The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Sorvetes de manga cobertos de cacau ~ Cacao covered mango popsicles

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Eu não sou o meu corpo. Eu sou uma alma.

Isso já eu consegui aprender (ou recordar) há já algum tempo.

Mas este corpo é o veículo que escolhi para a minha alma, permitindo-me viver esta vida aqui. Por isso acredito que tenho a responsabilidade e o privilégio de tomar bem conta dele.

Sempre que me alimento é uma escolha que faço ~ apreciar, honrar e respeitar este corpo que tenho… ou não. Escolho a primeira opção e nunca sinto que fico a perder. A comida saudável é tão saborosa como eu quiser.

Para mim, experienciar o lado material do mundo com todos os meus sentidos é uma prática tão espiritual como meditar. E vejo na fruta um belo símbolo da abundância que existe neste nosso mundo.

Este verão tenho andado a desfrutar de sorvetes caseiros feitos com sumo de fruta. Por isso hoje trago-vos uma das receitas que mais gostei, até agora.
Desfrutem!

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Ingredientes:
1 garrafinha de 250 ml do sumo de manga, maçã e banana da Sonatural
1/2 colher de xarope de ácer (maple syrup)
para a cobertura de cacau:
1/2 chávena (60g) de manteiga de cacau (usei Iswari)
2 colheres de sopa de xarope de ácer (maple syrup)
1 e 1/2 colheres de sopa com cacau em pó ((usei Iswari)

Instruções:
~ adiciona o xarope de ácer ao sumo e mistura bem. Enche 4 moldes pequenos de sorvetes
~ coloca no congelador durante cerca de 3 ou 4 horas
~ quando estiver bem congelado, começa a preparar a cobertura
~ põe a manteiga de cacau numa taça e derrete-a usando a técnica de banho maria
~ quando estiver completamente líquida, junta os outros ingredientes e mistura muito bem
~ agora podes tirara os sorvetes do congelador. passa-os por baixo da torneira com água a correr para ser mais fácil de tirar os sorvetes dos moldes
~ deixa a cobertura de cacau arrefecer um pouco e depois usa uma colher de sopa para deitares a cobertura por cima de cada um dos sorvetes. Se a taça for funda, podes mergulhar os sorvetes na cobertura
~ deixa secar durante um minutinho e estão prontos para comer!

(O sumo que usei foi oferecido pela Sonatural e o cacau foi oferecido pela Iswari)

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ENGLISH:

I am not my body. I am a soul.

That much I’ve learned (or remembered) quite some time ago.

But this body is my chosen vessel for my soul, allowing me to live this live right here. So I believe it’s my duty and privilege to take good care of it.

Every time I eat something it’s a choice I make ~ to appreciate, honor and respect this body that I have… or not.
I choose the first one and I never feel like I’m settling for less. Healthy food is delicious, just as much as you want it to be.

To me, experiencing the material world with all my senses is just as spiritual as meditating.
And l look at fruit as a great reminder of the abundance of this world we live in.

This summer I’ve been enjoying a lot of homemade fruit popsicles that I make with fruit juice. So today I’m sharing one of my favourite recipes so far.

Enjoy!

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Ingredients:
1 small bottle of Sonatural juice – Mango, apple, banana (250 ml)
1/2 tablespoon of maple syrup
for the cacao coating:
1/2 cup (60g) of cacao butter (I used Iswari)
1 and 1/2 tablespoons of cacao powder (I used Iswari)
2 tablespoons of maple syrup

Directions:
~ add the maple syrup to the juice and mix week. Pour it in 4 small popsicle molds.
~ let it freeze for about 3 or 4 hours
~ when it’s firmly frozen, start preparing the coating.
~ use a small bowl and melt the cacao butter using the water bath technique
~ when it’s completely liquid, add the rest of the ingredients and mix really well
~ now take the popsicles out of the freezer and place them under running water for a little bit so it’s easier to take them out of the molds
~ let the coating mixture cool down just a little bit and then use a spoon to cover the popsicles with it. You may also dip the whole popsicle in the bowl, if its deep enough
~ let it dry for just a minute and it’s ready to eat!

(The juice I used was offered by Sonatural and the cacao was offered by Iswari.)


