The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Basil, tomato and mango raw dressing and easy raw meals + Molho cru de manjericão, tomate e manga e refeições crudívoras simples

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Nos últimos tempos tenho escrito pouco, tenho andado numa fase de mais introspecção em que só me apetece receber e acolher em vez de exteriorizar e comunicar.

Eu costumo dizer que quanto mais limpamos a vida, mais temos que limpar.
Quanto mais límpidas as águas de um lago, melhor se consegue ver a sujidade e os destroços bem lá no fundo, os mesmo que antes nem sabíamos que existiam porque estavam cobertos pela poluição à superfície.

Ultimamente sinto-me assim, a remover os últimos grandes destroços bem lá do fundinho.
E apesar de sentir que grande parte do trabalho duro já foi feito, aquilo que foi ficando para o fim acaba por ser, provavelmente, o mais difícil, o mais entranhado no lodo.

Por isso tenho dado por mim a dedicar grande parte dos meus dias a muito trabalho interior e quase invisível, com meditações, exercícios e leitura para identificar, processar e alterar tudo o existe no meu subconsciente e que ainda funciona como um travão no fluxo da vida que desejo viver: crenças, hábitos, comportamentos, padrões, memórias, histórias, relações, apegos e por aí fora. Tudo o que é negativo, que já não me serve e me impede de evoluir na direcção que escolhi.

E o restante tempo tenho-me deixado guiar por um dos nossos mais perfeitos sistemas de GPS: a alegria! Beijos de sol na pele, bailar com a espuma do mar que lava a alma, sentir a brisa do vento que já vem chegando quente e me transporta para longe e desfrutar de livros que me levam de volta à inocência de ser criança.

Hoje trago-vos uma citação de um desses livros que revisitei recentemente:

“Vou contar-te o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos…”
O principezinho, Antoine de Saint-Exupery

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E hoje trago-vos uma receita de um molho que faço com bastante frequência para juntar aos meus jantares crudívoros.

Ando com tendência para escolher refeições muito simples e quase minimalistas, como saladas com uma grande cama de verdura e mais 2 ou 3 vegetais cortados para dar textura.

Juntando um molho como este faz com que a salada fique muito mais saborosa, cremosa e tenrinha.
Não resulta num prato muito vistoso mas é uma maneira muito fácil e rápida de nutrir o corpo com muita fibra, proteína, vitaminas, minerais e água.

As minhas saladas costumam ser bem grandes, caso contrário fico com fome passado meia hora.
Usem os vossos vegetais favoritos e podem ir variando consoante a época do ano, mas deixo-vos uma lista dos que costumo usar mais (nas quantidades que preparo para mim):

Saladas simples crudívoras:

~Cama de Verdura:
1 alface grande (qualquer tipo)
2 ou 3 mãos de chicória, rúcula ou espinafres

~ Outros vegetais para dar textura:
1 Pimento vermelho grande
1 pepino grande ou 1 courgette grande (cortados ou espiralizados como esparguete)
2 cenouras grandes (cortadas ou raladas)
2 ou 3 tomates grandes
2 talos grandes de aipo

Se quiserem juntar gordura saudável a este tipo de refeição, o melhor é mesmo adicionar 1/2 abacate ou algumas sementes (previamente demolhadas, se necessário).

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E agora, o molho!
Este molho também é uma bela opção para comer com os crepes de arroz recheados com vegetais crus.

Molho de manjericão, manga e tomate:

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 manga grande
3 tomates grandes
5 ou 6 folhas de manjericão fresco

Instruções:
~ Retirar a casca da manga e remover os pés dos tomates.

~ Juntar tudo num processador de comida ou liquidificadora estruturar até terem um molho uniforme.
(Algumas liquidificadoras não funcionam sem adicionarem um pouco de líquido. Se for o caso da vossa, juntem um bocadinho de água)

~ Deitar o molho na taça da salada já cheia com os vegetais que escolheram. Misturar tudo muito bem e deixar repousar durante uns minutinhos para que a verdura amoleça ligeiramente e os sabores fiquem bem ligados.

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ENGLISH:

I haven’t been doing much writing lately, I’ve been in a more introspective stage where all I feel like doing is to receive and shelter instead of externalizing and communicating.

It seems the more we clean our lives, the more there is to clean.
The clearer the water of a lake, the easier it is to see all the dirt and wreckage at the deep bottom, the same that we didn’t know existed because it was previously covered by the pollution on the surface.

That’s how I’ve been feeling lately, like I’m removing the last and biggest pieces of wreckage at the very deep bottom. And even though I feel most of the hard work has already been done, the pieces that were left for last are probably the most difficult ones to remove, as they are too rooted in the mud.

So I’ve found myself spending most of my days doing a lot of inner and almost invisible work, with lots of meditation, exercises and reading in order to identify, process and change what still inhabits my subconscious that is blocking the flow of my desired life: beliefs, habits, behaviours, patterns, memories, stories, relationships, attachments and so on. Everything that is negative, doesn’t serve me anymore or is preventing me from growing in the direction I have chosen for myself.

