The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Nova data em Lisboa! Workshop delícias saudáveis ~ 100% vegetal, cru (raw)

cartaz 23 abril cor normal

Actualização – inscrições encerradas!

Olá!

É com muita alegria que venho informar que tenho uma nova data para o workshop delícias saudáveis! A primeira edição esgotou e houve muita gente que ficou em lista de espera. Por isso achei por bem repetir o evento para que todos tenham a oportunidade de aprender estas receitas deliciosas.

Desta vez vai ser em Lisboa, mesmo ao lado do Colombo. 

Queria aproveitar para agradecer a toda a gente que divulgou o evento nas redes sociais e especialmente a todas as participantes que foram tão queridas e tão amorosas! Gostei muito de vos conhecer ao vivo e a cores!

Deixo aqui toda a informação sobre o próximo evento e também algumas fotos da primeira edição.

Este workshop é para toda a gente que gosta de docinhos e que se preocupa verdadeiramente com a saúde. Se achas que para ser saudável tens que viver uma vida sem sabor, enganas-te redondamente!

Estas delícias têm ingredientes 100% de ORIGEM VEGETAL e CRUS. Sim, crus! Não vamos cozinhar, vamos cruzinhar!

Vais aprender várias receitas deliciosas sem açúcar processado, sem glúten, sem cereais, sem lactose, sem óleo e sem ovos… mas com MUITO, MUITO SABOR!

Temos sobremesas para celebrar datas especiais e guloseimas práticas para o dia-a-dia. Escolhi receitas acessíveis, de fácil execução, que requerem pouco tempo de preparação e que são de comer e chorar por mais:

~ tarte de manga e laranja
~ trufas de limão e côco
~ brownies de figo e chocolate
~ mousse de chia e morangos

Todas as receitas terão várias versões: baixo em gordura/rico em gordura, sem frutos secos/com frutos secos.

Este workshop inclui demonstração, degustação e as receitas em formato de papel. No final vou sortear 2 produtos da Iswari e qualquer um dos participantes pode ser o vencedor!

Quando: Domingo, 23 de Abril 2017, das 15h às 17h30

Onde: Canela QB, Rua Adelaide Cabete, 10, Loja D, Carnide, Lisboa (ao lado do Colombo) 

Inscrições:  encerradas!

(O espaço é limitado, por isso não deixes para o último dia! Mínimo de participantes – 5. O valor da inscrição não é reembolsável em caso de falta de comparência do participante)

Espero contar contigo para partilhar uma tarde deliciosa! Atreve-te a dar este passo para entrares num mundo em que a saúde não é sinónimo de privação, mas sim de abundância e prazer.

Este evento tem o apoio da Iswari SuperFoods Portugal

(para verem o evento no facebook basta clickar aqui)


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Workshop Delícias Saudáveis ~ 100% vegetal, cru raw ~ Healthy sweets workshop ~ 100% plant based raw

 

cartaz workshop 1

ACTUALIZAÇÃO – ESGOTADO!

É com muita alegria que hoje trago a minha primeira grande novidade deste ano!

Depois de tanto tempo a ser convidada e desafiada para ensinar sobre a alimentação crudívora, consegui finalmente reunir as condições perfeitas para o fazer e organizei um workshop.

Para esta estreia decidi focar-me na minha paixão pelos doces. E escolhi um local que me é muito querido, o Cenif, o centro onde ando a aprender Reiki desde o início de 2016.

Este workshop é para toda a gente que gosta de docinhos e que se preocupa verdadeiramente com a saúde. Se achas que para ser saudável tens que viver uma vida sem sabor, enganas-te redondamente!

Estas delícias têm ingredientes 100% de ORIGEM VEGETAL e CRUS. Sim, crus! Não vamos cozinhar, vamos cruzinhar!

Vais aprender várias receitas deliciosas sem açúcar processado, sem glúten, sem cereais, sem lactose, sem óleo e sem ovos… mas com MUITO, MUITO SABOR!

Temos sobremesas para celebrar datas especiais e guloseimas práticas para o dia-a-dia. Escolhi receitas acessíveis, de fácil execução, que requerem pouco tempo de preparação e que são de comer e chorar por mais:

~ tarte de manga e laranja

~ trufas de limão e côco

~ brownies de figo e chocolate

~ mousse de chia e morangos

Todas as receitas terão várias versões: baixo em gordura/rico em gordura, sem frutos secos/com frutos secos.

Este workshop inclui demonstração, degustação e as receitas em formato de papel.

Quando: Domingo, 2 de Abril 2017, das 15h às 17h

Onde: CENIF – Rua Emídio da Conceição Fernandes 10, Loja esq. 2700-553 Amadora (perto da estação de comboios da Amadora)

Inscrições: ESGOTADO!

Espero contar contigo para partilhar uma tarde deliciosa! Atreve-te a dar este passo para entrares num mundo em que a saúde não é sinónimo de privação, mas sim de abundância e prazer.

Peço e agradeço desde já que partilhes este evento com todos os que poderão beneficiar desta informação. (Podes consultar o evento no facebook.)

E agradeço do fundo do coração a disponibilidade do João Magalhães do Cenif, a ajuda da Cristina Ruivo que fez o cartaz e o apoio da Iswari Superfoods Portugal.

Até lá!

cartaz workshop 1ENGLISH:

I’m delighted to share some big news with you today! After so many years of being challenged to teach about raw foods, I’ve finally decided to go ahead with it.

I’ll be hosting a workshop on raw vegan sweets near Lisbon, at the Reiki school I’ve been attending since the beginning of 2016.

If you’re in the area you will be very welcomed, even if you don’t speak portuguese. I’m quite fluent in english and I’m sure I will manage to to a bilingual workshop, if needed.

For this event I chose 4 recipes that are quite simple and you can do it as a daily snack but you can also make it for a fancy party. It’s all vegan, raw, gluten free, without any processed sugar, dairy, oil, eggs or grains. But very very delicious!

It will be on April 2nd, from 3pm to 5 pm at CENIF – Rua Emídio da Conceição Fernandes 10, Loja esq. 2700-553 Amadora. There will be a tasting of all 4 recipes.

To reserve your spot please e-mail me at catarinaguimaraes@sapo.pt before march 30th.

Please help me share this event with anyone you know in Lisbon, Portugal. Thank you!

 


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Trufas crudíveras de caju e superalimentos deliciosos ~ Raw truffles with cashews and delicious super foods

fullsizerender-2(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

A cura não é mais uma tarefa numa lista de afazeres.

É um modo de vida.

Permitir que o corpo e a mente regressem ao seu estado natural de saúde perfeita e harmoniosa, apesar das vidas caóticas e anti-natura em que muitos de nós já nasceram, neste mundo moderno.

O stress e a ansiedade são as maiores ameaças para a minha saúde e sempre que a vida se torna demasiado difícil ou quando não consigo libertar tudo isso, o meu corpo começa a queixar-se a alto e bom som. Alto, muito alto. E se eu não o ouvir, é a loucura.

Após todos estes anos, creio que me tornei uma boa ouvinte, ou pelo menos gosto de acreditar nisso. Mas ainda tenho muitas dificuldades em permitir que tudo o que é negativo flua através de mim, em vez de mantê-lo cá dentro.

O Reiki tem sido uma óptima ferramenta, assim como a meditação. É provavelmente o único hábito positivo que nunca me provocou qualquer resistência quando penso em praticá-lo. Não requer qualquer esforço da minha parte e sinto-o como algo muito natural. Por isso aproveito cada oportunidade para mergulhar o mais que posso. Nadar a fundo nessas águas do subconsciente para me conseguir tornar cada vez mais a pessoa que realmente sou ao invés da pessoa que fui condicionada para ser. É uma prática diária que não comprometo por nada nem por ninguém. Vejo bem a diferença e escolho praticar porque sinto que me beneficia imenso.

img_6583O meu corpo tem consigo ir voltando á sua harmonia e vitalidade, devagar mas firmemente. E agora já ando a conseguir comer alguns frutos secos de vez em quando. Gosto da energia bruta que me trazem e aprecio o facto de serem tão práticos para fazer snacks para levar comigo quando saio de casa.

Fazer trufas crudívoras é uma das maneiras mais simples e uma das minhas preferidas.

Portanto, aqui vos deixo a minha receita mais recente:

Ingredientes:

(biológicos, se possível)

~ 1/4 cup/chávena de cajus (previamente demolhados)

~ 1 cup/chávena de tâmaras (sem caroço)

~ 1 colher de chá com Macarroba da Iswari (mix de maca, alfarroba, lucuma e canela)*

*(Já escrevi sobre estes maravilhosos ingredientes noutros posts. Se quiserem saber mais, basta clickar em cada uma das palavras)

Instruções:

~ Cortar os cajus e tâmaras e juntar todos os ingredientes num processador de comida. Triturar até ficar uma pasta pegajosa

~ Com as mãos, fazer bolinhas enrolando a pasta

~Podem comer imediatamente a seguir ou podem deixar no frigorífico durante 1 horta para ficarem mais duras

Esta receita deu aproximadamente 7 trufas grandes ou 10 pequeninas.

