The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Living with the 5 Reiki principles ~ Vivendo com os 5 princípios do Reiki

catarina-essencia-adraga-9-10-2016-4(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Só por hoje…

Sou calma
Confio
Sou grata
Trabalho honestamente
Sou bondosa

São os 5 princípios do Reiki.

Tantas vezes que estas palavras ressoam na minha mente, levemente, como um lenço colorido a dançar com a brisa de um fim de tarde de verão.

Só por hoje… como que uma âncora que me agarra ao aqui e agora, que no fundo é tudo o que tenho, tudo o que importa. Aqui e agora. Só por hoje…

Quase sempre são momentos em que estava prestes a voltar a comportamentos antigos que nasceram no medo e seus muitos descendentes, como a raiva, a insegurança, a tristeza e a ansiedade. Comportamentos tão enraizados que se poderia dizer que fazem parte de mim. Mas que não passam de hábitos disfarçados de personalidade, não fazem parte de mim e não pertencem à minha essência. Comportamentos de reacção e não de criação que me querem convencer que sou um mero peão na minha vida, uma vítima das circunstâncias sem qualquer poder.

Mas onde ganho consciência dessa reacção, onde digo “obrigada, mas já não preciso de ti”, é onde ganho o espaço para nascer a criação. Esse espaço precisa de respirar, respirar profundamente, precisa de sentir cada momento, precisa de silêncio, para suster, pairar, puxar a minha perspectiva para as alturas de uma águia em pleno vôo, de onde se vê tudo o que existe para lá do problema.

E estes princípios têm servido como fertilizante potente e orgânico para este meu espaço. Para que cada dia fique mais rico, mais fértil, propício a raízes mais profundas, mais flexíveis, mais fortes. Raízes que irão dar vida a uma criação em sintonia com quem verdadeiramente sou.
Uma criação onde eu posso ser eu em tudo o que faço e tudo o que permito nascer através de mim.
Não é fácil, mas parece-me que é a única coisa que vale a pena.
Por isso, só por hoje… catarina-essencia-adraga-9-10-2016-9(ENGLISH)

Just for today…

I will not be angry
I will not worry
i will be grateful
I will work honestly
I will be kind

This are the 5 Reiki principles.

There are so many times when these words echo in my mind, lightly, like a flag dancing with the warm breeze at the end of a summer day.

Just for today… like an anchor that keeps me right here and right now, which is actually the only thing I have, all that matters. Here and now. Just for today…

It happens almost always at moments when I was about to go back to old behaviours born from fear and its many descendants like rage, insecurity, sadness or anxiety. Behaviours rooted so deeply that one could think they are part of me. But they’re nothing more than habits disguised as personality, they are not part of me and don’t belong to my essence. Behaviours of reaction instead of creation that try to convince me that I’m nothing but a pawn in my life, a victim of the circumstances, void of any power.

But where the awareness of this reaction grows, where I say “thank you but I don’t need you anymore”, that is where I can make space for the creation to be born. This space needs to breath, breath deeply, it needs to feel every moment, it needs silence, to sustain, to hover above, to pull my perspective to the heights of an eagle in full flight, where I can see all that exists beyond the problem.

And these principles have been working as a powerful and organic fertiliser for said space. Every day making it richer, more fertile, suitable for growing deeper, stronger and more flexible roots. Roots that will give life to a creation in sync with who I really am. A creation where I can be myself in everything I do and all I allow to grow through me.

It’s not easy but it strikes me as the only thing worth doing. So, just for today…

(photos ~ Lieve Tobback)

 


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Less is more… decluttering and saying no to consumerism ~ Menos é mais… libertar-me de tralha e ser menos consumista

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“Terá sucedido na vida quando tudo o que realmente quiser for apenas o que realmente precisa.” ~ Vernon Howard

Menos é realmente mais…

Viver com menos coisas faz-me sentir mais inteira.
Libertar-me de tralha e esvaziar, nem que seja só um pouco, o espaço em que vivo ajuda-me a sentir-me ligada ao que não se consegue ver…

É essa essência que está connosco em todo o lado, mas que se perde no meio dos objectos. Eu sinto-a a ganhar corpo no espaço vazio.

Acredito piamente que o espaço que habitamos é um reflexo do que se passa dentro de nós e que podemos melhorar activamente o nosso estado de espírito e a nossa saúde quando nos livramos de tralha que se vai acumulando na nossa casa e na nossa vida.

Eu pura e simplesmente não consigo pensar quando estou numa sala caótica, atafulhada de coisas! O meu cérebro fica em curto circuito e o meu corpo começa a implorar a fuga. Espaços com demasiados objectos ou muito desarrumados sufocam-me e roubam-me energia, clareza e paz.

Eu detesto tralha e detesto gastar tempo a arrumar e limpar, logo, prefiro ter o mínimo de coisas à minha volta. Desprender-me de bagagem é das actividades de que mais gosto e dá-me uma sensação de abertura, liberdade e felicidade quase catártica.
Não pensem que vivo como um monge numa caverna, não. Eu tenho muita coisa, apesar de escolher ter muito menos do que todas as outras pessoas que conheço pessoalmente, principalmente no que toca a roupa, acessórios e artigos de decoração.

Mesmo assim é muito mais do que aquilo que realmente preciso para a minha vida. A verdade é que precisamos de tão pouco que até nos custa a imaginar!

Sempre que começo a sentir muita energia estagnada e bloqueada dentro de casa, aquele tipo de energia incómoda e teimosa que não sai nem com todas as janelas abertas ou com maratonas a queimar salva ou óleos essenciais, já sei que tenho que despachar qualquer coisa que anda para aqui encafuada e que já não me serve para nada.

Tenho o hábito de olhar de uma maneira simbólica para a forma como nos relacionamos com as nossas coisas.
Descobri que ter demasiadas escolhas (como no vestuário, por exemplo) não me traz liberdade como seria se esperar, mas ansiedade e indecisão. Quando vivo com apenas o essencial, como quando viajo com pouca bagagem, tenho muito mais tempo para fazer o que realmente me faz feliz e muito mais tempo para cuidar de mim e meditar, ouvir música, ler, passear, escrever, estar com amigos. E sou muito mais produtiva, calma e bem disposta em ambientes arrumados e minimalistas.

Criamos relações fortíssimas com tudo, incluindo objectos inúteis, estragados ou ultrapassados devido a dois grandes motivos: medo do futuro ou incapacidade de largar o passado.

Há já algum tempo que trabalho conscientemente e propositadamente a minha ligação emocional com os objectos e hoje consigo ver com bastante clareza o que me prende a quase todos eles. E escolho libertar-me.

No início foi um pouco difícil mas hoje sai-me com muita naturalidade. Alivia-me, faz-me sentir bem… acredito que é uma benção doar ou vender aquilo que já não me é útil mas que de certo o será para alguém. Gosto de imaginar a vida que um objecto poderá ter, sendo usado diariamente por alguém que o estima e lhe dá valor, em vez de ficar mais uns anos a ser ignorado nas minhas prateleiras ou gavetas.

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Nos últimos 3 anos vendi, doei e reciclei cerca de metade de toda a minha roupa, acessórios, artigos de decoração e livros. E sabe tão bem! E continuo a fazê-lo… É um projecto em andamento.

São estas as peças das quais me escolho desapegar : tudo o que for velho, estragado, tudo o que já não representa quem eu sou, que não me serve, que não me fique bem, que não tem utilidade, tudo o que não uso há mais de 1 ano ou que, pura e simplesmente, não ADORO.

Quando as dúvidas me assolam, seguro no objecto em questão e pergunto-me: como é que isto torna a minha vida melhor?
E depois imagino a minha vida com o objecto e a minha vida sem ele.
Na grande maioria das vezes, não encontro qualquer diferença!

Com o dinheiro que fiz a vender tudo isto, consegui pagar os meus cursos de reiki (nível 1 e 2), aulas de surf, dois workshops em energia quântica e meditação, algumas massagens, prendas para amigos e cerca de 4 ou 5 livros.

Vender esta tralha enriqueceu a minha vida também devido ao modo como optei por gastar esse dinheiro. Investi em experiências e coisas que dão frutos muito depois de as comprar.
Isso tem um impacto muito maior na minha felicidade e qualidade de vida do que praticamente qualquer objecto que poderia ter comprado.

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(Alguns dos livros que comprei nos últimos anos e que vou guardar)

Nos últimos anos dou por mim a perguntar “mas eu preciso mesmo disto?” sempre que me sinto tentada a comprar qualquer coisa e a verdade é que a resposta costuma ser um grande “não!”. Sem pena, tensão ou culpa – um decidido “não”. E quando me sinto a nadar num mar de dúvidas, tento identificar as emoções por trás do impulso ou desejo repentino. E quando isso fica claro e me sinto calma, vem-me à cabeça algo como: prefiro comprar estas coisinhas ou passar o mês inteiro a comer biológico? Ou ainda… prefiro comprar isto ou guardar este dinheiro para a minha próxima viagem?
Conseguem adivinhar a resposta que costuma sair? Pois…

E a vida muda, passinho a passinho, dia após dia. Comecei a ficar imune a muitas tentações.

Nunca me considerei uma pessoa muito consumista, apesar de no passado ter comprado muito mais do que aquilo que realmente necessitava. Mas sempre menos do que as minhas amigas ou conhecidas. Muito menos! Desde criança que dou muito valor ao dinheiro e tenho o hábito de preferir qualidade à quantidade. Sempre vi o potencial escondido atrás de meia dúzia de trocos e faz-me confusão quando alguém me diz que quer comprar isto ou aquilo por ser tão barato. “Mas, se não precisas, porque compras? Porque é giro e barato! Mas se não precisas, seja barato ou não, estás a deitar dinheiro fora.”