For the remaining time, I’ve just been letting myself be guided by our most perfect inner GPS system: joy!
Sun kissing my skin, cleansing the soul dancing with the ocean spray, feeling the wind getting warmer each day, taking me far away and enjoying books that bring me back to the innocence of little children.

Today I bring you a quote from one of those books I’ve been revisiting:

“Here is my secret. It is very simple. It is only with the heart that one can see rightly; What is essential is invisible to the eye.”
The little prince, Antoine de Saint-Exupery

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And today I also bring you a recipe for a dressing I make quite often for my raw dinners.
I’ve been drawn to really easy and almost minimalistic meals, like salads with a big bed of leafy greens and only 2 or 3 more vegetables chopped up for some extra texture.

Adding dressings like this one makes the salads a lot tastier, creamier and tender. It’s not the most beautiful meal but it sure is an incredibly easy and fast way to nurture the body with lots of fiber, vitamins, minerals, protein and water.

My salads are usually quite big, otherwise I get hungry about 30 minutes after I’ve finished eating.
You can use your favorite vegetables and rotate according to the seasons, but I’m sharing a list of my usual choices (with the quantities I eat):

Easy raw salads:

~ Bed of leafy greens:
1 large head of lettuce (any kind)
2 or 3 handfuls of chicory, arugula or spinach

~ Other veggies for texture:
1 large red bell pepper
1 large cucumber or zucchini (chopped or spiralized)
2 large carrots (chopped or grated)
2 or 3 large tomatoes
2 large celery stalks

If you wish to add some healthy fats to this type of meal, the best way is to add 1/2 of an avocado or some seeds (previously soaked if needed).

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And now the dressing!
This dressing is also a great choice to make with rice paper rolls stuffed with raw veggies.

Basil, mango and tomato raw dressing:

Ingredients:
(Organic, if possible)
1 large mango
3 large tomatoes
5 or 6 fresh basil leaves

Directions:
~ De-skin the mango and de-stem the tomatoes.

~ Put everything in a food processor or blender and process until you get a creamy and even sauce. (Some blenders may require some liquid to work properly. If it’s the case with your blender, just add a little bit of water).

~ Pour the dressing over your large bowl of salad and mix everything really well. Let it sit for a few minutes before eating, as this allows for the greens to get tender and all the ingredients to soak up the flavors.


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Paradise Island salad with mango and celery dressing ~ Salada Ilha do Paraíso com molho de manga e aipo

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(Please scroll down for english version)

O início deste ano tem sido muito calminho, com muita leitura, passeios ao ar livre, meditação e yôga.

Por vezes temos mesmo que ouvir o que o nosso corpo diz e o meu tem andado a sussurrar “descansa e simplifica”, o que em termos de alimentação para mim significa muitos batidos e saladas. Por vezes é difícil porque quero fazer sempre algo diferente ou especial, mas tenho conseguido conter-me e ser fiel aos meus básicos essenciais.
A recompensa é uma energia calma, leve, estável e duradoura.

Por isso não tenho partilhado tantas receitas como é habitual – tenho feito quase sempre as mesmas coisas, tudo cru, com muita fruta e vegetais.

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Esta é uma das minhas saladas preferidas que faço de vez em quando para o jantar. É muito saborosa e saciante, deixa-me completamente cheia, com muita vitalidade e sem aquele peso horrível na barriga.

Esta receita é para 1 pessoa.
Se houver algum ingrediente que detestem, tentem substituí-lo por outro. Improvisem e sejam criativos!

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 alface grande
2 cenouras grandes
1 cup/chávena de tomates cereja
1 talo de cebolinho verde
Para o molho:
1 manga grande
1 abacate pequeno ou 1/2 abacate grande
3 talos de aipo médios/grandes com folhas
1 mão cheia de cebolinho
Sumo de 1 lima

Instruções:
~ Cortar as folhas de alface com as mãos até ficarem pedaços pequenos.
Ralar as cenouras, cortar o cebolinho verde em rodelinhas e cortar os tomates cereja ao meio.
Juntar tudo numa taça.

~ Por todos os ingredientes para o molho num processador ou liquidificadora e triturar muito bem. Se for necessário para a liquidificadora funcionar, adicionem um pouco de água.
Deitar o molho na taça da salada e misturar muito bem com uma colher, até todos os pedaços de alface ficarem bem cobertos de molho.
E bom apetite!

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English:

I’ve been taking it slow since the beginning of the year, with lots of reading, outdoor walks, meditation and yoga.

Sometimes we really need to listen to our body and mine has been whispering “rest and keep it simple”, which means, as far as eating goes, lots of smoothies and salads. It can be tough because I feel the urge to make special or different meals, but I’ve been able to tone it down and stick to my basics.

The reward is this calm, light, stable and longlasting energy.

That’s why I haven’t been sharing as much recipes as usual – I’ve been making pretty much the same simple meals with raw fruits and veggies.

