The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


4 Comments

12 things I’ve learned from yoga ~ 12 coisas que aprendi com o yôga

20141120-221834.jpg
(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

A minha relação com o yôga já não é recente e tem sido um pouco como uma montanha russa lenta, cheia de altos e baixos e, apesar de muitos períodos de separação, acabo sempre por voltar. A verdade é que sempre ultrapasso a resistência e que me dedico à prática, a vida fica melhor. Nos últimos anos tenho conseguido ser fiel ao ashtanga vinyasa, apesar de ainda não ter superado a minha tendência para a inconsistência. Por vezes ainda me espanto com tudo o que aprendo sobre mim própria em cada prática e como as lições aprendidas no tapete se aplicam a tantas áreas da minha vida. E fico sempre grata pelo yôga me voltar a lembrar tudo o que teimo em esquecer:

1 ~ O mais difícil é começar. Abrir o tapete, pôr os pés lá em cima e respirar. Fazer o primeiro gesto. Adiamos tanta coisa na vida a pensar que não estamos prontos porque nos falta sempre qualquer coisa. A verdade é que nunca vamos estar mais prontos, nunca o momento será mais perfeito. Começar é ficar pronto. Apartir daí é continuar, fazer um movimento a seguir a outro movimento e continuar a manter o ritmo. Quando damos por ela, já fizemos tudo. E afinal, foi fácil.

2 ~ A única maneira de colher os benefícios de qualquer coisa é praticando. Só quando praticamos constantemente e tornamos algo parte de nós é que permitimos que isso nos transforme positivamente. Não basta ler sobre yoga, há que praticar; não basta ler sobre ser bom pai, há que praticar; não basta pensar em ser optimista, há que praticar…

3 ~ Sou capaz de muito mais do que penso. Quando estico os meu corpo, estico também os meus limites, as minhas crenças e a minha realidade transforma-se. Não tentar é investir na certeza de uma resposta, de um resultado. Eu prefiro um “porque não?” volúvel e fugaz no lugar de um “nem pensar” sólido. Sempre que pensamos que não somos capazes porque somos demasiado isto ou aquilo como demasiado jovens ou velhos, gordos, fracos estamos a deixar que sejam os outros a determinar o nosso potencial e a nossa vida.

4 ~ A comparação com os outros não serve para nada, a não ser para nos paralisar. Olhar para o vizinho e ver o que ele consegue ou não consegue, se é melhor ou pior do que nós, acaba por ser um instrumento de tortura pessoal sem qualquer objectivo produtivo. Nunca conhecemos totalmente a viagem dos outros, de onde vêm, em que estado do caminho estão neste momento, o que já percorreram, os buracos no caminho que tiveram que ultrapassar. Comparar o nosso percurso com o dos outros é um hábito destrutivo que prejudica única e exclusivamente quem compara e julga. Quando o hábito surgir, que tal virar o foco para dentro e compararmos o que somos hoje com o que éramos na nossa meta de partida? Isso sim, vale a pena comparar e celebrar. Porque não desistimos, porque ainda estamos por cá.

5 ~ Desconforto não é o mesmo que dor. O desconforto é algo que vejo como positivo, algo que nasce quando tentamos sair de velhos hábitos, velhas formas que já não nos servem, quando queremos avançar e desbravar o nosso potencial e o nosso ego quer que estejamos quietinhos e sossegados como crianças tímidas que não se atrevem a pedir mais. A dor é destrutiva, é negativa, não ajuda a evoluir, não permite que nada floresça. Mesmo quando aparece disfarçada de amor, a dor bloqueia, impede a evolução, obriga-nos a contrair e a fechar. É um alarme que nos grita para parar e retroceder urgentemente. A dor deve ser evitada mas o desconforto deve ser abraçado. Há que aprender a ouvir o corpo para identificar os dois e perceber as diferenças.