A questão é que meia dúzia de trocos gastos todas as semanas aqui e ali pode parecer pouco mas, quando fazemos a conta final, dá muito, mas mesmo muito dinheiro. Lembro-me de ter uma colega no liceu que se queixava porque nunca tinha dinheiro para ir connosco viajar no verão mas que tinha o hábito de gastar imenso dinheiro com trivialidades no dia a dia. Um dia disse-lhe que se ela comprasse menos 1 bolo e 1 café por dia durante o ano todo e pusesse esse dinheiro num mealheiro, ia chegar a junho com o valor suficiente para ir curtir umas férias fabulosas com a malta. Mas ela não acreditou e nunca fez a conta. Como é que algo tão barato como um bolinho podia fazer essa diferença? Mas a verdade é que faz. Porque facilmente se transforma em 365 bolinhos e cafés num ano. Desde que me lembro de ser gente que penso no dinheiro assim.

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Mas nunca fui tão poupada como agora…

Nos últimos 20 meses (desde o início de 2015) comprei menos de 20 peças de roupa e acessórios, incluindo calçado, malas, biquinis, roupa interior, óculos e bijuteria. Recebi mais algumas peças de presente e outras poucas que me deram em 2a mão. Comprei uns poucos livros que queria mesmo ler e que não encontrei nas bibliotecas municipais. Não comprei absolutamente nada para a minha casa, com a excepção de umas plantas e 2 electrodomésticos para substituir os que se tinham estragado e que não foi possível arranjar. Esses foram para reciclar. E acabo de comprar (finalmente!) um novo computador portátil, também para substituir o meu antigo que já tinha morrido há muito tempo.

Isto não significa que tenha perdido a capacidade de apreciar a beleza de uma peça ou de ver o engenho e talento de quem a concebeu e a fez. Apenas não sinto necessidade de a ter só porque me atrai e não me sinto com falta de um objecto só porque gosto dele.

Ganhei uma nova perspectiva sobre todo o desperdício, poluição e desgaste individual e colectivo que todo este consumismo barato e rápido anda a criar no mundo. E tento, tanto quanto possível, ter isso na consciência quando tomo as minhas decisões enquanto consumidora e habitante deste planeta.

E para mim, a vida mostra ter uma fluidez muito melhor assim…

“Inventamos uma montanha de consumo supérfluo, compra-se e descarta-se. Mas o que se gasta é tempo de vida. Porque quando eu compro algo, ou você, não compramos com dinheiro, compramos com o tempo de vida que tivemos de gastar para ter esse dinheiro. Mas com esta diferença: a única coisa que não se pode comprar é a vida. A vida se gasta. E é miserável gastar a vida para perder liberdade.” ~ José Mujica

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ENGLISH:

“You have succeeded in life when all you really want is only what you really need.” ~ Vernon Howard

Less really is more…

Living with less stuff makes me feel more whole. Decluttering and emptying, even if just a little bit, the space I live in makes me feel connected to what I can’t see… That essence that is with us everywhere we go, but gets lost in between the clutter. I can feel it taking shape in an empty space.

I firmly believe the space we inhabit is a reflection of what is going on within and that we can actively improve our state of mind and our health when we get rid of clutter that keeps piling on in our house and our life.

I just can’t, absolutely can not, think when I’m inside a chaotic room, stuffed with things! My brain starts short-circuiting and my body starts begging me to flee. Spaces with way too many objects or overly messy suffocate me and steal my energy, clarity and peace.

I hate clutter and I hate wasting my time cleaning it so I choose to have the least amount of stuff possible around me. Letting go of baggage is one of my favorite activities and it gives me a feeling of openness, freedom and happiness. It’s quite cathartic, to be honest.

Don’t get me wrong, I don’t live like a monk in a cave, no. I have lots of stuff, even though I choose to have a lot less things than all the other people I know, specially when it comes to clothing, accessories and household items.

It’s still a lot more stuff than I need for my life. The truth is, we need so little it’s actually hard to believe!

Whenever I feel a lot of stuck and stalled energy at home, that type of stubborn and uncomfortable energy that just won’t go away even if I keep every window wide open and burn lots of sage or essential oils, I feel like I need to get rid of something that has been stacked around here and has absolutely no purpose or use.

I have this habit of looking at the relationships we have with our things in a very symbolic way.
I’ve found out that having too many options and choices (like with clothing, for instance) doesn’t bring me the expected freedom but lots of anxiety and indecisiveness. When I live with just the bear essentials, like when I’m traveling light, I have a lot more time to dedicate myself to what really brings me joy and I have a lot more time to take care of myself, such as meditating, listening to music, reading, writing or hanging out with friends. And I’m so much more productive, calm and jolly when I stay in minimalistic and tidy spaces.

We create such strong relationships with everything, including objects that are useless, broken or outdated due to two big reasons: fear of the future or inability to let go of the past.

It’s been a while since I started consciously and purposely working on my emotional attachment to things and today I can see quite clearly what binds me to almost all of them. And I choose to let them go.

At the beginning it was a bit difficult but now I do it very naturally. I feel relieved, it makes me feel good… I believe it’s a blessing to donate or sell something that no longer is useful to me but will certainly be of use to somebody else. I enjoy picturing the new life a certain object will get, being used by someone that appreciates it and values it, instead of just being ignored for a few more years on one of my shelfs or in my drawers.

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For the past 3 years I’ve donated, sold and recycled about half of all my clothes, accessories, household items and books. And it feels so good! I’m still doing it… It’s a work in progress.

This is what I choose to let go of: anything that is outdated, broken, that no longer represents who I am, doesn’t fit me well, doesn’t make me look good, has no purpose, hasn’t been used in over 1 year or anything that I just simply don’t LOVE.

Whenever I feel too overwhelmed to make a decision about keeping a certain object, I hold that item in my hands and ask myself: how does this make my life better? And then I picture my life with the item and after I picture my life without it. For the large majority of things, there’s absolutely no difference!

With the money I made selling all that I managed to pay for my reiki courses (level 1 and 2), surf lessons, two workshops on meditation and quantum energy, a few massages, some gifts for friends and about 4 or 5 books.

Selling that clutter made my life richer, also because of the way I chose to spend the money I got. I invested in experiences and things that keep on giving long after the moment of purchase. That has a much bigger impact on my happiness and quality of life than probably any other object I could have bought.

For the past few years I catch myself asking “but do I really need this?” every time I feel tempted to buy something and, to be honest, most of the time the answer is a big “no!”. Free from pity, tension or guilt – a very assertive “no”. And when I feel I’m drowning in a sea of doubt I try to identify the emotions behind that impulse or sudden desire to buy. When I get clear on that and I feel calm, I just think about something like: would I rather buy this or eat organic all month long? Or even better… would I rather get this or save this money for my next trip?
You can guess the answer to that, right? Right…

And life changes, little by little, day after day.
I began to feel immune to lots of temptations.

I’ve never considered myself to be a big consumerist, even though I had the habit of buying more than I really needed. But still a lot less than my friends or acquaintances. A lot less! Every since I was a child I remember giving a lot of value to money and having the habit of choosing quality over quantity. I guess I’ve always seen a lot of potential even in a few dollars or just cents and it I feels weird to me when people buy this or that just because it’s cheap. “But, if you don’t actually need it, why are you buying it? Because it’s so cute and so cheap! But if you don’t need it, you’re throwing your money away, regardless of being cheap or not.”

The thing is, when you add all of those “just a couple of dollars here and there”, you will realize you’re spending a lot of money weekly or monthly. I remember I had this classmate in high school and she kept complaining because she never had a lot of money to go on vacation with our group of friends during the summer. But she was always spending a lot of money on everyday things and trivialities. One day I told her if she bought one less muffin and coffee everyday and put that money aside in a piggy bank for the whole year of school, she would have enough money for the trip by the time summer arrived. But she wouldn’t believe me and never did the math. How could something so small like a muffin or a cup of coffee make any difference? But it does. Because it quickly turns into 365 muffins and cups of coffee in a year.
Every since I remember being a person I’ve thought about money that way.

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(Some of the books I’ve bought these last few years. I won’t be selling these for now.)

But I’ve never been this frugal…

For the past 20 months (since the beginning of 2015) I’ve purchased less than 20 pieces of clothing and accessories, including shoes, bags, underwear, bikinis, glasses and jewelry. I got a few more pieces as gifts and a couple more second hand itens from friends. I also got a few books that I really wanted to read but couldn’t find at the local library. I didn’t buy anything for my home, with the exception of a few plants and two appliances to replace the ones that broke down and couldn’t be fixed. Those went to the recycling bin. And I finally bought a new laptop, also to replace my old one that died a long time ago.

This doesn’t mean that I lost the ability to appreciate the beauty of a piece or to acknowledge the talent and genius of those who imagined and created it. I simply don’t feel the need to have it just because I find it appealing and I don’t feel like I’m lacking something just because I liked it.

I’ve gained a new perspective on all this waste, pollution and collective and individual exhaustion that this fast and cheap consumerism has been bringing to the world. And I’ve been trying, was much as possible, to keep that in mind whenever I make my decisions as a consumer and as a resident of this planet.

