The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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workshop delícias cruas ~ cacau!

cartaz cacau

A pedido de muitas famílias vou fazer um workshop só de doces com cacau!

Este workshop é para os amantes do chocolate que se preocupam verdadeiramente com a saúde. Se achas que para ser saudável tens que abdicar do teu sabor preferido, enganas-te redondamente!

Estas delícias de cacau têm ingredientes 100% de ORIGEM VEGETAL e CRUS (Raw).

Sim, crus! Não vamos cozinhar, vamos cruzinhar!

Vais aprender várias receitas deliciosas sem açúcar processado, sem glúten, sem cereais, sem lactose, sem óleo e sem ovos… mas com MUITO, MUITO SABOR! E com todos os benefícios do cacau que é um superalimento óptimo para a saúde.

Temos sobremesas para celebrar datas especiais e guloseimas práticas para o dia-a-dia. Como sempre, escolhi receitas acessíveis, de fácil execução, que requerem pouco tempo de preparação e que são de comer e chorar por mais:

~ tarte cremosa de cacau e morangos

~ trufas de cacau e “licor” de laranja

~ bolinhos de cacau e gengibre com cobertura de limão

~ mousse de cacau e côco

Todas as receitas terão várias versões: sem frutos secos/com frutos secos. Este workshop inclui demonstração, degustação e as receitas em formato de papel.

QUANDO: Sábado 20 de Maio 2017, das 15h às 17h30

ONDE: CENIF, Rua Emídio da Conceição Fernandes 10, Loja esq. 2700-553 Amadora

INSCRIÇÕES: fechadas

 (O espaço é limitado, por isso não deixes para o último dia! Mínimo de participantes – 5. O valor da inscrição não é reembolsável em caso de falta de comparência do participante)

Espero contar contigo para partilhar uma tarde de comer e chorar por mais! Atreve-te a dar este passo para entrares num mundo em que a saúde não é sinónimo de privação, mas sim de abundância e prazer.

Este evento tem o apoio da Iswari Superfoods Portugal e da Agatat Design.

(Podem consultar a informação toda no facebook.)

 

 


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Registo do workshop delícias saudáveis ~ Photos from my workshop

Olá a todos!

No passado domingo aconteceu a segunda edição do workshop delícias saudáveis e foi uma tarde muito deliciosa! Foi uma partilha muito interessante com participantes de várias idades, vários backgrounds e vários interesses, mas todos com a mesma motivação: aliar a saúde ao sabor!

Fiquei muito feliz com a oportunidade de conhecer toda a gente ao vivo e a cores. Espero que tenha sido tão inspirador para todos os participantes quanto foi para mim!

Hoje deixo-vos com o registo fotográfico deste workshop que é da autoria da Ágata Trancoso. (Muito obrigada pelas fotos tão giras ~ ainda não acredito que foram tiradas com o telemóvel!)

Antes de terminar gostava de vos deixar com um desafio: digam-me que tipo de workshop gostariam que eu fizesse em breve… o que gostariam de aprender, temas, receitas, etc. Dêem largas à imaginação e contem-me tudo!

 

 

 

 

 

 


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Nova data em Lisboa! Workshop delícias saudáveis ~ 100% vegetal, cru (raw)

cartaz 23 abril cor normal

Actualização – inscrições encerradas!

Olá!

É com muita alegria que venho informar que tenho uma nova data para o workshop delícias saudáveis! A primeira edição esgotou e houve muita gente que ficou em lista de espera. Por isso achei por bem repetir o evento para que todos tenham a oportunidade de aprender estas receitas deliciosas.

Desta vez vai ser em Lisboa, mesmo ao lado do Colombo. 

Queria aproveitar para agradecer a toda a gente que divulgou o evento nas redes sociais e especialmente a todas as participantes que foram tão queridas e tão amorosas! Gostei muito de vos conhecer ao vivo e a cores!

Deixo aqui toda a informação sobre o próximo evento e também algumas fotos da primeira edição.

Este workshop é para toda a gente que gosta de docinhos e que se preocupa verdadeiramente com a saúde. Se achas que para ser saudável tens que viver uma vida sem sabor, enganas-te redondamente!

Estas delícias têm ingredientes 100% de ORIGEM VEGETAL e CRUS. Sim, crus! Não vamos cozinhar, vamos cruzinhar!

Vais aprender várias receitas deliciosas sem açúcar processado, sem glúten, sem cereais, sem lactose, sem óleo e sem ovos… mas com MUITO, MUITO SABOR!

Temos sobremesas para celebrar datas especiais e guloseimas práticas para o dia-a-dia. Escolhi receitas acessíveis, de fácil execução, que requerem pouco tempo de preparação e que são de comer e chorar por mais:

~ tarte de manga e laranja
~ trufas de limão e côco
~ brownies de figo e chocolate
~ mousse de chia e morangos

Todas as receitas terão várias versões: baixo em gordura/rico em gordura, sem frutos secos/com frutos secos.

Este workshop inclui demonstração, degustação e as receitas em formato de papel. No final vou sortear 2 produtos da Iswari e qualquer um dos participantes pode ser o vencedor!

Quando: Domingo, 23 de Abril 2017, das 15h às 17h30

Onde: Canela QB, Rua Adelaide Cabete, 10, Loja D, Carnide, Lisboa (ao lado do Colombo) 

Inscrições:  encerradas!

(O espaço é limitado, por isso não deixes para o último dia! Mínimo de participantes – 5. O valor da inscrição não é reembolsável em caso de falta de comparência do participante)

Espero contar contigo para partilhar uma tarde deliciosa! Atreve-te a dar este passo para entrares num mundo em que a saúde não é sinónimo de privação, mas sim de abundância e prazer.

Este evento tem o apoio da Iswari SuperFoods Portugal

(para verem o evento no facebook basta clickar aqui)


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Workshop Delícias Saudáveis ~ 100% vegetal, cru raw ~ Healthy sweets workshop ~ 100% plant based raw

 

cartaz workshop 1

ACTUALIZAÇÃO – ESGOTADO!

