The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Living with the 5 Reiki principles ~ Vivendo com os 5 princípios do Reiki

catarina-essencia-adraga-9-10-2016-4(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Só por hoje…

Sou calma
Confio
Sou grata
Trabalho honestamente
Sou bondosa

São os 5 princípios do Reiki.

Tantas vezes que estas palavras ressoam na minha mente, levemente, como um lenço colorido a dançar com a brisa de um fim de tarde de verão.

Só por hoje… como que uma âncora que me agarra ao aqui e agora, que no fundo é tudo o que tenho, tudo o que importa. Aqui e agora. Só por hoje…

Quase sempre são momentos em que estava prestes a voltar a comportamentos antigos que nasceram no medo e seus muitos descendentes, como a raiva, a insegurança, a tristeza e a ansiedade. Comportamentos tão enraizados que se poderia dizer que fazem parte de mim. Mas que não passam de hábitos disfarçados de personalidade, não fazem parte de mim e não pertencem à minha essência. Comportamentos de reacção e não de criação que me querem convencer que sou um mero peão na minha vida, uma vítima das circunstâncias sem qualquer poder.

Mas onde ganho consciência dessa reacção, onde digo “obrigada, mas já não preciso de ti”, é onde ganho o espaço para nascer a criação. Esse espaço precisa de respirar, respirar profundamente, precisa de sentir cada momento, precisa de silêncio, para suster, pairar, puxar a minha perspectiva para as alturas de uma águia em pleno vôo, de onde se vê tudo o que existe para lá do problema.

E estes princípios têm servido como fertilizante potente e orgânico para este meu espaço. Para que cada dia fique mais rico, mais fértil, propício a raízes mais profundas, mais flexíveis, mais fortes. Raízes que irão dar vida a uma criação em sintonia com quem verdadeiramente sou.
Uma criação onde eu posso ser eu em tudo o que faço e tudo o que permito nascer através de mim.
Não é fácil, mas parece-me que é a única coisa que vale a pena.
Por isso, só por hoje… catarina-essencia-adraga-9-10-2016-9(ENGLISH)

Just for today…

I will not be angry
I will not worry
i will be grateful
I will work honestly
I will be kind

This are the 5 Reiki principles.

There are so many times when these words echo in my mind, lightly, like a flag dancing with the warm breeze at the end of a summer day.

Just for today… like an anchor that keeps me right here and right now, which is actually the only thing I have, all that matters. Here and now. Just for today…

It happens almost always at moments when I was about to go back to old behaviours born from fear and its many descendants like rage, insecurity, sadness or anxiety. Behaviours rooted so deeply that one could think they are part of me. But they’re nothing more than habits disguised as personality, they are not part of me and don’t belong to my essence. Behaviours of reaction instead of creation that try to convince me that I’m nothing but a pawn in my life, a victim of the circumstances, void of any power.

But where the awareness of this reaction grows, where I say “thank you but I don’t need you anymore”, that is where I can make space for the creation to be born. This space needs to breath, breath deeply, it needs to feel every moment, it needs silence, to sustain, to hover above, to pull my perspective to the heights of an eagle in full flight, where I can see all that exists beyond the problem.

And these principles have been working as a powerful and organic fertiliser for said space. Every day making it richer, more fertile, suitable for growing deeper, stronger and more flexible roots. Roots that will give life to a creation in sync with who I really am. A creation where I can be myself in everything I do and all I allow to grow through me.

It’s not easy but it strikes me as the only thing worth doing. So, just for today…

(photos ~ Lieve Tobback)

 


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Qual é a tua essência? ~ What is your essence?

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Há tantos momentos na vida em que nos perguntamos: quem sou eu? Qual é a minha essência? Essa parte imutável em mim que sobrevive a todas as mudanças e movimentos do mundo e da própria vida. A parte que nasceu e se mantém selvagem, independentemente de tudo o que faço para a amansar, ignorar ou até mesmo esquecer. O que é? Como posso ligar-me a esse lado para permitir que seja a bússola que me orienta com as minhas decisões, escolhas, sonhos? Uma coisa sei sem sombra de dúvida ~ não chego lá através do pensamento, tenho que senti-lo. Profundamente e completamente, com cada célula do meu corpo, cada cabelo na minha cabeça, cada respiração. A melhor maneira que conheço para fazê-lo é ligar-me à natureza e permitir que os elementos despertem a Catarina que, por vezes, eu esqueço ou ponho de lado devido a racionalizar em demasia. Mas como traduzir isso em imagem?

Foi por isso que adorei esta sessão fotográfica com a Lieve Tobback, porque foi exatamente esse o desafio que ela me propôs ~ qual é a tua essência? Sente e explora os caminhos que te levarão a essa resposta. E eu estarei aqui para capturá-lo. E foi isso que fiz, submergindo numa dança entre mar e espírito, vento e memória, sol e luz, areia e sombra. Nunca tinha vivenciado a praia como fiz neste dia e senti uma libertação enorme, uma conexão muito profunda comigo própria e com a natureza. Este é o resultado ~ não são retratos ou poses planeadas, mas uma dança crua de imagens que ressoam na minha alma.

Estas imagens traduzem uma prática constante de amor próprio, descoberta e nutrição pessoal que vão contra toda e qualquer comparação. É algo que eu desejo que toda a gente possa experimentar, nem que seja uma vez na vida. A parte difícil foi escolher apenas algumas fotos que representassem bem as muitas horas que passámos na praia da Adraga, em Sintra. Mas aqui estão. Esta sou eu. A minha essência interpretada pelos olhos e sensibilidade de uma artista maravilhosa. Obrigada Lieve!

(A Lieve trabalha em vários pontos de Portugal e poderão contactá-la através do facebook)

(ENGLISH)

There are so many times in life where we ask: who am I? What is my essence? That unchangeable part of myself that survives all shifts and motions from the world and life itself. The part that was born and stays wild, regardless of how much we try to tame it, ignore it or simply forget about it. What is that? How can I tap into it in order to let it guide my decisions, my choices, my dreams? One thing I know for sure ~ I can’t reach it through thinking, I have to feel it. Deeply and thoroughly with every little cell of my body, every hair in my head and every breath I take. The best way I know how to this is to connect with nature and let the elements awaken the Catarina I sometimes forget or put aside due to too much thinking. But how could that be translated into image?
This is why I loved this photo shoot with Lieve Tobback. That was exactly the challenge she proposed ~ what is your essence? Feel it and explore the roads that will lead you to the answer. I’ll be here to capture it. And that is what I did, submerging myself in a dance between ocean and spirit, wind and memories, sun and light, sand and shadow.
I had never experienced the beach and the ocean like I did this day and I felt such a great release, such a deep connection with myself and nature. This is the result ~ not portraits nor planned poses but a dance of raw imagery that just makes my soul sing.

This images translate a constant practice of self love practice, self exploration and nurturing against all and any comparison. It’s something I wish everyone would have a chance to do at least once in a lifetime. The difficult part was to choose just a few photos to represent the many hours we spent at Adraga beach in Sintra, Portugal. But here they are.
This is me. My essence through the eyes and sensibility of a wonderful artist.
Thank you Lieve!

(Lieve works in several locations in Portugal and can be contacted through her facebook page)

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Less is more… decluttering and saying no to consumerism ~ Menos é mais… libertar-me de tralha e ser menos consumista

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“Terá sucedido na vida quando tudo o que realmente quiser for apenas o que realmente precisa.” ~ Vernon Howard

Menos é realmente mais…

Viver com menos coisas faz-me sentir mais inteira.
Libertar-me de tralha e esvaziar, nem que seja só um pouco, o espaço em que vivo ajuda-me a sentir-me ligada ao que não se consegue ver…

É essa essência que está connosco em todo o lado, mas que se perde no meio dos objectos. Eu sinto-a a ganhar corpo no espaço vazio.

Acredito piamente que o espaço que habitamos é um reflexo do que se passa dentro de nós e que podemos melhorar activamente o nosso estado de espírito e a nossa saúde quando nos livramos de tralha que se vai acumulando na nossa casa e na nossa vida.

Eu pura e simplesmente não consigo pensar quando estou numa sala caótica, atafulhada de coisas! O meu cérebro fica em curto circuito e o meu corpo começa a implorar a fuga. Espaços com demasiados objectos ou muito desarrumados sufocam-me e roubam-me energia, clareza e paz.

Eu detesto tralha e detesto gastar tempo a arrumar e limpar, logo, prefiro ter o mínimo de coisas à minha volta. Desprender-me de bagagem é das actividades de que mais gosto e dá-me uma sensação de abertura, liberdade e felicidade quase catártica.
Não pensem que vivo como um monge numa caverna, não. Eu tenho muita coisa, apesar de escolher ter muito menos do que todas as outras pessoas que conheço pessoalmente, principalmente no que toca a roupa, acessórios e artigos de decoração.

Mesmo assim é muito mais do que aquilo que realmente preciso para a minha vida. A verdade é que precisamos de tão pouco que até nos custa a imaginar!

Sempre que começo a sentir muita energia estagnada e bloqueada dentro de casa, aquele tipo de energia incómoda e teimosa que não sai nem com todas as janelas abertas ou com maratonas a queimar salva ou óleos essenciais, já sei que tenho que despachar qualquer coisa que anda para aqui encafuada e que já não me serve para nada.

Tenho o hábito de olhar de uma maneira simbólica para a forma como nos relacionamos com as nossas coisas.
Descobri que ter demasiadas escolhas (como no vestuário, por exemplo) não me traz liberdade como seria se esperar, mas ansiedade e indecisão. Quando vivo com apenas o essencial, como quando viajo com pouca bagagem, tenho muito mais tempo para fazer o que realmente me faz feliz e muito mais tempo para cuidar de mim e meditar, ouvir música, ler, passear, escrever, estar com amigos. E sou muito mais produtiva, calma e bem disposta em ambientes arrumados e minimalistas.

Criamos relações fortíssimas com tudo, incluindo objectos inúteis, estragados ou ultrapassados devido a dois grandes motivos: medo do futuro ou incapacidade de largar o passado.

Há já algum tempo que trabalho conscientemente e propositadamente a minha ligação emocional com os objectos e hoje consigo ver com bastante clareza o que me prende a quase todos eles. E escolho libertar-me.

No início foi um pouco difícil mas hoje sai-me com muita naturalidade. Alivia-me, faz-me sentir bem… acredito que é uma benção doar ou vender aquilo que já não me é útil mas que de certo o será para alguém. Gosto de imaginar a vida que um objecto poderá ter, sendo usado diariamente por alguém que o estima e lhe dá valor, em vez de ficar mais uns anos a ser ignorado nas minhas prateleiras ou gavetas.

