The extra in the ordinary

By Catarina Guimarães


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Como fazer uma taça de batido (cru, vegan) ~ How to make a smoothie bowl (raw, vegan)

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Ultimamente tenho partilhado muito no Instagram as fotos das minhas taças de batido e lembrei-me de explicar aqui com mais detalhe para que possam ver como é fácil preparar uma refeição como esta.

Faço pelo menos 1 vez por dia e desenvolvi um método bastante simples porque não gosto de gastar muito tempo a preparar o que vou comer.

Base:

A base para as minhas taças de batido são bananas congeladas porque este é o meu combustível preferido. Não vale a pena ter medo das bananas porque não criam prisão de ventre nem engordam, ao contrário do que acreditei quase a vida toda (mais info sobre isso aqui). As bananas dão-me imensa vitalidade de um modo sustentado e calmo. Eu prefiro congeladas porque fica mais cremoso e com um sabor bem mais suave. Tenho sempre várias caixas no congelador com bananas – podem ver aqui como faço, passa o passo.

E depois adiciono apenas mais uma outra fruta diferente, consoante o que houver em casa. Também dá para juntar um vegetal (espinafres, couve, beterraba, etc) mas eu tenho andado a preferir guardar os vegetais para outras refeições.

Costumo juntar só um bocadinho de água ou água de côco. Cerca de 1/2 cup/chávena ou menos, se possível. Mas se preferirem, também podem usar leites vegetais, desde que não tenham sabores ou açúcar adicionado.

Nutrição extra:

Eu gosto de começar o dia com superalimentos porque me ajudam a lidar com o stress, são um bom suporte para o sistema hormonal e sistema imunitário e até dão mais energia. Costumo usar só 1 ou 2 de cada vez.

Os meus preferidos neste momento são a ashwaganda em pó, cogumelos reishi, erva de cevada e spirulina. (para saber mais sobre cada um, basta clickar no nome). Também gosto de juntar melaço de cana mas ponho só em cima do batido porque senão a liquidificadora fica toda colada.

Gordura boa:

Quando sinto que preciso de um pouco mais de gordura nesta refeição, junto sementes de cânhamo ou frutos secos (oleaginosas) previamente demolhados. Também dão mais textura ao batido e gosto de trincar os pedacinhos mais duros. Também podem usar côco ralado, por exemplo. Podem juntar estes ingredientes quando trituram a base ou podem polvilhar por cima do batido.

Decoração:

Podem utilizar pedaços de fruta fresca, amoras brancas secas, granola ou as sementes e  oleaginosas que já mencionei.

Preparação:

Basta pôr os ingredientes para a base (e superalimento que quiserem)  numa liquidificadora  ou robot de cozinha e triturar tudo até ficar bem cremoso, sem pedaços. Depois é só deitar numa taça grande e polvilhar com os ingredientes que quiserem usar para a decoração. Comer com colher e desfrutar muito!

Deixo aqui alguns exemplos de taças de batido bem simples para que se possam inspirar. Adaptem as quantidades às vossas necessidades físicas e nutricionais.

Base: 3 bananas congeladas, 1 chávena de amoras, 1 colher de chá de reishi em pó, 1/2 chávena de água. Em cima: sementes de cânhamo, bagas goji.IMG_9157Base: 3 bananas congeladas, 2 maçãs, 1 colher de chá de spirulina, 1/2 chávena de água. Em cima: mais maçã fatiada, amêndoas (demolhadas) e sementes de cânhamo.IMG_8880Base: 3 bananas congeladas, 1 manga pequena, 1 colher de chá de ashwaganda, 1 colher de chá de erva de cevada. Em cima: amêndoas (demolhadas), sementes de cânhamo e melaço de cana. IMG_9232Base: 4 bananas congeladas, 2 chávenas de morangos, 1 colher de maca em pó, 1/2 chávena de água. Em cima: amêndoas (demolhadas), goji e sementes de cãnhamo.IMG_8821Base: 3 bananas congeladas, 1 chávena de mirtilos, 1 colher de chá de ashwaganda em pó, 1 colher de chá de reishi, 1/2 chávena de água de côco. Em cima: mais mirtilos, sementes de cânhamo e bagas goji.FullSizeRender-3

ENGLISH:

Lately I’ve been sharing a lot of photos of my smoothie bowls on Instagram, I thought I could explain with a bit more detail how I prepare them so you can see how easy it is to have a meal like this.

I have a smoothie bowl almost once a day and I have a very simple method because I don’t like to spend a lot of time preparing my meals.

Base:

The base for my smoothie bowls is frozen bananas because it’s my favourite fuel. There’s no need to be afraid of bananas because they don’t make you fat or cause constipation, like I believed for so many years (more info on that here). Bananas give me a lot of vitality in a very calm and sustained way.  I choose to freeze them because the smoothies turn out a lot creamier and the flavour is a lot softer like this. I always have several boxes of frozen bananas in my freezer. You can see how I do it right here.

And then I just add one more type of fruit, depending on what is available at my house that day. You can also add some vegetables (spinach, kale, beet, etc) but lately I prefer to save my veggies for other meals.

I use water or coconut water and just a little bit – about 1/2 cup or less. You may also use plant based milk, but make sure it doesn’t have any added sugar or flavours.

Extra nutrition:

I like to start my day with super foods because it helps me to deal with stress, boosts my hormonal and immune systems and can even give me more energy. I usually add 1 or 2 at once. My current favourites are ashwaganda, reishi mushrooms, barley grass and spirulina.  (To learn more about each one, just click on its name). I also like to add blackstrap molasses but I wait and only add it on top of the smoothie bowl, otherwise my blender gets really sticky.

Good fat:

When I feel like I could use an extra bit of good fat with my meal, I simply add nuts or seeds (previously soaked). It also gives more texture to the smoothie and I enjoy biting the tiny pieces. You an also use shredded coconut, for example. You may add these ingredientes as toppings or you may blend them with the base.

Toppings:

Just add more fresh fruit, dried mulberries, granola or the nuts and seeds I’ve mentioned before.

Directions:

Put all your ingredients for the base (and superfoods if using any) in a blender or food processor and blend until it reaches a creamy consistency. Pour the smoothie into a large bowl and add your chosen toppings. Eat with a spoon and enjoy!

I’ll just leave you here with a few suggestions to get you inspired. Please adjust the sizes according to your needs.

Base: 3 frozen bananas, 1 cup of berries, 1 teaspoon of reishi powder, 1/2 cup of water. Toppings: goji and hemp seedsIMG_9157Base: 3 frozen bananas, 2 apples, 1 teaspoon of spirulina, 1/2 cup of water. Toppings: sliced apple, soaked almonds and hemp seeds IMG_8880Base: 3 frozen bananas, 1 small mango, 1 teaspoon of ashwaganda, 1 teaspoon of barley grass. Toppings: soaked almonds, blackstrap molasses, hemp seedsIMG_9232Base: 4 frozen bananas, 2 cups of stawberries, 1 teaspoon of maca powder, 1/2 cup of water. toppings: soaked almonds, goji berries, hemp seedsIMG_8821Base: 3 frozen bananas, 1 cup of blueberries, 1 teaspoon of ashwaganda, 1 teaspoon of reishi, 1/2 cup of coconut water. Toppings: more blueberries, goji berries and hemp seedsFullSizeRender-3


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Batido doce de cogumelos reishi e dióspiro ~ Sweet smoothie with reishi mushrooms and persimmon

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Comecei a escrever este post no final de uma semana em que choveu todos os dias, manhã, tarde e noite… todos os dias e os dias todos… chuva e mais chuva, escuridão e solidão.
Cheguei a essa sexta feira à noite com as lágrimas nos olhos, lutando contra elas e contra uma sensação antiga de isolamento, tristeza e abandono.
Por fim, deixei de lutar e juntei-me ao rio salgado que tinha mesmo que sair coração fora. Já aprendi que quanto mais luto contra a minhas emoções mais elas me dominam, por isso mais vale assumir, ir até ao fundo e libertar.