É com muita alegria que hoje trago a minha primeira grande novidade deste ano!

Depois de tanto tempo a ser convidada e desafiada para ensinar sobre a alimentação crudívora, consegui finalmente reunir as condições perfeitas para o fazer e organizei um workshop.

Para esta estreia decidi focar-me na minha paixão pelos doces. E escolhi um local que me é muito querido, o Cenif, o centro onde ando a aprender Reiki desde o início de 2016.

Este workshop é para toda a gente que gosta de docinhos e que se preocupa verdadeiramente com a saúde. Se achas que para ser saudável tens que viver uma vida sem sabor, enganas-te redondamente!

Estas delícias têm ingredientes 100% de ORIGEM VEGETAL e CRUS. Sim, crus! Não vamos cozinhar, vamos cruzinhar!

Vais aprender várias receitas deliciosas sem açúcar processado, sem glúten, sem cereais, sem lactose, sem óleo e sem ovos… mas com MUITO, MUITO SABOR!

Temos sobremesas para celebrar datas especiais e guloseimas práticas para o dia-a-dia. Escolhi receitas acessíveis, de fácil execução, que requerem pouco tempo de preparação e que são de comer e chorar por mais:

~ tarte de manga e laranja

~ trufas de limão e côco

~ brownies de figo e chocolate

~ mousse de chia e morangos

Todas as receitas terão várias versões: baixo em gordura/rico em gordura, sem frutos secos/com frutos secos.

Este workshop inclui demonstração, degustação e as receitas em formato de papel.

Quando: Domingo, 2 de Abril 2017, das 15h às 17h

Onde: CENIF – Rua Emídio da Conceição Fernandes 10, Loja esq. 2700-553 Amadora (perto da estação de comboios da Amadora)

Inscrições: ESGOTADO!

Espero contar contigo para partilhar uma tarde deliciosa! Atreve-te a dar este passo para entrares num mundo em que a saúde não é sinónimo de privação, mas sim de abundância e prazer.

Peço e agradeço desde já que partilhes este evento com todos os que poderão beneficiar desta informação. (Podes consultar o evento no facebook.)

E agradeço do fundo do coração a disponibilidade do João Magalhães do Cenif, a ajuda da Cristina Ruivo que fez o cartaz e o apoio da Iswari Superfoods Portugal.

Até lá!

cartaz workshop 1ENGLISH:

I’m delighted to share some big news with you today! After so many years of being challenged to teach about raw foods, I’ve finally decided to go ahead with it.

I’ll be hosting a workshop on raw vegan sweets near Lisbon, at the Reiki school I’ve been attending since the beginning of 2016.

If you’re in the area you will be very welcomed, even if you don’t speak portuguese. I’m quite fluent in english and I’m sure I will manage to to a bilingual workshop, if needed.

For this event I chose 4 recipes that are quite simple and you can do it as a daily snack but you can also make it for a fancy party. It’s all vegan, raw, gluten free, without any processed sugar, dairy, oil, eggs or grains. But very very delicious!

It will be on April 2nd, from 3pm to 5 pm at CENIF – Rua Emídio da Conceição Fernandes 10, Loja esq. 2700-553 Amadora. There will be a tasting of all 4 recipes.

To reserve your spot please e-mail me at catarinaguimaraes@sapo.pt before march 30th.

Please help me share this event with anyone you know in Lisbon, Portugal. Thank you!

 


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Trufas doces crudívoras de limão e gengibre ou alfarroba e canela ~ Raw balls with lemon and ginger or carob and cinnamon

trufas7(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Inícios de ciclos são como ritos de passagem, fazem parte da vida para que lhe consigamos dar mais valor, sem nos perdemos no ritmo das rotinas.

Aqui há dias presenciámos a primeira lua nova deste ano, que foi também o início do ano novo lunar. E estamos quase a terminar o primeiro mês do ano, um ano que é o primeiro de um novo ciclo de nove anos. O princípio do princípio, outra vez.
E quem nunca pediu uma segunda oportunidade que atire a primeira pedra…

Nestas alturas sinto necessidade de fazer um balanço:

Olhar para trás para melhorar o agora e preparar o futuro.

Leio o meu diário, recapitulo o que de mais importante aconteceu e tento identificar padrões, sequências, “coincidências”, etc. Olhando para tudo de um modo desapegado e simbólico para melhor aprender com tudo o que aconteceu. Sabendo que os padrões negativos que marcam a minha vida existem para que eu aprenda com eles e não para me castigar.

As lições aprendidas, guardá-las bem na memória…
O que tem que morrer, deixar morrer…
O que merece continuar, ir nutrindo…
O que quero que nasça, começar a plantar agora…

E como ponto de partida para este novo ano, ajuda-me pensar assim:
O que estás disposta a fazer para te sentires como desejas?
Prioridades, sacrifícios, risco, hábitos e sair da zona de conforto…. O que estás disposta a fazer para te sentires como desejas?
É a grande questão. Porque o futuro constrói-se agora. Agora. Agora mesmo. Com muita fé que estou no bom caminho e que só preciso de continuar a andar.

“Não se consegue ligar os pontos olhando para a frente; só os conseguimos ligar olhando para trás. Por isso tens que confiar que os pontos se irão ligar no teu futuro.” – Steve Jobs

Se um dos teus objectivos for deixar de comer comida altamente processada, cheia de ingredientes tóxicos e vazia de nutrição, sei que estás no mesmo barco que muita gente que conheço. Fico feliz por ti porque sei que mereces ter a melhor saúde possível!
O meu conselho? Baby steps. Um dia de cada vez, uma refeição de cada vez, sem culpa, sem vergonha e sem comparações. Com muita compaixão, amor próprio e aceitação. Lembra-te que o açúcar processado é altamente viciaste por isso não te martirizes se não conseguires mudar tudo num instante. Combinado?

