The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Meditação para enraizamento ~ Meditation for grounding

grounding

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Quem me conhece já me deve ter ouvido falar de enraizamento. É algo que nos beneficia imenso e que é super natural e normal. Pode parecer algo meio esotérico mas está longe disso.
Quando andamos stressados, assoberbados com emoções ou pensamentos, deprimidos por pensar demasiado no passado ou ansiosos por tentar controlar o futuro – quando estamos num estado deste género – temos tendência para perdermos a ligação com o nosso corpo e com o aqui e agora. É como se perdêssemos a nossa âncora e começássemos a andar á deriva.

De repente entramos em piloto automático e chegamos ao fim do dia com a sensação que foi uma correria mas nem nos lembramos bem do que se passou.

Parece que andámos o dia todo a flutuar algures sem saber muito bem como. Guiamos sem nos lembrarmos do caminho que percorremos, reagimos sem ter consciência do que nos provoca, comemos 1 quilo de pipocas sem sequer dar por nada, tropeçamos, deixamos cair coisas das mãos, etc. São muitas as maneiras em que este estado energético se manifesta no nosso dia a dia. Quanto mais sensível a pessoa, maior a tendência para isto acontecer.
Enraizar ajuda-nos a fortalecer a ligação que temos com o nosso corpo, o nosso veículo físico, e ajuda-nos a estar completamente presente no momento. Aqui e agora. Ajuda-nos a trazer a nossa atenção plena para o que se passa no nosso corpo, o que estamos a pensar e a sentir. E a partir daí tudo se cria e se desenvolve de uma maneira muito mais calma, atenta, intencional e até mais produtiva.

Uma das melhores maneiras de enraizar é passar tempo na natureza, se possível de pés descalços. Andar ou deitar na relva e na areia, tocar em flores, árvores, mexer na terra, apanhar sol, etc.

Quando não é possível sair de casa, uma das técnicas para enraizar é praticar este tipo de meditação:

Sentada, de olhos fechados, de costas direitas e pés bem colados ao chão.
Respiração lenta e profunda, sempre feita pelo nariz. Podes colocar as mão junto ao umbigo para te ajudar a respirar para a barriga.
Inspira, a barriga aumenta como um balão, expira e a barriga encolhe. (Quando meditamos devemos sempre praticar uma meditação abdominal e não uma respiração superficial que fica só no peito. Esse tipo de respiração aumenta as tensões.)

Após algumas respirações, começa por sentir bem as palmas dos pés no chão. Sente como é o chão debaixo dos pés e se tens os palmas completamente coladas ao chão. Sente a textura, a temperatura, etc.
Depois imagina que estás dentro de uma árvore – o teu corpo é o tronco da árvore, que vem desde os pés até lá ao alto, por cima da tua cabeça. Quanto mais usares a imaginação, melhor. Imagina como é o tronco – a cor, a textura, se é largo, fino, comprido ou curto. Imagina os ramos por cima da tua cabeça com as folhas, as flores ou frutos.
Percorre todo o tronco e chegas novamente aos pés, onde começam as raízes da árvore. Imagina as tuas raízes que nascem nos teus pés e vão descendo pela terra, camada por camada, onde bebem água e recebem a nutrição de que precisam. As raízes continuam a ir por aí abaixo, furando a terra e percorrendo metros e quilómetros até chegarem ao centro da terra, onde há uma bola de fogo como se fosse um sol. As tuas raízes ligam-se a essa bola. Sente essa energia a emanar do centro da terra, vê a cor dessa bola. Deixa que essa energia e essa cor comecem a subir pelas tuas raízes a pouco e pouco até chegar aos teus pés. E sente nos teus pés essa energia.
Agora deixa que ela continue a subir pelas pernas, joelhos, ancas, barriga, pulmões, costas, coração, braços e cabeça. Vê e sente todo o teu corpo coberto por essa cor e essa energia. Podes ficar aqui o tempo que desejares.
Respira fundo mais umas vezes e, quando quiseres, abre os olhos.

Esta meditação pode ser feita num instantinho ou pode ser longa, como quiseres ou precisares. Podes fazer em 2 minutinhos, na casa de banho do escritório, antes de uma reunião, por ex. Espero que gostes e que te seja útil. Beijinhos e boa semana!

grounding

ENGLISH:

If you know me It’s quite possible you’ve heard me talk about grounding. It’s something that really benefits everyone and it’s very normal and natural. It may sound a bit esoteric but I assure you it’s not.

When we’re stressed out, overwhelmed with emotions or thoughts, depressed for thinking too much about the past or anxious for trying to control the future – when we are in such a state – we have the tendency to lose the connection with our body and with being right here right now. It’s like loosing your anchor and starting to float adrift. All of a sudden, we are operating from an auto pilot mode and we get to the end of the day with the feeling that we’ve been running around all day but and can’t quite recall exactly what we did. It’s like we’ve been floating around somewhere without even realising it.

We drive without remembering the roads we passed by, we react without being aware of what is triggering us, we stumble and trip, stuff keeps falling from our hands, we eat 1 pound of popcorn without even noticing it and so on. There are many ways in which this energetic state manifests itself in our body and our daily life. The more sensitive a person is, the more it will happen.

Grounding helps us to strengthen the connection we have with our body, our physical vessel, helping us to be completely present in the moment. Here and now. It helps us bring our full awareness and attention to what’s going on with our body, what we are thinking and feeling. And from that point on everything unfolds in a much peaceful, focused, intentional and even productive fashion.

One of the best ways to ground yourself is to spend time in nature, barefoot if possible. Walking or lying on the grass, touching and smelling flowers, trees, getting your hands dirty with soil, sunbathing and so on.

When it’s not possible to go outside, one of the best techniques to use is this type of meditation: 

Sitting down, eyes closed, with your back straight and feet firmly planted on the ground. Breathe slowly and deeply, always through your nose. You may place your hands on your navel, to help you breathe to your belly. Inhale, the belly expands like a ballon, exhale and the belly shrinks. (when we meditate we should practice abdominal breathing instead of shallow breathing only in the chest. That type of breathing creates even more tension)

After breathing for a few times, bring your attention to your feet. How it feels to touch the ground, how your feet are planted, what is the texture of the floor, the temperature and so on.
Then imagine you are inside a tree – your body is the trunk, from your feet all the way up, above your head. The more you use your imagination, the better. Imagine how the trunk looks like – the colour, the texture, if it’s thin or wide, short or tall. Imagine the branches above your head with the leaves, flowers or even fruit.

And now go all the way to your feet again, where your roots start growing on your feet and go all the way into the earth, bit by bit, layer after layer, mile after mile. The roots drink water and receive nutrition through the soil. Keep following your roots deeper and deeper to the center of the earth, where there is a big ball of fire just like the sun. Your roots touch that ball and connect with it. Feel that energy coming from the center of the earth, see the colour of that ball.

Let that energy come up slowly through your roots, until it reaches your feet. feel that energy in your feet. And now allow the energy to come up through your legas, knees, hips, belly, back, lungs, heart, arms and head. Feel that energy and see that colour all over your body. You may stay here as long as you want.
And after a few more times breathing slowly, when you want, open your eyes.

This meditation can be done in just a few of minutes or you can take a lot longer, depending on what you need or want. You can do it in a couple of minutes before a meeting, in the bathroom of your office, for example.
I hope you enjoy it and I hope it’s useful! Have a great week!


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Poder pessoal… Quem se senta no meu trono? ~ Personal Power… who sits on my throne?

plexo solar.PNG(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Quem se senta no meu trono?

É o que pergunto a mim mesma quando sinto que estou prestes a zangar-me com alguém. Naquele momento em que estou quase a aceitar a provocação para a discussão, para a zanga, para me irritar com alguém.
Esta imagem ficou-me gravada na mente ~ um trono de poder pessoal. É sólido, dourado, simples e humilde. Foi o que vi numa das primeiras vezes que fiz reiki a outra pessoa. Uma pessoa perfeccionista e com tendência para se zangar por tudo e por nada.

E ali no seu plexo solar, o chakra do poder pessoal, eu via o seu trono. Este chakra é um portal de energia que todos temos na zona do estômago, fígado e pâncreas, mesmo por baixo dos pulmões. É o nosso guarda costas energético porque quando está forte protege-nos de sermos “contagiados” com a energia menos positiva dos outros. É de onde vem a força para impôr limites e exigir respeito. Onde reside a capacidade de nos pormos em primeiro lugar e de termos auto estima e confiança em nós mesmos. E a cor que representa esta energia é o amarelo como um sol, mas há que nutri-lo para que não se eclipse completamente.
E ali, bem lá no centro, vi um trono. Um trono que ficava vazio, sem rainha, sempre que esta se zangava com alguém ou com alguma coisa. Um trono que ficava abandonado, à mercê de quem o quisesse ocupar, sempre que ela se punha a discutir com o outro ou se irritava com algo. Nesse momento, ela entregava de bandeja o seu poder pessoal a quem a enervava, quem a provocava, quem a deixava zangada. Ela discutia por achar que era senhora da razão, mas quanto mais se consumia com a raiva, a cólera, a ansiedade, mais convidava o outro para tomar posse do seu trono abandonado.
Entregamos o nosso poder a muita gente e acreditamos que a fonte deste poder está no exterior, quando o nosso poder vem de dentro e não de fora.
Ficou-me gravada a imagem de tal forma que agora a vejo em todos e em mim. Por isso, quando me sinto puxada para fora do meu centro, para fora da minha paz, para longe das raízes que me sustentam interiormente… pergunto: quem se senta no meu trono?
E sei que é altura de recuperar o meu poder.

E isto não significa ignorar, entrar em negação ou fingir que o problema não existe. Significa trazer para o consciente o que me domina inconscientemente. Identificar o gatilho, o que provoca a reacção emocional, sem deixar que ela me consuma. Analisar as cassetes que se accionam e repetem naquele instante, trazer atenção plena para o que se passa comigo fisicamente, emocionalmente e psicologicamente. Tirar-lhe a carga energética que sempre teve, libertar-me da tensão, medo ou culpa para conseguir interpretar este problema como uma nova hipótese para desconstruir o padrão negativo e evitar que este se propague por toda a vida. Afinal, é mais um convite para crescer, mais um teste para pôr em prática o que tenho aprendido.

E como faço isso? Mãos no estômago, olhos fechados, respiração profunda e lenta, enviando o ar para o meu sol, acalmando até sentir que estou a salvo e estou protegida. A energia fala connosco, mas precisamos de paz e silêncio para a ouvir. Se não sabemos como, basta começar um diálogo e ela responderá…. Quem se senta no meu trono?

Foto de / photo by Sean Scott

plexo solar

ENGLISH:

Who sits on my throne?