And to me life seems to flow much better this way…

“We have made up this mountain of pointless consumerism, we buy and we discard. But what we’re wasting is time of life. Because when I buy something, or you, we are not buying it with money, we are buying it with the time of life we had to spend to get that money. But there’s a difference: the only thing you cannot buy is life. Life is spent. And it’s miserable to spend a life to lose freedom.” ~ José Mujica

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Sweet and raw lemon truffles + It’s not your job to save anyone ~ Trufas doces e crudívoras de limão + Não te cabe a ti salvar ninguém

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“Não te cabe a ti salvar ninguém. Como curandeiras, a nossa tendência natural é dar em demasia, mas não podemos crescer pelos outros, eles têm que querer eles próprios a mudança. O nosso trabalho ao serviço da luz é de fazer brilhar a nossa luz e espalhar sementes. Se essa luz e essas sementes aterrarem em terra fértil, irão florescer. Se não, avancem e continuem a fazer brilhar a vossa luz e a espalhar essas sementes.” ~ (Rebecca Campbell)

Tenho esta pequena citação no meu telefone e leio-a muita vezes. Preciso. Há alturas em que parece que consigo mesmo ouvir os meus anjos da guarda a dizer: Pára de tentar ajudar toda a gente, Catarina! Eles não são responsabilidade tua. Toma conta de ti primeiro, Catarina! Define bem os teus limites e mantêm-nos fortes e afiados, Catarina! Vá lá, tu consegues. E isso não faz de ti uma menina má. Não, querida, tu és boa menina e nada pode mudar isso. Vá, agora vamos, respira bem fundo e diz: NÃO.

Estas últimas semanas têm andado a falar cada vez mais alto. Ou talvez seja eu que me tornei melhor a ouvir. Em qualquer dos casos, gosto da mudança.

Vamos lá ver se consigo continuar assim!

A propósito (ou talvez nem por isso), no outro dia fiz umas trufas crudívoras tão simples como deliciosas e achei que seria uma boa receita para partilhar com alguns amigos. Como vocês aqui respeitam sempre muito bem os meus limites, cá vai! ;)

Basta juntar os seguintes ingredientes (biológicos, se possível) num processador de comida:
1 cup/chávena de tâmaras (sem caroço), 1 cup/chávena de amoras brancas secas, 1 colher de chá com raspa de casca de limão
(Eu não me dou bem com frutos secos, mas se não for o vosso caso, podem juntar 1/4 cup/chávena de nozes ou cajus demolhados, por exemplo).
Triturar tudo muito bem até ficar uma pasta mole e pegajosa. Fazer bolinhas com as mãos e deixar no frigorífico durante a noite.
Esta receita deu cerca de 14 trufas deliciosamente docinhas e saciantes. Desfrutem <3

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ENGLISH:

“It’s not your job to save anyone.
As healers, our natural tendency is to over give, but we cannot do the growing for another, they have to want the change themselves. Our only job as Lightworkers is to shine our light and scatter seeds. If that light and those seeds land on fertile ground they will bloom. If not, just move on and keep shining your light and scattering those seeds.”
~ (Rebecca Campbell)

I have this little quote on my phone and I look at it a lot. I need to. Sometimes I can literally hear my Guardian Angels on repeat everyday: Stop trying to help everyone, Catarina! They are not your responsability. Take care of yourself first, Catarina! Keep your boundaries sharp and strong, Catarina! Come on, you can do it! Don’t worry, it doesn’t make you a bad girl. You’re a good girl, sweetie, and nothing can change that. Now, go on, take a deep breath and say: NO.

This past few weeks they have been louder than ever. Or maybe it’s just me getting better at listening. Either way, I like the change.

Let’s see if I can keep it up!

Anyhow, I made these deliciously simple raw truffles the other day and I thought it would be a really nice recipe to share with some friends. You guys respect my boundaries, so here you go! ;)

Just put the following ingredients (organic, if possible) in a food processor: 1 cup dates (pitted), 1 cup dried mulberries, 1 teaspoon of lemon peel
(I don’t do well with nuts, but if you do, you can add 1/4 cup of previously soaked walnuts or cashews, for example.)
And just blend until it’s a really smooth and sticky dough. Make balls with your hands and leave it in the fridge overnight.
This gave me about 14 deliciously sweet and nourishing truffles. Enjoy <3

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Green twirl superfood smoothie bowl + a daily affirmation ~ Batido na tigela com remoinhos verdes de superalimentos + uma afirmação diária

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“Eu sou um íman para o bom da vida. Eu atraio experiências, qualidades e situações lindas – Amor, paz, abundância e alegria vêm ter comigo. Todas as coisas boas fluem até mim e eu recebo livremente sem qualquer hesitação. Eu sou livre. Eu sou completa. Eu sou una com tudo o que existe.”

Ontem, enquanto me sentava para almoçar, obriguei-me a fechar o meu bloco de notas e parar de pensar no trabalho durante alguns minutos para poder desfrutar totalmente da minha refeição. Comer enquanto faço outras coisas é um hábito terrível que estou constantemente a tentar contrariar.

Mas imediatamente antes de pôr o meu bloquinho caótico dentro da mala, vi esta afirmação e respirei fundo e lentamente, permitindo-me sentir estas palavras a ecoar na minha mente e coração durante um momento.

Algo tão simples e tão pequeno como isto tem o poder de mudar tudo em mim e no meu dia.

Sempre que encontro alguma afirmação que ressoa em mim e que muda a minha vibração, escrevo-a em todo e qualquer lado – bloco de notas, diário, telemóvel, agenda, etc.
E a melhor parte é que normalmente acabo por me esquecer disso, até ao momento em que “acidentalmente” a vejo no meio de um turbilhão de tarefas diárias.

Costuma ser no momento exacto em que preciso mesmo de a ler.

E, por estes pedacinhos de magia, sinto-me eternamente grata!

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Hoje partilho a receita desta refeição. A minha primeira refeição do dia é que costuma ser assim, um batido ou um batido na tigela, mas quando posso almoçar em casa acabo por fazer algo muito parecido outra vez. A base costuma ser bananas congeladas e depois misturo outras frutas ou vegetais.
É a maneira mais fácil que eu conheço para consumir muita fruta e superalimentos diariamente.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
~ 2 maçãs grandes
~ cerca de 4 bananas grandes congeladas (vejam aqui como congelar)
~ gel de aloe vera (vejam aqui como eu faço)
~ 1 cup/chávena/xícara de água
~ 1 colher de sopa de xarope de ácer (ou 2 ou 3 tâmaras)
~ 1/2 colher de chá de chlorella (usei iswari)
~ 1/2 colher de chá de spirulina (usei iswari)
~ 1 mão cheia de lascas de côco seco

Instruções:
~ juntar tudo numa liquidificadora ou processador de comida, excepto o côco e a spirulina.
~ se usarem as tâmaras, retirem os caroços
~ triturar tudo muito bem e colocar numa taça ou tigela grande
~ deitar a spirulina por cima do batido (e fazer uns remoinhos com a colher para ficar mais bonito. Os olhos também comem!). Pôr as lascas de côco.
~ desfrutem e tenham um dia muito feliz!

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ENGLISH:

“I am a magnet for the goodness of life. I attract beautiful experiences, qualities and situations – Love, peace, abundance and joy is coming my way. All good things flow to me, and I receive freely without hesitation. I am free. I am whole. I am one with all that is”.

Yesterday, as I sat down for lunch I made myself close my notebook and stop thinking about work for a few minutes to fully enjoy my meal. Eating while doing something else is a terrible habit that I fight constantly.

But right before I put my little chaotic notebook back in my bag, I saw this affirmation and I took a long deep breath and allow myself to feel these words as they echoed in my mind and heart for a moment.

Something so small and simple like this has the power to shift everything about me and my day.

Whenever I find one affirmation that resonates with me and changes my vibration, I write it anywhere and everywhere ~ notebooks, diary, phone, calendar, and so on. The best part is that I usually end up forgetting all about it, until the moment I “accidentally” see it again, while in the middle of some turmoil, doing everyday stuff.

It’s usually the moment I need to see it the most.

And for that little bit of magic, I am always so grateful!

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Today I’m sharing the recipe for this meal. Usually it’s my breakfast that looks like this, a smoothie or a smoothie bowl, but if I’m having lunch at home I end up doing something pretty similar again. The base is usually frozen bananas and then I mix it with some other fruit or veggies. It’s the essiest way I know to enjoy lots of fruit and superfoods on a daily basis.

Ingredients:
(Organic, if possible)
~ 2 large apples
~ about 4 large frozen bananas
(See here how to freeze them)
~ aloe vera gel (see here how I get it)
~ 1 cup of water
~ 1 tablespoon of maple syrup (or a couple of dates)
~ 1/2 teaspoon of chlorella (I used iswari)
~ 1/2 teaspoon of spirulina (I used iswari)
~ 1 handful of coconut dried flakes

Directions:
~ put everything in a blender or food processor, except for the coconut flakes and spirulina.
~ de-seed dates if using
~ blend really well and put it in a large bowl.
~ top with the spirulina (use the spoon to twirl it a bit on the surface so it looks prettier. We eat with our eyes, too!) and coconut flakes
~ enjoy and have a beautiful day!

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Creamy apple and ginger smoothie and A Course in Miracles ~ Batido cremoso de maçã e gengibre e Um Curso em Milagres

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Nestas últimas semanas, tem sido este o meu cenário logo após acordar, onde vou buscar o combustível e a inspiração para mais um dia – um batido cremoso de maçã e gengibre e as lições de Um Curso em Milagres.

Se tivesse que escolher um único livro para ler durante o resto da minha vida, seria este.

São incontáveis as ocasiões em que os meus olhos encontraram as primeiras linhas da introdução deste livro, nos últimos 3 ou 4 anos. Lê-las provocou sempre um eco tremendamente vibrante cá por dentro.