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Carrot and cinnamon raw nana ice cream ~ Gelado cru de banana, cenoura e canela

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Aproveitei esta tarde tão cinzenta para vir aqui escrever algumas linhas, coisa que já não faço há algum tempo. Espero que este post vos encontre bem e que andem a aproveitar ao máximo o vosso verão (ou inverno, dependendo do vosso hemisfério actual).

Eu tenho andado a ser puxada para todo o tipo de actividades ao ar livre porque o desejo de me fundir com o sol, o mar e a natureza em geral tem sido muito forte. Tenho aproveitado todas as oportunidades para o fazer e também para desfrutar da companhia de outras pessoas.

Os meses mais quentes fazem-me sentir tão mais viva e ligada à vida que tento mergulhar profundamente neles sem hesitação. Para dizer a verdade, a última coisa que me tem apetecido ultimamente é ficar dentro de casa, de rabo sentado a olhar para este ecrã e escrever.

Nos momentos em que não me é possível estar lá fora a tirar partido deste clima fantástico e da beleza natural da costa portuguesa, tenho investido em leitura, exercício físico e meditação. Ou simplesmente ponho-me a praticar o silêncio para ver se consigo ouvir melhor o que este mundo tem para me ensinar. A descoberta parece nunca terminar…

Resumindo e concluindo, tenho andado a seguir aquilo que me ilumina e me faz sentir mais feliz. Dizem que essa é a maneira certa de fazer esta coisa chamada de vida, não é?

Queria partilhar convosco um pouco de um dos meus livros preferidos que gosto de revisitar de vez em quando. Há livros que quando os volto a ler parece que já sei de cor cada frase, cada palavra, sinto o eco de cada uma delas bem cá no fundo, mas mesmo assim sabe-me sempre tão bem voltar lá. Tal é o caso de “O regresso ao amor” de Marianne Williamson:

“O amor é aquilo com que nós nascemos. O medo é aquilo que nós aprendemos aqui. A jornada espiritual é o abandonar – ou o desaprender – do medo e a aceitação do amor de volta aos nossos corações. O amor é o facto existencial essencial. É a nossa realidade final e o nosso propósito na Terra. Estar conscientemente ciente dele, experimentar o amor em nós mesmos e nos outros é o significado da vida. O significado não reside nas coisas. O significado reside em nós mesmos.”

“Qualquer situação que nos provoque é uma situação em que ainda não temos a capacidade de amar incondicionalmente.”

“É através do nosso próprio despertar pessoal que o mundo pode ser desperto. Nós não podemos dar aquilo que não possuímos.

Não sei se este é o tipo de literatura que ressoa convosco, mas eu leio e releio este livro desde 2012 porque nunca se torna cansativo ou ultrapassado e parece fornecer-me sempre respostas que por vezes nem sabia andar à procura.

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E hoje também trago uma receita muito simples, como já é meu hábito.

Tenho feito gelado cru de banana quase todos os dias para a minha primeira refeição e uma das minhas versões preferidas é esta.

Eu sei que algumas pessoas não têm muito apetite logo quando acordam, mas eu saio da cama esfomeada e gosto de desfrutar de uma boa e grande refeição logo de manhã, a seguir a beber 1l de água morna com limão.

O ideal é respeitar sempre os ritmos naturais do organismo de cada um e não tentar contrariá-lo. Podem e devem alterar sempre as quantidades das receitas de acordo com o vosso apetite e necessidades físicas.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
5 ou 6 bananas congeladas
1 cenoura bem grande ou 2 médias
3 ou 4 tâmaras demolhadas e sem caroço
1/3 de colher de sopa com canela em pó
Opcional: 1 colher de chá de maca ou ashwaganda em pó

Instruções:
Cortar as cenouras e juntar tudo num liquidificador ou processador de comida. Alguns liquidificadores necessitam de um pouquinho de líquido para funcionarem bem. Se for o caso do vosso, acrescentem a quantidade de água necessária. Triturar tudo até ficar uma pasta homogénea com a consistência de gelado. Por vezes é necessário parar a meio de triturar e dar uma ajuda com uma colher ou garfo para misturar tudo bem. Servir e comer de seguida. Podem ainda juntar os vossos toppings preferidos, como pepitas de cacau, côco ralado, amoras brancas secas, etc.

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ENGLISH:

I’m taking advantage of a very grey afternoon to come here and write, something I haven’t done in quite some time. I hope this post finds you well, hopefully making the most of your summer (or winter, depending on which hemisphere you are at the moment).