That’s what I ask myself whenever I feel like I’m about to get angry at someone. In that moment, when I’m about to buy into the provocation to get into a fight, an argument, to get upset with someone.

That image is engraved in my head ~ a throne of personal power. It’s solid, gold, simple and humble. That’s what I saw during one of the first reiki treatments I did to someone else. It was a perfectionist with a tendency to get angry at the slightest problem. And right there on her solar plexus chakra, the chakra of personal power, I saw her throne. This chakra is a portal of energy we all have right on the area of our stomach, liver and pancreas, underneath the rib cage. It’s our energy bodyguard because when it’s strong it protects us from “contaminated” by other people’s not so positive energy. It’s the source of the power to put up boundaries and demand respect. Where our ability to put ourself first resides and the power to fuel self esteem and self trust. And the color that represents this energy is yellow, like a sun, but one must nurture it against total eclipses.

And right there, right in the center, I saw a throne. A throne that became empty, without the queen, every time she got mad at someone or something. A throne left abandoned, at the mercy of anyone willing to take it, every single time she started arguing with someone or got upset with something. In that moment, she surrendered her personal power to whomever was aggravating her, to whomever was pushing her buttons. She argued because she thought she was right, but the more she was fuelled by angrier, rage, anxiety, the more she was inviting the other person to sit on her abandoned throne.

We give away our personal power to lots of people and we believe the source go this power is outside of us. But our power comes from within an not around us.

This image was so strong that now I see it in everyone, including myself. So, whenever I feel pulled away from my center, away from my peace or away from the roots that support me from within… I ask myself: who is sitting on my throne?

And that’s when I know I have to win it back.

And by this it doesn’t mean to ignore or deny there is a problem. It means to bring to the surface, the conscious level, what is dominating me at an unconscious level. To identify the trigger, what is provoking such an emotional response, without letting myself burn in its flames. To analyse the mind tapes that start playing at that moment, to bring full awareness and be mindful of what is happening at a physical, emotional and psychological level. It means to remove the energy charge it has always had, release the tension, guilt or fear so I can read this problem with new eyes and get another chance at stopping it to repeat itself forever and ever. After all, it’s just one more invitation to grow, another test to see how much I’ve learned so far.

And how do I do this? Hands on top of my stomach, eyes closed, deep and slow breathing, sending the air right to my sun, relaxing until I feel I’m safe and protected. Energy speaks with us, but we need peace and quite to listen to it. If you don’t know how, just start a dialogue and it will answer… Who sits on my throne?

Foto de / photo by Sean Scott


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Living with the 5 Reiki principles ~ Vivendo com os 5 princípios do Reiki

catarina-essencia-adraga-9-10-2016-4(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Só por hoje…

Sou calma
Confio
Sou grata
Trabalho honestamente
Sou bondosa

São os 5 princípios do Reiki.

Tantas vezes que estas palavras ressoam na minha mente, levemente, como um lenço colorido a dançar com a brisa de um fim de tarde de verão.

Só por hoje… como que uma âncora que me agarra ao aqui e agora, que no fundo é tudo o que tenho, tudo o que importa. Aqui e agora. Só por hoje…

Quase sempre são momentos em que estava prestes a voltar a comportamentos antigos que nasceram no medo e seus muitos descendentes, como a raiva, a insegurança, a tristeza e a ansiedade. Comportamentos tão enraizados que se poderia dizer que fazem parte de mim. Mas que não passam de hábitos disfarçados de personalidade, não fazem parte de mim e não pertencem à minha essência. Comportamentos de reacção e não de criação que me querem convencer que sou um mero peão na minha vida, uma vítima das circunstâncias sem qualquer poder.

Mas onde ganho consciência dessa reacção, onde digo “obrigada, mas já não preciso de ti”, é onde ganho o espaço para nascer a criação. Esse espaço precisa de respirar, respirar profundamente, precisa de sentir cada momento, precisa de silêncio, para suster, pairar, puxar a minha perspectiva para as alturas de uma águia em pleno vôo, de onde se vê tudo o que existe para lá do problema.

E estes princípios têm servido como fertilizante potente e orgânico para este meu espaço. Para que cada dia fique mais rico, mais fértil, propício a raízes mais profundas, mais flexíveis, mais fortes. Raízes que irão dar vida a uma criação em sintonia com quem verdadeiramente sou.
Uma criação onde eu posso ser eu em tudo o que faço e tudo o que permito nascer através de mim.
Não é fácil, mas parece-me que é a única coisa que vale a pena.
Por isso, só por hoje… catarina-essencia-adraga-9-10-2016-9(ENGLISH)

Just for today…

I will not be angry
I will not worry
i will be grateful
I will work honestly
I will be kind

This are the 5 Reiki principles.

There are so many times when these words echo in my mind, lightly, like a flag dancing with the warm breeze at the end of a summer day.

Just for today… like an anchor that keeps me right here and right now, which is actually the only thing I have, all that matters. Here and now. Just for today…

It happens almost always at moments when I was about to go back to old behaviours born from fear and its many descendants like rage, insecurity, sadness or anxiety. Behaviours rooted so deeply that one could think they are part of me. But they’re nothing more than habits disguised as personality, they are not part of me and don’t belong to my essence. Behaviours of reaction instead of creation that try to convince me that I’m nothing but a pawn in my life, a victim of the circumstances, void of any power.

But where the awareness of this reaction grows, where I say “thank you but I don’t need you anymore”, that is where I can make space for the creation to be born. This space needs to breath, breath deeply, it needs to feel every moment, it needs silence, to sustain, to hover above, to pull my perspective to the heights of an eagle in full flight, where I can see all that exists beyond the problem.

And these principles have been working as a powerful and organic fertiliser for said space. Every day making it richer, more fertile, suitable for growing deeper, stronger and more flexible roots. Roots that will give life to a creation in sync with who I really am. A creation where I can be myself in everything I do and all I allow to grow through me.

It’s not easy but it strikes me as the only thing worth doing. So, just for today…

(photos ~ Lieve Tobback)

 


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Bolinhas cruas de caju e superalimentos deliciosos ~ Raw balls with cashews and delicious super foods

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A cura não é mais uma tarefa numa lista de afazeres.

É um modo de vida.

Permitir que o corpo e a mente regressem ao seu estado natural de saúde perfeita e harmoniosa, apesar das vidas caóticas e anti-natura em que muitos de nós já nasceram, neste mundo moderno.

O stress e a ansiedade são as maiores ameaças para a minha saúde e sempre que a vida se torna demasiado difícil ou quando não consigo libertar tudo isso, o meu corpo começa a queixar-se a alto e bom som. Alto, muito alto. E se eu não o ouvir, é a loucura.

Após todos estes anos, creio que me tornei uma boa ouvinte, ou pelo menos gosto de acreditar nisso. Mas ainda tenho muitas dificuldades em permitir que tudo o que é negativo flua através de mim, em vez de mantê-lo cá dentro.

O Reiki tem sido uma óptima ferramenta, assim como a meditação. É provavelmente o único hábito positivo que nunca me provocou qualquer resistência quando penso em praticá-lo. Não requer qualquer esforço da minha parte e sinto-o como algo muito natural. Por isso aproveito cada oportunidade para mergulhar o mais que posso. Nadar a fundo nessas águas do subconsciente para me conseguir tornar cada vez mais a pessoa que realmente sou ao invés da pessoa que fui condicionada para ser. É uma prática diária que não comprometo por nada nem por ninguém. Vejo bem a diferença e escolho praticar porque sinto que me beneficia imenso.

img_6583O meu corpo tem conseguido ir voltando á sua harmonia e vitalidade, devagar mas firmemente. E agora já ando a conseguir comer alguns frutos secos de vez em quando. Gosto da energia bruta que me trazem e aprecio o facto de serem tão práticos para fazer snacks para levar comigo quando saio de casa.

Fazer trufas crudívoras é uma das maneiras mais simples e uma das minhas preferidas.

Portanto, aqui vos deixo a minha receita mais recente:

Ingredientes:

(biológicos, se possível)

~ 1/4 cup/chávena de cajus (previamente demolhados)

~ 1 cup/chávena de tâmaras (sem caroço)

~ 1 colher de chá com Macarroba da Iswari (mix de maca, alfarroba, lucuma e canela)*

*(Já escrevi sobre estes maravilhosos ingredientes noutros posts. Se quiserem saber mais, basta clickar em cada uma das palavras)

Instruções:

~ Cortar os cajus e tâmaras e juntar todos os ingredientes num processador de comida. Triturar até ficar uma pasta pegajosa

~ Com as mãos, fazer bolinhas enrolando a pasta

~Podem comer imediatamente a seguir ou podem deixar no frigorífico durante 1 horta para ficarem mais duras

Esta receita deu aproximadamente 7 trufas grandes ou 10 pequeninas.

Deixo-vos aqui uma listinha de mais receitas crudívoras deste género que já partilhei por aqui:
Trufas doces de limão (sem frutos secos)
Trufas de brownie (sem frutos secos)
Trufas e biscoitos de gengibre e baobab (sem frutos secos)
Trufas de côco e chocolate (com trigo sarraceno)
Trufas de chocolate e cânhamo (sem frutos secos)
Trufas de morangos e cânhamo (sem frutos secos)
Trufas de cenoura e laranja (com flocos de aveia)
Brownies (sem frutos secos)

fullsizerenderENGLISH:

Healing is not another task on a to do list.

It’s a way of life.

Allowing the body and the mind to return to their natural state of perfect and harmonious health, despite the chaotic and very unnatural lives most of us are born into in this modern world

Stress and anxiety are the biggest threats to my health and whenever it gets a bit too much for me to handle or when I can’t find ways to release all that, my body starts voicing its complaints. It gets loud. And if I don’t listen, It gets a bit crazy.

After all these years I’ve become a good listener, or so I think. But I still struggle at allowing all that is negative to just go through me instead of keeping it all in.

Reiki has been a great tool and so has meditation. It’s quite possibly the only positive habit I’ve never felt any resistance against. It just feels so effortless and so natural. So I take the opportunity to dive in as much as I can. Swimming in those subconscious waters in order to become more and more the person I really am and not the person I’ve been conditioned to become.
It’s a daily practice that I don’t compromise for anything or anyone. I’ve seen the difference and I choose to practice because I benefit so much from it.

trufas-caju-macarrobaMy body has been coming back to harmony and vitality, slowly but steadily. And now I can actually eat a few nuts every once in a while. I like the raw energy it brings me and I enjoy how practical it is when making snacks to it outdoors.

Raw truffles are one of the easiest ways of doing this and one of my favorites.

So here is my most recent recipe:

Ingredients:

(Organic, if possible)

~ 1/4 cup cashews (previously soaked)

~ 1 cup dates (pitted)

~ 1 teaspoon of Iswari’s Macarroba powder (carob, maca, lucuma and cinnamon)*

*(I’ve written about some of these amazing foods before. If you want to learn more, just click on the words).

