The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Meditação para a abundância e prosperidade

Senti-me chamada a partilhar aqui a meditação que escolhi praticar durante este mês de Setembro. Lembrei-me que talvez gostasses de te juntar a este desafio e assim poderíamos ir trocando impressões e feedback sobre a experiência.

Esta meditação é do Kundalini Yoga e pratica-se especialmente para trabalhar questões de abundância material e financeira. E agora perguntas-me tu: como é que a minha situação financeira vai mudar só por andar aqui a mexer as mãos e a dizer uns palavras esquisitas? Pois é, percebo perfeitamente todas essas dúvidas. Mas respondo-te assim: experimenta e vais ver!

A verdade é que para muita gente já seria uma grande mudança conseguirem comprometer-se em estar 11 minutos todos os dias sem pensar em mais nada, sem estar a trabalhar, a ver tv ou a mexer no telemóvel. 11 minutos por dia em que dizes “não” a toda a gente e te pões em primeiro lugar! Consegues? Então vamos lá!

“Esta meditação pode ser feita até 11 minutos. É tão poderosa a trazer prosperidade que fazê-la mais do que 11 minutos seria ganância. Esta meditação estimula a mente, o centro lunar e Jupiter. Quando Jupiter e a lua se unem, não há maneira nenhuma no mundo de não criar riqueza” – Yogi Bhajan

Deixo aqui as instruções tal como vêem no site oficial do Kundalini Yoga:

Postura: sentar em postura fácil (pernas cruzadas), costas direitas e queixo ligeiramente para baixo

Olhos: o foco está na ponta do nariz e os olhos estão quase fechados (9/10 fechados)

Mudra: cotovelos de lado, junto ao corpo. Braços dobrados a 45º e as mãos ao nível do pescoço. Começar com as mãos viradas para baixo.  Bate com os lados das mãos, alienadamente. Quando as mãos estão viradas para baixo, bates com os dedos indicadores. Os polegares cruzam-se e o da direita fica por baixo. (Esta parte é muito importante). Quando as mãos estão viradas para cima, bate os dedos mindinhos e esse lado das palmas da mão.

Mantra: Sempre que bates as mãos uma na outra diz “Har”. Usa o impulso do umbigo com a expiração para dizer o mantra.

Duração: de 3 a 11 minutos.

(fotos de 3ho)

Parece complicado, não é? Mas é simples, como podes ver no video abaixo. Aconselho a seguir o video, mesmo que não percebas inglês, porque a música e a voz dela ajudam muito a manter o ritmo da meditação.

(Não encontrei nenhum video em que fizessem esta meditação com as mãos ao nível da garganta. Mas de todos os que vi este pareceu-me ser o mais correcto e acessível. A senhora explica o som do mantra de uma maneira um pouco complicada porque os americanos têm dificuldade em reproduzir sons que não lhes são habituais. Esquece essa parte – o mantra é mesmo HAR)

Quero saber se te vais juntar a este desafio durante este mês de Setembro! Conta-me como corre e partilha a tua experiência aqui no blog, no facebook ou no instagram.

 

 

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Pão de Banana e Cacau (vegan, sem óleo)… e evolução!

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A evolução de uma pessoa pode ser tão lenta e subtil que nem damos conta que, de facto, está a acontecer. É difícil apontar com exactidão o momento ou a circunstância em que a mudança se deu dentro de uma pessoa. Normalmente só a vemos depois de acontecer, quando já se instalou em nós como o novo “normal”.

Por vezes só me apercebo das minhas mudanças que decorrem da minha evolução quando algo “negativo” acontece outra vez. E aí, de repente, fica bem visível o quanto estou diferente… o “problema” já não me atinge da mesma maneira, já não despoleta automaticamente dentro de mim o que antes despoletava, o peso emocional e energético da questão já não é o mesmo… e a minha reacção surpreende-me ao ser totalmente diferente. E isso faz com que toda a experiência seja também diferente, para melhor.

Para mim, é isto a evolução. Quando uma questão recorrente se volta a apresentar na minha vida e a reacção é completamente diferente, sem qualquer esforço da minha parte. E nessas alturas, por muito pequenina que seja a mudança, há que celebrá-la como um verdadeiro milagre!
Isto pode sentir-se a nível mental, emocional, espiritual e até físico.
Seja o que for, celebro e agradeço!
Ontem fiz esta receita de um pão de banana com cacau, algo que não pude comer durante alguns anos. Ainda há pouco tempo, comer algo tão estimulante como cacau seria o suficiente para despoletar uma crise de inflamação no meu organismo, a vários níveis. Algo que demoraria a passar vários dias e que me traria inúmeros problemas físicos e não só.
O que fiz para tratar isso? A resposta nunca é simples e toda a cura envolve muitas variáveis. Foram muitas pequenas coisas implementadas diariamente, com muita paciência e fé.
Algumas questões já mencionei extensivamente neste blog, como seguir uma alimentação vegana, optar por alimentos biológicos, não consumir alimentos processados e evitar produtos cheios de químicos tóxicos (desde alimentos a medicamentos, cosmética, detergentes, roupa, etc).

Mas salientaria também o seguinte:
~ Meditação
Todo e qualquer tipo de meditação. Meditar para aprender a ouvir o corpo e a intuição em vez de lidar com tudo a nível racional. Meditar para aceitar, para desapegar, para me render. Meditar para mudar a minha vibração e mergulhar ao nível do conhecimento do subconsciente. Meditar para me permitir ser guiada por algo muito maior do que eu e ter fé nessa orientação. Meditar para me dar tempo, espaço e silêncio para ser em vez de fazer.
~ Reiki
Muito Reiki! Diariamente, com consistência, confiança e entrega. A melhor protecção e evolução vem de dentro para fora. Trabalhar a nível energético é fundamental, principalmente para pessoas tão sensíveis como eu. Agradeço todos os dias por ter sido guiada tão maravilhosamente até esta terapia que tem mudado tanto a minha vida e o meu mundo.
~ Naturopatia
Encontrar um naturopata de medicina tradicional chinesa no qual posso confiar completamente foi algo crucial para resgatar a minha saúde e bem estar. Alguém com quem me sinto aceite, ouvida e incondicionalmente apoiada. É algo que não tem preço e que faz toda a diferença!

