The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Poder pessoal… Quem se senta no meu trono? ~ Personal Power… who sits on my throne?

plexo solar.PNG(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Quem se senta no meu trono?

É o que pergunto a mim mesma quando sinto que estou prestes a zangar-me com alguém. Naquele momento em que estou quase a aceitar a provocação para a discussão, para a zanga, para me irritar com alguém.
Esta imagem ficou-me gravada na mente ~ um trono de poder pessoal. É sólido, dourado, simples e humilde. Foi o que vi numa das primeiras vezes que fiz reiki a outra pessoa. Uma pessoa perfeccionista e com tendência para se zangar por tudo e por nada.

E ali no seu plexo solar, o chakra do poder pessoal, eu via o seu trono. Este chakra é um portal de energia que todos temos na zona do estômago, fígado e pâncreas, mesmo por baixo dos pulmões. É o nosso guarda costas energético porque quando está forte protege-nos de sermos “contagiados” com a energia menos positiva dos outros. É de onde vem a força para impôr limites e exigir respeito. Onde reside a capacidade de nos pormos em primeiro lugar e de termos auto estima e confiança em nós mesmos. E a cor que representa esta energia é o amarelo como um sol, mas há que nutri-lo para que não se eclipse completamente.
E ali, bem lá no centro, vi um trono. Um trono que ficava vazio, sem rainha, sempre que esta se zangava com alguém ou com alguma coisa. Um trono que ficava abandonado, à mercê de quem o quisesse ocupar, sempre que ela se punha a discutir com o outro ou se irritava com algo. Nesse momento, ela entregava de bandeja o seu poder pessoal a quem a enervava, quem a provocava, quem a deixava zangada. Ela discutia por achar que era senhora da razão, mas quanto mais se consumia com a raiva, a cólera, a ansiedade, mais convidava o outro para tomar posse do seu trono abandonado.
Entregamos o nosso poder a muita gente e acreditamos que a fonte deste poder está no exterior, quando o nosso poder vem de dentro e não de fora.
Ficou-me gravada a imagem de tal forma que agora a vejo em todos e em mim. Por isso, quando me sinto puxada para fora do meu centro, para fora da minha paz, para longe das raízes que me sustentam interiormente… pergunto: quem se senta no meu trono?
E sei que é altura de recuperar o meu poder.

E isto não significa ignorar, entrar em negação ou fingir que o problema não existe. Significa trazer para o consciente o que me domina inconscientemente. Identificar o gatilho, o que provoca a reacção emocional, sem deixar que ela me consuma. Analisar as cassetes que se accionam e repetem naquele instante, trazer atenção plena para o que se passa comigo fisicamente, emocionalmente e psicologicamente. Tirar-lhe a carga energética que sempre teve, libertar-me da tensão, medo ou culpa para conseguir interpretar este problema como uma nova hipótese para desconstruir o padrão negativo e evitar que este se propague por toda a vida. Afinal, é mais um convite para crescer, mais um teste para pôr em prática o que tenho aprendido.

E como faço isso? Mãos no estômago, olhos fechados, respiração profunda e lenta, enviando o ar para o meu sol, acalmando até sentir que estou a salvo e estou protegida. A energia fala connosco, mas precisamos de paz e silêncio para a ouvir. Se não sabemos como, basta começar um diálogo e ela responderá…. Quem se senta no meu trono?

Foto de / photo by Sean Scott

plexo solar

ENGLISH:

Who sits on my throne?

That’s what I ask myself whenever I feel like I’m about to get angry at someone. In that moment, when I’m about to buy into the provocation to get into a fight, an argument, to get upset with someone.

That image is engraved in my head ~ a throne of personal power. It’s solid, gold, simple and humble. That’s what I saw during one of the first reiki treatments I did to someone else. It was a perfectionist with a tendency to get angry at the slightest problem. And right there on her solar plexus chakra, the chakra of personal power, I saw her throne. This chakra is a portal of energy we all have right on the area of our stomach, liver and pancreas, underneath the rib cage. It’s our energy bodyguard because when it’s strong it protects us from “contaminated” by other people’s not so positive energy. It’s the source of the power to put up boundaries and demand respect. Where our ability to put ourself first resides and the power to fuel self esteem and self trust. And the color that represents this energy is yellow, like a sun, but one must nurture it against total eclipses.