Directions:
~ Chop dates and place everything in a food processor. Process until it looks like a crumbly paste.

~ Roll small pieces with your hands and make the truffles.

~ You can eat them exactly like this or place them in the fridge for a couple of hours if you prefer hard truffles.
This recipe gave me 7 large truffles or about 10 small ones.

I’ll leave you here a list of recipes for raw snacks that i’ve previously shared on the blog:
Sweet lemon truffles (nut-free)
Brownie truffles (nut-free)
Ginger and baobab cookies and truffles (nut-free)
Coconut and chocolate truffles (with buckwheat)
Chocolate and hemp truffles (nut-free)
Strawberry and hemp truffles (nut-free)
Carrot and orange truffles (with oats)
Brownies (nut-free)

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A year of beginnings and Reiki ~ Um ano de inícios e de Reiki

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Algo me diz que 2016 será um ano de muitas primeiras vezes.
É essa a intenção que reconheci a crescer interiormente desde os últimos dias do ano passado e que começou já a ganhar forma, de dentro para fora.

No ano passado escrevi sobre como não gosto de me apegar a objectivos e resoluções porque muitas vezes não passam de resultados vazios de significado e porque tantas outras vezes aquilo que queremos não é de todo aquilo que realmente precisamos.

Este ano que passou parece ter sedimentado a minha viagem interior de auto aprendizagem e exploração. Para quem assistiu do lado de lá até pode parecer que pouco ou nada aconteceu por aqui, mas eu fico assombrada sempre que olho para o espelho retrovisor e conto os quilómetros que percorri nesta estrada cheia de curvas e contra curvas. Seja qual for a continuação do caminho ou mesmo o destino final, tenho a certeza que será muito melhor do que qualquer plano que eu tivesse tentado desenhar sozinha no meu mapa.

Houve alturas em que tive como intenção trabalhar, curar e mudar algo muito específico em mim, como ser mais calma, mais positiva, mais compreensiva e tantas outras coisas.

Mas ultimamente, sempre que fecho os olhos e peço ajuda, o meu desejo poderia ser resumido muito simplesmente assim: “Quero crescer e evoluir de um modo harmonioso, positivo e pacífico, de modo a mudar o que tenho que mudar para me tornar na versão mais verdadeira de mim própria”.

Porque se há algo que sei sem qualquer dúvida é que não vale a pena escolher crescer através da dor ou sofrimento.

E como essa versão de mim mesma implica um peito bem aberto, ando para aqui a praticar para expandir o coração o mais possível, como quem treina a respiração para mergulhar em apneia e conseguir suportar ondas gigantes em cima.

E praticar para ganhar coragem, para conseguir dizer “Sim” sempre que algo faz brotar aquela música cá dentro e conseguir dizer “Não” a tudo e todos que me sobrecarregam negativamente sem sentir a necessidade de me justificar.

E praticar para manter aquela chama intocável, sempre constante, a minha velinha a salvo de sopros e de apagões, a alumiar pacificamente o meu caminho mesmo de olhos fechados, independentemente das circunstâncias exteriores. Sabendo que não preciso de os abrir para saber para onde vou.

Praticar tornou-se palavra chave, ferramenta essencial para navegar este mundo caótico e tortuoso.
Porque não há teoria que nos ajude sem a pormos em prática.

Praticar o silêncio, trabalhar a energia. Praticar diariamente. Para mim, é sinónimo de sanidade, paz e alegria.

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Essa prática tem-me levado de regresso a mim própria e guia-me a novas ferramentas que me ajudam a melhorar a minha condução.

Há mais de um ano levou-me até ao estudo dos chakras (portais de energia em cada um de nós) e mais recentemente dirigiu-me até ao Reiki. Explicando de um modo muito simples, o Reiki é uma técnica japonesa de cura através da energia vital, usando várias colocações das mãos.

Esta semana preparo-me para mergulhar no curso de nível 1, tendo toda a fé que será uma aprendizagem muitíssimo positiva e recompensadora, que dará frutos para o resto da minha vida.
Desde que, lá está, eu pratique.

Mas poucas técnicas de trabalhar a energia me pareceram tão estranhamente familiares quanto o Reiki e o facto de sentir este empurrãozinho cósmico faz-me sentir que estou em sintonia com este método ancestral.

“O processo do Reiki é o de retirar suavemente, purificar e curar as nossas camadas erróneas de percepção, confusão e falsa identidade, e permitir que a verdadeira natureza desperte do nosso interior, de modo gradual e natural. Firmemente, tornar-nos-emos mais lúcidos, fortes e saudáveis, a todos os níveis.”
(David F. Vennels ~ Reiki para principiantes)

Para quem tiver interesse ou curiosidade, podem espreitar o site da escola de Reiki aqui.
E deixo-vos uma lista de livros que conheço sobre o assunto:
O Manual do Reiki ~ Walter Lubech
Reiki para principiantes ~ David F. Vennels
O grande livro do reiki ~ João Magalhães
Manual de Reiki do Dr Mikao Usui ~ Mikao Usui
Mãos de luz ~ Barbara Ann Breennan

Esta será a minha terceira primeira vez deste ano. Estou certa de que virão muitas mais e de que terei a oportunidade de partilhar bastantes com todos vós!
Desejo-vos um ano repleto de desafios positivos e de magia! Sim, magia! Porque ser sério é sobrevalorizado e uns unicórnios e fadas nunca fizeram mal a ninguém!

(Fotos tiradas na Costa da Caparica, Lisboa, Portugal)

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ENGLISH:

Something tells me 2016 is going to be a year of many first times.
That’s the intention I recognise growing within since the last few days of the year. And it’s already taking form, from the inside out.

Last year I wrote about how I don’t like resolutions or goals as they usually represent just some empty results with no real significance behind them. And also because more often than not what we want is not what we actually need.

This past year seems to have strengthen the foundations of my journey of self knowkedge and exploration. For those witnessing from the other side it might even look like nothing much was happening around here, but I feel astonished every time I take a look at the rearview mirror and count the miles I’ve crossed on this road full of twists and turns.

Whatever the rest of this path looks like or whatever the final destination is, I’m sure it will be a lot better then any plan I could have drawn on my map by myself.

There were times when I had the intention to work, heal and change very specific things about me, like being more calm, more positive, more understanding and many other stuff .

But lately, when I close my eyes and ask for help, this is how I translate my wish: “I want to grow and evolve in a harmonious, positive and peaceful way, changing what I need to change in order to become the truest version of myself”

Because if there’s something I’ve already learned is that there’s no real need to grow from pain or suffering.

And this version of myself asks for a heart open wide, so I’ve been here practicing like crazy to expand it as far as possible, just like someone who practices breathing for freediving while taking gigantic waves on the head.

And practicing to summon the courage to say “Yes” to every little thing that stirs that music within and to say “No” to everything and everyone that drags me down with negativity without feeling the need to justify myself.

And practicing to keep the flame untouched, always constant, my tiny candle protected from blows or blackouts, illuminating my path even when I have my eyes closed, regardless of the outside circumstances. Trusting that I don’t need to open them in order to know where I’m headed.

To practice has become a key element, the essential tool to navigate this chaotic and tortuous world. Because no theory can help us unless we put it into practice.

To practice the silence, work the energy. To practice daily. To me it has become the synonym of sanity, peace and joy.

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This practice is bringing me back to my own self and has been guiding me to other tools that allow me to improve my driving skills.

A little over a year ago it guided me to studying the chakras (portals of energy in each of us) and recently it has taken me to learn about Reiki.
To explain it very in a very simple fashion, Reiki is a japanese technique of healing through vital energy, by placing the hands in several positions.

This week I’ll be getting ready to dive into the level 1 course, feeling confident it will be a very positive and rewarding experience, one that I will benefit for the rest of my life.

That is, of course, provided that I practice.

But not many energy techniques have sounded so strangely familiar to me as this one has and the fact that I’ve been feeling that cosmic push makes me feel quite in sync with it.

“The process of Reiki is to softly remove, purify and heal our erroneous layers of perception, confusion and false identity, and allow our true nature to awaken from within, in a gradual and natural way. Firmly, we will become more lucid, strong and healthy, on every level.”
(David F. Vennels ~ Beginner’s Guide to Reiki: Mastering the Healing Touch)

If you feel curious about this issue you can visit the site of the school right here (portuguese only) and I’m sharing below a list of books I know about this subject:
Beginner’s Guide to Reiki: Mastering the Healing Touch) ~ David F. Vennels
The Complete Reiki Handbook ~ Walter Lubech
The original Reiki handbook of Dr. Mikao Usui
O grande livro do reiki ~ João Magalhães (portuguese only)
Hands of Light: A Guide to Healing Through the Human Energy Field ~ Barbara Ann Brennan

This will be my third first time this year and I’m sure many more will come to fruition later on. I’ll be more than pleased to share some of them right here with you.

I wish you a year full of positive challenges and lots of magic! Yes, magic! Being serious is overrated and a few unicorns and fairies never hurt anyone!

(Photos taken at Costa da Caparica, Lisboa, Portugal)


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Creamy apple and ginger smoothie and A Course in Miracles ~ Batido cremoso de maçã e gengibre e Um Curso em Milagres

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Nestas últimas semanas, tem sido este o meu cenário logo após acordar, onde vou buscar o combustível e a inspiração para mais um dia – um batido cremoso de maçã e gengibre e as lições de Um Curso em Milagres.

Se tivesse que escolher um único livro para ler durante o resto da minha vida, seria este.

São incontáveis as ocasiões em que os meus olhos encontraram as primeiras linhas da introdução deste livro, nos últimos 3 ou 4 anos. Lê-las provocou sempre um eco tremendamente vibrante cá por dentro.

“Este é um curso em Milagres. É um curso obrigatório. Só é voluntário o momento em que decides fazê-lo. Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa apenas que podes escolher o que queres aprender em determinado momento. O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele objectiva, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é tua herança natural. O oposto do amor é o medo, mas o que tudo abrange não pode ter opostos.

Mas de algum modo, arranjei sempre maneira de me convencer de que ainda não estava bem preparada, ainda não, para mergulhar profundamente e me comprometer com o estudo de tais palavras. Que não era esperta ou dedicada o suficiente e demasiado preguiçosa e superficial para compreender o que quer que fosse que lá estivesse. Portanto, nem valia a pena tentar, não é Catarina?

Ui, o meu ego consegue ser feroz mas, tal como se costuma dizer, a luz só precisa da fresta mais mínima para começar a entrar.

E finalmente, devido a algo que me andava a aparecer constantemente durante as meditações, desisti da resistência e arranjei o livro. E, surpreendentemente, não foi preciso qualquer esforço.
Senti que algo por aqui se rendeu e abriu um espaço enorme, muito quieto, tão receptivo e tranquilo, mas ao mesmo tempo tão forte que sinto que chega para conter um rio inteiro.

