but if I’m having lunch at home I end up doing something pretty similar again. The base is usually frozen bananas and then I mix it with some other fruit or veggies. It’s the essiest way I know to enjoy lots of fruit and superfoods on a daily basis.

Ingredients:
(Organic, if possible)
~ 2 large apples
~ about 4 large frozen bananas
(See here how to freeze them)
~ aloe vera gel (see here how I get it)
~ 1 cup of water
~ 1 tablespoon of maple syrup (or a couple of dates)
~ 1/2 teaspoon of chlorella (I used iswari)
~ 1/2 teaspoon of spirulina (I used iswari)
~ 1 handful of coconut dried flakes

Directions:
~ put everything in a blender or food processor, except for the coconut flakes and spirulina.
~ de-seed dates if using
~ blend really well and put it in a large bowl.
~ top with the spirulina (use the spoon to twirl it a bit on the surface so it looks prettier. We eat with our eyes, too!) and coconut flakes
~ enjoy and have a beautiful day!

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Aloe vera, balm for the skin and digestive system ~ Aloé vera, bálsamo para a pele e para o sistema digestivo

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Agora que a Primavera começou e o sol voltou a brilhar, começo lentamente a sentir vontade de sair desta minha hibernação e ando um bocadinho mais activa (ênfase na palavra bocadinho).

Até voltei a sentir o chamamento para escrever, coisa que não tenho feito desde o início do ano, nem aqui no blog, nem nos meus diários ou blocos de notas, nada.

A falta de sol afecta-me sempre de tal maneira que este ano até resolvi começar a tomar um suplemento de vitamina D no inverno, apesar de não ser grande apologista de andar a tomar comprimidos. Mas sinceramente, acho que me ajudou a não me sentir tão cinzenta como nos outros anos e a ver uns raiozinhos de sol, mesmo que só através da neblina.

E como andei a ler que a lua nova da passada quinta-feira marcou o início do ano novo lá nos céus, pareceu-me uma boa altura para ressuscitar o blog que, verdade seja dita, já quase me tinha esquecido de que existia.

Comecei este novo ano astrológico a dançar, algo que sempre me saíu muito naturalmente e que me traz as melhores das sensações. O ritmo é como que uma linguagem que me permite desligar o cérebro e deixar o corpo falar com fluidez e desprendimento, dizendo o que bem entender.
Mas desta vez pus-me no desafiante mas também prazeroso papel de principiante e comecei a aprender uma arte nova: dança do ventre!

Há muito tempo que não fazia algo pela primeira vez e senti que estava na altura de sair da minha zona de conforto e expandir a minha realidade. Coisa que aconselho a tod@s, o mais possível e com bastante frequência.

Mas voltando ao blog, hoje lembrei-me de vos escrever sobre uma das minhas plantas preferidas para usar tanto directamente na pele, como na comida. Prometi a mim mesma que o texto seria curto e simples, por isso, cá vai…

Acho que já toda a gente ouvi falar de aloé vera, já que ouve uma fase nos anos 90 em que não se falava de outra coisa! Em Macau nessa altura havia várias marcas australianas de sumos de aloé vera e eu era viciada!
Mas mesmo assim ainda continuo a descobrir coisas sobre este cacto, até hoje.

É um dos meus remédios preferidos para a pele e para os intestinos. Sim, intestinos!

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~ Como fazer?
Depois de lavar, corto um bocado da folha do cacto (cerca de 5cm) e abro esse pedaço ao meio.
Raspo com a faca no interior de cada uma das metades e deixo cair o gel para um pequeno copo. Faço sempre isto imediatamente antes de usar.

~ Para usar na pele:
Basta pôr esse gel directamente na cara ou no corpo, antes de ir dormir. Acreditem que faz milagres… Acalma, hidrata, suaviza.
A seguir ao óleo de côco e à manteiga de karité, é o melhor amigo da minha pele, principalmente no Inverno. É óptimo para proteger e nutrir a pele que anda a sofrer com este vento gelado que ainda anda por cá. Deixa uma camadinha muito suave que não é gordurosa nem pegajosa e também não tem nenhum cheiro esquisito.