E para ajudar a mudar o hábito dos snacks cheios de açúcar processado, corantes e conservantes, partilho aqui mais duas receitas de trufas crudívoras, o meu snack preferido por ser tão docinho, tão prático de levar na mala e tão simples de fazer.
Usa a tua criatividade e adapta as receitas ao teu gosto pessoal. Viaja pelo blog e irás encontrar muitas outras opções com outros ingredientes e sabores ~ mas todas deliciosas! Se tiveres sensibilidades a frutos secos, experimenta substituir por amoras brancas secas ou, caso comas cereais, flocos de aveia sem glúten. trufas3Ingredientes:
(se possível biológicos)

~ Trufas crudívoras de caju, limão e gengibre
1 cup/chávena de tâmaras
1/2 cup/chávena de cajus (previamente demolhados)
1 colher de chá com raspa de limão
1/2 colher de chá com gengibre fresco

~ Trufas crudívoras de avelã, alfarroba e canela
1 cup/chávena de tâmaras
1/3 cup/chávena de avelãs (previamente demolhadas)
2 colheres de sopa de alfarroba
1/2 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de maca (opcional)

Instruções:
O método é igual para as 2 receitas:
~ usa um processador de comida (robot de cozinha, bimby, etc) e tritura primeiro só os frutos secos. Depois junta todos os outros ingredientes e tritura tudo junto até ficar uma pasta pegajosa. (Não te esqueças de tirar os caroços das tâmaras.)
~ faz bolinhas com as tuas mãos
~ podes comer logo a seguir ou, se preferires, deixa no frigorífico para ficarem mais duras.
trufas1ENGLISH:

Beginnings of new cycles are like rites of passage, it’s a part of our life so we can value it more without getting lost in the rhythm of our routine. A few days ago we had the first new moon of the year, the beginning of the new lunar year. And we are just finishing the first month of the year, a year that is the first of a cycle of nine years. The beginning of the beginning, once again. And if you’ve never wished for a second chance, cast the first stone…

At times like these I like to take stock of what is going on with my life:

Looking back to improve the present and prepare the future. I read my diary and review the most important things that happened, trying to identify patterns, sequins, “coincidences”, etc. Looking from a detached perspective with symbolic sight, allowing myself to learn from it all. Knowing that the negative patterns that shape my life exist for my own learning and not to punish me.

The lessons learned, keep them fresh in my memory…
What must die, let it die…
What deserves to continue, nourish it…
What I want to birth, I start planting right now…

And a great starting point for this year goes something like this:
What are you willing to do in order to feel like you want to feel?
Priorities, sacrifices, risks, habits and getting out of comfort zones… What are you willing to do in order to feel like you want to feel? That is the big issue. Because the future is built right now. Now. Right now. With a lot of faith that I’m on the right track and that I only need to keep on going.

“You can’t connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will connect in your future.” – Steve Jobs

And if one of your goals is to give up eating processed food, full of toxic stuff and empty of nutrients, I know you are in the same boat as many people I know. I’m happy for you because I’m sure you deserve the very best health possible! My advice? Baby steps. One day at a time, one meal at a time, without guilt, shame or comparison. With lots of compassion, self love and acceptance. Keep in mind that things like processed sugar are very addictive so please don’t feel bad if you can’t change all your habits at once. Deal?

And to help you get over that habit of snacking on sweets fully loaded with processed sugar, artificial color and preservatives, I’m sharing two more recipes for raw balls or raw bites. This is my favourite snack because it’s so sweet, so practical to take with me on the go and so easy to make. Please use your creativity and adapt the ingredients to better suit your taste. Search the blog and you’ll find a lot more options with different ingredients and other flavours – but they are all delicious! If you have a nut sensitivity, please replace nuts with dried mulberries or, if you eat grains, gluten free oats.

Ingredients:
(organic, if possible)

~ Cashew, lemon and ginger raw Truffles
1 cup of dates
1/2 cup of cashews (previously soaked)
1 teaspoon of lemon peel
1/2 teaspoon of fresh ginger

~ Hazelnut, carob and cinnamon raw Truffles
1 cup of dates
1/3 cup of hazelnuts (previously soaked)
2 tablespoons of carob
1/2 teaspoon of cinnamon
1/2 teaspoon of maca (optional)

Directions:
It’s the same method for both recipes:
~ Use a food processor and process the nuts first. After that, add all the other ingredients from that recipe and process the whole thing until you get a sticky paste. (Don´t forget to remove the pits from the dates, if needed)
~ make little balls using your hands
~ you can eat them right away or put them in the fridge to harden them up a bit


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Batido doce de cogumelos reishi e dióspiro ~ Sweet smoothie with reishi mushrooms and persimmon

reishi-batido(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Comecei a escrever este post no final de uma semana em que choveu todos os dias, manhã, tarde e noite… todos os dias e os dias todos… chuva e mais chuva, escuridão e solidão.
Cheguei a essa sexta feira à noite com as lágrimas nos olhos, lutando contra elas e contra uma sensação antiga de isolamento, tristeza e abandono.
Por fim, deixei de lutar e juntei-me ao rio salgado que tinha mesmo que sair coração fora. Já aprendi que quanto mais luto contra a minhas emoções mais elas me dominam, por isso mais vale assumir, ir até ao fundo e libertar.

E por muito que sentisse tudo o que senti de um modo tão verdadeiro como qualquer outra emoção, não conseguia deixar de me julgar e de me criticar por estar assim, naquele estado, única e exclusivamente porque fiquei sem sol e com frio durante uns diazinhos. Ridículo, completamente ridículo…  Como é que um adulto que vive em consciência fica com a vida de pernas para o ar só porque a temperatura baixou imenso, a hora mudou, o sol não apareceu e a pressão atmosférica mudou repentinamente? Como é que isto é o suficiente para criar uma perfeita tempestade de emoções? Como?! Ridículo… Ninguém pode ser assim tão sensível!