Tenho levado isto com muita calma mas posso dizer que, logo desde a primeira frase, ler este livro oferece-me aquele sentimento que só pode ser descrito com aquele clichê piroso de “sensação de voltar a casa”. Tal e qual, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

Tenho feito as lições diárias e ando a ler o texto e hoje escolhi partilhar aqui algumas palavras logo do início que ressoaram bastante comigo:

“A evolução é um processo no qual aparentemente passas de um estágio ao seguinte. Corriges os teus passos equivocados anteriores, caminhando para a frente. Esse processo é, de facto, incompreensível em termos temporais, porque retornas na medida em que avanças. A Expiação é o instrumento através do qual podes te libertar do passado na medida em que avanças. Ela desfaz os teus erros passados, assim fazendo com que seja desnecessário que tenhas que ficar revendo os teus passos sem avançar para o teu retorno.”

E enquanto deixamos isto a marinar durante um bocado, vamos passar para este batido muito cremoso, delicioso e saudável.

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Esta receita dá cerca de 1 litro, que é a quantidade que eu costumo ingerir após acordar. Por favor adapta as quantidades consoante as tuas necessidades pessoais.

(Para saber mais sobre estes ingredientes, basta clicar no nome.)

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
3 ou 4 bananas (frescas ou congeladas)
3 maçãs médios e saborosas
1 naco pequeno de gengibre fresco (mais ou menos do tamanho da ponta do polegar)
1 colher de chá de Ashwaganda em pó ou Maca em pó
1 cup/chávena/xícara de água

Instruções:
Tirar os caroços às maçãs e a casca às bananas e gengibre (eu gosto de comer a casca das maçãs).
Pôr tudo num liquidificador ou processador de comida e triturar até ficar muito cremoso.
Servir logo de seguida.

E para quem estiver a ler isto, quero que saibas que te estou muito grata e que desejo que tenhas umas Festas felizes e em paz, onde quer que estejas.
E sim, mais uma vez, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

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ENGLISH:

For the past few weeks, this is what has kept me company right after waking up, as I fuel and inspire myself for another day – a creamy apple and ginger breakfast smoothie and the lessons from A Course in Miracles.

If I had to pick only one book to read for the rest of my life, this would be it.

There were countless times during the past 3 or 4 years when my eyes came across the opening lines from the introduction of this book and reading it has always produced a tremendously vibrant echo within me:

“This is a course in miracles. It is a required course. Only the time you take it is voluntary. Free will does not mean that you can establish the curriculum. It means only that you can elect what you want to take at a given time. The course does not aim at teaching the meaning of love, for that is beyond what can be taught. It does aim, however, at removing the blocks to the awareness of love’s presence, which is your natural inheritance. The opposite of love is fear, but what is all-encompassing can have no opposite.”

But somehow I kept finding a way to convince myself that I wasn’t quite ready, not just yet, to dive in completely and commit fully to the study of such words. That I wasn’t that smart or dedicated and way too lazy and superficial to even get any of it. So way even try, Catarina?

Oh, my ego can be fierce but it’s like they say, it only takes the tiniest crack for the light to make its way in.

So finally, because of something that showed up to me during meditation, time and time again, I gave up resistance and got the book. And surprisingly, it was quite effortless.
I felt something right here surrendering and clearing a huge quiet space that seems so receptive and so very calm, while also feeling strong enough to hold an entire river.

I’m taking it slow but I can tell you that from the very first sentence, reading it gives me that feeling that can only be described with that cheesy cliché of “coming home”. Yap, cheesy and cliché, but so true.

I’ve been doing the daily lessons and reading the text and today I chose to share with you a few words from one of the first pages that really resonated with me:

“Evolution is a process in which you seem to proceed from one degree to the next. You correct your previous missteps by stepping forward. This process is actually incomprehensible in temporal terms, because you return as you go forward. The Atonement is the device by which you can free yourself from the past as you go ahead. It undoes your past errors, thus making it unnecessary for you to keep retracing your steps without advancing to your return.”

And while we let that marinate for a while, let’s go straight to this creamy, delicious and healthy smoothie.

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This gives about 1 liter, which is what I usually have for breakfast but please adapt the quantities according to your personal needs.

(To learn more about these ingredients, just click on the names.)

Ingredients:
(Organic, if possible)
3 or 4 bananas (frozen or fresh)
3 tasty medium size apples
1 small slice of fresh ginger
1 teaspoon of ashwaganda powder or maca powder
1 cup of water

Instructions:
De-seed the apples, remove skin from ginger and peel the bananas (I like to eat the skin from the apples). Place everything in a blender or food processor and blend until it’s creamy. Serve right away.

And to whoever is reading this, I want you to know that I’m very grateful for you and I wish you happy and peaceful Hollidays, wherever you may be.
And yet again, cheesy and cliché, but so true.


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Meditation using crystals (Hyaline Quartz, Rose Quartz and Amethyst) ~ Meditação com cristais (Quartzo Hialino, Quartzo Rosa e Ametista)

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No outro dia levei alguns dos meus cristais mais pequeninos para a praia, pensando que eles também mereciam um bom banho de mar e de sol, os meus bálsamos preferidos para o corpo e a alma.

Na altura ocorreu-me escrever um post sobre estas pedrinhas maravilhosas que me costumam acompanhar quase diariamente e mais tarde lembrei-me que seria uma boa oportunidade para partilhar uma meditação muito simples que costumo fazer com estes cristais.

Apesar de o meu lado artístico se inclinar mais para cristais incrustados em lindas peças artesanais de joalharia, recentemente comecei a usar estas pedrinhas soltas em algumas meditações que me trazem imensa paz e prazer.

Não vou tentar passar por especialista desta matéria, bem pelo contrário. Mas gosto muito de partilhar o que tenho vindo a aprender, principalmente aquilo que sinto que tem trazido grandes benefícios para a minha vida. Porque, de facto, se há algum assunto em que eu sou especialista, esse assunto é mesmo a minha vida! Apesar de, provavelmente, os meus Anjos da Guarda não concordarem lá muito com esta afirmação! Hehehehe! Baby steps, meus amores, baby steps!

Mas voltemos aos cristais…

Os cristais, tal como os minerais e as rochas, contêm a energia natural da terra em vários níveis de vibração.

Desde a antiguidade que são usados em várias terapias de cura porque têm o poder de conduzir e ampliar a energia circundante, tendo a capacidade de fortalecer o nosso sistema de chakras (campo energético de cada pessoa) e promovendo a sua limpeza, equilíbrio e saúde.

Os cristais funcionam de acordo com as intenções de quem os utiliza, por isso convém haver clareza e certeza naquilo que pretendemos receber.

Estes são alguns dos meus cristais preferidos, escolhidos exclusivamente pela minha intuição e não por alguma razão exterior. Mas, como já tinha mencionado aqui, estas escolhas intuitivas mostram-se sempre muito acertadas. Aconselho-te a escolheres usar o cristal que “falar contigo” de um modo orgânico e difícil de explicar racionalmente.

~ Quartzo Hialino (cristal de rocha)
É um cristal com muitas aplicações diferentes porque ajuda a activar e equilibrar todos os nossos chakras, ajudando a gerir novas energias mais elevadas que resultam da mudança de perspectiva sobre a vida. Aumenta a clareza emocional, estimula o sistema imunitário e traz tranquilidade que nos permite lidar com grandes mudanças.

~ Quartzo Rosa
É a pedra do coração e do Amor incondicional. Ajuda a abraçar todo o tipo de Amor, começando com o amor próprio, facilitando a aceitação da parte de nós mesmos que negamos, bloqueamos ou evitamos. É usado para trazer harmonia, perdão e paz para qualquer situação e ajuda-nos a ver através do ponto de vista do amor, transformando a inveja, a raiva ou outros sentimentos tóxicos. É uma boa opção para usar em estados meditativos porque contribui para um estado de prazer e paz, promovendo a cura interior.

~ Ametista
É uma pedra que nos ajuda a criar uma ponte para o nosso lado espiritual, aumentando a intuição e as nossas capacidades psíquicas. Estimula a nossa consciência e ajuda-nos a incorporar na nossa vida diária as lições espirituais que vamos aprendendo pelo caminho. O seu uso é muito popular em meditações onde a pessoa está deitada, colocando a ametista em cima do terceiro olho, mas também pode ser usada de outras maneiras, consoante mandar a intuição de cada um.

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Eu gosto de pôr um ou dois cristais na minha mala, nos bolsos ou na mesa de cabeceira durante a noite.
Por vezes apetece-me segurar um cristal na minha mão direita ou colocar um ou vários em cima das partes do meu corpo que parecem precisar de mais atenção, enquanto medito.

Os cristais são muito sensíveis à energia que os rodeia, por isso devem ser limpos e carregados com bastante regularidade. Há algumas excepções, mas a grande maioria precisa mesmo desta manutenção para libertar as baixas vibrações energéticas que são prejudiciais para nós.

O ideal seria fazê-lo sempre antes de os utilizarmos, especialmente se costumamos andar em espaços com muita gente.

~ Como limpar os cristais:
Estes três cristais podem ser limpos com água corrente, massajando-os durante alguns minutinhos.

Também se pode esfumaçar com salva seca ou incenso.

Ajuda sempre se conseguirmos imaginar a água ou o fumo a entrarem nos cristais e a libertarem tudo o que é tóxico, deixando apenas luz no interior dos mesmos. Assim temos a certeza que estamos bem focados na nossa intenção.

~ Como carregar os cristais:
A seguir convém carregar os cristais, tal e qual como carregamos o telemóvel ou o computador.
Mas a energia que se usa neste caso costuma ser a luz do sol e/ou a luz da lua cheia.

Colocar os cristais perto da janela ou mesmo lá fora (se for possível) para apanharem uns belos banhos de sol ou lua é uma opção muito comum.

Estas duas energias têm qualidades diferentes e devem ser escolhidas consoante as necessidades de cada um:
O Sol costuma ser usado para aumentar a vitalidade, a ligação à terra, alegria e clareza mental.
A Lua contribui para nos ligarmos aos ciclos naturais do nosso corpo e harmonizar e alimentar o nosso lado espiritual e psíquico.

Os praticantes de Reiki ou quem está habituado a fazer exercícios de “enviar energia” também pode carregar os cristais com a energia vital.

Há outras opções mas estas são as mais simples e as que uso mais habitualmente.

~ Meditação com cristais:
Há muitos tipos de meditações com cristais, com vários objectivos e várias técnicas.
Esta é uma meditação que eu adoro devido à sua simplicidade e eficácia. Mesmo quando a pratico durante uns minutinhos apenas, fico sempre recarregada com uma bela sensação harmoniosa de plenitude e paz.