Deixo-vos aqui uma listinha de mais receitas crudívoras deste género que já partilhei por aqui:
Trufas doces de limão (sem frutos secos)
Trufas de brownie (sem frutos secos)
Trufas e biscoitos de gengibre e baobab (sem frutos secos)
Trufas de côco e chocolate (com trigo sarraceno)
Trufas de chocolate e cânhamo (sem frutos secos)
Trufas de morangos e cânhamo (sem frutos secos)
Trufas de cenoura e laranja (com flocos de aveia)
Brownies (sem frutos secos)

fullsizerenderENGLISH:

Healing is not another task on a to do list.

It’s a way of life.

Allowing the body and the mind to return to their natural state of perfect and harmonious health, despite the chaotic and very unnatural lives most of us are born into in this modern world

Stress and anxiety are the biggest threats to my health and whenever it gets a bit too much for me to handle or when I can’t find ways to release all that, my body starts voicing its complaints. It gets loud. And if I don’t listen, It gets a bit crazy.

After all these years I’ve become a good listener, or so I think. But I still struggle at allowing all that is negative to just go through me instead of keeping it all in.

Reiki has been a great tool and so has meditation. It’s quite possibly the only positive habit I’ve never felt any resistance against. It just feels so effortless and so natural. So I take the opportunity to dive in as much as I can. Swimming in those subconscious waters in order to become more and more the person I really am and not the person I’ve been conditioned to become.
It’s a daily practice that I don’t compromise for anything or anyone. I’ve seen the difference and I choose to practice because I benefit so much from it.

trufas-caju-macarrobaMy body has been coming back to harmony and vitality, slowly but steadily. And now I can actually eat a few nuts every once in a while. I like the raw energy it brings me and I enjoy how practical it is when making snacks to it outdoors.

Raw truffles are one of the easiest ways of doing this and one of my favorites.

So here is my most recent recipe:

Ingredients:

(Organic, if possible)

~ 1/4 cup cashews (previously soaked)

~ 1 cup dates (pitted)

~ 1 teaspoon of Iswari’s Macarroba powder (carob, maca, lucuma and cinnamon)*

*(I’ve written about some of these amazing foods before. If you want to learn more, just click on the words).

Directions:
~ Chop dates and place everything in a food processor. Process until it looks like a crumbly paste.

~ Roll small pieces with your hands and make the truffles.

~ You can eat them exactly like this or place them in the fridge for a couple of hours if you prefer hard truffles.
This recipe gave me 7 large truffles or about 10 small ones.

I’ll leave you here a list of recipes for raw snacks that i’ve previously shared on the blog:
Sweet lemon truffles (nut-free)
Brownie truffles (nut-free)
Ginger and baobab cookies and truffles (nut-free)
Coconut and chocolate truffles (with buckwheat)
Chocolate and hemp truffles (nut-free)
Strawberry and hemp truffles (nut-free)
Carrot and orange truffles (with oats)
Brownies (nut-free)

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Sweet and raw lemon truffles + It’s not your job to save anyone ~ Trufas doces e crudívoras de limão + Não te cabe a ti salvar ninguém

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

“Não te cabe a ti salvar ninguém. Como curandeiras, a nossa tendência natural é dar em demasia, mas não podemos crescer pelos outros, eles têm que querer eles próprios a mudança. O nosso trabalho ao serviço da luz é de fazer brilhar a nossa luz e espalhar sementes. Se essa luz e essas sementes aterrarem em terra fértil, irão florescer. Se não, avancem e continuem a fazer brilhar a vossa luz e a espalhar essas sementes.” ~ (Rebecca Campbell)

Tenho esta pequena citação no meu telefone e leio-a muita vezes. Preciso. Há alturas em que parece que consigo mesmo ouvir os meus anjos da guarda a dizer: Pára de tentar ajudar toda a gente, Catarina! Eles não são responsabilidade tua. Toma conta de ti primeiro, Catarina! Define bem os teus limites e mantêm-nos fortes e afiados, Catarina! Vá lá, tu consegues. E isso não faz de ti uma menina má. Não, querida, tu és boa menina e nada pode mudar isso. Vá, agora vamos, respira bem fundo e diz: NÃO.

Estas últimas semanas têm andado a falar cada vez mais alto. Ou talvez seja eu que me tornei melhor a ouvir. Em qualquer dos casos, gosto da mudança.

Vamos lá ver se consigo continuar assim!

A propósito (ou talvez nem por isso), no outro dia fiz umas trufas crudívoras tão simples como deliciosas e achei que seria uma boa receita para partilhar com alguns amigos. Como vocês aqui respeitam sempre muito bem os meus limites, cá vai! ;)

Basta juntar os seguintes ingredientes (biológicos, se possível) num processador de comida:
1 cup/chávena de tâmaras (sem caroço), 1 cup/chávena de amoras brancas secas, 1 colher de chá com raspa de casca de limão
(Eu não me dou bem com frutos secos, mas se não for o vosso caso, podem juntar 1/4 cup/chávena de nozes ou cajus demolhados, por exemplo).
Triturar tudo muito bem até ficar uma pasta mole e pegajosa. Fazer bolinhas com as mãos e deixar no frigorífico durante a noite.
Esta receita deu cerca de 14 trufas deliciosamente docinhas e saciantes. Desfrutem <3

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ENGLISH:

“It’s not your job to save anyone.
As healers, our natural tendency is to over give, but we cannot do the growing for another, they have to want the change themselves. Our only job as Lightworkers is to shine our light and scatter seeds. If that light and those seeds land on fertile ground they will bloom. If not, just move on and keep shining your light and scattering those seeds.”
~ (Rebecca Campbell)

I have this little quote on my phone and I look at it a lot. I need to. Sometimes I can literally hear my Guardian Angels on repeat everyday: Stop trying to help everyone, Catarina! They are not your responsability. Take care of yourself first, Catarina! Keep your boundaries sharp and strong, Catarina! Come on, you can do it! Don’t worry, it doesn’t make you a bad girl. You’re a good girl, sweetie, and nothing can change that. Now, go on, take a deep breath and say: NO.

This past few weeks they have been louder than ever. Or maybe it’s just me getting better at listening. Either way, I like the change.

Let’s see if I can keep it up!

Anyhow, I made these deliciously simple raw truffles the other day and I thought it would be a really nice recipe to share with some friends. You guys respect my boundaries, so here you go! ;)

Just put the following ingredients (organic, if possible) in a food processor: 1 cup dates (pitted), 1 cup dried mulberries, 1 teaspoon of lemon peel
(I don’t do well with nuts, but if you do, you can add 1/4 cup of previously soaked walnuts or cashews, for example.)
And just blend until it’s a really smooth and sticky dough. Make balls with your hands and leave it in the fridge overnight.
This gave me about 14 deliciously sweet and nourishing truffles. Enjoy <3

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Equinox Raw blueberry and strawberry Pie ~ Tarte crua de mirtilos e morangos para o Equinócio

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Esta tarte crudívora (raw) e vegana foi criada para um convívio feminino quando começou o tempo quente e foi um verdadeiro sucesso. Foi devorada num instante, por entre uma bela conversa cheia de línguas roxas tingidas pelos mirtilos!

Entretanto ficou aqui na gaveta, meio esquecida, até que me pareceu ser uma bela ideia partilhá-la em jeito de celebração do Equinócio.

Festejar o fim do Verão é algo que, muito provavelmente, nunca irei fazer. Nunca. Jamais. Nem pensar. Nunca!

A não ser, claro, que esse fim de estação incluísse fazer as malas e partir para mais perto do equador, ou até mesmo para o hemisfério sul.
Preciso de sol e calor como de ar! O frio e os dias cinzentos roubam-me energia vital a uma velocidade que me é difícil contrariar.

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Mas sei que para viver em pleno tenho que me render sem bloqueios ao fluxo natural da Terra e da Vida.
Os ciclos, os altos e baixos, inícios e fins, a dualidade de tudo e de todos nós.
Algo que já aprendi é que não é possível celebrar a luz ignorando a sombra, seja minha ou de outro.

Ser feliz não é estar sempre contente e animada. Ser feliz obriga-me, mais do que nunca, a mergulhar bem fundo em todas os sentimentos, lutando contra qualquer inclinação para a superficialidade.

Mergulhos em apneia, sem parceiros e sem mapa, tendo sempre presente que a intenção não é ficar pela escuridão escavando e explorando, mas sim percorrê-la de uma ponta à outra, até voltar a subir pelo outro lado, sempre de tocha bem ardente na mão. O único GPS é mesmo essa luz.

Que não se encontra lá fora ou por aí, mas que se incendeia mais e mais, à medida que nos vamos recordando que quem somos verdadeiramente.