Lately I’ve been pulled to all sorts of outdoors activities because the desire of merging with the sun, sea and nature in general has been so strong. I’ve been seizing all the oportunities to do so and also to enjoy the company of others.

The warmer months make me feel so much alive and in tune with life, I try to dive fully into them without hesitation. Honestly, the last thing I’ve been wanting is to stay at home, sit on my butt, stare at this screen and write.

During the moments I can’t be outside enjoying this amazing weather and the beauty of the portuguese coast, I’ve been investing my time in reading, physical exercise and meditation. Or simply practicing silence to better listen to what this universe has to teach me. It seems to be a never ending discovery…

Long story short, I’ve been following what lights me up and makes me feel most happy. They say that’s the way to do this thing called life, right?

I wanted to share a little bit of one of my favorite books, one I like to revisit every once in a while. There are books that I seem to one every sentence, every word by hard and every time I reread it I can feel the eco of each word in the bottom of myself. But it still feels good to go back to them every single time. One of those books is “The return to Love” by Marianne Williamson:

“Love is what we are born with. Fear is what we learn. The spiritual journey is the unlearning of fear and prejudices and the acceptance of love back in our hearts. Love is the essential reality and our purpose on earth. To be consciously aware of it, to experience love in ourselves and others, is the meaning of life. Meaning does not lie in things. Meaning lies in us.”

“Any situation that pushes our buttons is a situation where we don’t yet have the ability to love unconditionally.”

“It is only through our own personal awakening that the world can be awakened. We cannot give what we do not have.

Maybe this type of literature isn’t what resonates with you but I’ve been reading and rereading this book since 2012 and it never feels boring or old. And it seems to give me answer I didn’t even know I was looking for.

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And today I’m bringing you a very simple recipe, as usual.

I’ve been eating nana ice cream pretty much every morning and this is one of my favorite versions.

I’m aware that some people don’t have much of an apetite when waking up but I get out of bed feeling really hungry, needing a good and large meal right away, after drinking 1liter of warm water with lemon.

The best thing to do is to respect the natural rhythm of your body and don’t try to force anything. So, please feel free to adjust the quantities of the recipe, according to your appetite and physical needs.

Ingredients:
(Organic, if possible)
5 or 6 frozen bananas
1 very large carrot or 2 medium carrots
3 or 4 soaked de-pitted dates
1/3 of tablespoon of cinnamon powder
Optional: 1 teaspoon of maca or ashwaganda powder

Directions:
Chop the carrots and put everything in a blender or food processor. Some blenders require a bit of liquid to work properly, so if it’s the case with yours, just add a little bit of water. Blend everything very well untill it’s the consistency of ice cream. You may need to stop the blending a few times and give it a twist with a spoon or fork. Serve and eat right away. You may add your favorite toppings such as cacao nibs, coconut, dried mulberries and so on.


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Courage + Chocolate raw ice cream with almond butter ~ Coragem + Gelado cru de manteiga de amêndoas e chocolate

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(Please scroll down for english version)

Desde o meu último post, as palavras que escrevi têm andado a marinar na minha cabeça. Palavras sobre adiar a partilha do que tenho para contar por sentir receio relacionado com essa acção tão nova para mim. Reconheço que por vezes o medo de ser julgada ou incompreendida se apodera de mim e dispersa a minha energia e a minha atenção de tal modo que me vejo bloqueada e incapaz de agir.
No dia seguinte dei por mim a abrir um livro que andei a ler no início do ano e fui parar a uma página onde a autora fala do papel que as nossas acções têm na co-criação da nossa vida e também sobre a falta do hábito de agir:

“Na verdade, a inércia é uma atitude que deixa sequelas no seu agente e na comunidade, porquanto a decisão de não agir é uma decisão activa de manter o estado das coisas. Omitir uma acção quando ela é necessária é negar-se a posição de interventor no mundo, e permitir a desestruturação por ausência” ~ Susana Cor de Rosa (Quem somos nós)

Fiquei a matutar nisto durante a noite toda. Faz todo o sentido. Adiar a acção ou evitá-la de todo é uma escolha pessoal clara que me alinha com uma energia e uma realidade com as quais não me identifico. Daí a confusão que se instala dentro de mim como se tivesse centenas de fiozinhos a nascer no meu estômago e cada um é puxado numa direcção diferente, porque nessas alturas o que desejo é o oposto daquilo que faço.