6 ~ A consistência é a chave da evolução. Pouco mas constante é melhor do que muito mas poucas vezes. A repetição cria o hábito que se enraiza nas nossas células e germina por dentro. Um hábito leva-nos a fazer isto ou aquilo sem sequer pensarmos nisso, sem arranjar desculpas para o evitar ou adiar. Adiar é alimentar a resistência e a resistência vem da necessidade do nosso ego em impedir-nos de evoluir. Quando maior é a resistência, mais importante é ultrapassá-la e isso só é possível quando compreendemos de onde ela vem e do poder das nossas escolhas, mesmo as mais insignificantes. Sim, é normal não me conseguir comprometer com hora e meia de prática diária, mas sei que 15 minutos ou até só 5 fazem toda a diferença. Evitar algo nunca é a solução.

7 ~ Confiar no corpo, na sua memória e na sua inteligência própria. A orientação que vem desta fonte é muito mais fidedigna do que a que vem da mente, por muito ilógico que isto possa parecer. Sair das razões da mente e confiar no instinto, na intuição, nas reacções de pele, sempre. E respeitar. Respeitar o ritmo próprio do nosso corpo, a velocidade, a cadência, o crescimento natural. Copiar outra pessoa e tentar ser como ela é uma receita para o desastre, para o acidente, para a desarmonia. Confiar no corpo porque ele sabe o caminho para casa e nunca desiste de o alumiar.

8 ~ Para ser flexível preciso de criar espaço. Por vezes, a única coisa que me impede de agarrar o dedo grande do pé lá ao fundo ou abrir as ancas tanto quanto quero é falta de espaço. Preciso criar espaço relaxando a musculatura, respirando mais profundamente do que parece possível, pressionando mais os bandhas, aumentando a distância entre os discos da coluna. E como posso ser flexível se tenho a cabeça cheia de crenças limitativas e ideias antigas que já não me servem? Como posso ser flexível na minha vida e identidade se tenho a agenda e os dias cheios de compromissos que não gosto e de pessoas com quem não me identifico? Como posso ser flexível se habito num local tão cheio de tralha que nem me permite movimentar à vontade? Como posso ser flexível se tenho tanto ruído à minha volta que nem me deixa usufruir da música? Criar espaço para proporcionar o vazio e para acolher o novo e o melhor. Criar espaço para ser flexível.

9 ~ O importante é o processo e não o objectivo, a viagem e não o destino final. Concentrar no aqui e agora e não na expectativa de um qualquer resultado. Estar preso ao passado ou ao futuro é negar o único tempo onde a felicidade é possível – o agora.
O importante não é executar poses complicadas mas o trabalho invisível, interior. Voltar à fonte, a casa, ao corpo, ao agora. O importante é o conteúdo e não a forma, o importante é a fotografia e não a moldura. Por muito bonita, atraente ou brilhante que ela seja, continua a ser um mero acessório.

10 ~ As emoções são como os gases intestinais ou os espirros – por muito que as tentemos abafar, acabam por vir sempre ao de cima.
Se não queremos lidar com elas à frente de toda a gente, convém ter como prioridade guardar uns momentos diários solitários para trabalhá-las.

11 ~ Como já foi demonstrado em muitos dos pontos anteriores, o ego não contribui para o nosso maior bem. Mas não vale a pena tratá-lo como o inimigo. Mais vale mantê-lo por perto, conhecê-lo bem, aprender a ler as suas estratégias e truques para que consigamos antecipar os seus ataques e manipulações. Domesticá-lo de modo a mostrar que quem manda aqui somos nós e já não nos deixamos levar pelo seu medo e julgamento, que já não vamos nessa velha cantiga. Porque aprendemos a ver o outro como uma extensão de nós próprios e aprendemos que a verdadeira liberdade vem da auto aceitação total e incondicional.

12 ~ Esta serve para tudo na vida:
Se o fizermos a sorrir, é mais fácil.