And right there, right in the center, I saw a throne. A throne that became empty, without the queen, every time she got mad at someone or something. A throne left abandoned, at the mercy of anyone willing to take it, every single time she started arguing with someone or got upset with something. In that moment, she surrendered her personal power to whomever was aggravating her, to whomever was pushing her buttons. She argued because she thought she was right, but the more she was fuelled by angrier, rage, anxiety, the more she was inviting the other person to sit on her abandoned throne.

We give away our personal power to lots of people and we believe the source go this power is outside of us. But our power comes from within an not around us.

This image was so strong that now I see it in everyone, including myself. So, whenever I feel pulled away from my center, away from my peace or away from the roots that support me from within… I ask myself: who is sitting on my throne?

And that’s when I know I have to win it back.

And by this it doesn’t mean to ignore or deny there is a problem. It means to bring to the surface, the conscious level, what is dominating me at an unconscious level. To identify the trigger, what is provoking such an emotional response, without letting myself burn in its flames. To analyse the mind tapes that start playing at that moment, to bring full awareness and be mindful of what is happening at a physical, emotional and psychological level. It means to remove the energy charge it has always had, release the tension, guilt or fear so I can read this problem with new eyes and get another chance at stopping it to repeat itself forever and ever. After all, it’s just one more invitation to grow, another test to see how much I’ve learned so far.

And how do I do this? Hands on top of my stomach, eyes closed, deep and slow breathing, sending the air right to my sun, relaxing until I feel I’m safe and protected. Energy speaks with us, but we need peace and quite to listen to it. If you don’t know how, just start a dialogue and it will answer… Who sits on my throne?

Foto de / photo by Sean Scott


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O meu testemunho sobre voluntariado de Reiki com doentes de Esclerose Múltipla ~ My work as a Reiki volunteer

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Partilho aqui um texto que escrevi para a Associação Portuguesa de Reiki:

Nos últimos meses tive a oportunidade de participar no programa de voluntariado de Reiki que existe em parceria com a Sociedade Portuguesa de Esclerose Múltipla.

Entre Dezembro 2016 e Abril 2017 fiz 17 sessões de tratamento a 5 pacientes. São pessoas de origens distintas, com idades e problemas muito diferentes mas todas com esclerose múltipla, ainda que em vários estágios da doença. Os tratamentos de Reiki focaram-se em questões físicas mas também em questões emocionais e psicológicas.

Esta experiência foi bastante desafiante porque as sessões foram feitas em grupo e alguns dos pacientes encontravam-se em cadeiras de rodas, o que implicou uma adaptação de posturas de mãos e de técnicas. Tive a oportunidade de praticar a minha capacidade de concentração, paciência, generosidade e compaixão. É muito enriquecedor cruzar-me com pessoas com experiências de vida tão distintas da minha e conseguir encontrar pontos em comum que contribuem para o crescimento de todos. Sinto que também aprendi bastante sobre mim e sobre a condição humana. Foi muito gratificante ver as mudanças que foram ocorrendo em cada um dos pacientes, principalmente a nível emocional e de bem-estar. Lidar com um diagnóstico de uma doença degenerativa e considerada incurável traz grandes desafios a nível pessoal e sinto que o Reiki ajudou a trazer alguma paz e harmonia a cada uma destas pessoas. Recebi um feedback muito positivo, tanto dos pacientes como da terapeuta responsável pelo centro de dia da SPEM.

Todos eles transmitiram que ficavam mais relaxados e felizes durante e após as sessões. Houve ainda situações em que me indicaram especificamente ter ficado com mais clareza mental, mais vitalidade, menos dores de cabeça, menos preocupados ou menos angustiados. Devido ao interesse e curiosidade dos pacientes, realizámos ainda uma sessão de esclarecimento sobre o Reiki e a história do Reiki. Sinto que todos os voluntários foram sempre muito bem recebidos e que as nossas sessões semanais são um momento muito desejado por todos os pacientes. É uma experiência que aconselho a todos os praticantes de Reiki que queiram desenvolver a sua prática, onde poderão trabalhar bastante a sua sensibilidade, intuição e generosidade.