Ficou claro para mim que tenho que praticar o acto de agir puro e simples, sem ponderar primeiro milhentas vezes sobre cada pormenorzinho. Desde miúda que tenho fama de ter mau feitio e de reagir de cabeça quente e por isso mesmo andei anos a tentar abrandar o meu processo de decisão para ter a certeza que fazia o “correcto”. Ou seja, para ter a certeza que ninguém se zangava comigo por causa das minhas decisões. Mas como já aprendi há muito tempo, há sempre alguém que não fica contente connosco, independentemente de tentarmos fazer tudo para agradar. Mais vale agir seguindo apenas o que nos indica o coração, independentemente do resultado. Assim ao menos ficamos com a paz de espírito intacta.

Foi com isto em mente que me sentei na cama para fazer a minha meditação antes de ir dormir e quando acabei reparei que tinha nascido uma nova pergunta na cabeça: quando é que foi a última vez que fui corajosa? Sim, corajosa! Não estou a falar de actos heróicos ou extremos como salvar alguém de um prédio em chamas ou fazer bungee jumping (mas está na minha lista! – o bungee jumping, não meter-me no meio de fogo) mas falo de agir única e exclusivamente de acordo com o que aquela vozinha interior nos diz, sem racionalizar cada detalhe, sem tentar calcular as consequências, sem haver apego com resultados, expectativas, a necessidade de controlo. Fazer só porque é o que ressoa no nosso coração e faz sentido. Só porque sim. Quando? Quando? Conseguem lembrar-se? A coragem é um daqueles “músculos” que muita gente não exercita tanto quanto gostaria e eu incluo-me nesse grupo. Mas como ser mais corajosa? Como deixar o medo de vez? Como florescer no meio da insegurança? Como?

Mesmo antes de ir dormir peguei no telemóvel e fui parar ao Instagram (o meu método preferido de procrastinar!) e de repente perdi-me por lá e percebi que havia uma qualquer energia que me atraía até às fotos de uma total desconhecida e garanto que ainda agora não vos consigo explicar como lá fui parar. Estas almas que nos chamam do outro lado do planeta sem sequer se aperceberem disso – e lá estava, numa foto bem mundana, mais um livro caído do céu na hora certa – “Coragem, a alegria de viver perigosamente” de Osho. Pimba!
“Deseja mais alguma coisa, Catarina?” É esta a frase que ouço dentro de mim nestas alturas. ;)
Por isso na manhã seguinte fui à biblioteca municipal assim que acordei (nada de adiar desta vez!) e fui buscar o livro que lá estava à minha espera.
E o que me ri quando logo nas primeiras páginas li a mensagem exacta que me tinha passado pela cabeça ontem:

“A palavra coragem é muito interessante. Deriva da raiz latina cor, que significa coração. Por isso, ser corajoso significa viver com o coração. E os fracos, só os fracos, vivem com a cabeça; medrosos, criam uma segurança de lógica à sua volta.”

“Portanto, não seja hesitante, não se preocupe demasiado com o poder errar. Este é um dos problemas: as pessoas foram ensinadas a nunca fazer nada de errado, e depois tornam-se tão hesitantes, tão medrosas, tão assustadas por errarem, que ficam entaladas. Não se mexem porque pode acontecer algo de errado.”

Lindo, não é? No fundo, no fundo já sabemos todas as respostas que precisamos de saber. Depois de recordar só falta praticar. ;)
E neste momento está alguém a pensar: “Mas a mulher é louca? Que raio tem tudo isto a ver com comida?!” Hehehehe…por acaso até tem tudo a ver. Mas disso vou falar noutro dia porque agora estou cansada e com fome!
Eu vou continuar a trabalhar neste assunto, vou aproveitar para acabar de ler o meu livro e só vou interromper a leitura para devorar este gelado irresistível que partilho aqui convosco porque gosto mesmo muito da vossa companhia!

