The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Conhece a tua energia ~ Get to know your energy

chakras

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

No outro dia, a meio de uma conversa facebookiana sobre energia, alguém me perguntou se testes online eram uma boa opção para aprender sobre o estado dos seus chakras. Para quem não sabe, os chakras são portais de energia que existem no nosso corpo (e não só), cada um com uma vibração específica, correspondendo a certas questões físicas, mentais, emocionais e espirituais.
Deixo aqui a minha resposta, porque penso que poderá ser útil para mais alguém:

Melhor do que qualquer teste é aprenderes a sentir e conhecer os teus chakras para ganhares consciência da tua energia e a conseguires trabalhar intencionalmente. Por muito que se leia/fale sobre chakras, eles só melhoram quando os trabalhamos com consistência.
Podes praticar uma meditação como esta:
Fecha os olhos e respira profunda e lentamente, para a barriga.
Vai-te focando num chakra de cada vez (podes pôr as mãos no local se te ajudar) – começa na coroa e desce até à raiz, devagarinho. Podes ir ainda até ao centro da terra e depois puxar essa energia para ti. Volta à raiz e torna a subir até à coroa. Podes começar por fazer 3 minutinhos em cada chakra, por ex. Podes tentar visualizar as cores respectivas de cada chakra, se te ajudar. Visualiza a cor do chakra no local do chakra a rodopiar em espiral no sentido do relógio.
Coroa (topo da cabeça) – lilás, terceira visão (meio da testa, acima do nariz) – azul indigo, garganta – azul claro, cardíaco – verde ou rosa, plexo solar (estômago) – amarelo, esplénico (abaixo do umbigo) – laranja, raiz (ancas) – vermelho.
Quando te concentras em sentir cada um, pergunta à tua energia como está esse chakra – cria uma relação com a tua intuição para perceberes como ela funciona melhor para ti – pode ser por imagens, sensações, pensamentos, sons, etc.

Vai notando as diferenças ao longo dos dias – sente/vê onde há bloqueios; onde está alargado demais; onde nem consegues sentir nada. Trabalha-os com uma intenção bem definida.
E vai trazendo a tua atenção para a tua energia durante cada dia em vez de andares em piloto automático.
Quando tens problemas/desafios no teu dia a dia, leva a tua atenção para dentro de ti – onde no teu corpo sentes as reacções às emoções? Onde te sentes a expandir e onde te sentes a contrair? Começa a reparar se há padrões, questões que se repetem, sintomas diferentes para o mesmo problema, vai até à raiz das questões.

Quando mudamos a nossa energia, tudo começa a mudar. O que está no subconsciente e precisa de ser trabalhado a um nível consciente, virá ao de cima.
O Reiki também é uma terapia óptima para o auto conhecimento a nível energético. Se quiseres aprender aconselho vivamente os cursos do João Magalhães.

É um trabalho para a vida toda, mas vale muito a pena.

Para quem quiser aprender mais sobre este tema, aconselho os seguintes livros:
Anatomia do Espírito ~ Caroline Myss (chakras)
Frequência – Penney Pierce (energia)
E ainda o mini curso online grátis da Belinda Davidson (em inglês)

chakras

(ENGLISH)

The other day I was having a conversation on facebook about energy and somebody asked me if doing an online test would be a good way to get to know the condition of her chakras. In case you don’t know, chakras are energy portals in the body, each with a specific vibration and connected to certain physical, mental, emotional and spiritual issues.
I decided to leave my answer here because I thought it could be useful to somebody else:

Better than doing any online test is to learn how to feel and know your chakras in order to gain awareness about your energy. That way you’ll be able to work your energy intentionally. It doesn’t matter how much time we spend talking or reading about chakras. Our energy only improves when we work on it consistently.
You may practice a meditation like this one:

Close your eyes, breathe deeply and slowly to your belly.
Focus on one chakra at a time and you may even place your hands in the area of the chakra, if it helps you. Start at the crown chakra and slowly bring your attention all the way down to the root. You may even imagine going down to the center of the earth and then bringing its energy back to you. And then go up, one chakra at a time, until you reach the crown again. Start by spending about 3 minutes in each chakra, for example. Try to visualize the colour of the chakra moving in spirals, clockwise. Crown (top of the head) – purple, third eye (middle of the forehead, between the eyes) – indigo blue, throat – light blue, heart – green or pink, solar plexus (stomach) – yellow, sacral (bellow the belly button) – orange, root (hips) – red.

When you focus on each one, ask your energy about the state of that chakra. Start creating a relationship with your intuition and learn how it communicates with you – it could be through images, thoughts, sensations, sounds, and so on.

Start noticing the differences that occur throughout the days – feel/see where there are blocks; where the energy is to spread out; where you can hardly feel anything. Work on it with a well defined intention. And bring your awareness to your energy every day instead of going about things in a auto-pilot mode. When you have a problem/challenge in your everyday life, where in your body do you feel the reaction to your emotions? Where do you feel expanding or contracting? Start paying attention to patterns, recurrent issues, different symptoms to the same problem, get to the root of it.

When we change our energy, everything starts to shift. Whatever is in our subconscious mind and needs to be dealt with at a conscious level, will rise to the surface.
Reiki is a great therapy for self knowledge at a energetic level. It’s the type of work that lasts a lifetime, but it sure is worth it.

If you want to learn more about this theme, check out these books:
Anatomy of the spirit – Carolina Myss (chakras)
Frequency – Penney Peirce (energy)
and this free online mini course by Belinda Davidson

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Meditação para enraizamento ~ Meditation for grounding

grounding

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Quem me conhece já me deve ter ouvido falar de enraizamento. É algo que nos beneficia imenso e que é super natural e normal. Pode parecer algo meio esotérico mas está longe disso.
Quando andamos stressados, assoberbados com emoções ou pensamentos, deprimidos por pensar demasiado no passado ou ansiosos por tentar controlar o futuro – quando estamos num estado deste género – temos tendência para perdermos a ligação com o nosso corpo e com o aqui e agora. É como se perdêssemos a nossa âncora e começássemos a andar á deriva.

De repente entramos em piloto automático e chegamos ao fim do dia com a sensação que foi uma correria mas nem nos lembramos bem do que se passou.