Espero que isto te traga esperança caso estejas a percorrer uma jornada turbulenta a nível de saúde e felicidade.
Desejo sinceramente que celebres todo e qualquer passo positivo e que consigas desfrutar da tua vida em pleno!

E agora, deixo-te com esta receitinha…

Ingredientes:
(se possível, biológicos)
1 e 1/2 cup/chávena de farinha integral de espelta
1 cup/chávena de bananas esmagadas (bem maduras)
1/2 cup/chávena de leite vegetal (usei o de amêndoa e banana da SoNatural)
1/3 cup/chávena de açúcar de côco (usei da Iswari)
1/4 cup/chávena de cacau em pó (usei da Iswari)
1/2 colher de sopa de ashwaganda, reishi ou maca em pó
1 colher de chá de fermento em pó
1/2 colher de chá de bicabornato de sódio
pitada de canela

Instruções:
~ pré aquecer o fogão a 180ºC
~ numa taça misturar os ingredientes secos. Numa segunda taça misturar os ingredientes líquidos
~ adicionar os ingredientes secos à taça dos líquidos e misturar bem
~ usar papel vegetal para forrar uma forma de pão e deitar a massa na forma, o mais homogéneo possível
~ deixar no forno durante cerca de 30 ou 35 minutos ou quando o teste do palito mostrar que já está pronto

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(as marcas mencionadas ofereceram os produtos usados nesta receita)


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Gomas vegan de fruta ~ Vegan fruit gummy snacks

(Please scroll down for English version)

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“O verão é a estação em que tudo é o melhor que é possível ser.” ― Charles Bowden

É difícil explicar por palavras a importância que o Verão tem para o meu bem estar e felicidade, mas fica aqui esta tentativa… Podia ficar aqui a escrever horas e horas sobres minha história de amor com o verão, mas sinto que não seria capaz de lhe fazer justiça.

Por isso passo directamente para esta receita colorida que é maravilhosa para celebrar esta estação com as crianças (e não só!).

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Ingredientes:
(se possível biológicos)

3/4 Cup/chávena de sumo 100% de fruta (eu fiz metade com sumo de beterraba e maçã e a outra metade com cenoura e manga, ambos da Sonatural)
1/4 Cup/chávena de água de côco
1 colher de sopa com agar agar em pó
2 colheres de sopa de adoçante ou mais (maple syrup, açúcar de côco, stevia, etc)*

* a quantidade necessária de adoçante também depende das frutas que escolherem. Sumo de manga vai precisar menos do que sumo de outras frutas menos doces

Instruções:
~ usar uma panela pequena e juntar os líquidos com o agar agar
~ com lume muito baixinho, ir mexendo com uma colher até a mistura ficar com uma consistência líquida mas pegajosa como um xarope
~ juntar o adoçantes escolhido e misturar bem, ainda com o lume ligado
~ deitar a mistura para os moldes de gomas (ou moldes de cubos de gelo). Convém confirmar que não ficam com nenhumas bolhas de ar
~ deixar no frigorífico durante cerca de 20 minutos para ficarem bem sólidos

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English:

“Summertime is always the best of what might be.” –Charles Bowden

It’s hard for me to explain just how important summer is for my well being and overall happiness, but here’s an attempt… I could write for hours and hours about my long time love affair with summer, but I feel that no words would do it justice.

So I’m skipping right to the recipe, which is a great idea to celebrate this season with kids (and grown ups!)

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Ingredients:
(organic, if possible)

3/4 Cup of 100% fruit juice (I did half with beet and apple juice and the other half with carrot and mango juice, both from SoNatural)
1/4 Cup of coconut water
1 tablespoon of agar agar powder
2 tablespoons (or more) of natural sweetener (maple syrup, coconut sugar, stevia, etc)*

* the amount of sweetener will vary depending of what fruit juice you choose. Mango juice won’t need as much as others

Directions:
~ use a small pan and add the liquids to the agar agar powder
~ with low heat, use a spoon and stir consistently until you get a liquid but very sticky texture, just like a syrup
~ add the sweetener ad mix it well, with the heat still turned on
~ pour the mixture into gummy bear molds or ice cube molds
~ leave it in the fridge for about 20 minutes so it gets quite solid

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(os sumos usados nesta receita foram oferta da Sonatural ~ the juices used in this recipe were gifted by Sonatural)


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Pudim de chia e romã ~ Pomegranate chia pudding

(Please scroll down for english version)IMG_4239

Se há coisa que eu não me canso de transmitir, é isto:

Ser vegan é fácil.

A sério, é fácil. Fico tão triste quando as pessoas usam a desculpa do “é tão complicado” sem sequer tentar. Não é mesmo nada complicado, acredita. A única parte difícil de ser vegan é a mudança de paradigma inicial. Deixar de ver os vegetais como aquele montinho minúsculo de folhinhas que acompanham o prato principal e deixar de ter medo de fruta. Essa parte inicial exige bastante ginástica mental e emocional – é preciso fazer o trabalho de casa, pesquisar receitas, ter exemplos, sair da caixinha de conforto, experimentar o mundo gigante de opções que há e que nem sabíamos que existia. A sério, eu antes de ser vegana não conhecia nem 1/10 dos alimentos que como hoje em dia. Essa mudança de mentalidade e perspectiva pode exigir alguma dedicação e esforço, sim. Mas é uma questão de hábito, como tudo na vida.
Apartir daí, não podia ser mais simples. Eu faço milhares de variações da mesma receita e faço refeições super simples mas muitíssimo mais ricas do que as que comia antigamente. Sopas, guisados, empadões, saladas, batidos, papas de aveia, bolinhas energéticas, hambúrgueres de vegetais, massa, crepes, etc – cru ou cozinhado, uso a mesma receita como base mas mudo sempre qualquer coisa. Não há arroz? Faço com batata. Não há banana? Faço com manga. Nunca saio a correr à última da hora para ir comprar aquele ingrediente xpto. Se não há, usa-se outra coisa. Improvisar e simplificar, é esse o meu mantra. Só umas 2 ou 3 ou vezes por mês é que me apetece fazer algo completamente diferente e aí sim, ponho-me com pesquisas e experimentações mais elaboradas. Mas no dia a dia? Nop. E nunca sinto que a minha alimentação é monótona. Para além disso, ser vegan fica mais barato. A sério. Se não desatares a comprar produtos processados vais ver que consegues poupar bastante dinheirinho com uma alimentação 100% vegetal.