“Este é um curso em Milagres. É um curso obrigatório. Só é voluntário o momento em que decides fazê-lo. Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa apenas que podes escolher o que queres aprender em determinado momento. O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele objectiva, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é tua herança natural. O oposto do amor é o medo, mas o que tudo abrange não pode ter opostos.

Mas de algum modo, arranjei sempre maneira de me convencer de que ainda não estava bem preparada, ainda não, para mergulhar profundamente e me comprometer com o estudo de tais palavras. Que não era esperta ou dedicada o suficiente e demasiado preguiçosa e superficial para compreender o que quer que fosse que lá estivesse. Portanto, nem valia a pena tentar, não é Catarina?

Ui, o meu ego consegue ser feroz mas, tal como se costuma dizer, a luz só precisa da fresta mais mínima para começar a entrar.

E finalmente, devido a algo que me andava a aparecer constantemente durante as meditações, desisti da resistência e arranjei o livro. E, surpreendentemente, não foi preciso qualquer esforço.
Senti que algo por aqui se rendeu e abriu um espaço enorme, muito quieto, tão receptivo e tranquilo, mas ao mesmo tempo tão forte que sinto que chega para conter um rio inteiro.

Tenho levado isto com muita calma mas posso dizer que, logo desde a primeira frase, ler este livro oferece-me aquele sentimento que só pode ser descrito com aquele clichê piroso de “sensação de voltar a casa”. Tal e qual, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

Tenho feito as lições diárias e ando a ler o texto e hoje escolhi partilhar aqui algumas palavras logo do início que ressoaram bastante comigo:

“A evolução é um processo no qual aparentemente passas de um estágio ao seguinte. Corriges os teus passos equivocados anteriores, caminhando para a frente. Esse processo é, de facto, incompreensível em termos temporais, porque retornas na medida em que avanças. A Expiação é o instrumento através do qual podes te libertar do passado na medida em que avanças. Ela desfaz os teus erros passados, assim fazendo com que seja desnecessário que tenhas que ficar revendo os teus passos sem avançar para o teu retorno.”

E enquanto deixamos isto a marinar durante um bocado, vamos passar para este batido muito cremoso, delicioso e saudável.

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Esta receita dá cerca de 1 litro, que é a quantidade que eu costumo ingerir após acordar. Por favor adapta as quantidades consoante as tuas necessidades pessoais.

(Para saber mais sobre estes ingredientes, basta clicar no nome.)

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
3 ou 4 bananas (frescas ou congeladas)
3 maçãs médios e saborosas
1 naco pequeno de gengibre fresco (mais ou menos do tamanho da ponta do polegar)
1 colher de chá de Ashwaganda em pó ou Maca em pó
1 cup/chávena/xícara de água

Instruções:
Tirar os caroços às maçãs e a casca às bananas e gengibre (eu gosto de comer a casca das maçãs).
Pôr tudo num liquidificador ou processador de comida e triturar até ficar muito cremoso.
Servir logo de seguida.

E para quem estiver a ler isto, quero que saibas que te estou muito grata e que desejo que tenhas umas Festas felizes e em paz, onde quer que estejas.
E sim, mais uma vez, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

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ENGLISH:

For the past few weeks, this is what has kept me company right after waking up, as I fuel and inspire myself for another day – a creamy apple and ginger breakfast smoothie and the lessons from A Course in Miracles.

If I had to pick only one book to read for the rest of my life, this would be it.

There were countless times during the past 3 or 4 years when my eyes came across the opening lines from the introduction of this book and reading it has always produced a tremendously vibrant echo within me:

“This is a course in miracles. It is a required course. Only the time you take it is voluntary. Free will does not mean that you can establish the curriculum. It means only that you can elect what you want to take at a given time. The course does not aim at teaching the meaning of love, for that is beyond what can be taught. It does aim, however, at removing the blocks to the awareness of love’s presence, which is your natural inheritance. The opposite of love is fear, but what is all-encompassing can have no opposite.”

But somehow I kept finding a way to convince myself that I wasn’t quite ready, not just yet, to dive in completely and commit fully to the study of such words. That I wasn’t that smart or dedicated and way too lazy and superficial to even get any of it. So way even try, Catarina?

Oh, my ego can be fierce but it’s like they say, it only takes the tiniest crack for the light to make its way in.

So finally, because of something that showed up to me during meditation, time and time again, I gave up resistance and got the book. And surprisingly, it was quite effortless.
I felt something right here surrendering and clearing a huge quiet space that seems so receptive and so very calm, while also feeling strong enough to hold an entire river.

I’m taking it slow but I can tell you that from the very first sentence, reading it gives me that feeling that can only be described with that cheesy cliché of “coming home”. Yap, cheesy and cliché, but so true.

I’ve been doing the daily lessons and reading the text and today I chose to share with you a few words from one of the first pages that really resonated with me:

“Evolution is a process in which you seem to proceed from one degree to the next. You correct your previous missteps by stepping forward. This process is actually incomprehensible in temporal terms, because you return as you go forward. The Atonement is the device by which you can free yourself from the past as you go ahead. It undoes your past errors, thus making it unnecessary for you to keep retracing your steps without advancing to your return.”

And while we let that marinate for a while, let’s go straight to this creamy, delicious and healthy smoothie.

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This gives about 1 liter, which is what I usually have for breakfast but please adapt the quantities according to your personal needs.

(To learn more about these ingredients, just click on the names.)

Ingredients:
(Organic, if possible)
3 or 4 bananas (frozen or fresh)
3 tasty medium size apples
1 small slice of fresh ginger
1 teaspoon of ashwaganda powder or maca powder
1 cup of water

Instructions:
De-seed the apples, remove skin from ginger and peel the bananas (I like to eat the skin from the apples). Place everything in a blender or food processor and blend until it’s creamy. Serve right away.

And to whoever is reading this, I want you to know that I’m very grateful for you and I wish you happy and peaceful Hollidays, wherever you may be.
And yet again, cheesy and cliché, but so true.


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Equinox Raw blueberry and strawberry Pie ~ Tarte crua de mirtilos e morangos para o Equinócio

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Esta tarte crudívora (raw) e vegana foi criada para um convívio feminino quando começou o tempo quente e foi um verdadeiro sucesso. Foi devorada num instante, por entre uma bela conversa cheia de línguas roxas tingidas pelos mirtilos!

Entretanto ficou aqui na gaveta, meio esquecida, até que me pareceu ser uma bela ideia partilhá-la em jeito de celebração do Equinócio.

Festejar o fim do Verão é algo que, muito provavelmente, nunca irei fazer. Nunca. Jamais. Nem pensar. Nunca!

A não ser, claro, que esse fim de estação incluísse fazer as malas e partir para mais perto do equador, ou até mesmo para o hemisfério sul.
Preciso de sol e calor como de ar! O frio e os dias cinzentos roubam-me energia vital a uma velocidade que me é difícil contrariar.

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Mas sei que para viver em pleno tenho que me render sem bloqueios ao fluxo natural da Terra e da Vida.
Os ciclos, os altos e baixos, inícios e fins, a dualidade de tudo e de todos nós.
Algo que já aprendi é que não é possível celebrar a luz ignorando a sombra, seja minha ou de outro.

Ser feliz não é estar sempre contente e animada. Ser feliz obriga-me, mais do que nunca, a mergulhar bem fundo em todas os sentimentos, lutando contra qualquer inclinação para a superficialidade.

Mergulhos em apneia, sem parceiros e sem mapa, tendo sempre presente que a intenção não é ficar pela escuridão escavando e explorando, mas sim percorrê-la de uma ponta à outra, até voltar a subir pelo outro lado, sempre de tocha bem ardente na mão. O único GPS é mesmo essa luz.

Que não se encontra lá fora ou por aí, mas que se incendeia mais e mais, à medida que nos vamos recordando que quem somos verdadeiramente.

“A escuridão não pode expulsar a escuridão. Apenas a luz pode fazer isso.”
Martin Luther King

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E neste espírito de partilha e de evolução, desejo-vos um Outono feliz e saboroso, cheio de tartes, mergulhos, paciência e compaixão.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
Para a base:
3 cups/chávenas/xícaras de amoras brancas secas OU flocos de aveia sem glúten OU amêndoas.
2 cups/chávenas/xícaras de tâmaras (sem xaropes)
Para o recheio:
3 cups/chávenas/xícaras de mirtilos
1 cup/chávena/xícara de morangos
1,5 cups/chávenas/xícaras de tâmaras (sem xaropes)

Instruções:
~ se optarem por usar as amêndoas, ponham-nas de molho primeiro para ficarem mais saudáveis. Mais info aqui.

~ usar um processador de comida para fazer farinha com as amêndoas, as amoras ou os flocos, consoante tiverem escolhido.

~ tirar os caroços às tâmaras e juntar à farinha, triturando tudo junto. Fica pronto quanto tiverem uma massa pegajosa tipo crumble, com pedacinhos bem pequeninos.

~ polvilhar uma forma de tarte (com cerca de 23 cm) com um bocado de côco ralado ou forrá-la com papel vegetal. Isto evita que a massa se cole ao fundo.
Depois é só deitar a massa na forma, pressionando e espalhando com as mãos, criando uma massa fina na base da forma e um bocadinho também nos lados da forma.

~ se optarem por mirtilos e morangos congelados, convém deixá-los descongelar primeiro e depois retirar a água em excesso. Caso contrário o recheio fica muito líquido.
Se usarem morangos frescos, retirem as folhinhas.

~ pôr todos os ingredientes do recheio num processador de comida e triturar muito bem.

~ deitar o recheio no meio da forma de tarte e espalhar uniformemente usando uma espátula ou colher grande.