E por muito que sentisse tudo o que senti de um modo tão verdadeiro como qualquer outra emoção, não conseguia deixar de me julgar e de me criticar por estar assim, naquele estado, única e exclusivamente porque fiquei sem sol e com frio durante uns diazinhos. Ridículo, completamente ridículo…  Como é que um adulto que vive em consciência fica com a vida de pernas para o ar só porque a temperatura baixou imenso, a hora mudou, o sol não apareceu e a pressão atmosférica mudou repentinamente? Como é que isto é o suficiente para criar uma perfeita tempestade de emoções? Como?! Ridículo… Ninguém pode ser assim tão sensível!

Mas felizmente já perdi a vergonha de contar coisas ridículas como estas e tenho recebido a bela prenda de perceber que não sou a única a sentir-me assim. Que várias são as mulheres que sentiram o mesmo que eu, pelos mesmos motivos e na mesma altura. Talvez não seja assim tão ridículo, afinal… Ou pelo menos assim podemos ser ridículas juntas e rirmo-nos um bocado da nossa sensibilidade. Abençoada tribo! Poucas coisas fazem uma diferença tão grande e tão positiva na vida como uma tribo carinhosa e generosa. Desejo sinceramente que todos encontrem a sua, um dia.

E agora que esta tempestade já passou, tenho-me dedicado a aceitar de uma vez por todas que o meu organismo processa este tempo como processa a tristeza e que esta será sempre a altura do ano mais difícil para mim. Eu fui feita para viver mais pertinho da linha do equador. Vá, no mínimo, trópico de câncer!

A minha estratégia para ultrapassar isto tem sido brincar o mais possível, fazer exercício que me faça sentir enraizada (como dançar ou passear ao ar livre), meditar, tomar um suplemento de vitamina D  e preferir alimentos milagrosos que me trazem vitalidade para tirar o máximo proveito de cada dia, como os adaptógenos (maca, ashwaganga, ginseng ou reishi). São alimentos que se adaptam às nossas necessidades e ajudam a equilibrar desarmonias provocadas pelo stress ao nível do sistema hormonal e imunitário.

Um dos que tenho usado ultimamente é reishi. Apesar de ser um tipo de cogumelo, funciona lindamente em receitas de batidos ou até bolos. Os cogumelos reishi são muito populares na Ásia, onde são usados há muito tempo como tónico e potenciador de imunidade. E, segundo o site da Iswari, ajudam a desintoxicar o corpo, a reforçar o sistema imunitário e cardiovascular e a aliviar as inflamações e alergias. A sua acção medicinal também é considerada benéfica na regulação da pressão arterial, do colesterol e no tratamento de infecções virais. (E não, não estou a ser paga, apenas gosto mesmo muito desta marca.)

Eu prefiro consumir este tipo de alimento logo pela manhã e andei a brincar com novas receitas de batidos com fruta da época para o meu pequeno almoço. Hoje deixo-vos aqui um bem docinho.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1 dióspiro grande
2 ou 3 bananas bem maduras (usei congeladas porque fica mais cremoso e menos doce)
1 colher de chá de alfarroba
1 colher de chá de cogumelos reishi em pó (usei Iswari)
1 cup/chávena de água

Instruções:
~ tirar a casca do dióspiro (e caroço, se tiver). Juntar tudo numa liquidificadora ou processador de comida e triturar até ficar bem homogéneo e cremoso. E já está!

reishiENGLISH:

I started writing this post at the end of a very rainy week. It rained every day, in the morning, in the afternoon and at night… every day and all day… rain and more rain, darkness and loneliness. By the time friday night had arrived I had tears in my eyes and I was fighting them and fighting and ancient feeling of isolation, sadness and abandonment. Finally I stopped fighting and I joined the salty river that had to burst out of my heart. I’ve learned the more I fight my feelings the more they overpower me, so I just acknowledge them, go to the bottom of it and release.

And even though I felt it all just as honestly as any other feelings I have ever had, I couldn’t help but judge myself for being in such a state, only due to a few cold days without sunshine. Ridiculous, completely ridiculous… How can a grown person feel like her life is upside down just because the temperature dropped a lot, the changes for the daylight saving time, the sun didn’t show up and the air pressure changed suddenly? How?! Ridiculous… No one can be that sensitive!

Luckily I no longer feel ashamed of sharing my ridiculous stories like this one and I’ve been awarded the wonderful gift of realising that I’m not the only one feeling this way. Actually, I know several women that felt exactly like I did, at the same time and even for the same reasons. So maybe it isn’t so ridiculous after all… Or at least we can be ridiculous together and have a good laugh about our sensibility. Blessed tribe! Not a lot of things make such a big and positive difference in a person’s life like a caring and generous tribe. I honestly wish that everyone can find their own, someday.

And now that the storm has passed, I’ve been trying to accept once and for all that my body processes this weather just like it processes sadness and that this time of year will always be the hardest for me. I was born to live closer to the equador or, the very least, closer to the tropic of cancer!

My strategy to overcome this has been to play as much as possible, to exercise and ground myself (meditation, dancing or walking in nature), take a Vitamin D supplement and use wonderful miracle foods that bring me the vitality I need to make the most of every day. I love adaptogens (maca, ashwaganda, ginseng or reishi mushrooms). These super foods adapt to our bodies and give a boost to the hormonal and immune systems, bringing balance where stress has been creating havoc.

I’ve been using reishi mushrooms quite a bit lately and even tough it’s a type of mushroom, it works really well in smoothies and even cakes or cookies. Reishi mushrooms are very popular in Asia, where they have been used for a really long time as a tonic to boost immunity. According to the Iswari‘s site, reishi helps detox the body, it boosts the cardiovascular and immune systems and it helps with inflammation and allergies. It’s medicinal action is also beneficial in regulating blood pressure, cholesterol and treating viral infections. (And no, I’m not being paid, I just really like this brand)

I prefer to have this type of food in the morning and I’ve been playing with some new smoothie recipes and fall fruit for my breakfast. Today I’m sharing a very sweet one with you.

Ingredients:
(organic if possible)
1 large persimmon
2 or 3 large and very ripe bananas (I used frozen because it’s creamier and not as sweet)
1 teaspoon with carob powder
1 teaspoon with reishi mushroom powder (I used Iswari)
1 cup of water

Directions:

~ peel the persimmon and take off the seed (if it has one) and put every ingredient in a blender or food processor. Blend until its smooth and even. And that’s it!

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My new morning routine, celery juice ~ Sumo de aipo, a minha nova rotina matinal

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Tenho andado numa longa jornada, a dar o meu melhor para conseguir viver em paz com o meu intestino extremamente sensível, após décadas de ansiedade e de bloquear a minha intuição. Aparentemente, ser uma esponja emotiva e mesmo assim tentar relaxar, desapegar e ter fé não é assim tão fácil como parece. Mais vale tarde que nunca, certo?

Meditação, Reiki e uma alimentação vegana sem processados têm sido as melhores ferramentas para aprender a criar uma nova e melhor maneira de viver.

Mas sinto que uma da coisas que me tem ajudado bastante recentemente é isto: sumo fresco de aipo todas as manhãs.

É altamente anti-inflamatório, alcalino e diurético e faz maravilhas a muitos problemas de saúde como, por exemplo, doenças auto-imunes.

Eu não tenho máquina de sumos, por isso uso a liquidificadora e trituro 5 ou 6 pés grandes de aipo com um bocadinho de água alcalina e depois retiro a polpa usando uma daquelas coisinhas com rede que normalmente se usa para lavar o arroz. (Juro que não sei o nome, mas acho que toda a gente conhece.) Bebo logo de seguida, em jejum, de manhãzinha. Sinto que tem melhorado bastante o meu sistema digestivo, sistema imunitário e também tenho sentido diferenças nas alergias e fadiga.

A primeira vez que ouvi falar de sumo de aipo foi no site do Medical Medium que tem muitíssima informação interessante sobre saúde. Se estiverem à vontade com o inglês, espreitem.

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(ENGLISH)

I’ve been on a long journey, trying my best to make peace with my very sensitive gut after decades of anxiety and blocking my intuition. Apparently being an emotional sponge and still trying to relax, let go and have faith isn’t as easy as one could think, at least not after a lifetime of doing the opposite. Better late than never, right?

Meditation, Reiki and an unprocessed vegan diet have been some of the best tools to learn how to create a new and better way of living.
This is one of the things I feel has been helping me a lot lately: fresh celery juice every morning.