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Nos últimos 3 anos vendi, doei e reciclei cerca de metade de toda a minha roupa, acessórios, artigos de decoração e livros. E sabe tão bem! E continuo a fazê-lo… É um projecto em andamento.

São estas as peças das quais me escolho desapegar : tudo o que for velho, estragado, tudo o que já não representa quem eu sou, que não me serve, que não me fique bem, que não tem utilidade, tudo o que não uso há mais de 1 ano ou que, pura e simplesmente, não ADORO.

Quando as dúvidas me assolam, seguro no objecto em questão e pergunto-me: como é que isto torna a minha vida melhor?
E depois imagino a minha vida com o objecto e a minha vida sem ele.
Na grande maioria das vezes, não encontro qualquer diferença!

Com o dinheiro que fiz a vender tudo isto, consegui pagar os meus cursos de reiki (nível 1 e 2), aulas de surf, dois workshops em energia quântica e meditação, algumas massagens, prendas para amigos e cerca de 4 ou 5 livros.

Vender esta tralha enriqueceu a minha vida também devido ao modo como optei por gastar esse dinheiro. Investi em experiências e coisas que dão frutos muito depois de as comprar.
Isso tem um impacto muito maior na minha felicidade e qualidade de vida do que praticamente qualquer objecto que poderia ter comprado.

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(Alguns dos livros que comprei nos últimos anos e que vou guardar)

Nos últimos anos dou por mim a perguntar “mas eu preciso mesmo disto?” sempre que me sinto tentada a comprar qualquer coisa e a verdade é que a resposta costuma ser um grande “não!”. Sem pena, tensão ou culpa – um decidido “não”. E quando me sinto a nadar num mar de dúvidas, tento identificar as emoções por trás do impulso ou desejo repentino. E quando isso fica claro e me sinto calma, vem-me à cabeça algo como: prefiro comprar estas coisinhas ou passar o mês inteiro a comer biológico? Ou ainda… prefiro comprar isto ou guardar este dinheiro para a minha próxima viagem?
Conseguem adivinhar a resposta que costuma sair? Pois…

E a vida muda, passinho a passinho, dia após dia. Comecei a ficar imune a muitas tentações.

Nunca me considerei uma pessoa muito consumista, apesar de no passado ter comprado muito mais do que aquilo que realmente necessitava. Mas sempre menos do que as minhas amigas ou conhecidas. Muito menos! Desde criança que dou muito valor ao dinheiro e tenho o hábito de preferir qualidade à quantidade. Sempre vi o potencial escondido atrás de meia dúzia de trocos e faz-me confusão quando alguém me diz que quer comprar isto ou aquilo por ser tão barato. “Mas, se não precisas, porque compras? Porque é giro e barato! Mas se não precisas, seja barato ou não, estás a deitar dinheiro fora.”

A questão é que meia dúzia de trocos gastos todas as semanas aqui e ali pode parecer pouco mas, quando fazemos a conta final, dá muito, mas mesmo muito dinheiro. Lembro-me de ter uma colega no liceu que se queixava porque nunca tinha dinheiro para ir connosco viajar no verão mas que tinha o hábito de gastar imenso dinheiro com trivialidades no dia a dia. Um dia disse-lhe que se ela comprasse menos 1 bolo e 1 café por dia durante o ano todo e pusesse esse dinheiro num mealheiro, ia chegar a junho com o valor suficiente para ir curtir umas férias fabulosas com a malta. Mas ela não acreditou e nunca fez a conta. Como é que algo tão barato como um bolinho podia fazer essa diferença? Mas a verdade é que faz. Porque facilmente se transforma em 365 bolinhos e cafés num ano. Desde que me lembro de ser gente que penso no dinheiro assim.

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Mas nunca fui tão poupada como agora…

Nos últimos 20 meses (desde o início de 2015) comprei menos de 20 peças de roupa e acessórios, incluindo calçado, malas, biquinis, roupa interior, óculos e bijuteria. Recebi mais algumas peças de presente e outras poucas que me deram em 2a mão. Comprei uns poucos livros que queria mesmo ler e que não encontrei nas bibliotecas municipais. Não comprei absolutamente nada para a minha casa, com a excepção de umas plantas e 2 electrodomésticos para substituir os que se tinham estragado e que não foi possível arranjar. Esses foram para reciclar. E acabo de comprar (finalmente!) um novo computador portátil, também para substituir o meu antigo que já tinha morrido há muito tempo.

Isto não significa que tenha perdido a capacidade de apreciar a beleza de uma peça ou de ver o engenho e talento de quem a concebeu e a fez. Apenas não sinto necessidade de a ter só porque me atrai e não me sinto com falta de um objecto só porque gosto dele.

Ganhei uma nova perspectiva sobre todo o desperdício, poluição e desgaste individual e colectivo que todo este consumismo barato e rápido anda a criar no mundo. E tento, tanto quanto possível, ter isso na consciência quando tomo as minhas decisões enquanto consumidora e habitante deste planeta.

E para mim, a vida mostra ter uma fluidez muito melhor assim…

“Inventamos uma montanha de consumo supérfluo, compra-se e descarta-se. Mas o que se gasta é tempo de vida. Porque quando eu compro algo, ou você, não compramos com dinheiro, compramos com o tempo de vida que tivemos de gastar para ter esse dinheiro. Mas com esta diferença: a única coisa que não se pode comprar é a vida. A vida se gasta. E é miserável gastar a vida para perder liberdade.” ~ José Mujica

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ENGLISH:

“You have succeeded in life when all you really want is only what you really need.” ~ Vernon Howard

Less really is more…

Living with less stuff makes me feel more whole. Decluttering and emptying, even if just a little bit, the space I live in makes me feel connected to what I can’t see… That essence that is with us everywhere we go, but gets lost in between the clutter. I can feel it taking shape in an empty space.

I firmly believe the space we inhabit is a reflection of what is going on within and that we can actively improve our state of mind and our health when we get rid of clutter that keeps piling on in our house and our life.

I just can’t, absolutely can not, think when I’m inside a chaotic room, stuffed with things! My brain starts short-circuiting and my body starts begging me to flee. Spaces with way too many objects or overly messy suffocate me and steal my energy, clarity and peace.

I hate clutter and I hate wasting my time cleaning it so I choose to have the least amount of stuff possible around me. Letting go of baggage is one of my favorite activities and it gives me a feeling of openness, freedom and happiness. It’s quite cathartic, to be honest.

Don’t get me wrong, I don’t live like a monk in a cave, no. I have lots of stuff, even though I choose to have a lot less things than all the other people I know, specially when it comes to clothing, accessories and household items.

It’s still a lot more stuff than I need for my life. The truth is, we need so little it’s actually hard to believe!

Whenever I feel a lot of stuck and stalled energy at home, that type of stubborn and uncomfortable energy that just won’t go away even if I keep every window wide open and burn lots of sage or essential oils, I feel like I need to get rid of something that has been stacked around here and has absolutely no purpose or use.

I have this habit of looking at the relationships we have with our things in a very symbolic way.
I’ve found out that having too many options and choices (like with clothing, for instance) doesn’t bring me the expected freedom but lots of anxiety and indecisiveness. When I live with just the bear essentials, like when I’m traveling light, I have a lot more time to dedicate myself to what really brings me joy and I have a lot more time to take care of myself, such as meditating, listening to music, reading, writing or hanging out with friends. And I’m so much more productive, calm and jolly when I stay in minimalistic and tidy spaces.

We create such strong relationships with everything, including objects that are useless, broken or outdated due to two big reasons: fear of the future or inability to let go of the past.

It’s been a while since I started consciously and purposely working on my emotional attachment to things and today I can see quite clearly what binds me to almost all of them. And I choose to let them go.

At the beginning it was a bit difficult but now I do it very naturally. I feel relieved, it makes me feel good… I believe it’s a blessing to donate or sell something that no longer is useful to me but will certainly be of use to somebody else. I enjoy picturing the new life a certain object will get, being used by someone that appreciates it and values it, instead of just being ignored for a few more years on one of my shelfs or in my drawers.

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For the past 3 years I’ve donated, sold and recycled about half of all my clothes, accessories, household items and books. And it feels so good! I’m still doing it… It’s a work in progress.

This is what I choose to let go of: anything that is outdated, broken, that no longer represents who I am, doesn’t fit me well, doesn’t make me look good, has no purpose, hasn’t been used in over 1 year or anything that I just simply don’t LOVE.

Whenever I feel too overwhelmed to make a decision about keeping a certain object, I hold that item in my hands and ask myself: how does this make my life better? And then I picture my life with the item and after I picture my life without it. For the large majority of things, there’s absolutely no difference!

With the money I made selling all that I managed to pay for my reiki courses (level 1 and 2), surf lessons, two workshops on meditation and quantum energy, a few massages, some gifts for friends and about 4 or 5 books.

Selling that clutter made my life richer, also because of the way I chose to spend the money I got. I invested in experiences and things that keep on giving long after the moment of purchase. That has a much bigger impact on my happiness and quality of life than probably any other object I could have bought.

For the past few years I catch myself asking “but do I really need this?” every time I feel tempted to buy something and, to be honest, most of the time the answer is a big “no!”. Free from pity, tension or guilt – a very assertive “no”. And when I feel I’m drowning in a sea of doubt I try to identify the emotions behind that impulse or sudden desire to buy. When I get clear on that and I feel calm, I just think about something like: would I rather buy this or eat organic all month long? Or even better… would I rather get this or save this money for my next trip?
You can guess the answer to that, right? Right…

And life changes, little by little, day after day.
I began to feel immune to lots of temptations.

I’ve never considered myself to be a big consumerist, even though I had the habit of buying more than I really needed. But still a lot less than my friends or acquaintances. A lot less! Every since I was a child I remember giving a lot of value to money and having the habit of choosing quality over quantity. I guess I’ve always seen a lot of potential even in a few dollars or just cents and it I feels weird to me when people buy this or that just because it’s cheap. “But, if you don’t actually need it, why are you buying it? Because it’s so cute and so cheap! But if you don’t need it, you’re throwing your money away, regardless of being cheap or not.”

The thing is, when you add all of those “just a couple of dollars here and there”, you will realize you’re spending a lot of money weekly or monthly. I remember I had this classmate in high school and she kept complaining because she never had a lot of money to go on vacation with our group of friends during the summer. But she was always spending a lot of money on everyday things and trivialities. One day I told her if she bought one less muffin and coffee everyday and put that money aside in a piggy bank for the whole year of school, she would have enough money for the trip by the time summer arrived. But she wouldn’t believe me and never did the math. How could something so small like a muffin or a cup of coffee make any difference? But it does. Because it quickly turns into 365 muffins and cups of coffee in a year.
Every since I remember being a person I’ve thought about money that way.