Parece que andámos o dia todo a flutuar algures sem saber muito bem como. Guiamos sem nos lembrarmos do caminho que percorremos, reagimos sem ter consciência do que nos provoca, comemos 1 quilo de pipocas sem sequer dar por nada, tropeçamos, deixamos cair coisas das mãos, etc. São muitas as maneiras em que este estado energético se manifesta no nosso dia a dia. Quanto mais sensível a pessoa, maior a tendência para isto acontecer.
Enraizar ajuda-nos a fortalecer a ligação que temos com o nosso corpo, o nosso veículo físico, e ajuda-nos a estar completamente presente no momento. Aqui e agora. Ajuda-nos a trazer a nossa atenção plena para o que se passa no nosso corpo, o que estamos a pensar e a sentir. E a partir daí tudo se cria e se desenvolve de uma maneira muito mais calma, atenta, intencional e até mais produtiva.

Uma das melhores maneiras de enraizar é passar tempo na natureza, se possível de pés descalços. Andar ou deitar na relva e na areia, tocar em flores, árvores, mexer na terra, apanhar sol, etc.

Quando não é possível sair de casa, uma das técnicas para enraizar é praticar este tipo de meditação:

Sentada, de olhos fechados, de costas direitas e pés bem colados ao chão.
Respiração lenta e profunda, sempre feita pelo nariz. Podes colocar as mão junto ao umbigo para te ajudar a respirar para a barriga.
Inspira, a barriga aumenta como um balão, expira e a barriga encolhe. (Quando meditamos devemos sempre praticar uma meditação abdominal e não uma respiração superficial que fica só no peito. Esse tipo de respiração aumenta as tensões.)

Após algumas respirações, começa por sentir bem as palmas dos pés no chão. Sente como é o chão debaixo dos pés e se tens os palmas completamente coladas ao chão. Sente a textura, a temperatura, etc.
Depois imagina que estás dentro de uma árvore – o teu corpo é o tronco da árvore, que vem desde os pés até lá ao alto, por cima da tua cabeça. Quanto mais usares a imaginação, melhor. Imagina como é o tronco – a cor, a textura, se é largo, fino, comprido ou curto. Imagina os ramos por cima da tua cabeça com as folhas, as flores ou frutos.
Percorre todo o tronco e chegas novamente aos pés, onde começam as raízes da árvore. Imagina as tuas raízes que nascem nos teus pés e vão descendo pela terra, camada por camada, onde bebem água e recebem a nutrição de que precisam. As raízes continuam a ir por aí abaixo, furando a terra e percorrendo metros e quilómetros até chegarem ao centro da terra, onde há uma bola de fogo como se fosse um sol. As tuas raízes ligam-se a essa bola. Sente essa energia a emanar do centro da terra, vê a cor dessa bola. Deixa que essa energia e essa cor comecem a subir pelas tuas raízes a pouco e pouco até chegar aos teus pés. E sente nos teus pés essa energia.
Agora deixa que ela continue a subir pelas pernas, joelhos, ancas, barriga, pulmões, costas, coração, braços e cabeça. Vê e sente todo o teu corpo coberto por essa cor e essa energia. Podes ficar aqui o tempo que desejares.
Respira fundo mais umas vezes e, quando quiseres, abre os olhos.

Esta meditação pode ser feita num instantinho ou pode ser longa, como quiseres ou precisares. Podes fazer em 2 minutinhos, na casa de banho do escritório, antes de uma reunião, por ex. Espero que gostes e que te seja útil. Beijinhos e boa semana!

grounding

ENGLISH:

If you know me It’s quite possible you’ve heard me talk about grounding. It’s something that really benefits everyone and it’s very normal and natural. It may sound a bit esoteric but I assure you it’s not.

When we’re stressed out, overwhelmed with emotions or thoughts, depressed for thinking too much about the past or anxious for trying to control the future – when we are in such a state – we have the tendency to lose the connection with our body and with being right here right now. It’s like loosing your anchor and starting to float adrift. All of a sudden, we are operating from an auto pilot mode and we get to the end of the day with the feeling that we’ve been running around all day but and can’t quite recall exactly what we did. It’s like we’ve been floating around somewhere without even realising it.

We drive without remembering the roads we passed by, we react without being aware of what is triggering us, we stumble and trip, stuff keeps falling from our hands, we eat 1 pound of popcorn without even noticing it and so on. There are many ways in which this energetic state manifests itself in our body and our daily life. The more sensitive a person is, the more it will happen.

Grounding helps us to strengthen the connection we have with our body, our physical vessel, helping us to be completely present in the moment. Here and now. It helps us bring our full awareness and attention to what’s going on with our body, what we are thinking and feeling. And from that point on everything unfolds in a much peaceful, focused, intentional and even productive fashion.

One of the best ways to ground yourself is to spend time in nature, barefoot if possible. Walking or lying on the grass, touching and smelling flowers, trees, getting your hands dirty with soil, sunbathing and so on.

When it’s not possible to go outside, one of the best techniques to use is this type of meditation: 

Sitting down, eyes closed, with your back straight and feet firmly planted on the ground. Breathe slowly and deeply, always through your nose. You may place your hands on your navel, to help you breathe to your belly. Inhale, the belly expands like a ballon, exhale and the belly shrinks. (when we meditate we should practice abdominal breathing instead of shallow breathing only in the chest. That type of breathing creates even more tension)

After breathing for a few times, bring your attention to your feet. How it feels to touch the ground, how your feet are planted, what is the texture of the floor, the temperature and so on.
Then imagine you are inside a tree – your body is the trunk, from your feet all the way up, above your head. The more you use your imagination, the better. Imagine how the trunk looks like – the colour, the texture, if it’s thin or wide, short or tall. Imagine the branches above your head with the leaves, flowers or even fruit.

And now go all the way to your feet again, where your roots start growing on your feet and go all the way into the earth, bit by bit, layer after layer, mile after mile. The roots drink water and receive nutrition through the soil. Keep following your roots deeper and deeper to the center of the earth, where there is a big ball of fire just like the sun. Your roots touch that ball and connect with it. Feel that energy coming from the center of the earth, see the colour of that ball.

Let that energy come up slowly through your roots, until it reaches your feet. feel that energy in your feet. And now allow the energy to come up through your legas, knees, hips, belly, back, lungs, heart, arms and head. Feel that energy and see that colour all over your body. You may stay here as long as you want.
And after a few more times breathing slowly, when you want, open your eyes.

This meditation can be done in just a few of minutes or you can take a lot longer, depending on what you need or want. You can do it in a couple of minutes before a meeting, in the bathroom of your office, for example.
I hope you enjoy it and I hope it’s useful! Have a great week!


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Como fazer uma taça de batido (cru, vegan) ~ How to make a smoothie bowl (raw, vegan)

(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Ultimamente tenho partilhado muito no Instagram as fotos das minhas taças de batido e lembrei-me de explicar aqui com mais detalhe para que possam ver como é fácil preparar uma refeição como esta.