It’s highly anti-inflammatory, alkaline and diuretic and it does wonders for lots of health issues like autoimmune conditions.

I don’t have a juicer so I blend 5 or 6 large stems of celery with a little bit of alkaline water in my blender and then I remove the pulp with one of those thingys with a net people use to wash rice. (I don’t really know the name but I think most people know what it is). I drink it right away, first thing in the morning and it has been helping me a lot with my digestive system, immune system, healing allergies and fatigue.

I first read about celery juice on Medical Medium’s site, along with lots of other very interesting information about healing.


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Green twirl superfood smoothie bowl + a daily affirmation ~ Batido na tigela com remoinhos verdes de superalimentos + uma afirmação diária

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“Eu sou um íman para o bom da vida. Eu atraio experiências, qualidades e situações lindas – Amor, paz, abundância e alegria vêm ter comigo. Todas as coisas boas fluem até mim e eu recebo livremente sem qualquer hesitação. Eu sou livre. Eu sou completa. Eu sou una com tudo o que existe.”

Ontem, enquanto me sentava para almoçar, obriguei-me a fechar o meu bloco de notas e parar de pensar no trabalho durante alguns minutos para poder desfrutar totalmente da minha refeição. Comer enquanto faço outras coisas é um hábito terrível que estou constantemente a tentar contrariar.

Mas imediatamente antes de pôr o meu bloquinho caótico dentro da mala, vi esta afirmação e respirei fundo e lentamente, permitindo-me sentir estas palavras a ecoar na minha mente e coração durante um momento.

Algo tão simples e tão pequeno como isto tem o poder de mudar tudo em mim e no meu dia.

Sempre que encontro alguma afirmação que ressoa em mim e que muda a minha vibração, escrevo-a em todo e qualquer lado – bloco de notas, diário, telemóvel, agenda, etc.
E a melhor parte é que normalmente acabo por me esquecer disso, até ao momento em que “acidentalmente” a vejo no meio de um turbilhão de tarefas diárias.

Costuma ser no momento exacto em que preciso mesmo de a ler.

E, por estes pedacinhos de magia, sinto-me eternamente grata!

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Hoje partilho a receita desta refeição. A minha primeira refeição do dia é que costuma ser assim, um batido ou um batido na tigela, mas quando posso almoçar em casa acabo por fazer algo muito parecido outra vez. A base costuma ser bananas congeladas e depois misturo outras frutas ou vegetais.
É a maneira mais fácil que eu conheço para consumir muita fruta e superalimentos diariamente.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
~ 2 maçãs grandes
~ cerca de 4 bananas grandes congeladas (vejam aqui como congelar)
~ gel de aloe vera (vejam aqui como eu faço)
~ 1 cup/chávena/xícara de água
~ 1 colher de sopa de xarope de ácer (ou 2 ou 3 tâmaras)
~ 1/2 colher de chá de chlorella (usei iswari)
~ 1/2 colher de chá de spirulina (usei iswari)
~ 1 mão cheia de lascas de côco seco

Instruções:
~ juntar tudo numa liquidificadora ou processador de comida, excepto o côco e a spirulina.
~ se usarem as tâmaras, retirem os caroços
~ triturar tudo muito bem e colocar numa taça ou tigela grande
~ deitar a spirulina por cima do batido (e fazer uns remoinhos com a colher para ficar mais bonito. Os olhos também comem!). Pôr as lascas de côco.
~ desfrutem e tenham um dia muito feliz!

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ENGLISH:

“I am a magnet for the goodness of life. I attract beautiful experiences, qualities and situations – Love, peace, abundance and joy is coming my way. All good things flow to me, and I receive freely without hesitation. I am free. I am whole. I am one with all that is”.

Yesterday, as I sat down for lunch I made myself close my notebook and stop thinking about work for a few minutes to fully enjoy my meal. Eating while doing something else is a terrible habit that I fight constantly.

But right before I put my little chaotic notebook back in my bag, I saw this affirmation and I took a long deep breath and allow myself to feel these words as they echoed in my mind and heart for a moment.

Something so small and simple like this has the power to shift everything about me and my day.

Whenever I find one affirmation that resonates with me and changes my vibration, I write it anywhere and everywhere ~ notebooks, diary, phone, calendar, and so on. The best part is that I usually end up forgetting all about it, until the moment I “accidentally” see it again, while in the middle of some turmoil, doing everyday stuff.

It’s usually the moment I need to see it the most.

And for that little bit of magic, I am always so grateful!

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Today I’m sharing the recipe for this meal. Usually it’s my breakfast that looks like this, a smoothie or a smoothie bowl, but if I’m having lunch at home I end up doing something pretty similar again. The base is usually frozen bananas and then I mix it with some other fruit or veggies. It’s the essiest way I know to enjoy lots of fruit and superfoods on a daily basis.

Ingredients:
(Organic, if possible)
~ 2 large apples
~ about 4 large frozen bananas
(See here how to freeze them)
~ aloe vera gel (see here how I get it)
~ 1 cup of water
~ 1 tablespoon of maple syrup (or a couple of dates)
~ 1/2 teaspoon of chlorella (I used iswari)
~ 1/2 teaspoon of spirulina (I used iswari)
~ 1 handful of coconut dried flakes

Directions:
~ put everything in a blender or food processor, except for the coconut flakes and spirulina.
~ de-seed dates if using
~ blend really well and put it in a large bowl.
~ top with the spirulina (use the spoon to twirl it a bit on the surface so it looks prettier. We eat with our eyes, too!) and coconut flakes
~ enjoy and have a beautiful day!

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Creamy apple and ginger smoothie and A Course in Miracles ~ Batido cremoso de maçã e gengibre e Um Curso em Milagres

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Nestas últimas semanas, tem sido este o meu cenário logo após acordar, onde vou buscar o combustível e a inspiração para mais um dia – um batido cremoso de maçã e gengibre e as lições de Um Curso em Milagres.

Se tivesse que escolher um único livro para ler durante o resto da minha vida, seria este.

São incontáveis as ocasiões em que os meus olhos encontraram as primeiras linhas da introdução deste livro, nos últimos 3 ou 4 anos. Lê-las provocou sempre um eco tremendamente vibrante cá por dentro.

“Este é um curso em Milagres. É um curso obrigatório. Só é voluntário o momento em que decides fazê-lo. Livre arbítrio não significa que podes estabelecer o currículo. Significa apenas que podes escolher o que queres aprender em determinado momento. O curso não tem por objetivo ensinar o significado do amor, pois isso está além do que pode ser ensinado. Ele objectiva, contudo, remover os bloqueios à consciência da presença do amor, que é tua herança natural. O oposto do amor é o medo, mas o que tudo abrange não pode ter opostos.

Mas de algum modo, arranjei sempre maneira de me convencer de que ainda não estava bem preparada, ainda não, para mergulhar profundamente e me comprometer com o estudo de tais palavras. Que não era esperta ou dedicada o suficiente e demasiado preguiçosa e superficial para compreender o que quer que fosse que lá estivesse. Portanto, nem valia a pena tentar, não é Catarina?

Ui, o meu ego consegue ser feroz mas, tal como se costuma dizer, a luz só precisa da fresta mais mínima para começar a entrar.

E finalmente, devido a algo que me andava a aparecer constantemente durante as meditações, desisti da resistência e arranjei o livro. E, surpreendentemente, não foi preciso qualquer esforço.
Senti que algo por aqui se rendeu e abriu um espaço enorme, muito quieto, tão receptivo e tranquilo, mas ao mesmo tempo tão forte que sinto que chega para conter um rio inteiro.

Tenho levado isto com muita calma mas posso dizer que, logo desde a primeira frase, ler este livro oferece-me aquele sentimento que só pode ser descrito com aquele clichê piroso de “sensação de voltar a casa”. Tal e qual, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

Tenho feito as lições diárias e ando a ler o texto e hoje escolhi partilhar aqui algumas palavras logo do início que ressoaram bastante comigo:

“A evolução é um processo no qual aparentemente passas de um estágio ao seguinte. Corriges os teus passos equivocados anteriores, caminhando para a frente. Esse processo é, de facto, incompreensível em termos temporais, porque retornas na medida em que avanças. A Expiação é o instrumento através do qual podes te libertar do passado na medida em que avanças. Ela desfaz os teus erros passados, assim fazendo com que seja desnecessário que tenhas que ficar revendo os teus passos sem avançar para o teu retorno.”