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ENGLISH:

Today I’m sharing a text I wrote for the Portuguese Association of Reiki about my experience as a volunteer:

For the past few months I had the opportunity to participate in the Reiki volunteer program, more specifically the program at SPEM (Portuguese Society for multiple sclerosis). Between December 2016 and April 2017 I offered 17 Reiki sessions to 5 different patients. These are people from different backgrounds, different age and different problems, but all of them have multiple sclerosis, even though in several stages of this disease. The Reiki treatments focused upon physical issues but also emotional and psychological issues.

This experience was quite challenging because the sessions were done in a group setting and some of the patients were in weelchairs, which implied using different hand placements and different techniques. I had the opportunity to practice my ability to focus, my patience, generosity and compassion. It’s very enriching to cross paths with people whose lives are so different from mine, and be able to find common ground that helps us both to evolve. I feel like I learnt quite a bit about myself and about the human condition. It was very gratifying to notice all the positive changes in each of the patients, specially their well being and emotional health. Dealing with a diagnosis of multiple sclerosis, a degenerative disease considered incurable, brings heavy challenges at a very personal level. And I feel that Reiki helped bring some peace and harmony to these people. The feedback was very positive, from both the patients and the therapist responsible for the day center at SPEM.

All of them reported feeling more relaxed and happy during and after the sessions. There were situations where some of them told me that there was improvement in mental clarity, increased vitality, less headaches, worry or even stress. Due to the patients’ curiosity and interest, we also did a presentation about Reiki and its history. All of us volunteers were always greeted with a warm welcome and I feel like the Reiki sessions were a much desired and appreciated moment every week. I advise all Reiki practitioners to try a volunteer program if they wish to work on their technique, but also their sensibility, intuition and generosity.

 


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My morning Kundalini Yoga Frogs ~ Os meus sapos matinais de Kundalini Yôga

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Acho que já tinha mencionado que pratico ashtanga vinyasa yôga desde há um par de anos, mas a minha primeira introdução ao yôga foi através do kundalini há mais de dez anos. Nessa altura nem sequer sabia como é que se chamava e acredito que não tenha acontecido na altura certa porque não ressoou comigo e achei que não seria a prática ideal.

Mas, na verdade, há algumas meditações e kriyas (exercícios) do kundalini que me dizem bastante ainda hoje. Ou, provavelmente, mais ainda hoje do que em qualquer outra altura.

Na outra semana andava aqui em casa a dar uma volta em livros antigos dos quais me queria descartar e encontrei o meu primeiro livro de yôga que é exactamente um livro de kundalini para mulheres. E houve qualquer coisa que me chamou a atenção e me fez abrir o livro, obrigando-me a relê-lo. E desde então tenho vindo a redescobrir o kundalini de um modo muito autodidacta mas bastante divertido!

Tenho andado a practicar o kryia do “sapo” (frog kryia) numa tentativa de energizar o início de cada dia porque, tal como já tinha confessado aqui, não sou uma pessoa nada dada a manhãs.

Este kryia demora só um minutinho a fazer e é óptimo para acordar, especialmente naquelas manhãs geladas, porque dá-me imensa energia num instante, põe o sangue a bombar pelo corpo todo, a minha temperatura sobe rapidamente e até me consegue deixar a suar ligeiramente.

Este exercício é óptimo para os chakras 1 e 2, que por acaso eu tenho vindo a trabalhar nos últimos tempos. Quando trabalhamos com os portais de energia que são os chakras, é aconselhado começarmos pelos de baixo porque são os que estão ligados às nossas necessidades básicas e físicas de sobrevivência, assim como à nossa capacidade de criar e de nos ligarmos à terra e ao corpo. E isso é fundamental para conseguirmos aceitar e lidar com o que a vida nos presenteia, aqui e agora.

O kriya do sapo ajuda a aumentar o fluxo de energia e força vital, ajuda equilibrar o sistema hormonal, tonifica as pernas e a bunda e é óptimo para o coração e a circulação sanguínea. Para além disso, sempre ouvi dizer que tudo o que nos ponha a cabeça virada para baixo, previne as rugas! ;)

É muito fácil de executar, mas achei melhor juntar aqui um vídeo para explicar tudo certinho. Como ainda não tive oportunidade de gravar nenhum vídeo, partilho um que encontrei na internet e que é bastante bom. É em inglês mas mesmo que não entendam a língua, vão ficar a perceber porque dá para ver bem a posição do corpo na demonstração física, logo após uma pequena introdução.