~ podem enfeitar como preferirem, usando sementes, fruta, etc. Eu optei por deixá-la minimalista, sem decoração.

~ deixei no congelador durante a noite (cerca de 6 horas) e depois deixei a tarte à temperatura ambiente cerca de 1 hora antes de servir.

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ENGLISH:

This raw vegan pie was created for a get together with some girls, back when the warm weather was just starting and it proved to be a huge success.
It disapeared in a couple of minutes, during a delicious conversation with lots of blueberry purple tongues!
I almost forgot about it in the meantime until I was wondering about which recipe to share for the Equinox.

Celebrating the end of Summer is something I’ll most likely never do. Never. Ever. No way. Never!

Unless, of course, that ending means packing up my bags and moving closer to the equador or even the southern hemisphere.
I need the sun and the heat like I need air! Cold and grey days rob me of my vital energy at such a fast pace I can’t really fight back.

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But I do know that in order to live life to the fullest I must surrender to the natural flow the Earth and Life.
The cycles, the ups and downs, beginnings and endings, the duality of everything and every single one of us.

Something that I have learned is that it isn’t possible to celebrate the light while ignoring the shadow, whether it’s mine or someone else’s.

Being happy isn’t about being joyful and upbeat all the time. Being happy pushes me, more now than ever, to dive deeply in all of my feelings, fighting any inclination for superficiality.

Skin diving, with no partners or maps, always keeping in mind that the intention is not to stay in the darkness exploring or digging, but to cross it from one corner to the other and come up on the other side, while holding firmly a fiery torch on my hand. The only GPS is that light.
We can’t find it out there somewhere, because what makes this light grow is remembering who we really are.

“Darkness cannot drive out darkness. Only light can do that.”
Martin Luther King

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So, in the spirit of sharing and evolving, I wish you a happy and delicious Fall with lots of pie, diving, patience and compassion.

Ingredients:
(Organic, if possible)
For the crust:
3 cups of dried mulberries OR gluten free oats OR almonds
2 cups of dates (without syrup)
For the filling:
3 cups of blueberries
1 cup of strawberries
1,5 cups of dates (without syrup)

Directions:
~ if using almonds don’t forget to soak them first so they’re healthier. More info on soaking here.

~ use a food processor to make flour with the almonds, oats or mulberries, according to your choice.

~ de-seed dates and add them to the flour in the food processor and process again. It’s ready when you get a sticky dough, resembling a crumble.

~ use a 9 inch (23 cm) pie pan and sprinkle it with some desiccated coconut or cover it with parchment paper. This prevents getting your crust glued to the pan.

~ place the crust in the pan and use your hands to press it down and spread it evenly, making a thin crust on the bottom of the pan as well as on the sides.

~ if you choose to use frozen fruit, you must let it defrost and remove the excess water. Otherwise the filling will be too liquid. If using fresh strawberries don’t forget to remove the leaves.

~ place all ingredients for filling in a good processor and blend very well.

~ pour the filling into the middle of the pie and use a big spoon or spatula to spread it evenly.

~ you may decorate your pie as you wish, using fruit, seeds and so on. I kept mine super minimalistic and didn’t decorate at all.

~ I left the pie in the freezer overnight (about 6 hours) and took it out about 1 hour before serving.


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Carrot and cinnamon raw nana ice cream ~ Gelado cru de banana, cenoura e canela

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Aproveitei esta tarde tão cinzenta para vir aqui escrever algumas linhas, coisa que já não faço há algum tempo. Espero que este post vos encontre bem e que andem a aproveitar ao máximo o vosso verão (ou inverno, dependendo do vosso hemisfério actual).

Eu tenho andado a ser puxada para todo o tipo de actividades ao ar livre porque o desejo de me fundir com o sol, o mar e a natureza em geral tem sido muito forte. Tenho aproveitado todas as oportunidades para o fazer e também para desfrutar da companhia de outras pessoas.

Os meses mais quentes fazem-me sentir tão mais viva e ligada à vida que tento mergulhar profundamente neles sem hesitação. Para dizer a verdade, a última coisa que me tem apetecido ultimamente é ficar dentro de casa, de rabo sentado a olhar para este ecrã e escrever.

Nos momentos em que não me é possível estar lá fora a tirar partido deste clima fantástico e da beleza natural da costa portuguesa, tenho investido em leitura, exercício físico e meditação. Ou simplesmente ponho-me a praticar o silêncio para ver se consigo ouvir melhor o que este mundo tem para me ensinar. A descoberta parece nunca terminar…

Resumindo e concluindo, tenho andado a seguir aquilo que me ilumina e me faz sentir mais feliz. Dizem que essa é a maneira certa de fazer esta coisa chamada de vida, não é?

Queria partilhar convosco um pouco de um dos meus livros preferidos que gosto de revisitar de vez em quando. Há livros que quando os volto a ler parece que já sei de cor cada frase, cada palavra, sinto o eco de cada uma delas bem cá no fundo, mas mesmo assim sabe-me sempre tão bem voltar lá. Tal é o caso de “O regresso ao amor” de Marianne Williamson:

“O amor é aquilo com que nós nascemos. O medo é aquilo que nós aprendemos aqui. A jornada espiritual é o abandonar – ou o desaprender – do medo e a aceitação do amor de volta aos nossos corações. O amor é o facto existencial essencial. É a nossa realidade final e o nosso propósito na Terra. Estar conscientemente ciente dele, experimentar o amor em nós mesmos e nos outros é o significado da vida. O significado não reside nas coisas. O significado reside em nós mesmos.”

“Qualquer situação que nos provoque é uma situação em que ainda não temos a capacidade de amar incondicionalmente.”

“É através do nosso próprio despertar pessoal que o mundo pode ser desperto. Nós não podemos dar aquilo que não possuímos.

Não sei se este é o tipo de literatura que ressoa convosco, mas eu leio e releio este livro desde 2012 porque nunca se torna cansativo ou ultrapassado e parece fornecer-me sempre respostas que por vezes nem sabia andar à procura.

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E hoje também trago uma receita muito simples, como já é meu hábito.

Tenho feito gelado cru de banana quase todos os dias para a minha primeira refeição e uma das minhas versões preferidas é esta.

Eu sei que algumas pessoas não têm muito apetite logo quando acordam, mas eu saio da cama esfomeada e gosto de desfrutar de uma boa e grande refeição logo de manhã, a seguir a beber 1l de água morna com limão.

O ideal é respeitar sempre os ritmos naturais do organismo de cada um e não tentar contrariá-lo. Podem e devem alterar sempre as quantidades das receitas de acordo com o vosso apetite e necessidades físicas.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
5 ou 6 bananas congeladas
1 cenoura bem grande ou 2 médias
3 ou 4 tâmaras demolhadas e sem caroço
1/3 de colher de sopa com canela em pó
Opcional: 1 colher de chá de maca ou ashwaganda em pó

Instruções:
Cortar as cenouras e juntar tudo num liquidificador ou processador de comida. Alguns liquidificadores necessitam de um pouquinho de líquido para funcionarem bem. Se for o caso do vosso, acrescentem a quantidade de água necessária. Triturar tudo até ficar uma pasta homogénea com a consistência de gelado. Por vezes é necessário parar a meio de triturar e dar uma ajuda com uma colher ou garfo para misturar tudo bem. Servir e comer de seguida. Podem ainda juntar os vossos toppings preferidos, como pepitas de cacau, côco ralado, amoras brancas secas, etc.

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ENGLISH:

I’m taking advantage of a very grey afternoon to come here and write, something I haven’t done in quite some time. I hope this post finds you well, hopefully making the most of your summer (or winter, depending on which hemisphere you are at the moment).

Lately I’ve been pulled to all sorts of outdoors activities because the desire of merging with the sun, sea and nature in general has been so strong. I’ve been seizing all the oportunities to do so and also to enjoy the company of others.

The warmer months make me feel so much alive and in tune with life, I try to dive fully into them without hesitation. Honestly, the last thing I’ve been wanting is to stay at home, sit on my butt, stare at this screen and write.

During the moments I can’t be outside enjoying this amazing weather and the beauty of the portuguese coast, I’ve been investing my time in reading, physical exercise and meditation. Or simply practicing silence to better listen to what this universe has to teach me. It seems to be a never ending discovery…

Long story short, I’ve been following what lights me up and makes me feel most happy. They say that’s the way to do this thing called life, right?

I wanted to share a little bit of one of my favorite books, one I like to revisit every once in a while. There are books that I seem to one every sentence, every word by hard and every time I reread it I can feel the eco of each word in the bottom of myself. But it still feels good to go back to them every single time. One of those books is “The return to Love” by Marianne Williamson:

“Love is what we are born with. Fear is what we learn. The spiritual journey is the unlearning of fear and prejudices and the acceptance of love back in our hearts. Love is the essential reality and our purpose on earth. To be consciously aware of it, to experience love in ourselves and others, is the meaning of life. Meaning does not lie in things. Meaning lies in us.”

“Any situation that pushes our buttons is a situation where we don’t yet have the ability to love unconditionally.”

“It is only through our own personal awakening that the world can be awakened. We cannot give what we do not have.

Maybe this type of literature isn’t what resonates with you but I’ve been reading and rereading this book since 2012 and it never feels boring or old. And it seems to give me answer I didn’t even know I was looking for.

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And today I’m bringing you a very simple recipe, as usual.

I’ve been eating nana ice cream pretty much every morning and this is one of my favorite versions.

I’m aware that some people don’t have much of an apetite when waking up but I get out of bed feeling really hungry, needing a good and large meal right away, after drinking 1liter of warm water with lemon.