Primeiro escolho o cristal que vou usar e certifico-me que está limpo e carregado.
Depois sento-me confortavelmente no chão ou no sofá com pernas dobradas e abertas para os lados, juntando as duas solas dos pés.
Esfrego as palmas das mãos uma contra a outra com vigor e rapidamente. Coloco o cristal na palma de uma das mãos e tapo com a outra. As mãos ficam nesta posição de oração com o cristal no meio delas e levanto-as até ao nível do meu peito, mesmo ao centro.
Os braços ficam dobrados e relaxados, sem nunca criarem tensão.
E respiro fundo nesta posição, focando-me apenas em sentir a vibração que vem do cristal no centro das minhas mãos.
Quando essa sensação fica forte, começo a senti-la expandir pelo resto do meu corpo, pouco a pouco, sempre respirando fundo e libertando qualquer tensão que possa surgir no corpo. Por vezes ajuda visualizar a cor do cristal.

Quando quero levar a meditação um pouco mais longe e tenho mais tempo, deixo que a vibração se expanda para lá de mim, para todo o espaço que me rodeia, aumentando cada vez mais, até que inclua o mundo inteiro.

Isto pode ser praticado durante 1 minuto, 5, 15, 30, 50 ou mais minutos, consoante quiserem.
É completamente adaptável ao nível de experiência e disponibilidade de cada um.

(Se quiseres experimentar e não tiveres nenhum cristal, também podes praticar esta meditação, mas cola as palmas das mãos uma com a outra e foca-te na vibração que esse contacto produz.)

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ENGLISH:

A few days ago I took some of my tiny crystals to the beach, thinking they too deserved a good moment with the sun and sea, my two favorite balms for the body and soul.

The idea of writing a post about this marvelous little stones that keep me company almost every day came to me right then. A few days later I thought that it was also a perfect time to share a very simple meditation that I’ve been practicing with these crystals.

My artistic side usually gravitates towards crystals incrusted in beautiful handmade jewellery pieces, but recently I’ve also been using a few of these little stones during some meditations that bring me so much peace and pleasure.

I’m not trying to come across as some expert in this field, not even close. But I do enjoy sharing a lot of what I’ve been learning, specially something that I feel has brought so much benefit to my life. Because, let’s be honest, the only field I can call myself an expert is my life! Even though, quite possibly, my Guardian Angels won’t agree with me on that! Hahaha! Baby steps, my loves, baby steps!

But back to the crystals….

Crystals, just like minerals and rocks harness the energy of the earth, with different levels of vibration.

They have been used since ancient times in several types of healing therapies, because they have the power to lead and amplify the energy outside of them.
Crystals have the power to strengthen our chakra system (a person’s energy field), promoting its cleansing, balance and health.

They work according to one’s intentions so it helps if you are clear and precise about what you want.

These are some of my favorite crystals, chosen solely by my intuition and disregarding any external reasoning. Like I’ve mentioned before, this intuitive choices are usually spot on. My advice for you would be to choose the crystal that “speaks to you” in a very organic way that is hard to explain rationally.

~ Hyaline Quartz (Crystal Quartz)
It’s a crystal with lots of different uses because it can active and balance all of our chakras, helping us to manage new higher energies that come from changing one’s perspective about life. It increases emotional clarity, stimulates the immune system and brings tranquility for better dealing with major changes.

~ Rose Quartz
It’s the stone of the heart and unconditional Love. It helps us embrace all kinds of Love, beginning with self-love, encouraging us to accept those parts of ourselves that we deny, block or avoid. It’s used to bring harmony, peace and forgiveness to all situations, helping us to see everything from a loving perspective, transforming toxic feelings such as jealousy or anger. It’s a good choice for meditations because it promotes a peaceful warm state that allows for inner healing.

~ Amethyst
It’s a stone that helps us build a bridge to our spiritual side, increasing our intuition and psychic abilities. It promotes our consciousness and helps us incorporate in our daily lives the spiritual lessons we learn along our path. It’s very popular to use Amethyst on the third eye while meditating lying down, but it can be used in many other ways, following whatever your intuition says.

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I enjoy putting one or two crystals in my bag, pockets or on my bedside table while I sleep.
Sometimes I feel like holding one crystal with my right hand or placing one or more on top of whatever parts of my body feel more needed, while I meditate.

Crystals are quite sensitive to the energy around them so they must be cleansed and charged on a regular basis. There are a few exceptions, but the large majority of crystals really needs this maintenance in order to release lower vibrations that are harmful to us.
The ideal would be to do it every single time before using the crystal, specially if you spend time around lots of people.

~ How to cleanse crystals:
These three crystals can be cleansed with running water, while being massaged for a few minutes.

Smudging crystals with sage or incense is also a good option.

It always helps if we can visualize the water or smoke getting inside the crystals, releasing anything that is toxic, leaving only a bright light inside of them.

~ How to charge crystals:
After being cleansed, crystals need to be charged, just like when we charge our phone or laptop.
But in this case the energy we use is usually the light of the sun and/or the full moon.
Simply place the crystals by the window or even outside (if it’s possible) and let them bathe in the sun or moonlight.

This two energies have quite different qualities and should be used according to each person’s needs:
The sun is used for increasing vitality, joy and mental clarity.
The moon helps us get in sync with the natural cycles of our body and to harmonize and nourish our spiritual and psychic side.

People who practice Reiki or are used to practicing energy exercises to “send light” can also charge crystal with vital energy.

There are other options but these are quite simple and the ones I usually choose.

~ Meditation using crystals:
There are many types of meditations using crystals, with several techniques and purposes.
This is a meditation I just adore due to its simplicity and efficiency.
Even when I practice it for only a couple of minutes, I get flooded with this beautiful and harmonious feeling of peace and plenitude.

First I choose the crystal I want to use and make sure it has been cleansed and charged.
Then I sit comfortably on the floor or the couch, with bended legs, opening them to the sides. I place the bottom of my feet against each other.
I rub my hands together, vigorously and fast. Right after that I place the crystal on the palm of one of my hands, covering it with the other hand. The hands will stay in this prayer position and I raise them all the way to the level of my chest, right in the middle of it.
The arms stay relaxed and bended, never creating any tension.
I breath deeply and focus on feeling the vibration of the crystal in between my hands. When the feeling is strong, I let it expand until it floods all of my body, little by little, as I keep breathing very deeply, letting go of any tension that may show up in my body.
Sometimes it helps me to visualize the color of the crystal.

When I want to take this meditation a step further and I have the time, I just let the feeling grow more and more, covering the space around me and eventually expanding so much it covers the whole of earth.

This can be practiced for 1 minute, 5, 15, 30, 50 or even more minutes, according to your wish. It’s totally adjustable to any level of experience.

(If you want to try this meditation but you don’t have any crystals, you may also do it but instead just focus on feeling the vibration that comes from pressing one hand against the other).


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Self-care and body love + Sugar and lemon scrub for scars and stretch marks ~ Cuidados pessoais e amor pelo nosso corpo + Esfoliante de açúcar e limão para cicatrizes e estrias

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Os cuidados pessoais conseguem ter uma má conotação, podendo ser vistos como algo que só interessa a quem é egoísta ou superficial.
Mas, para mim, é um acto de amor próprio porque sempre acreditei que uma certa dose de vaidade e prazer são cruciais para uma auto-estima saudável.

Usar alguns minutos de cada dia para mimar o meu corpo é uma parte fundamental e básica de viver uma boa vida. Não posso esperar conseguir tratar de outros quando nem consigo arranjar tempo ou energia para tratar de mim primeiro.

Acabamos por voltar sempre a esta grande verdade ~ não conseguimos dar aquilo que não temos. Não conseguimos amar os outros se não temos amor por nós próprios. Não podemos curar outros se não nos curarmos a nós próprios. Não conseguimos ensinar a outros as lições que ainda não aprendemos nem praticamos.

Lembras-te das instruções de emergência dos aviões? Se a pressão do ar descer dentro da cabine, por favor põe a tua máscara de oxigénio primeiro e só depois poderás ajudar outros passageiros a pôr a sua máscara, mesmo que se trate de crianças ou pessoas desamparadas. Põe sempre a tua máscara primeiro.

Isto funciona como a minha imagem de referência no que toca a cuidados pessoais. Torná-lo algo não negociável é um dos presentes mais valiosos que podemos dar a nós próprios.

Pode ser uma coisa muito diferente para cada um, mas para mim tem que ser algo que me ajude a construir e fortalecer a relação que tenho comigo própria, com o meu corpo e, em última análise, com o próprio mundo. É assim que consigo tirar a cabeça das nuvens e trazer a minha atenção cá para baixo, para viver no aqui e agora, sentindo cada batida do meu coração. Totalmente acordada, totalmente viva. Porque é para isso que cá andamos, não é?

Pode ser algo tão diferente como observar o pôr do sol, meditar, fazer exercício, dar um passeio na natureza, brincar no mar ou simplesmente demorar uns minutos a mais no chuveiro para esfoliar a minha pele.

A minha maravilhosa pele que tanto faz por mim sem se queixar. E, se por acaso se lembra de se queixar, é porque me quer ensinar alguma grande lição para o meu próprio bem.

A pele faz muito mais do que tapar o nosso corpo. É o nosso maior órgão e consegue regular a temperatura, libertar toxinas, crescer e esticar de modo a acomodar as nossas decisões de vida e ainda nos permite sentir aquele quente abraço divino do sol todos os dias. Por tudo isto e muito mais, sim, a pele merece uns mimos extra de vez em quando e a esfoliação é uma maneira muito fácil, barata e relaxante de o fazer.

Eu costumo fazer um esfoliante de café mas ultimamente tenho usado este, desde que uma das minhas amigas me inspirou ao dizer que gostava tanto de usar esfoliantes de açúcar porque ficava com um cheirinho tão delicioso que lhe apetecia comer.
Esta imagem ficou a marinar na minha cabeça durante alguns dias e parecia-me algo que eu iria deveras apreciar ~ ficar com pele tão deliciosamente doce que até apetece comer!

Então pus-me a pesquisar receitas deste tipo de esfoliantes e acabei por fazer esta muito simples, já que a máxima “menos é mais” ressoa sempre bastante comigo. Baptizei-o de esfoliante Kjersti, em honra da amiga por trás da inspiração. ;)

Tenho usado duas ou até mais vezes por semana e realmente deixa-me a pele deliciosamente doce e suave, mas também reparei que me tem ajudado bastante a remover algumas cicatrizes de borbulhas e até notei uma melhoria em estrias que tenho há mais de 20 anos!