Faço pelo menos 1 vez por dia e desenvolvi um método bastante simples porque não gosto de gastar muito tempo a preparar o que vou comer.

Base:

A base para as minhas taças de batido são bananas congeladas porque este é o meu combustível preferido. Não vale a pena ter medo das bananas porque não criam prisão de ventre nem engordam, ao contrário do que acreditei quase a vida toda (mais info sobre isso aqui). As bananas dão-me imensa vitalidade de um modo sustentado e calmo. Eu prefiro congeladas porque fica mais cremoso e com um sabor bem mais suave. Tenho sempre várias caixas no congelador com bananas – podem ver aqui como faço, passa o passo.

E depois adiciono apenas mais uma outra fruta diferente, consoante o que houver em casa. Também dá para juntar um vegetal (espinafres, couve, beterraba, etc) mas eu tenho andado a preferir guardar os vegetais para outras refeições.

Costumo juntar só um bocadinho de água ou água de côco. Cerca de 1/2 cup/chávena ou menos, se possível. Mas se preferirem, também podem usar leites vegetais, desde que não tenham sabores ou açúcar adicionado.

Nutrição extra:

Eu gosto de começar o dia com superalimentos porque me ajudam a lidar com o stress, são um bom suporte para o sistema hormonal e sistema imunitário e até dão mais energia. Costumo usar só 1 ou 2 de cada vez.

Os meus preferidos neste momento são a ashwaganda em pó, cogumelos reishi, erva de cevada e spirulina. (para saber mais sobre cada um, basta clickar no nome). Também gosto de juntar melaço de cana mas ponho só em cima do batido porque senão a liquidificadora fica toda colada.

Gordura boa:

Quando sinto que preciso de um pouco mais de gordura nesta refeição, junto sementes de cânhamo ou frutos secos (oleaginosas) previamente demolhados. Também dão mais textura ao batido e gosto de trincar os pedacinhos mais duros. Também podem usar côco ralado, por exemplo. Podem juntar estes ingredientes quando trituram a base ou podem polvilhar por cima do batido.

Decoração:

Podem utilizar pedaços de fruta fresca, amoras brancas secas, granola ou as sementes e  oleaginosas que já mencionei.

Preparação:

Basta pôr os ingredientes para a base (e superalimento que quiserem)  numa liquidificadora  ou robot de cozinha e triturar tudo até ficar bem cremoso, sem pedaços. Depois é só deitar numa taça grande e polvilhar com os ingredientes que quiserem usar para a decoração. Comer com colher e desfrutar muito!

Deixo aqui alguns exemplos de taças de batido bem simples para que se possam inspirar. Adaptem as quantidades às vossas necessidades físicas e nutricionais.

Base: 3 bananas congeladas, 1 chávena de amoras, 1 colher de chá de reishi em pó, 1/2 chávena de água. Em cima: sementes de cânhamo, bagas goji.IMG_9157Base: 3 bananas congeladas, 2 maçãs, 1 colher de chá de spirulina, 1/2 chávena de água. Em cima: mais maçã fatiada, amêndoas (demolhadas) e sementes de cânhamo.IMG_8880Base: 3 bananas congeladas, 1 manga pequena, 1 colher de chá de ashwaganda, 1 colher de chá de erva de cevada. Em cima: amêndoas (demolhadas), sementes de cânhamo e melaço de cana. IMG_9232Base: 4 bananas congeladas, 2 chávenas de morangos, 1 colher de maca em pó, 1/2 chávena de água. Em cima: amêndoas (demolhadas), goji e sementes de cãnhamo.IMG_8821Base: 3 bananas congeladas, 1 chávena de mirtilos, 1 colher de chá de ashwaganda em pó, 1 colher de chá de reishi, 1/2 chávena de água de côco. Em cima: mais mirtilos, sementes de cânhamo e bagas goji.FullSizeRender-3

ENGLISH:

Lately I’ve been sharing a lot of photos of my smoothie bowls on Instagram, I thought I could explain with a bit more detail how I prepare them so you can see how easy it is to have a meal like this.

I have a smoothie bowl almost once a day and I have a very simple method because I don’t like to spend a lot of time preparing my meals.

Base:

The base for my smoothie bowls is frozen bananas because it’s my favourite fuel. There’s no need to be afraid of bananas because they don’t make you fat or cause constipation, like I believed for so many years (more info on that here). Bananas give me a lot of vitality in a very calm and sustained way.  I choose to freeze them because the smoothies turn out a lot creamier and the flavour is a lot softer like this. I always have several boxes of frozen bananas in my freezer. You can see how I do it right here.

And then I just add one more type of fruit, depending on what is available at my house that day. You can also add some vegetables (spinach, kale, beet, etc) but lately I prefer to save my veggies for other meals.

I use water or coconut water and just a little bit – about 1/2 cup or less. You may also use plant based milk, but make sure it doesn’t have any added sugar or flavours.

Extra nutrition:

I like to start my day with super foods because it helps me to deal with stress, boosts my hormonal and immune systems and can even give me more energy. I usually add 1 or 2 at once. My current favourites are ashwaganda, reishi mushrooms, barley grass and spirulina.  (To learn more about each one, just click on its name). I also like to add blackstrap molasses but I wait and only add it on top of the smoothie bowl, otherwise my blender gets really sticky.

Good fat:

When I feel like I could use an extra bit of good fat with my meal, I simply add nuts or seeds (previously soaked). It also gives more texture to the smoothie and I enjoy biting the tiny pieces. You an also use shredded coconut, for example. You may add these ingredientes as toppings or you may blend them with the base.

Toppings:

Just add more fresh fruit, dried mulberries, granola or the nuts and seeds I’ve mentioned before.

Directions:

Put all your ingredients for the base (and superfoods if using any) in a blender or food processor and blend until it reaches a creamy consistency. Pour the smoothie into a large bowl and add your chosen toppings. Eat with a spoon and enjoy!

I’ll just leave you here with a few suggestions to get you inspired. Please adjust the sizes according to your needs.