“A escuridão não pode expulsar a escuridão. Apenas a luz pode fazer isso.”
Martin Luther King

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E neste espírito de partilha e de evolução, desejo-vos um Outono feliz e saboroso, cheio de tartes, mergulhos, paciência e compaixão.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
Para a base:
3 cups/chávenas/xícaras de amoras brancas secas OU flocos de aveia sem glúten OU amêndoas.
2 cups/chávenas/xícaras de tâmaras (sem xaropes)
Para o recheio:
3 cups/chávenas/xícaras de mirtilos
1 cup/chávena/xícara de morangos
1,5 cups/chávenas/xícaras de tâmaras (sem xaropes)

Instruções:
~ se optarem por usar as amêndoas, ponham-nas de molho primeiro para ficarem mais saudáveis. Mais info aqui.

~ usar um processador de comida para fazer farinha com as amêndoas, as amoras ou os flocos, consoante tiverem escolhido.

~ tirar os caroços às tâmaras e juntar à farinha, triturando tudo junto. Fica pronto quanto tiverem uma massa pegajosa tipo crumble, com pedacinhos bem pequeninos.

~ polvilhar uma forma de tarte (com cerca de 23 cm) com um bocado de côco ralado ou forrá-la com papel vegetal. Isto evita que a massa se cole ao fundo.
Depois é só deitar a massa na forma, pressionando e espalhando com as mãos, criando uma massa fina na base da forma e um bocadinho também nos lados da forma.

~ se optarem por mirtilos e morangos congelados, convém deixá-los descongelar primeiro e depois retirar a água em excesso. Caso contrário o recheio fica muito líquido.
Se usarem morangos frescos, retirem as folhinhas.

~ pôr todos os ingredientes do recheio num processador de comida e triturar muito bem.

~ deitar o recheio no meio da forma de tarte e espalhar uniformemente usando uma espátula ou colher grande.

~ podem enfeitar como preferirem, usando sementes, fruta, etc. Eu optei por deixá-la minimalista, sem decoração.

~ deixei no congelador durante a noite (cerca de 6 horas) e depois deixei a tarte à temperatura ambiente cerca de 1 hora antes de servir.

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ENGLISH:

This raw vegan pie was created for a get together with some girls, back when the warm weather was just starting and it proved to be a huge success.
It disapeared in a couple of minutes, during a delicious conversation with lots of blueberry purple tongues!
I almost forgot about it in the meantime until I was wondering about which recipe to share for the Equinox.

Celebrating the end of Summer is something I’ll most likely never do. Never. Ever. No way. Never!

Unless, of course, that ending means packing up my bags and moving closer to the equador or even the southern hemisphere.
I need the sun and the heat like I need air! Cold and grey days rob me of my vital energy at such a fast pace I can’t really fight back.

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But I do know that in order to live life to the fullest I must surrender to the natural flow the Earth and Life.
The cycles, the ups and downs, beginnings and endings, the duality of everything and every single one of us.

Something that I have learned is that it isn’t possible to celebrate the light while ignoring the shadow, whether it’s mine or someone else’s.

Being happy isn’t about being joyful and upbeat all the time. Being happy pushes me, more now than ever, to dive deeply in all of my feelings, fighting any inclination for superficiality.

Skin diving, with no partners or maps, always keeping in mind that the intention is not to stay in the darkness exploring or digging, but to cross it from one corner to the other and come up on the other side, while holding firmly a fiery torch on my hand. The only GPS is that light.
We can’t find it out there somewhere, because what makes this light grow is remembering who we really are.

“Darkness cannot drive out darkness. Only light can do that.”
Martin Luther King

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So, in the spirit of sharing and evolving, I wish you a happy and delicious Fall with lots of pie, diving, patience and compassion.

Ingredients:
(Organic, if possible)
For the crust:
3 cups of dried mulberries OR gluten free oats OR almonds
2 cups of dates (without syrup)
For the filling:
3 cups of blueberries
1 cup of strawberries
1,5 cups of dates (without syrup)

Directions:
~ if using almonds don’t forget to soak them first so they’re healthier. More info on soaking here.

~ use a food processor to make flour with the almonds, oats or mulberries, according to your choice.

~ de-seed dates and add them to the flour in the food processor and process again. It’s ready when you get a sticky dough, resembling a crumble.

~ use a 9 inch (23 cm) pie pan and sprinkle it with some desiccated coconut or cover it with parchment paper. This prevents getting your crust glued to the pan.

~ place the crust in the pan and use your hands to press it down and spread it evenly, making a thin crust on the bottom of the pan as well as on the sides.

~ if you choose to use frozen fruit, you must let it defrost and remove the excess water. Otherwise the filling will be too liquid. If using fresh strawberries don’t forget to remove the leaves.

~ place all ingredients for filling in a good processor and blend very well.

~ pour the filling into the middle of the pie and use a big spoon or spatula to spread it evenly.

~ you may decorate your pie as you wish, using fruit, seeds and so on. I kept mine super minimalistic and didn’t decorate at all.

~ I left the pie in the freezer overnight (about 6 hours) and took it out about 1 hour before serving.


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Carrot and cinnamon raw nana ice cream ~ Gelado cru de banana, cenoura e canela

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Aproveitei esta tarde tão cinzenta para vir aqui escrever algumas linhas, coisa que já não faço há algum tempo. Espero que este post vos encontre bem e que andem a aproveitar ao máximo o vosso verão (ou inverno, dependendo do vosso hemisfério actual).

Eu tenho andado a ser puxada para todo o tipo de actividades ao ar livre porque o desejo de me fundir com o sol, o mar e a natureza em geral tem sido muito forte. Tenho aproveitado todas as oportunidades para o fazer e também para desfrutar da companhia de outras pessoas.

Os meses mais quentes fazem-me sentir tão mais viva e ligada à vida que tento mergulhar profundamente neles sem hesitação. Para dizer a verdade, a última coisa que me tem apetecido ultimamente é ficar dentro de casa, de rabo sentado a olhar para este ecrã e escrever.

Nos momentos em que não me é possível estar lá fora a tirar partido deste clima fantástico e da beleza natural da costa portuguesa, tenho investido em leitura, exercício físico e meditação. Ou simplesmente ponho-me a praticar o silêncio para ver se consigo ouvir melhor o que este mundo tem para me ensinar. A descoberta parece nunca terminar…

Resumindo e concluindo, tenho andado a seguir aquilo que me ilumina e me faz sentir mais feliz. Dizem que essa é a maneira certa de fazer esta coisa chamada de vida, não é?

Queria partilhar convosco um pouco de um dos meus livros preferidos que gosto de revisitar de vez em quando. Há livros que quando os volto a ler parece que já sei de cor cada frase, cada palavra, sinto o eco de cada uma delas bem cá no fundo, mas mesmo assim sabe-me sempre tão bem voltar lá. Tal é o caso de “O regresso ao amor” de Marianne Williamson:

“O amor é aquilo com que nós nascemos. O medo é aquilo que nós aprendemos aqui. A jornada espiritual é o abandonar – ou o desaprender – do medo e a aceitação do amor de volta aos nossos corações. O amor é o facto existencial essencial. É a nossa realidade final e o nosso propósito na Terra. Estar conscientemente ciente dele, experimentar o amor em nós mesmos e nos outros é o significado da vida. O significado não reside nas coisas. O significado reside em nós mesmos.”

“Qualquer situação que nos provoque é uma situação em que ainda não temos a capacidade de amar incondicionalmente.”

“É através do nosso próprio despertar pessoal que o mundo pode ser desperto. Nós não podemos dar aquilo que não possuímos.

Não sei se este é o tipo de literatura que ressoa convosco, mas eu leio e releio este livro desde 2012 porque nunca se torna cansativo ou ultrapassado e parece fornecer-me sempre respostas que por vezes nem sabia andar à procura.

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E hoje também trago uma receita muito simples, como já é meu hábito.

Tenho feito gelado cru de banana quase todos os dias para a minha primeira refeição e uma das minhas versões preferidas é esta.

Eu sei que algumas pessoas não têm muito apetite logo quando acordam, mas eu saio da cama esfomeada e gosto de desfrutar de uma boa e grande refeição logo de manhã, a seguir a beber 1l de água morna com limão.

O ideal é respeitar sempre os ritmos naturais do organismo de cada um e não tentar contrariá-lo. Podem e devem alterar sempre as quantidades das receitas de acordo com o vosso apetite e necessidades físicas.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
5 ou 6 bananas congeladas
1 cenoura bem grande ou 2 médias
3 ou 4 tâmaras demolhadas e sem caroço
1/3 de colher de sopa com canela em pó
Opcional: 1 colher de chá de maca ou ashwaganda em pó

Instruções:
Cortar as cenouras e juntar tudo num liquidificador ou processador de comida. Alguns liquidificadores necessitam de um pouquinho de líquido para funcionarem bem. Se for o caso do vosso, acrescentem a quantidade de água necessária. Triturar tudo até ficar uma pasta homogénea com a consistência de gelado. Por vezes é necessário parar a meio de triturar e dar uma ajuda com uma colher ou garfo para misturar tudo bem. Servir e comer de seguida. Podem ainda juntar os vossos toppings preferidos, como pepitas de cacau, côco ralado, amoras brancas secas, etc.

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ENGLISH:

I’m taking advantage of a very grey afternoon to come here and write, something I haven’t done in quite some time. I hope this post finds you well, hopefully making the most of your summer (or winter, depending on which hemisphere you are at the moment).