E enquanto deixamos isto a marinar durante um bocado, vamos passar para este batido muito cremoso, delicioso e saudável.

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Esta receita dá cerca de 1 litro, que é a quantidade que eu costumo ingerir após acordar. Por favor adapta as quantidades consoante as tuas necessidades pessoais.

(Para saber mais sobre estes ingredientes, basta clicar no nome.)

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
3 ou 4 bananas (frescas ou congeladas)
3 maçãs médios e saborosas
1 naco pequeno de gengibre fresco (mais ou menos do tamanho da ponta do polegar)
1 colher de chá de Ashwaganda em pó ou Maca em pó
1 cup/chávena/xícara de água

Instruções:
Tirar os caroços às maçãs e a casca às bananas e gengibre (eu gosto de comer a casca das maçãs).
Pôr tudo num liquidificador ou processador de comida e triturar até ficar muito cremoso.
Servir logo de seguida.

E para quem estiver a ler isto, quero que saibas que te estou muito grata e que desejo que tenhas umas Festas felizes e em paz, onde quer que estejas.
E sim, mais uma vez, piroso e clichê, mas tão verdadeiro.

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ENGLISH:

For the past few weeks, this is what has kept me company right after waking up, as I fuel and inspire myself for another day – a creamy apple and ginger breakfast smoothie and the lessons from A Course in Miracles.

If I had to pick only one book to read for the rest of my life, this would be it.

There were countless times during the past 3 or 4 years when my eyes came across the opening lines from the introduction of this book and reading it has always produced a tremendously vibrant echo within me:

“This is a course in miracles. It is a required course. Only the time you take it is voluntary. Free will does not mean that you can establish the curriculum. It means only that you can elect what you want to take at a given time. The course does not aim at teaching the meaning of love, for that is beyond what can be taught. It does aim, however, at removing the blocks to the awareness of love’s presence, which is your natural inheritance. The opposite of love is fear, but what is all-encompassing can have no opposite.”

But somehow I kept finding a way to convince myself that I wasn’t quite ready, not just yet, to dive in completely and commit fully to the study of such words. That I wasn’t that smart or dedicated and way too lazy and superficial to even get any of it. So way even try, Catarina?

Oh, my ego can be fierce but it’s like they say, it only takes the tiniest crack for the light to make its way in.

So finally, because of something that showed up to me during meditation, time and time again, I gave up resistance and got the book. And surprisingly, it was quite effortless.
I felt something right here surrendering and clearing a huge quiet space that seems so receptive and so very calm, while also feeling strong enough to hold an entire river.

I’m taking it slow but I can tell you that from the very first sentence, reading it gives me that feeling that can only be described with that cheesy cliché of “coming home”. Yap, cheesy and cliché, but so true.

I’ve been doing the daily lessons and reading the text and today I chose to share with you a few words from one of the first pages that really resonated with me:

“Evolution is a process in which you seem to proceed from one degree to the next. You correct your previous missteps by stepping forward. This process is actually incomprehensible in temporal terms, because you return as you go forward. The Atonement is the device by which you can free yourself from the past as you go ahead. It undoes your past errors, thus making it unnecessary for you to keep retracing your steps without advancing to your return.”

And while we let that marinate for a while, let’s go straight to this creamy, delicious and healthy smoothie.

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This gives about 1 liter, which is what I usually have for breakfast but please adapt the quantities according to your personal needs.

(To learn more about these ingredients, just click on the names.)

Ingredients:
(Organic, if possible)
3 or 4 bananas (frozen or fresh)
3 tasty medium size apples
1 small slice of fresh ginger
1 teaspoon of ashwaganda powder or maca powder
1 cup of water

Instructions:
De-seed the apples, remove skin from ginger and peel the bananas (I like to eat the skin from the apples). Place everything in a blender or food processor and blend until it’s creamy. Serve right away.

And to whoever is reading this, I want you to know that I’m very grateful for you and I wish you happy and peaceful Hollidays, wherever you may be.
And yet again, cheesy and cliché, but so true.


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Carrot and cinnamon raw nana ice cream ~ Gelado cru de banana, cenoura e canela

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Aproveitei esta tarde tão cinzenta para vir aqui escrever algumas linhas, coisa que já não faço há algum tempo. Espero que este post vos encontre bem e que andem a aproveitar ao máximo o vosso verão (ou inverno, dependendo do vosso hemisfério actual).

Eu tenho andado a ser puxada para todo o tipo de actividades ao ar livre porque o desejo de me fundir com o sol, o mar e a natureza em geral tem sido muito forte. Tenho aproveitado todas as oportunidades para o fazer e também para desfrutar da companhia de outras pessoas.

Os meses mais quentes fazem-me sentir tão mais viva e ligada à vida que tento mergulhar profundamente neles sem hesitação. Para dizer a verdade, a última coisa que me tem apetecido ultimamente é ficar dentro de casa, de rabo sentado a olhar para este ecrã e escrever.

Nos momentos em que não me é possível estar lá fora a tirar partido deste clima fantástico e da beleza natural da costa portuguesa, tenho investido em leitura, exercício físico e meditação. Ou simplesmente ponho-me a praticar o silêncio para ver se consigo ouvir melhor o que este mundo tem para me ensinar. A descoberta parece nunca terminar…

Resumindo e concluindo, tenho andado a seguir aquilo que me ilumina e me faz sentir mais feliz. Dizem que essa é a maneira certa de fazer esta coisa chamada de vida, não é?

Queria partilhar convosco um pouco de um dos meus livros preferidos que gosto de revisitar de vez em quando. Há livros que quando os volto a ler parece que já sei de cor cada frase, cada palavra, sinto o eco de cada uma delas bem cá no fundo, mas mesmo assim sabe-me sempre tão bem voltar lá. Tal é o caso de “O regresso ao amor” de Marianne Williamson:

“O amor é aquilo com que nós nascemos. O medo é aquilo que nós aprendemos aqui. A jornada espiritual é o abandonar – ou o desaprender – do medo e a aceitação do amor de volta aos nossos corações. O amor é o facto existencial essencial. É a nossa realidade final e o nosso propósito na Terra. Estar conscientemente ciente dele, experimentar o amor em nós mesmos e nos outros é o significado da vida. O significado não reside nas coisas. O significado reside em nós mesmos.”

“Qualquer situação que nos provoque é uma situação em que ainda não temos a capacidade de amar incondicionalmente.”

“É através do nosso próprio despertar pessoal que o mundo pode ser desperto. Nós não podemos dar aquilo que não possuímos.

Não sei se este é o tipo de literatura que ressoa convosco, mas eu leio e releio este livro desde 2012 porque nunca se torna cansativo ou ultrapassado e parece fornecer-me sempre respostas que por vezes nem sabia andar à procura.

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E hoje também trago uma receita muito simples, como já é meu hábito.

Tenho feito gelado cru de banana quase todos os dias para a minha primeira refeição e uma das minhas versões preferidas é esta.

Eu sei que algumas pessoas não têm muito apetite logo quando acordam, mas eu saio da cama esfomeada e gosto de desfrutar de uma boa e grande refeição logo de manhã, a seguir a beber 1l de água morna com limão.

O ideal é respeitar sempre os ritmos naturais do organismo de cada um e não tentar contrariá-lo. Podem e devem alterar sempre as quantidades das receitas de acordo com o vosso apetite e necessidades físicas.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
5 ou 6 bananas congeladas
1 cenoura bem grande ou 2 médias
3 ou 4 tâmaras demolhadas e sem caroço
1/3 de colher de sopa com canela em pó
Opcional: 1 colher de chá de maca ou ashwaganda em pó

Instruções:
Cortar as cenouras e juntar tudo num liquidificador ou processador de comida. Alguns liquidificadores necessitam de um pouquinho de líquido para funcionarem bem. Se for o caso do vosso, acrescentem a quantidade de água necessária. Triturar tudo até ficar uma pasta homogénea com a consistência de gelado. Por vezes é necessário parar a meio de triturar e dar uma ajuda com uma colher ou garfo para misturar tudo bem. Servir e comer de seguida. Podem ainda juntar os vossos toppings preferidos, como pepitas de cacau, côco ralado, amoras brancas secas, etc.