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This is one of my favorite salads as of now, and I’ve been eating it for dinner every once in a while.
It’s really tasty and satiating, I feel completely full when I finish it but I don’t get that heavy stomach feeling afterwards.

This recipe serves 1 person.
If you really dislike one of the ingredients, just substitute it for something else. Improvise and be creative!

Ingredients:
(Organic, if possible)
1 large lettuce
2 large carrots
1 cup of cherry tomatoes
1 green onion
For the dressing:
1 large mango
1 small avocado or 1/2 a large one
3 medium/large celery stalks with leaves
1 handful of chives
Juice from 1 lime

Directions:
~ Use your hands and cut the lettuce leaves into small bits.
Shred the carrots, cut the tomatoes in half and the green onion into small slices.
Put everything in a bowl.

~ Put all ingredients for the dressing in a blender or food processor and blend really well. Pour it over the salad bowl and mix everything using a spoon, until every bit of lettuce is covered with the dressing. If necessary add a little bit of water to get your blender going.
And enjoy!

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Crazy little lies + Mandarin, raw sweet potato and cumins salad ~ Mentirinhas ridículas + Salada de tangerina, batata doce crua e cominhos

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(Please scroll down for english version)

Há umas mentirinhas ridículas que costumamos dizer a nós próprios como: eu não tenho tempo!

Quando penso em fazer alguma coisa que adoro e que sei no fundo do meu coração que é algo que torna a minha vida melhor e mais fácil – lá vem ela, aquela resistência danada – mas eu não tenho tempo!

Uma maneira que se tem revelado muito eficaz para lidar com estas crenças negativas e paralisantes é rir-me delas como se tivesse acabado de ouvir a coisa mais ridícula do mundo. Rir-me! Bem alto! Não tenho tempo?! Ridículo! É de loucos! Claro que tenho tempo!

Se há tempo suficiente para o facebook, instagram, ver televisão ou ir às compras então é claro que também tenho tempo para praticar yôga, meditar, surfar, ler livros, passear ao ar livre…
Claro que tens tempo, Catarina, sua tonta! Muito tempo!

E se mesmo assim continuar com dúvidas, basta-me efectivamente contar os minutos e horas que gasto com actividades que não valorizo (como ver tv) e fico sempre admirada com o meu talento para desperdiçar os meus dias. Ali está o tempo que preciso para fazer o que eu gosto! Ali está ele!

Porque eu sei que o meu tempo é limitado. Um dia, algum dia, vai acabar.
Então porque gastá-lo a fazer zapping? É ridículo!

Arranjar espaço para novas actividades que promovem o amor próprio pode forçar-nos a ganhar coragem para nos libertarmos de outras actividades que já não nos servem.

Libertar o velho para criar espaço para o novo – é a minha frase favorita dos últimos dias.
Sim! Libertar e criar espaço!

Como é que podemos esperar que o mundo nos traga coisas novas se já temos a nossa vida a abarrotar até ao máximo?

Já alguma vez se apanharam numa destas mentirinhas ridículas?
Uma das mais populares é “eu não tenho tempo para fazer comida saudável”. É familiar?
Esta é uma das mais ridículas e loucas!
É tão mais rápido fazer um batido verde ou uma salada do que encomendar uma pizza ou ir ao centro comercial comprar hambúrgueres e batatas fritas. A sério!
Não acreditam? Então vamos fazer uma salada saciante e deliciosa em menos de 10 minutos. Prontos? Bora! O tempo está a contar!

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Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 alface
3 cups/chávenas de rúcula
4 cenouras grandes
1 batata doce grande descascada
4 tangerinas bem doces
Sumo de 1 tangerina
3 ou 4 folhas de manjericão fresco
2 colheres de chá de cominhos em pó
Opcional: 1 colher de sopa de sementes de cânhamo descascadas

Instruções:
~ Cortar a alface no tamanho que preferirem.
Usar um ralador ou espiralizador para cortar a batata doce e as cenouras.
Descascar 4 tangerinas e cortar as folhas de manjericão para que fiquem bem pequeninas.

~ Juntar todos os ingredientes numa taça grande.

~ Espremer a última tangerina e deitar o sumo na salada, misturando muito bem. Polvilhar com as sementes de cânhamo, se desejarem juntar mais proteína e ácidos gordos à refeição. Deixem ficar assim uns minutos antes de servir para que os vegetais ganhem o sabor docinho das tangerinas.
Se estiver frio, não guardem a salada no frigorífico porque fica mais agradável comê-la à temperatura ambiente.

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English:

There are some crazy little lies we tell ourselves like: I don’t have time!

When I think about doing something I love and that I know to my heart that it makes my life better and easier – there it comes, that awful resistance – but I don’t have time!

One way I’ve found to be very effective in dealing with these little negative and paralyzing beliefs is to laugh at it like I’ve just heard the silliest thing in the world! Laugh at it! Laugh out loud!
I don’t have time?! Ha! That’s crazy! Ridiculous! Of course I have time!