(As fotografias são do shala da Casa Vinyasa em Lisboa)

20141119-215049.jpg
ENGLISH:

My relationship with yoga isn’t a recent endeavor and it has been somewhat like a slow rollercoaster, with lots of ups and downs but, despite some periods of separation, I always end up coming back. The truth is, whenever I get past the resistance and dedicate myself to the practice, life gets better.
For the past few years I’ve been loyal to ashtanga vinyasa, despite not having come to terms with my inconsistency. I still get stunned when I realise how much the practice has taught me about myself and how the lessons I learn on the mat can be applied to so many areas of my life. And I’m always grateful for how yoga keeps reminding me of what I keep forgetting:

1 ~ The most difficult part is to get started. Opening the mat, putting the feet on it, taking the first breath. Making that first gesture. We postpone so much in life because we believe we’re not ready, that there’s something we must do or have before we can get started. The truth is we’ll never be more ready, the moment will never be more perfect. Starting is getting ready. From then on we just have to keep it going, one movement after another, keeping the rythm, flowing. And all of a sudden we realize we’ve done it, we have accomplished it. And it turned out to be easy after all.

2 ~ The only way to benefit from something is to practice it. Only when you constantly practice something and make it a part of yourself, you will allow it to transform you in a positive way. It’s not enough to read about yoga, we must practice it; it’s not enough to read about being a good parent, we must practice it; it’s not enough to think about becoming an optimist, we must practice it…

3 ~ I’m capable of a lot more than I think. When I stretch my body, I also stretch my limits, my beliefs and I shift my reality. Not trying is to invest in the certainty of an answer, of a result. I’d rather have a fleeting and voluble “why not?” than a rock solid “no”. Everytime we believe we’re not capable of something because we are too this or that, too old or too young, too weak or too fat we are allowing other people to determine our own potential and our life.

4 ~ Comparing myself to others is beyond pointless and its only purpose is to paralize me. Looking at my neighbour thinking about what he can or can’t do, if he’s better or worst than me, ends up being an instrument for personal torture with absolutely no positive outcome. We never truly know other people’s journey, where they are coming from, at which stage of their road they are at right now, how far they have come, how many bumps they had to jump over. Comparing our path to someone else’s is a destructive habit that only harms the person behind the judgement. When this habit comes up, why not bringing that focus within and compare ourselves with who we were at our starting point? Now, that’s something worth comparing and celebrating. Because we’re still here, we didn’t give up.

5 ~ Discomfort and pain are not the same. Discomfort is something I see as positive as it shows up when we try to get rid of old habits, get out of old shapes that no longer serve us. When we try to move forward and establish new ground when it comes to potential but our ego wants us to be quite and still like shy little children that don’t dare ask for more. Pain is destructive, negative, it doesn’t nourish evolution, it prevents anything from blossoming. Even when it comes disguised as love, pain creates blocks, keeps us stuck, constricts us and forces us to shut down. It’s an alarm screaming at us to stop and retreat with urgency.
Pain should be avoid but discomfort should be embraced. One must learn how to listen to the body and read the different signs as to distinguish between both.

6 ~ Consistency is the key for evolution. A little bit but often is better than a lot only every once in a while. Repetition creates the habit that grows in our cells and sprouts from within. A habit leads us to do this or that without even thinking about it, without coming up with excuses to avoid it or procrastinate. To procrastinate is to feed the resistance and resistance comes from our ego’s need to prevent us from evolving. The stronger the resistance, the more we must get over it and that will only be possible when we understand where it’s coming from and how powerful our choices are, even the most tiny choices. Yes, I don’t often have the time to practice for one hour and a half every day, but I know even just 15 minutes or 5 will make a difference. Avoiding something is never the answer.

7 ~ Trust your body, trust its memory and its intelligence. The guidance that comes from that source is a lot more trustworthy than the guidance that comes from the mind, as illogical as this may sound. Step out of the reasons of your mind and trust your instinct, your gut, your skin reactions, always. And respect. Respect the rhythm of your body, the speed, the cadence, the natural growth. Copying someone else and trying to be like him/her is a recipe for disaster, for accidents, for disharmony. Trust your body because it knows the way back home and it never fails on lightening it up for us.