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(Some of the books I’ve bought these last few years. I won’t be selling these for now.)

But I’ve never been this frugal…

For the past 20 months (since the beginning of 2015) I’ve purchased less than 20 pieces of clothing and accessories, including shoes, bags, underwear, bikinis, glasses and jewelry. I got a few more pieces as gifts and a couple more second hand itens from friends. I also got a few books that I really wanted to read but couldn’t find at the local library. I didn’t buy anything for my home, with the exception of a few plants and two appliances to replace the ones that broke down and couldn’t be fixed. Those went to the recycling bin. And I finally bought a new laptop, also to replace my old one that died a long time ago.

This doesn’t mean that I lost the ability to appreciate the beauty of a piece or to acknowledge the talent and genius of those who imagined and created it. I simply don’t feel the need to have it just because I find it appealing and I don’t feel like I’m lacking something just because I liked it.

I’ve gained a new perspective on all this waste, pollution and collective and individual exhaustion that this fast and cheap consumerism has been bringing to the world. And I’ve been trying, was much as possible, to keep that in mind whenever I make my decisions as a consumer and as a resident of this planet.

And to me life seems to flow much better this way…

“We have made up this mountain of pointless consumerism, we buy and we discard. But what we’re wasting is time of life. Because when I buy something, or you, we are not buying it with money, we are buying it with the time of life we had to spend to get that money. But there’s a difference: the only thing you cannot buy is life. Life is spent. And it’s miserable to spend a life to lose freedom.” ~ José Mujica

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A year of beginnings and Reiki ~ Um ano de inícios e de Reiki

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Algo me diz que 2016 será um ano de muitas primeiras vezes.
É essa a intenção que reconheci a crescer interiormente desde os últimos dias do ano passado e que começou já a ganhar forma, de dentro para fora.

No ano passado escrevi sobre como não gosto de me apegar a objectivos e resoluções porque muitas vezes não passam de resultados vazios de significado e porque tantas outras vezes aquilo que queremos não é de todo aquilo que realmente precisamos.

Este ano que passou parece ter sedimentado a minha viagem interior de auto aprendizagem e exploração. Para quem assistiu do lado de lá até pode parecer que pouco ou nada aconteceu por aqui, mas eu fico assombrada sempre que olho para o espelho retrovisor e conto os quilómetros que percorri nesta estrada cheia de curvas e contra curvas. Seja qual for a continuação do caminho ou mesmo o destino final, tenho a certeza que será muito melhor do que qualquer plano que eu tivesse tentado desenhar sozinha no meu mapa.

Houve alturas em que tive como intenção trabalhar, curar e mudar algo muito específico em mim, como ser mais calma, mais positiva, mais compreensiva e tantas outras coisas.

Mas ultimamente, sempre que fecho os olhos e peço ajuda, o meu desejo poderia ser resumido muito simplesmente assim: “Quero crescer e evoluir de um modo harmonioso, positivo e pacífico, de modo a mudar o que tenho que mudar para me tornar na versão mais verdadeira de mim própria”.

Porque se há algo que sei sem qualquer dúvida é que não vale a pena escolher crescer através da dor ou sofrimento.

E como essa versão de mim mesma implica um peito bem aberto, ando para aqui a praticar para expandir o coração o mais possível, como quem treina a respiração para mergulhar em apneia e conseguir suportar ondas gigantes em cima.

E praticar para ganhar coragem, para conseguir dizer “Sim” sempre que algo faz brotar aquela música cá dentro e conseguir dizer “Não” a tudo e todos que me sobrecarregam negativamente sem sentir a necessidade de me justificar.

E praticar para manter aquela chama intocável, sempre constante, a minha velinha a salvo de sopros e de apagões, a alumiar pacificamente o meu caminho mesmo de olhos fechados, independentemente das circunstâncias exteriores. Sabendo que não preciso de os abrir para saber para onde vou.

Praticar tornou-se palavra chave, ferramenta essencial para navegar este mundo caótico e tortuoso.
Porque não há teoria que nos ajude sem a pormos em prática.

Praticar o silêncio, trabalhar a energia. Praticar diariamente. Para mim, é sinónimo de sanidade, paz e alegria.

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Essa prática tem-me levado de regresso a mim própria e guia-me a novas ferramentas que me ajudam a melhorar a minha condução.

Há mais de um ano levou-me até ao estudo dos chakras (portais de energia em cada um de nós) e mais recentemente dirigiu-me até ao Reiki. Explicando de um modo muito simples, o Reiki é uma técnica japonesa de cura através da energia vital, usando várias colocações das mãos.

Esta semana preparo-me para mergulhar no curso de nível 1, tendo toda a fé que será uma aprendizagem muitíssimo positiva e recompensadora, que dará frutos para o resto da minha vida.
Desde que, lá está, eu pratique.

Mas poucas técnicas de trabalhar a energia me pareceram tão estranhamente familiares quanto o Reiki e o facto de sentir este empurrãozinho cósmico faz-me sentir que estou em sintonia com este método ancestral.

“O processo do Reiki é o de retirar suavemente, purificar e curar as nossas camadas erróneas de percepção, confusão e falsa identidade, e permitir que a verdadeira natureza desperte do nosso interior, de modo gradual e natural. Firmemente, tornar-nos-emos mais lúcidos, fortes e saudáveis, a todos os níveis.”
(David F. Vennels ~ Reiki para principiantes)

Para quem tiver interesse ou curiosidade, podem espreitar o site da escola de Reiki aqui.
E deixo-vos uma lista de livros que conheço sobre o assunto:
O Manual do Reiki ~ Walter Lubech
Reiki para principiantes ~ David F. Vennels
O grande livro do reiki ~ João Magalhães
Manual de Reiki do Dr Mikao Usui ~ Mikao Usui
Mãos de luz ~ Barbara Ann Breennan

Esta será a minha terceira primeira vez deste ano. Estou certa de que virão muitas mais e de que terei a oportunidade de partilhar bastantes com todos vós!
Desejo-vos um ano repleto de desafios positivos e de magia! Sim, magia! Porque ser sério é sobrevalorizado e uns unicórnios e fadas nunca fizeram mal a ninguém!

(Fotos tiradas na Costa da Caparica, Lisboa, Portugal)

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ENGLISH:

Something tells me 2016 is going to be a year of many first times.
That’s the intention I recognise growing within since the last few days of the year. And it’s already taking form, from the inside out.

Last year I wrote about how I don’t like resolutions or goals as they usually represent just some empty results with no real significance behind them. And also because more often than not what we want is not what we actually need.

This past year seems to have strengthen the foundations of my journey of self knowkedge and exploration. For those witnessing from the other side it might even look like nothing much was happening around here, but I feel astonished every time I take a look at the rearview mirror and count the miles I’ve crossed on this road full of twists and turns.

Whatever the rest of this path looks like or whatever the final destination is, I’m sure it will be a lot better then any plan I could have drawn on my map by myself.

There were times when I had the intention to work, heal and change very specific things about me, like being more calm, more positive, more understanding and many other stuff .

But lately, when I close my eyes and ask for help, this is how I translate my wish: “I want to grow and evolve in a harmonious, positive and peaceful way, changing what I need to change in order to become the truest version of myself”

Because if there’s something I’ve already learned is that there’s no real need to grow from pain or suffering.

And this version of myself asks for a heart open wide, so I’ve been here practicing like crazy to expand it as far as possible, just like someone who practices breathing for freediving while taking gigantic waves on the head.

And practicing to summon the courage to say “Yes” to every little thing that stirs that music within and to say “No” to everything and everyone that drags me down with negativity without feeling the need to justify myself.

And practicing to keep the flame untouched, always constant, my tiny candle protected from blows or blackouts, illuminating my path even when I have my eyes closed, regardless of the outside circumstances. Trusting that I don’t need to open them in order to know where I’m headed.

To practice has become a key element, the essential tool to navigate this chaotic and tortuous world. Because no theory can help us unless we put it into practice.

To practice the silence, work the energy. To practice daily. To me it has become the synonym of sanity, peace and joy.

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This practice is bringing me back to my own self and has been guiding me to other tools that allow me to improve my driving skills.

A little over a year ago it guided me to studying the chakras (portals of energy in each of us) and recently it has taken me to learn about Reiki.
To explain it very in a very simple fashion, Reiki is a japanese technique of healing through vital energy, by placing the hands in several positions.

This week I’ll be getting ready to dive into the level 1 course, feeling confident it will be a very positive and rewarding experience, one that I will benefit for the rest of my life.

That is, of course, provided that I practice.

But not many energy techniques have sounded so strangely familiar to me as this one has and the fact that I’ve been feeling that cosmic push makes me feel quite in sync with it.

“The process of Reiki is to softly remove, purify and heal our erroneous layers of perception, confusion and false identity, and allow our true nature to awaken from within, in a gradual and natural way. Firmly, we will become more lucid, strong and healthy, on every level.”
(David F. Vennels ~ Beginner’s Guide to Reiki: Mastering the Healing Touch)

If you feel curious about this issue you can visit the site of the school right here (portuguese only) and I’m sharing below a list of books I know about this subject:
Beginner’s Guide to Reiki: Mastering the Healing Touch) ~ David F. Vennels
The Complete Reiki Handbook ~ Walter Lubech
The original Reiki handbook of Dr. Mikao Usui
O grande livro do reiki ~ João Magalhães (portuguese only)
Hands of Light: A Guide to Healing Through the Human Energy Field ~ Barbara Ann Brennan

This will be my third first time this year and I’m sure many more will come to fruition later on. I’ll be more than pleased to share some of them right here with you.

I wish you a year full of positive challenges and lots of magic! Yes, magic! Being serious is overrated and a few unicorns and fairies never hurt anyone!

(Photos taken at Costa da Caparica, Lisboa, Portugal)


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Creamy apple and ginger smoothie and A Course in Miracles ~ Batido cremoso de maçã e gengibre e Um Curso em Milagres

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Nestas últimas semanas, tem sido este o meu cenário logo após acordar, onde vou buscar o combustível e a inspiração para mais um dia – um batido cremoso de maçã e gengibre e as lições de Um Curso em Milagres.

Se tivesse que escolher um único livro para ler durante o resto da minha vida, seria este.

São incontáveis as ocasiões em que os meus olhos encontraram as primeiras linhas da introdução deste livro, nos últimos 3 ou 4 anos. Lê-las provocou sempre um eco tremendamente vibrante cá por dentro.

“Este é um curso em Milagres. É um curso obrigatório. Só é voluntário o momento em que decides fazê-lo. Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa apenas que podes escolher o que queres aprender em determinado momento. O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele objectiva, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é tua herança natural. O oposto do amor é o medo, mas o que tudo abrange não pode ter opostos.