If there’s enough time in a day for facebook, instagram, watching tv and shoping then of course I have time to practice yoga, meditate, go surfing, read books, walk outside…. Of course there’s time, silly Catarina! Lots of time! :)

And if I still have any doubts, all I have to do is to actually count the minutes and hours I spend on activities I don’t really value (like watching TV) and I’m always amazed at my talent for misusing my days. There is the time I need to do what makes me happy! There it is!

Because I know my time here is limited. It will end, one day, someday. So why am I wasting it with zapping? That’s crazy!

Making space for new activities that nurture self love may force us to be brave enough to let go (really let go!) of other activities that don’t serve us anymore.

Let go of the old and make space for the new – it’s my favorite sentence of the last days and I’ve got it on repeat mode in my mind.
Yes! Let go and make space!

How can we expect the world to bring us something new if our lives are already cramped to the fullest?

Do you catch yourself lying like this?
One of the most popular crazy little lies I hear is “I don’t have time to eat healthy”.
Sounds familiar? That’s a really crazy one, I’ll tell you!
It’s so much faster to make a green smoothie or a salad than to order a pizza or go all the way to the mall to buy burguers and fries.
I mean, literally!

Don’t believe me?
Let’s make this filling and delicious salad in less than 10 minutes. Ready? Set! Go! Time is ticking!

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Ingredients
(Organic, if possible)
1 lettuce
3 cups of arugula
4 large carrots
1 large sweet potato (peeled)
4 sweet mandarins
Juice from 1 mandarin
3 or 4 fresh basil leaves
2 teaspoons of cumin powder
Optional: 1 tablespoon of hemp hearts

Directions:
~ Chop lettuce as desired. Use a shredder or a spiralizer to cut carrots and sweet potato.
Peel 4 mandarins and chop the basil leaves.

~ Put all ingredients in a large bowl and pour the juice of the last mandarin on top of the salad, mixing it really well.

~ If you want to add more protein and essential fatty acids sprinkle the salad with hemp hearts.
Let it sit for some minutes so that all the veggies get the sweet flavour of the juice. If it’s cold don’t put it in the fridge because it’s better to eat it at room temperature.

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Spinach salad with zucchini and basil dressing ~ Salada de espinafres com molho de courgette e manjericão

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Tenho partilhado poucas receitas de almoços ou jantares porque na maior parte das vezes como saladas e penso sempre que toda a gente sabe fazer saladas e não precisam de ajuda nesse departamento.

Mas a verdade é que conheço muita gente que faz sempre a mesma saladinha, há anos e anos.
Realmente, comer vegetais assim deve ser uma seca. :(

Por isso hoje trago-vos uma salada muito simples para vos mostrar que podem ter uma refeição saborosa e saciante com poucos ingredientes.

Uma salada não precisa de ter mil e quinhentas coisas diferentes para ficar interessante! Nem sequer é preciso irem arranjar vegetais exóticos ou coisa do género.

A melhor arma para combater a rotina nas saladas é fazer um belo molho caseiro e variar as especiarias e condimentos sempre que possível.

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E outra coisa que eu aprendi é que tenho que comer em abundância.

Quando se come só vegetais e/ou fruta temos que comer uma quantidade maior porque estes alimentos têm uma grande percentagem de água e são digeridos muito rapidamente.

Se comer pouco, fico cheia de fome passado uma horita. Por isso tive que aprender a não restringir a quantidade de comida no meu prato e continuar a comer alegremente até me sentir efectivamente cheia.

Isto pode significar voltar a encher o prato 3 ou 4 vezes. No início pode ser difícil porque estamos habituados a não repetir o prato porque “é feio, é ser mal educado ou porque engorda” e também porque não estamos habituados a ouvir verdadeiramente o nosso corpo e temos que aprender a interpretar os sinais para percebermos que já estamos saciados. Mas como tudo na vida, é uma questão de hábito!

Por isso, vou esforçar-me para vos trazer mais receitas de saladas e molhos, mesmo no pico do inverno.

Um dos truques para as saladas ficarem mais simpáticas no inverno é deixá-las à temperatura ambiente antes de servir, em vez de guardar no frigorífico.
Esta salada dá para 2 pessoas (ou uma extremamente esfomeada!)

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Salada
Ingredientes
:
(Se possível, biológicos)
1 alface grande
4 cups/chávenas de espinafres bebés
3 pimentos vermelhos grandes

Instruções:
Cortar a alface e os pimentos do tamanho que preferirem.

Molho de courgette e manjericão
Ingredientes:

(Se possível biológicos)
1 courgette grande
Sumo de 1/2 limão
6 ou 7 folhas grandes de manjericão
1/2 dente de alho
1 mão cheia de cebolinho

Instruções:
Cortar as 2 pontas da courgette. Juntar tudo num processador de comida e triturar até ficar uma pasta homogénea.
Cerca de 30 minutos antes de servir, deitar o molho na salada e misturar tudo muito bem.

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English:

I haven’t been sharing a lot of lunch or dinner recipes because most of the time I have salads and I always say to myself that people don’t need help in that department because anyone can make a salad.