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ENGLISH:

I’m taking advantage of a very grey afternoon to come here and write, something I haven’t done in quite some time. I hope this post finds you well, hopefully making the most of your summer (or winter, depending on which hemisphere you are at the moment).

Lately I’ve been pulled to all sorts of outdoors activities because the desire of merging with the sun, sea and nature in general has been so strong. I’ve been seizing all the oportunities to do so and also to enjoy the company of others.

The warmer months make me feel so much alive and in tune with life, I try to dive fully into them without hesitation. Honestly, the last thing I’ve been wanting is to stay at home, sit on my butt, stare at this screen and write.

During the moments I can’t be outside enjoying this amazing weather and the beauty of the portuguese coast, I’ve been investing my time in reading, physical exercise and meditation. Or simply practicing silence to better listen to what this universe has to teach me. It seems to be a never ending discovery…

Long story short, I’ve been following what lights me up and makes me feel most happy. They say that’s the way to do this thing called life, right?

I wanted to share a little bit of one of my favorite books, one I like to revisit every once in a while. There are books that I seem to one every sentence, every word by hard and every time I reread it I can feel the eco of each word in the bottom of myself. But it still feels good to go back to them every single time. One of those books is “The return to Love” by Marianne Williamson:

“Love is what we are born with. Fear is what we learn. The spiritual journey is the unlearning of fear and prejudices and the acceptance of love back in our hearts. Love is the essential reality and our purpose on earth. To be consciously aware of it, to experience love in ourselves and others, is the meaning of life. Meaning does not lie in things. Meaning lies in us.”

“Any situation that pushes our buttons is a situation where we don’t yet have the ability to love unconditionally.”

“It is only through our own personal awakening that the world can be awakened. We cannot give what we do not have.

Maybe this type of literature isn’t what resonates with you but I’ve been reading and rereading this book since 2012 and it never feels boring or old. And it seems to give me answer I didn’t even know I was looking for.

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And today I’m bringing you a very simple recipe, as usual.

I’ve been eating nana ice cream pretty much every morning and this is one of my favorite versions.

I’m aware that some people don’t have much of an apetite when waking up but I get out of bed feeling really hungry, needing a good and large meal right away, after drinking 1liter of warm water with lemon.

The best thing to do is to respect the natural rhythm of your body and don’t try to force anything. So, please feel free to adjust the quantities of the recipe, according to your appetite and physical needs.

Ingredients:
(Organic, if possible)
5 or 6 frozen bananas
1 very large carrot or 2 medium carrots
3 or 4 soaked de-pitted dates
1/3 of tablespoon of cinnamon powder
Optional: 1 teaspoon of maca or ashwaganda powder

Directions:
Chop the carrots and put everything in a blender or food processor. Some blenders require a bit of liquid to work properly, so if it’s the case with yours, just add a little bit of water. Blend everything very well untill it’s the consistency of ice cream. You may need to stop the blending a few times and give it a twist with a spoon or fork. Serve and eat right away. You may add your favorite toppings such as cacao nibs, coconut, dried mulberries and so on.


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Eating mindfully + Turmeric and Citrus juice ~ Comer conscientemente + Sumo de citrinos e curcuma

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

É tão fácil uma pessoa bloquear-se com tantas regras, leis, planos, informação. Tudo isto pertence a um nível mental e não ao pulsar do corpo. Saber ouvir o corpo é uma das melhores habilidades que podemos cultivar. No que toca a comer, é comum ver pessoas a comerem sem estarem presentes, sem estarem lá. Andam enfiadas na sua cabecinha a pensar em ontem ou amanhã ou a pensar se estão a comer bem, mal, preocupadas a contar calorias ou inumerar ingredientes.

Tenho um único conselho para todos: desfrutem da vossa comida!

Claro que é importante fazer o trabalho de casa, pesquisar e aprender continuamente, mas tudo isso deve ficar de lado no momento em que nos alimentamos.

Para desfrutar temos que descer à terra, habitar verdadeiramente o nosso corpo e ganhar consciência do que estamos a fazer nesse preciso momento, sem distracções interiores ou exteriores.

Uma maneira simples de atingir esse estado de espírito é esfregar as mãos uma na outra durante alguns segundos e depois respirar fundo cinco vezes, deixando a inspiração ir até ao baixo ventre, relaxando os ombros e todo o corpo.

Consegues sentir como as mãos agora estão diferentes? E o corpo, como está agora?
Se há alguma parte com dor ou tensão, respira mais 5 vezes, imaginando que a respiração vai directamente até esse ponto.

Algo que eu gosto de praticar para tornar o acto de nutrir o meu corpo num hábito de consciência plena em vez de um hábito automático, é olhar para a comida que estou prestes a ingerir e vê-la realmente. Identificar mesmo tudo o que como ~ os alimentos, a cor, a textura, o cheiro, o sabor…

E por vezes gosto de levar esta ligação ainda mais longe e pensar em tudo o que foi necessário para que esses alimentos tenham vindo parar à minha mesa.

Todo o trabalho, tempo, recursos naturais, pessoas, dedicação, esforço, dinheiro, etc que foram necessários para que eu possa agora e aqui desfrutar de um morango, uma couve, um pimento.

Porque ao pensar nisso, sinto-me automaticamente inundada por gratidão.

E a gratidão traz-me sempre de volta à terra. E é com os pézinhos bem plantados no chão que consigo nutrir e respeitar o meu corpo, seguindo as suas orientações que me chegam através do instinto e intuição.

E se é costume começares a divagar para pensamentos menos simpáticos enquanto comes, porque não usar o pensamento como uma âncora da atenção?

Nesse momento, toma a decisão de pensar que cada dentada ou gole que dás está a contribuir para que estejas agora e sempre feliz, saudável, jovem, energético/a, descontraído/a, lindo/a, sexy, divertido, etc…
Usa as palavras que melhor ilustrem a tua ideia de “saúde e bem estar”.

E desfruta de cada pedacinho com prazer, com tempo e com alegria.

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O sumo que partilho hoje faz-me feliz só de olhar para ele porque me sinto prestes a beber raios de sol! Assim que o calor aumenta, sinto-me naturalmente inclinada para escolher alimentos laranjas ou vermelhos que ajudam a pele a receber e beneficiar do sol em todo o seu esplendor.

Nunca tive tanta facilidade em ficar bronzeada e em manter o bronze durante o ano todo. E eu sou mesmo muito branquinha, mas a alimentação faz toda a diferença, tal como já tinha mencionado aqui.

A vitamina C também é uma óptima aliada para manter a pele bonita e jovem, apesar de muita gente só pensar nesta vitamina quando está constipado. As laranjas são uma fruta muito popular mas as toranjas não lhes ficam nada atrás e até nos ajudam a combater a celulite, como explico aqui.

E por fim, se ainda não conhecem a curcuma, um dos meus anti-inflamatórios preferidos, peço que leiam este post.

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Esta receita dá cerca de 1 litro de sumo e eu costumo bebê-lo a meio do dia ou como primeira parte de uma das refeições principais.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
5 laranjas bem doces
1 toranja
1/3 de colher de chá com curcuma em pó

Instruções:
Usando um espremedor de citrinos, espremer o sumo das laranjas e da toranja. Deitar o sumo num frasco, copos ou jarro e juntar ao sumo a polpa que ficou de lado. Assim o sumo fica cheio de fibra e evita subidas drásticas do nível do açúcar no sangue. Adicionar a curcuma em pó e mexer muito bem.
Beber de seguida e visualizar o sol dentro da barriga!

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ENGLISH:

It’s so easy for someone to feel blocked with so many rules, laws, plans, information. All of that belongs to a mental level and not to the pulse of your body.

Knowing how to listen to your body is one of the best skills one can nurture.
When it comes to eating, it’s so common to see people doing it without really being there, without being present. They’re stuck in their little heads, thinking about yesterday or tomorrow, or worrying if their eating right or wrong, counting calories or analyzing ingredients.

I have one and only one advice for everyone: enjoy your food!

And yes, it’s important to do your homework, research and keep on learning continuosly, but all that should step aside when we are eating.

In order to be able to enjoy we must ground ourselves, actually inhabit our body and gain awareness of what we are doing at that precise moment, without any internal or external distractions.