A sério. É fácil. Eu nunca sequer consegui fazer uma omelete de jeito e faço montes de pratos veganos com uma perna às costas! (e com uma mão no telemóvel… hehehe)
A sério. É facil.

Tal como este pudim de chia. Há quem chame pudim de chia ou mousse de chia. Independentemente do nome, é sempre delicioso. É fácil de preparar e é super portátil para levar para o trabalho/escola/praia/whatever…
Dá para fazer com qualquer sumo de fruta e basta adaptar a quantidade de adoçante consoante a doçura natural da fruta que escolherem.
E é muitíssimo saciante e nutritivo – para ficar a saber mais sobre os benefícios da chia, espreita este post.

Ingredientes:
(se possível, biológicos)
3 colheres de sopa com sementes de chia (usei da Iswari)
1/2 cup/chávena de sumo de romã (usei o da Sonatural)
1 colher de chá de xarope de ácer (maple syrup)
1 colher de chá com raspas de casca de limão

Instruções:
~ deitar todos os ingredientes num frasco com tampa
~ mexer muito bem para que todas as sementes fiquem submersas no sumo
~ tapar o frasco e deixar no frigorifico durante cerca de 3 horas para que as sementes inchem
~ comer à colher, directamente do frasquinho

Podes juntar fruta fresca em cima do pudim, se te apetecer.

(as marcas indicadas ofereceram os produtos que usei)

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English:

If there’s something I never get tired of sharing, is this:

Being vegan is easy.

Really. It’s easy. I get so sad when people use the “it’s so difficult” excuse without even trying. It really isn’t complicated, believe me. The only hard part about being vegan is the initial change of paradigm. When we have to stop being afraid of fruit and stop thinking about veggies as the little bit of green stuff that comes with the main dish. That initial part actually demands some mental and emotional effort – we need to do our homework, research a lot of recipes, find people to follow as examples, get out of our little comfortable box and try the gigantic amount of plant based food we didn’t even know existed. Seriously, I didn’t even know 1/10 of the food I eat regularly now. That shift of perspective and mentality might require some dedication and effort, yes. But it’s a matter of habit, like most things in life.

From then on, it couldn’t be easier. I make millions of variations of the same recipe and I put together super simple but very rich meals. A lot richer than what I used to eat before I was vegan. Soups, stews, casseroles, salads, smoothies, oatmeal, energy balls, veggie burguers, pasta, rolls, etc – Raw or cooked, I use the same recipe as base and I change something every time. No rice? I’ll use potatoes. No bananas? I’ll use mango. I never go shopping in a rush at the last minute looking for that extra special ingredient. If I don’t have it, I don’t use it. Improvise and simplify, that’s my mantra. I only feel like doing something completely different 2 or 3 times every month. and that’s when I spend some time doing research and experimenting stuff. But for my daily life? Nop. And I never feel like my diet is boring. Besides, being vegan is actually cheaper. Really. Unless you have the habit of bying tons of processed food, you’ll end up saving lots of money on a plant based diet.

Really. It’s easy. I’ve never even been able to make a decent omelette and I can make lots of vegan meals in a heartbeat. (and sometimes with only one hand because… well, phone… hehehehe)
Really. It’s easy.

Just like this chia pudding. It’s super simple to make and very easy to take with you when going to work/school/beach/whatever…
You may do it with any fruit juice you want. Simply adjust the amount of sweetener according to the natural sweetness of your chosen fruit.
It’s also super satiating and nutritious. For more info on the benefits of chia seeds, please check out this post.

Ingredients:
(organic, if possible)
3 tablespoons of chia seeds (I used Iswari)
1/2 cup of pomegranate juice (I used SoNatural)
1 teaspoon of maple syrup
1 teaspoon of lemon zest

Directions:
~ put all ingredientes inside a jar with a lid
~ stir really well so that all seeds are submerged in juice
~ put the lid on and leave it in the fridge for about 3 hours so that the seeds become larger
~ eat with a spoon, straight from the jar

feel free to add more fresh fruit o top of your pudding

(the brands I named offered the products I used in this recipe)

 


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Meditação para fortalecer os chakras ~ Meditation to keep your chakras fit

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(Please scroll down for english version)

Hoje partilho aqui uma ferramenta muito valiosa no que toca a conhecer e fortalecer a nossa energia individual. Foi com a prática diária desta meditação que consegui começar a ter noção da minha energia, onde tenho bloqueios, onde tenho fragilidades e onde tenho tendência para ser mais forte. Isto foi antes de ter começado a aprender Reiki e até então tudo o que tinha a ver com energia e chakras não fazia grande sentido para mim. Já tinha partilhado isso com mais detalhes noutro post onde explico o caminho que me levou até ao Reiki.