Lately I’ve been pulled to all sorts of outdoors activities because the desire of merging with the sun, sea and nature in general has been so strong. I’ve been seizing all the oportunities to do so and also to enjoy the company of others.

The warmer months make me feel so much alive and in tune with life, I try to dive fully into them without hesitation. Honestly, the last thing I’ve been wanting is to stay at home, sit on my butt, stare at this screen and write.

During the moments I can’t be outside enjoying this amazing weather and the beauty of the portuguese coast, I’ve been investing my time in reading, physical exercise and meditation. Or simply practicing silence to better listen to what this universe has to teach me. It seems to be a never ending discovery…

Long story short, I’ve been following what lights me up and makes me feel most happy. They say that’s the way to do this thing called life, right?

I wanted to share a little bit of one of my favorite books, one I like to revisit every once in a while. There are books that I seem to one every sentence, every word by hard and every time I reread it I can feel the eco of each word in the bottom of myself. But it still feels good to go back to them every single time. One of those books is “The return to Love” by Marianne Williamson:

“Love is what we are born with. Fear is what we learn. The spiritual journey is the unlearning of fear and prejudices and the acceptance of love back in our hearts. Love is the essential reality and our purpose on earth. To be consciously aware of it, to experience love in ourselves and others, is the meaning of life. Meaning does not lie in things. Meaning lies in us.”

“Any situation that pushes our buttons is a situation where we don’t yet have the ability to love unconditionally.”

“It is only through our own personal awakening that the world can be awakened. We cannot give what we do not have.

Maybe this type of literature isn’t what resonates with you but I’ve been reading and rereading this book since 2012 and it never feels boring or old. And it seems to give me answer I didn’t even know I was looking for.

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And today I’m bringing you a very simple recipe, as usual.

I’ve been eating nana ice cream pretty much every morning and this is one of my favorite versions.

I’m aware that some people don’t have much of an apetite when waking up but I get out of bed feeling really hungry, needing a good and large meal right away, after drinking 1liter of warm water with lemon.

The best thing to do is to respect the natural rhythm of your body and don’t try to force anything. So, please feel free to adjust the quantities of the recipe, according to your appetite and physical needs.

Ingredients:
(Organic, if possible)
5 or 6 frozen bananas
1 very large carrot or 2 medium carrots
3 or 4 soaked de-pitted dates
1/3 of tablespoon of cinnamon powder
Optional: 1 teaspoon of maca or ashwaganda powder

Directions:
Chop the carrots and put everything in a blender or food processor. Some blenders require a bit of liquid to work properly, so if it’s the case with yours, just add a little bit of water. Blend everything very well untill it’s the consistency of ice cream. You may need to stop the blending a few times and give it a twist with a spoon or fork. Serve and eat right away. You may add your favorite toppings such as cacao nibs, coconut, dried mulberries and so on.


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Finding a tribe + Raw Brownie Truffles (low fat) ~ Encontrar uma tribo + Trufas cruas de Brownie (baixo em gordura)

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Pensei nesta receita porque no outro dia tive um convívio com umas meninas e não sabia bem o que levar para o lanche. Acabei por fazer uma tarte crua de mirtilos que resultou muito bem, mas docinhos individuais como estas trufas ou patés como o guacamole ou hummus também são sempre boas escolhas para estas ocasiões.

No dia desse convívio fiquei a pensar em como tantos momentos sociais são organizados à volta da comida, desde encontros informais a ocasiões marcantes e importantes como aniversários, casamentos, o natal e tantas outras datas celebradas.

Para mim o importante é mesmo a companhia e a ligação que estabeleço com os outros. É óbvio que não gosto de passar fome e que fico insuportável se estiver com a barriga a dar horas, mas para mim a comida tem um lugar secundário, no que toca a socializar.
Já tive muitos momentos em que me ofereceram comida divinal mas onde me vi rodeada de pessoas com quem não me conseguia ligar, pessoas com energias, interesses e perspectivas tão desalinhados dos meus que me vi incapaz de desfrutar do momento.

São essas as alturas em que ouço perguntas interiores como: é mesmo isto que queres fazer com o teu tempo aqui? É com este tipo de influências que vais construir o teu caminho? Porque é que aceitas participar em algo que não é construtivo para ti?

A única coisa que me impede de sair porta fora nessas alturas é ouvir um sussurro que me diz: shine your light. (Faz brilhar a tua luz. – Sim, estes meus “sussurros” costumam vir em inglês, saberá Deus porquê.)
E esforço-me para me focar no que posso contribuir para que essa troca se torne positiva, enriquecedora e construtiva. Nem sempre sinto que consigo, devo confessar. De qualquer forma, costumo sair de lá com a vontade de não voltar a repetir o episódio.

E a verdade é que já me vi nesta situação amiúde e, por vezes, ao meu lado estavam pessoas que já faziam parte da minha vida há muito tempo. De repente apercebo-me que crescemos em direcções diferentes, que aquela que eu sou hoje já não tem nada a ver com quem eles se tornaram. Que não faz sentido tentar caminhar lado a lado porque no meio de nós cresceu um rio tão grande que já nem se avista a outra margem. E para quê insistir no que naturalmente se esgotou?

Por vezes estar com pessoas assim tem como único propósito evitar a solidão.
Eu vejo a companhia e a comunidade como algo que enriquece uma vivência, que traz verdadeiro significado ao termo “qualidade de vida”. Conecções verdadeiras, partilhas e ligações profundas são a diferença entre um dia vazio e um dia enriquecedor.

Encontrar uma tribo de almas com quem nos identificamos, com quem podemos partilhar sonhos e pesadelos, a nossa luz e a nossa sombra, é a derradeiro benção para qualquer um. Tenho aprendido que todas as relações têm um propósito e um prazo e que todas servem para aprendermos algo fundamental sobre a nossa existência. Cabe-nos a nós não repetir as lições.

Quanto mais tenho coragem para ser fiel a mim própria e a ser honesta sobre aquilo que sinto, penso ou acredito, mais facilmente as relações mudam. Os amigos que não o são verdadeiramente desaparecem como areia nas mãos e começam a aparecer outros cujos olhos brilham quando se reconhecem em algo que eu partilho, que vêm timidamente com um desejo de me dizerem ao ouvido: “eu também sou assim”.

O problema é que muitas vezes vemos a nossa essência, a nossa autenticidade, como algo mau, que nos prejudica e nos separa. Olhamos para o que nos torna únicos como algo que nos torna diferentes, anormais, bizarros, loucos. E quem é que quer ser assim? Não. Queremos ser aceites, sentir que somos amados e que fazemos parte de algo.

E quase sem nos apercebermos, passamos um tempo infinito a esconder quem somos, a tentar ser quem achamos que devíamos ser, ou aquela pessoa que nos fizeram acreditar que tínhamos que ser. Não é de surpreender que nos vejamos rodeados por pessoas iguais, máscara atrás de máscara, com medo de se encararem ao espelho e verem que só restam os fantasmas.

Mas o que nos escapa é que ser vulneravelmente verdadeiro é exactamente o que faz de nós interessantes, únicos, autênticos e é a isso que a essência das outras pessoas responde. É essa parte de nós que toca o âmago das outras pessoas, que faz com que se revejam em nós.

E é isso que funciona como um íman, uma bússola que nos guia para encontrarmos uma tribo de espíritos alinhados na mesma frequência. E essa sim, é uma comunidade que merece o nosso investimento, que nos inspira, que nos ajuda a crescer, que nos ajuda a evoluir na direção do bem pessoal e universal.

Muitas vezes me censurei quando comunico ou até quando escrevo para o blog com receio de ser mal interpretada, de parecer meio louquinha ou lunática, mas a verdade é que quanto mais honesta sou, melhor é a resposta que recebo. É mais forte, mais profunda, mais arrebatadora. Porque é uma resposta que vem da fonte e não da superfície de quem me lê.

Quantas vezes eu própria fico surpreendida com aquilo que sou hoje e penso na reacção que o meu eu de há uns 5 ou mais anos atrás teria ao conhecer o meu eu de hoje. Mas não tenho dúvidas que se iriam reconhecer uma na outra e que iriam ser amigas. De loucos? Sim!

Há uma frase que me surge constantemente nos últimos tempos que me faz tremer e rir ao mesmo tempo, porque é algo que evitamos uma vida inteira mas que faz tanto sentido como respirar: let your crazy out! (Deixa sair a tua loucura!).

Ando a praticar deixar-me levar por este novo GPS pessoal, sem julgamento ou medo. E é esse o conselho que dou a qualquer pessoa que queira encontrar um grupo, uma nova família, uma comunidade. Só a conseguimos encontrar depois de já nos termos encontrado a nós próprios. Quando ficamos prontos para nos abraçarmos completamente, também o mundo fica pronto para nos responder na mesma moeda. Na dúvida, let your crazy out!