Mas de algum modo, arranjei sempre maneira de me convencer de que ainda não estava bem preparada, ainda não, para mergulhar profundamente e me comprometer com o estudo de tais palavras. Que não era esperta ou dedicada o suficiente e demasiado preguiçosa e superficial para compreender o que quer que fosse que lá estivesse. Portanto, nem valia a pena tentar, não é Catarina?

Ui, o meu ego consegue ser feroz mas, tal como se costuma dizer, a luz só precisa da fresta mais mínima para começar a entrar.

E finalmente, devido a algo que me andava a aparecer constantemente durante as meditações, desisti da resistência e arranjei o livro. E, surpreendentemente, não foi preciso qualquer esforço.
Senti que algo por aqui se rendeu e abriu um espaço enorme, muito quieto, tão receptivo e tranquilo, mas ao mesmo tempo tão forte que sinto que chega para conter um rio inteiro.

Tenho levado isto com muita calma mas posso dizer que, logo desde a primeira frase, ler este livro oferece-me aquele sentimento que só pode ser descrito com aquele clichê piroso de “sensação de voltar a casa”. Tal e qual, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

Tenho feito as lições diárias e ando a ler o texto e hoje escolhi partilhar aqui algumas palavras logo do início que ressoaram bastante comigo:

“A evolução é um processo no qual aparentemente passas de um estágio ao seguinte. Corriges os teus passos equivocados anteriores, caminhando para a frente. Esse processo é, de facto, incompreensível em termos temporais, porque retornas na medida em que avanças. A Expiação é o instrumento através do qual podes te libertar do passado na medida em que avanças. Ela desfaz os teus erros passados, assim fazendo com que seja desnecessário que tenhas que ficar revendo os teus passos sem avançar para o teu retorno.”

E enquanto deixamos isto a marinar durante um bocado, vamos passar para este batido muito cremoso, delicioso e saudável.

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Esta receita dá cerca de 1 litro, que é a quantidade que eu costumo ingerir após acordar. Por favor adapta as quantidades consoante as tuas necessidades pessoais.

(Para saber mais sobre estes ingredientes, basta clicar no nome.)

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
3 ou 4 bananas (frescas ou congeladas)
3 maçãs médios e saborosas
1 naco pequeno de gengibre fresco (mais ou menos do tamanho da ponta do polegar)
1 colher de chá de Ashwaganda em pó ou Maca em pó
1 cup/chávena/xícara de água

Instruções:
Tirar os caroços às maçãs e a casca às bananas e gengibre (eu gosto de comer a casca das maçãs).
Pôr tudo num liquidificador ou processador de comida e triturar até ficar muito cremoso.
Servir logo de seguida.

E para quem estiver a ler isto, quero que saibas que te estou muito grata e que desejo que tenhas umas Festas felizes e em paz, onde quer que estejas.
E sim, mais uma vez, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

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ENGLISH:

For the past few weeks, this is what has kept me company right after waking up, as I fuel and inspire myself for another day – a creamy apple and ginger breakfast smoothie and the lessons from A Course in Miracles.

If I had to pick only one book to read for the rest of my life, this would be it.

There were countless times during the past 3 or 4 years when my eyes came across the opening lines from the introduction of this book and reading it has always produced a tremendously vibrant echo within me:

“This is a course in miracles. It is a required course. Only the time you take it is voluntary. Free will does not mean that you can establish the curriculum. It means only that you can elect what you want to take at a given time. The course does not aim at teaching the meaning of love, for that is beyond what can be taught. It does aim, however, at removing the blocks to the awareness of love’s presence, which is your natural inheritance. The opposite of love is fear, but what is all-encompassing can have no opposite.”

But somehow I kept finding a way to convince myself that I wasn’t quite ready, not just yet, to dive in completely and commit fully to the study of such words. That I wasn’t that smart or dedicated and way too lazy and superficial to even get any of it. So way even try, Catarina?

Oh, my ego can be fierce but it’s like they say, it only takes the tiniest crack for the light to make its way in.

So finally, because of something that showed up to me during meditation, time and time again, I gave up resistance and got the book. And surprisingly, it was quite effortless.
I felt something right here surrendering and clearing a huge quiet space that seems so receptive and so very calm, while also feeling strong enough to hold an entire river.

I’m taking it slow but I can tell you that from the very first sentence, reading it gives me that feeling that can only be described with that cheesy cliché of “coming home”. Yap, cheesy and cliché, but so true.

I’ve been doing the daily lessons and reading the text and today I chose to share with you a few words from one of the first pages that really resonated with me:

“Evolution is a process in which you seem to proceed from one degree to the next. You correct your previous missteps by stepping forward. This process is actually incomprehensible in temporal terms, because you return as you go forward. The Atonement is the device by which you can free yourself from the past as you go ahead. It undoes your past errors, thus making it unnecessary for you to keep retracing your steps without advancing to your return.”

And while we let that marinate for a while, let’s go straight to this creamy, delicious and healthy smoothie.

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This gives about 1 liter, which is what I usually have for breakfast but please adapt the quantities according to your personal needs.

(To learn more about these ingredients, just click on the names.)

Ingredients:
(Organic, if possible)
3 or 4 bananas (frozen or fresh)
3 tasty medium size apples
1 small slice of fresh ginger
1 teaspoon of ashwaganda powder or maca powder
1 cup of water

Instructions:
De-seed the apples, remove skin from ginger and peel the bananas (I like to eat the skin from the apples). Place everything in a blender or food processor and blend until it’s creamy. Serve right away.

And to whoever is reading this, I want you to know that I’m very grateful for you and I wish you happy and peaceful Hollidays, wherever you may be.
And yet again, cheesy and cliché, but so true.


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We are all doing the best we can ~ Estamos todos a fazer o melhor que podemos

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

E ali estava eu outra vez a lutar para conseguir lidar com uma daquelas pessoas que já não tem lugar na minha vida.

Levo muito a sério as relações e trato-as como oportunidades para crescer, evoluir. Acredito que ninguém entra na nossa vida por acaso e não fujo desses espelhos porque sei que eles irão continuar a aparecer enquanto não lidarmos com a sombra dentro de nós.

Mas eu fiz o trabalho difícil, aprendi as lições que esta relação me ofereceu, trabalhei em perdoar, tanto ela como eu, enviei-lhe luz e amor, desejo-lhe paz e felicidade.

Deixámos de ter energias compatíveis há muito tempo e após muitos meses, demasiados meses, rendi-me finalmente, larguei as expectativas e fixações, desisti de tentar mudar a vida de outra pessoa. Isso não me cabe a mim, já percebi.

Mas ficar passivamente a assistir aos erros de outro faz-me sentir como um cúmplice que nunca escolhi ser. Escolho ser senhora do meu poder e usá-lo para criar a única coisa que posso criar – eu própria.

Mas por algum motivo a vida ainda não me quer deixar dar por terminado este ciclo e continua a escrever novos capítulos.
Enquanto tentava preparar-me para a nossa próxima interacção, pedi ajuda para abrir ao máximo o meu coração na presença de alguém que fechou o seu coração para todos, incluindo ela própria.

E sentei-me aqui a perguntar o porquê de esta alma continuar a aparecer no meu caminho.

O que é que eu ainda não aprendi que necessito aprender com isto? O que é que eu não estou a conseguir ver nesta situação, nesta relação, nesta pessoa? Como é que posso ver isto de modo diferente? Como?

Tentei alterar a minha perspectiva do maneira mais bizarra que me lembrei, desejosa de deixar cair pelo caminho a bagagem e a história.

Como é que uma gaivota vê esta pessoa?
Como é que um grão de areia vê esta pessoa?
Como é que um raio de uma árvore vê esta pessoa?
Por favor, ajudem-me a vê-la de um modo diferente!

E no meio disto tudo quase que ia passando despercebido, mas ali estava, pendurado numa árvore de Natal, um lindo anjinho a olhar para mim.
Sim, é isso mesmo! Como é que um Anjo da Guarda vê esta pessoa?
Se os anjos são amor, não conhecem o julgamento e é exactamente isso que eu quero!
Como é que um Anjo da Guarda vê esta pessoa?

E vi este lindo querubim louro a sorrir para mim, com a cara iluminada de compaixão e paciência e disse:
“Ela está a fazer o melhor que pode fazer agora. E tu também.”

E assim é.
Porque viemos do mesmo sítio, somos feitos da mesma coisa e estamos todos a fazer o melhor que podemos fazer agora.

E na próxima vez que estivermos juntas, essa parte de mim vai fazer tudo para reconhecer essa parte de ti.

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ENGLISH:

And here I was yet again struggling with dealing with one of those people that I feel no longer have a place in my life.

I don’t take relationships lightly and I see them as opportunities to grow, evolve. I believe no one comes in our life accidentally and I don’t run away from those mirrors because I know they will keep showing up until we deal with the shadow inside of us.

But I’ve done the hard work, I’ve learned the lessons offered by this relationship, I’ve worked on forgiving her and myself, I’ve sent her light and love, I wish her peace and happiness.

We stopped being an energetic match a long time ago and after many months, too many months, I finally let it go, gave up on expectations and attachments, gave up on trying to change someone else’s life. That’s not up to me to do, I get it.

But standing passively watching someone make mistake after mistake makes me feel like an accomplice I never chose to be. I choose to take my power back and work on the one thing I can – myself.

And somehow life doesn’t want me to end this cycle just yet and keeps on writing new chapters.
As I tried to prepare for our next interaction, I asked for help to keep my heart wide open in the presence of someone who has shut her own heart to everyone, including herself.

And I sat here asking why is this soul still showing up in my path?

What haven’t I learned that I need to learn from this? What am I not seeing about this situation, this relationship, this person? How can I see this differently? How?

I tried to shift my perspective in the most bizarre fashion I could come up with, just hoping to drop the story and the baggage along the way.
How does a seagull see this person? How does a grain of sand see this person?
How does a freaking tree see this person?
Please help me see her differently!

And in the middle of all of this I almost missed it, but there it was, hanging from a Christmas tree, a beautiful little angel looking at me.
Yes, that’s it!
How does a Guardian Angel see this person? If an angel is Love then he knows no judgement and that’s exactly what I want.
How does a Guardian Angel see this person?

And I saw this beautiful little blonde cherub smiling at me, his face beaming with patience and compassion and said:
“She’s just doing the best she can right now. And so are you.”

And so it is.
We come from the same place, we are made from the same stuff and we are all doing the best we can right now.

And the next time we’re together, that part of me will be doing everything to recognise that part of you.