Mas antes disso, foi através desta meditação da Belinda Davidson que tudo mudou para mim e comecei a olhar verdadeiramente para dentro. Os chakras são como uns portais de energia onde fica gravado todo o tipo de informação sobre nós, sobre todos os níveis da nossa vida. Normalmente fala-se apenas nos 7 chakras principais que existem no corpo, mas na verdade existem muitos mais. A saúde e equilíbrio dos chakras (ou falta disso) mostram as questões e as áreas da vida que mais precisamos de trabalhar para conseguirmos viver em harmonia, paz e saúde. Quando melhoramos e fortalecemos a nossa energia, isso reflecte-se na nossa saúde, nos nossos padrões comportamentais, nos relacionamentos, etc. Enfim, em tudo.

Esta meditação faz parte de um mini curso grátis que a Belinda tem no site dela. Aconselho verdadeiramente que subscrevas a newsletter dela e leias todos os capítulos do mini curso. Mas como sei que muita gente não fala inglês, tomei a liberdade de traduzir a meditação e partilhar aqui. Não te assustes com o tamanho da meditação! No fundo é bastante simples, faz-se sempre a mesma coisa só que repete-se várias vezes. Lê com atenção e depois vais ver que passado uns dias já nem vais precisar de olhar para estas indicações.

O ideal seria fazer esta meditação todas as manhãs, mas caso não seja possível, tenta fazer 2 ou 3 vezes por semana. Convém ser numa altura em que não estás a conduzir nem a fazer outro tipo de actividade, num espaço confortável, em silêncio, onde não serás incomodado.

Preparação:

Sentado, de olhos fechados, respira lenta e profundamente para a barriga. Inspiras e a barriga enche, expiras e a barriga esvazia. Repetir várias vezes, lentamente.

Leva a tua atenção para os teus pés e sente os pés a relaxar e a ficarem quentes. Quanto sentires bem isso nos pés, vai puxando essa sensação para os tornozelos, barriga das pernas, joelhos e por aí a cima. Demora o tempo que quiseres em cada parte. Vais subindo sempre até às ancas, intestinos, estômago, subindo pela coluna até aos pulmões, peito, costas, ombros, pescoço, maxilar, olhos, topo da cabeça. Sente como o calor traz um relaxamento e abertura a cada osso, músculo, tendão… sente o calor e o relaxamento a subirem pela coluna toda e a espalharem-se por todo o corpo. Continua sempre com as respirações lentas e profundas.

Quando te sentires livre de tensões, estás pronto para começar a trabalhar nos teus chakras:

Leva a tua atenção para a zona pélvica, zona das ancas e baixo ventre. É aqui o local do chakra 1, a raiz. A cor deste chakra é vermelho.

Foca-te nessa zona, enquanto respiras lenta e profundamente. Põe toda a tua atenção neste chakra, enquanto contas lentamente até 10. Agora imagina uma rosa vermelha ou um morango, imagina o vermelho a invadir o teu chakra e a preenche-lo completamente. Com cada respiração, o chakra fica cada vez mais vermelho, cada vez mais forte e tu ficas cada vez mais relaxado. Continua até conseguires ver/sentir o chakra bem colorido e forte.

Agora leva a tua atenção para a zona mesmo abaixo do teu umbigo. É ai a localização do segundo chakra, o esplénico, e a sua cor é o laranja. Foca-te nessa zona, respirando lenta e profundamente. Conta devagar até 10, sempre mantendo aí o foco da tua atenção. Agora imagina nessa zona a cor laranja, como um pôr do sol ou mesmo uma laranja. Imagina essa cor a encher e a preencher o teu chakra. Com cada respiração, a cor fica mais forte, invadindo toda a zona. Demora o tempo necessário. Com cada respiração, o chakra fica cada vez mais laranja, cada vez mais forte e tu ficas cada vez mais relaxado. Continua até conseguires ver/sentir o chakra bem colorido e forte.

De seguida, leva a tua atenção para a zona do estômago. É aqui a localização do terceiro chakra, o plexo solar. A sua cor é o amarelo. Foca-te nessa zona, respirando lenta e profundamente. Conta devagar até 10, sempre mantendo aí o foco da tua atenção. Agora imagina nessa zona a cor amarelo, como um girassol, o sol ou uma estrela. Imagina essa cor a encher e a preencher o teu chakra. Com cada respiração, a cor fica mais forte, invadindo toda a zona. Demora o tempo necessário. Com cada respiração, o chakra fica cada vez mais amarelo, cada vez mais forte e tu ficas cada vez mais relaxado. Continua até conseguires ver/sentir o chakra bem colorido e forte.

Agora vais levar a tua atenção até ao centro do teu peito, na zona do coração. É aqui que e encontra o quarto chakra, o cardíaco. A sua cor é o verde. Foca-te nessa zona, respirando lenta e profundamente. Conta devagar até 10, sempre mantendo aí o foco da tua atenção. Agora imagina nessa zona a cor verde, como um relvado, uma floresta ou a copa de uma árvore. Imagina essa cor a encher e a preencher o teu chakra. Com cada respiração, a cor fica mais forte, invadindo toda a zona. Demora o tempo necessário. Com cada respiração, o chakra fica cada vez mais verde, cada vez mais forte e tu ficas cada vez mais relaxado. Continua até conseguires ver/sentir o chakra bem colorido e forte.

E depois levas a tua atenção para a garganta, a zona do quinto chakra, o chakra laríngeo. A sua cor é o azul turquesa ou azul claro. Foca-te nessa zona, respirando lenta e profundamente. Conta devagar até 10, sempre mantendo aí o foco da tua atenção. Agora imagina nessa zona a cor azul claro ou azul turquesa, como o céu, o mar ou um cristal turquesa. Imagina essa cor a encher e a preencher o teu chakra. Com cada respiração, a cor fica mais forte, invadindo toda a zona. Demora o tempo necessário. Com cada respiração, o chakra fica cada vez mais azulinho, cada vez mais forte e tu ficas cada vez mais relaxado. Continua até conseguires ver/sentir o chakra bem colorido e forte.