Mas felizmente já perdi a vergonha de contar coisas ridículas como estas e tenho recebido a bela prenda de perceber que não sou a única a sentir-me assim. Que várias são as mulheres que sentiram o mesmo que eu, pelos mesmos motivos e na mesma altura. Talvez não seja assim tão ridículo, afinal… Ou pelo menos assim podemos ser ridículas juntas e rirmo-nos um bocado da nossa sensibilidade. Abençoada tribo! Poucas coisas fazem uma diferença tão grande e tão positiva na vida como uma tribo carinhosa e generosa. Desejo sinceramente que todos encontrem a sua, um dia.

E agora que esta tempestade já passou, tenho-me dedicado a aceitar de uma vez por todas que o meu organismo processa este tempo como processa a tristeza e que esta será sempre a altura do ano mais difícil para mim. Eu fui feita para viver mais pertinho da linha do equador. Vá, no mínimo, trópico de câncer!

A minha estratégia para ultrapassar isto tem sido brincar o mais possível, fazer exercício que me faça sentir enraizada (como dançar ou passear ao ar livre), meditar, tomar um suplemento de vitamina D  e preferir alimentos milagrosos que me trazem vitalidade para tirar o máximo proveito de cada dia, como os adaptógenos (maca, ashwaganga, ginseng ou reishi). São alimentos que se adaptam às nossas necessidades e ajudam a equilibrar desarmonias provocadas pelo stress ao nível do sistema hormonal e imunitário.

Um dos que tenho usado ultimamente é reishi. Apesar de ser um tipo de cogumelo, funciona lindamente em receitas de batidos ou até bolos. Os cogumelos reishi são muito populares na Ásia, onde são usados há muito tempo como tónico e potenciador de imunidade. E, segundo o site da Iswari, ajudam a desintoxicar o corpo, a reforçar o sistema imunitário e cardiovascular e a aliviar as inflamações e alergias. A sua acção medicinal também é considerada benéfica na regulação da pressão arterial, do colesterol e no tratamento de infecções virais. (E não, não estou a ser paga, apenas gosto mesmo muito desta marca.)

Eu prefiro consumir este tipo de alimento logo pela manhã e andei a brincar com novas receitas de batidos com fruta da época para o meu pequeno almoço. Hoje deixo-vos aqui um bem docinho.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 dióspiro grande
2 ou 3 bananas bem maduras (usei congeladas porque fica mais cremoso e menos doce)
1 colher de chá de alfarroba
1 colher de chá de cogumelos reishi em pó (usei Iswari)
1 cup/chávena de água

Instruções:
~ tirar a casca do dióspiro (e caroço, se tiver). Juntar tudo numa liquidificadora ou processador de comida e triturar até ficar bem homogéneo e cremoso. E já está!

reishiENGLISH:

I started writing this post at the end of a very rainy week. It rained every day, in the morning, in the afternoon and at night… every day and all day… rain and more rain, darkness and loneliness. By the time friday night had arrived I had tears in my eyes and I was fighting them and fighting and ancient feeling of isolation, sadness and abandonment. Finally I stopped fighting and I joined the salty river that had to burst out of my heart. I’ve learned the more I fight my feelings the more they overpower me, so I just acknowledge them, go to the bottom of it and release.

And even though I felt it all just as honestly as any other feelings I have ever had, I couldn’t help but judge myself for being in such a state, only due to a few cold days without sunshine. Ridiculous, completely ridiculous… How can a grown person feel like her life is upside down just because the temperature dropped a lot, the changes for the daylight saving time, the sun didn’t show up and the air pressure changed suddenly? How?! Ridiculous… No one can be that sensitive!

Luckily I no longer feel ashamed of sharing my ridiculous stories like this one and I’ve been awarded the wonderful gift of realising that I’m not the only one feeling this way. Actually, I know several women that felt exactly like I did, at the same time and even for the same reasons. So maybe it isn’t so ridiculous after all… Or at least we can be ridiculous together and have a good laugh about our sensibility. Blessed tribe! Not a lot of things make such a big and positive difference in a person’s life like a caring and generous tribe. I honestly wish that everyone can find their own, someday.

And now that the storm has passed, I’ve been trying to accept once and for all that my body processes this weather just like it processes sadness and that this time of year will always be the hardest for me. I was born to live closer to the equador or, the very least, closer to the tropic of cancer!

My strategy to overcome this has been to play as much as possible, to exercise and ground myself (meditation, dancing or walking in nature), take a Vitamin D supplement and use wonderful miracle foods that bring me the vitality I need to make the most of every day. I love adaptogens (maca, ashwaganda, ginseng or reishi mushrooms). These super foods adapt to our bodies and give a boost to the hormonal and immune systems, bringing balance where stress has been creating havoc.

I’ve been using reishi mushrooms quite a bit lately and even tough it’s a type of mushroom, it works really well in smoothies and even cakes or cookies. Reishi mushrooms are very popular in Asia, where they have been used for a really long time as a tonic to boost immunity. According to the Iswari‘s site, reishi helps detox the body, it boosts the cardiovascular and immune systems and it helps with inflammation and allergies. It’s medicinal action is also beneficial in regulating blood pressure, cholesterol and treating viral infections. (And no, I’m not being paid, I just really like this brand)

I prefer to have this type of food in the morning and I’ve been playing with some new smoothie recipes and fall fruit for my breakfast. Today I’m sharing a very sweet one with you.

Ingredients:
(organic if possible)
1 large persimmon
2 or 3 large and very ripe bananas (I used frozen because it’s creamier and not as sweet)
1 teaspoon with carob powder
1 teaspoon with reishi mushroom powder (I used Iswari)
1 cup of water

Directions:

~ peel the persimmon and take off the seed (if it has one) and put every ingredient in a blender or food processor. Blend until its smooth and even. And that’s it!

reishi-batido


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Bolinhas cruas de caju e superalimentos deliciosos ~ Raw balls with cashews and delicious super foods

fullsizerender-2(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

A cura não é mais uma tarefa numa lista de afazeres.

É um modo de vida.