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Ingredientes:
(Se possível biológicos)
4 bananas congeladas (não comes bananas? Lê isto, por favor).
2 colheres de sopa (ou o suficiente para a máquina triturar) de leite vegetal (usei de amêndoas) ou água
1 colher de sopa de manteiga de amêndoas (sem açúcar adicionado)
1 colher de sopa de alfarroba em pó (ou 1/2 colher de sopa de cacau em pó)
1 pêssego grande (maçãs também resulta bem)
1 colher de sopa com bagas goji

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~ Primeira camada:
Num processador de comida ou liquidificadora, juntar 2 bananas, leite e a manteiga de amêndoa e triturar até resultar numa pasta cremosa. Deitar esta pasta para um frasco e deixá-lo no frigorífico enquanto se faz o resto.
Limpar o aparelho que usaram.
~ Segunda camada:
Triturar as outras 2 bananas, leite e alfarroba até terem uma pasta com a mesma consistência que a anterior. Deitar no mesmo frasco com cuidado.
~ Terceira camada:
Cortar o pêssego (eu deixo ficar a casca) em pedaços pequenos e colocar por cima do gelado, juntamente com as goji.
Comer com uma colher, misturando as várias camadas.

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English:

Since my last post, the words I wrote have been marinating in my mind. Words about postponing sharing all I have to tell because I get fearful when dealing with this action that is so new to me.
I acknowledge that sometimes the fear of being judged or misunderstood takes over me and disperses my energy and focus so much that I become stuck and unable to act.
The day after that I stumbled upon a book I had read at the beginning of the year and opened it on a page where the author writes about the role our actions play in co-creating our life and also about our lack of habit for taking action:

Actually, inertia is an attitude that takes consequence on its’ agent and the community since the decision of not taking action is an active decision to maintain the current state of things. To omit an action when it’s a necessary action is to deny yourself the position of intervener in the world, and allow it to desmantle by absence.” Susana Cor de Rosa (Quem somos nós) – currently available in portuguese only

I was brooding about it all night long. It does make total sense. To postpone an action or completely avoid it is a clear personal choice that aligns me with an energy and reality with wich I don’t identify myself. Hence the confusion that settles within as I start to feel like my stomach is the fountain of hundreds of tiny strings, all pulled in different directions. Because right at that moment what I wish for is the opposite of what I do.

It was clear to me that I have to practice taking action, pure and simple, without first pondering about every single tiny detail.
Every since I was a kid I got a reputation for having a bad temper and being hotheaded so I spent a lot of years trying to slow down my decision making process in order to make sure I always did the “right” thing. And by “right” I mean decisions that wouldn’t cause anyone to be mad at me. But as I have learned a long time ago, there’s always someone mad at you even if you do everything in your power to please them. I might as well just act by following my heart, regardless of the outcome. At least this way my peace of mind stays intact.

This was exactly what I had in my mind as I sat down in my bed for my night meditation and I noticed that at the end of the meditation a new question had surfaced among my thoughts: when was the last time I did something courageous?
Yes, courageous! I don’t mean heroic or extreme actions like saving someone from a burning building or bungee jumping (even though it’s in my list! – the bungee jumping, not running into flames) but I mean taking action by only and exclusively listening to that inner voice, without rationalising every single bit of it, without trying to predict the consequences, without clinging to the result, the expectation, the need to control.
Doing something just because it is what resonates in your heart and makes sense to you. When? When? Can you remember?
Courage is one of those “muscles” most people don’t flex as much as they would like to and I can certainly include myself in that group. But how can one be more courageous? How to let go of fear for once and for all? How to blossom in the midst of insecurity? How?

Right before going to sleep I grabbed my phone and ended up on Instagram (my favorite form of procrastination!) and got a bit lost in there as I started to feel this intense energy atractting me to the photos of a complete stranger and I still can’t explain how I got there. One of those souls that attract us from the other side of the planet without even realising it – and suddenly there it was, in a totally mundane picture, another heaven-sent in perfect timing book: “Courage – the joy of living dangerously” by Osho. Boom!
“Is there anything else you need, Catarina?” Those are the words I hear inside me at moments like this. ;)
So the next morning I went to the public library (no procrastination this time around!) and picked up the book that was right there waiting for me.
You cannot imagine how much I laughed when I saw on the first pages the exact message that had been through my mind the night before:

“The word courage is very interesting. It comes from a Latin root cor, which means heart. So to be courageous means to live with the heart. And weaklings, only weaklings, live with the head; afraid, they create a security of logic around themselves.”

“So don’t be hesitant, don’t worry too much about going wrong. This is one of the problems: people have been taught never to do anything wrong, and then they become so hesitant, so fearful, so frightened of doing wrong that they become stuck. They cannot move, something wrong may happen.”