A simple way to achieve this state is to rubb your hands together for a few seconds and then take five deep breaths, allowing the inhalation to go all the way to your belly, relaxing the shoulders and the rest of the body.
How does it feel? Are your hands different now? And the rest of your body?
If you sense any discomfort or tension, simply breath five more times, visualizing the air going all the way to that specific part of the body.

Something I like to practice in order to bring mindfulness to eating, instead of it being just an automatic habit, is to look at the food I’m about to eat and really see it. Identify everything that I eat ~ the produce, the colours, the texture, the fragrance, the taste…

Sometimes I enjoy taking this process abit further and I start thinking about everything that was necessary for that food to end up on my plate. All the work, time, people, dedication, natural resources, effort, money and so on, it takes so I can eat one strawberry, one piece of kale, one red bell pepper.

As I think about this, I’m naturally flooded with gratitude.
And gratitude always brings me back to earth. I need my feet planted on the ground so I can nurture and respect my body, listening to its guidance that comes to me as intuition or instinct.

And if you have a tendency to let your thoughts wander into a negative place while you’re eating, why not use your thoughts as an anchor for your attention and focus?
Choose to think that every bite or sip you take is making you healthy, happy, young, energetic, relaxed, beautiful, sexy, etc… Just use the words that best translate your idea of “health and wellness”.

And enjoy every little bit of whatever it is you’re eating, with pleasure, time and joy.

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The juice I’m sharing today makes me happy just from looking at it because it makes me feel like I’m about to drink sunshine!

As soon as the warm weather kicks in, I feel naturally inclined to eat lots of orange and red colored food that have the power to help the skin receive and benefit from solar exposure. It has never been so easy for me to get a tan and maintain it during all year. And my skin is really fair but what we eat makes all the difference, just like I’ve mentioned here before.

Vitamin C is also a great ally for the skin, keeping it young and healthy, even though most people only think about this vitamin when they catch a cold. Oranges are one of the most popular fruits, but grapefruits are just as amazing and they’re great to help us get rid of cellulite too.

And finally, if you’re not familiar with turmeric, one of my favorite anti-inflammatories, please read all about it here.

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This recipe makes about 1 liter of juice and I usually drink it in the middle of the day or as the first part of one of my main meals.

Ingredients:
(Organic, if possible)
5 really sweet oranges
1 grapefruit
1/3 of teaspoon with turmeric
powder

Directions:
Use a citrus juicer or press to juice the oranges and grapefruit. Pour the juice into a jar or glass and add the pulp. This way the juice will have lots of fibre and it won’t spike up your blood sugar levels. Add the turmeric and mix the juice really well. Drink right away and visualize the sun inside your belly!


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Mango, carrot and turmeric smoothie ~ Batido de manga, cenoura e curcuma

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Mesmo naqueles dias de penumbra, vazios de momentos interessantes, prazerosos ou alegres, tento sempre deixar o carimbo de um gesto positivo antes de partir para a jornada seguinte. Quando me sinto bloqueada, preguiçosa, num limbo, acabo por me lembrar disto:

“O que és é o que tens sido. O que serás é o que fazes agora.” -Buddha

E questiono-me: o que poderei cumprir hoje que me irá fazer sentir orgulhosa daqui a uns meses, quando olhar para trás?
Por vezes a resposta fala-me num gesto tão diminuto, tão microscópico, mas é o suficiente para me reconciliar com a minha própria pele.
Pode ser algo tão simples como escolher responder a uma pessoa com um sorriso, em vez de ficar aborrecida com a pergunta, desligar a TV e pegar num livro, comer isto e não aquilo, ir dar um passeio em vez de ficar fechada dentro de quatro paredes, subir pelas escadas e não pelo elevador, meditar em vez de fazer algo aparentemente mais “produtivo”. E é o suficiente para me deixar a sentir que estou mais perto da pessoa que nasci para ser. E isso deixa-me com a sensação de estar no caminho certo, independentemente da minha opinião sobre esse caminho. Já não o julgo, só trabalho em aceitá-lo.

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E uma das muitas paragens por onde esse caminho me tem levado é a alimentação crudívora, baixa em gorduras e rica em hidratos. Eu gosto de simplificar as refeições ao máximo, focando-me em frutas e legumes frescos e maduros em abundância, o que me permite viver com uma energia e leveza mais vibrantes que nunca. A minha alimentação tem sido praticamente batidos verdes e saladas com poucos ingredientes de cada vez. Hoje partilho um dos meus batidos preferidos e é um dos poucos que não leva bananas. Lembrei-me de partilhá-lo porque sei que há muita gente que ainda não se rendeu às bananas, apesar de serem um fruto absolutamente maravilhoso para a saúde geral, desde que consumido da maneira correcta, como explico aqui. Para os mais resistentes, sugiro usarem banana congelada porque o sabor fica mais suave e a cremosidade aumenta. Podem ver como congelar as bananas aqui.

Um dos ingredientes deste batido é a CURCUMA, um tubérculo que gosto de incluir na minha alimentação por ser um anti-inflamatório potente, com propriedades anti cancerígenas muito fortes.
É conhecido por combater variadíssimos cancros e doenças auto-imunes, assim como todo o tipo de inflamação no organismo, desde artrites, fibromialgia ou lúpus. Ajuda a purificar o sangue e a equilibrar sistemas como o circulatório, hormonal ou o digestivo. É um grande aliado na prevenção de doenças cognitivas como Alzheimer e ajuda a recuperar de doenças de pele devido a propriedades antioxidantes, anti-fúngicas e anti-bacterianas.

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A fruta madura é doce o suficiente para mim e já não uso adoçantes nos batidos. Mas se estiverem habituados a comer açúcar processado (aproveitem e mudem para açúcar de côco) são capazes de sentir necessidade de adicionar algumas tâmaras.
Este batido verde tem cerca de 500 ml e pode ser facilmente transformado numa taça de batido, desde que reduzam a quantidade da água.

(Quando a minha refeição é só isto, duplico as quantidades dos ingredientes.)

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1/2 manga
1 cenoura grande
1 laranja (só o sumo ou a laranja inteira descascada, se quiserem um batido bem espesso)
Sumo de 1/2 lima
2/3 cup/chávena/xícara de água
1/2 colher de chá de curcuma em pó
Opcional: 2 ou 3 tâmaras (sem xaropes adicionados), 1/2 colher de sopa de sementes de chia ou cânhamo.

Instruções:
~ Se quiserem usar as tâmaras, ponham-nas de molho durante alguns minutos até ficarem moles e retirem os caroços.
~ Descascar a manga e cortá-la em pedaços. Cortar a cenoura (eu como com casca) também em pedaços.
~ Juntar todos os ingredientes numa liquidificadora ou processador de comida e triturar bem durante alguns minutos até terem a certeza que já não há pedaços de cenoura.

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ENGLISH:

Even on those foggy days, empty from interesting, pleasurable or joyful moments, I try to stamp them with a positive gesture before moving along the calendar. When I feel blocked, lazy, stuck in a limbo, this is what comes to my mind:

“What you are is what you have been. What you’ll be is what you do now.” -Buddha

And I ask myself: what can I accomplish today that will make me feel proud when I look back in a few months?
Sometimes the answer speaks of such a tiny, microscopic gesture but it’s enough to make peace with my own skin. It can be something as simple as answering someone with a smile instead of being upset about the question, turning off the TV and picking up a book, eating this and not that, going for a walk outside instead of being stuck inside four walls, taking the stairs instead of the elevator, meditating instead of doing some other thing much more “productive”. But it’s enough to leave me with the feeling that I’m getting closer to the person I was born to be. That I’m on the right path, regardless of my opinion about the road that has been chosen for me. I no longer judge, I just work on accepting it.

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And one of the many places this road has taken me is eating low fat and high carb raw food. I like simplifying my meals to the max, focusing on an abundance of fresh and ripe fruits and veggies, which allows me to live with more lightness and high vibe energy than ever before. I’ve been eating mostly salads and green smoothies with just a few ingredients at a time and today I’m sharing one of my favorite smoothies as of late, and it’s one of the very few that I make without bananas. I know some of you aren’t big fans of bananas, even tough it’s such an amazing food for our overal health, as long as you eat it the right way, just like I explain here. If this is your case, I encourage you to try frozen bananas because the flavor becomes a lot softer and the texture a lot creamier. You may learn how to freeze bananas on this post.