A seguir vais levar a tua atenção para a zona do centro da testa, no topo do nariz, no meio das sobrancelhas. É aqui a localização do sexto chakra, o chakra da terceira visão. A sua cor é o azul indigo, um azul mais escuro e com laivos de roxo. Foca-te nessa zona, respirando lenta e profundamente. Conta devagar até 10, sempre mantendo aí o foco da tua atenção. Agora imagina nessa zona a cor azul indigo, como um céu nocturno ou amoras maduras. Imagina essa cor a encher e a preencher o teu chakra. Com cada respiração, a cor fica mais forte, invadindo toda a zona. Demora o tempo necessário. Com cada respiração, o chakra fica cada vez mais azul escuro, cada vez mais forte e tu ficas cada vez mais relaxado. Continua até conseguires ver/sentir o chakra bem colorido e forte.

Agora leva a tua atenção para o topo da tua cabeça. É aqui a localização do sétimo chakra, o chakra da coroa. A sua cor é o violeta. Foca-te nessa zona, respirando lenta e profundamente. Conta devagar até 10, sempre mantendo aí o foco da tua atenção. Agora imagina nessa zona a cor violeta, como um campo cheio de alfazema, uvas ou a flor violeta. Imagina essa cor a encher e a preencher o teu chakra. Com cada respiração, a cor fica mais forte, invadindo toda a zona. Demora o tempo necessário. Com cada respiração, o chakra fica cada vez mais violeta, cada vez mais forte e tu ficas cada vez mais relaxado. Continua até conseguires ver/sentir o chakra bem colorido e forte.

Agora leva a tua atenção para o espaço acima da tua cabeça. É aqui a localização de alguns chakras que estão fora do nosso corpo, como os chakras 8 e 9. Foca-te nessa zona, respirando lenta e profundamente. Conta devagar até 10, sempre mantendo aí o foco da tua atenção. Para limpar e fortalecer estes chakras, imagina uma bola de luz branca, bem grande e forte que vem do céu e que desce até à tua cabeça., como se houvesse um funil ou um canal por onde esta luz flui. A luz branca e brilhante desce do céu até à tua cabeça. Fica com esta imagem durante o tempo que precisares, e continua sempre a respirar lenta e profundamente.

E agora vais deixar que esta luz branca brilhante desça por todo o teu corpo e preencha cada um dos teus chakras. Primeiro o da coroa, depois desce até ao da terceira visão, depois desce mais até à garganta, passa pelo cardíaco, pelo plexo solar, esplénico e chega ao da raiz. Respira fundo enquanto sentes/vês a luz a descer e deixa que a luz permanece por alguns momentos em cada chakra, preenchendo cada um com a sua luz e brilho. E a partir da raiz, deixa que esta luz preencha também as tuas pernas, joelhos, tornozelos e pés, saindo pela planta dos teus pés e continuando a escorrer para a terra. Deixa que a luz entre bem na terra, camada por camada, ligando-te à energia calorosa e vital do centro da terra, enraizando-te.

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English:

Today I want to talk about the best tool I found to understand and get to know my own personal energy. Before I started learning Reiki, I didn’t really get the concept of energy or chakras. I shared all of this on an older post where I tell my journey that led me to become a Reiki practitioner and therapist.

Before that, the one thing I found that helped me to actually feel my energy and learn about my own fragilities, blocks or challenges was a meditation from Belinda Davidson’s site. She offers a free mini course on chakras that includes a meditation for balancing and strengthening the chakras and I highly advise everyone to read it and practice it. It was with the daily practice of this meditation that I started feeling my chakras and learning all about the wonderful guidance system that they are. Usually people only mention the 7 main chakras inside of the body but there are actually many more.

Chakras are like energy portals inside the body that record every piece of information about our life experience and even more, from all levels of our lives. The weaknesses, blocks or other types of fragility show us what areas or issues of our lives we need to work on. When we work at an energy level, we can see the improvement in all the corresponding areas, such as health, relationships, behaviour patterns, etc. It really is a life changer.

 

 

 

 

 

 


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O Batido Verde mais simples de sempre ~ The easiest Green Smoothie ever

(Please scroll down for English version)IMG_3866Não há nada como voltar ao básico, ao simples e ao fácil. É refrescante ver e saber que não é preciso nada de muito complicado para sermos saudáveis e felizes. Por isso hoje a receita é bem simples, uma homenagem ao lema “menos é mais”.

E se ainda não estás muito familiarizada com a ideia dos batidos verdes, podes inspirar-te aqui e tirar as dúvidas aqui.

Ingredientes:
2 bananas congeladas
2 cups de sumo de aipo e pepino (usei o da SoNatural)

Instruções:
~ juntar tudo numa liquidificadora e triturar até ficar cremoso, sem pedaços de banana
~ pôr num copo ou frasco e beber logo a seguir

(o sumo usado nesta receita foi oferecido)

IMG_3882English:

There’s nothing like going back to basic, to what’s simple and easy. It’s very refreshing to see and know that we don’t need a lot of complicated things in order to be healthy and happy. That’s why today’s recipe is so simple, and ode to the mantra “less is more”.

If you’re not familiarised with the concept of green smoothies, you may find lots of info about it here and a lot more inspiration here.

Ingredients:
2 frozen bananas
2 cups of cucumber and celery juice (I used the one from SoNatural)

Directions:
~ place everything in a blender and process until creamy and smooth, without nay banana chunks
~ pour it in a glass and drink it right away. Enjoy!

(the juice I used in this recipe was offered)

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Queques de manga, laranja e tâmaras ~ Mango and orange muffins with dates

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(Please scroll down for English version)

Este post de hoje vai ser como os queques – pequeno e docinho! Queria partilhar uma receita nova para agradecer todas as mensagens de parabéns que recebi.

Fiz esta receita num fim de semana, quando me deu vontade de inventar uns bolinhos para comer bem quentinhos.
O resultado foi este, queques vegan de laranja e manga, sem óleo e adoçados só com tâmaras e fruta.

Ficam fofinhos e comem-se num piscar de olhos! Fiz com manga mas um dias destes vou experimentar com banana… cheira-me que também devem ficar muito bons.