Permitir que o corpo e a mente regressem ao seu estado natural de saúde perfeita e harmoniosa, apesar das vidas caóticas e anti-natura em que muitos de nós já nasceram, neste mundo moderno.

O stress e a ansiedade são as maiores ameaças para a minha saúde e sempre que a vida se torna demasiado difícil ou quando não consigo libertar tudo isso, o meu corpo começa a queixar-se a alto e bom som. Alto, muito alto. E se eu não o ouvir, é a loucura.

Após todos estes anos, creio que me tornei uma boa ouvinte, ou pelo menos gosto de acreditar nisso. Mas ainda tenho muitas dificuldades em permitir que tudo o que é negativo flua através de mim, em vez de mantê-lo cá dentro.

O Reiki tem sido uma óptima ferramenta, assim como a meditação. É provavelmente o único hábito positivo que nunca me provocou qualquer resistência quando penso em praticá-lo. Não requer qualquer esforço da minha parte e sinto-o como algo muito natural. Por isso aproveito cada oportunidade para mergulhar o mais que posso. Nadar a fundo nessas águas do subconsciente para me conseguir tornar cada vez mais a pessoa que realmente sou ao invés da pessoa que fui condicionada para ser. É uma prática diária que não comprometo por nada nem por ninguém. Vejo bem a diferença e escolho praticar porque sinto que me beneficia imenso.

img_6583O meu corpo tem conseguido ir voltando á sua harmonia e vitalidade, devagar mas firmemente. E agora já ando a conseguir comer alguns frutos secos de vez em quando. Gosto da energia bruta que me trazem e aprecio o facto de serem tão práticos para fazer snacks para levar comigo quando saio de casa.

Fazer trufas crudívoras é uma das maneiras mais simples e uma das minhas preferidas.

Portanto, aqui vos deixo a minha receita mais recente:

Ingredientes:

(biológicos, se possível)

~ 1/4 cup/chávena de cajus (previamente demolhados)

~ 1 cup/chávena de tâmaras (sem caroço)

~ 1 colher de chá com Macarroba da Iswari (mix de maca, alfarroba, lucuma e canela)*

*(Já escrevi sobre estes maravilhosos ingredientes noutros posts. Se quiserem saber mais, basta clickar em cada uma das palavras)

Instruções:

~ Cortar os cajus e tâmaras e juntar todos os ingredientes num processador de comida. Triturar até ficar uma pasta pegajosa

~ Com as mãos, fazer bolinhas enrolando a pasta

~Podem comer imediatamente a seguir ou podem deixar no frigorífico durante 1 horta para ficarem mais duras

Esta receita deu aproximadamente 7 trufas grandes ou 10 pequeninas.

Deixo-vos aqui uma listinha de mais receitas crudívoras deste género que já partilhei por aqui:
Trufas doces de limão (sem frutos secos)
Trufas de brownie (sem frutos secos)
Trufas e biscoitos de gengibre e baobab (sem frutos secos)
Trufas de côco e chocolate (com trigo sarraceno)
Trufas de chocolate e cânhamo (sem frutos secos)
Trufas de morangos e cânhamo (sem frutos secos)
Trufas de cenoura e laranja (com flocos de aveia)
Brownies (sem frutos secos)

fullsizerenderENGLISH:

Healing is not another task on a to do list.

It’s a way of life.

Allowing the body and the mind to return to their natural state of perfect and harmonious health, despite the chaotic and very unnatural lives most of us are born into in this modern world

Stress and anxiety are the biggest threats to my health and whenever it gets a bit too much for me to handle or when I can’t find ways to release all that, my body starts voicing its complaints. It gets loud. And if I don’t listen, It gets a bit crazy.

After all these years I’ve become a good listener, or so I think. But I still struggle at allowing all that is negative to just go through me instead of keeping it all in.

Reiki has been a great tool and so has meditation. It’s quite possibly the only positive habit I’ve never felt any resistance against. It just feels so effortless and so natural. So I take the opportunity to dive in as much as I can. Swimming in those subconscious waters in order to become more and more the person I really am and not the person I’ve been conditioned to become.
It’s a daily practice that I don’t compromise for anything or anyone. I’ve seen the difference and I choose to practice because I benefit so much from it.

trufas-caju-macarrobaMy body has been coming back to harmony and vitality, slowly but steadily. And now I can actually eat a few nuts every once in a while. I like the raw energy it brings me and I enjoy how practical it is when making snacks to it outdoors.

Raw truffles are one of the easiest ways of doing this and one of my favorites.

So here is my most recent recipe:

Ingredients:

(Organic, if possible)

~ 1/4 cup cashews (previously soaked)

~ 1 cup dates (pitted)

~ 1 teaspoon of Iswari’s Macarroba powder (carob, maca, lucuma and cinnamon)*

*(I’ve written about some of these amazing foods before. If you want to learn more, just click on the words).

Directions:
~ Chop dates and place everything in a food processor. Process until it looks like a crumbly paste.

~ Roll small pieces with your hands and make the truffles.

~ You can eat them exactly like this or place them in the fridge for a couple of hours if you prefer hard truffles.
This recipe gave me 7 large truffles or about 10 small ones.