~ Para comer:
Deito o gel para a liquidificadora, adiciono os outros ingredientes do batido, trituro e já está.
Não tem um sabor propriamente dito e também não muda a consistência habitual do batido.

~ E porque é que como aloé vera?
Porque é anti-inflamatório e ajuda a alcalinizar e a acalmar o organismo.
Ajuda a melhorar todo o tipo de problemas digestivos e intestinais, melhora a assimilação dos nutrientes dos alimentos e ajuda a eliminar o que não precisamos.
Também protege o corpo do stress e ajuda a recuperar de fadiga e desgaste muscular. Podem ler sobre esta planta e muitas noutras neste site maravilho do Medical Medium (só em inglês).

Não faço isto todos os dias, até porque não tenho a planta em casa e às vezes esqueço-me de ir lá fora apanhar. Mas pelo menos uma vez por semana tento fazê-lo.

Há muita gente que tem um vaso pequeno em casa com o aloé vera e vai tirando pedaços. Eu vivo numa zona com muitas destas plantas na rua e vou tirando uma folha grande de vez em quando.

Dá para guardar o resto em cima da bancada ou no frigorífico e aguenta muito bem cerca de uma semana.

Se preferirem comprar o gel numa loja, aconselho-vos a lerem com muita atenção os ingredientes porque costumam ter surpresas pouco ou nada saudáveis.

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ENGLISH:

Now that Spring is here and the sun is shining once again, I’ve started to slowly feel the need to escape my hibernation and be a little bit more active (emphasis on little bit).

I’ve even been feeling the calling to get back to writing, something I haven’t done at all since the beginning of the year, not here on the blog, not on my journals or my note books, nothing.

The lack of sunshine afects me so much every year that I decided to take a Vitamin D supplement this winter, even though I’m not a big fan of taking pills.
But to be honest, I think it actually helped me not to feel so gray like I usually feel during this time of year, and it helped me find a few rays of sunshine, even if only through the fog.

And I decided to revive the blog when I was reading how last week’s new moon marked the start of the new year up in the heavens. I must confess that I almost forgot I had a blog but the timing felt right.

I started this astrological new year dancing, something that comes to me very naturally and always showers me with the most joyous sensations. But this time around I chose the role of the beginner, which is challenging and very pleasurable at the same time. So I decided to start learning a new art: belly dance!

It’s been quite some time since I tried something for the first time and ventured outside my comfort zone but I needed to expand my reality once more. And I really advise everyone to do it as often as possible.

But back to the blog. Today I wanted to write about one of my favorite plants and how I use it in my food and on my skin. I promised myself I would keep it short and simple, so here it goes…

I’m guessing that everybody has already heard about aloe vera, specially since there was a time in the 90s when it was all over the place. During those years in Macau there were a lot of australiana companies that sold aloe vera juice and I was completely addicted!

But even today, I’m still learning new amazing things about this cactus.
It’s one of my favorite remedies for the skin and gut. Yes, gut!

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~ How?
I wash the leaf, cut a small piece (about 5cm) and open it in half. I use a knife to scrape the inside of both halves and I let the gel drip into a small glass. I do this right before using it.

~ Skin:
Just apply the gel directly to face and body right before going to sleep.
Trust me, it works miracles… It’s calming, moisturizing and softening.
After coconut oil and shea butter, this is my friends best friend, specially during the winter. It’s great to protect the skin from the ice cold wind that is still around here. It leaves a small layer on the skin but it’s not greasy and it doesn’t have any weird smell.

~ Eat it:
Put the gel in your blender and add all the other ingredients for your smoothie ingredients, blend and that’s it. It doesn’t have any specific flavor and it doesn’t change the texture of your smoothie.