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Meditation using crystals (Hyaline Quartz, Rose Quartz and Amethyst) ~ Meditação com cristais (Quartzo Hialino, Quartzo Rosa e Ametista)

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

No outro dia levei alguns dos meus cristais mais pequeninos para a praia, pensando que eles também mereciam um bom banho de mar e de sol, os meus bálsamos preferidos para o corpo e a alma.

Na altura ocorreu-me escrever um post sobre estas pedrinhas maravilhosas que me costumam acompanhar quase diariamente e mais tarde lembrei-me que seria uma boa oportunidade para partilhar uma meditação muito simples que costumo fazer com estes cristais.

Apesar de o meu lado artístico se inclinar mais para cristais incrustados em lindas peças artesanais de joalharia, recentemente comecei a usar estas pedrinhas soltas em algumas meditações que me trazem imensa paz e prazer.

Não vou tentar passar por especialista desta matéria, bem pelo contrário. Mas gosto muito de partilhar o que tenho vindo a aprender, principalmente aquilo que sinto que tem trazido grandes benefícios para a minha vida. Porque, de facto, se há algum assunto em que eu sou especialista, esse assunto é mesmo a minha vida! Apesar de, provavelmente, os meus Anjos da Guarda não concordarem lá muito com esta afirmação! Hehehehe! Baby steps, meus amores, baby steps!

Mas voltemos aos cristais…

Os cristais, tal como os minerais e as rochas, contêm a energia natural da terra em vários níveis de vibração.

Desde a antiguidade que são usados em várias terapias de cura porque têm o poder de conduzir e ampliar a energia circundante, tendo a capacidade de fortalecer o nosso sistema de chakras (campo energético de cada pessoa) e promovendo a sua limpeza, equilíbrio e saúde.

Os cristais funcionam de acordo com as intenções de quem os utiliza, por isso convém haver clareza e certeza naquilo que pretendemos receber.

Estes são alguns dos meus cristais preferidos, escolhidos exclusivamente pela minha intuição e não por alguma razão exterior. Mas, como já tinha mencionado aqui, estas escolhas intuitivas mostram-se sempre muito acertadas. Aconselho-te a escolheres usar o cristal que “falar contigo” de um modo orgânico e difícil de explicar racionalmente.

~ Quartzo Hialino (cristal de rocha)
É um cristal com muitas aplicações diferentes porque ajuda a activar e equilibrar todos os nossos chakras, ajudando a gerir novas energias mais elevadas que resultam da mudança de perspectiva sobre a vida. Aumenta a clareza emocional, estimula o sistema imunitário e traz tranquilidade que nos permite lidar com grandes mudanças.

~ Quartzo Rosa
É a pedra do coração e do Amor incondicional. Ajuda a abraçar todo o tipo de Amor, começando com o amor próprio, facilitando a aceitação da parte de nós mesmos que negamos, bloqueamos ou evitamos. É usado para trazer harmonia, perdão e paz para qualquer situação e ajuda-nos a ver através do ponto de vista do amor, transformando a inveja, a raiva ou outros sentimentos tóxicos. É uma boa opção para usar em estados meditativos porque contribui para um estado de prazer e paz, promovendo a cura interior.

~ Ametista
É uma pedra que nos ajuda a criar uma ponte para o nosso lado espiritual, aumentando a intuição e as nossas capacidades psíquicas. Estimula a nossa consciência e ajuda-nos a incorporar na nossa vida diária as lições espirituais que vamos aprendendo pelo caminho. O seu uso é muito popular em meditações onde a pessoa está deitada, colocando a ametista em cima do terceiro olho, mas também pode ser usada de outras maneiras, consoante mandar a intuição de cada um.

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Eu gosto de pôr um ou dois cristais na minha mala, nos bolsos ou na mesa de cabeceira durante a noite.
Por vezes apetece-me segurar um cristal na minha mão direita ou colocar um ou vários em cima das partes do meu corpo que parecem precisar de mais atenção, enquanto medito.

Os cristais são muito sensíveis à energia que os rodeia, por isso devem ser limpos e carregados com bastante regularidade. Há algumas excepções, mas a grande maioria precisa mesmo desta manutenção para libertar as baixas vibrações energéticas que são prejudiciais para nós.

O ideal seria fazê-lo sempre antes de os utilizarmos, especialmente se costumamos andar em espaços com muita gente.

~ Como limpar os cristais:
Estes três cristais podem ser limpos com água corrente, massajando-os durante alguns minutinhos.

Também se pode esfumaçar com salva seca ou incenso.

Ajuda sempre se conseguirmos imaginar a água ou o fumo a entrarem nos cristais e a libertarem tudo o que é tóxico, deixando apenas luz no interior dos mesmos. Assim temos a certeza que estamos bem focados na nossa intenção.

~ Como carregar os cristais:
A seguir convém carregar os cristais, tal e qual como carregamos o telemóvel ou o computador.
Mas a energia que se usa neste caso costuma ser a luz do sol e/ou a luz da lua cheia.

Colocar os cristais perto da janela ou mesmo lá fora (se for possível) para apanharem uns belos banhos de sol ou lua é uma opção muito comum.

Estas duas energias têm qualidades diferentes e devem ser escolhidas consoante as necessidades de cada um:
O Sol costuma ser usado para aumentar a vitalidade, a ligação à terra, alegria e clareza mental.
A Lua contribui para nos ligarmos aos ciclos naturais do nosso corpo e harmonizar e alimentar o nosso lado espiritual e psíquico.

Os praticantes de Reiki ou quem está habituado a fazer exercícios de “enviar energia” também pode carregar os cristais com a energia vital.

Há outras opções mas estas são as mais simples e as que uso mais habitualmente.

~ Meditação com cristais:
Há muitos tipos de meditações com cristais, com vários objectivos e várias técnicas.
Esta é uma meditação que eu adoro devido à sua simplicidade e eficácia. Mesmo quando a pratico durante uns minutinhos apenas, fico sempre recarregada com uma bela sensação harmoniosa de plenitude e paz.

Primeiro escolho o cristal que vou usar e certifico-me que está limpo e carregado.
Depois sento-me confortavelmente no chão ou no sofá com pernas dobradas e abertas para os lados, juntando as duas solas dos pés.
Esfrego as palmas das mãos uma contra a outra com vigor e rapidamente. Coloco o cristal na palma de uma das mãos e tapo com a outra. As mãos ficam nesta posição de oração com o cristal no meio delas e levanto-as até ao nível do meu peito, mesmo ao centro.
Os braços ficam dobrados e relaxados, sem nunca criarem tensão.
E respiro fundo nesta posição, focando-me apenas em sentir a vibração que vem do cristal no centro das minhas mãos.
Quando essa sensação fica forte, começo a senti-la expandir pelo resto do meu corpo, pouco a pouco, sempre respirando fundo e libertando qualquer tensão que possa surgir no corpo. Por vezes ajuda visualizar a cor do cristal.

Quando quero levar a meditação um pouco mais longe e tenho mais tempo, deixo que a vibração se expanda para lá de mim, para todo o espaço que me rodeia, aumentando cada vez mais, até que inclua o mundo inteiro.

Isto pode ser praticado durante 1 minuto, 5, 15, 30, 50 ou mais minutos, consoante quiserem.
É completamente adaptável ao nível de experiência e disponibilidade de cada um.

(Se quiseres experimentar e não tiveres nenhum cristal, também podes praticar esta meditação, mas cola as palmas das mãos uma com a outra e foca-te na vibração que esse contacto produz.)

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ENGLISH:

A few days ago I took some of my tiny crystals to the beach, thinking they too deserved a good moment with the sun and sea, my two favorite balms for the body and soul.

The idea of writing a post about this marvelous little stones that keep me company almost every day came to me right then. A few days later I thought that it was also a perfect time to share a very simple meditation that I’ve been practicing with these crystals.

My artistic side usually gravitates towards crystals incrusted in beautiful handmade jewellery pieces, but recently I’ve also been using a few of these little stones during some meditations that bring me so much peace and pleasure.

I’m not trying to come across as some expert in this field, not even close. But I do enjoy sharing a lot of what I’ve been learning, specially something that I feel has brought so much benefit to my life. Because, let’s be honest, the only field I can call myself an expert is my life! Even though, quite possibly, my Guardian Angels won’t agree with me on that! Hahaha! Baby steps, my loves, baby steps!

But back to the crystals….

Crystals, just like minerals and rocks harness the energy of the earth, with different levels of vibration.

They have been used since ancient times in several types of healing therapies, because they have the power to lead and amplify the energy outside of them.
Crystals have the power to strengthen our chakra system (a person’s energy field), promoting its cleansing, balance and health.

They work according to one’s intentions so it helps if you are clear and precise about what you want.

These are some of my favorite crystals, chosen solely by my intuition and disregarding any external reasoning. Like I’ve mentioned before, this intuitive choices are usually spot on. My advice for you would be to choose the crystal that “speaks to you” in a very organic way that is hard to explain rationally.

~ Hyaline Quartz (Crystal Quartz)
It’s a crystal with lots of different uses because it can active and balance all of our chakras, helping us to manage new higher energies that come from changing one’s perspective about life. It increases emotional clarity, stimulates the immune system and brings tranquility for better dealing with major changes.

~ Rose Quartz
It’s the stone of the heart and unconditional Love. It helps us embrace all kinds of Love, beginning with self-love, encouraging us to accept those parts of ourselves that we deny, block or avoid. It’s used to bring harmony, peace and forgiveness to all situations, helping us to see everything from a loving perspective, transforming toxic feelings such as jealousy or anger. It’s a good choice for meditations because it promotes a peaceful warm state that allows for inner healing.

~ Amethyst
It’s a stone that helps us build a bridge to our spiritual side, increasing our intuition and psychic abilities. It promotes our consciousness and helps us incorporate in our daily lives the spiritual lessons we learn along our path. It’s very popular to use Amethyst on the third eye while meditating lying down, but it can be used in many other ways, following whatever your intuition says.

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I enjoy putting one or two crystals in my bag, pockets or on my bedside table while I sleep.
Sometimes I feel like holding one crystal with my right hand or placing one or more on top of whatever parts of my body feel more needed, while I meditate.

Crystals are quite sensitive to the energy around them so they must be cleansed and charged on a regular basis. There are a few exceptions, but the large majority of crystals really needs this maintenance in order to release lower vibrations that are harmful to us.
The ideal would be to do it every single time before using the crystal, specially if you spend time around lots of people.

~ How to cleanse crystals:
These three crystals can be cleansed with running water, while being massaged for a few minutes.

Smudging crystals with sage or incense is also a good option.

It always helps if we can visualize the water or smoke getting inside the crystals, releasing anything that is toxic, leaving only a bright light inside of them.