Ingredientes:
(se possível biológicos)

1 cup/chávena de farinha de espelta
1 cup/chávena de flocos de aveia integrais
1/2 cup/chávena de sumo de manga e laranja (usei da SoNatural)
1/2 cup/chávena de puré de maçã
1/2 cup/chávena de leite de arroz (sem açúcar)
1/3 cup/chávena de manga
70g de pasta de tâmaras
1 colher de sopa de melaço de cana
1 colher de sopa com raspa de laranja
1 colher de sopa de fermento
1 colher de chá de bicabornato de sódio
1 pitada de sal

Instruções:
~ usar um processador de comida e triturar o leite com o sumo, melaço de cana, pasta de tâmaras, manga e puré de maçã. Quando já não se vir pedaços grandes da pasta de tâmaras, está pronto.
~ numa taça misturar bem os ingredientes secos: farinha, flocos, raspa de laranja, bicarbonato, fermento e sal
~ juntar o líquido já triturado à taça com os ingredientes secos e misturar até não haver nada seco.
~ distribuir a mistura pelas formas de queques
~ deixar no forno a 150ºC durante 15 a 20 minutos, ou quando o teste do palito mostrar que já está pronto.

Esta receita deu 8 queques pequenos

(O sumo usado nesta receita foi oferta)

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English:

Today’s post will be just like these muffins – short and sweet! I wanted to share a new recipe to thank you all for the birthday wished.

I experimented with this recipe the other weekend, when I was craving something warm and sweet. This was the result, mango and orange vegan muffins, sweetened only with fruit and dates and free from oil. 

They are moist and disappear fast! I used mango but one of these days I’ll try it with banana because I’ve got a feeling it will turn out great as well.

Ingredients:
(organic if possible)

1 cup of spelt flour
1 cup of whole oats
1/2 cup of mango and orange juice (I used SoNatural)
1/2 cup of apple sauce
1/2 cup of rice milk (unsweetened)
1/3 cup of mango
70g of date paste
1 tablespoon of blackstrap molasses
1 tablespoon of orange zest
1 tablespoon of baking powder
1 teaspoon of baking soda
1 pinch of salt

Directions:
~ Use a food processor and blend the mango with the juice, milk, apple sauce, date paste and molasses. It will be ready when you cannot see pieces of date paste.
~ Mix in a bowl all the dry ingredients: flour, oats, baking soda and powder, salt and orange zest
~ Pour the liquid mixture into the bowl with the dry ingredients and mix everything until nothing is dry.
~ Pour the dough into the little muffin shapes
~ Leave it in the oven at 150ºC for about 15/20 minutes or when the toothpick comes out clean

This recipe gave 8 small muffins

(The juice I used for this recipe was an offer)


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Como anda a tua vida romântica e sexual? ~ How’s your romantic and sex life?

(Please scroll down for english version)IMG_3175

Como anda a tua vida romântica e sexual?

Vem aí um dia muito complicado para muita gente… o dia de S Valentim. Vivemos numa sociedade em que nos ensinam que a chave da felicidade anda por aí nas mãos de outra pessoa que nos irá completar. E se não a encontramos é porque há algo de errado connosco. Mas a verdade não poderia ser mais diferente… a relação mais importante da tua vida é a relação que tens contigo própria. É essa a porta para existir equilíbrio e harmonia em todas as outras relações.

Há muitas causas para bloqueios românticos, bloqueios sexuais ou desequilíbrios de vários tipos nas relações amorosas.
Desde medos, traumas, experiências passadas negativas, crenças ou padrões negativos (que vêm da nossa família, educação, cultura, geração, etc), apego a relações que já terminaram, ligação à energia de namorados antigos, falta de amor próprio, falta de valorização pessoal, expectativas irrealistas, ansiedade, desequilíbrio interior entre energia feminina e masculina, incapacidade de receber, etc etc…

Tudo isso está “gravado” na nossa energia, assim como tudo o que nos acontece e nos vai moldando ao longo da vida, mesmo o que aconteceu quando ainda nem tínhamos consciência de sermos quem somos. Tudo o que a nossa alma traz dos tempos de que nem nos conseguimos lembrar e também o que traz do subconsciente colectivo. E tudo o que está na nossa energia é reflectido em todos os níveis da nossa vida – físico, emocional, mental e espiritual.
E é por isso que o trabalho energético como o Reiki se torna tão eficaz e interessante – porque trabalha ao nível da raiz do problema e não apenas ao nível dos sintomas.

Mas o Reiki não é uma pílula milagrosa que faz desaparecer todos os nossos problemas num piscar de olhos. Não quero assustar ninguém e digo isto apesar de considerar que o Reiki é sempre benéfico e útil. Posso dizer que há poucas coisas que me dêem tanto prazer quanto receber energia Reiki – é como estar no meu pedaço de céu… a calma, a paz, o amor… É uma sensação incomparável e que não conseguiria imaginar antes de ter experimentado.

Mas que se desengane quem acha que o Reiki é para os preguiçosos. E sim, é verdade que algumas questões podem ficar resolvidas logo na primeira consulta e saímos da sessão a sentir logo que algo está diferente. Mas no que toca a transformação profunda e duradoura, é preciso consistência e compromisso com a evolução interior. O Reiki é uma terapia que, na minha opinião, exige coragem e também vontade genuína, disponibilidade, aceitação do lado sombra, consciência e paciência. É um trabalho simples mas profundo e quando nos dedicamos a ele, somos recompensados com a nossa verdadeira transformação.

Por isso volto a perguntar: Como anda a tua vida romântica e sexual?

Se tens vontade de sair de ciclos repetitivos, negativos e frustrantes e queres ser a criadora da tua própria vida, está na hora de marcar a tua primeira sessão de Reiki.
Estou à distância de uma mensagem e fico à tua espera!
(E espero que tenhas um feliz dia de S.Valentim, independentemente do teu estado civil) ❤️

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ENGLISH:

How’s your romantic and sex life?