I’ll leave you here a list of recipes for raw snacks that i’ve previously shared on the blog:
Sweet lemon truffles (nut-free)
Brownie truffles (nut-free)
Ginger and baobab cookies and truffles (nut-free)
Coconut and chocolate truffles (with buckwheat)
Chocolate and hemp truffles (nut-free)
Strawberry and hemp truffles (nut-free)
Carrot and orange truffles (with oats)
Brownies (nut-free)

fullsizerender1

 


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Sweet and raw lemon truffles + It’s not your job to save anyone ~ Trufas doces e crudívoras de limão + Não te cabe a ti salvar ninguém

20160609-172821.jpg
(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

“Não te cabe a ti salvar ninguém. Como curandeiras, a nossa tendência natural é dar em demasia, mas não podemos crescer pelos outros, eles têm que querer eles próprios a mudança. O nosso trabalho ao serviço da luz é de fazer brilhar a nossa luz e espalhar sementes. Se essa luz e essas sementes aterrarem em terra fértil, irão florescer. Se não, avancem e continuem a fazer brilhar a vossa luz e a espalhar essas sementes.” ~ (Rebecca Campbell)

Tenho esta pequena citação no meu telefone e leio-a muita vezes. Preciso. Há alturas em que parece que consigo mesmo ouvir os meus anjos da guarda a dizer: Pára de tentar ajudar toda a gente, Catarina! Eles não são responsabilidade tua. Toma conta de ti primeiro, Catarina! Define bem os teus limites e mantêm-nos fortes e afiados, Catarina! Vá lá, tu consegues. E isso não faz de ti uma menina má. Não, querida, tu és boa menina e nada pode mudar isso. Vá, agora vamos, respira bem fundo e diz: NÃO.

Estas últimas semanas têm andado a falar cada vez mais alto. Ou talvez seja eu que me tornei melhor a ouvir. Em qualquer dos casos, gosto da mudança.

Vamos lá ver se consigo continuar assim!

A propósito (ou talvez nem por isso), no outro dia fiz umas trufas crudívoras tão simples como deliciosas e achei que seria uma boa receita para partilhar com alguns amigos. Como vocês aqui respeitam sempre muito bem os meus limites, cá vai! ;)

Basta juntar os seguintes ingredientes (biológicos, se possível) num processador de comida:
1 cup/chávena de tâmaras (sem caroço), 1 cup/chávena de amoras brancas secas, 1 colher de chá com raspa de casca de limão
(Eu não me dou bem com frutos secos, mas se não for o vosso caso, podem juntar 1/4 cup/chávena de nozes ou cajus demolhados, por exemplo).
Triturar tudo muito bem até ficar uma pasta mole e pegajosa. Fazer bolinhas com as mãos e deixar no frigorífico durante a noite.
Esta receita deu cerca de 14 trufas deliciosamente docinhas e saciantes. Desfrutem <3

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ENGLISH:

“It’s not your job to save anyone.
As healers, our natural tendency is to over give, but we cannot do the growing for another, they have to want the change themselves. Our only job as Lightworkers is to shine our light and scatter seeds. If that light and those seeds land on fertile ground they will bloom. If not, just move on and keep shining your light and scattering those seeds.”
~ (Rebecca Campbell)

I have this little quote on my phone and I look at it a lot. I need to. Sometimes I can literally hear my Guardian Angels on repeat everyday: Stop trying to help everyone, Catarina! They are not your responsability. Take care of yourself first, Catarina! Keep your boundaries sharp and strong, Catarina! Come on, you can do it! Don’t worry, it doesn’t make you a bad girl. You’re a good girl, sweetie, and nothing can change that. Now, go on, take a deep breath and say: NO.

This past few weeks they have been louder than ever. Or maybe it’s just me getting better at listening. Either way, I like the change.

Let’s see if I can keep it up!

Anyhow, I made these deliciously simple raw truffles the other day and I thought it would be a really nice recipe to share with some friends. You guys respect my boundaries, so here you go! ;)

Just put the following ingredients (organic, if possible) in a food processor: 1 cup dates (pitted), 1 cup dried mulberries, 1 teaspoon of lemon peel
(I don’t do well with nuts, but if you do, you can add 1/4 cup of previously soaked walnuts or cashews, for example.)
And just blend until it’s a really smooth and sticky dough. Make balls with your hands and leave it in the fridge overnight.
This gave me about 14 deliciously sweet and nourishing truffles. Enjoy <3

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Equinox Raw blueberry and strawberry Pie ~ Tarte crua de mirtilos e morangos para o Equinócio

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Esta tarte crudívora (raw) e vegana foi criada para um convívio feminino quando começou o tempo quente e foi um verdadeiro sucesso. Foi devorada num instante, por entre uma bela conversa cheia de línguas roxas tingidas pelos mirtilos!

Entretanto ficou aqui na gaveta, meio esquecida, até que me pareceu ser uma bela ideia partilhá-la em jeito de celebração do Equinócio.

Festejar o fim do Verão é algo que, muito provavelmente, nunca irei fazer. Nunca. Jamais. Nem pensar. Nunca!

A não ser, claro, que esse fim de estação incluísse fazer as malas e partir para mais perto do equador, ou até mesmo para o hemisfério sul.
Preciso de sol e calor como de ar! O frio e os dias cinzentos roubam-me energia vital a uma velocidade que me é difícil contrariar.

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Mas sei que para viver em pleno tenho que me render sem bloqueios ao fluxo natural da Terra e da Vida.
Os ciclos, os altos e baixos, inícios e fins, a dualidade de tudo e de todos nós.
Algo que já aprendi é que não é possível celebrar a luz ignorando a sombra, seja minha ou de outro.

Ser feliz não é estar sempre contente e animada. Ser feliz obriga-me, mais do que nunca, a mergulhar bem fundo em todas os sentimentos, lutando contra qualquer inclinação para a superficialidade.

Mergulhos em apneia, sem parceiros e sem mapa, tendo sempre presente que a intenção não é ficar pela escuridão escavando e explorando, mas sim percorrê-la de uma ponta à outra, até voltar a subir pelo outro lado, sempre de tocha bem ardente na mão. O único GPS é mesmo essa luz.

Que não se encontra lá fora ou por aí, mas que se incendeia mais e mais, à medida que nos vamos recordando que quem somos verdadeiramente.

“A escuridão não pode expulsar a escuridão. Apenas a luz pode fazer isso.”
Martin Luther King

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E neste espírito de partilha e de evolução, desejo-vos um Outono feliz e saboroso, cheio de tartes, mergulhos, paciência e compaixão.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
Para a base:
3 cups/chávenas/xícaras de amoras brancas secas OU flocos de aveia sem glúten OU amêndoas.
2 cups/chávenas/xícaras de tâmaras (sem xaropes)
Para o recheio:
3 cups/chávenas/xícaras de mirtilos
1 cup/chávena/xícara de morangos
1,5 cups/chávenas/xícaras de tâmaras (sem xaropes)

Instruções:
~ se optarem por usar as amêndoas, ponham-nas de molho primeiro para ficarem mais saudáveis. Mais info aqui.