Beautiful, isn’t it? Deep down, really deep down we already know all the answers we need to know. After we remember it all we have to do is to practice it. ;)
And right about this moment someone is thinking: “But is this woman insane? What the hell has any of this have to do with food?!” Hahahaha…well actually it has everything to do with food. But I’ll write about that some other day because now I’m exausted and hungry.
I’ll keep working on this matter and I’m going to finish reading the book, only stopping to indulge in this amazing ice cream that I decided to share with all of you just because I love your company so damm much!

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Ingredients:
(Organic, if possible)
4 frozen bananas (don’t eat bananas? Please read this)
2 tablespoons (or just enough for your machine to blend) with veggie milk (I used almond milk) or water
1 tablespoon with almond butter (without added sugar)
1 tablespoon with carob powder (or 1/2 tablespoon of raw cacao powder)
1 large peach (works well with apples too)
1 tablespoon with goji berries

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~ First layer:
Put 2 bananas, 1 tablespoon with milk and the almond butter in a blender or food processor and blend until you get a creamy paste. Put it in a jar and place it in the fridge while you do the rest.
Clean the appliance you used.
~ Second layer:
Blend the last 2 bananas, 1 tablespoon with milk and carob until you get a cream similar to the first one. Put it carefully in the same jar.
~ Third layer:
Chop the peach (I always leave the skin) into small pieces and put them on top of the ice cream, adding the goji berries next.
Use a spoon and mix all layers as you eat it.

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Mango and berries ice cream ~ Gelado de manga e frutos silvestres

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(Please scroll down for english version)

Não há nada tão vibrante e radiante como fruta madura!
Este gelado é uma verdadeira delícia e só usei fruta para o fazer. É tão doce e tão saudável que tanto podemos comer como sobremesa ou como pequeno-almoço. A combinação destes sabores funciona muito bem porque a doçura da manga contrasta bastante com a acidez dos frutos vermelhos.
Eu gosto de servir comida nestes frascos de vidro por vários motivos…
Primeiro porque adoro frascos de vidro e acho que qualquer comida fica mais apetitosa assim. ;) E também porque vou comendo com uma colher e assim acabo por ir misturando as duas camadas aos poucos e o sabor (e a cor!) vai mudando.
Por vezes faço estes gelados bem grandes porque gosto de comê-los às refeições principais e não faço mais nada para acompanhar. Se quiserem fazer esta receita para um pequeno petisco durante o dia, basta cortar as quantidades em metade.
Como podem ver nas fotos, juntei chia e goji mas não é de todo essencial. Podem não juntar mais nada ou podem usar o que vos apetecer, como por exemplo: côco ralado, pepitas de cacau, frutos secos (nunca esquecer demolhar primeiro) ou sementes de cânhamo.

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Ingredientes:
(Se possível biológicos)
2 cups/chávenas (500ml) com frutos silvestres congelados
1 manga congelada
Se for necessário para a vossa máquina triturar, juntem um pouco de água ou leite vegetal.
Opcional: 1/2 colher de sopa com chia e meia dúzia de bagas goji

Quando tiverem uma manga bem madura, descasquem-na e cortem em fatias/pedaços. Ponham num recipiente fechado no congelador pelo menos durante umas 2 horas.

~ Primeira camada:
Usando uma liquidificafora ou processador de comida, triturem primeiro os frutos vermelhos até ficar uma pasta suave e cremosa. Com uma colher deitem essa pasta num frasco de vidro e guardem no frigorífico enquanto fazem o resto.
~ Segunda camada:
Limpem o processador e triturem a manga até ficar uma pasta de consistência igual à anterior.
Ponham no mesmo frasco, por cima da primeira camada. Por fim, adicionem o que quiserem e podem comer imediatamente.
E viva a fruta e o verão!! :)

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English:
There’s nothing so vibrant and radiant like ripe fruit!
This ice cream is truly delicious and I only used fruit to make it. It’s so sweet and so healthy you can eat it for dessert and for breakfast.
The combination of these 2 flavours works wonderfully well because the sweetness of the mango really contrasts with the bitterness of the berries.
I like serving ice cream in mason jars for several reasons… One of the reasons is I love mason jars and I think all food looks better in one. ;) Another reason is that this way I use a spoon and I end up mixing the 2 layers and the flavour (and colour!) of the ice cream keeps changing.
I do tend to make big sized recipes because sometimes ice cream is all I eat for one meal so If you only want to have a little snack, just go ahead and cut the quantities in half.
As you can see in the pictures I added chia and goji but that’s not necessary. You don’t need to add any toppings or you can choose your favorites like shredded coconut, cocoa nibs, nuts (always soak them before) or hemp seeds.