Tomorrow is a tough day for many people… Valentine’s day. We live in a society where we are taught that the key to happiness is somewhere out there, in somebody else’s hands and that person will complete us. And if you haven’t found that person, then something must be very wrong with you. But that couldn’t be farther from the truth… the most important relationship in your life is the relationship you have with yourself. That’s the door to having balance and harmony in all of your relationships.

There are many causes to romantic or sexual blocks or even imbalances. From fears, trauma, negative past experiences, negative patterns or beliefs (conscious and unconscious, that come from our family, education, culture, generation and so on), attachments to former relationships and former lovers, lack of self love, lack of personal value, unrealistic expectations, anxiety, inner imbalances of male and feminine energies, inability to receive, and so on…

All of that is “recorded” in one’s energy, along with everything that ever happened and shaped that person, even what happened when there’s no personal conscience of being a person. Everything the soul brings from times we can’t really recall and even everything it brings from the collective subconscious. And what is in your energy can be reflected in all areas of your life – physically, emotionally, mentally and spiritually.

And that is why energetic work such as Reiki is so interesting and effective – because it works at the level of the root of the problem and not only at the level of the symptoms. But Reiki is not a magical pill that will make all your problems disappear in an instant. I don’t want to scare anyone and I say this even though I consider Reiki to be useful and positive for everyone. I can honestly say that there are very few things that give me more pleasure than to receive Reiki energy – it’s like being in my little slice of heaven… the peace, the calm, the love… It’s a feeling I can’t really compare to anything else and I couldn’t even imagined it before I tried it for the first time.

But let me assure you that Reiki is not for the lazy, And yes, some issues may require only one session for you to feel a shift, but when it comes to deep and lasting change, we need consistency and commitment to your inner evolution. In my opinion, Reiki is a therapy that requires courage, true will, being available, accepting your shadow side, mindfulness and patience. It’s a simple but very deep work and when we are truly dedicated to it, we can be rewarded with true transformation.

So I’ll ask you again: how’s your romantic and sexual life?

If you are ready to end repetitive, negative and frustrating cycles and wish to take charge of the creation that is your life, then it might be time to schedule your first Reiki session. I am one message away and I’ll be waiting for you.

I wish you a beautiful Valentine’s day, regardless of your relationship status. ❤️

 


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Leite dourado com curcuma e gengibre ~ Golden milk with turmeric and ginger

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“Sou a guardiã da minha irmã. A bruxa, bruja, curandeira, mãe, irmã, filha, amante, artista, criativa, cabra, mulher selvagem, visionária, deusa. Transcendendo o tempo e o espaço. Reclamando o meu poder e as linhas de sangue de magia dos céus e da terra. Eu venho da lama e do sangue, jóias e ossos, lua e sol. Eu sou os segredos, a esperança e os sonhos da minha avó. Adorno-me de luz e de sombras. Mas não confundam a minha carne ou a minha aparência terrena por vaidade, porque tudo o que eu faço é deliberado, eu caminho em gratidão pelos que vieram antes de mim. A minha embarcação é antiga, esta pele lembra-se de nascer através do cosmos e de ascender da profundidade dos mares. Não confundam a sua suavidade, vulnerabilidade, sensibilidade, compaixão, amor, resiliência ou silêncio por fraqueza. Eu nasci do fogo e da lava, da morte e do declínio. Uma caçadora, uma guerreira, não uma preocupada.”  ~  I am my sisters keeper, B. Luna

Consegues ler isto sem ficar tocada por toda esta energia feminina, sagrada, ancestral, poderosa?
Para mim nada define tanto uma mulher assim como a sua capacidade de se conhecer como fonte do poder criativo da vida; a sua capacidade de se curar a si própria, usando aquilo que a natureza oferece, usando os seus conhecimentos de energia e práticas de atenção plena e, claro, tendo como guia a sua intuição e conhecimentos quase tão antigos como a Terra.

Conhecer as propriedades naturais de ervas, frutas, legumes e flores é um grande aliado para este tipo de caminho. Infelizmente tem-se perdido muito deste conhecimento que antes passava organicamente de geração em geração.

Hoje partilho a receita para fazer o leite dourado, uma bebida da tradição Ayurvédica e bem antiga. É uma bebida muito simples mas que tem a capacidade de proteger e revigorar o sistema imunitário, assim como criar calor interior, o que é muito importante para manter a vitalidade, especialmente na época do frio.

(Para ficarem com mais informação sobre alguns dos ingredientes usados, basta clickar no seu nome.)

Ingredientes:
(se possível, biológicos)
1 chávena de leite vegetal sem açúcar
1 colher de chá com curcuma em pó com pimenta preta (uso da Iswari)
1/4 colher de chá de gengibre fresco, cortado bem fininho
1 pitada de canela em pó

Instruções:
~ usar uma panelinha pequena e aquecer o leite com todos os ingredientes
~ ir mexendo muito bem até ficar com a temperatura desejada
~ para ficar com bastante espuma, podes mexer vigorosamente com uma colher ou usar uma vareta. Também podes por o leite numa liquidificadora e processar durante uns segundos.
~ servir quentinho e beber assim. Se desejares podes acrescentar uma pitada de canela por cima.

IMG_3019ENGLISH:

“I am my sisters keeper. The witch, bruja, healer, mother, sister, daughter, lover, artist, creative, bitch, wild woman, visionary, goddess. Transcendent of time and space. Reclaiming power, and ancestral blood lines of magic from the heavens and the Earth. I come from dirt and blood, jewels and bones. moon and sun. I am my grandmother’s secrets, hopes, and dreams. I adorn myself in light and shadows. But do not mistake my flesh nor my worldly appearance for vanity, for everything I do is deliberate, I walk in gratitude for the ones who’ve come before me. My vessel is ancient, this skin remembers being birthed through the cosmos and rising out of the depths of the sea. Do not mistake her softness, vulnerability, sensitivity, compassion, love, resilience or silence for weakness. I am birthed of fire and lava, of death and decay. A huntress a warrior, not worrier.” ~ I am my sisters keeper, B. Luna

Can you read this without being touched by this feminine energy? Divine, ancient, powerful feminine energy…
To me, nothing defines such a woman like her knowledge that she is the source of life’s creative power; her ability to heal herself, using what nature provides, using her own knowledge of energy and mindfulness practices, and of course, having her intuition as her guide, alongside with wisdom as old as the earth itself.