8 ~ In order to be flexible I need to create space. Sometimes, the only thing preventing me from grabbing my toes or opening my hips as much as I desire, is lack of space. I need to create space by relaxing my muscles, breathing more deeply than I thought possible, pressing my bandhas even more, increasing the distance between my spine discs. And how can I be flexible if my head is full of limiting beliefs and old ideas that no longer serve me? How can I be flexible about my life and identity if my days and schedule are packed with commitments I don’t enjoy and people I don’t identify myself with? How can I be flexible if my physical space is so cluttered I can’t even move around freely? How can I be flexible if there’s so much noise stopping me from enjoying the music? Create space to allow the emptiness to come and embrace what’s new and better.

9 ~ What’s important is the process and not the goal, the journey and not the destination. To focus in the here and now instead of focusing on the expectation of some result. When we are tied to the past or the future we deny the only time when happiness is possible ~ now. The important thing isn’t to execute complicated poses but the inner, invisible work. To come back to the source, to come back home, to come back to right now. The important thing is the content and not the form, the important thing is the photograph and not the frame. No matter how beautiful, shiny and appealing, it’s still just a mere accessory.

10 ~ Emotions are just like intestinal gas or sneezes – no matter how much you suppress them, eventually they will end up coming out. If you don’t like dealing with it in public, make sure to put some daily alone time on the top of your priority list so you can work on it.

11 ~ As shown in several of the previous points, the ego does not have our best interest in mind. But we might as well not treat it like the enemy. Keep it close, get to know it well, learn to read its tricks and strategies in order to predict the attacks and the manipulation. Tame it in a way that shows we are the ones in charge here and we no longer get carried away by the ego’s fear and judgement, we no longer dance to that old song. Because we have learned to see others as an extension of ourselves and we have learned true freedom comes for total and unconditional self acceptance.

12 ~ This works for everything in life: When you do it smiling, it’s easier.

(The photos are from the yoga shala at Casa Vinyasa in Lisboa)

20141120-221737.jpg

Advertisements


Leave a comment

My morning Kundalini Yoga Frogs ~ Os meus sapos matinais de Kundalini Yôga

20150213-030615.jpg
(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Acho que já tinha mencionado que pratico ashtanga vinyasa yôga desde há um par de anos, mas a minha primeira introdução ao yôga foi através do kundalini há mais de dez anos. Nessa altura nem sequer sabia como é que se chamava e acredito que não tenha acontecido na altura certa porque não ressoou comigo e achei que não seria a prática ideal.

Mas, na verdade, há algumas meditações e kriyas (exercícios) do kundalini que me dizem bastante ainda hoje. Ou, provavelmente, mais ainda hoje do que em qualquer outra altura.

Na outra semana andava aqui em casa a dar uma volta em livros antigos dos quais me queria descartar e encontrei o meu primeiro livro de yôga que é exactamente um livro de kundalini para mulheres. E houve qualquer coisa que me chamou a atenção e me fez abrir o livro, obrigando-me a relê-lo. E desde então tenho vindo a redescobrir o kundalini de um modo muito autodidacta mas bastante divertido!

Tenho andado a practicar o kryia do “sapo” (frog kryia) numa tentativa de energizar o início de cada dia porque, tal como já tinha confessado aqui, não sou uma pessoa nada dada a manhãs.

Este kryia demora só um minutinho a fazer e é óptimo para acordar, especialmente naquelas manhãs geladas, porque dá-me imensa energia num instante, põe o sangue a bombar pelo corpo todo, a minha temperatura sobe rapidamente e até me consegue deixar a suar ligeiramente.

Este exercício é óptimo para os chakras 1 e 2, que por acaso eu tenho vindo a trabalhar nos últimos tempos. Quando trabalhamos com os portais de energia que são os chakras, é aconselhado começarmos pelos de baixo porque são os que estão ligados às nossas necessidades básicas e físicas de sobrevivência, assim como à nossa capacidade de criar e de nos ligarmos à terra e ao corpo. E isso é fundamental para conseguirmos aceitar e lidar com o que a vida nos presenteia, aqui e agora.