Base: 3 frozen bananas, 1 cup of berries, 1 teaspoon of reishi powder, 1/2 cup of water. Toppings: goji and hemp seedsIMG_9157Base: 3 frozen bananas, 2 apples, 1 teaspoon of spirulina, 1/2 cup of water. Toppings: sliced apple, soaked almonds and hemp seeds IMG_8880Base: 3 frozen bananas, 1 small mango, 1 teaspoon of ashwaganda, 1 teaspoon of barley grass. Toppings: soaked almonds, blackstrap molasses, hemp seedsIMG_9232Base: 4 frozen bananas, 2 cups of stawberries, 1 teaspoon of maca powder, 1/2 cup of water. toppings: soaked almonds, goji berries, hemp seedsIMG_8821Base: 3 frozen bananas, 1 cup of blueberries, 1 teaspoon of ashwaganda, 1 teaspoon of reishi, 1/2 cup of coconut water. Toppings: more blueberries, goji berries and hemp seedsFullSizeRender-3


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Registo do workshop delícias saudáveis ~ Photos from my workshop

Olá a todos!

No passado domingo aconteceu a segunda edição do workshop delícias saudáveis e foi uma tarde muito deliciosa! Foi uma partilha muito interessante com participantes de várias idades, vários backgrounds e vários interesses, mas todos com a mesma motivação: aliar a saúde ao sabor!

Fiquei muito feliz com a oportunidade de conhecer toda a gente ao vivo e a cores. Espero que tenha sido tão inspirador para todos os participantes quanto foi para mim!

Hoje deixo-vos com o registo fotográfico deste workshop que é da autoria da Ágata Trancoso. (Muito obrigada pelas fotos tão giras ~ ainda não acredito que foram tiradas com o telemóvel!)

Antes de terminar gostava de vos deixar com um desafio: digam-me que tipo de workshop gostariam que eu fizesse em breve… o que gostariam de aprender, temas, receitas, etc. Dêem largas à imaginação e contem-me tudo!

 

 

 

 

 

 


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Nova data em Lisboa! Workshop delícias saudáveis ~ 100% vegetal, cru (raw)

cartaz 23 abril cor normal

Actualização – inscrições encerradas!

Olá!

É com muita alegria que venho informar que tenho uma nova data para o workshop delícias saudáveis! A primeira edição esgotou e houve muita gente que ficou em lista de espera. Por isso achei por bem repetir o evento para que todos tenham a oportunidade de aprender estas receitas deliciosas.

Desta vez vai ser em Lisboa, mesmo ao lado do Colombo. 

Queria aproveitar para agradecer a toda a gente que divulgou o evento nas redes sociais e especialmente a todas as participantes que foram tão queridas e tão amorosas! Gostei muito de vos conhecer ao vivo e a cores!

Deixo aqui toda a informação sobre o próximo evento e também algumas fotos da primeira edição.

Este workshop é para toda a gente que gosta de docinhos e que se preocupa verdadeiramente com a saúde. Se achas que para ser saudável tens que viver uma vida sem sabor, enganas-te redondamente!

Estas delícias têm ingredientes 100% de ORIGEM VEGETAL e CRUS. Sim, crus! Não vamos cozinhar, vamos cruzinhar!

Vais aprender várias receitas deliciosas sem açúcar processado, sem glúten, sem cereais, sem lactose, sem óleo e sem ovos… mas com MUITO, MUITO SABOR!

Temos sobremesas para celebrar datas especiais e guloseimas práticas para o dia-a-dia. Escolhi receitas acessíveis, de fácil execução, que requerem pouco tempo de preparação e que são de comer e chorar por mais:

~ tarte de manga e laranja
~ trufas de limão e côco
~ brownies de figo e chocolate
~ mousse de chia e morangos

Todas as receitas terão várias versões: baixo em gordura/rico em gordura, sem frutos secos/com frutos secos.

Este workshop inclui demonstração, degustação e as receitas em formato de papel. No final vou sortear 2 produtos da Iswari e qualquer um dos participantes pode ser o vencedor!

Quando: Domingo, 23 de Abril 2017, das 15h às 17h30

Onde: Canela QB, Rua Adelaide Cabete, 10, Loja D, Carnide, Lisboa (ao lado do Colombo) 

Inscrições:  encerradas!

(O espaço é limitado, por isso não deixes para o último dia! Mínimo de participantes – 5. O valor da inscrição não é reembolsável em caso de falta de comparência do participante)

Espero contar contigo para partilhar uma tarde deliciosa! Atreve-te a dar este passo para entrares num mundo em que a saúde não é sinónimo de privação, mas sim de abundância e prazer.

Este evento tem o apoio da Iswari SuperFoods Portugal

(para verem o evento no facebook basta clickar aqui)


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Workshop Delícias Saudáveis ~ 100% vegetal, cru raw ~ Healthy sweets workshop ~ 100% plant based raw

 

cartaz workshop 1

ACTUALIZAÇÃO – ESGOTADO!

É com muita alegria que hoje trago a minha primeira grande novidade deste ano!

Depois de tanto tempo a ser convidada e desafiada para ensinar sobre a alimentação crudívora, consegui finalmente reunir as condições perfeitas para o fazer e organizei um workshop.

Para esta estreia decidi focar-me na minha paixão pelos doces. E escolhi um local que me é muito querido, o Cenif, o centro onde ando a aprender Reiki desde o início de 2016.

Este workshop é para toda a gente que gosta de docinhos e que se preocupa verdadeiramente com a saúde. Se achas que para ser saudável tens que viver uma vida sem sabor, enganas-te redondamente!

Estas delícias têm ingredientes 100% de ORIGEM VEGETAL e CRUS. Sim, crus! Não vamos cozinhar, vamos cruzinhar!

Vais aprender várias receitas deliciosas sem açúcar processado, sem glúten, sem cereais, sem lactose, sem óleo e sem ovos… mas com MUITO, MUITO SABOR!

Temos sobremesas para celebrar datas especiais e guloseimas práticas para o dia-a-dia. Escolhi receitas acessíveis, de fácil execução, que requerem pouco tempo de preparação e que são de comer e chorar por mais:

~ tarte de manga e laranja

~ trufas de limão e côco

~ brownies de figo e chocolate

~ mousse de chia e morangos

Todas as receitas terão várias versões: baixo em gordura/rico em gordura, sem frutos secos/com frutos secos.

Este workshop inclui demonstração, degustação e as receitas em formato de papel.

Quando: Domingo, 2 de Abril 2017, das 15h às 17h

Onde: CENIF – Rua Emídio da Conceição Fernandes 10, Loja esq. 2700-553 Amadora (perto da estação de comboios da Amadora)

Inscrições: ESGOTADO!

Espero contar contigo para partilhar uma tarde deliciosa! Atreve-te a dar este passo para entrares num mundo em que a saúde não é sinónimo de privação, mas sim de abundância e prazer.