~ But why do I eat aloe vera?
Because it’s anti inflammatory and it’s alcaline.
It improves all types of digestive and intestinal problems, it enhances how we assimilate nutrients and it helps flushing out what we don’t need.
It also protects the body from stress and it makes it easier to recover from fatigue and muscular strain. You can read a lot more about this plant and many others on Medical Medium’s awesome site.

I don’t use it every single day because I tend to forget to go outside and pick an aloe leaf. But I try to do it once a week or so.

A lot of people have aloe in a plant pot indoors and take pieces of it as needed but I live in an area with lots of it outside so I just pick one long leaf every now and then.
You can keep it in the kitchen and even in the fridge for about a week.

If you’re thinking about purchasing the bottled gel please check all the ingredients of the product because there are usually some not so healthy surprises.

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A year of beginnings and Reiki ~ Um ano de inícios e de Reiki

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Algo me diz que 2016 será um ano de muitas primeiras vezes.
É essa a intenção que reconheci a crescer interiormente desde os últimos dias do ano passado e que começou já a ganhar forma, de dentro para fora.

No ano passado escrevi sobre como não gosto de me apegar a objectivos e resoluções porque muitas vezes não passam de resultados vazios de significado e porque tantas outras vezes aquilo que queremos não é de todo aquilo que realmente precisamos.

Este ano que passou parece ter sedimentado a minha viagem interior de auto aprendizagem e exploração. Para quem assistiu do lado de lá até pode parecer que pouco ou nada aconteceu por aqui, mas eu fico assombrada sempre que olho para o espelho retrovisor e conto os quilómetros que percorri nesta estrada cheia de curvas e contra curvas. Seja qual for a continuação do caminho ou mesmo o destino final, tenho a certeza que será muito melhor do que qualquer plano que eu tivesse tentado desenhar sozinha no meu mapa.

Houve alturas em que tive como intenção trabalhar, curar e mudar algo muito específico em mim, como ser mais calma, mais positiva, mais compreensiva e tantas outras coisas.

Mas ultimamente, sempre que fecho os olhos e peço ajuda, o meu desejo poderia ser resumido muito simplesmente assim: “Quero crescer e evoluir de um modo harmonioso, positivo e pacífico, de modo a mudar o que tenho que mudar para me tornar na versão mais verdadeira de mim própria”.

Porque se há algo que sei sem qualquer dúvida é que não vale a pena escolher crescer através da dor ou sofrimento.

E como essa versão de mim mesma implica um peito bem aberto, ando para aqui a praticar para expandir o coração o mais possível, como quem treina a respiração para mergulhar em apneia e conseguir suportar ondas gigantes em cima.

E praticar para ganhar coragem, para conseguir dizer “Sim” sempre que algo faz brotar aquela música cá dentro e conseguir dizer “Não” a tudo e todos que me sobrecarregam negativamente sem sentir a necessidade de me justificar.

E praticar para manter aquela chama intocável, sempre constante, a minha velinha a salvo de sopros e de apagões, a alumiar pacificamente o meu caminho mesmo de olhos fechados, independentemente das circunstâncias exteriores. Sabendo que não preciso de os abrir para saber para onde vou.

Praticar tornou-se palavra chave, ferramenta essencial para navegar este mundo caótico e tortuoso.
Porque não há teoria que nos ajude sem a pormos em prática.

Praticar o silêncio, trabalhar a energia. Praticar diariamente. Para mim, é sinónimo de sanidade, paz e alegria.

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Essa prática tem-me levado de regresso a mim própria e guia-me a novas ferramentas que me ajudam a melhorar a minha condução.

Há mais de um ano levou-me até ao estudo dos chakras (portais de energia em cada um de nós) e mais recentemente dirigiu-me até ao Reiki. Explicando de um modo muito simples, o Reiki é uma técnica japonesa de cura através da energia vital, usando várias colocações das mãos.

Esta semana preparo-me para mergulhar no curso de nível 1, tendo toda a fé que será uma aprendizagem muitíssimo positiva e recompensadora, que dará frutos para o resto da minha vida.
Desde que, lá está, eu pratique.