~ usar um processador de comida para fazer farinha com as amêndoas, as amoras ou os flocos, consoante tiverem escolhido.

~ tirar os caroços às tâmaras e juntar à farinha, triturando tudo junto. Fica pronto quanto tiverem uma massa pegajosa tipo crumble, com pedacinhos bem pequeninos.

~ polvilhar uma forma de tarte (com cerca de 23 cm) com um bocado de côco ralado ou forrá-la com papel vegetal. Isto evita que a massa se cole ao fundo.
Depois é só deitar a massa na forma, pressionando e espalhando com as mãos, criando uma massa fina na base da forma e um bocadinho também nos lados da forma.

~ se optarem por mirtilos e morangos congelados, convém deixá-los descongelar primeiro e depois retirar a água em excesso. Caso contrário o recheio fica muito líquido.
Se usarem morangos frescos, retirem as folhinhas.

~ pôr todos os ingredientes do recheio num processador de comida e triturar muito bem.

~ deitar o recheio no meio da forma de tarte e espalhar uniformemente usando uma espátula ou colher grande.

~ podem enfeitar como preferirem, usando sementes, fruta, etc. Eu optei por deixá-la minimalista, sem decoração.

~ deixei no congelador durante a noite (cerca de 6 horas) e depois deixei a tarte à temperatura ambiente cerca de 1 hora antes de servir.

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ENGLISH:

This raw vegan pie was created for a get together with some girls, back when the warm weather was just starting and it proved to be a huge success.
It disapeared in a couple of minutes, during a delicious conversation with lots of blueberry purple tongues!
I almost forgot about it in the meantime until I was wondering about which recipe to share for the Equinox.

Celebrating the end of Summer is something I’ll most likely never do. Never. Ever. No way. Never!

Unless, of course, that ending means packing up my bags and moving closer to the equador or even the southern hemisphere.
I need the sun and the heat like I need air! Cold and grey days rob me of my vital energy at such a fast pace I can’t really fight back.

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But I do know that in order to live life to the fullest I must surrender to the natural flow the Earth and Life.
The cycles, the ups and downs, beginnings and endings, the duality of everything and every single one of us.

Something that I have learned is that it isn’t possible to celebrate the light while ignoring the shadow, whether it’s mine or someone else’s.

Being happy isn’t about being joyful and upbeat all the time. Being happy pushes me, more now than ever, to dive deeply in all of my feelings, fighting any inclination for superficiality.

Skin diving, with no partners or maps, always keeping in mind that the intention is not to stay in the darkness exploring or digging, but to cross it from one corner to the other and come up on the other side, while holding firmly a fiery torch on my hand. The only GPS is that light.
We can’t find it out there somewhere, because what makes this light grow is remembering who we really are.

“Darkness cannot drive out darkness. Only light can do that.”
Martin Luther King

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So, in the spirit of sharing and evolving, I wish you a happy and delicious Fall with lots of pie, diving, patience and compassion.

Ingredients:
(Organic, if possible)
For the crust:
3 cups of dried mulberries OR gluten free oats OR almonds
2 cups of dates (without syrup)
For the filling:
3 cups of blueberries
1 cup of strawberries
1,5 cups of dates (without syrup)

Directions:
~ if using almonds don’t forget to soak them first so they’re healthier. More info on soaking here.

~ use a food processor to make flour with the almonds, oats or mulberries, according to your choice.

~ de-seed dates and add them to the flour in the food processor and process again. It’s ready when you get a sticky dough, resembling a crumble.

~ use a 9 inch (23 cm) pie pan and sprinkle it with some desiccated coconut or cover it with parchment paper. This prevents getting your crust glued to the pan.

~ place the crust in the pan and use your hands to press it down and spread it evenly, making a thin crust on the bottom of the pan as well as on the sides.

~ if you choose to use frozen fruit, you must let it defrost and remove the excess water. Otherwise the filling will be too liquid. If using fresh strawberries don’t forget to remove the leaves.

~ place all ingredients for filling in a good processor and blend very well.

~ pour the filling into the middle of the pie and use a big spoon or spatula to spread it evenly.

~ you may decorate your pie as you wish, using fruit, seeds and so on. I kept mine super minimalistic and didn’t decorate at all.

~ I left the pie in the freezer overnight (about 6 hours) and took it out about 1 hour before serving.


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Carrot and cinnamon raw nana ice cream ~ Gelado cru de banana, cenoura e canela

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Aproveitei esta tarde tão cinzenta para vir aqui escrever algumas linhas, coisa que já não faço há algum tempo. Espero que este post vos encontre bem e que andem a aproveitar ao máximo o vosso verão (ou inverno, dependendo do vosso hemisfério actual).

Eu tenho andado a ser puxada para todo o tipo de actividades ao ar livre porque o desejo de me fundir com o sol, o mar e a natureza em geral tem sido muito forte. Tenho aproveitado todas as oportunidades para o fazer e também para desfrutar da companhia de outras pessoas.

Os meses mais quentes fazem-me sentir tão mais viva e ligada à vida que tento mergulhar profundamente neles sem hesitação. Para dizer a verdade, a última coisa que me tem apetecido ultimamente é ficar dentro de casa, de rabo sentado a olhar para este ecrã e escrever.

Nos momentos em que não me é possível estar lá fora a tirar partido deste clima fantástico e da beleza natural da costa portuguesa, tenho investido em leitura, exercício físico e meditação. Ou simplesmente ponho-me a praticar o silêncio para ver se consigo ouvir melhor o que este mundo tem para me ensinar. A descoberta parece nunca terminar…

Resumindo e concluindo, tenho andado a seguir aquilo que me ilumina e me faz sentir mais feliz. Dizem que essa é a maneira certa de fazer esta coisa chamada de vida, não é?