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Tudo isto se deve às propriedades fabulosas destes ingredientes:

AÇÚCAR ~ É perfeito para esfoliar a pele e remover as células mortas devido ao seu tamanho e textura. Tem ainda um tipo de ácido que estimula a pele, fazendo com que pareça mais jovem e fresca.

SUMO DE LIMÃO ~ É um descolorante natural e tem ácido que ajuda a reduzir estrias, cicatrizes e lesões na pele. O limão é ainda uma boa fonte de vitamina C que é muito importante para a produção de colagénio, que por sua vez é fundamental para ter uma pele jovem e flexível.

AZEITE ~ Para além de ser um hidratante natural, o azeite é rico em antioxidantes que neutralizam o efeito dos radicais livres que prejudicam o colagénio. Ajuda a aliviar a secura da pele, diminui a aparência de rugas e estimula a regeneração da pele.

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Portanto, e sem mais demoras, aqui fica a receita para o esfoliante corporal de açúcar e limão:

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
Açúcar (qualquer tipo) ~ 1/2 cup/chávena
Sumo de limão acabado de espremer ~ 2 colheres de sopa
Azeite* 100% puro e de pressão a frio ~ 2 colheres de sopa

* (quando uso este esfoliante na cara omito o azeite ou substituo por um óleo mais adequado à pele sensível como o óleo de calêndula, argão ou onagra.)

Instruções:
~ Misturo todos os ingredientes num recipiente imediatamente antes de ir tomar banho.
~ Molho muito bem a pele e fecho a torneira para não gastar água a mais.
~ Tiro porções pequenas de esfoliante com as duas mãos e esfrego por todo o corpo, fazendo movimentos circulares e suaves. Insisto nas zonas mais necessitadas e tento fazer os movimentos em direcção ao coração, respeitando a direcção do fluxo do sistema linfático.
~ Deixo ficar o esfoliante na pele durante pelo menos uns 5 minutos, enquanto lavo o cabelo, etc.
~ Depois lavo muito bem e desfruto da minha pele rejuvenescida e sedosa!

(Cuidado porque algumas banheiras ficam escorregadias com o azeite!)

Gosto de demorar algum tempinho nisto porque aproveito para trazer toda a minha atenção para o meu corpo enquanto faço a esfoliação. É mais um modo de me ligar à terra, apesar de a terra, neste caso, ser uma banheira num piso bem alto.

Eu gosto de falar com o meu corpo, dizendo a cada parte dele como aprecio tudo o que me proporciona. Em vez de cuidar do meu corpo focando-me nas suas falhas ou só porque quero que pareça e se sinta melhor, escolho cuidar do meu corpo porque o amo tal e qual como ele é agora. Escolho amar a nossa história e tudo aquilo que já percorremos juntos.

E, a princípio, pode até parecer que não há nada de positivo para dizer a cada uma das muitas partes do nosso corpo, mas desafio-te a puxar pela criatividade e a tentar! Pode parecer coisa de gente louca, mas traz-me tanta felicidade sempre que o faço! E eu prefiro ser louca e feliz do que muito normal mas miserável.

Por isso, sim, eu penso em como amo e aprecio as minhas pernas pela sua perfeita combinação de força e graça que me permite andar em cima de uma prancha de surf, ou como as minhas ancas me guiam por cada dança com um sentido lindíssimo de ritmo e fluidez, ou como sou grata aos meus braços por serem tão generosos e fortes, sempre prontos para um bom abraço.

O meu corpo está permanentemente a proteger-me, curar-me, guiar-me e ensinar-me o que preciso se saber. E uma das grandes maravilhas desta vida é poder experienciar o mundo através dos nossos sentidos.

Eu escolho ver o meu corpo como sendo perfeito tal e qual como é agora porque acredito que esta é a melhor maneira de convidar a saúde, a beleza, a alegria e o Amor a entrarem na minha vida.

Portanto, mesmo naqueles dias em que não me sinto particularmente inspirada, ou quando aquela ligação com o meu ser físico não está lá muito forte, ou até naquelas alturas em que tudo é feito numa correria, mesmo nesses dias, acabo por esfoliar o meu corpo dizendo qualquer coisa deste género:

Obrigada Universo/Deus/Anjos/Natureza/etc (o que fizer sentido para ti), por me ajudarem a manifestar este corpo lindo, perfeitamente saudável, jovem, em forma, descontraído, sexy, harmonioso, energizado, forte e confortável com pele imaculada e incandescente! Obrigada!

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ENGLISH:

Self care can get a bad reputation for being something only selfish or superficial people spend time doing. But to me it’s an act of self love, as I’ve always thought that a balanced dose of vanity and pleasure is crucial for a healthy self esteem.

Spending a few minutes everyday pampering myself seems to be a very basic and fundamental part of having a good life. I can’t expect to be able to take care of others if I don’t take the time or energy to take care of myself first.

It always comes down to this ~ you can’t give what you don’t have. I can’t love others if I don’t love myself, I can’t heal others if I don’t heal myself, I can’t teach others the lessons I have yet to learn or practice.

Remember the emergency instructions on airplanes? If the air pressure drops inside the cabin, please put your oxygen mask on first and only them procede to help other passengers put their masks on, even if it’s children or helpless people. Always put your mask on first.

That’s my image of reference when it comes to self care.
Making it non negotiable is one of the richest gifts we can give ourselves.
It can be something different for everyone, but to me it’s anything that allows me to build and strengthen the relationship I have with my body, myself and ultimately, the earth itself. That’s how I remove my head from way up in the middle of the clouds and bring my awareness to live in the here and now, feeling every single beat of my heart. Fully awake, fully alive. Because that’s what we were born to do, right?

It can take lots of different forms, from gazing at the sunset, exercising, meditating, going for a walk amongst nature, playing in the ocean or even just taking a few extra minutes in the shower to scrub my skin.

My wonderful skin that works so much without complaining. And when it does complain, it is usually trying to teach me a big lesson for my own good.

The skin does so much more than just cover our body.
It’s our biggest organ and it regulates our temperature, releases toxins, it grows and stretches, changing everyday to accomodate our life choices and it allows us to feel the warm divine hug of the sun every single day, among so many other things. So yes, the skin deserves a little pampering every once in a while and scrubbing is an easy, affordable and very relaxing way of doing so.

I usually make coffee scrubs but recently I’ve been using this one because one of my friends inspired me when she told me she loved her sugar scrub so much as it was so delicious it made her want to eat it! That image stuck with me for some days and it felt like something I would most definitely enjoy ~ skin so deliciously sweet I want to eat it!

So I researched a bunch of recipes and decided to make with this very simple one, as “less is more” usually resonates with me. I call it my Kjersti scrub, in honor of my friend behind the inspiration. ;)

I have been using it twice or more every week and it does make my skin deliciously sweet and soft, but it has also helped me release some scars from acne breakouts and I’ve even seen some improvement in my strectchmarks I’ve had for over 20 years!

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This is due to the amazing properties of these ingredients:

SUGAR ~ It’s perfect to exfoliate skin and remove dead skin cells due to its size and texture. And it has a type of acid that stimulates the skin, making it look younger and fresher.

LEMON JUICE ~ It’s a natural bleacher and has acid that helps reduce stretch marks, scars or skin injuries. Lemon is also a good source of vitamin C which is essential for the production of collagen which in turn is key for having young and flexible skin.

OLIVE OIL ~ Besides being a natural moisturizer, it’s rich in antioxidants that neutralize the effect of free radicals that damage collagen and can also relieve wrinkles, dryness and stimulate skin regeneration and healing.

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So without further ado, here is the recipe for the sugar and lemon body scrub:

Ingredients:
(Organic, if possible)
Sugar (any type) ~ 1/2 cup
Freshly squeezed lemon juice ~ 2 tablespoons
100% pure, cold pressed olive oil* ~ 2 tablespoons

* (when using this scrub on my face I omit the olive oil or I substitute it for a different oil more suitable for my very sensitive skin like calendula, primrose or argan oil.)

Instructions:
~ I mix all ingredients in a container right before I get in the shower.
~ After damping the skin, I turn off the shower so I’m not wasting water.
~ I take a small portion of scrub in both my hands and rub it gently in a circular motion all over my body. I insist on the parts of my body that need it the most and I try to respect the flow of the lymph system, directing the movements towards the chest area.
~ I leave the scrub on my skin for at least 5 minutes, while I shampoo my hair and so on.
~ I rinse it very well and enjoy my refreshed silky skin!

(Be careful because some bathtubs become slippery due to the olive oil!)

I like taking my time and really bring my whole attention to my body while I’m scrubbing. I guess it’s a way of grounding myself, even if the ground happens to be a bathtub on a very high floor.

I enjoy talking to my body, telling every part of it how much I love what it does for me. So, instead of taking care of my body thinking about its flaws or because I want it to improve, feel and look better, I take good care of my body because I choose to love it exactly like it is right now, I choose to love our history and how far we have come together.

And, at first, you might feel like there’s nothing positive to say to every little part of your body, but I want to challenge you to get creative and give it a try! It may seem crazy, but it brings me happiness every time I do it. And I would rather be crazy and happy than normal and miserable!

So, yes, I think about how much I love and appreciate my legs for having a perfect combination of power and grace and allow me to stand up on a surfboard, or how my hips guide me through every dance with a beautiful sense of flow and rythm, or how much I love my arms for being so generous and strong, always ready for a good hug…

My body is always ready to protect me, heal me, guide me and teach me what I need to know. And one of life’s big wonders is experiencing the world through our senses.

I choose to see my body as perfect exactly as it is right now because I believe that is the best way of inviting health, beauty, joy and Love into my life.

So even on those days when I’m not feeling particularly inspired, when I’m lacking that deep strong feeling of bonding with my physical self or even if my just in a hurry, I still scrub while saying something like this:

Thank you Universe/God/Angels/Mother Nature/etc (whatever feels right for you),
for helping me manifest a beautiful, perfectly healthy, harmonious, young, fit, energized, strong, sexy, comfortable, and relaxed body with flawless and glowing skin! Thank you!

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Raw pad thai + Practicing forgiveness ~ Pad Thai cru + Praticando para perdoar

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

“Perdoar nem sempre é fácil. Por vezes, parece mais doloroso do que a ferida sofrida, perdoar aquele que a infligiu. E no entanto, não há paz sem perdão.” Marianne Williamson

Tenho andado a alimentar um verdadeiro romance com mangas e com elas volto a paragens asiáticas, avivando a minha memória a cada dentada. Esta receita transporta-me de volta à Tailândia, mais uma vez. É a minha versão leve e saudável de um prato frito tradicional.

Com estas viagens pus-me a pensar em como a distância física sempre se mostrou minha aliada no que toca a solucionar problemas na minha vida. Sempre.