~ How to charge crystals:
After being cleansed, crystals need to be charged, just like when we charge our phone or laptop.
But in this case the energy we use is usually the light of the sun and/or the full moon.
Simply place the crystals by the window or even outside (if it’s possible) and let them bathe in the sun or moonlight.

This two energies have quite different qualities and should be used according to each person’s needs:
The sun is used for increasing vitality, joy and mental clarity.
The moon helps us get in sync with the natural cycles of our body and to harmonize and nourish our spiritual and psychic side.

People who practice Reiki or are used to practicing energy exercises to “send light” can also charge crystal with vital energy.

There are other options but these are quite simple and the ones I usually choose.

~ Meditation using crystals:
There are many types of meditations using crystals, with several techniques and purposes.
This is a meditation I just adore due to its simplicity and efficiency.
Even when I practice it for only a couple of minutes, I get flooded with this beautiful and harmonious feeling of peace and plenitude.

First I choose the crystal I want to use and make sure it has been cleansed and charged.
Then I sit comfortably on the floor or the couch, with bended legs, opening them to the sides. I place the bottom of my feet against each other.
I rub my hands together, vigorously and fast. Right after that I place the crystal on the palm of one of my hands, covering it with the other hand. The hands will stay in this prayer position and I raise them all the way to the level of my chest, right in the middle of it.
The arms stay relaxed and bended, never creating any tension.
I breath deeply and focus on feeling the vibration of the crystal in between my hands. When the feeling is strong, I let it expand until it floods all of my body, little by little, as I keep breathing very deeply, letting go of any tension that may show up in my body.
Sometimes it helps me to visualize the color of the crystal.

When I want to take this meditation a step further and I have the time, I just let the feeling grow more and more, covering the space around me and eventually expanding so much it covers the whole of earth.

This can be practiced for 1 minute, 5, 15, 30, 50 or even more minutes, according to your wish. It’s totally adjustable to any level of experience.

(If you want to try this meditation but you don’t have any crystals, you may also do it but instead just focus on feeling the vibration that comes from pressing one hand against the other).


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Self-care and body love + Sugar and lemon scrub for scars and stretch marks ~ Cuidados pessoais e amor pelo nosso corpo + Esfoliante de açúcar e limão para cicatrizes e estrias

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Os cuidados pessoais conseguem ter uma má conotação, podendo ser vistos como algo que só interessa a quem é egoísta ou superficial.
Mas, para mim, é um acto de amor próprio porque sempre acreditei que uma certa dose de vaidade e prazer são cruciais para uma auto-estima saudável.

Usar alguns minutos de cada dia para mimar o meu corpo é uma parte fundamental e básica de viver uma boa vida. Não posso esperar conseguir tratar de outros quando nem consigo arranjar tempo ou energia para tratar de mim primeiro.

Acabamos por voltar sempre a esta grande verdade ~ não conseguimos dar aquilo que não temos. Não conseguimos amar os outros se não temos amor por nós próprios. Não podemos curar outros se não nos curarmos a nós próprios. Não conseguimos ensinar a outros as lições que ainda não aprendemos nem praticamos.

Lembras-te das instruções de emergência dos aviões? Se a pressão do ar descer dentro da cabine, por favor põe a tua máscara de oxigénio primeiro e só depois poderás ajudar outros passageiros a pôr a sua máscara, mesmo que se trate de crianças ou pessoas desamparadas. Põe sempre a tua máscara primeiro.

Isto funciona como a minha imagem de referência no que toca a cuidados pessoais. Torná-lo algo não negociável é um dos presentes mais valiosos que podemos dar a nós próprios.

Pode ser uma coisa muito diferente para cada um, mas para mim tem que ser algo que me ajude a construir e fortalecer a relação que tenho comigo própria, com o meu corpo e, em última análise, com o próprio mundo. É assim que consigo tirar a cabeça das nuvens e trazer a minha atenção cá para baixo, para viver no aqui e agora, sentindo cada batida do meu coração. Totalmente acordada, totalmente viva. Porque é para isso que cá andamos, não é?

Pode ser algo tão diferente como observar o pôr do sol, meditar, fazer exercício, dar um passeio na natureza, brincar no mar ou simplesmente demorar uns minutos a mais no chuveiro para esfoliar a minha pele.

A minha maravilhosa pele que tanto faz por mim sem se queixar. E, se por acaso se lembra de se queixar, é porque me quer ensinar alguma grande lição para o meu próprio bem.

A pele faz muito mais do que tapar o nosso corpo. É o nosso maior órgão e consegue regular a temperatura, libertar toxinas, crescer e esticar de modo a acomodar as nossas decisões de vida e ainda nos permite sentir aquele quente abraço divino do sol todos os dias. Por tudo isto e muito mais, sim, a pele merece uns mimos extra de vez em quando e a esfoliação é uma maneira muito fácil, barata e relaxante de o fazer.

Eu costumo fazer um esfoliante de café mas ultimamente tenho usado este, desde que uma das minhas amigas me inspirou ao dizer que gostava tanto de usar esfoliantes de açúcar porque ficava com um cheirinho tão delicioso que lhe apetecia comer.
Esta imagem ficou a marinar na minha cabeça durante alguns dias e parecia-me algo que eu iria deveras apreciar ~ ficar com pele tão deliciosamente doce que até apetece comer!

Então pus-me a pesquisar receitas deste tipo de esfoliantes e acabei por fazer esta muito simples, já que a máxima “menos é mais” ressoa sempre bastante comigo. Baptizei-o de esfoliante Kjersti, em honra da amiga por trás da inspiração. ;)

Tenho usado duas ou até mais vezes por semana e realmente deixa-me a pele deliciosamente doce e suave, mas também reparei que me tem ajudado bastante a remover algumas cicatrizes de borbulhas e até notei uma melhoria em estrias que tenho há mais de 20 anos!

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Tudo isto se deve às propriedades fabulosas destes ingredientes:

AÇÚCAR ~ É perfeito para esfoliar a pele e remover as células mortas devido ao seu tamanho e textura. Tem ainda um tipo de ácido que estimula a pele, fazendo com que pareça mais jovem e fresca.

SUMO DE LIMÃO ~ É um descolorante natural e tem ácido que ajuda a reduzir estrias, cicatrizes e lesões na pele. O limão é ainda uma boa fonte de vitamina C que é muito importante para a produção de colagénio, que por sua vez é fundamental para ter uma pele jovem e flexível.

AZEITE ~ Para além de ser um hidratante natural, o azeite é rico em antioxidantes que neutralizam o efeito dos radicais livres que prejudicam o colagénio. Ajuda a aliviar a secura da pele, diminui a aparência de rugas e estimula a regeneração da pele.

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Portanto, e sem mais demoras, aqui fica a receita para o esfoliante corporal de açúcar e limão:

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
Açúcar (qualquer tipo) ~ 1/2 cup/chávena
Sumo de limão acabado de espremer ~ 2 colheres de sopa
Azeite* 100% puro e de pressão a frio ~ 2 colheres de sopa

* (quando uso este esfoliante na cara omito o azeite ou substituo por um óleo mais adequado à pele sensível como o óleo de calêndula, argão ou onagra.)

Instruções:
~ Misturo todos os ingredientes num recipiente imediatamente antes de ir tomar banho.
~ Molho muito bem a pele e fecho a torneira para não gastar água a mais.
~ Tiro porções pequenas de esfoliante com as duas mãos e esfrego por todo o corpo, fazendo movimentos circulares e suaves. Insisto nas zonas mais necessitadas e tento fazer os movimentos em direcção ao coração, respeitando a direcção do fluxo do sistema linfático.
~ Deixo ficar o esfoliante na pele durante pelo menos uns 5 minutos, enquanto lavo o cabelo, etc.
~ Depois lavo muito bem e desfruto da minha pele rejuvenescida e sedosa!

(Cuidado porque algumas banheiras ficam escorregadias com o azeite!)

Gosto de demorar algum tempinho nisto porque aproveito para trazer toda a minha atenção para o meu corpo enquanto faço a esfoliação. É mais um modo de me ligar à terra, apesar de a terra, neste caso, ser uma banheira num piso bem alto.

Eu gosto de falar com o meu corpo, dizendo a cada parte dele como aprecio tudo o que me proporciona. Em vez de cuidar do meu corpo focando-me nas suas falhas ou só porque quero que pareça e se sinta melhor, escolho cuidar do meu corpo porque o amo tal e qual como ele é agora. Escolho amar a nossa história e tudo aquilo que já percorremos juntos.

E, a princípio, pode até parecer que não há nada de positivo para dizer a cada uma das muitas partes do nosso corpo, mas desafio-te a puxar pela criatividade e a tentar! Pode parecer coisa de gente louca, mas traz-me tanta felicidade sempre que o faço! E eu prefiro ser louca e feliz do que muito normal mas miserável.

Por isso, sim, eu penso em como amo e aprecio as minhas pernas pela sua perfeita combinação de força e graça que me permite andar em cima de uma prancha de surf, ou como as minhas ancas me guiam por cada dança com um sentido lindíssimo de ritmo e fluidez, ou como sou grata aos meus braços por serem tão generosos e fortes, sempre prontos para um bom abraço.

O meu corpo está permanentemente a proteger-me, curar-me, guiar-me e ensinar-me o que preciso se saber. E uma das grandes maravilhas desta vida é poder experienciar o mundo através dos nossos sentidos.

Eu escolho ver o meu corpo como sendo perfeito tal e qual como é agora porque acredito que esta é a melhor maneira de convidar a saúde, a beleza, a alegria e o Amor a entrarem na minha vida.

Portanto, mesmo naqueles dias em que não me sinto particularmente inspirada, ou quando aquela ligação com o meu ser físico não está lá muito forte, ou até naquelas alturas em que tudo é feito numa correria, mesmo nesses dias, acabo por esfoliar o meu corpo dizendo qualquer coisa deste género:

Obrigada Universo/Deus/Anjos/Natureza/etc (o que fizer sentido para ti), por me ajudarem a manifestar este corpo lindo, perfeitamente saudável, jovem, em forma, descontraído, sexy, harmonioso, energizado, forte e confortável com pele imaculada e incandescente! Obrigada!

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ENGLISH:

Self care can get a bad reputation for being something only selfish or superficial people spend time doing. But to me it’s an act of self love, as I’ve always thought that a balanced dose of vanity and pleasure is crucial for a healthy self esteem.

Spending a few minutes everyday pampering myself seems to be a very basic and fundamental part of having a good life. I can’t expect to be able to take care of others if I don’t take the time or energy to take care of myself first.