One of the ingredients of this smoothie is TURMERIC, a root I love adding to my meals because it’s such a powerful anti-inflammatory with strong anti-cancer properties. It’s known for fighting several cancers and auto-immune disorders, as well as decreasing all kinds of inflammation in the body, from arthritis, fibromyalgia or lupus. It cleanses the blood and helps regulate several systems, such as the circulatory, hormonal or digestive systems. Turmeric is a great food to prevent cognitive diseases like Alzheimer’s and it also improves several skin conditions due to its anti-fungal, anti-oxidant and anti-bacterial properties.

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Ripe fruit provides more than enough sweetness for my taste and I no longer add sweetners to my green smoothies. But if you’re used to eating processed sugar (shift to coconut sugar instead) you may feel the need to add a couple of dates.
This smoothie is about 500ml and can be easily transformed into a green smoothie bowl by simply adding less water.

(When this is my entire meal, I double the ingredients.)

Ingredients:
(Organic, if possible)
1/2 mango
1 large carrot
1 orange (just the juice or the whole de-skinned orange if you like thick smoothies)
Juice from 1/2 lime
2/3 cup of water
1/2 teaspoon of powder turmeric
Optional: 2 or 3 dates (without added syrups), 1/2 tablespoon of chia or hemp seeds.

Directions:
~ If using dates, soak them for a few minutes to soften them up and remove seeds.
~ De-skin the mango and chop it into small pieces. Chop the carrot (I eat it with skin) and place every ingredient in a blender or food processor. Blend for a few minutes until you no longer see carrot chunks.

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Chocolate raw buckwheat porridge with fruit ~ Mousse de chocolate com trigo sarraceno e fruta (cru)

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

A citação que hoje partilho é dedicada a todos os que, como eu, se encontram na longa jornada para recuperar do perfeccionismo:

Dá o que tiveres. Para alguém, poderá ser bem melhor do que algumas vez te atreveste a pensar.
Henry Wadsworth Longfellow

Quantas vezes já se impediram de fazer ou partilhar alguma coisa porque acharam que não era suficientemente bom? O que quer que consigam fazer, dizer, escrever ou pensar aqui e agora é a vossa verdade e é isso que o torna interessante e valioso. E pode ser exactamente o que outra pessoa precisa neste mesmíssimo momento. Por isso vão em frente e façam-no!

Eu tenho percorrido um longo caminho mas acho que já posso dizer que o perfeccionismo deixou de controlar grande parte da minha vida. Já tinha escrito antes sobre isso e como acho que o perfeccionismo não passa de uma ratoeira que nos impede de viver e criar. Se tiverem curiosidade e interesse, podem ler o texto completo aqui.

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E a receita do dia é uma mousse achocolatada com trigo sarraceno cru que eu fiz para o meu pequeno almoço durante o fim de semana.
Assim que acordei senti desejos de comer chocolate (era aquela altura do mês, se é que me entendem…) por isso decidi mudar um pouco a rotina e fazer algo diferente dos meus habituais batidos verdes.

Como já expliquei aqui, sou bastante sensível ao cacau por isso costumo optar pela alfarroba que é um alimento simplesmente fantástico.

E como estava imenso frio achei que seria uma boa opção usar trigo sarraceno, por todas as razões que já tinha mencionado neste post.

O resultado é delicioso, muito saciante e energizante! Juntei um pouco de côco ralado, amoras e framboesas mas sejam criativos e adicionem o que preferirem.

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Esta receita é para 1 pessoa.

Ingredientes:
(Se possível, biológicos)
1/2 cup/chávena de trigo sarraceno cru
1/3 cup/chávena de leite vegetal
2 bananas grandes e bem maduras (não comes bananas? Lê isto, por favor)
2 colheres de sopa de alfarroba em pó
1/2 colher de sopa de canela em pó
Opcional: 2 colheres de chá de maca em pó

Instruções:
~ demolhar o trigo sarraceno durante a noite ou pelo menos durante 15/20 minutos. Este passo é muito importante e não deve ser ignorado. Para mais info sobre esta questão, leiam isto. Lavar muito bem o trigo sarraceno até ficar limpo e sem “ranhocas”.

~ juntar todos os ingredientes num processador de comida ou liquidificadora e triturar até ficar uma mousse cremosa e homogénea.

~ servir numa taça ou frasco de vidro e, se assim desejarem, juntar fruta fresca, sementes, etc.

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ENGLISH:

The quote I’m sharing today is dedicated to all my fellow perfectionists on the long road to recovery:

Give what you have. To someone, it may be better than you dare think.” Henry Wadsworth Longfellow

How many times have you stopped yourself from doing or sharing something because you thought it wasn’t good enough? Whatever you can do, say, write or think right here and right now is your truth and that is exactly what makes it interesting and worthy. And it may be exactly what someone else needs at this moment. So go ahead and do it anyway!

I’ve come a long way and I can now honestly say that perfectionism no longer controls most of my life. I’ve written a bit about it before and how I feel that perfectionism it’s actually a trap that keeps us from living and creating. If you interested you may read the whole thing here.

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And my recipe for today is a very chocolaty raw buckwheat porridge that I made for breakfast during last weekend. I was craving chocolate right when I woke up (it was that time of the month, if you know what I mean…) so I decided to change things up a bit and do something other than my usual green smoothies.

Like I’ve explained here, I’m quite sensitive to cacao so I usually go with carob because it tastes just as good and is an amazing food.

And because it was freezing, buckwheat seemed like a good choice, for all the reasons I’ve mentioned before.

It turned out quite delicious, so filling and energizing! I topped it with some coconut, raspberries and blackberries but you can get creative and add whatever you want.

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This recipe serves 1 person.

Ingredients:
(Organic, if possible)
1/2 cup of raw buckwheat groats
1/3 cup of plant based milk
2 large and very ripe bananas (don’t like bananas? Please read this)
2 tablespoons of carob powder
1/2 tablespoon of cinnamon powder
Optional: 2 teaspoons of maca powder

Directions:
~ soak the buckwheat groats overnight or at least for 15/20 minutes. This is a very important step and shouldn’t be ignored. For more info on soaking, please go here. Drain and wash the buckwheat really well until the water is completely clean and free from goo.

~ put all ingredients in a blender or food processor and blend until you get a smooth porridge.

~ serve in a bowl or jar and top it with some fresh fruits, seeds, etc if you want to.

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8 Smoothies for a healthy New Year! ~ 8 Batidos para um ano novo saudável!

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(PLEASE SCROLL DOWN FOR ENGLISH VERSION)

Hoje trago-vos alguns dos batidos com frutas e vegetais que tenho feito nas últimas semanas para se inspirarem e perceberem como é fácil e simples fazer uma refeição saudável e deliciosa. Para além disso é rápido e o único equipamento que necessitam é de uma liquidificadora.

Se ainda não conhecem todos os benefícios e características dos batidos verdes, peço-vos que leiam primeiro este post onde explico tudo em pormenor.

Os batidos verdes são uma óptima opção para quem tem dificuldade em aumentar a quantidade de fruta e vegetais que consome no dia-a-dia e eu aconselho fazerem para a primeira refeição, logo de manhã. É uma óptima maneira de ficar com muita energia sem provocar picos de açúcar no sangue, isto porque estamos a consumir a fruta e os vegetais na sua totalidade, que tem a combinação perfeita de fibras, proteínas, vitaminas, minerais, açúcar e hidratos de carbono. Isto não acontece nos sumos, por exemplo. Quando bebemos um sumo estamos a consumir um pequena parte do alimento, sendo que essa parte é quase só açúcar.

Outra razão para escolher um batido logo pela manhã tem a ver com a digestão.
Os alimentos crus são digeridos muito mais depressa do que os alimentos cozinhados, por isso convém comer os crus antes de comer os cozinhados para evitar “engarrafamentos” no sistema digestivo.

Eu nunca perco muito tempo a pensar no batido que vou fazer. Tenho sempre muita fruta madura e vegetais em casa e improviso consoante o que há nesse dia.