Mas poucas técnicas de trabalhar a energia me pareceram tão estranhamente familiares quanto o Reiki e o facto de sentir este empurrãozinho cósmico faz-me sentir que estou em sintonia com este método ancestral.

“O processo do Reiki é o de retirar suavemente, purificar e curar as nossas camadas erróneas de percepção, confusão e falsa identidade, e permitir que a verdadeira natureza desperte do nosso interior, de modo gradual e natural. Firmemente, tornar-nos-emos mais lúcidos, fortes e saudáveis, a todos os níveis.”
(David F. Vennels ~ Reiki para principiantes)

Para quem tiver interesse ou curiosidade, podem espreitar o site da escola de Reiki aqui.
E deixo-vos uma lista de livros que conheço sobre o assunto:
O Manual do Reiki ~ Walter Lubech
Reiki para principiantes ~ David F. Vennels
O grande livro do reiki ~ João Magalhães
Manual de Reiki do Dr Mikao Usui ~ Mikao Usui
Mãos de luz ~ Barbara Ann Breennan

Esta será a minha terceira primeira vez deste ano. Estou certa de que virão muitas mais e de que terei a oportunidade de partilhar bastantes com todos vós!
Desejo-vos um ano repleto de desafios positivos e de magia! Sim, magia! Porque ser sério é sobrevalorizado e uns unicórnios e fadas nunca fizeram mal a ninguém!

(Fotos tiradas na Costa da Caparica, Lisboa, Portugal)

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ENGLISH:

Something tells me 2016 is going to be a year of many first times.
That’s the intention I recognise growing within since the last few days of the year. And it’s already taking form, from the inside out.

Last year I wrote about how I don’t like resolutions or goals as they usually represent just some empty results with no real significance behind them. And also because more often than not what we want is not what we actually need.

This past year seems to have strengthen the foundations of my journey of self knowkedge and exploration. For those witnessing from the other side it might even look like nothing much was happening around here, but I feel astonished every time I take a look at the rearview mirror and count the miles I’ve crossed on this road full of twists and turns.

Whatever the rest of this path looks like or whatever the final destination is, I’m sure it will be a lot better then any plan I could have drawn on my map by myself.

There were times when I had the intention to work, heal and change very specific things about me, like being more calm, more positive, more understanding and many other stuff .

But lately, when I close my eyes and ask for help, this is how I translate my wish: “I want to grow and evolve in a harmonious, positive and peaceful way, changing what I need to change in order to become the truest version of myself”

Because if there’s something I’ve already learned is that there’s no real need to grow from pain or suffering.

And this version of myself asks for a heart open wide, so I’ve been here practicing like crazy to expand it as far as possible, just like someone who practices breathing for freediving while taking gigantic waves on the head.

And practicing to summon the courage to say “Yes” to every little thing that stirs that music within and to say “No” to everything and everyone that drags me down with negativity without feeling the need to justify myself.

And practicing to keep the flame untouched, always constant, my tiny candle protected from blows or blackouts, illuminating my path even when I have my eyes closed, regardless of the outside circumstances. Trusting that I don’t need to open them in order to know where I’m headed.

To practice has become a key element, the essential tool to navigate this chaotic and tortuous world. Because no theory can help us unless we put it into practice.

To practice the silence, work the energy. To practice daily. To me it has become the synonym of sanity, peace and joy.

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This practice is bringing me back to my own self and has been guiding me to other tools that allow me to improve my driving skills.

A little over a year ago it guided me to studying the chakras (portals of energy in each of us) and recently it has taken me to learn about Reiki.
To explain it very in a very simple fashion, Reiki is a japanese technique of healing through vital energy, by placing the hands in several positions.

This week I’ll be getting ready to dive into the level 1 course, feeling confident it will be a very positive and rewarding experience, one that I will benefit for the rest of my life.

That is, of course, provided that I practice.