Peço e agradeço desde já que partilhes este evento com todos os que poderão beneficiar desta informação. (Podes consultar o evento no facebook.)

E agradeço do fundo do coração a disponibilidade do João Magalhães do Cenif, a ajuda da Cristina Ruivo que fez o cartaz e o apoio da Iswari Superfoods Portugal.

Até lá!

cartaz workshop 1ENGLISH:

I’m delighted to share some big news with you today! After so many years of being challenged to teach about raw foods, I’ve finally decided to go ahead with it.

I’ll be hosting a workshop on raw vegan sweets near Lisbon, at the Reiki school I’ve been attending since the beginning of 2016.

If you’re in the area you will be very welcomed, even if you don’t speak portuguese. I’m quite fluent in english and I’m sure I will manage to to a bilingual workshop, if needed.

For this event I chose 4 recipes that are quite simple and you can do it as a daily snack but you can also make it for a fancy party. It’s all vegan, raw, gluten free, without any processed sugar, dairy, oil, eggs or grains. But very very delicious!

It will be on April 2nd, from 3pm to 5 pm at CENIF – Rua Emídio da Conceição Fernandes 10, Loja esq. 2700-553 Amadora. There will be a tasting of all 4 recipes.

To reserve your spot please e-mail me at catarinaguimaraes@sapo.pt before march 30th.

Please help me share this event with anyone you know in Lisbon, Portugal. Thank you!

 


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Trufas doces crudívoras de limão e gengibre ou alfarroba e canela ~ Raw balls with lemon and ginger or carob and cinnamon

trufas7(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Inícios de ciclos são como ritos de passagem, fazem parte da vida para que lhe consigamos dar mais valor, sem nos perdemos no ritmo das rotinas.

Aqui há dias presenciámos a primeira lua nova deste ano, que foi também o início do ano novo lunar. E estamos quase a terminar o primeiro mês do ano, um ano que é o primeiro de um novo ciclo de nove anos. O princípio do princípio, outra vez.
E quem nunca pediu uma segunda oportunidade que atire a primeira pedra…

Nestas alturas sinto necessidade de fazer um balanço:

Olhar para trás para melhorar o agora e preparar o futuro.

Leio o meu diário, recapitulo o que de mais importante aconteceu e tento identificar padrões, sequências, “coincidências”, etc. Olhando para tudo de um modo desapegado e simbólico para melhor aprender com tudo o que aconteceu. Sabendo que os padrões negativos que marcam a minha vida existem para que eu aprenda com eles e não para me castigar.

As lições aprendidas, guardá-las bem na memória…
O que tem que morrer, deixar morrer…
O que merece continuar, ir nutrindo…
O que quero que nasça, começar a plantar agora…

E como ponto de partida para este novo ano, ajuda-me pensar assim:
O que estás disposta a fazer para te sentires como desejas?
Prioridades, sacrifícios, risco, hábitos e sair da zona de conforto…. O que estás disposta a fazer para te sentires como desejas?
É a grande questão. Porque o futuro constrói-se agora. Agora. Agora mesmo. Com muita fé que estou no bom caminho e que só preciso de continuar a andar.

“Não se consegue ligar os pontos olhando para a frente; só os conseguimos ligar olhando para trás. Por isso tens que confiar que os pontos se irão ligar no teu futuro.” – Steve Jobs

Se um dos teus objectivos for deixar de comer comida altamente processada, cheia de ingredientes tóxicos e vazia de nutrição, sei que estás no mesmo barco que muita gente que conheço. Fico feliz por ti porque sei que mereces ter a melhor saúde possível!
O meu conselho? Baby steps. Um dia de cada vez, uma refeição de cada vez, sem culpa, sem vergonha e sem comparações. Com muita compaixão, amor próprio e aceitação. Lembra-te que o açúcar processado é altamente viciaste por isso não te martirizes se não conseguires mudar tudo num instante. Combinado?

E para ajudar a mudar o hábito dos snacks cheios de açúcar processado, corantes e conservantes, partilho aqui mais duas receitas de trufas crudívoras, o meu snack preferido por ser tão docinho, tão prático de levar na mala e tão simples de fazer.
Usa a tua criatividade e adapta as receitas ao teu gosto pessoal. Viaja pelo blog e irás encontrar muitas outras opções com outros ingredientes e sabores ~ mas todas deliciosas! Se tiveres sensibilidades a frutos secos, experimenta substituir por amoras brancas secas ou, caso comas cereais, flocos de aveia sem glúten. trufas3Ingredientes:
(se possível biológicos)

~ Trufas crudívoras de caju, limão e gengibre
1 cup/chávena de tâmaras
1/2 cup/chávena de cajus (previamente demolhados)
1 colher de chá com raspa de limão
1/2 colher de chá com gengibre fresco

~ Trufas crudívoras de avelã, alfarroba e canela
1 cup/chávena de tâmaras
1/3 cup/chávena de avelãs (previamente demolhadas)
2 colheres de sopa de alfarroba
1/2 colher de chá de canela
1/2 colher de chá de maca (opcional)

Instruções:
O método é igual para as 2 receitas:
~ usa um processador de comida (robot de cozinha, bimby, etc) e tritura primeiro só os frutos secos. Depois junta todos os outros ingredientes e tritura tudo junto até ficar uma pasta pegajosa. (Não te esqueças de tirar os caroços das tâmaras.)
~ faz bolinhas com as tuas mãos
~ podes comer logo a seguir ou, se preferires, deixa no frigorífico para ficarem mais duras.
trufas1ENGLISH:

Beginnings of new cycles are like rites of passage, it’s a part of our life so we can value it more without getting lost in the rhythm of our routine. A few days ago we had the first new moon of the year, the beginning of the new lunar year. And we are just finishing the first month of the year, a year that is the first of a cycle of nine years. The beginning of the beginning, once again. And if you’ve never wished for a second chance, cast the first stone…

At times like these I like to take stock of what is going on with my life:

Looking back to improve the present and prepare the future. I read my diary and review the most important things that happened, trying to identify patterns, sequins, “coincidences”, etc. Looking from a detached perspective with symbolic sight, allowing myself to learn from it all. Knowing that the negative patterns that shape my life exist for my own learning and not to punish me.

The lessons learned, keep them fresh in my memory…
What must die, let it die…
What deserves to continue, nourish it…
What I want to birth, I start planting right now…

And a great starting point for this year goes something like this:
What are you willing to do in order to feel like you want to feel?
Priorities, sacrifices, risks, habits and getting out of comfort zones… What are you willing to do in order to feel like you want to feel? That is the big issue. Because the future is built right now. Now. Right now. With a lot of faith that I’m on the right track and that I only need to keep on going.