But the truth is I know a bunch of people that have been making the same old salad for ages! And then they say eating veggies is boring.
I bet it is! :(

So today I bring you a really simple salad to show you that you can have a tasty and satisfying meal using just a few ingredients.
You don’t need tons of different veggies to make an interesting salad! And you certainly don’t need exotic ingredients or anything like that.

The best weapon against dull routine is to get creative with homemade dressings, changing spices and herbs as much as possible.

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Another thing I have learned is to eat in abundance.

When we have meals of just veggies and/or fruit we need to eat bigger quantities because these foods have a higher percentage of water and are digested very fast.

If I eat just a little bit I’ll be hungry again within an hour.
So I had to practice to stop restricting my food intake and just eat as much as I need to actually fill full. That may mean filling up my plate 3 or 4 times.

It can be quite difficult in the beginning because we are used to thinking that doing that is “not nice, rude or it makes you fat” and also because we aren’t used to really listening to our body to understand when we are full and satisfied.
But just as anything in life, it’s a matter of habit!

So I promise I’ll try to bring you more recipes for salads and dressings, even during the winter.

One trick to enjoy your salads during the colder months is to leave it outside of the fridge, in room temperature.
This salad serves 2 people (or 1 extremely hungry person!)

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Salad
Ingredients
:
(Organic if possible)
1 big lettuce
4 cups with baby spinach
3 large red bell peppers

Directions:
Chop lettuce and bell peppers into the size you like.

Zucchini and basil dressing:
Ingredients:

(Organic if possible)
1 large zucchini
Juice from 1/2 lemon
6 or 7 large basil leaves
1/2 garlic clove
1 handful of chives

Directions:
Cut off both ends of the zucchini. Put everything in a food processor and blend until you get a creamy even dressing.
About 30 minutes before eating, pour the dressing all over the salad and mix it really well.


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You are not alone + Cauliflower rice and avocado salad ~ Não estás sozinh@ + Salada de abacate e arroz de couve flor

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(Please scroll down for english version)

Na semana passada deixei-vos um textinho sobre coragem rematado com a questão: “o que tem a coragem a ver com comida?”.
Para mim, tudo.

Há sempre muitos amigos (e até desconhecidos) que vêm ter comigo quando decidem mudar os seus hábitos alimentares (e não só) para se tornarem mais saudáveis ou para viverem sem crueldade e um dos grandes problemas com que se deparam é que, de repente, sentem-se sozinhos, incompreendidos, por vezes até ostracizados.

Mudar hábitos como estes significa virar costas a tudo o que se aprendeu e fez durante uma vida inteira, significa ousar ser diferente da família, dos amigos, da maioria da sociedade. Deixar de dar ouvidos a tudo o que nos impingem desde crianças e deixar de fazer algo mesmo que seja “o que toda a gente faz” e substituir isso por seguir o seu próprio instinto, ouvir o corpo e o coração.

Isso, para mim, requer muita coragem. E só quem não passou por isso é que poderá menosprezar essa experiência.

Por isso, mais do que partilhar informação, conselhos ou dicas, eu acabo por dar-lhes um ombro para chorar. Porque às vezes é mesmo isso que uma pessoa precisa.

Muita gente fica com medo de socializar – festas de anos, jantares com amigos, o Natal em família – porque sentem-se como um alvo constante das piadas, julgamentos e críticas dos outros. Por isso, muitos fecham-se em casa e tornam-se solitários, porque acham preferível evitar esse tipo de convívios e celebrações.

Outros continuam a ir mas vão sempre zangados, prontos a reagir a qualquer provocação e acabam por nunca usufruir desses momentos e criam muitos conflitos que podem ter consequências duras nas relações. Isto é mais problemático quando as pessoas que não aceitam o novo “eu” são aquelas que consideramos mais importantes para nós e isso acontece muito.

Quanto mais próximas são as pessoas, mais resistentes podem ser à nossa mudança. Às vezes podem ver isso como uma espécie de traição: “Então tu eras assim desde que eu te conheço e agora mudas e pronto?! Com que direito?! E eu?! Eu não quero mudar e quero que continues igual a mim!”

Não levem a peito as reacções ou comentários das outras pessoas – não é pessoal, acreditem! As pessoas vêem-nos a mudar e reagem à mudança. Resistem, bloqueiam, sentem-se ameaçados. É isso que os faz criticar, dizer mal, etc, etc – é o medo da mudança.

“O novo pode ser perturbador, o novo pode ser indigesto. O novo pode trazer-lhe mais problemas. Terá de mudar e voltar a mudar. E isso parece ser trabalhoso.” Osho (coragem, a alegria de viver perigosamente)

Quando alguém nos ataca, esse ataque normalmente não é por nossa causa, é por causa deles. Nessas alturas lembro-me que eu própria também fui em tempos uma pessoa resistente à mudança. Todos temos processos, ritmos e sensibilidades diferentes e eu sinto que devo respeitar isso. Se o outro não respeita, então o melhor é eu respeitar em dobro. Assim chega para nós dois. ;) E lembro-me sempre desta frase: “o que os outros dizem ou acham de mim não é problema meu, é problema deles.” Não se zanguem, arranjem uma maneira de encontrar paz e sejam felizes por serem corajosos o suficiente para tomarem as vossas próprias decisões.