The best thing to do is to respect the natural rhythm of your body and don’t try to force anything. So, please feel free to adjust the quantities of the recipe, according to your appetite and physical needs.

Ingredients:
(Organic, if possible)
5 or 6 frozen bananas
1 very large carrot or 2 medium carrots
3 or 4 soaked de-pitted dates
1/3 of tablespoon of cinnamon powder
Optional: 1 teaspoon of maca or ashwaganda powder

Directions:
Chop the carrots and put everything in a blender or food processor. Some blenders require a bit of liquid to work properly, so if it’s the case with yours, just add a little bit of water. Blend everything very well untill it’s the consistency of ice cream. You may need to stop the blending a few times and give it a twist with a spoon or fork. Serve and eat right away. You may add your favorite toppings such as cacao nibs, coconut, dried mulberries and so on.


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Basil, tomato and mango raw dressing and easy raw meals + Molho cru de manjericão, tomate e manga e refeições crudívoras simples

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Nos últimos tempos tenho escrito pouco, tenho andado numa fase de mais introspecção em que só me apetece receber e acolher em vez de exteriorizar e comunicar.

Eu costumo dizer que quanto mais limpamos a vida, mais temos que limpar.
Quanto mais límpidas as águas de um lago, melhor se consegue ver a sujidade e os destroços bem lá no fundo, os mesmo que antes nem sabíamos que existiam porque estavam cobertos pela poluição à superfície.

Ultimamente sinto-me assim, a remover os últimos grandes destroços bem lá do fundinho.
E apesar de sentir que grande parte do trabalho duro já foi feito, aquilo que foi ficando para o fim acaba por ser, provavelmente, o mais difícil, o mais entranhado no lodo.

Por isso tenho dado por mim a dedicar grande parte dos meus dias a muito trabalho interior e quase invisível, com meditações, exercícios e leitura para identificar, processar e alterar tudo o existe no meu subconsciente e que ainda funciona como um travão no fluxo da vida que desejo viver: crenças, hábitos, comportamentos, padrões, memórias, histórias, relações, apegos e por aí fora. Tudo o que é negativo, que já não me serve e me impede de evoluir na direcção que escolhi.

E o restante tempo tenho-me deixado guiar por um dos nossos mais perfeitos sistemas de GPS: a alegria! Beijos de sol na pele, bailar com a espuma do mar que lava a alma, sentir a brisa do vento que já vem chegando quente e me transporta para longe e desfrutar de livros que me levam de volta à inocência de ser criança.

Hoje trago-vos uma citação de um desses livros que revisitei recentemente:

“Vou contar-te o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos…”
O principezinho, Antoine de Saint-Exupery

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E hoje trago-vos uma receita de um molho que faço com bastante frequência para juntar aos meus jantares crudíveros.

Ando com tendência para escolher refeições muito simples e quase minimalistas, como saladas com uma grande cama de verdura e mais 2 ou 3 vegetais cortados para dar textura.

Juntando um molho como este faz com que a salada fique muito mais saborosa, cremosa e tenrinha.
Não resulta num prato muito vistoso mas é uma maneira muito fácil e rápida de nutrir o corpo com muita fibra, proteína, vitaminas, minerais e água.

As minhas saladas costumam ser bem grandes, caso contrário fico com fome passado meia hora.
Usem os vossos vegetais favoritos e podem ir variando consoante a época do ano, mas deixo-vos uma lista dos que costumo usar mais (nas quantidades que preparo para mim):

Saladas simples crudíveras:

~Cama de Verdura:
1 alface grande (qualquer tipo)
2 ou 3 mãos de chicória, rúcula ou espinafres

~ Outros vegetais para dar textura:
1 Pimento vermelho grande
1 pepino grande ou 1 courgette grande (cortados ou espiralizados como esparguete)
2 cenouras grandes (cortadas ou raladas)
2 ou 3 tomates grandes
2 talos grandes de aipo

Se quiserem juntar gordura saudável a este tipo de refeição, o melhor é mesmo adicionar 1/2 abacate ou algumas sementes (previamente demolhadas, se necessário).

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E agora, o molho!
Este molho também é uma bela opção para comer com os crepes de arroz recheados com vegetais crus.

Molho de manjericão, manga e tomate:

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 manga grande
3 tomates grandes
5 ou 6 folhas de manjericão fresco

Instruções:
~ Retirar a casca da manga e remover os pés dos tomates.

~ Juntar tudo num processador de comida ou liquidificadora estruturar até terem um molho uniforme.
(Algumas liquidificadoras não funcionam sem adicionarem um pouco de líquido. Se for o caso da vossa, juntem um bocadinho de água)

~ Deitar o molho na taça da salada já cheia com os vegetais que escolheram. Misturar tudo muito bem e deixar repousar durante uns minutinhos para que a verdura amoleça ligeiramente e os sabores fiquem bem ligados.

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ENGLISH:

I haven’t been doing much writing lately, I’ve been in a more introspective stage where all I feel like doing is to receive and shelter instead of externalizing and communicating.

It seems the more we clean our lives, the more there is to clean.
The clearer the water of a lake, the easier it is to see all the dirt and wreckage at the deep bottom, the same that we didn’t know existed because it was previously covered by the pollution on the surface.

That’s how I’ve been feeling lately, like I’m removing the last and biggest pieces of wreckage at the very deep bottom. And even though I feel most of the hard work has already been done, the pieces that were left for last are probably the most difficult ones to remove, as they are too rooted in the mud.

So I’ve found myself spending most of my days doing a lot of inner and almost invisible work, with lots of meditation, exercises and reading in order to identify, process and change what still inhabits my subconscious that is blocking the flow of my desired life: beliefs, habits, behaviours, patterns, memories, stories, relationships, attachments and so on. Everything that is negative, doesn’t serve me anymore or is preventing me from growing in the direction I have chosen for myself.

For the remaining time, I’ve just been letting myself be guided by our most perfect inner GPS system: joy!
Sun kissing my skin, cleansing the soul dancing with the ocean spray, feeling the wind getting warmer each day, taking me far away and enjoying books that bring me back to the innocence of little children.

Today I bring you a quote from one of those books I’ve been revisiting:

“Here is my secret. It is very simple. It is only with the heart that one can see rightly; What is essential is invisible to the eye.”
The little prince, Antoine de Saint-Exupery

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And today I also bring you a recipe for a dressing I make quite often for my raw dinners.
I’ve been drawn to really easy and almost minimalistic meals, like salads with a big bed of leafy greens and only 2 or 3 more vegetables chopped up for some extra texture.

Adding dressings like this one makes the salads a lot tastier, creamier and tender. It’s not the most beautiful meal but it sure is an incredibly easy and fast way to nurture the body with lots of fiber, vitamins, minerals, protein and water.

My salads are usually quite big, otherwise I get hungry about 30 minutes after I’ve finished eating.
You can use your favorite vegetables and rotate according to the seasons, but I’m sharing a list of my usual choices (with the quantities I eat):

Easy raw salads:

~ Bed of leafy greens:
1 large head of lettuce (any kind)
2 or 3 handfuls of chicory, arugula or spinach

~ Other veggies for texture:
1 large red bell pepper
1 large cucumber or zucchini (chopped or spiralized)
2 large carrots (chopped or grated)
2 or 3 large tomatoes
2 large celery stalks

If you wish to add some healthy fats to this type of meal, the best way is to add 1/2 of an avocado or some seeds (previously soaked if needed).

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And now the dressing!
This dressing is also a great choice to make with rice paper rolls stuffed with raw veggies.

Basil, mango and tomato raw dressing:

Ingredients:
(Organic, if possible)
1 large mango
3 large tomatoes
5 or 6 fresh basil leaves

Directions:
~ De-skin the mango and de-stem the tomatoes.

~ Put everything in a food processor or blender and process until you get a creamy and even sauce. (Some blenders may require some liquid to work properly. If it’s the case with your blender, just add a little bit of water).

~ Pour the dressing over your large bowl of salad and mix everything really well. Let it sit for a few minutes before eating, as this allows for the greens to get tender and all the ingredients to soak up the flavors.


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Finding a tribe + Raw Brownie Truffles (low fat) ~ Encontrar uma tribo + Trufas cruas de Brownie (baixo em gordura)

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Pensei nesta receita porque no outro dia tive um convívio com umas meninas e não sabia bem o que levar para o lanche. Acabei por fazer uma tarte crua de mirtilos que resultou muito bem, mas docinhos individuais como estas trufas ou patés como o guacamole ou hummus também são sempre boas escolhas para estas ocasiões.

No dia desse convívio fiquei a pensar em como tantos momentos sociais são organizados à volta da comida, desde encontros informais a ocasiões marcantes e importantes como aniversários, casamentos, o natal e tantas outras datas celebradas.

Para mim o importante é mesmo a companhia e a ligação que estabeleço com os outros. É óbvio que não gosto de passar fome e que fico insuportável se estiver com a barriga a dar horas, mas para mim a comida tem um lugar secundário, no que toca a socializar.
Já tive muitos momentos em que me ofereceram comida divinal mas onde me vi rodeada de pessoas com quem não me conseguia ligar, pessoas com energias, interesses e perspectivas tão desalinhados dos meus que me vi incapaz de desfrutar do momento.

São essas as alturas em que ouço perguntas interiores como: é mesmo isto que queres fazer com o teu tempo aqui? É com este tipo de influências que vais construir o teu caminho? Porque é que aceitas participar em algo que não é construtivo para ti?