“You can’t connect the dots looking forward; you can only connect them looking backwards. So you have to trust that the dots will connect in your future.” – Steve Jobs

And if one of your goals is to give up eating processed food, full of toxic stuff and empty of nutrients, I know you are in the same boat as many people I know. I’m happy for you because I’m sure you deserve the very best health possible! My advice? Baby steps. One day at a time, one meal at a time, without guilt, shame or comparison. With lots of compassion, self love and acceptance. Keep in mind that things like processed sugar are very addictive so please don’t feel bad if you can’t change all your habits at once. Deal?

And to help you get over that habit of snacking on sweets fully loaded with processed sugar, artificial color and preservatives, I’m sharing two more recipes for raw balls or raw bites. This is my favourite snack because it’s so sweet, so practical to take with me on the go and so easy to make. Please use your creativity and adapt the ingredients to better suit your taste. Search the blog and you’ll find a lot more options with different ingredients and other flavours – but they are all delicious! If you have a nut sensitivity, please replace nuts with dried mulberries or, if you eat grains, gluten free oats.

Ingredients:
(organic, if possible)

~ Cashew, lemon and ginger raw Truffles
1 cup of dates
1/2 cup of cashews (previously soaked)
1 teaspoon of lemon peel
1/2 teaspoon of fresh ginger

~ Hazelnut, carob and cinnamon raw Truffles
1 cup of dates
1/3 cup of hazelnuts (previously soaked)
2 tablespoons of carob
1/2 teaspoon of cinnamon
1/2 teaspoon of maca (optional)

Directions:
It’s the same method for both recipes:
~ Use a food processor and process the nuts first. After that, add all the other ingredients from that recipe and process the whole thing until you get a sticky paste. (Don´t forget to remove the pits from the dates, if needed)
~ make little balls using your hands
~ you can eat them right away or put them in the fridge to harden them up a bit


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My new morning routine, celery juice ~ Sumo de aipo, a minha nova rotina matinal

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Tenho andado numa longa jornada, a dar o meu melhor para conseguir viver em paz com o meu intestino extremamente sensível, após décadas de ansiedade e de bloquear a minha intuição. Aparentemente, ser uma esponja emotiva e mesmo assim tentar relaxar, desapegar e ter fé não é assim tão fácil como parece. Mais vale tarde que nunca, certo?

Meditação, Reiki e uma alimentação vegana sem processados têm sido as melhores ferramentas para aprender a criar uma nova e melhor maneira de viver.

Mas sinto que uma da coisas que me tem ajudado bastante recentemente é isto: sumo fresco de aipo todas as manhãs.

É altamente anti-inflamatório, alcalino e diurético e faz maravilhas a muitos problemas de saúde como, por exemplo, doenças auto-imunes.

Eu não tenho máquina de sumos, por isso uso a liquidificadora e trituro 5 ou 6 pés grandes de aipo com um bocadinho de água alcalina e depois retiro a polpa usando uma daquelas coisinhas com rede que normalmente se usa para lavar o arroz. (Juro que não sei o nome, mas acho que toda a gente conhece.) Bebo logo de seguida, em jejum, de manhãzinha. Sinto que tem melhorado bastante o meu sistema digestivo, sistema imunitário e também tenho sentido diferenças nas alergias e fadiga.

A primeira vez que ouvi falar de sumo de aipo foi no site do Medical Medium que tem muitíssima informação interessante sobre saúde. Se estiverem à vontade com o inglês, espreitem.

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(ENGLISH)

I’ve been on a long journey, trying my best to make peace with my very sensitive gut after decades of anxiety and blocking my intuition. Apparently being an emotional sponge and still trying to relax, let go and have faith isn’t as easy as one could think, at least not after a lifetime of doing the opposite. Better late than never, right?

Meditation, Reiki and an unprocessed vegan diet have been some of the best tools to learn how to create a new and better way of living.
This is one of the things I feel has been helping me a lot lately: fresh celery juice every morning.

It’s highly anti-inflammatory, alkaline and diuretic and it does wonders for lots of health issues like autoimmune conditions.

I don’t have a juicer so I blend 5 or 6 large stems of celery with a little bit of alkaline water in my blender and then I remove the pulp with one of those thingys with a net people use to wash rice. (I don’t really know the name but I think most people know what it is). I drink it right away, first thing in the morning and it has been helping me a lot with my digestive system, immune system, healing allergies and fatigue.

I first read about celery juice on Medical Medium’s site, along with lots of other very interesting information about healing.


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Aloe vera, balm for the skin and digestive system ~ Aloé vera, bálsamo para a pele e para o sistema digestivo

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Agora que a Primavera começou e o sol voltou a brilhar, começo lentamente a sentir vontade de sair desta minha hibernação e ando um bocadinho mais activa (ênfase na palavra bocadinho).

Até voltei a sentir o chamamento para escrever, coisa que não tenho feito desde o início do ano, nem aqui no blog, nem nos meus diários ou blocos de notas, nada.

A falta de sol afecta-me sempre de tal maneira que este ano até resolvi começar a tomar um suplemento de vitamina D no inverno, apesar de não ser grande apologista de andar a tomar comprimidos. Mas sinceramente, acho que me ajudou a não me sentir tão cinzenta como nos outros anos e a ver uns raiozinhos de sol, mesmo que só através da neblina.

E como andei a ler que a lua nova da passada quinta-feira marcou o início do ano novo lá nos céus, pareceu-me uma boa altura para ressuscitar o blog que, verdade seja dita, já quase me tinha esquecido de que existia.

Comecei este novo ano astrológico a dançar, algo que sempre me saíu muito naturalmente e que me traz as melhores das sensações. O ritmo é como que uma linguagem que me permite desligar o cérebro e deixar o corpo falar com fluidez e desprendimento, dizendo o que bem entender.
Mas desta vez pus-me no desafiante mas também prazeroso papel de principiante e comecei a aprender uma arte nova: dança do ventre!

Há muito tempo que não fazia algo pela primeira vez e senti que estava na altura de sair da minha zona de conforto e expandir a minha realidade. Coisa que aconselho a tod@s, o mais possível e com bastante frequência.