Bastava-me entrar no aeroporto ou subir para um comboio que ganhava logo nova perspectiva sobre qualquer que fosse o drama que me atormentava no momento. E quantos mais quilómetros ficavam para trás, quanta mais paisagem desfilava pela minha janela, mais fácil e simples a solução para qualquer problema se tornava.

Sim, a distância física e geográfica traz-me distância emocional, espaço vazio para que me possa retirar do centro do furacão e transformar-me em espectadora desse mesmo furacão, recebendo informação e ferramentas necessárias para evitar o desastre. Não há nada que me apazigúe o coração como um oceano de incontáveis toneladas de água entre mim e um drama.

Mas nem sempre é assim. Nem sempre posso apanhar um avião e mudar de continente para conseguir observar a vida de outra perspectiva, outro ângulo, outro meridiano, outro hemisfério. E por vezes, por muita estrada que se percorra, acabamos por nos aperceber que há uma corrente que nos liga a uma âncora, que fica fossilizada no ponto de partida. Por muito longa que seja essa corrente, chega o momento em que o óbvio se apodera de nós – é uma prisão.

Conheço muita gente que, mesmo tendo a possibilidade de se afastarem fisicamente sempre que lhes apetece, arrastam atrás de si as histórias que os prendem ao passado, por muito que se afastem, levam tudo às costas. Como quem leva a almofada quando parte à aventura. Nunca consegui perceber as pessoas que levam a almofada nas viagens. Ou melhor, consigo perceber, mas não percebo! Percebem? Acho tão simbólico! Viajar arrastando os pés em grilhões que não nos permitem realmente viajar, sair do nosso quotidiano, sair da nossa confortável realidade. Por muito que seja má e até já esteja fora de validade, é a nossa confortável realidade. Para mim, isso é a antítese de viajar.

Mas acho que muita da gente que eu conheço dá por si do outro lado do mundo e, em vez de desfrutar da experiência e conseguir deitar abaixo as muralhas que comprimem o seu pequeno mundo, não se conseguem libertar do que carregam e enchem-se de frustração. Há bagagem que temos que deixar para trás, caso contrário não conseguimos avançar.

Muita dessa bagagem carregamos desde o início da viagem por acharmos que é parte essencial da nossa história. Sem ela, sem essa história que repetimos na nossa mente todos os dias, quem seremos nós afinal? Mas a verdade é que ela não nos define, nós identificamo-nos com ela mas é uma opção, um hábito tão antigo como a nossa vida, que acaba por nos limitar. Ver essa velha bagagem pelo que ela simplesmente é – peso que asfixia – acaba por ser uma decisão que não estamos habituados a tomar.

Um dos primeiros passos para lá chegar, para conseguir retirar dessa mala cada peça que já não nos serve nem nos é útil, é perdoar. Os outros, a nós próprios, a história, tudo. Pode ser a coisa mais difícil que se faz na vida, mas depois de o fazer, parece tão simples.

Há uma vida antes e depois do perdão. Nada nunca mais é o mesmo.
Libertar os ombros desse peso é um trabalho interno muito pessoal e que ninguém pode fazer por nós, mas vale a pena, vale mais a pena do que provavelmente qualquer outra coisa e quem ganha somos nós e todos e tudo à nossa volta.

Há um exercício de meditação muito simples que se pode fazer em qualquer lado:
~ Fechar os olhos, controlando a respiração, profunda e lenta, e pensar na pessoa ou situação que nos mantém ancorados no passado e dizer, em voz alta ou interior, eu perdoo-te. Eu perdoo-te.
~ Repetir durante algumas respirações, imaginando o fluxo de ar a abrir carinhosamente as partes do corpo que se manifestem durante o exercício, criando tensão ou dor.
~ Depois, quando conseguirem manter um estado de calma e leveza, imaginem uma lanterna ou uma vela cintilante no vosso peito e encaminhem essa luz para essa pessoa. Em cada expiração, o fluxo de luz aumenta e fica mais forte. Sempre a repetir a frase, eu perdoo-te.

Uns minutos todos os dias faz milagres ~ porque o importante, como em qualquer exercício, é a consistência.

Acreditem, é simples mas não é fácil, mas é um hábito que se constrói dia após dia. E um dia, pode ser para o mês que vem, pode ser daqui a 10 anos, mas um dia ao repetir este exercício diário, vão aperceber-se que conseguem sentir genuinamente o que dizem e que a única coisa que vos invade quando o fazem é uma onda de amor.
E por esse dia vale a pena todo o esforço e trabalho, porque esse é o dia em que nascemos outra vez.

“O verdadeiro perdão não é falta de discernimento nem o produto de pensamento difuso. Nas palavras de Um curso em milagres, é um recordar selectivo. Escolhemos lembrar o amor que experienciámos e desapegarmo-nos do resto que não era mais que ilusão. Isto não nos torna mais vulneráveis à manipulação ou exploração; de facto, torna-nos menos vulneráveis a isso. Porque a mente que perdoa é uma mente mais próxima da sua verdadeira natureza. Eu perdoar-te não significa que ganhaste. Não significa que te safaste. Significa simplesmente que estou livre para voltar para a luz, reclamar a minha paz de espírito e permanecer lá.” Marianne Williamson

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E agora voltamos à viagem culinária…
Esta receita é para 1 pessoa mas se vos parecer pouca quantidade, estejam à vontade para duplicar os ingredientes ou juntar, por exemplo, uma cama de alface por baixo da massa.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 courgette grande
3 cenouras grandes
Opcional: 1 cup/chávena/xícara de cogumelos brancos
Para o molho:
2 cups/chávenas/xícaras de manga cortada
1 cup/chávena/xícara de courgette cortada
2 mãos cheias de cebolinho
2 mãos cheias de erva limeira (ou 1 colher de sopa de erva limeira em pó)
Sumo de 1/2 lima
1 pedaço de gengibre do tamanho de um polegar
Opcional: 2 colheres de sopa de tahini

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Instruções:
~ Utilizar um espiralizador para fazer a massa de courgette e cenoura (eu como com casca). Se não tiverem um espiralizador, podem fazer a massa de courgette com uma mandolina ou ralador de buracos largos, seguindo as indicações desta receita. E podem ralar a cenoura com um ralador. No fim, juntem tudo numa taça grande.

~ coloquem todos os ingredientes para o molho num processador de comida ou liquidificadora potente e triturem até ficar um molho homogéneo, sem pedaços.

~ deitar o molho por cima da massa e misturar tudo muito bem. Se gostarem, juntem os cogumelos cortados em pedaços pequenos.

~ eu gosto de aguardar uns 15 minutos antes de comer para que o esparguete ganhe o sabor do molho. Na minha opinião, não vale a pena deixar no frigorífico porque a comida crua sabe melhor à temperatura ambiente.

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ENGLISH:

“Forgiveness is not always easy. At times, it feels more painful than the wound we suffered, to forgive the one that inflicted it. And yet, there is no peace without forgiveness.” Marianne Williamson

I’ve been nourishing a love affair with mangoes lately and they keep taking me back to Asia, reviving my memory at every bite. This recipe transports me to Thailand, yet again. It’s my light and healthy version of a traditional fried dish.

This traveling got me thinking about how physical distance has always proven to be my ally when it comes to solving problems in my life. Always.

As soon as my feet touched the airport or I got on a train, I would instantly find new perspective about whatever issue that was troubling me at the time. And the more miles I left behind, the more landscape running down my window, the easier it was to find the solution for any problem.

Yes, physical and geographical distance give me emotional distance, empty space that allows me to get out of the eye of the storm and transform myself into a spectator of that storm, available to receive any information or tools necessary to avoid disaster.
Nothing quite settles my heart as knowing there is an ocean made of umcountable amounts of water between myself and a drama.

But it isn’t always so.
I can’t always just catch a plane and move from one continent to another to observe life from a different perspective, another angle, a new meridian, the other hemisphere. And there are times when, not matter how much road we travel, we end up realizing there’s a chain connecting us to an anchor left at our departure point, fossilized.
As long as the chain may be, it becomes obvious it will never be anything but a prison.

It comes to my mind how many people I know that, even though they have the opportunity to get away whenever they want, they keep dragging all the stories that chain them to the past, no matter how far they go. They carry all of it on their shoulders.
Like people that take their pillow when they go on an adventure. I never understood people that take their pillow when travelling. I mean, I get it but I don’t get it! Get it?
It’s so symbolic! Travelling while dragging our feet in shackles that keep us from really travelling, that keep us from getting out of our routine, our little comfortable reality. Even if it’s a really bad one or way past it’s due date, it’s still our little comfortable reality. To me, that’s the antithesis of travelling.

But I know a lot of people that find themselves on the other side of the world and, instead of enjoying the experience and tearing down the walls that compress their world, they just can’t let go of the baggage and start fueling up with frustration. There’s baggage we need to leave behind, or we’ll never be able to move forward.

A lot of that baggage we keep carrying since the beginning of our journey because we believe it’s an essential part of our story. Without it, without this little story we keep telling ourselves everyday, what are we left with? But in truth, that story doesn’t define who we are, we identify with it but it’s a choice, a choice as old as our life that limits us in every way. Choosing to see that ancient baggage for what it truly is – weight that asphyxiates us – ends up being a decision we just aren’t used to make.

One of the first steps to take us there, to the place where we can feel at ease with letting go of every thing that no longer serves us, is to forgive. Ourselves, others, the story, everything. It may be the most difficult thing in life but after it’s done, it seems so simple.

There’s a life before forgiveness and there’s a life after it. Nothing is never the same. Releasing ourselves from all the weight we have been carrying on our shoulders is a personal inside work that no one else can do for us. But it’s worth it, it’s worth it more than probably any other thing and you’ll benefit from it as much as everyone and everything around you.

There’s a very simple meditation exercise we can practice anywhere:
~ close your eyes, controlling your slow and deep breath, and focus on the person or situation that has been keeping you anchored in the past and say, outros or with your inside voice, I forgive you. I forgive you.
~ repeat it for a few breaths, picturing the air you exhale opening gently every part of your body that may manifest itself during the exercise, creating any tension or pain.
~ when you can mantain a state of calm and relaxation, imagine a candle or lantern on the middle of your chest, beaming with light. Visualize that light going straight to the other person. Every exhalation, the flow of light expands and gets stronger. And keep repeating, I forgive you.

A few minutes everyday will work wonders, for it’s all about consistency, as it is with any type of exercise.

Believe me, it’s simple but not an easy work, but it’s a habit we can build day after day. And one day, it could be next month or in 10 years, but one day you’ll notice that you can honestly feel the words you’re saying and the only feeling rushing through you while you say it, is Love. And that day makes it all worthwhile, because that is the day we are born again.