It always comes down to this ~ you can’t give what you don’t have. I can’t love others if I don’t love myself, I can’t heal others if I don’t heal myself, I can’t teach others the lessons I have yet to learn or practice.

Remember the emergency instructions on airplanes? If the air pressure drops inside the cabin, please put your oxygen mask on first and only them procede to help other passengers put their masks on, even if it’s children or helpless people. Always put your mask on first.

That’s my image of reference when it comes to self care.
Making it non negotiable is one of the richest gifts we can give ourselves.
It can be something different for everyone, but to me it’s anything that allows me to build and strengthen the relationship I have with my body, myself and ultimately, the earth itself. That’s how I remove my head from way up in the middle of the clouds and bring my awareness to live in the here and now, feeling every single beat of my heart. Fully awake, fully alive. Because that’s what we were born to do, right?

It can take lots of different forms, from gazing at the sunset, exercising, meditating, going for a walk amongst nature, playing in the ocean or even just taking a few extra minutes in the shower to scrub my skin.

My wonderful skin that works so much without complaining. And when it does complain, it is usually trying to teach me a big lesson for my own good.

The skin does so much more than just cover our body.
It’s our biggest organ and it regulates our temperature, releases toxins, it grows and stretches, changing everyday to accomodate our life choices and it allows us to feel the warm divine hug of the sun every single day, among so many other things. So yes, the skin deserves a little pampering every once in a while and scrubbing is an easy, affordable and very relaxing way of doing so.

I usually make coffee scrubs but recently I’ve been using this one because one of my friends inspired me when she told me she loved her sugar scrub so much as it was so delicious it made her want to eat it! That image stuck with me for some days and it felt like something I would most definitely enjoy ~ skin so deliciously sweet I want to eat it!

So I researched a bunch of recipes and decided to make with this very simple one, as “less is more” usually resonates with me. I call it my Kjersti scrub, in honor of my friend behind the inspiration. ;)

I have been using it twice or more every week and it does make my skin deliciously sweet and soft, but it has also helped me release some scars from acne breakouts and I’ve even seen some improvement in my strectchmarks I’ve had for over 20 years!

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This is due to the amazing properties of these ingredients:

SUGAR ~ It’s perfect to exfoliate skin and remove dead skin cells due to its size and texture. And it has a type of acid that stimulates the skin, making it look younger and fresher.

LEMON JUICE ~ It’s a natural bleacher and has acid that helps reduce stretch marks, scars or skin injuries. Lemon is also a good source of vitamin C which is essential for the production of collagen which in turn is key for having young and flexible skin.

OLIVE OIL ~ Besides being a natural moisturizer, it’s rich in antioxidants that neutralize the effect of free radicals that damage collagen and can also relieve wrinkles, dryness and stimulate skin regeneration and healing.

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So without further ado, here is the recipe for the sugar and lemon body scrub:

Ingredients:
(Organic, if possible)
Sugar (any type) ~ 1/2 cup
Freshly squeezed lemon juice ~ 2 tablespoons
100% pure, cold pressed olive oil* ~ 2 tablespoons

* (when using this scrub on my face I omit the olive oil or I substitute it for a different oil more suitable for my very sensitive skin like calendula, primrose or argan oil.)

Instructions:
~ I mix all ingredients in a container right before I get in the shower.
~ After damping the skin, I turn off the shower so I’m not wasting water.
~ I take a small portion of scrub in both my hands and rub it gently in a circular motion all over my body. I insist on the parts of my body that need it the most and I try to respect the flow of the lymph system, directing the movements towards the chest area.
~ I leave the scrub on my skin for at least 5 minutes, while I shampoo my hair and so on.
~ I rinse it very well and enjoy my refreshed silky skin!

(Be careful because some bathtubs become slippery due to the olive oil!)

I like taking my time and really bring my whole attention to my body while I’m scrubbing. I guess it’s a way of grounding myself, even if the ground happens to be a bathtub on a very high floor.

I enjoy talking to my body, telling every part of it how much I love what it does for me. So, instead of taking care of my body thinking about its flaws or because I want it to improve, feel and look better, I take good care of my body because I choose to love it exactly like it is right now, I choose to love our history and how far we have come together.

And, at first, you might feel like there’s nothing positive to say to every little part of your body, but I want to challenge you to get creative and give it a try! It may seem crazy, but it brings me happiness every time I do it. And I would rather be crazy and happy than normal and miserable!

So, yes, I think about how much I love and appreciate my legs for having a perfect combination of power and grace and allow me to stand up on a surfboard, or how my hips guide me through every dance with a beautiful sense of flow and rythm, or how much I love my arms for being so generous and strong, always ready for a good hug…

My body is always ready to protect me, heal me, guide me and teach me what I need to know. And one of life’s big wonders is experiencing the world through our senses.

I choose to see my body as perfect exactly as it is right now because I believe that is the best way of inviting health, beauty, joy and Love into my life.

So even on those days when I’m not feeling particularly inspired, when I’m lacking that deep strong feeling of bonding with my physical self or even if my just in a hurry, I still scrub while saying something like this:

Thank you Universe/God/Angels/Mother Nature/etc (whatever feels right for you),
for helping me manifest a beautiful, perfectly healthy, harmonious, young, fit, energized, strong, sexy, comfortable, and relaxed body with flawless and glowing skin! Thank you!

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Choosing tracks for a life is the ultimate creative work ~ Escolher os trilhos de uma vida é o derradeiro trabalho criativo

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Adoro um viver em que as coisas não se sobrepõem às memórias ou às experiências.

Há alturas na minha vida em que sinto a necessidade de libertar alguma bagagem física e tenho andado a direccionar essa energia para a minha interminável colecção de livros.

Durante este processo encontrei um livro que me ofereceu uma experiência bastante forte, quando o li em 2001. Chama-se Trilhos e é o relato da aventura verídica da autora, Robyn Davidson, uma jovem citadina australiana obcecada com o projecto de atravessar 2500kms praticamente desertos usando apenas camelos como transporte. (Acreditem que não é uma viagem propícia a veganos.)

A viagem prova ser extenuante ainda antes de começar e a autora vê-se perante tantos desafios internos como externos e acaba por se transformar totalmente, assim como a maneira com que se relaciona com o mundo, com a sua vida e até consigo própria.
O livro é um retrato interessante da Austrália dessa época, com os problemas e tensões sociais, raciais e culturais e, claro, a paisagem belíssima mas bastante inóspita.

Primeiro peguei no livro e juntei-o ao monte para “guardar” e não pensei mais no assunto, mas nos dias seguintes fui surpreendida por inúmeras referências ao mesmo, para onde quer que olhasse. Acabei por ficar com a sensação que tinha que o ler outra vez, por alguma razão, e assim fiz. Enquanto lia as mesmas páginas que me fizeram companhia há quase 14 anos, não consegui evitar pensar nessa altura da minha vida.

Tinha acabado de concluir o liceu e o meu plano era estar em Nova Iorque no fim desse verão, pronta para começar o novo ano lectivo nos Estados Unidos. Mas houve quem tivesse outros planos para mim e eu acabei por ficar, sentindo-me emprisionada em Portugal. Por algum motivo, escolhi entrar em setembro bem lá no norte do país, numa praia fria e muito ventosa, sozinha. Com alguns livros.
(Jesus, como eu costumava ser tão independente!)

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Ainda me lembro como se fosse ontem, estava sentada numa esplanada em frente à praia a ler este mesmo livro, quando a minha mãe me telefona a perguntar se eu estava perto de alguma televisão e a dar-me a notícia que as Torres Gémeas estavam a ser atacadas por aviões. Sim, foi esse Setembro.

Desde então muito tem acontecido no mundo e na minha vida. Reler este livro provocou muitos sentimentos mas principalmente pensamentos sobre quem eu era nessa altura, onde estava na minha jornada e, ainda mais importante, quem eu acreditava ser e as possibilidades que via para a minha vida. Reflecti em como tudo se transformou ao longo dos anos e em como eu permiti que as circunstâncias, algo exterior a mim, dessem forma a quem eu sou, como recriei vezes sem conta a minha identidade, as minhas relações, as minhas opiniões e crenças, as minhas histórias sobre o passado e sobre o futuro e até a minha perspectiva perante situações no momento em que estas ocorriam. Apenas as paixões terão permanecido iguais, embora algumas tenham andado enterradas durante longos anos.

Mas antigamente eu não tinha consciência de nada disso e não sabia que era uma parte activa no processo criativo de desenhar uma vida ou em tornar-me eu própria.

Isto deixou-me a pensar que praticamente nada do que nos acontece é simplesmente bom ou mau, que aquilo que fazemos das circunstâncias e aquilo que nos permitimos aprender com elas é que conta realmente.

É escusado dizer que, para a maioria de nós, crescer e entregarmo-nos a essas lições acarreta grandes dores. E normalmente, quando finalmente compreendemos que a dor e a depressão são apenas algumas das opções, já somos mestres em ambas.

Comparar quem eu sou hoje com quem era nesse dia, dá-me a sensação de terem passado um milhão de vidas entretanto.

Quem era essa pessoa?
Mas, mais importante ainda, quem é que eu quero ser hoje? Quais são as sementes que quero plantar e regar agora?
Porque como se vive hoje é como se cria um futuro, e não propriamente por andar a fazer planos.

Ao terminar a leitura de Trilhos pela segunda vez, ainda estava meio confusa sobre porque me tinha parecido ser tão importante ler o livro outra vez. E foi então que vi, mesmo no fim do livro, na última página, algo que escrevi a lápis durante esse verão:

“Nuvens numa tela azul suspensa por cima dos nossos sonhos.
Tapetes verdes em forma de seta indicam-nos o caminho para a utopia.
O horizonte permanece ileso ao tempo, e deixa-nos passar.
Vê-se tufos de harmonia que despertam o desejo de passear, saboreando os carinhos do vento no nosso corpo diminuto.
Num momento assim, não há nada que seja impossível.”