Mas voltando ao blog, hoje lembrei-me de vos escrever sobre uma das minhas plantas preferidas para usar tanto directamente na pele, como na comida. Prometi a mim mesma que o texto seria curto e simples, por isso, cá vai…

Acho que já toda a gente ouvi falar de aloé vera, já que ouve uma fase nos anos 90 em que não se falava de outra coisa! Em Macau nessa altura havia várias marcas australianas de sumos de aloé vera e eu era viciada!
Mas mesmo assim ainda continuo a descobrir coisas sobre este cacto, até hoje.

É um dos meus remédios preferidos para a pele e para os intestinos. Sim, intestinos!

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~ Como fazer?
Depois de lavar, corto um bocado da folha do cacto (cerca de 5cm) e abro esse pedaço ao meio.
Raspo com a faca no interior de cada uma das metades e deixo cair o gel para um pequeno copo. Faço sempre isto imediatamente antes de usar.

~ Para usar na pele:
Basta pôr esse gel directamente na cara ou no corpo, antes de ir dormir. Acreditem que faz milagres… Acalma, hidrata, suaviza.
A seguir ao óleo de côco e à manteiga de karité, é o melhor amigo da minha pele, principalmente no Inverno. É óptimo para proteger e nutrir a pele que anda a sofrer com este vento gelado que ainda anda por cá. Deixa uma camadinha muito suave que não é gordurosa nem pegajosa e também não tem nenhum cheiro esquisito.

~ Para comer:
Deito o gel para a liquidificadora, adiciono os outros ingredientes do batido, trituro e já está.
Não tem um sabor propriamente dito e também não muda a consistência habitual do batido.

~ E porque é que como aloé vera?
Porque é anti-inflamatório e ajuda a alcalinizar e a acalmar o organismo.
Ajuda a melhorar todo o tipo de problemas digestivos e intestinais, melhora a assimilação dos nutrientes dos alimentos e ajuda a eliminar o que não precisamos.
Também protege o corpo do stress e ajuda a recuperar de fadiga e desgaste muscular. Podem ler sobre esta planta e muitas noutras neste site maravilho do Medical Medium (só em inglês).

Não faço isto todos os dias, até porque não tenho a planta em casa e às vezes esqueço-me de ir lá fora apanhar. Mas pelo menos uma vez por semana tento fazê-lo.

Há muita gente que tem um vaso pequeno em casa com o aloé vera e vai tirando pedaços. Eu vivo numa zona com muitas destas plantas na rua e vou tirando uma folha grande de vez em quando.

Dá para guardar o resto em cima da bancada ou no frigorífico e aguenta muito bem cerca de uma semana.

Se preferirem comprar o gel numa loja, aconselho-vos a lerem com muita atenção os ingredientes porque costumam ter surpresas pouco ou nada saudáveis.

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ENGLISH:

Now that Spring is here and the sun is shining once again, I’ve started to slowly feel the need to escape my hibernation and be a little bit more active (emphasis on little bit).

I’ve even been feeling the calling to get back to writing, something I haven’t done at all since the beginning of the year, not here on the blog, not on my journals or my note books, nothing.

The lack of sunshine afects me so much every year that I decided to take a Vitamin D supplement this winter, even though I’m not a big fan of taking pills.
But to be honest, I think it actually helped me not to feel so gray like I usually feel during this time of year, and it helped me find a few rays of sunshine, even if only through the fog.

And I decided to revive the blog when I was reading how last week’s new moon marked the start of the new year up in the heavens. I must confess that I almost forgot I had a blog but the timing felt right.

I started this astrological new year dancing, something that comes to me very naturally and always showers me with the most joyous sensations. But this time around I chose the role of the beginner, which is challenging and very pleasurable at the same time. So I decided to start learning a new art: belly dance!

It’s been quite some time since I tried something for the first time and ventured outside my comfort zone but I needed to expand my reality once more. And I really advise everyone to do it as often as possible.

But back to the blog. Today I wanted to write about one of my favorite plants and how I use it in my food and on my skin. I promised myself I would keep it short and simple, so here it goes…

I’m guessing that everybody has already heard about aloe vera, specially since there was a time in the 90s when it was all over the place. During those years in Macau there were a lot of australiana companies that sold aloe vera juice and I was completely addicted!

But even today, I’m still learning new amazing things about this cactus.
It’s one of my favorite remedies for the skin and gut. Yes, gut!

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~ How?
I wash the leaf, cut a small piece (about 5cm) and open it in half. I use a knife to scrape the inside of both halves and I let the gel drip into a small glass. I do this right before using it.

~ Skin:
Just apply the gel directly to face and body right before going to sleep.
Trust me, it works miracles… It’s calming, moisturizing and softening.
After coconut oil and shea butter, this is my friends best friend, specially during the winter. It’s great to protect the skin from the ice cold wind that is still around here. It leaves a small layer on the skin but it’s not greasy and it doesn’t have any weird smell.

~ Eat it:
Put the gel in your blender and add all the other ingredients for your smoothie ingredients, blend and that’s it. It doesn’t have any specific flavor and it doesn’t change the texture of your smoothie.

~ But why do I eat aloe vera?
Because it’s anti inflammatory and it’s alcaline.
It improves all types of digestive and intestinal problems, it enhances how we assimilate nutrients and it helps flushing out what we don’t need.
It also protects the body from stress and it makes it easier to recover from fatigue and muscular strain. You can read a lot more about this plant and many others on Medical Medium’s awesome site.

I don’t use it every single day because I tend to forget to go outside and pick an aloe leaf. But I try to do it once a week or so.

A lot of people have aloe in a plant pot indoors and take pieces of it as needed but I live in an area with lots of it outside so I just pick one long leaf every now and then.
You can keep it in the kitchen and even in the fridge for about a week.

If you’re thinking about purchasing the bottled gel please check all the ingredients of the product because there are usually some not so healthy surprises.

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Basil, tomato and mango raw dressing and easy raw meals + Molho cru de manjericão, tomate e manga e refeições crudívoras simples

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Nos últimos tempos tenho escrito pouco, tenho andado numa fase de mais introspecção em que só me apetece receber e acolher em vez de exteriorizar e comunicar.

Eu costumo dizer que quanto mais limpamos a vida, mais temos que limpar.
Quanto mais límpidas as águas de um lago, melhor se consegue ver a sujidade e os destroços bem lá no fundo, os mesmo que antes nem sabíamos que existiam porque estavam cobertos pela poluição à superfície.

Ultimamente sinto-me assim, a remover os últimos grandes destroços bem lá do fundinho.
E apesar de sentir que grande parte do trabalho duro já foi feito, aquilo que foi ficando para o fim acaba por ser, provavelmente, o mais difícil, o mais entranhado no lodo.