Se estão a fazer o melhor para a vossa saúde, para o ambiente, para o mundo, encontrem nisso uma fonte inesgotável de felicidade. Mas tenham a certeza que embarcaram nesta nova forma de vida porque ela faz sentido para vocês e não porque querem imitar alguém ou seguir uma moda. Façam o trabalho de casa e estudem o máximo sobre o assunto para estarem seguros do que estão a fazer.

Querem saber o que funciona melhor para mim? Relaxar, desenvolver um sentido de humor apurado, aprender a dizer “não” educadamente e com um sorriso verdadeiro, não perder tempo a dar sermões, não perder tempo a argumentar com quem só quer discutir, perder a vergonha de pedir comida que não está no menu (nos restaurantes) e levar sempre comida comigo para partilhar. É fácil? Não, mas com a prática torna-se uma segunda natureza e tudo começa a correr melhor.

Mas por favor socializem, vão a festas, eventos, convívios porque a vossa presença cheia de saúde, compaixão, alegria e bom humor vai inspirar muito mais pessoas a seguirem o vosso exemplo. Nunca ninguém me inspirou a dar-me sermões paternalistas cheios de fúria, por muita razão que tivessem, mas sou constantemente inspirada por pessoas que pura e simplesmente são abertas aos outros e fiéis a si próprias.

Por vezes não há mesmo maneira de dar volta à questão e a verdade é que isso pode significar libertarmo-nos de algumas relações porque estas chegaram mesmo ao fim. Por muito doloroso que pareça, é para arranjar espaço na nossa vida para novas relações que espelhem esta nossa nova maneira de estar. Encontrar novas pessoas com os mesmos interesses é fundamental e assim vamos criando uma nova tribo com que nos identificamos.
Porque acreditem quando eu vos digo que não estão sozinhos! Longe disso!
Mas primeiro é preciso criar um vazio para poder receber coisas novas.

Estas mudanças radicais podem ser muito confusas e caóticas para algumas pessoas e quando eu me sinto assim, o que me ajuda é voltar ao básico. E para mim isso significa vegetais crus e frutas cruas. Lavados, cortados e pouco mais. Não é preciso artifícios para usufruir destes pequenos milagres da natureza. Daí trazer-vos hoje uma singela e simples saladinha.

Outra coisa que me ajuda a manter a sanidade mental em situações conturbadas são afirmações e aconselho-vos vivamente o livro da Louise Hay “O poder das afirmações
positivas”
(obrigada Isabel!).

Podemos escolher várias afirmações relativas à saúde como:

Mantenho a saúde do meu corpo dando-lhe tudo o que precisa a todos os níveis

Gosto dos alimentos que são melhores para o meu corpo. Amo cada célula do meu corpo

Faço escolhas saudáveis. Eu respeito-me“.

Desafio-vos a escolher uma destas afirmações e repeti-la diariamente durante 28 dias (no mínimo). Quem sabe, algo muda para melhor? ;)
Espero que desfrutem e que se encham de coragem para os próximos capítulos da vossa viagem!

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Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1/2 alface
3 tomates grandes
1 abacate bem maduro
1 cabeça de couve flor
1/3 cup/chávena (1 mão cheia) de couve roxa
Sumo de lima e pimenta preta a gosto.

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Instruções:
Cortar a couve flor em floretes pequenos e pô-los num processador de comida, triturando só 2 ou 3 vezes. Se triturarem de mais fica uma pasta e queremos que fique com a consistência de bagos de arroz.
Cortar os restantes ingredientes como preferirem (deixar o abacate para último para não oxidar) e juntá-los todos numa taça grande.
Eu coloquei primeiro as folhas de alface, depois juntei o arroz de couve flor no centro da taça. Os tomates ficaram à volta da couve flor, com a couve roxa por cima deles. No fim, juntei o abacate cortado em pedaços finos e compridos.
Espremi meio limãozinho por cima da salada e salpiquei com pimenta preta.
Misturar tudo muito bem com uma colher e comer de seguida senão o abacate pode ficar escuro.

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English:

Last week I left you a little text on courage that ended with the question: “what does courage have to do with food?”
To me, everything.

There’s always a lot of friends (and strangers) that come to me when they decide to change their eating habits (and other habits) to become more healthy or to live a cruelty-free life. One of the biggest problems they usually encounter is that, all of a sudden, they feel lonely, misunderstood and even ostracized.

Changing such habits could mean to say goodbye to everything you have known and done in your entire life, it means being different from your family, friends and the majority of society.

It means to stop listening to everything you have been bombarded with since you were a baby, to stop acting in a certain way even if “it’s what everybody does” and to really start to tune in with your body and your heart and to follow your instinct. To me, that takes a lot of courage. And only someone that hasn’t been through that process could dismiss it.

So, sometimes, more than information, tips or advice I just give them a shoulder to cry on. Because there are times when that’s the only thing a person needs.