Queria partilhar convosco um pouco de um dos meus livros preferidos que gosto de revisitar de vez em quando. Há livros que quando os volto a ler parece que já sei de cor cada frase, cada palavra, sinto o eco de cada uma delas bem cá no fundo, mas mesmo assim sabe-me sempre tão bem voltar lá. Tal é o caso de “O regresso ao amor” de Marianne Williamson:

“O amor é aquilo com que nós nascemos. O medo é aquilo que nós aprendemos aqui. A jornada espiritual é o abandonar – ou o desaprender – do medo e a aceitação do amor de volta aos nossos corações. O amor é o facto existencial essencial. É a nossa realidade final e o nosso propósito na Terra. Estar conscientemente ciente dele, experimentar o amor em nós mesmos e nos outros é o significado da vida. O significado não reside nas coisas. O significado reside em nós mesmos.”

“Qualquer situação que nos provoque é uma situação em que ainda não temos a capacidade de amar incondicionalmente.”

“É através do nosso próprio despertar pessoal que o mundo pode ser desperto. Nós não podemos dar aquilo que não possuímos.

Não sei se este é o tipo de literatura que ressoa convosco, mas eu leio e releio este livro desde 2012 porque nunca se torna cansativo ou ultrapassado e parece fornecer-me sempre respostas que por vezes nem sabia andar à procura.

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E hoje também trago uma receita muito simples, como já é meu hábito.

Tenho feito gelado cru de banana quase todos os dias para a minha primeira refeição e uma das minhas versões preferidas é esta.

Eu sei que algumas pessoas não têm muito apetite logo quando acordam, mas eu saio da cama esfomeada e gosto de desfrutar de uma boa e grande refeição logo de manhã, a seguir a beber 1l de água morna com limão.

O ideal é respeitar sempre os ritmos naturais do organismo de cada um e não tentar contrariá-lo. Podem e devem alterar sempre as quantidades das receitas de acordo com o vosso apetite e necessidades físicas.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
5 ou 6 bananas congeladas
1 cenoura bem grande ou 2 médias
3 ou 4 tâmaras demolhadas e sem caroço
1/3 de colher de sopa com canela em pó
Opcional: 1 colher de chá de maca ou ashwaganda em pó

Instruções:
Cortar as cenouras e juntar tudo num liquidificador ou processador de comida. Alguns liquidificadores necessitam de um pouquinho de líquido para funcionarem bem. Se for o caso do vosso, acrescentem a quantidade de água necessária. Triturar tudo até ficar uma pasta homogénea com a consistência de gelado. Por vezes é necessário parar a meio de triturar e dar uma ajuda com uma colher ou garfo para misturar tudo bem. Servir e comer de seguida. Podem ainda juntar os vossos toppings preferidos, como pepitas de cacau, côco ralado, amoras brancas secas, etc.

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ENGLISH:

I’m taking advantage of a very grey afternoon to come here and write, something I haven’t done in quite some time. I hope this post finds you well, hopefully making the most of your summer (or winter, depending on which hemisphere you are at the moment).

Lately I’ve been pulled to all sorts of outdoors activities because the desire of merging with the sun, sea and nature in general has been so strong. I’ve been seizing all the oportunities to do so and also to enjoy the company of others.

The warmer months make me feel so much alive and in tune with life, I try to dive fully into them without hesitation. Honestly, the last thing I’ve been wanting is to stay at home, sit on my butt, stare at this screen and write.

During the moments I can’t be outside enjoying this amazing weather and the beauty of the portuguese coast, I’ve been investing my time in reading, physical exercise and meditation. Or simply practicing silence to better listen to what this universe has to teach me. It seems to be a never ending discovery…

Long story short, I’ve been following what lights me up and makes me feel most happy. They say that’s the way to do this thing called life, right?

I wanted to share a little bit of one of my favorite books, one I like to revisit every once in a while. There are books that I seem to one every sentence, every word by hard and every time I reread it I can feel the eco of each word in the bottom of myself. But it still feels good to go back to them every single time. One of those books is “The return to Love” by Marianne Williamson:

“Love is what we are born with. Fear is what we learn. The spiritual journey is the unlearning of fear and prejudices and the acceptance of love back in our hearts. Love is the essential reality and our purpose on earth. To be consciously aware of it, to experience love in ourselves and others, is the meaning of life. Meaning does not lie in things. Meaning lies in us.”

“Any situation that pushes our buttons is a situation where we don’t yet have the ability to love unconditionally.”

“It is only through our own personal awakening that the world can be awakened. We cannot give what we do not have.

Maybe this type of literature isn’t what resonates with you but I’ve been reading and rereading this book since 2012 and it never feels boring or old. And it seems to give me answer I didn’t even know I was looking for.

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And today I’m bringing you a very simple recipe, as usual.

I’ve been eating nana ice cream pretty much every morning and this is one of my favorite versions.

I’m aware that some people don’t have much of an apetite when waking up but I get out of bed feeling really hungry, needing a good and large meal right away, after drinking 1liter of warm water with lemon.

The best thing to do is to respect the natural rhythm of your body and don’t try to force anything. So, please feel free to adjust the quantities of the recipe, according to your appetite and physical needs.

Ingredients:
(Organic, if possible)
5 or 6 frozen bananas
1 very large carrot or 2 medium carrots
3 or 4 soaked de-pitted dates
1/3 of tablespoon of cinnamon powder
Optional: 1 teaspoon of maca or ashwaganda powder

Directions:
Chop the carrots and put everything in a blender or food processor. Some blenders require a bit of liquid to work properly, so if it’s the case with yours, just add a little bit of water. Blend everything very well untill it’s the consistency of ice cream. You may need to stop the blending a few times and give it a twist with a spoon or fork. Serve and eat right away. You may add your favorite toppings such as cacao nibs, coconut, dried mulberries and so on.