A única coisa que me impede de sair porta fora nessas alturas é ouvir um sussurro que me diz: shine your light. (Faz brilhar a tua luz. – Sim, estes meus “sussurros” costumam vir em inglês, saberá Deus porquê.)
E esforço-me para me focar no que posso contribuir para que essa troca se torne positiva, enriquecedora e construtiva. Nem sempre sinto que consigo, devo confessar. De qualquer forma, costumo sair de lá com a vontade de não voltar a repetir o episódio.

E a verdade é que já me vi nesta situação amiúde e, por vezes, ao meu lado estavam pessoas que já faziam parte da minha vida há muito tempo. De repente apercebo-me que crescemos em direcções diferentes, que aquela que eu sou hoje já não tem nada a ver com quem eles se tornaram. Que não faz sentido tentar caminhar lado a lado porque no meio de nós cresceu um rio tão grande que já nem se avista a outra margem. E para quê insistir no que naturalmente se esgotou?

Por vezes estar com pessoas assim tem como único propósito evitar a solidão.
Eu vejo a companhia e a comunidade como algo que enriquece uma vivência, que traz verdadeiro significado ao termo “qualidade de vida”. Conecções verdadeiras, partilhas e ligações profundas são a diferença entre um dia vazio e um dia enriquecedor.

Encontrar uma tribo de almas com quem nos identificamos, com quem podemos partilhar sonhos e pesadelos, a nossa luz e a nossa sombra, é a derradeiro benção para qualquer um. Tenho aprendido que todas as relações têm um propósito e um prazo e que todas servem para aprendermos algo fundamental sobre a nossa existência. Cabe-nos a nós não repetir as lições.

Quanto mais tenho coragem para ser fiel a mim própria e a ser honesta sobre aquilo que sinto, penso ou acredito, mais facilmente as relações mudam. Os amigos que não o são verdadeiramente desaparecem como areia nas mãos e começam a aparecer outros cujos olhos brilham quando se reconhecem em algo que eu partilho, que vêm timidamente com um desejo de me dizerem ao ouvido: “eu também sou assim”.

O problema é que muitas vezes vemos a nossa essência, a nossa autenticidade, como algo mau, que nos prejudica e nos separa. Olhamos para o que nos torna únicos como algo que nos torna diferentes, anormais, bizarros, loucos. E quem é que quer ser assim? Não. Queremos ser aceites, sentir que somos amados e que fazemos parte de algo.

E quase sem nos apercebermos, passamos um tempo infinito a esconder quem somos, a tentar ser quem achamos que devíamos ser, ou aquela pessoa que nos fizeram acreditar que tínhamos que ser. Não é de surpreender que nos vejamos rodeados por pessoas iguais, máscara atrás de máscara, com medo de se encararem ao espelho e verem que só restam os fantasmas.

Mas o que nos escapa é que ser vulneravelmente verdadeiro é exactamente o que faz de nós interessantes, únicos, autênticos e é a isso que a essência das outras pessoas responde. É essa parte de nós que toca o âmago das outras pessoas, que faz com que se revejam em nós.

E é isso que funciona como um íman, uma bússola que nos guia para encontrarmos uma tribo de espíritos alinhados na mesma frequência. E essa sim, é uma comunidade que merece o nosso investimento, que nos inspira, que nos ajuda a crescer, que nos ajuda a evoluir na direção do bem pessoal e universal.

Muitas vezes me censurei quando comunico ou até quando escrevo para o blog com receio de ser mal interpretada, de parecer meio louquinha ou lunática, mas a verdade é que quanto mais honesta sou, melhor é a resposta que recebo. É mais forte, mais profunda, mais arrebatadora. Porque é uma resposta que vem da fonte e não da superfície de quem me lê.

Quantas vezes eu própria fico surpreendida com aquilo que sou hoje e penso na reacção que o meu eu de há uns 5 ou mais anos atrás teria ao conhecer o meu eu de hoje. Mas não tenho dúvidas que se iriam reconhecer uma na outra e que iriam ser amigas. De loucos? Sim!

Há uma frase que me surge constantemente nos últimos tempos que me faz tremer e rir ao mesmo tempo, porque é algo que evitamos uma vida inteira mas que faz tanto sentido como respirar: let your crazy out! (Deixa sair a tua loucura!).

Ando a praticar deixar-me levar por este novo GPS pessoal, sem julgamento ou medo. E é esse o conselho que dou a qualquer pessoa que queira encontrar um grupo, uma nova família, uma comunidade. Só a conseguimos encontrar depois de já nos termos encontrado a nós próprios. Quando ficamos prontos para nos abraçarmos completamente, também o mundo fica pronto para nos responder na mesma moeda. Na dúvida, let your crazy out!

Quando mais me deixo guiar por esta orientação, mais os outros se revelam, tanto positiva como negativamente, mas ao menos recebo a verdade que há neles. E assim torna-se fácil ver quem nos quer dar a mão para fazer a jornada de volta a casa.
E todos os outros, ficam livres para seguir o seu próprio caminho com as escolhas que conseguem fazer agora. E quem sabe, um dia, nos voltaremos a cruzar por esses trilhos?

“A felicidade só é verdadeira quando partilhada.” Christopher McCandless
(aconselho vivamente o livro onde é contada a história verídica deste rapaz que abandonou a vida em sociedade à procura de uma existência que transcendesse o materialismo ~ “O lado selvagem” de Jon Krakauer)

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E agora sim, voltamos à receita que é tão boa para partilhar com os nossos entes queridos.

Quando comecei a escrever este post, a minha ideia era partilhar a receita da tarte crua de mirtilos, mas algo me disse que não era a altura certa para isso e vários acontecimentos acabaram por me guiar a estas trufas.

Esta é uma adaptação da minha receita dos Brownies crus, baixos em gordura e sem frutos secos que são uma verdadeira delícia. E as trufas ficam tão docinhas que nem dá para acreditar que não levam açúcar processado!

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 cup/chávena de tâmaras (sem xaropes adicionados)
1 cup/chávena de amoras brancas secas (usei Iswari)
4 colheres de sopa com alfarroba em pó
1/2 colher de sopa com canela em pó
1/2 colher de chá de baunilha em pó

Instruções:
~ Demolhar as tâmaras durante alguns minutos até ficarem moles e depois retirem os caroços.

~ Juntar tudo num processador de comida e triturar até ficar uma pasta uniforme e pegajosa.

~ Depois basta fazer bolinhas do tamanho que desejarem, usando apenas as mãos.

~ Podem comer logo ou podem deixar no congelador durante 1 horita para ficarem mais duras e crocantes.

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ENGLISH:

I thought about this recipe the other day, as I was planning a little get together with some girls and didn’t quite know what snacks to bring. I ended up making a raw blueberry pie that turned out amazing but other good choices for this type of situation are little individual sweets like these truffles or spreads like guacamole or hummus.

That day I came to think about how most social events revolve around food, from casual get togethers to important days like birthdays, weddings, the holidays and so many other celebrations.
But to me, the important thing has to be the company I’m with and the connection I’m able to set with others. I obviously don’t enjoy being hungry and I get a horrible temper when I, but food is quite secondary to me on those moments.

I’ve been in many places where divine food was being served but where I found myself surrounded by people whose energy, interests and perspectives where so out of tune with mine that I just couldn’t truly enjoy the moment.

Those are the times where I hear little inside questions like: is this really how you wish to spend your time here? Is this the kind of influence that will help you build your path? Why do you take part of something that just isn’t constructive to you?

And the only thing preventing me from running out the door is a whisper that tells me: shine your light. And I do try hard to focus on whatever positive, enriching or constructive input I may have to offer right there. I must confess I don’t always feel accomplished and either way, I go home wishing not to go through that again.

But, truth be told, I’ve found myself in that situation often and sometimes the people surrounding me had been a part of my life for many years.
And suddenly, I realise that we’ve grown in completely different directions, that the person I am today has nothing to do with whom they have become. And it just feels awkward that we keep on trying to walk side by side because between us has grown a river so wide we can’t even see the other bank. Why insist on something that naturally drained away?

Sometimes being in such company is a sole excuse to avoid loneliness.
I see companionship and community as something that truly enriches the experience of living, that brings true meaning to the term “quality of life”.
Honest connections, profound shares and links can summ up the difference between an empty day or a valuable one.
The ultimate blessing to anyone is to find a tribe of like-minded souls, someone we can relate to, someone who embraces our dreams and nightmares, our light and our shadow.
I have learned that all relationships have a purpose, an expiration date and all of them happen to teach us something fundamental about our own existence. It’s up to us not to repeat the lessons.

The more courage I have to be true to myself and to honor what I feel, think and believe, the faster relationships change. Friends that aren’t really so disappear like sand running down my hands but others start showing up with a sparkle in their eyes that comes from identifying themselves with some piece of me I have shared. They come in shyly with a desire to whisper in my ear: I’m just like you.

The problem is we often see our essence, our authenticity as bad, as something that brings us harm and separates us from the rest.
We look at what makes us unique as something that makes us different, weird, bizzare, crazy. And who wants to be that person? No. We crave acceptance, love, integration.
And so, without quite being aware of it, we spend years on end hiding who we are, trying to be who we think we should be or who someone told us we had to be.

It’s no surprise we find ourselves surrounded by the exact same people, masks behind masks, too afraid to look in the mirror and confront the ghosts. But what we don’t realise is that what makes us interesting, unique, authentic is being vulnerably real. And that is exactly what other people’s essence respond to. That’s the piece of us with the power to touch the core of someone else, that allows them to see themselves in us.

And it works as a beautiful magnet, a compass that guides us to a tribe of spirits aligned with our frequency. And that is a community worth of our investment, that inspires, helps us grow and evolve in the direction of personal and greater good.