Por isso tenho dado por mim a dedicar grande parte dos meus dias a muito trabalho interior e quase invisível, com meditações, exercícios e leitura para identificar, processar e alterar tudo o existe no meu subconsciente e que ainda funciona como um travão no fluxo da vida que desejo viver: crenças, hábitos, comportamentos, padrões, memórias, histórias, relações, apegos e por aí fora. Tudo o que é negativo, que já não me serve e me impede de evoluir na direcção que escolhi.

E o restante tempo tenho-me deixado guiar por um dos nossos mais perfeitos sistemas de GPS: a alegria! Beijos de sol na pele, bailar com a espuma do mar que lava a alma, sentir a brisa do vento que já vem chegando quente e me transporta para longe e desfrutar de livros que me levam de volta à inocência de ser criança.

Hoje trago-vos uma citação de um desses livros que revisitei recentemente:

“Vou contar-te o tal segredo. É muito simples: só se vê bem com o coração. O essencial é invisível para os olhos…”
O principezinho, Antoine de Saint-Exupery

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E hoje trago-vos uma receita de um molho que faço com bastante frequência para juntar aos meus jantares crudívoros.

Ando com tendência para escolher refeições muito simples e quase minimalistas, como saladas com uma grande cama de verdura e mais 2 ou 3 vegetais cortados para dar textura.

Juntando um molho como este faz com que a salada fique muito mais saborosa, cremosa e tenrinha.
Não resulta num prato muito vistoso mas é uma maneira muito fácil e rápida de nutrir o corpo com muita fibra, proteína, vitaminas, minerais e água.

As minhas saladas costumam ser bem grandes, caso contrário fico com fome passado meia hora.
Usem os vossos vegetais favoritos e podem ir variando consoante a época do ano, mas deixo-vos uma lista dos que costumo usar mais (nas quantidades que preparo para mim):

Saladas simples crudívoras:

~Cama de Verdura:
1 alface grande (qualquer tipo)
2 ou 3 mãos de chicória, rúcula ou espinafres

~ Outros vegetais para dar textura:
1 Pimento vermelho grande
1 pepino grande ou 1 courgette grande (cortados ou espiralizados como esparguete)
2 cenouras grandes (cortadas ou raladas)
2 ou 3 tomates grandes
2 talos grandes de aipo

Se quiserem juntar gordura saudável a este tipo de refeição, o melhor é mesmo adicionar 1/2 abacate ou algumas sementes (previamente demolhadas, se necessário).

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E agora, o molho!
Este molho também é uma bela opção para comer com os crepes de arroz recheados com vegetais crus.

Molho de manjericão, manga e tomate:

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 manga grande
3 tomates grandes
5 ou 6 folhas de manjericão fresco

Instruções:
~ Retirar a casca da manga e remover os pés dos tomates.

~ Juntar tudo num processador de comida ou liquidificadora estruturar até terem um molho uniforme.
(Algumas liquidificadoras não funcionam sem adicionarem um pouco de líquido. Se for o caso da vossa, juntem um bocadinho de água)

~ Deitar o molho na taça da salada já cheia com os vegetais que escolheram. Misturar tudo muito bem e deixar repousar durante uns minutinhos para que a verdura amoleça ligeiramente e os sabores fiquem bem ligados.

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ENGLISH:

I haven’t been doing much writing lately, I’ve been in a more introspective stage where all I feel like doing is to receive and shelter instead of externalizing and communicating.

It seems the more we clean our lives, the more there is to clean.
The clearer the water of a lake, the easier it is to see all the dirt and wreckage at the deep bottom, the same that we didn’t know existed because it was previously covered by the pollution on the surface.

That’s how I’ve been feeling lately, like I’m removing the last and biggest pieces of wreckage at the very deep bottom. And even though I feel most of the hard work has already been done, the pieces that were left for last are probably the most difficult ones to remove, as they are too rooted in the mud.

So I’ve found myself spending most of my days doing a lot of inner and almost invisible work, with lots of meditation, exercises and reading in order to identify, process and change what still inhabits my subconscious that is blocking the flow of my desired life: beliefs, habits, behaviours, patterns, memories, stories, relationships, attachments and so on. Everything that is negative, doesn’t serve me anymore or is preventing me from growing in the direction I have chosen for myself.

For the remaining time, I’ve just been letting myself be guided by our most perfect inner GPS system: joy!
Sun kissing my skin, cleansing the soul dancing with the ocean spray, feeling the wind getting warmer each day, taking me far away and enjoying books that bring me back to the innocence of little children.

Today I bring you a quote from one of those books I’ve been revisiting:

“Here is my secret. It is very simple. It is only with the heart that one can see rightly; What is essential is invisible to the eye.”
The little prince, Antoine de Saint-Exupery

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And today I also bring you a recipe for a dressing I make quite often for my raw dinners.
I’ve been drawn to really easy and almost minimalistic meals, like salads with a big bed of leafy greens and only 2 or 3 more vegetables chopped up for some extra texture.

Adding dressings like this one makes the salads a lot tastier, creamier and tender. It’s not the most beautiful meal but it sure is an incredibly easy and fast way to nurture the body with lots of fiber, vitamins, minerals, protein and water.

My salads are usually quite big, otherwise I get hungry about 30 minutes after I’ve finished eating.
You can use your favorite vegetables and rotate according to the seasons, but I’m sharing a list of my usual choices (with the quantities I eat):

Easy raw salads:

~ Bed of leafy greens:
1 large head of lettuce (any kind)
2 or 3 handfuls of chicory, arugula or spinach

~ Other veggies for texture:
1 large red bell pepper
1 large cucumber or zucchini (chopped or spiralized)
2 large carrots (chopped or grated)
2 or 3 large tomatoes
2 large celery stalks

If you wish to add some healthy fats to this type of meal, the best way is to add 1/2 of an avocado or some seeds (previously soaked if needed).

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And now the dressing!
This dressing is also a great choice to make with rice paper rolls stuffed with raw veggies.

Basil, mango and tomato raw dressing:

Ingredients:
(Organic, if possible)
1 large mango
3 large tomatoes
5 or 6 fresh basil leaves

Directions:
~ De-skin the mango and de-stem the tomatoes.

~ Put everything in a food processor or blender and process until you get a creamy and even sauce. (Some blenders may require some liquid to work properly. If it’s the case with your blender, just add a little bit of water).

~ Pour the dressing over your large bowl of salad and mix everything really well. Let it sit for a few minutes before eating, as this allows for the greens to get tender and all the ingredients to soak up the flavors.