Quando mais me deixo guiar por esta orientação, mais os outros se revelam, tanto positiva como negativamente, mas ao menos recebo a verdade que há neles. E assim torna-se fácil ver quem nos quer dar a mão para fazer a jornada de volta a casa.
E todos os outros, ficam livres para seguir o seu próprio caminho com as escolhas que conseguem fazer agora. E quem sabe, um dia, nos voltaremos a cruzar por esses trilhos?

“A felicidade só é verdadeira quando partilhada.” Christopher McCandless
(aconselho vivamente o livro onde é contada a história verídica deste rapaz que abandonou a vida em sociedade à procura de uma existência que transcendesse o materialismo ~ “O lado selvagem” de Jon Krakauer)

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E agora sim, voltamos à receita que é tão boa para partilhar com os nossos entes queridos.

Quando comecei a escrever este post, a minha ideia era partilhar a receita da tarte crua de mirtilos, mas algo me disse que não era a altura certa para isso e vários acontecimentos acabaram por me guiar a estas trufas.

Esta é uma adaptação da minha receita dos Brownies crus, baixos em gordura e sem frutos secos que são uma verdadeira delícia. E as trufas ficam tão docinhas que nem dá para acreditar que não levam açúcar processado!

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 cup/chávena de tâmaras (sem xaropes adicionados)
1 cup/chávena de amoras brancas secas (usei Iswari)
4 colheres de sopa com alfarroba em pó
1/2 colher de sopa com canela em pó
1/2 colher de chá de baunilha em pó

Instruções:
~ Demolhar as tâmaras durante alguns minutos até ficarem moles e depois retirem os caroços.

~ Juntar tudo num processador de comida e triturar até ficar uma pasta uniforme e pegajosa.

~ Depois basta fazer bolinhas do tamanho que desejarem, usando apenas as mãos.

~ Podem comer logo ou podem deixar no congelador durante 1 horita para ficarem mais duras e crocantes.

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ENGLISH:

I thought about this recipe the other day, as I was planning a little get together with some girls and didn’t quite know what snacks to bring. I ended up making a raw blueberry pie that turned out amazing but other good choices for this type of situation are little individual sweets like these truffles or spreads like guacamole or hummus.

That day I came to think about how most social events revolve around food, from casual get togethers to important days like birthdays, weddings, the holidays and so many other celebrations.
But to me, the important thing has to be the company I’m with and the connection I’m able to set with others. I obviously don’t enjoy being hungry and I get a horrible temper when I, but food is quite secondary to me on those moments.

I’ve been in many places where divine food was being served but where I found myself surrounded by people whose energy, interests and perspectives where so out of tune with mine that I just couldn’t truly enjoy the moment.

Those are the times where I hear little inside questions like: is this really how you wish to spend your time here? Is this the kind of influence that will help you build your path? Why do you take part of something that just isn’t constructive to you?

And the only thing preventing me from running out the door is a whisper that tells me: shine your light. And I do try hard to focus on whatever positive, enriching or constructive input I may have to offer right there. I must confess I don’t always feel accomplished and either way, I go home wishing not to go through that again.

But, truth be told, I’ve found myself in that situation often and sometimes the people surrounding me had been a part of my life for many years.
And suddenly, I realise that we’ve grown in completely different directions, that the person I am today has nothing to do with whom they have become. And it just feels awkward that we keep on trying to walk side by side because between us has grown a river so wide we can’t even see the other bank. Why insist on something that naturally drained away?

Sometimes being in such company is a sole excuse to avoid loneliness.
I see companionship and community as something that truly enriches the experience of living, that brings true meaning to the term “quality of life”.
Honest connections, profound shares and links can summ up the difference between an empty day or a valuable one.
The ultimate blessing to anyone is to find a tribe of like-minded souls, someone we can relate to, someone who embraces our dreams and nightmares, our light and our shadow.
I have learned that all relationships have a purpose, an expiration date and all of them happen to teach us something fundamental about our own existence. It’s up to us not to repeat the lessons.

The more courage I have to be true to myself and to honor what I feel, think and believe, the faster relationships change. Friends that aren’t really so disappear like sand running down my hands but others start showing up with a sparkle in their eyes that comes from identifying themselves with some piece of me I have shared. They come in shyly with a desire to whisper in my ear: I’m just like you.

The problem is we often see our essence, our authenticity as bad, as something that brings us harm and separates us from the rest.
We look at what makes us unique as something that makes us different, weird, bizzare, crazy. And who wants to be that person? No. We crave acceptance, love, integration.
And so, without quite being aware of it, we spend years on end hiding who we are, trying to be who we think we should be or who someone told us we had to be.

It’s no surprise we find ourselves surrounded by the exact same people, masks behind masks, too afraid to look in the mirror and confront the ghosts. But what we don’t realise is that what makes us interesting, unique, authentic is being vulnerably real. And that is exactly what other people’s essence respond to. That’s the piece of us with the power to touch the core of someone else, that allows them to see themselves in us.

And it works as a beautiful magnet, a compass that guides us to a tribe of spirits aligned with our frequency. And that is a community worth of our investment, that inspires, helps us grow and evolve in the direction of personal and greater good.

So many times in the past I have censured myself while communicating or even just writing for this blog, fearing to be ill interpreted or judged as half crazy or a lunatic, but the more honest I get, the better the response. It’s stronger, deeper, more breathtaking. Because it comes from the source and not the surface of those who read my words.

I often think about how the person I used to be 5 or more years ago would react to the person I have become today and I’m sure they would still be able to recognise themselves in one another and try to be friends. Crazy? Oh yeah!

There’s a sentence that keeps showing up everywhere lately and makes we laugh and shiver at the same time, as it calls for something as natural as breathing but we avoid it with all our strenghts: let your crazy out!

I’ve been practising to let this new sort of personal GPS guide me, without any fear or judgement. And that is the advice I give anyone looking for a new group, family, community. We will only find it after finding ourselves. When we are ready to wellcome all of who we are, the world becomes ready to do the exact same thing. When in doubt, let your crazy out!

The more I let this guidance rule my journey, the more others reveal themselves to me, either positively or negatively, but at least I’m being offered the truth.
And so it becomes easy to learn who wants to take my hand and find the way back home with me, while the rest become free to roll down their own road with the choices they are ready to make right now.
And who knows, maybe our paths will cross again someday…

“Happiness is only real when shared” Christopher McCandless
(I strongly advise the book about the real life story of this guy’s journey from leaving behind a life in society in search for an existente beyond materialism ~ “Into the wild” by Jon Krakauer)

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And now back to the recipe, because it’s such a good one to share with your loved ones.

Actually, when I first started writing this post, my idea was to share the recipe for the raw blueberry pie but something made me feel it wasn’t the right timing and several coincidences ended up guiding me to these Truffles.

This is an adaptation of my raw, low fat, nut free and delicious Brownie recipe. The Truffles turned out so good you won’t believe there’s no processed sugar in them!

Ingredients:
(Organic if possible)
1 cup of dates (without added syrups)
1 cup of dried mulberries (I used Iswari)
4 tablespoons of carob powder
1/2 tablespoon of cinnamon powder
1/2 teaspoon of vanilla powder

Directions:
~ Soak the dates for some minutes until they get really smooth and de-seed them.

~ Put everything in a food processor and blend until you get a sticky dough that looks even.

~ Use your hands to roll the dough and make balls, as big as you wish.

~ You may eat it right away or place it in the freezer for 1 hour to make them crunchy and hard.

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Superfood mint green smoothie + Frequency ~ Batido verde de menta com superalimentos + Frequência

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Já não vos trazia uma receita de batido verde há algum tempo mas ultimamente tenho bebido tantos que achei que faria sentido partilhar um dos meus preferidos. No outro dia partilhei esta foto deste batido no Instagram e recebi várias mensagens com perguntas sobre o livro, por isso achei melhor aproveitar para falar um bocadinho sobre isso aqui.

De facto, acho que não é de todo uma coincidência que pessoas que se identifiquem comigo se sintam curiosas em relação a este livro.
Frequência da Penney Peirce é sobre energia, como funciona, de onde vem, os diferentes tipos que existem, como se transforma, como se fortalece, enfim, praticamente tudo o que precisamos de saber para ganhar consciência da energia em nós e à nossa volta.

O livro é muito útil para pessoas que, como eu, são extremamente sensíveis à energia, tanto interna como externa, e sentem necessidade de compreender melhor como tudo isso se processa para poderem usar a sua sensibilidade de um modo positivo e trabalhar a sua própria energia de um modo consciente.

Estas pessoas a quem eu costumo chamar de “esponjas energéticas”, mais conhecidas como “empatas emocionais” ou Pessoas Altamente Sensíveis (PAS) têm a tendência para serem contagiados muito facilmente com a energia de outras pessoas, circunstâncias, eventos, locais, animais e até objectos. Muitas vezes sentem-se indefesos e à mercê de elementos exteriores a si próprios e por vezes sentem-se vítimas sem poder no meio do caos energético deste mundo.

Aprender a reconhecer as fontes de energia e aprender a trabalhar a energia internamente é uma ferramenta muitíssimo valiosa para toda a gente, mas especialmente para quem é extremamente sensível.
Não é um livro fácil, nem por sombras! É muito teórico mas também tem alguns exercícios práticos muito interessantes e que eu achei muito proveitosos.