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Ingredients:
(Organic if possible)
2 cups (500ml) frozen berries
1 frozen mango
A little bit of water or veggie milk if it’s necessary for your machine to blend.
Optional: 1/2 tablespoon of chia seeds and half a dozen goji berries

When you get a ripe mango just peel it and chop it before popping it in the freezer for at least a couple of hours.

~ First layer:
Use a blender or food processor and blend the berries first until you get a smooth and creamy paste.
Use a spoon and put that paste in a mason jar. Pop it in the fridge while you do the rest of the recipe.
~ Second layer:
Clean the food processor and blend the mango until you get a paste with the same consistency as the first one. Add it to the same jar, finish it with your favorite toppings and it’s ready to eat right away.
Hurray for fruits and summertime!!

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A very healthy blueberry ice cream! ~ Um gelado de mirtilos muito saudável!

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(Please scroll down for english version)

Este gelado é tão saudável que pode ser comido como sobremesa ou até ao pequeno-almoço! Não leva açúcar processado porque a fruta que uso já é bem docinha. Eu gosto muito mais de gelados veganos crus do que gelados “tradicionais” e quando começa o calor apetece-me experimentar sabores diferentes todos os dias. Ainda por cima são tão fáceis de fazer e ficam mais baratos. Até a minha cachorrinha gosta! Não me largou enquanto eu tentava tirar as fotos. Demorei tanto tempo a tentar que ela não entrasse na foto que o gelado começou a derreter!
Acabei por desistir, como podem ver. ;)
Portanto, esta é a primeira de muitas receitas de gelados!

Sempre que tenho bananas a ficar muito maduras e sei que não vou comer todas, aproveito para congelar. Basta tirar a casca e meter as bananas em caixas ou sacos e deixar no congelador. Eu corto-as às rodelas porque a minha liquidificadora não tem muita potência e assim tritura mais rápido. Se tiverem uma liquidificadora super potente não precisam de cortar as bananas.

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Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
2 bananas congeladas (Não comem bananas? Leiam isto, por favor.)
125g de mirtilos (frescos ou congelados)
2 colheres de sopa (ou o suficiente para a vossa máquina triturar) com leite vegetal (eu usei de amêndoas)
2 colheres de sopa com côco ralado (sem açúcar adicionado)
(Quando a minha refeição é só isto, duplico ou triplico a receita.)

Juntar tudo numa liquidificadora ou processador de comida (se não tiverem podem usar a varinha mágica) e triturar até ficar uma pasta homogénea e cremosa. Servir logo a seguir e, se quiserem, juntem mais côco ralado por cima.
E já está! Maravilha!

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Actualização! Nova foto: o gelado com uma camada de mousse de chia e morangos.

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English:
This ice cream is so healthy you can eat it for dessert and even for breakfast!
It doesn’t need any added processed sugar because the fruit I use is already really sweet. I prefer vegan raw ice cream to the “traditional” ice cream and during the summer I try lots of different recipes. It’s so easy and cheap!
Even my dog loves it! She wouldn’t let me take the pictures because she kept asking me for some ice cream. It was taking me so much time to try and keep her away that I ended up giving up because the ice cream was melting. ;)
So this is the first of many ice cream recipes!

When I get a lot of ripe bananas and I feel like I won’t eat them all, I freeze them. All you need to do is peel the bananas and place them in a container or bag and put it in the freezer. I like to chop the bananas in slices because my blender is not that powerful and this way it ‘s a lot faster to blend. If you have a powerful blender you don’t need to chop the bananas.

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Ingredients:
(Organic if possible)
2 frozen bananas (Don’t eat bananas? Please read this.)
125g blueberries (frozen or fresh)
2 tablespoons (or just enough for your machine to blend) of non-dairy milk (I used almond milk)
2 tablespoons of shredded coconut
(Unsweetened)
(When I only have this for a whole meal I double or triple this recipe.)

Place everything in a blender or food processor (if you don’t have it try an immersion blender) and blend until you get a smooth cream. Serve right away (you can add some coconut on top if you wish to).
And that’s it! Just wonderful :)

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Update! New picture: with a layer of strawberry chia pudding.

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