Dito isto, há algumas regras (como a da digestão que já mencionei acima) que se deve ter em conta.
As pessoas mais sensíveis devem evitar juntar frutos doces com frutos ácidos. E alguns frutos como meloa ou melão nunca devem ser misturados com outros alimentos (nem mesmo outras frutas) porque são digeridos muito mais depressa e isso pode causar um grande caos digestivo.

Quando escolho as frutas penso se vou ter um dia muito cansativo e na quantidade de energia que irei gastar.
O meu melhor aliado para os dias com muito desgaste físico são bananas bem maduras. E se acham (como eu antigamente achava) que as bananas fazem mal ou engordam, leiam isto por favor.

Costumo usar alguns super alimentos mas não os considero essenciais para os batidos. São um mimo extra muito benéfico para a saúde, mas se não fizer parte da vossa despensa, não se preocupem e façam os batidos na mesma.
A base essencial para uma alimentação saudável são as frutas e vegetais biológicos em abundância.

Peço que tenham em conta que eu já bebo batidos há vários anos e que normalmente faço um batido como uma refeição completa. Quando comecei só conseguia beber cerca de metade da quantidade que faço hoje em dia porque o meu estômago não estava habituado a receber comida em abundância.
Estes batidos que partilho hoje convosco dão 1 litro, cerca de 4 cups/chávenas.
Se estiverem a começar, cortem as receitas pela metade e depois podem ir aumentando aos poucos e poucos.

Se não conseguirem beber tudo podem guardar num frasco/garrafa de vidro com tampa no frigorífico e beber no dia seguinte.

Para quem é novo nisto dos batidos verdes, peço que experimentem primeiro estas receitas. Também aconselho vivamente o batido “vacina contra a gripe” se começarem a sentir-se adoentados.

Estes batidos são o mais simples possível e só usei água, nem sequer usei leites vegetais para manter o custo o mais baixo possível.

Eu já não uso adoçantes nos batidos porque a fruta madura é suficientemente doce para mim, mas se precisarem de adoçar o sabor, aconselho que juntem 2 ou 3 tâmaras sem xaropes adicionados e sem caroços.

Espero que usem estas ideias como um ponto de partida flexível e que não se censurem de improvisar.
Para mais receitas de batidos basta fazer uma pesquisa rápida aqui no blog.

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Sempre que possível escolham alimentos e produtos biológicos.

1 ~ 4 folhas grandes de couve frisada, 3 bananas maduras, 4 laranjas, 2 cups/chávenas de água
Opcional: 1/2 colher de sopa de sementes de cânhamo descascadas e 1 colher de chá de chlorella

2 ~ 1 manga grande, 5 folhas grandes de acelgas, 1 naco de gengibre, 2 cups/chávenas de água
Opcional: 2 colheres de chá de baobab (usei Iswari) e buckinis por cima.

3 ~ 5 bananas bem maduras, 1 cup/chávena de morangos, 1/3 cup/chávena de beterraba, 2 cups/chávenas de água
Opcional: 1 colher de sopa de Açaí (usei Iswari)

4 ~ 3 bananas, 2 kiwis, 1/2 limão com casca, 2 cups/chávenas de espinafres, 1 naco de gengibre, 2 cups/chávenas de água
Opcional: 1/2 colher de sopa de sementes de chia (usei Iswari).

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5 ~ 1 Manga pequena, 3 bananas, 2 courgettes, 2 cups/chávenas de água
Opcional: 1 colher de chá de erva trigo

6 ~ 2 cups/chávenas de ananás, 2 cenouras grandes, 2 maçãs, 2 cups/chávenas de água
Opcional: 1 colher de chá de matcha (usei Iswari)

7 ~ 1 manga grande, 3 cups/chávenas de couve frisada, 1/2 limão com casca, 2 cups/chávenas de água
Opcional: 1 colher de chá de spirulina

8 ~ 3 maçãs, 2 cenouras, 1 dióspiro (caqui) grande, 2 cups/chávenas de água
Opcional: 1 colher de sopa de canela e 1 colher de chá de maca

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ENGLISH:

Today I’m bringing you some of the smoothies with fruit and veggies that I’ve been making the last few weeks with the intention to inspire you and help you realize how easy and simple it is to have a healthy and delicious meal. In addition, it’s fast and all you need is a blender.

If you don’t know about the benefits and specifics of green smoothies, please read this post where I explain everything with much detail.

Green smoothies are a wonderful choice for those who want to increase the amount of fruits and veggies in their daily routine. I always advise people to have a smoothie for breakfast because it’s a great way do fuel the body with lots of energy but without any blood sugar highs. This doesn’t happen because we eat every single part of the fruits and veggies in their perfect combination of fibre, protein, vitamins, minerals, sugar and carbs. In contrast, when we drink juice we only get a small part of the food, and that part is mostly sugar.

Another reason to choose a smoothie early in the morning has to do with digestion. Raw food is digested a lot faster than cooked food so it is better to eat raw food before we eat the cooked food in order to avoid a big “traffic jam” in the digestive system.

I don’t really spent a lot of time thinking about what smoothie I should make. I simply play with whatever I have in my kitchen and I always have lots of ripe fruit and veggies.

That said, there are a few rules we should keep in mind (like the one about digestion I mentioned earlier). If you’re prone to difficult digestion you should avoid mixing acid and sweet fruit. And fruit such as melons or cantaloupes should always be eaten on their own, without mixing with anything (not even other fruit) because they’re digested much faster and it may cause some caos in the digestive system.

When choosing what fruit to eat, I do keep in mind what type of day I’ll be having and how much energy I’ll be spending.

My best friend for those days with heavy physical activities is a lot of ripe bananas. If you think (like I did a few years back) that bananas are bad for you and make you fat, please read this.

I have the habit of using superfoods but I don’t think they are essential when it comes to smoothies. I look at superfoods as something extra that helps me boost my health but if you don’t have it, don’t worry and make the green smoothies anyway.
The basis for a good healthy life is lots of organic veggies and fruit.

Please keep in mind that I’ve been drinking smoothies like these for some years and that my smoothies are usually a full meal. Back when I started, I could only eat about half of what I eat nowadays because my stomach wasn’t used to receiving food in abundance.

Today’s recipes make smoothies of about 1 litre (4 cups) but you can cut them in half if you’re getting used to this kind of meals.
With time, you may start increasing the quantities slowly.
If you can’t drink all at once, you can keep the rest of it in a glass jar/bottle with a lid and place it in the fridge until the next day.

If you’re very new to all of this green smoothie stuff, please try this recipes first. I also advise you to try my “flu shot” smoothie if you’re feeling under the wheather.

This recipes are as simple as it gets and I only used water instead of veggie/nut milks to keep the cost as low as possible.

I no longer feel the need to sweeten my smoothies because the ripe fruit is sweet enough for me but you may add 2 of 3 dates (without added syrups or seeds) if you want.

I hope you use this recipes as a flexible starting point and have the courage to improvise. Just remember to keep it simple and easy!

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When possible, choose organic food and products.

1 ~ 4 large kale leaves, 3 ripe bananas, 4 oranges, 2 cups of water
Optional: 1/2 tablespoon of hemp hearts and 1 teaspoon of chlorella

2 ~ 1 large mango, 5 large chard leaves, 1 slice of ginger, 2 cups of water
Optional: 2 teaspoons of baobab (I used Iswari) and buckinis on top.

3 ~ 5 ripe bananas, 1 cup of strawberries, 1/3 cup of beet, 2 cups of water
Optional: 1 tablespoon of Acai (I used Iswari)

4 ~ 3 ripe bananas, 2 kiwis, 1/2 lemon with skin, 2 cups of spinach, 1 slice of ginger, 2 cups of water
Optional: 1/2 tablespoon of chia seeds (I used Iswari).

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5 ~ 1 small mango, 3 ripe bananas, 2 zucchinis, 2 cups of water
Optional: 1 teaspoon of wheat grass

6 ~ 2 cups of pineapple, 2 large carrots, 2 apples, 2 cups of water
Optional: 1 teaspoon of matcha (I used Iswari)

7 ~ 1 large mango, 3 cups of kale, 1/2 lemon with skin, 2 cups of water
Optional: 1 teaspoon of spirulina

8 ~ 3 apples, 2 carrots, 1 large persimmon, 2 cups of water
Optional: 1 tablespoon of cinnamon and 1 teaspoon of maca