O kriya do sapo ajuda a aumentar o fluxo de energia e força vital, ajuda equilibrar o sistema hormonal, tonifica as pernas e a bunda e é óptimo para o coração e a circulação sanguínea. Para além disso, sempre ouvi dizer que tudo o que nos ponha a cabeça virada para baixo, previne as rugas! ;)

É muito fácil de executar, mas achei melhor juntar aqui um vídeo para explicar tudo certinho. Como ainda não tive oportunidade de gravar nenhum vídeo, partilho um que encontrei na internet e que é bastante bom. É em inglês mas mesmo que não entendam a língua, vão ficar a perceber porque dá para ver bem a posição do corpo na demonstração física, logo após uma pequena introdução.

Mas, como disse, é bastante fácil:
~ Pôr o corpo em posição de agachamento e levantar os pés para que só os dedos toquem no chão. Os calcanhares ficam colados um ao outro. Abrir os joelhos para fora o mais possível. Tentar esticar a coluna o mais possível e pousar as mãos em frente dos pés, tocando no chão com os dedos.

~ inspirar e levantar as ancas na direcção do tecto, esticando bem as pernas. A cabeça desde em direcção às pernas e só tocamos no chão com os dedos dos pés e mãos.

~ expirar e baixar as ancas e retomar a primeira posição, mantendo as costas bem direitas e olhando para a frente. Os dedos sempre a tocar no chão.

~ Repetir 26 vezes, o mais depressa possível, mas sempre controlando bem a respiração e os movimentos.

Costumo praticar com o estômago vazio, ainda de pijama, logo a seguir a ir à casa de banho. Quando acabo os sapos começo então a tomar a minha bebida detox matinal enquanto me visto e preparo para o resto do dia.

Se ressoar convosco, experimentem.
Se forem como eu e tiverem problemas em ser consistente, lembrem-se que 21 dias é o período mínimo de tempo para criar um novo hábito mas se queremos experienciar uma mudança profunda e duradoura convém praticar durante 40 dias.

20150213-030615.jpg
ENGLISH:

I think I’ve mentioned here I’ve been practising ashtanga vinyasa yoga for the past couple of years, but my first introduction to yoga was through kundalini yoga more than ten years ago. I didn’t even know what kind of yoga it was back then and I’m sure it wasn’t the right timing at all because It didn’t resonate with me and I didn’t feel it was the right type of practice for me.

But the truth is, some kundalini meditations and kriyas (exercises) really speak to me at a very deep level even today. Or maybe even more today then ever before.

The other week I was at home going through some old books I wanted to let go of and I found my first yoga book which is a kundalini yoga book for women. And something just felt right and I picked it up, started reading it and since then I’ve been redescovering kundalini on my own and I’ve been having some fun with it!

I’ve been practising the frog kriya in an attemp to energize the start of my days, because I’m really not a morning person at all, as I’ve confessed in this previous post.

This kriya only takes about 1 minute to do and it’s great to wake me up specially on those freezing mornings because it gives me a lot of energy very quickly, gets my blood pumping through my whole body, my temperature goes up really fast and it can even make me sweat a little bit.

This pose is great for the first and second chakras, which I’ve been working on as of late. When working with the energy portals that are the chakras we should start from the bottom up because the first and second chakras deal with our basic and physical needs for survival and also our ability to be creative and grounded in our body, connected to the earth. And that is essential to embrace life and make the most of what is presented to us right here, right now.

The frog kriya helps us to increase our energy flow and life force, helps balance the hormonal system, tones the legs and butt, and it’s great for the heart and circulation. Plus, I’ve always heard that getting your head upside down keeps the wrinkles away! ;)

It’s super easy to do, but I thought it would be best to add a video explaining everything. I didn’t get the chance to shoot my own video but I found this really nice one online that you can check out if you have any doubts about how to do this exercise.

But, like I said, it’s very easy:
~ Squat down on your feet with only your toes touching the floor. The heels touch each other and you must try to open your knees to the sides as much as possible. Keep your back as straight as possible and place your hands in front of your feet, touching the floor with the tip of your fingers.