But not many energy techniques have sounded so strangely familiar to me as this one has and the fact that I’ve been feeling that cosmic push makes me feel quite in sync with it.

“The process of Reiki is to softly remove, purify and heal our erroneous layers of perception, confusion and false identity, and allow our true nature to awaken from within, in a gradual and natural way. Firmly, we will become more lucid, strong and healthy, on every level.”
(David F. Vennels ~ Beginner’s Guide to Reiki: Mastering the Healing Touch)

If you feel curious about this issue you can visit the site of the school right here (portuguese only) and I’m sharing below a list of books I know about this subject:
Beginner’s Guide to Reiki: Mastering the Healing Touch) ~ David F. Vennels
The Complete Reiki Handbook ~ Walter Lubech
The original Reiki handbook of Dr. Mikao Usui
O grande livro do reiki ~ João Magalhães (portuguese only)
Hands of Light: A Guide to Healing Through the Human Energy Field ~ Barbara Ann Brennan

This will be my third first time this year and I’m sure many more will come to fruition later on. I’ll be more than pleased to share some of them right here with you.

I wish you a year full of positive challenges and lots of magic! Yes, magic! Being serious is overrated and a few unicorns and fairies never hurt anyone!

(Photos taken at Costa da Caparica, Lisboa, Portugal)


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Creamy apple and ginger smoothie and A Course in Miracles ~ Batido cremoso de maçã e gengibre e Um Curso em Milagres

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Nestas últimas semanas, tem sido este o meu cenário logo após acordar, onde vou buscar o combustível e a inspiração para mais um dia – um batido cremoso de maçã e gengibre e as lições de Um Curso em Milagres.

Se tivesse que escolher um único livro para ler durante o resto da minha vida, seria este.

São incontáveis as ocasiões em que os meus olhos encontraram as primeiras linhas da introdução deste livro, nos últimos 3 ou 4 anos. Lê-las provocou sempre um eco tremendamente vibrante cá por dentro.

“Este é um curso em Milagres. É um curso obrigatório. Só é voluntário o momento em que decides fazê-lo. Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa apenas que podes escolher o que queres aprender em determinado momento. O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele objectiva, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é tua herança natural. O oposto do amor é o medo, mas o que tudo abrange não pode ter opostos.

Mas de algum modo, arranjei sempre maneira de me convencer de que ainda não estava bem preparada, ainda não, para mergulhar profundamente e me comprometer com o estudo de tais palavras. Que não era esperta ou dedicada o suficiente e demasiado preguiçosa e superficial para compreender o que quer que fosse que lá estivesse. Portanto, nem valia a pena tentar, não é Catarina?

Ui, o meu ego consegue ser feroz mas, tal como se costuma dizer, a luz só precisa da fresta mais mínima para começar a entrar.

E finalmente, devido a algo que me andava a aparecer constantemente durante as meditações, desisti da resistência e arranjei o livro. E, surpreendentemente, não foi preciso qualquer esforço.
Senti que algo por aqui se rendeu e abriu um espaço enorme, muito quieto, tão receptivo e tranquilo, mas ao mesmo tempo tão forte que sinto que chega para conter um rio inteiro.

Tenho levado isto com muita calma mas posso dizer que, logo desde a primeira frase, ler este livro oferece-me aquele sentimento que só pode ser descrito com aquele clichê piroso de “sensação de voltar a casa”. Tal e qual, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

Tenho feito as lições diárias e ando a ler o texto e hoje escolhi partilhar aqui algumas palavras logo do início que ressoaram bastante comigo:

“A evolução é um processo no qual aparentemente passas de um estágio ao seguinte. Corriges os teus passos equivocados anteriores, caminhando para a frente. Esse processo é, de facto, incompreensível em termos temporais, porque retornas na medida em que avanças. A Expiação é o instrumento através do qual podes te libertar do passado na medida em que avanças. Ela desfaz os teus erros passados, assim fazendo com que seja desnecessário que tenhas que ficar revendo os teus passos sem avançar para o teu retorno.”