Eu costumo dizer que, no que toca a informação, o elemento essencial é o timing. Quando estamos prontos, os mestres aparecem, não há dúvida! Mas se ainda não estivermos no nível de consciência necessário para receber determinada informação, não vale a pena forçar. Se eu tivesse lido este livro há 3 anos ou mais, não estaria disponível para receber estas lições e teria sido uma inutilidade fazê-lo, muito provavelmente. Por isso é que eu não gosto de forçar ninguém a fazer ou estudar o que quer que seja, por muito que tenha sido algo monumental para mim. Prefiro atirar estas ideias aos sete ventos porque tenho a certeza que irão chegar a alguém que esteja pronto a recebê-las.
Se estiverem interessados, procurem na vossa biblioteca municipal porque eu encontrei este na Biblioteca de Lisboa. Fica uma passagem do livro:

A sensibilidade consciente, que está prestes a explorar e a praticar, é a capacidade de apreender os estímulos subtis e as informações não-verbais, provenientes de fontes físicas ou não-físicas, e de discernir o respectivo significado no momento em que ocorrem. À medida a que vai aprofundando a capacidade de saber directamente através das vibrações, verificará que ocorrem inúmeros progressos na sua vida e que este novo poder de consciência pode ser usado para coisas que nunca tinha imaginado possíveis.

E agora de volta ao batido verde…
Usei MATCHA que é um chá verde muito potente em pó e usei espinafres que são muito ricos em vitamina C que ajuda o nosso organismo a assimilar os nutrientes fabulosos do chá. Para ficarem a conhecer melhor o chá verde e as razões que me levam a ser uma consumidora assídua de longa data, leiam isto.

Ainda juntei um bocadinho de CHLORELLA que é uma alga que tem Vitamina b12, para além de ser rica em muitas outras vitaminas do grupo B e ferro, zinco e magnésio. Tem um forte poder desentoxicante e consegue limpar o organismo de metais pesados, para além de ser um óptimo aliado do nosso sistema imunitário. Ajuda a equilibrar as hormonas e o metabolismo, ajuda a baixar o colesterol e dá energia. Como a chlorella tem um sabor muito forte, nem sempre fica bem nos batidos mas aqui resulta muito bem porque a menta consegue ser o sabor mais dominante.

(Quando a minha refeição é apenas o batido, duplico ou triplico esta receita.)

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
2 bananas bem maduras frescas ou congeladas (não comes bananas? Por favor, lê isto)
1 cup/chávena/xícara bem cheia de espinafre
1/2 cup/chávena/xícara de água
1 mão bem cheia de folhas de menta fresca ou 1 gota de óleo essencial de menta (100% puro e biológico)
1/2 colher de sopa de matcha em pó (Usei Iswari)
1/2 colher de chá de chlorella em pó (Usei Iswari)
Opcional: 2 ou 3 tâmaras (sem xaropes adicionados)

Instruções:
Se quiserem usar as tâmaras, primeiro ponham-nas de molho para amolecerem e depois retirem os caroços.
Juntar tudo numa liquidificadora ou processador de comida e triturar até ficar um líquido de cor homogénea e sem pedaços. Adicionar mais água se preferirem um batido mais líquido e voltar a triturar. Colocar num frasco ou copo de vidro (nunca usar plástico se optarem pelo óleo essencial) e desfrutar com um bom livro!

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ENGLISH:

It’s been a long time since I brought you a green smoothie recipe but I’ve been having so many of those lately that it only made sense to share one of my favorites. A few days ago I shared this picture of this smoothie on Instagram and I got a lot of messages from people asking me about the book. So I thought it would make sense to talk a little bit about it here.

Actually, it doesn’t strike me as a coincidence that people who somehow identify with myself feel curious about this book.
Frequency by Penney Peirce is about energy, how it works, where it comes from, the different types of frequency, how to change it, strenghten it and pretty much everything about how to become more consciously aware of it.

This book is very helpful for people that, like me, are extremely sensitive to energy, both internal and external, and feel the need to understand it better in order to work with it in an active and intentional way.

These people I usually refer to as “energetic sponges” are usually known as “emotional empaths” and have a big tendency to feel affected by the energy from other people, places, events, animals or even objects.
A lot of times they feel helpless and completely at the mercy of outside circumstances or even powerless in the midst of the energetic chaos of the world. Learning about the different sources of energy and how to work it from within is a very valuable tool for anyone, but most specially for extremely sensitive people.

It’s not an easy book, not at all! It’s very theoretical but it also has some practical exercises that I found really interesting and useful.

I like to say that, when it comes to information, timing is key. When we’re ready, the masters show up, that’s for sure! But if you’re yet at a level of consciousness that allows us to receive a particular type of information, than we shouldn’t force it. If I had read this book 3 or more years ago, I wouldn’t have been available to learn any of it’s lessons and it would probably have been a big waste of time.
That’s why I never push anyone to do or study anything, even if it was something life changing for me.
I’d rather throw this ideas into the wind and I’m positive ir will reach someone who is ready for it.
If you’re interested, check out the public library in your city and see if they have it. I got to read this one for free from the Lisbon’s public library.
Here’s a passage from the book:

Conscious sensibility, which you are about to explore and practice, is the ability to apprehend the subtle stimulus and non-verbal information that come from physical or non-physical sources, and to comprehend its respective meaning at the moment when it happens. As you deepen your ability to learn directly through the vibrations, you’ll notice countless progress in your life and that this new found power of consciousness can be used for things you never imagined possible.

And now back to the green smoothie…
I used MATCHA which is a powerful powdered green tea and I used spinach because it’s a great source of Vitamin C that actually helps the body to better assimilate the benefitial nutrients from the tea. To learn more about the powers of green tea and why I’ve been a fan for so long, read this.

I also added a little bit of CHLORELLA, an algae that contains vitamin B12, among other B vitamins and minerals like iron, zinc and magnesium. It is a powerful detox food and has the ability to clean heavy metals from our body, in addition to being wonderful for the immune system. It helps to balance the hormones and metabolism, has the power to lower cholesterol and gives a lot of energy. Chlorella has a really strong flavor and doesn’t work well in many recipes but it’s a good choice for this one because the mint is a stronger flavor.

(When my meal consists of only this smoothie, I double or triple the recipe.)

Ingredients:
(Organic, if possible)
2 very ripe bananas, fresh or frozen (Don’t eat bananas? Please, read this)
1 cup of spinach
1/2 cup of water
1 handful of fresh mint leaves or 1 drop of peppermint essential oil (100% pure and organic)
1/2 tablespoon of matcha powder (I used Iswari)
1/2 teaspoon of chlorella powder (I used Iswari)
Optional: 2 or 3 dates (without added syrups)

Directions:
If you use the dates, soak them first until they soften up a bit and then de-seed them. Place everything in a blender or food processor and blend until smooth. If you like your smoothies extra liquid, you can add more water and blend one more time. Pour it in a glass jar our cup (never use plastic if using essential oils) and enjoy with a good book!


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Chocolate and mint raw cake (nut-free) + Growing older without aging ~ Bolo cru de chocolate e menta (sem frutos secos) + Ficar mais velho sem envelhecer

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Hoje partilho convosco a receita para o bolo que fiz para o meu aniversário na semana passada. Não sou uma grande fã de celebrar aniversários, talvez porque sempre tive uma relação estranha com a minha idade.

Aliás, sempre tive uma relação estranha com os números e com tudo o que tenha a ver com números. Matemática foi mesmo a única disciplina em que alguma vez chumbei na escola e isso diz muito sobre como é difícil relacionar-me com números.
Não me perguntem porquê! Ainda não consegui descobrir. Ainda!

Mas de volta à questão da idade, não é por eu não gostar de ficar mais velha ou por ter medo de ficar mais velha. Eu até considero que ficar mais velho é um privilégio que nem toda a gente tem a sorte de ter. Ainda esta semana o mundo me relembrou isso, com a partida súbita e muito triste de uma amiga. Eu dou valor ao meu tempo aqui e não tenho medo algum de ficar mais velha, de todo.

O problema, para mim, é que não me consigo identificar com a minha idade, nem agora nem nos últimos 13 ou 15 anos, mais coisa menos coisa. Sempre aparentei ser mais jovem do que a minha idade cronológica e isso parece criar reacções muito confusas nas outras pessoas devido ao hábito de terem ideias muito fixas sobre o que uma determinada idade significa ou deveria significar. Muitas vezes não sabem em que “caixinha” preconcebida me podem enfiar.

A verdade é que não me costumo identificar com pessoas da minha idade, havendo algumas excepções, como é óbvio. Quando me vejo ao espelho ou quando digo a minha idade em voz alta, parece-me sempre que alguém fez asneira e se enganou no número. Estou constantemente a esquecer-me de quantos anos tenho e o raio do número não me diz coisíssima nenhuma.

A boa notícia é que eu costumava sentir-me um tanto ou quanto culpada por ser assim mas agora descobri que até é uma atitude muito boa e saudável de se ter!