“True forgiveness is not the lack of discernment or the product of fuzzy thinking. In the words of A course in miracles, it is a selective remembering. We chose to remember the love we experienced, and let go of the rest as the illusion it actually was. This doesn’t make us more vulnerable to manipulation or exploitation; in fact, it makes us less so. For the mind that forgives is a mind that is closer to its true nature. The fact that I forgive you doesn’t mean you won. It doesn’t mean you got away with something. It simply means I’m free to go back to the light, reclaim my inner peace and stay there.” Marianne Williamson

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And now we can get back to the culinary tour… This recipe serves 1 person but if you feel it’s not big enough for you, feel free to double the quantity or, for example, add a bed of lettuce under the noodles.

Ingredients:
(Organic, if possible)
1 large zucchini
3 large carrots
Optional: 1 cup of white mushrooms
For the dressing:
2 cups of chopped mango
1 cup of chopped zucchini
2 handfuls of scallions
2 handfuls of lemongrass (or 1 tablespoon of lemongrass powder)
Juice from 1/2 lime
1 piece of ginger (about the size of a thumb)
Optional: 2 tablespoons of tahini

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Directions:
~ use a spiralizer to make the noodles with the zucchini and carrots. If you don’t have a spiralizer, you can you a mandolin or a shredder with large holes to make the zucchini noodles, following the directions on this recipe. And you may simply shred the carrots. When you’re finished, place everything in a large bowl.

~ place all the ingredients for the dressing in a food processor or high speed blender and process until you get an even dressing, without any chunks.

~ pour the dressing on top of the noodles and mix everything very well. If you’re a fan, add the mushrooms, chopped into tiny pieces.

~ I like waiting at least 15 minutes or so before I eat it because the noodles soak up the flavours from the dressing. Leave it at room temperature as raw food usually tastes better when it’s not refrigerated, in my opinion.

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Celebrating Spring with raw Tabouleh ~ Celebrando a Primavera com Tabule cru

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Ontem foi o dia do equinócio, o início da Primavera, o dia de um eclipse solar e o dia de uma super lua nova. Não é interessante como a natureza alinha tudo tão bem e faz com que sejamos parte desta imensa coreografia orgânica?

A Primavera deixa-me sempre a pensar em como as árvores e todas as plantas sabem tão bem quando é a altura certa para florescer. Sabem sempre tudo o que precisam de saber, não é? Cada árvore sabe exactamente quem é, o que tem que fazer e quando tem que fazê-lo. Nem uma única dúvida.
Alguém alguma vez viu uma árvore a cometer um erro? Ups, desculpem lá, pensava que devia criar laranjas mas afinal parece que sou uma macieira. Posso tentar outra vez?
Não, nunca.

Como é que conseguem ficar ali, quietas, no silêncio, a ouvir, recebendo a verdade e tornando-se na verdade de um modo tão fácil? Talvez seja por isso ~ o silêncio transporta a verdade do todo. Talvez seja mesmo isso que nos impede de fazer o mesmo ~ o ruído, a tralha, o caos interior e exterior.

Quando foi a última vez que te sentiste um com o silêncio?
Nesse preciso instante, a dúvida amolece as suas garras em volta das nossas células…

É isso que eu adoro na meditação, mesmo que seja apenas sentar-me no silêncio durante um par de minutos e dizer: mostra-me o que preciso saber, mostra-me a verdade. E mesmo quando nada me é mostrado, acredito que isso serve o bem maior e que o que eu necessito me será mostrado na altura devida.

Porque eu desejo verdadeiramente ser como as árvores e as flores que estão tão sintonizadas com o universo que conseguem compreender esta lei que determina o momento certo para florir, como o oceano que nunca confunde as marés e sabe sempre qual será a próxima, como as baleias e os pássaros que sabem ao nascer qual a rota que têm que tomar. Eu desejo ser, de corpo e alma, parte integrante da primavera e de todas as estações.

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E deste modo venho partilhar uma receita especial que fiz para celebrar esta nova estação.

As minhas refeições crudívoras costumam ser muito simples, habitualmente um batido verde grande ou uma salada ainda maior mas de vez em quando apetece-me algo um pouco diferente e mais especial.

Este é o meu tabouleh (ou tabule) cru (outro prato do médio oriente como o Falafel). Costumo divertir-me a comer usando folhas de acelga como se fossem tacos. Se não forem grandes apreciadores de acelgas podem substituir por folhas de alface e se desejarem adicionar um pouco de gordura saudável à vossa refeição, sintam-se à vontade para juntar metade de um abacate delicioso.

E tenham em conta que eu gosto da minha comida com muito sabor, mas se vocês forem sensíveis no que toca a ervas aromáticas ou especiarias, cortem pela metade as quantidades que eu uso.

Uma das estrelas desta receita é a couve-flor. Sim, eu sei… Couve-flor, uma estrela? A sério? Eu sei que não é muito atraente mas este vegetal é um alimento poderoso.

A COUVE-FLOR é rica em vitaminas como a C (sistema imunitário, pele e dentes saudáveis), a K (ossos fortes, coagulação sanguínea saudável, combate infecções), vários minerais como o cálcio e é também uma boa fonte de proteína facilmente assimilada pelo nosso organismo.
É rica em omega 3 e vários outros nutrientes que fazem com que a couve-flor seja óptima para um sistema hormonal saudável porque consegue baixar os níveis de estrogéneo e aumentar os níveis de testosterona, no caso de estarem desequilibrados.
O consumo de couve-flor está associado à prevenção de vários cancros do sistema reprodutivo e até cancro do estômago.
É também uma boa opção para quem esteja a combater inflamações crónicas em qualquer área do corpo e é um óptimo alimento para ajudar a limpar o fígado e o baço, desintoxicando o sangue e todos os órgãos internos.

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Esta receita serve 1 pessoa.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1/2 couve flor grande
1 cup/chávena/xícara de tomates cereja
1 pimento vermelho grande
1 pepino grande
Sumo de 1/2 lima pequena
3 colheres de sopa de salsa fresca
3 colheres de sopa de coentros frescos
3 colheres de sopa de menta fresca
1 mão bem cheia de cebolinho
2 colheres de sopa de cominhos em pó
1 colher de chá de pimenta preta
Opcional: 1 ramo bem grande de folhas de acelga ou 1 alface para fazer os tacos

Instruções:
~ cortar a couve flor em floretes pequenos. Usando um processador de comida, triturar ligeiramente a couve flor juntamente com as ervas frescas. Se triturarem demasiado fica uma pasta e queremos que fique com a consistência do arroz.

~ deitar numa taça grande e adicionar os restantes vegetais cortados em pedaços muito pequenos.

~ juntar o sumo da lima e as especiarias em pó. Misturar muito bem e deixar ficar a descansar durante uns 15 minutos antes de comer, para que os sabores se entranhem bem em todos os vegetais.

~ cortar os caules das acelgas ou das folhas de alface. Deitar quantidades pequenas de tabouleh ao longo do centro de cada folha e depois enrolem a folha como se fosse um taco. Se preferirem podem comer o tabouleh directamente do vosso prato, usando apenas uma colher.

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ENGLISH:

Yesterday was the day of the equinox, the beginning of Spring, the day of a solar eclipse and the day of a super new moon. Isn’t it interesting how nature aligns everything so well and makes us all part of this big organic coreography?

Spring always makes me think about how trees and all plants simply know when it’s the right time to bloom. They always know everything they need to know, don’t they? Every single tree knows exactly who she is, knows exactly what she has to do and knows exactly when to do it. Not a single doubt. Have you ever seen a tree make a mistake? Oooops, sorry about that, I thought I was supposed to grow oranges but apparently it’s apples. Can I try again?
No, never.

How is it they just stand there, being, quiet, listening, and they receive the truth, they become the truth so effortlessly?
Maybe that’s why ~ the silence carries the truth of it all. Maybe that’s what prevents us to do the same ~ the noise, the cutter, the chaos within and without.

When was the last time you and silence became one? In that precise moment, doubt loosens it’s grip on our cells…

That’s why I love to meditate, even if it’s just to sit quietly in the silence for a few minutes and say: show me what I need to know, show me the truth. And even when nothing is shown to me, I trust it’s for the highest good and that what I need to know will come at the precise time I need it.

Because I truly desire to be like the trees and flowers that are so in tune with the universe, they deeply understand this law that decides when it’s the right time to bloom, like the sea that is never confused about the tide sand always knows which is next, like the whales or birds that are born knowing which route to follow. I desire to be a wholehearted part of spring and every season.

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And with this I’m sharing a special meal I made to welcome the new season.

I usually eat very simple raw meals, like huge green smoothies or salads but every once in a while I desire a little something more special.

This is my raw tabouleh (another middle eastern dish like Falafel) and I enjoy eating it in swiss chard boats that you can use like tacos. If you’re not a fan of swiss chard, feel free to substitute for lettuce leaves and if you want to add a little bit of healthy fats to your meal, just add half of a delicious avocado. Oh, and FYI, I like my food with tons of flavour so if you’re sensitive to spices or herbs, cut down the quantities I use by half or so.

One of the stars of this dish is cauliflower. I know… Cauliflower, a star? Really? it doesn’t look like much but this vegetable is quite the powerhouse.

CAULIFLOWER is very rich in vitamins like C (immune system, healthy skin and teeth) and K (strong bones, healthy coagulation and fights inflammation), several minerals including calcium and it’s also a good source for easily assimilated protein.
It’s rich in omega 3 and several other nutrients that make cauliflower so important for the hormonal system because it actually lowers your estrogen and increases your testasterone if you’re suffering from hormone imbalance.
It’s known to prevent several cancers related to the reproductive system and even stomach cancer. Cauliflower is also a good choice if you’re fighting chronic inflammation in any area of your body and it also helps cleanse the liver and spleen, detoxifying the blood and all of your organs.

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This recipe serves 1 person.

Ingredients:
(Organic if possible)
1/2 of a large cauliflower head
1 cup of cherry tomatoes
1 large red bell pepper
1 large cucumber
Juice from 1/2 of a small lime
3 tablespoons of fresh parsley leaves
3 tablespoons of fresh cilantro leaves
3 tablespoons of fresh mint leaves
1 big handful of chives
2 tablespoons of powder cumin
1 teaspoon of black pepper
Optional: 1 big bunch of swiss chard leaves or 1 head of lettuce for the tacos

Directions:
~ cut the cauliflower into small florets and place it in a food processor with all the fresh leaves. Process just a little bit. If you process for too long it will turn into a paste and we need it to have a rice like consistency.

~ put it in a large bowl and add the remaining vegetables, all chopped into really small pieces.

~ add the lime juice and spices and mix it very well. Just let it sit for 15 minutes or so before you eat it. This way all the ingredients will soak up the flavor of the herbs and spices.

~ cut the stems of the swiss chard or lettuce leaves. Place a small amount of tabouleh right along the middle of each leaf and then roll it like a taco. Or you may eat it directly from your plate using a spoon.

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