A lot of people start fearing social events – birthday parties, dinner with friends, the holidays with the family – because they feel like the constant target for other people’s jokes, criticism or judgments. So they choose to stay home alone instead of mingling or celebrating with their loved ones.

Others do socialize but end up getting angry at every gathering, always ready to react to any provocation. They don’t enjoy the event and sometimes fight so much that relationships start falling apart.
This is even a bigger problem when the people that don’t accept the new you are actually the closest people you have. And that happens quite a bit.

The closest someone is to us, the more he/she can resist our change. Sometimes they can even see it as a betrayal: “you were like that every since I met you and one you change? Just like that?! What about me?! I don’t want to change and I want you to stay the same!”

Don’t take other people’s comments or reactions personally – it’s not personal, trust me! People see you change and they react to change. They resist, get blocked, feel threatened. That’s why they criticize, make fun and so on – it’s the fear of change.

“The new may be disturbing, the new may be such that it cannot be digestible. The new may bring some trouble. You will have to shift and reshift yourself. That seems arduous.” Osho (Courage, the joy of living dangerously)

When someone attacks us, the need to attack usually isn’t about us, it’s about them. At moments like that I remind myself that I too was once someone resistent to change.

Everybody has a different process, rythm and sensibility and I feel like I should respect that. If the other person doesn’t respect it, then maybe I should respect it double as much. That way it’s enough for both of us. ;) And I always keep this idea in mind: “what other people think or say about me, is their problem and not mine”.

Don’t get upset, just find a way to make peace with it and be happy for being brave enough to make your own decisions. You are doing what’s best for you, the environment, the planet and that should be a neverending source of true happiness.

But first make sure you have embarked in this journey because it makes sense to you and not because you want to be like someone else or follow some trend. Do your homework and study as much as you can in order to be confident of what you’re doing.

Do you want to know how I make it work for me? Relax, develop a keen sense of humour, learn how to politely say “no” with a true smile, don’t waste your time preaching, don’t waste your time trying to reason with people that only want to fight, stop being ashamed of ordering food that isn’t on the menu (at restaurants) and always bring food with you for sharing. Is it easy? No, but with time and practice it becomes second nature and things start going much more smoothly.

But please socialize, go out to parties, events, get-togethers because your unique presence bursting with joy, health, compassion and good mood will inspire a lot more people to follow in your example. I have never felt inspired by someone arguing in a patronizing and angry way (even if what they were saying was absolytely right) but I have been inspired over and over by people who are completely open to others and true to themselves.

Sometimes you may find that there really is no way around it and that could mean putting an end to certain relationships. You must set yourself free from some people in order to make space for new relationships in your life, as hard as that may sound. You need that space to find new people with whom you’ll share your new found lifestyle. Finding those people you can relate to is fundamental and that’s how we create a tribe. Trust me when I say that you are not alone. Most definitely not alone! But first you may need to create space to wellcome new people in your life.

This chaotic changes may be hard to deal with and when I feel like that, it helps me to get back to basics. And to me, that means raw veggies and fruit. Wash, chop, eat. That’s it. You don’t need a lot of razzle dazzle to enjoy nature’s little miracules. That’s what today I’m bringing you this simple salad recipe.

Another thing that has helped me a lot is positive affirmations. I Love Louise Hay’s book “The power of positive thinking” (thank you Isabel!) where you can choose different affirmations about health like:

I return my body to optimal health by giving it what it needs on every level

“I enjoy the foods that are best for my body. I love every cell of my body

“I make healthy choices. I respect myself”.

I challenge you to pick one affirmation and repeat it daily for 28 days (at least). Maybe something will change? ;)
I hope you enjoy it and recharge yourself with courage for the next episodes of your journey!

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Ingredients:
(Organic if possible)
1/2 lettuce
3 large tomatoes
1 ripe avocado
1 cauliflower head
1/3 cup (1 handful) purple cabbage
Lime juice and black pepper to taste.

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Directions:
Chop the cauliflower into small florets and place it in a food processor. Process only a couple of times or it will become a paste. We want it to get the consistency of rice.
Chop the remaining ingredients (leave the avocado for last so it won’t oxidize) and put everything in a large bowl. I placed the lettuce leaves first, then the cauliflower rice on top, right in the middle. Then I placed the tomatoes around the cauliflower with the purple cabbage on top of the tomatoes. I finished it with long pieces of avocado right on top of everything. I squeezed half of a little lemon and added a pinch of black pepper. Mix everything really well and eat it right away or the avocado may start to get dark.