Segundo a Dra. Christiane Northup, o que nos faz envelhecer são as nossas crenças sobre a idade e sobre o nosso corpo e não a biologia ou a genética.

Tal como ela diz, ficar mais velho é inevitável mas envelhecer é uma opção.
Por isso, a nossa idade biológica não tem que corresponder à nossa idade cronológica. Ora aqui está algo que faz todo o sentido para mim!

Aquilo em que acreditamos é que determina a nossa saúde e juventude! Por isso podemos parar de culpar a nossa idade por isto ou por aquilo e começar a mudar os nossos pensamentos e ideias para criar mais saúde e beleza nas nossas vidas. Que crenças pessoais e culturais nos estão a impedir de viver uma vida melhor?

Será que acreditam que aos 35 já estão velhos demais para aprender uma nova profissão? Que aos 40 anos já não se pode ter filhos? Que aos 45 já não se podem apaixonar? Que as pessoas perdem valor e poder quando se reformam? Quantas crenças negativas e tão limitadoras teremos sobre a idade? Aposto que muitas, certo?

E, para além disso, é a nossa própria história, a nossa biografia que acaba por criar a nossa biologia. Ao praticar o estar conscientemente ligados à nossa energia, emoções e pensamentos, conseguimos mantê-los positivos e constructivos para co-criarmos a nossa saúde diariamente:

“Desta forma é a nossa biografia – ou seja, as experiências que constituem a nossa vida – que se torna a nossa biologia. (…) As emoções dessas experiências ficam codificadas nos nossos sistemas biológicos e contribuem para a formação de tecido celular, que irá por sua vez gerar uma qualidade de energia que reflecte essas emoções.”
Caroline Myss, Anatomia do Espírito

Por isso, decidi seguir os conselhos da Dra. Northup e continuar a sentir-me jovem e vibrante, independentemente das opiniões de terceiros sobre a minha idade e como devo ou não devo ser.

Para além disso, vou continuar a seguir a minha intuição e manter-me longe de gente que só gosta de se queixar da idade, saúde e vida em geral. Eu prefiro focar o meu tempo e energia naquilo que adoro e não naquilo que detesto.
Ainda no outro dia uma amiga minha comentava que eu estava a começar a ficar velha demais para ter filhos mas eu sosseguei-a logo. Se cientistas de todo o mundo me garantem que o nosso corpo se renova totalmente a cada 7 anos, então estes meus ovários ainda só têm 5 anos e não precisam de ter pressa nenhuma!

O melhor de tudo é o conselho da Dra Northup para deixar de dizer a nossa idade e para começarmos a responder: eu não tenho idade!
Que tal? Muito bom, não é? Se este assunto vos interessa, espreitem este vídeo com informação de qualidade e bem divertido (infelizmente, só está disponível em inglês).

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E agora vamos ao bolo! Bolo cru, saudável, delicioso e baixo em gordura de chocolate, matcha e menta!
Vamos a isso!

Eu adoro chocolate e fiquei inspirada para fazer a massa do bolo desta maneira depois de ler uma receita de queques crus da Emily do This Rawsome Vegan Life. Tive que fazer algumas adaptações mas resultou lindamente, numa massa muito fofa e bem cremosa!

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
Primeira camada
1/4 cup/chávena/xícara de água
2 colheres de sopa de chia
1/2 cup/chávena/xícara de amoras brancas secas (usei Iswari)
1/2 cup/chávena/xícara de côco ralado
1/2 cup/chávena/xícara de tâmaras (sem xaropes)
1/2 cup/chávena/xícara de água
1 colher de sopa de matcha em pó (usei Iswari)
1 ou 2 gotas de óleo essencial de menta (100% puro e biológico)
Segunda camada
1/4 cup/chávena/xícara de água
2 colheres de sopa de chia
1/2 cup/chávena/xícara de amoras brancas secas (usei Iswari)
1/2 cup/chávena/xícara de côco ralado
1/2 cup/chávena/xícara de tâmaras (sem xaropes)
1/2 cup/chávena/xícara de água
4 colheres de sopa de alfarroba em pó
Para decorar
2 kiwis maduros

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Instruções:
Primeira camada

~ numa taça ou copo juntar a chia com 1/4 cup/chávena/xícara de água para a chia inchar

~ entretanto, triturar o côco e as amoras num processador de comida ou liquidificadora potente. Deitar numa taça e deixar de lado.

~ triturar as tâmaras (sem caroços) e o resto da água. Deitar esta mistura na taça com o côco e as amoras e misturar muito bem. Juntar a chia já bem inchada e voltar a misturar.

~ por fim, adicionar a menta e a matcha e misturar até ficar uma massa com cor homogénea.

~ deitar a massa numa forma de bolo redonda e pequena (a minha tinha 15 cm) forrada com papel vegetal. Nunca usar formas de plástico ou silicone quando se usa óleos essências. Pressionar bem a massa e nivelar.

~ cortar rodelas fininhas de kiwi (sem casca) e colocar por cima da primeira camada, tapando-a totalmente. Deixar no congelador enquanto preparam a segunda camada.

Segunda camada
~ Repetir os passos 1, 2 e 3 da primeira camada.

~ por fim, adicionar a alfarroba e misturar até ficar uma massa com cor homogénea.

~ tirar o bolo do congelador e deitar a segunda camada por cima dos kiwis. Pressionar bastante e nivelar o mais possível.

~ cortar mais rodelas de kiwi e decorar a parte de cima do bolo.

~ tapar o bolo com mais papel vegetal e deixar no congelador durante 3 ou 4 horas. Retirar do congelador, retirar da forma e por o bolo no prato. Deixar no frigorífico cerca de 10/15 minutos antes de servir.

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ENGLISH:

Today I’m sharing the recipe for the raw cake I made for my birthday last week. I’m not a big fan of birthday celebrations, maybe because I’ve always had a weird relationship with my age.

Actually, I’ve always had a weird relationship with all numbers and anything that revolves around numbers. Math was the only class I ever failed in school and I think it says a lot about how hard it is for me to relate to numbers. Don’t ask me why, because I haven’t figured it out. Yet!

But, back to the age issue, it’s not that I don’t like getting older or that I’m afraid of it. I actually feel that growing older is a privilege that a lot of people don’t get to experience. Just this week I was reminded of that with the sad news of a friend’s sudden passing this week. I do value my time here and I’m not afraid of getting older, no.

The problem for me is that I don’t identify myself with my age, not right now and probably not for the past 13, 15 years, maybe. I’ve always looked younger than my chronological age and that creates a lot of confusing reactions from people due to their habit of having such strong ideas of what a specific age means or should mean. Sometimes they just don’t know what little preconceived “box” they can put me in.

The truth is I don’t usually identify myself with people my age, with a few exceptions, of course.
When I look in the mirror or say my age out loud, I can’t help but think someone made a huge mistake. I keep forgetting how old I really am and the whole number doesn’t make any sense to me.

The good thing is that I used to feel somewhat guilty about this but now I’ve found out it’s actually a really good and healthy atitude to have! According to Dr Christiane Northup, our beliefs about our body and age are what makes us old and not our biology or genes.

Like she says, growing older is inevitable but aging is optional! So our biological age doesn’t have to be the same as our cronological age. Now, that’s something I can relate to!

It’s what we believe that determines how young and healthy we are! So we can just stop blaming our age for this or that and change our thoughts and ideas to create more health and beauty in our lives.

What personal and cultural beliefs are stopping us from living a better life? Do you think a 35 year old is to old to learn a new profession? Do you think a 40 year old is to old to have a baby? Do you think a 45 year old is to old to fall in love? Do you think you’ll lose your power and value after retirement? How many negative and limitative beliefs do we have about age? I’m guessing we have a lot, right?

Not only that, but our own story, our very own biography is ultimately what creates our biology. And by being mindful and connected to our energy, emotions and thoughts and making sure they are positive and constructive we can actively co-create our health every single day:

“In this way your biography – that is, the experiences that make up your life – becomes your biology. (…) The emotions from these experiences become encoded in our biological systems and contribute to the formation of our cell tissue, which then generates a quality of energy that reflects those emotions.”
Caroline Myss, Anatomy of the Spirit

So I’ve decided to take Dr Northup’s advice and stick with feeling young and vibrant regardless of people’s opinion about my age and how I should or shouldn’t act. And I’m also going to keep following my intuition and stay away from people that love complaining about their age, health and overal life.
I’d rather focus my energy and time on what I Love instead of what I hate.

Just the other day one of my friends was saying that she believes I’m getting too old to have children but I reassured her that scientists have proven that our body totally renews itself every 7 years. So that means my ovaries are only 5 years old now and I see no reason whatsoever to rush.

But the best thing is this: Dr. Northup actually says we should stop saying our age and just answer any age related questions with “I’m ageless!” How about that? Isn’t that amazing?
If you’re interested in this topic, I highly suggest you watch this video with lots of quality information.

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And now it’s time for cake! Raw, healthy, delicious and low fat chocolate matcha mint cake! Let’s do it!