E nesse momento, foi quando ouvi:
Lembras-te, Catarina? Como te sentias quando acreditavas na liberdade total?

~~~~~~~~~~~

* (podem encontrar a receita para a taça de Açaí aqui.)

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ENGLISH:

I love a living where things don’t overpower feelings, memories or experiences.

There are times in my life when I feel the need to release some actual physical baggage and I’ve been directing that energy towards my endless collection of books.

During this process I found a book that offered me a really strong experience when I read it back in 2001. It’s called Tracks and it’s the real life adventure of Robyn Davidson, the author, a young city girl from Australia that felt an obsessive urge to cross 2500km of mostly deserted land all by herself, using only camels for transportation. (Trust me, it’s not a vegan friendly journey at all).

The trip proves to be strenuous even before it starts and the author stumbles upon so many internal and external challenges that she goes through a major transformation, changing the way she relates to the world and even to herself and her own life.
The book is a really interesting and colorful picture of what Australia was back then, the social, racial and gender tensions and problems, and of course, the beautiful but very harsh landscape.

At first I just put the book on the “keep” pile and didn’t really think about it anymore. But the following days I was surprised to see references and images of the book almost everywhere I looked. So I got this feeling that I was supposed to read it again, for some reason, and I did. While reading those pages that kept me company almost 14 years ago, I couldn’t help but reminisce about that time in my life.

I had just finished high school and my plan was to be in New York by the end of the summer, getting ready to begin my new school year in America. But someone else had other plans for me and I stayed, feeling imprisoned in Portugal. Somehow I chose to spend that September all the way up in the northern part of the country, at a cold windy beach, all by myself. And a few books. (Jesus, I used to be so independent!)

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I still remember like it was yesterday, sitting outside at a beachfront coffeeshop, reading this very book and getting a call from my mother, asking me if I was near a television and letting me know that the Twin Towers in New York were under attack by some planes.
Yes, it was that September.

A lot has happened in the world and in my life since then and rereading this book brought up so many feelings but mostly thoughts about who I was back then and where I was in my journey, but more importantly, who I believed to be and the possibilities I saw for my future.

I reflected on how all that changed over the years, how I allowed circumstances, something external from myself, to actually shape me, how I recreated over and over my identity, my relationships, my opinions, my beliefs, my stories about the past and the future and even how I perceived events as they were happening. Only my passions stay the same, although some were buried deep for really long years.

But back then I wasn’t aware of any of it. I didn’t realise I was part of the creative process of designing a life or even becoming myself.

It really got me thinking that almost nothing that happens to us is just good or bad really, it’s what we make of it and how much we allow ourself to learn from it that truly matters. It goes without saying that for many of us, growing and surrendering to the teachings come with great pain. And usually by the time we understand that suffering and depression are just another option, we already have a masters degree in both.

Comparing who I was back then and who I am know, feels like a million other lives have gone by in between.

Who was that person?
But more importantly, who do I want to be right now? What are the seeds I want to plant and water right now? Because how I live today is how I create a future, and not so much by planning it.

And by the time I had finished Tracks for the second time I was still a bit confused about why it felt so important to read it again. And then I saw it, right at the end of the book, on the very last page, something I wrote in pencil during that summer. It’s in portuguese but I translated it for you:

“Clouds in a blue canvas suspended over our dreams.
Green carpets shaped like arrows show us the way to utopia.
The horizon remains unharmed by time, and it lets us walk by.
You can see tufts of harmony that awaken the desire to wander, savouring the caresses of the wind on our diminished bodies.
At such a moment, nothing is impossible.”

And that’s when I heard it:
Remember, Catarina? How it felt to believe in total freedom?

~~~~~~~~~~

* (you can find the recipe for the Acai bowl here.)


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Eating mindfully + Turmeric and Citrus juice ~ Comer conscientemente + Sumo de citrinos e curcuma

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

É tão fácil uma pessoa bloquear-se com tantas regras, leis, planos, informação. Tudo isto pertence a um nível mental e não ao pulsar do corpo. Saber ouvir o corpo é uma das melhores habilidades que podemos cultivar. No que toca a comer, é comum ver pessoas a comerem sem estarem presentes, sem estarem lá. Andam enfiadas na sua cabecinha a pensar em ontem ou amanhã ou a pensar se estão a comer bem, mal, preocupadas a contar calorias ou inumerar ingredientes.

Tenho um único conselho para todos: desfrutem da vossa comida!

Claro que é importante fazer o trabalho de casa, pesquisar e aprender continuamente, mas tudo isso deve ficar de lado no momento em que nos alimentamos.

Para desfrutar temos que descer à terra, habitar verdadeiramente o nosso corpo e ganhar consciência do que estamos a fazer nesse preciso momento, sem distracções interiores ou exteriores.

Uma maneira simples de atingir esse estado de espírito é esfregar as mãos uma na outra durante alguns segundos e depois respirar fundo cinco vezes, deixando a inspiração ir até ao baixo ventre, relaxando os ombros e todo o corpo.

Consegues sentir como as mãos agora estão diferentes? E o corpo, como está agora?
Se há alguma parte com dor ou tensão, respira mais 5 vezes, imaginando que a respiração vai directamente até esse ponto.

Algo que eu gosto de praticar para tornar o acto de nutrir o meu corpo num hábito de consciência plena em vez de um hábito automático, é olhar para a comida que estou prestes a ingerir e vê-la realmente. Identificar mesmo tudo o que como ~ os alimentos, a cor, a textura, o cheiro, o sabor…

E por vezes gosto de levar esta ligação ainda mais longe e pensar em tudo o que foi necessário para que esses alimentos tenham vindo parar à minha mesa.

Todo o trabalho, tempo, recursos naturais, pessoas, dedicação, esforço, dinheiro, etc que foram necessários para que eu possa agora e aqui desfrutar de um morango, uma couve, um pimento.

Porque ao pensar nisso, sinto-me automaticamente inundada por gratidão.

E a gratidão traz-me sempre de volta à terra. E é com os pézinhos bem plantados no chão que consigo nutrir e respeitar o meu corpo, seguindo as suas orientações que me chegam através do instinto e intuição.

E se é costume começares a divagar para pensamentos menos simpáticos enquanto comes, porque não usar o pensamento como uma âncora da atenção?

Nesse momento, toma a decisão de pensar que cada dentada ou gole que dás está a contribuir para que estejas agora e sempre feliz, saudável, jovem, energético/a, descontraído/a, lindo/a, sexy, divertido, etc…
Usa as palavras que melhor ilustrem a tua ideia de “saúde e bem estar”.

E desfruta de cada pedacinho com prazer, com tempo e com alegria.

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O sumo que partilho hoje faz-me feliz só de olhar para ele porque me sinto prestes a beber raios de sol! Assim que o calor aumenta, sinto-me naturalmente inclinada para escolher alimentos laranjas ou vermelhos que ajudam a pele a receber e beneficiar do sol em todo o seu esplendor.

Nunca tive tanta facilidade em ficar bronzeada e em manter o bronze durante o ano todo. E eu sou mesmo muito branquinha, mas a alimentação faz toda a diferença, tal como já tinha mencionado aqui.

A vitamina C também é uma óptima aliada para manter a pele bonita e jovem, apesar de muita gente só pensar nesta vitamina quando está constipado. As laranjas são uma fruta muito popular mas as toranjas não lhes ficam nada atrás e até nos ajudam a combater a celulite, como explico aqui.

E por fim, se ainda não conhecem a curcuma, um dos meus anti-inflamatórios preferidos, peço que leiam este post.

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Esta receita dá cerca de 1 litro de sumo e eu costumo bebê-lo a meio do dia ou como primeira parte de uma das refeições principais.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
5 laranjas bem doces
1 toranja
1/3 de colher de chá com curcuma em pó

Instruções:
Usando um espremedor de citrinos, espremer o sumo das laranjas e da toranja. Deitar o sumo num frasco, copos ou jarro e juntar ao sumo a polpa que ficou de lado. Assim o sumo fica cheio de fibra e evita subidas drásticas do nível do açúcar no sangue. Adicionar a curcuma em pó e mexer muito bem.
Beber de seguida e visualizar o sol dentro da barriga!

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ENGLISH:

It’s so easy for someone to feel blocked with so many rules, laws, plans, information. All of that belongs to a mental level and not to the pulse of your body.

Knowing how to listen to your body is one of the best skills one can nurture.
When it comes to eating, it’s so common to see people doing it without really being there, without being present. They’re stuck in their little heads, thinking about yesterday or tomorrow, or worrying if their eating right or wrong, counting calories or analyzing ingredients.

I have one and only one advice for everyone: enjoy your food!

And yes, it’s important to do your homework, research and keep on learning continuosly, but all that should step aside when we are eating.

In order to be able to enjoy we must ground ourselves, actually inhabit our body and gain awareness of what we are doing at that precise moment, without any internal or external distractions.

A simple way to achieve this state is to rubb your hands together for a few seconds and then take five deep breaths, allowing the inhalation to go all the way to your belly, relaxing the shoulders and the rest of the body.
How does it feel? Are your hands different now? And the rest of your body?
If you sense any discomfort or tension, simply breath five more times, visualizing the air going all the way to that specific part of the body.

Something I like to practice in order to bring mindfulness to eating, instead of it being just an automatic habit, is to look at the food I’m about to eat and really see it. Identify everything that I eat ~ the produce, the colours, the texture, the fragrance, the taste…

Sometimes I enjoy taking this process abit further and I start thinking about everything that was necessary for that food to end up on my plate. All the work, time, people, dedication, natural resources, effort, money and so on, it takes so I can eat one strawberry, one piece of kale, one red bell pepper.

As I think about this, I’m naturally flooded with gratitude.
And gratitude always brings me back to earth. I need my feet planted on the ground so I can nurture and respect my body, listening to its guidance that comes to me as intuition or instinct.

And if you have a tendency to let your thoughts wander into a negative place while you’re eating, why not use your thoughts as an anchor for your attention and focus?
Choose to think that every bite or sip you take is making you healthy, happy, young, energetic, relaxed, beautiful, sexy, etc… Just use the words that best translate your idea of “health and wellness”.

And enjoy every little bit of whatever it is you’re eating, with pleasure, time and joy.

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The juice I’m sharing today makes me happy just from looking at it because it makes me feel like I’m about to drink sunshine!

As soon as the warm weather kicks in, I feel naturally inclined to eat lots of orange and red colored food that have the power to help the skin receive and benefit from solar exposure. It has never been so easy for me to get a tan and maintain it during all year. And my skin is really fair but what we eat makes all the difference, just like I’ve mentioned here before.

Vitamin C is also a great ally for the skin, keeping it young and healthy, even though most people only think about this vitamin when they catch a cold. Oranges are one of the most popular fruits, but grapefruits are just as amazing and they’re great to help us get rid of cellulite too.

And finally, if you’re not familiar with turmeric, one of my favorite anti-inflammatories, please read all about it here.

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This recipe makes about 1 liter of juice and I usually drink it in the middle of the day or as the first part of one of my main meals.

Ingredients:
(Organic, if possible)
5 really sweet oranges
1 grapefruit
1/3 of teaspoon with turmeric
powder

Directions:
Use a citrus juicer or press to juice the oranges and grapefruit. Pour the juice into a jar or glass and add the pulp. This way the juice will have lots of fibre and it won’t spike up your blood sugar levels. Add the turmeric and mix the juice really well. Drink right away and visualize the sun inside your belly!