Mas, como disse, é bastante fácil:
~ Pôr o corpo em posição de agachamento e levantar os pés para que só os dedos toquem no chão. Os calcanhares ficam colados um ao outro. Abrir os joelhos para fora o mais possível. Tentar esticar a coluna o mais possível e pousar as mãos em frente dos pés, tocando no chão com os dedos.

~ inspirar e levantar as ancas na direcção do tecto, esticando bem as pernas. A cabeça desde em direcção às pernas e só tocamos no chão com os dedos dos pés e mãos.

~ expirar e baixar as ancas e retomar a primeira posição, mantendo as costas bem direitas e olhando para a frente. Os dedos sempre a tocar no chão.

~ Repetir 26 vezes, o mais depressa possível, mas sempre controlando bem a respiração e os movimentos.

Costumo praticar com o estômago vazio, ainda de pijama, logo a seguir a ir à casa de banho. Quando acabo os sapos começo então a tomar a minha bebida detox matinal enquanto me visto e preparo para o resto do dia.

Se ressoar convosco, experimentem.
Se forem como eu e tiverem problemas em ser consistente, lembrem-se que 21 dias é o período mínimo de tempo para criar um novo hábito mas se queremos experienciar uma mudança profunda e duradoura convém praticar durante 40 dias.

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ENGLISH:

I think I’ve mentioned here I’ve been practising ashtanga vinyasa yoga for the past couple of years, but my first introduction to yoga was through kundalini yoga more than ten years ago. I didn’t even know what kind of yoga it was back then and I’m sure it wasn’t the right timing at all because It didn’t resonate with me and I didn’t feel it was the right type of practice for me.

But the truth is, some kundalini meditations and kriyas (exercises) really speak to me at a very deep level even today. Or maybe even more today then ever before.

The other week I was at home going through some old books I wanted to let go of and I found my first yoga book which is a kundalini yoga book for women. And something just felt right and I picked it up, started reading it and since then I’ve been redescovering kundalini on my own and I’ve been having some fun with it!

I’ve been practising the frog kriya in an attemp to energize the start of my days, because I’m really not a morning person at all, as I’ve confessed in this previous post.

This kriya only takes about 1 minute to do and it’s great to wake me up specially on those freezing mornings because it gives me a lot of energy very quickly, gets my blood pumping through my whole body, my temperature goes up really fast and it can even make me sweat a little bit.

This pose is great for the first and second chakras, which I’ve been working on as of late. When working with the energy portals that are the chakras we should start from the bottom up because the first and second chakras deal with our basic and physical needs for survival and also our ability to be creative and grounded in our body, connected to the earth. And that is essential to embrace life and make the most of what is presented to us right here, right now.

The frog kriya helps us to increase our energy flow and life force, helps balance the hormonal system, tones the legs and butt, and it’s great for the heart and circulation. Plus, I’ve always heard that getting your head upside down keeps the wrinkles away! ;)

It’s super easy to do, but I thought it would be best to add a video explaining everything. I didn’t get the chance to shoot my own video but I found this really nice one online that you can check out if you have any doubts about how to do this exercise.

But, like I said, it’s very easy:
~ Squat down on your feet with only your toes touching the floor. The heels touch each other and you must try to open your knees to the sides as much as possible. Keep your back as straight as possible and place your hands in front of your feet, touching the floor with the tip of your fingers.

~ inhale and lift up your hips towards the ceiling, stretching your legs and bringing your face down in the direction of your legs. Only your fingers and toes touch the floor at all times.

~ exhale and bring your hips down, to the previous position and face forward. Keep your back straight with the fingers always touching the floor.

~ repeat it as fast as you can for 26 times, always keeping control of your breathing and movement.

I practice this with an empty stomach, still in my pijamas, right after going to the bathroom. When I’m done with the frogs, I have my morning detox drink while I get dressed.

Give it a try if it resonates with you. If you have trouble with consistency like I do, make sure to keep in mind that 21 days is the minimum time it takes for us to develop a new habit but to really experience a deep and long lasting change we should commit to it for at least 40 days.