I love chocolate and I felt inspired to make the cake dough like this after reading a recipe for chocolate muffins by Emily from This Rawsome Vegan Life. I made some adaptations and it turned out really good, very moist but light!

Ingredients:
(Organic, if possible)
First layer
1/4 cup of water
2 tablespoons of chia seeds
1/2 cup of dried mulberries (I used Iswari)
1/2 cup of desiccated coconut
1/2 cup of dates (without added syrups)
1/2 cup of water
1 tablespoon of matcha powder (I used Iswari)
1 or 2 drops of 100% pure and organic peppermint essential oil
Second layer
1/4 cup of water
2 tablespoons of chia seeds
1/2 cup of dried mulberries (I used Iswari)
1/2 cup of desiccated coconut
1/2 cup of dates (without added syrups)
1/2 cup of water
4 tablespoons of carob powder
For the topping
2 ripe kiwis

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Directions:
First layer
~ in a cup or glass stir in the chia with 1/4 cup of water and let it get swollen

~ use a food processor or high speed blender to grind the mulberries with the coconut to make a flour. Set aside in a bowl.

~ process the dates (remove seeds first) with the remaining water and pour this paste into the bowl with the coconut and mulberries. Add the swollen chia and mix everything well

~ add the matcha and the mint essential oil and mix everything really well until you get a dough with an even colour and consistency

~ place this dough in a small round cake mold or tin (mine was about 15cm / 5.9 inches) covered in parchment paper. Never use plastic or silicone molds when using essential oils. Press it down very well and keep it levelled as much as possible

~ cut very thin slices of kiwis (without the peel) and cover the first layer with it

~ place the cake in the freezer while you prepare the second layer

Second layer
~ repeat steps 1, 2 and 3 from first layer

~ finaly, add the carob powder and mix everything really well until you get a dough with an even colour and consistency

~ take the cake out of the freezer and pour the second layer on top of it. Press it down really well and keep it levelled as much as possible

~ cut more thin slices of kiwis (without the peel) and cover the second layer with it.

~ cover the cake with some more parchment paper and place it in the freezer for about 3 to 4 hours. Then take it out of the tin, place it in a plate and leave it in the fridge for about 15 minutes before serving.


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Homemade Cookies for vegan dogs ~ Biscoitos caseiros para cães veganos

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Na semana passada celebrámos o aniversário da nossa cadela. Sempre que olho para ela agradeço ao qualquer anjo que decidiu pô-la no nosso caminho. Tem sido uma verdadeira benção para a nossa família, disso tenho a certeza. Há sete anos que me ensina sobre amor, paciência e compaixão e que grande professora tem sido. E nunca sequer se zanga comigo, apesar de eu ter provado há muito ser uma aprendiz bastante lenta…

A nossa pequenina é vegana desde há alguns anos e foi o último membro da família a fazer essa transição. Sempre adorou vegetais e fruta e agora recebe uma porção diariamente, junto com a ração vegana e biológica. Foi a melhor decisão de sempre porque ela nunca esteve tão saudável como agora, apesar de já não ser uma cachorrinha. Todos os seus problemas de saúde desapareceram e ela tinha bastantes, desde várias alergias a prisão de ventre, excesso de gases ou problemas de pele. Apenas a sua teimosia parece não ter cura!

Agora só vai ao veterinário tratar da manicure de vez em quando. Ela é provavelmente o pug adulto mais elegante e em forma que eu conheço e recebe sempre muitos elogios dos Veterinários por não ser gorda ou obesa, como a maioria dos pugs costuma ser.

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Os alimentos que lhe costumamos dar com mais frequência são cenouras, couve flor, brócolos, alface, couve, courgette e abóbora. Come tudo isto cru e cortado em pedacinhos bem pequenos. De vez em quando também come comida cozida (sem sal ou óleo) como feijão, grão, batata ou batata doce.

Tentamos variar bastante os alimentos e também lhe costumo dar um snack diário de pequenos pedaços de fruta, quando preparo os meus batidos. Adora quase tudo mas especialmente maçãs (sem caroços), pêras, manga, banana, pêssego (sem caroços) e morangos.

Eu já tive o hábito de fazer biscoitos caseiros para ela mas ultimamente não tenho feito. Primeiro porque tenho tendência para ficar com preguiça para tudo o que envolva mexer no forno mas também porque ela parece ficar tão ou mais deliciada com um simples pedaço de cenoura ou manga. Mas decidi que o aniversário era uma boa ocasião para fazer um miminho especial.

Esta é a receita mais simples deste mundo e ela adora! Como podem comprovar pelas fotografias, eu tentei fazer uma sessão fotográfica como deve ser para esta receita mas a aniversariante não estava minimamente interessada!

Ela só se preocupa com a parte de testar o produto e acha que estética, imagem, design e coisas desse género são uma verdadeira perda de tempo. Eu acabei por desistir e usei as fotos possíveis. Por isso, se acharem que este post está com uma tremenda falta de qualidade, façam o favor de culpar aqui a Miss Meilin…
Ela não quer saber. Ainda se está a babar…

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Esta receita deu cerca de 15 biscoitos pequenos e já só resta 1 que eu salvei da dita sessão fotográfica.

Tenham em conta que se deve introduzir novos alimentos na alimentação dos cães com cautela e em pequenas quantidades. Se o vosso/a bebé não estiver habituado a este tipo de coisas, dêem só um pedacinho por dia, para evitar transtornos gastrointestinais.

E nunca substituam a alfarroba por cacau ou chocolate porque isso é muito tóxico para os cães!

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 banana grande e bem madura
1/2 cup/chávena/xícara de farinha integral sem glúten (usei de arroz)
1/2 colher de sopa de alfarroba em pó

Instruções:
~ usar um garfo para esmagar muito bem a banana numa taça. Juntar os outros dois ingredientes e misturar muito bem.

~ pôr papel vegetal num tabuleiro de forno. Usar uma colher de sopa (meio cheia) para deitar a massa no papel.

~ levar ao forno a 220*C (428*F) durante cerca de 20 minutos. Deixar arrefecer totalmente antes de servir ao cão. Podem guardar os restantes biscoitos num frasco de vidro tapado durante alguns dias.

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ENGLISH:

Last week we celebrated our dog’s birthday. Everytime I look at her I feel thankful for whoever angel decided to put her in our path. She’s been a blessing to our family, that is for sure.
She’s been teaching me about Love, patience and compassion for the past seven years and what a wonderful teacher she is. Never gets upset with me even though I’ve proven to be such a slow learner…

Our little one has been vegan for some years now and she was actually the last member of the family to make that transition. She has always loved veggies and fruit and she get’s a handful of those everyday day along with her organic vegan kibble.

It was the best decision ever because she has never been so healthy, even tough she’s no longer a puppy. All of her health problems dissapeared and she used to have quite a few, from different allergies to constipation, excessive gas and a bunch of skin issues. Only her stubbornness seems to be incurable!

Now we only go to the vet for a manicure every other month! She’s quite possibly the fittest and skinniest adult pug we know and the vets always praise her for not being fat or overweight, like most pugs tend to be.

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Some of the foods we usually give her with her kibble are carrots, cauliflower, broccoli, lettuce, kale, zucchini and pumpkin. She eats all of it raw and chopped into really tiny pieces. Every once in a while we also give her cooked food (without salt or oil) like beans, chickpeas, potatoes or sweet potatoes.

We try to rotate the different foods and she usually gets a daily snack of tiny pieces of fruit when I’m preparing my smoothies. She loves pretty much everything but mostly apples (de-seeded), pears, mangos, bananas, peaches (de-seeded) and strawberries.

I used to bake cookies for her quite often but I haven’t done that in a while because I tend to be lazy when it comes to deal with ovens and she seems to prefer a good carrot or a fresh piece of mango, anyway. But I decided her birthday was a good excuse to give her a special treat.

This is the easiest recipe on earth and she loves it! As you can see on the evidence (aka photos) I tried to have a decent photoshoot for this recipe but the birthday girl couldn’t care less!

She’s all about the product testing and doesn’t really worry about design, style and stuff like that. I eventually gave up so if you think today’s pictures don’t have enough quality, please blame Miss Meilin over here. She doesn’t mind. She’s still drooling over her cookies…

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This recipe gave about 15 small cookies and there’s only one left I managed to save from the photoshoot.

Please keep in mind that we should always introduce new foods in our dog’s diet with caution and using small quantities.
If your baby isn’t used to things like this, make sure he/she only eats a little bit every day to avoid gastrointestinal issues.

And do not substitute carob for cacao or chocolate because it’s very toxic for dogs!

Ingredients:
(Organic, if possible)
1 large and very ripe banana
1/2 cup of gluten free whole grain flour (I used rice flour)
1/2 tablespoon of carob powder

Directions:
~ Use a fork to mash the banana in a bowl. Add the other two ingredients and mix everything really well.

~ get an oven tray and cover it with parchment paper. Use a tablespoon half full to drop the batter in the paper.

~ pop it in the oven at 220*C (428*F) for about 20 minutes. Let it cool completely before giving it to your dog. You may store the remaining cookies in a closed glass jar for a few days.