~ inhale and lift up your hips towards the ceiling, stretching your legs and bringing your face down in the direction of your legs. Only your fingers and toes touch the floor at all times.

~ exhale and bring your hips down, to the previous position and face forward. Keep your back straight with the fingers always touching the floor.

~ repeat it as fast as you can for 26 times, always keeping control of your breathing and movement.

I practice this with an empty stomach, still in my pijamas, right after going to the bathroom. When I’m done with the frogs, I have my morning detox drink while I get dressed.

Give it a try if it resonates with you. If you have trouble with consistency like I do, make sure to keep in mind that 21 days is the minimum time it takes for us to develop a new habit but to really experience a deep and long lasting change we should commit to it for at least 40 days.


3 Comments

Raw energy bars with banana and hemp + easy full workout ~ Barrinhas de energia de banana e cânhamo (cru) + Um treino completo fácil

20150122-012251.jpg
(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

A receita de hoje é para quem gosta de se manter activo fisicamente mas detesta comprar barrinhas de energia ou proteína cheias de xaropes, corantes, conservantes bizarros e outros ingredientes duvidosos.
Estas barrinhas são bem docinhas, fáceis e simples de fazer e isentas de ingredientes prejudiciais à saúde.

Se costumam ler este blog já devem saber que eu adoro bananas e que prefiro ir buscar os meus hidratos de carbono à fruta porque nada me dá tanta energia. E é uma energia calma e expansiva que me faz sentir muito bem! Para esta receita usei farinha de banana em vez do fruto porque assim as barrinhas ficam com uma textura mais seca e mais dura.

Se ainda não conhecem as propriedades fabulosas das bananas, peço-vos que leiam isto primeiro e também podem ficar a conhecer melhor os benefícios das tâmaras aqui.

Para aumentar a quantidade de proteína das barrinhas usei sementes de cânhamo que é a proteína mais completa e mais fácil de ser digerida pelo nosso organismo. Mas para mais informação sobre este alimento fabuloso, podem espreitar este post.

Eu sei que os nossos amigos no Brasil não podem consumir estas sementes, mas podem fazer estas barrinhas com sementes de gergelim (sésamo), por exemplo. Mas não se esqueçam que, ao contrário das sementes de cânhamo, as de gergelim precisam de ser demolhadas antes de consumir.

20150122-012314.jpg
E já que falamos de exercício, hoje vou escrever pouco e mexer-me mais!

A verdade é que tenho andado preguiçosa nestes últimos dias e ando sempre a lutar contra a inconsistência. Mas tenho que aceitar que nem sempre estou cheia de energia ou vontade de me exercitar porque tudo, até isso, é cíclico e não vale a pena andar em negação. A vida é feita de ondas atrás de ondas e não se ganha nada em tentar controlá-las. Mais vale fluir…

A minha actividade de eleição é o Ashtanga Vinyasa Yôga e comecei recentemente a aprender a fazer surf porque o mar sempre foi o meu santuário preferido.
E desde que me lembro de ser gente que gosto muito de dançar e de tudo o que tem a ver com movimento e ritmo, por isso, mesmo nos dias de muita preguiça, ligo a música e dou lugar ao improviso aqui por casa.

Mas eu percebo que nem toda a gente tenha tempo ou disponibilidade para fazer exercícios super complicados durante várias horas todos os dias.
Foi por isso que me lembrei de partilhar convosco este treino de 35 minutos que trabalha o corpo inteiro e é bastante acessível mesmo para quem anda em baixo de forma.
Este treino é da Megan Elizabeth, uma americana muito amorosa que partilha muito sobre a alimentação vegana e crudívora e tem muitos vídeos com imensas dicas e receitas óptimas, mas só em inglês.

Mas voltando ao treino, mesmo que não percebam inglês vão conseguir fazer porque ela exemplifica tudo de seguida neste vídeo.

Experimentem e contem-me como correu!