So many times in the past I have censured myself while communicating or even just writing for this blog, fearing to be ill interpreted or judged as half crazy or a lunatic, but the more honest I get, the better the response. It’s stronger, deeper, more breathtaking. Because it comes from the source and not the surface of those who read my words.

I often think about how the person I used to be 5 or more years ago would react to the person I have become today and I’m sure they would still be able to recognise themselves in one another and try to be friends. Crazy? Oh yeah!

There’s a sentence that keeps showing up everywhere lately and makes we laugh and shiver at the same time, as it calls for something as natural as breathing but we avoid it with all our strenghts: let your crazy out!

I’ve been practising to let this new sort of personal GPS guide me, without any fear or judgement. And that is the advice I give anyone looking for a new group, family, community. We will only find it after finding ourselves. When we are ready to wellcome all of who we are, the world becomes ready to do the exact same thing. When in doubt, let your crazy out!

The more I let this guidance rule my journey, the more others reveal themselves to me, either positively or negatively, but at least I’m being offered the truth.
And so it becomes easy to learn who wants to take my hand and find the way back home with me, while the rest become free to roll down their own road with the choices they are ready to make right now.
And who knows, maybe our paths will cross again someday…

“Happiness is only real when shared” Christopher McCandless
(I strongly advise the book about the real life story of this guy’s journey from leaving behind a life in society in search for an existente beyond materialism ~ “Into the wild” by Jon Krakauer)

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And now back to the recipe, because it’s such a good one to share with your loved ones.

Actually, when I first started writing this post, my idea was to share the recipe for the raw blueberry pie but something made me feel it wasn’t the right timing and several coincidences ended up guiding me to these Truffles.

This is an adaptation of my raw, low fat, nut free and delicious Brownie recipe. The Truffles turned out so good you won’t believe there’s no processed sugar in them!

Ingredients:
(Organic if possible)
1 cup of dates (without added syrups)
1 cup of dried mulberries (I used Iswari)
4 tablespoons of carob powder
1/2 tablespoon of cinnamon powder
1/2 teaspoon of vanilla powder

Directions:
~ Soak the dates for some minutes until they get really smooth and de-seed them.

~ Put everything in a food processor and blend until you get a sticky dough that looks even.

~ Use your hands to roll the dough and make balls, as big as you wish.

~ You may eat it right away or place it in the freezer for 1 hour to make them crunchy and hard.

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Mango, carrot and turmeric smoothie ~ Batido de manga, cenoura e curcuma

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Mesmo naqueles dias de penumbra, vazios de momentos interessantes, prazerosos ou alegres, tento sempre deixar o carimbo de um gesto positivo antes de partir para a jornada seguinte. Quando me sinto bloqueada, preguiçosa, num limbo, acabo por me lembrar disto:

“O que és é o que tens sido. O que serás é o que fazes agora.” -Buddha

E questiono-me: o que poderei cumprir hoje que me irá fazer sentir orgulhosa daqui a uns meses, quando olhar para trás?
Por vezes a resposta fala-me num gesto tão diminuto, tão microscópico, mas é o suficiente para me reconciliar com a minha própria pele.
Pode ser algo tão simples como escolher responder a uma pessoa com um sorriso, em vez de ficar aborrecida com a pergunta, desligar a TV e pegar num livro, comer isto e não aquilo, ir dar um passeio em vez de ficar fechada dentro de quatro paredes, subir pelas escadas e não pelo elevador, meditar em vez de fazer algo aparentemente mais “produtivo”. E é o suficiente para me deixar a sentir que estou mais perto da pessoa que nasci para ser. E isso deixa-me com a sensação de estar no caminho certo, independentemente da minha opinião sobre esse caminho. Já não o julgo, só trabalho em aceitá-lo.

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E uma das muitas paragens por onde esse caminho me tem levado é a alimentação crudívora, baixa em gorduras e rica em hidratos. Eu gosto de simplificar as refeições ao máximo, focando-me em frutas e legumes frescos e maduros em abundância, o que me permite viver com uma energia e leveza mais vibrantes que nunca. A minha alimentação tem sido praticamente batidos verdes e saladas com poucos ingredientes de cada vez. Hoje partilho um dos meus batidos preferidos e é um dos poucos que não leva bananas. Lembrei-me de partilhá-lo porque sei que há muita gente que ainda não se rendeu às bananas, apesar de serem um fruto absolutamente maravilhoso para a saúde geral, desde que consumido da maneira correcta, como explico aqui. Para os mais resistentes, sugiro usarem banana congelada porque o sabor fica mais suave e a cremosidade aumenta. Podem ver como congelar as bananas aqui.

Um dos ingredientes deste batido é a CURCUMA, um tubérculo que gosto de incluir na minha alimentação por ser um anti-inflamatório potente, com propriedades anti cancerígenas muito fortes.
É conhecido por combater variadíssimos cancros e doenças auto-imunes, assim como todo o tipo de inflamação no organismo, desde artrites, fibromialgia ou lúpus. Ajuda a purificar o sangue e a equilibrar sistemas como o circulatório, hormonal ou o digestivo. É um grande aliado na prevenção de doenças cognitivas como Alzheimer e ajuda a recuperar de doenças de pele devido a propriedades antioxidantes, anti-fúngicas e anti-bacterianas.

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A fruta madura é doce o suficiente para mim e já não uso adoçantes nos batidos. Mas se estiverem habituados a comer açúcar processado (aproveitem e mudem para açúcar de côco) são capazes de sentir necessidade de adicionar algumas tâmaras.
Este batido verde tem cerca de 500 ml e pode ser facilmente transformado numa taça de batido, desde que reduzam a quantidade da água.

(Quando a minha refeição é só isto, duplico as quantidades dos ingredientes.)

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1/2 manga
1 cenoura grande
1 laranja (só o sumo ou a laranja inteira descascada, se quiserem um batido bem espesso)
Sumo de 1/2 lima
2/3 cup/chávena/xícara de água
1/2 colher de chá de curcuma em pó
Opcional: 2 ou 3 tâmaras (sem xaropes adicionados), 1/2 colher de sopa de sementes de chia ou cânhamo.

Instruções:
~ Se quiserem usar as tâmaras, ponham-nas de molho durante alguns minutos até ficarem moles e retirem os caroços.
~ Descascar a manga e cortá-la em pedaços. Cortar a cenoura (eu como com casca) também em pedaços.
~ Juntar todos os ingredientes numa liquidificadora ou processador de comida e triturar bem durante alguns minutos até terem a certeza que já não há pedaços de cenoura.

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ENGLISH:

Even on those foggy days, empty from interesting, pleasurable or joyful moments, I try to stamp them with a positive gesture before moving along the calendar. When I feel blocked, lazy, stuck in a limbo, this is what comes to my mind:

“What you are is what you have been. What you’ll be is what you do now.” -Buddha

And I ask myself: what can I accomplish today that will make me feel proud when I look back in a few months?
Sometimes the answer speaks of such a tiny, microscopic gesture but it’s enough to make peace with my own skin. It can be something as simple as answering someone with a smile instead of being upset about the question, turning off the TV and picking up a book, eating this and not that, going for a walk outside instead of being stuck inside four walls, taking the stairs instead of the elevator, meditating instead of doing some other thing much more “productive”. But it’s enough to leave me with the feeling that I’m getting closer to the person I was born to be. That I’m on the right path, regardless of my opinion about the road that has been chosen for me. I no longer judge, I just work on accepting it.

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And one of the many places this road has taken me is eating low fat and high carb raw food. I like simplifying my meals to the max, focusing on an abundance of fresh and ripe fruits and veggies, which allows me to live with more lightness and high vibe energy than ever before. I’ve been eating mostly salads and green smoothies with just a few ingredients at a time and today I’m sharing one of my favorite smoothies as of late, and it’s one of the very few that I make without bananas. I know some of you aren’t big fans of bananas, even tough it’s such an amazing food for our overal health, as long as you eat it the right way, just like I explain here. If this is your case, I encourage you to try frozen bananas because the flavor becomes a lot softer and the texture a lot creamier. You may learn how to freeze bananas on this post.

One of the ingredients of this smoothie is TURMERIC, a root I love adding to my meals because it’s such a powerful anti-inflammatory with strong anti-cancer properties. It’s known for fighting several cancers and auto-immune disorders, as well as decreasing all kinds of inflammation in the body, from arthritis, fibromyalgia or lupus. It cleanses the blood and helps regulate several systems, such as the circulatory, hormonal or digestive systems. Turmeric is a great food to prevent cognitive diseases like Alzheimer’s and it also improves several skin conditions due to its anti-fungal, anti-oxidant and anti-bacterial properties.

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Ripe fruit provides more than enough sweetness for my taste and I no longer add sweetners to my green smoothies. But if you’re used to eating processed sugar (shift to coconut sugar instead) you may feel the need to add a couple of dates.
This smoothie is about 500ml and can be easily transformed into a green smoothie bowl by simply adding less water.

(When this is my entire meal, I double the ingredients.)

Ingredients:
(Organic, if possible)
1/2 mango
1 large carrot
1 orange (just the juice or the whole de-skinned orange if you like thick smoothies)
Juice from 1/2 lime
2/3 cup of water
1/2 teaspoon of powder turmeric
Optional: 2 or 3 dates (without added syrups), 1/2 tablespoon of chia or hemp seeds.

Directions:
~ If using dates, soak them for a few minutes to soften them up and remove seeds.
~ De-skin the mango and chop it into small pieces. Chop the carrot (I eat it with skin) and place every ingredient in a blender or food processor. Blend for a few minutes until you no longer see carrot chunks.

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