E enquanto deixamos isto a marinar durante um bocado, vamos passar para este batido muito cremoso, delicioso e saudável.

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Esta receita dá cerca de 1 litro, que é a quantidade que eu costumo ingerir após acordar. Por favor adapta as quantidades consoante as tuas necessidades pessoais.

(Para saber mais sobre estes ingredientes, basta clicar no nome.)

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
3 ou 4 bananas (frescas ou congeladas)
3 maçãs médios e saborosas
1 naco pequeno de gengibre fresco (mais ou menos do tamanho da ponta do polegar)
1 colher de chá de Ashwaganda em pó ou Maca em pó
1 cup/chávena/xícara de água

Instruções:
Tirar os caroços às maçãs e a casca às bananas e gengibre (eu gosto de comer a casca das maçãs).
Pôr tudo num liquidificador ou processador de comida e triturar até ficar muito cremoso.
Servir logo de seguida.

E para quem estiver a ler isto, quero que saibas que te estou muito grata e que desejo que tenhas umas Festas felizes e em paz, onde quer que estejas.
E sim, mais uma vez, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

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ENGLISH:

For the past few weeks, this is what has kept me company right after waking up, as I fuel and inspire myself for another day – a creamy apple and ginger breakfast smoothie and the lessons from A Course in Miracles.

If I had to pick only one book to read for the rest of my life, this would be it.

There were countless times during the past 3 or 4 years when my eyes came across the opening lines from the introduction of this book and reading it has always produced a tremendously vibrant echo within me:

“This is a course in miracles. It is a required course. Only the time you take it is voluntary. Free will does not mean that you can establish the curriculum. It means only that you can elect what you want to take at a given time. The course does not aim at teaching the meaning of love, for that is beyond what can be taught. It does aim, however, at removing the blocks to the awareness of love’s presence, which is your natural inheritance. The opposite of love is fear, but what is all-encompassing can have no opposite.”

But somehow I kept finding a way to convince myself that I wasn’t quite ready, not just yet, to dive in completely and commit fully to the study of such words. That I wasn’t that smart or dedicated and way too lazy and superficial to even get any of it. So way even try, Catarina?

Oh, my ego can be fierce but it’s like they say, it only takes the tiniest crack for the light to make its way in.

So finally, because of something that showed up to me during meditation, time and time again, I gave up resistance and got the book. And surprisingly, it was quite effortless.
I felt something right here surrendering and clearing a huge quiet space that seems so receptive and so very calm, while also feeling strong enough to hold an entire river.

I’m taking it slow but I can tell you that from the very first sentence, reading it gives me that feeling that can only be described with that cheesy cliché of “coming home”. Yap, cheesy and cliché, but so true.

I’ve been doing the daily lessons and reading the text and today I chose to share with you a few words from one of the first pages that really resonated with me:

“Evolution is a process in which you seem to proceed from one degree to the next. You correct your previous missteps by stepping forward. This process is actually incomprehensible in temporal terms, because you return as you go forward. The Atonement is the device by which you can free yourself from the past as you go ahead. It undoes your past errors, thus making it unnecessary for you to keep retracing your steps without advancing to your return.”

And while we let that marinate for a while, let’s go straight to this creamy, delicious and healthy smoothie.

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This gives about 1 liter, which is what I usually have for breakfast but please adapt the quantities according to your personal needs.

(To learn more about these ingredients, just click on the names.)

Ingredients:
(Organic, if possible)
3 or 4 bananas (frozen or fresh)
3 tasty medium size apples
1 small slice of fresh ginger
1 teaspoon of ashwaganda powder or maca powder
1 cup of water

Instructions:
De-seed the apples, remove skin from ginger and peel the bananas (I like to eat the skin from the apples). Place everything in a blender or food processor and blend until it’s creamy. Serve right away.

And to whoever is reading this, I want you to know that I’m very grateful for you and I wish you happy and peaceful Hollidays, wherever you may be.
And yet again, cheesy and cliché, but so true.