20150122-012200.jpg
Esta receita deu 7 barrinhas grandes.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 cup/chávena de tâmaras (sem xaropes adicionados)
1 cup/chávena de amoras brancas secas ou flocos de aveia integral (crus e sem glúten)
1/4 cup/chávena de farinha de banana (usei Iswari)
1/4 cup/chávena de sementes de cânhamo descascadas
1/2 colher de chá de baunilha em pó

Instruções:
~ deixem as tâmaras de molho durante uns minutos até amolecerem um pouco e retirem os caroços.

~ se usarem os flocos de aveia, primeiro triturem-nos até ficarem em farinha, usando um processador de comida

~ juntar todos os ingredientes no processador e triturar muito bem até resultar num crumble pegajoso.

~ retirar a massa e colocar num recipiente quadrado pequeno forrado com papel vegetal. Espalhar de modo uniforme a massa pelo recipiente e calcar bem com as mãos até ficar compacto.

~ deixar no frigorífico durante 2 ou 3 horas para endurecer e depois basta cortar em pedaços, consoante o tamanho que preferirem.
Se não comerem logo, deixem no frigorífico nos dias seguintes.

20150122-012806.jpg
ENGLISH:

Today’s recipe if for everyone that likes to be physically active but hates buying energy or protein bars filled with syrups, food colouring, weird preservatives and other nasty ingredients.

These bars are quite sweet, very easy and simple to make and have zero harmful ingredients.

If you’re a frequent visitor of this blog you already know that I love bananas and that I choose to get most of my carbs from fruit because nothing gives me so much energy. And it’s a very calm and expansive energy that makes me feel so good!
For this recipe I used banana flour instead of the fresh fruit because it gives a harder and dryer texture to the bars.

If you are unaware of the amazing health benefits of bananas, please read this and you may also check this post to learn more about how good dates are.

To increase the amount of protein in the bars I used hulled hemp seeds because hemp is the most complete protein and also the easiest to digest. But to learn more about this powerful food, please read this post.

I know that our friends in Brazil can’t buy hemp seeds but they can substitute it for sesame seeds. Just remember that, unlike hemp seeds, sesame seeds need to be soaked before consumed.

20150122-012824.jpg
And since we are talking about exercise, I decided that today I’m going to write a bit less and move a bit more!

The truth is I’ve been feeling somewhat lazy lately and I’m constantly struggling with inconsistency. I guess I just have to accept that I’m not always filled with energy or looking forward to exercise because everything, even that, is cyclic and there’s no use in being in denial about it. Life is made of waves after waves and there’s no point in trying to control them. It’s best to flow…

My chosen practice is Ashtanga Vinyasa Yoga and I’ve recently started learning how to surf because the ocean has always been my favorite sanctuary.
And every since I can remember, I’ve loved to dance and anything that revolves around movement and rhythm. So even in my really lazy days, I still turn on the music and just improvise around the house.

But I do understand that some people simply don’t have the time or willingness to do super complicated workouts during 1 hour or so everyday. That’s why I thought it would be a good idea to share this full body workout with you. It only takes 35 minutes an it’s quite simple and easy, even if you’re not in top shape.

This complete workout is by Megan Elizabeth, a really lovely american girl that teaches and shares a lot about raw food and vegan lifestyle. You can check out her videos for lots of tips, info and recipes!

But back to the workout: in this video they explain it very well and it’s actually quite simple.

Give it a try and let me know how it goes!

20150122-012851.jpg
This recipe makes 7 large bars.

Ingredients:
(Organic, if possible)
1 cup of dates (without added syrups)
1 cup of dried mulberries or raw and gluten free whole grain oats
1/4 cup of banana flour (I used Iswari)
1/4 cup of hulled hemp hearts
1/2 teaspoon of vanilla powder

Directions:
~ soak the dates for a few minutes until they soften a bit and remove the seeds

~ if using the whole oats, place them first in the food processor and process until it turns to flour.

~ put everything in the food processor and process until you get a sticky crumble texture.

~ put the dough in a small square container with parchment paper. Use your hands and spread the dough until it covers the whole container and then press it down to make it even.

~ leave it in the fridge for a couple of hours to harden a bit and then cut it in your desired shape. If you don’t eat it right away just leave it in the fridge during the following days.