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Summer salad with Tahini garlic dressing ~ Salada de Verão com molho de Tahini e alho

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(Please scroll down for english version)

Saladas são sempre uma opção fácil e saudável para as refeições. Eu como saladas todos os dias e nunca me aborreço porque raramente repito uma receita. Gosto de variar muito mas também improviso no momento e uso o que houver em casa sem perder muito tempo a pensar no que devo ou não devo fazer. Podem usar todos os legumes, vegetais ou frutas que quiserem, de preferência crus para poderem tirar partido de toda a sua riqueza nutricional. Ainda se pode adicionar leguminosas, sementes, rebentos, frutos secos, etc, etc. Na próxima vez que forem às compras atrevam-se a comprar algum vegetal que nunca tenham usado em saladas e experimentem! Fica o desafio. ;)
Outra maneira de variar é juntar molhos ou patés mas sempre caseiros e não aqueles processados cheios de gordura e sal, entre outras coisas menos simpáticas.
É uma questão de puxar pela criatividade e vão ver que nunca mais se vão queixar que comer saladas é uma “seca”. Hoje deixo-vos uma receitinha para uma salada muito fácil de preparar e que vos vai encher a barriga de certeza! O molho de Tahini é óptimo e fica pronto em 2 minutos.
Também é possível usar esta receita como base onde podem depois acrescentar várias coisas consoante os dias, como por exemplo: Quinoa, grão de bico, feijão, massa de milho, brócolos, pepino, couve flor, couve frisada, couve de bruxelas, couve roxa, beterraba, maçã, ananás, batata doce ou abacate.
Esta receita dá para 2 pessoas (ou 1 extremamente esfomeada)

Salada
Ingredientes :
(Se possível, biológicos)
1 cup/chávena (250ml) de ervilhas
1/2 cup/chávena (125ml) de milho
3 cenouras grandes
1 pimento vermelho
1 courgette grande
8 folhas grandes de alface
1 mão cheia de tomates cereja

Instruções:
Usar um ralador com buracos grandes para ralar as cenouras e a courgette (eu uso sempre com casca).
Cortar o pimento, as folhas de alface e os tomates do tamanho que preferirem.
Juntar tudo numa taça grande e misturar bem.

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Eu gosto muito de comer saladas com Hummus, por exemplo. Mas o molho de Tahini é sempre uma opção rápida que se pode adaptar a todos os gostos. A receita tradicional é só com limão e água mas eu gosto de fazer variações:

Molho de Tahini com alho
Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
4 colheres de sopa de Tahini (pasta de sésamo)
6 colheres de sopa com água
3 colheres de chá de alho em pó
Sumo de 1/2 limão grande
3 colheres de chá de levedura de cerveja
Sal a gosto (Eu nunca uso sal na minha comida. Se forem como a maioria das pessoas e estiverem habituados a usar sal, ponham uma pitada).

Instruções:
Juntar tudo numa taça de vidro ou porcelana e misturar devagar com uma colher de sopa até ficar uma pasta homogénea. Juntar mais água se preferirem um molho mais líquido.
Cerca de 30 minutos antes de comer, deitar o molho na salada e misturar muito bem com uma colher.

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English:

Salads are always an easy and healthy choice for a meal. I eat salads everyday and I don’t get bored because I never make the same salad twice. I like to change things up and improvise according to what foods I have at my house each day and I really don’t overthink it. You can use every single vegetable and fruit you desire, preferably raw so you can take advantage of all it’s nutritional value. Other than that, feel free to add legumes, sprouts, seeds, nuts, etc, etc. Next time you go shopping dare to buy a vegetable you have never eaten before and use it in a salad! I challenge you! ;)
Another way to be creative is by using different sauces or dressings, as long as it’s homemade and not store-bought processed stuff filled with fat and sodium, among other not so nice things.
Just be bold and try new things as much as possible and you’ll see that eating salads is far from boring. Today I bring you a recipe for a salad that is just so easy to prepare and will leave you completely satisfied. The tahini dressing is great and you can make it in 2 minutes.
You can also use this recipe as a base and add different things to it like: quinoa, chickpeas, beans, corn pasta, broccoli, cucumber, cauliflower, kale, brussel sprouts, red cabbage, avocado, apple, pineapple or sweet potatoes.
This recipe serves 2 (or 1 extremely hungry person)

Salad
Ingredients:
(Organic if possible)
1 cup (250ml) with peas
1/2 cup (125ml) with corn
3 large carrots
1 red bell pepper
1 large zucchini
8 large lettuce leaves
1 handful of cherry tomatoes

Directions:
Use a large shredder and shred the carrots and zucchini (I never peel them). Cut the bell pepper, lettuce leaves and tomatoes in desired size. Put everything in a large bowl and mix it using a big spoon.

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I like eating salads with Hummus but Tahini dressing is also a good choice because it’s so fast to put together and you can adapt it according to your taste. The traditional recipe uses lemon and water but I like to add a few different things:

Garlic tahini dressing
Ingredients
(Organic if possible)
4 tablespoons with Tahini (sesame paste)
6 tablespoons with water
3 teaspoons with garlic powder
3 teaspoons with nutritional yeast
Juice of 1/2 big lemon
Salt to taste (I never add salt to my food but if you are like the majority of people and use salt everyday, add just a pinch).

Directions:
Put everything in a glass or ceramic bowl and mix it using a tablespoon. Add more water if you like it more liquid.
About 30 minutes before eating, pour the dressing over the salad and mix everything really well.

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