Learning about herbs, fruits, vegetables and even flowers is a great ally to walk such a path. Unfortunately a lot of that knowledge has been lost, and is no longer passed along to the newer generations.

Today I’m sharing a recipe for golden milk, an ancient drink that comes from the Ayurvedic tradition. It’s a very simple drink but it has the power to invigorate and protect the immune system, as well as the power to create inner heat, which is key to maintain one’s vitality, specially during the colder months.

(If you wish to learn more about some of these ingredients, simply click on their names)

Ingredients:
(organic, if possible)
1 cup of plant based milk (sugar free)
1 teaspoon of turmeric powder with black pepper (I use Iswari)
1/4 teaspoon of freshly grated ginger
1 dash of cinnamon

Instructions:
~ put everything in a small pan on medium heat
~ stir with a spoon until it achieves your desires temperature
~ if you want if extra foamy, use a frother or put everything in a blender and blend for a few seconds
~ serve it in a cup while it’s hot. If you wish you may add a dash of cinnamon on top.


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Panquecas de espelta e frutos vermelhos ~ Spelt pancakes with berries

(Please scroll down for english version)

“Um homem só se aproxima do seu eu verdadeiro quando atinge a seriedade de uma criança que brinca”. ~ Heráclito

A altura das festas do Natal é provavelmente a altura em que quase todos nós nos sentimos mais ligados à nossa criança interior. E que bom seria se conseguíssemos nutrir e cuidar dessa relação tão importante todo o ano… Tenho andado a tentar fazer exatamente isso e, no outro dia, dei por fim com desejos de começar o fim de semana de pijama na cozinha a fazer panquecas! Sim, panquecas!! Logo eu que raramente como fritos e nunca, mas nunca cozinho nada numa frigideira!

Mas deixei-me guiar por esse desejo e dei asas à criatividade… Como podem ver pelas fotos, não tenho mesmo prática nenhuma a fazer panquecas e a minha técnica precisa de ser aperfeiçoada e muito! Mas apesar de terem ficado feiosas, estas panquecas ficaram uma verdadeira delícia. O truque aqui foi usar o leite de amêndoas da SoNatural que também tem fruta e fica bem espesso mas muito levezinho. Já tentei esta receita com outros leites e não tive tanto sucesso, por isso aconselho mesmo a usarem este. Espero que gostem tanto quanto nós gostámos!IMG_2626Ingredientes:
(se possível, biológicos)

1 cup/chávena de farinha de espelta
1 cup/chávena de leite de amêndoas com frutos silvestres da SoNatural
2 colheres de sopa de xarope de ácer (ou açúcar de côco)
2 colheres de chá com fermento em pó
1 mão cheia de frutos silvestres (frescos ou congelados)
pitada de sal

E óleo de côco para fritar

Instruções:
~ misture a farinha, fermento, xarope de ácer, sal e leite numa taça grande
~ ponha uma frigideira ao lume médio e deite uma colher de óleo de côco para derreter até ficar bem quente
~ use a cup/chávena de 1/4 para deitar a massa na frigideira. Logo de seguida, junte meia dúzia de frutos silvestres por cima da panqueca
~ deixe fritar durante cerca de 3 minutos de cada lado da panqueca. Use uma espátula para virá-la para fritar bem dos 2 lados.
~ antes de voltar a pôr massa para mais uma panqueca, verifique se precisa de adicionar mais óleo. Faça sempre isto entre cada panqueca
~ servir num prato e adicionar por cima mais frutos silvestres e xarope de ácer a gosto

Esta receita deu 6 panquecas. O leite usado foi oferta da So Natural.

English:

“Man is mostly himself when he achieves the seriousness of a child at play” ~ Heraclitus

Christmas is probably the time of the year when most of us feel more connected to our inner child. And how great would it be if we could nurture that relationship all year long? I’ve been trying to engage more with my inner child and a few weeks ago I found myself craving pancakes! Yes, pancakes! Me, of all people! The person who almost never eats fried food and never ever cooks with frying pans! But I allowed myself to follow that desire and opened up my creativity. And so I started my saturday in my pjs making pancakes in the kitchen…

As you can see in the photos, I’m really not used to making pancakes and my technique needs to be improved… a lot! But despite being ugly, these pancakes turned out delicious. The trick here is using the almond milk from SoNatural because it also has fruit in it. It’s quite thick but very light and it works perfectly for this recipe. I’ve tried other plant based milks and didn’t have much success. I hope you enjoy it as much as we did!IMG_2626Ingredients:
(organic, if possible)

1 cup of spelt flour
1 cup of almond milk with berries from SoNatural
2 tablespoons of maple syrup (or coconut sugar)
2 teaspoons of baking powder
1 handful of mixed berries (fresh or frozen)
a dash of salt

And coconut oil for frying

Directions:
~ use a large container and mix the flour with the maple syrup, baking powder, salt and milk
~ put a large frying pan in medium heat. Add a bit of coconut oil and wait until it gets really hot
~ use the 1/4 cup to pour the pancake dough on the pan. Then add a few berries on top of the pancake
~ let it fry for about 3 minutes on each side of the pancake. Use a spatula to take it out of the pan
~ before pouring the dough for the second one, make sure the pan has enough oil. Add more oil whenever needed and always check between each new pancake
~ serve on a plate and add more berries and maple syrup on top of the pancakes

This recipe gave me 6 pancakes. The milk I used was offered by SoNatural